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LARISSA MENEZES – ENDOCRINOLOGIA 
 
 
 Qualquer alteração do metabolismo dos 
lipides (HDL, LDL, triglicerídeos) 
 HDL: fração boa 
 LDL: fração aterogênico, é a pior pela formação 
de placas. A formação de placas é um processo 
a longo prazo, desde que nasce. Uma doença 
isquêmica não é repentina, é a longo prazo 
 
 
 Carótida antes e depois do procedimento de 
desobstrução: 
 
 A placa móvel é mais grave porque pode se 
mover e ir para um vaso mais estreito 
 
o Primaria: 
▪ Por defeitos genéticos que causem defeito 
na metabolização dos lipídios 
▪ Normalmente se apresenta em mais jovens 
▪ São mais agressivas e mais difíceis de tratar 
▪ Deposito de lipídios formando xantomas 
tendinosos (tendão abaulado), calcificaão 
acinzentada no arco corneano, xantelasma 
(pálpebra), xantoma tuberoeruptivo, 
xantoma eruptivo e xantoma palmar 
 
 
▪ Excesso de triglicerídeos: sobrenadante 
cremoso (comum em dislipidemia 
primária); não consegue fazer analise de 
LDL e não calcula 
LARISSA MENEZES – ENDOCRINOLOGIA 
 
 
o Secundaria: doenças, drogas ou hábitos de 
vida 
↑TGL e ↓HDL 
↑TGL e ↓LDL 
↑LDL e ↓HDL 
↑CT e ↓HDL 
↑TGL, ↑CT e ↑HDL 
↑TGL 
↑TGL, ↑LDL e ↓HDL 
↑TGL e ↓HDL 
 
Ç
↑ Hipotireoidismo 
Hepatopatia crônica 
Colestase 
Sindrome nefrótica 
Anorexia 
↑ Obesidade 
Excesso de 
carboidratos 
DM 
Etilismo 
Uremia 
Estrogênio 
Sedentarismo 
Acromegalia 
Cushing 
HIV 
Gestação 
Hipotireoidismo 
↓ Tabagismo 
Hepatite C 
Anabolizantes 
DM 
HIV 
Obesidade 
Sedentarismo 
NOTA: Ao pedir lipidograma vem tudo e não deve 
pedir só colesterol e sim colesterol total e frações! 
 
o Anamnese 
▪ Idade e sexo 
▪ Dieta: o que come em casa no dia a dia 
▪ Exercícios: quantos dias, tempo por dia e o 
que 
▪ Tabagismo, etilismo, drogas, 
medicamentos em uso 
▪ Causas secundarias: tratar a doença de 
base ou retirar medicamentos causadores 
▪ Patologias 
▪ Histórico familiar (AVC, IAM em quem e 
idade quando teve) 
o Clínica: 
▪ IMC 
▪ Estigmas 
▪ Circunferência abdominal 
o Laboratório: 
▪ Exame de plasma 
▪ Dosagem plasmática (CT, TG, HDL) 
▪ Formula Friedewald (LDL: CT – HDL – 
TGL/5) → LDL = COLESTEROL TOTAL – HDL 
– TRIGLICERIDEOS / 5 (perde a 
fidedignidade quando tgl está maior que 
400) 
▪ Não-HDL colesterol: CT – HDL 
▪ Glicemia de jejum 
▪ Hemoglobina glicada 
▪ FRn (função renal) 
▪ FT (função tireoidiana) 
▪ FHep (função hepática): analisa e vê o que 
tem necessidade de pedir 
 
o Pedir lipidograma se: 
LARISSA MENEZES – ENDOCRINOLOGIA 
 
▪ Doença arterial coronariana ou doença 
vascular aterosclerótica 
▪ Alto risco: HAS, DM, obesidade 
▪ História familiar positiva 
▪ Estigmas de dislipidemia 
▪ Pancreatite 
▪ Medicamentos: TRH ou Roacutan 
▪ Se não se enquadrar nos critérios acima, 
solicitar a partir dos 20 anos e a cada 5 anos 
 
o História familiar de evento cardiovascular 
prematuro (Mulher < 55 anos e Homem < 65 
anos) 
o Hipercolesterolemia primária (LDL: 160-189 
mg/dL e não-HDL: 190-219 
o Sindrome metabólica 
o DRC (TFGe<60, não tratada com diálise ou 
transplante renal) 
o Condições inflamatórias crônicas (AR, HIV) 
o História de menopausa prematura (<40 anos) 
e de condições associadas a gravidez que 
aumentam posteriormente o risco 
cardiovascular (pré-eclampsia) 
o Raça/etnia de alto risco: ascendência do sul da 
Ásia 
o Hipertrigliceridemia primária (TGL > 175 em 3 
medidas) 
o Aumento de PCRu: ≥2mg/dL 
o Aumento de Lp(a): ≥50mg/dL 
 
o Escores de risco: 
▪ Escore de risco global 
▪ Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis 
(MESA) 
▪ Reynolds Risk Score 
▪ United Kingdom Prospective Diabetes 
Study (UKPDS) Risk Engine 
▪ Framingham 
▪ Calculadora de risco cardiovascular 
brasileira: pacientes com IAM, derrame, 
obstrução carótida, algum evento parecido 
já sabe que é alto risco, não precisa colocar 
na calculadora 
 
 
 
 
 
 
LARISSA MENEZES – ENDOCRINOLOGIA 
 
o Alvos: 
 
▪ Não-HDL: 30 mg/dl acima da meta do LDL 
▪ Mínimo de tempo para reavaliar o perfil 
lipídio após tto medicamentoso: 6 
semanas 
MEV 
• Tabagismo 
• Álcool 
• Exercício físico: 
• Aeróbia 30 min 4-6x/sem (200 kcal/d) 
• Fortalecimento muscular 
• Diminuir TGL e aumentar HDL (quanto mais 
alto melhor, é um efeito protetor) 
• Dieta: orientação básica, mas encaminhar ao 
nutricionista 
 
• Dieta do mediterrâneo (oleaginosas, frutas, 
verduras, um pouco de vinho, azeites bons) é a 
com mais benefícios para dislipidemia: ação 
antioxidante com diminuição do LDL 
• Fitosteróis 2g/dia + Estatina → diminui LDL em 
10% 
• Baixo risco: insistir em MEV por 6 meses 
• Risco moderado: insistir em MEV por 3 meses 
• Alto risco: MEV + medicamento 
 
FÁRMACOS 
• ESTATINAS (INIBIDORES DA HMG-COA 
REDUTASE): 
➢ São os hipoglicemiantes de escolha na 
atualidade, sendo prescritas, geralmente 
em monoterapia. Além de baixar os níveis 
de LDL-c, as estatinas possuem efeito 
antiaterosclerótico independente do 
efeito hipolipemiante, pois são drogas 
“estabilizadoras do endotélio” (devido aos 
chamados efeitos pleiotrópicos, que 
incluem uma provável ação anti-
inflamatória nas placas de ateroma) 
➢ Tratar hipercolesterolemia 
➢ Diminuir LDL 
➢ Diminui LDL em 21-55% e TGL em 6-30% 
➢ Aumenta HDL em 2-10% 
➢ Ação maior noturna, deve usar a noite 
quando de meia vida curta (Sinvastatina) 
➢ Meia vida longa pode tomar qualquer 
horário do dia (Rosuvastatina e Atorva) 
➢ Ação: melhora função endotelial, estabiliza 
placa mole e instável evitando que se 
rompa, diminui inflamação e oxidação Lp, 
antitrombótico 
➢ Efeitos colaterais: miopatia, 
hepatotoxicidade, aumento discreto da 
glicemia. Por isso é importante tratar 
quem precisa ser tratado e insistir no MEV 
quando possível, pela avaliação do 
risco/beneficio 
➢ Não deixa de usar estatina porque o 
paciente é diabético, potencializa os 
medicamentos para diabetes e inicia a 
estatina 
➢ Contraindicação: gravidez, lactantes e 
hepatopatias agudas 
➢ Benefícios na prevenção primaria 
(primeiro AVC, IAM) e secundaria (evitar 
tem um segundo IAM, AVC...) 
➢ Se não alcançar a meta pode dobrar a dose, 
mas baixa em torno de 6%, o ideal é 
adicionar outra medicação. Mas na pratica 
dobra a dose pelo custo 
Ê
LARISSA MENEZES – ENDOCRINOLOGIA 
 
↓ >
ROSUVA 20 a 40mg 
ATORVA 40 a 80mg 
↓
ROSUVA 5 a 10mg 
ATORVA 10 a 20mg 
SINVA 20 a 40mg 
PRAVA 40 a 80mg 
FLUVA 40 a 80mg 
PITA 2 A 4mg 
LOVA 40MG 
↓ < SINVA 10mg 
PRAVA 10 A 20mg 
PITA 1mg 
LOVA 20mg 
FLUVA 20 a 40mg 
 
10 a 40 mg/dia 
10 a 80 mg/dia 
2 a 4 mg/dia 
20 a 40 mg/dia 
10 a 80 mg/dia 
20 a 40 m/dia 
20 a 80 mg/dia 
➢ Equivalência: 10mg de Rosuva = 20mg de 
Atova = 4mg de Pita = 40-80mg de Sinva 
• INIBIDORES DA ABSORÇÃO INTESTINAL DE 
COLESTEROL: 
➢ Ezetimibe/Vytorin (opção secundaria): 
diminui LDL de 10 a 25% e quando 
associado a estatina diminui em + de 25%, 
efeitos colaterais são raros, mas aumenta 
o custo 
➢ O ezetimibe é um medicamento que inibe 
a absorção de colesterol alimentar e biliar 
sem afetar a absorção de vitaminas 
lipossolúveis, triglicérides ou ácidos 
biliares. Na dose de 10mg, o ezetimibe 
diminui em até 50% a absorção intestinal 
do colesterol, resultando em queda de 15 
a 20% do LDL. Sua eficácia é maior quando 
utilizado em associação às estatinas, 
“potencializando” o efeito hipolipemiante 
destas últimas. 
• FIBRATOS: 
➢ Escolha em TGL>500 mg/dl, abaixo de 500 
deve insistir em MEV e tratar LDL com 
estatinas (o TGL não tem papel na 
formação de placas, por isso é mais 
importante manter o LDL na meta) 
➢ Diminui TGL em 20 a 35% e o LDL é variável 
entre 10 e 20% 
➢ Aumenta o HDL em 6 a 18% 
➢ Efeitos colaterais: dor muscular/mipatia 
(pede dosagem de CPK e se tiver acima de 
7 a 10x o limite superior, precisa avaliar a 
suspensão da estatina porque o risco de 
rabdomiólise é maior), astenia, prurido, 
cefaleia, gastrointestinais 
➢Atenção: se insuficiência renal usar 
genfibrozila (não usar se TFG<15) 
➢ Contraindicação: litíase biliar, alteração da 
função hepática, gestantes ou lactantes 
➢ Ciprofibrato (Lipless): 100mg/dia em uma 
tomada 
➢ Fenofibrato (Lipanon): 250 mg/dia em uma 
tomada 
➢ Gemfibrozil (Lopid): 900mg 1x/dia ou 
600mg em duas tomadas 
➢ Benzafibrato (Cedur): 500 mg/dia em uma 
tomada 
➢ Etofibrato (Tricerol): 500mg/dia em uma 
tomada 
➢ Clofibrato (Lipofacton): 1,5-8 mg/dia em 
duas a quatro tomadas 
➢ Dislipidemia mista e TGL < 500mg/dl (DM 
com TGL > 204 e HDL < 34): Fenofibrato 
com Rosuva ou Atorva e tomar em horários 
distintos, para evitar interação 
• ÁCIDO NICOTÍNICO: 
➢ Escolha para HDL 
➢ Aumenta HDL em 15 a 35% 
➢ Diminui LDL em 5 a 25% e TGL em 20 a 50% 
➢ Dose de 500 mg até 2g 
➢ Efeitos colaterais: prurido, náuseas, 
tontura, hiperglicemia, rubor facial 
(associar AAS 30 min antes ou Laropipranto 
– Cordaptive) 
➢ Ineficaz para reduzir eventos 
cardiovasculares 
LARISSA MENEZES – ENDOCRINOLOGIA 
 
➢ Suspensão do mercado, mas pode fazer 
manipulado 
• RESINA SEQUESTRADORA DE ÁCIDOS 
BILIARES: 
➢ Na pratica não usa 
➢ Reduz absorção enterohepática de 
colesterol 
➢ Diminui LDL em 15 a 25% e TGL em 2 a 16% 
➢ Aumenta HDL em 3 a 8% 
➢ Escolha: período reprodutivo e crianças, 
mas hoje tem estatinas para esse grupo 
➢ Colestiramina (Questran): 4g 2x/dia até 
24g/dia 
➢ Colestipol 
➢ Colesevelan 
➢ Colestimide 
➢ Efeitos colaterais: plenitude abdominal, 
flatulência, constipação, náuseas 
• OMEGA-3: 
➢ Peixes gordos (salmão, mequerel, tuna, 
sardinha) e óleos de peixe 
➢ Diminui TGL em 27 a 45% e CT em 7 a 10% 
➢ Aumenta HDL em 5 a 10% 
➢ Alto custo 
➢ Efeitos colaterais: eructações, flatulência, 
piora glicemia no DM 
➢ Pode causar aumento paradoxal de 
aumento de LDL em 5 a 10% 
➢ Estudo REDUCE IT (2019): 4g de ácido etil 
eicosapentaenóico (VASCEPA) diminuiu 
em 25% eventos CV; FDA instituiu a terapia 
adjunta a estatina de DCV ou DM + 2 
fatores de risco par DCV 
• INIBIDOR DA PCSK-9: 
➢ É o mais potente para baixar colesterol 
➢ A enzima PCSK-9 se liga ao receptor do LDL 
e ele não volta a superfície, resultando em 
menos LDL na superfície e mais juntando 
placa dentro da corrente sanguínea. O 
remédio inibe a enzima 
➢ Alirocumab (Praluent) 
➢ Evolocumab (Repatha) 
➢ Diminui: LDL em 48 a 71%, não-HDL em 49 
a 58% e CT em 36 a 42% 
➢ Alto custo (tto crônico, aplicação 
subcutânea nos mesmos sítios de insulina): 
1500 reais/mês 
➢ Indicação: adultos com 
hipercolesterolemia primaria (família 
heterozigótica e não familiar) ou 
dislipidemia mista (adjuvante a dieta) que 
não alcançaram meta com outras drogas 
➢ Incapacidade de atingir os níveis alvos 
predefinidos do LDL com o máximo de 
estatina tolerada, em combinação a 
estatina ou a estatina associada a outras 
terapias hipolipemiantes ou nos 
intolerantes a estatina 
➢ Diminui evento primário e secundário 
 
o Não é recomendado inicio de estatina em 
diabéticos dialíticos (pré dialise pode) 
o Diabético em IRC que iniciam dialise usando 
estatina, deve mantê-la 
o Não é recomendado inicio de estatina em 
pacientes com DM com insuficiência cardíaca 
classe III e IV

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