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Exercício de História da América Independente e Contemporânea - Exercício de Fixação 1 Questão 1 de 10 Chamamos de limites do mundo colonial algumas dificuldades que a metrópole não era capaz de prever. Independentemente do modelo de colonização, o interesse imediato era garantir a exploração das riquezas e manter o território submisso. Entretanto, ao longo dos séculos que sucedem o início da colonização, esses limites foram ampliados. [...]. E, é fato que o modelo de exploração e a relação entre metrópoles e colônias passaram a se esgotar por meio dos processos de independência. Com base nesse enunciado, que processos deram ritmo de transformação e contribuíram, então, para a independência e desenvolvimento das colônias? Analise as opções afirmativas a seguir, e identifique a que traduz a resposta correta. A - As mudanças geracionais, o crescimento populacional nas colônias, o dinamismo da religião, a falta de debates e disputas políticas, e a ausência de avanços tecnológicos. B - O crescimento populacional nas colônias, as mudanças geracionais, o dinamismo da economia, os debates e as disputas políticas, e os avanços tecnológicos que foram sendo desenvolvidos independentes de ação ou interferência das metrópoles. Resposta correta C - O desenvolvimento dos sistemas religiosos nas colônias, o crescimento populacional por meio da imigração, a falta de mudanças geracionais, o dinamismo da economia, a falta de debates e as disputas políticas, e os avanços tecnológicos que foram sendo desenvolvidos independentes de ação ou interferência das metrópoles. D - Os avanços tecnológicos que foram sendo desenvolvidos independentes de ação ou interferência das metrópoles, o crescimento populacional nas colônias, a ausência de mudanças geracionais, a ausência de dinamismo da economia, a falta de debates e disputas políticas, e a ampliação da cultura da crítica entre os primitivos devido a presença dos elementos da reforma por meio dos evangélicos. E - Os debates e disputas políticas, o crescimento populacional nas colônias por meio da emigração, a ausência de mudanças geracionais, a falta de dinamismo da economia, e a falta de avanços tecnológicos que foram sendo desenvolvidos independentes de ação ou interferência das metrópoles. Questão 2 de 10 A Historiografia sobre a Colonização na América passou por várias interpretações ao longo dos anos. Essas mudanças paradigmáticas da historiografia foram fomentadas por um deslocamento central de análise das grandes sínteses e modelos que enfatizam também aspectos do cotidiano, da cultura e da sociedade. Nesse sentido, a respeito do pensamento marxista sobre a Colonização, é correto afirmar que: A - A interpretação marxista sobre a Colonização da América foi predominante na primeira metade do século XX e acreditava que a América Latina serviria apenas para acumulação e exploração por parte das metrópoles europeias. Resposta correta B - De acordo com o pensamento marxista sobre a colonização, o maior interesse os países europeus na América era estabelecer novas cidades para fugirem de ataques de outros países europeus. C - Na visão marxista, a colonização americana foi a maneira que os europeus encontrarem de evoluir sua civilização. D - Seguindo a lógica marxista de colonização, a América seria a região mais apropriada para que se desenvolvesse o comunismo. E - Segundo o pensando marxista, a América seria o local ideal que os europeus encontraram para estabelecer uma nova sociedade. Questão 3 de 10 Durante a colonização existia uma relação entre Metrópole e Colônia. O modelo de administração espanhol era diferente do modelo de administração português. Sobre esta afirmação é correto dizer que: A - A Espanha assim como Portugal utilizou o modelo de capitanias hereditárias. B - A Espanha não deixou que a população do seu reino viesse para o território da colônia espanhola e se organizassem da maneira que acreditavam ser a correta. C - A Espanha subdividiu o território conquistado em vice-reinados cada território administrado por um vice-rei. Enquanto Portugal adotou um modelo diferente. Resposta correta D - A Espanha utilizou os antigos locais e fez deles vice-reis. Pois acreditava que assim a população local iria obedecer mais facilmente as ordens da metrópole. E - Na realidade a afirmação é falsa, pois pela proximidade entre Espanha e Portugal houve diversas influências no modo de administrar. Questão 4 de 10 Transformações significativas na dinâmica colonial fizeram o Brasil conviver com uma série de mudanças políticas na segunda metade do século XVIII e início século XIX. O crescimento econômico da colônia, apoiado na produção agrícola e pecuária e na extração de ouro e diamantes em Minas Gerais, passou a fortalecer a elite local e gerar novas demandas políticas. Essa dinâmica de transformações não ficou restrita exclusivamente à América portuguesa - ela se estendeu também pela América espanhola que, guardando as devidas proporções, presenciava a economia se ampliar e a elite local ganhar cada vez mais poder. Pergunta-se, portanto: se havia no Brasil um rígido controle sobre as instituições educacionais e a entrada de livros, como pode a economia se ampliar e a elite local ganhar cada vez mais poder? Aprecie, portanto, as opções afirmativas a seguir, e identifique aquela que pode expressar o argumento favorável que justifique essa ocorrência. A - A elite local dedicou aos estudos na Europa, gerando contato com ideias liberais e que foram decisivas para uma série de movimentos no continente americano. No entanto, isso não foi suficiente para o processo. O que foi definitivamente importante para a economia e para a elite ganhar o poder foi todo um processo de corrupção envolvendo os primitivos e a Igreja portuguesa. B - A elite local não teve acesso aos estudos, o que atrapalhou todo um contato com as ideias liberais; entretanto, a Igreja educava com extrema destreza toda a população primitiva, desenvolvendo toda a liderança necessária para o desenvolvimento local. C - Foi a própria dinâmica da elite local, que se dedicava aos estudos na Europa, que gerou o contato com ideias liberais e que foram decisivas para uma série de movimentos no continente americano. Resposta correta D - Foram estudos que abrangeram toda a população local por meio do acesso às altas tecnologias e às grandes bibliotecas doadas por países do Oriente Médio. E - Todo o processo foi natural, e independeu de qualquer interferência relativa a estudos ou ao acesso de novas doutrinas culturais e tecnologias. Questão 5 de 10 A historiografia sobre a independência das colônias ibéricas durante a primeira metade do século XX tentou trazer comparações entre essas independências com a independência das treze colônias. As questões apresentadas por essa corrente de pensamento sobre o processo ocorrido na América Latina, perdurou até a segunda metade do século XX, quantos outras interpretações começaram a questionar a primeira proposta. De acordo com a historiografia sobre a independência dos países latino americanos escrita na primeira metade do século XX, é corretor afirmar que: A - De acordo com essa historiografia, a Independência das Colônias Ibéricas conseguiu ser mais efetiva do que a independência das treze colônias, pelo fato do território espanhol e português ser muito maior que as colônias inglesas. B - Essa forma de entender os processos de independência das colônias latino-americanas, acreditava que as independências propiciaram uma nova concepção política, rompendo de maneira definitiva com as metrópoles. C - Para essa corrente de pensamento, a independência dos países latino americanos aconteceu nos mesmos moldes que a independência das treze colônias, não tento grandes diferenças entre elas. D - Para essa historiografia, essas independências das colônias ibéricas e inglesas foram uma forte resposta das colônias que trabalharam em conjunto para acabar de vez com o domínio europeu e eliminando quaisquer vestígios ou práticas colônias na América. E - Segundo a historiografia sobre a independênciadas colônias ibéricas durante a primeira metade do século XX, esse processo foi marcado por mais continuidades do modelo colonial do que rupturas de fato, chegando a acreditar que nem as ideias de liberdade se concretizaram efetivamente, diferente do que aconteceu nos EUA. Resposta correta Questão 6 de 10 A historiografia atual sobre o processo de independência das colônias ibéricas, trouxe novas questões e olhares para pensarmos esse cenário de maneira mais ampla. Nesse sentido, para essa nova perspectiva é correto afirmar que: A - A historiografia atual sobre as independências Américas não se difere de maneira clara da historiografia anterior. As duas interpretações acreditam que podemos olhar esse processo de maneira ampla e genérica. B - A historiografia atual sobre os processos de independência nas colônias ibéricas, defende que é necessário estar atento as especificidades desses processos, pois cada contexto apresenta particularidades próprias. Resposta correta C - As independências que ocorreram na América seguiram as mesmas características, sem apresentar diferenças entre si, pois como todas foram colônias espanholas, suas lutas e objetivos foram os mesmos. D - Os processos de independência na América podem ser vistos como reflexos da Revolução Francesa, que acabou influenciando de maneira direta nas independências do nosso continente. E - Para a historiografia atual sobre a independência dos países americanos, a independência das treze colônias é o marco principal de todo o processo, sendo que seu modelo foi seguido em todas as outras colônias do continente. Questão 7 de 10 ENADE-2014.“Pronto! A explicação perfeita é perfeita! Somos pobres porque fomos fundados pela escória da Europa! Os Estados Unidos são ricos porque tiveram o privilégio da colonização de alto nível da Inglaterra. Adoramos explicações polares: Deus e o diabo, povoamento e exploração, preto e branco. Os livros didáticos consagram isso e o bloco binário povoamento-exploração penetrou como um amplo e lógico conceito em muitos corações. Os EUA foram destinados por Deus ao sucesso e os latinos condenados ao fracasso pelo peso da origem histórica. Ambos deixavam de ser agentes históricos para serem submetidos ao peso insuportável da vontade divina e da carga do passado”. KARNAL, L. et al. História dos Estados Unidos: das origens ao século XXI. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2010, p. 26. Leandro Karnal problematiza o modelo de abordagem dicotômica, recorrente nos conteúdos didáticos, envolvendo as colonizações ibérica e inglesa e os respectivos padrões de exploração e de povoamento implementados pelas metrópoles no continente. Seguindo a lógica do autor, é possível superar essa dicotomia com: A -A sistematização dos projetos coloniais, haja vista o fato de que as colônias sul-americanas sofreram uma colonização assistemática e desorganizada, ao passo que as colônias inglesas experimentaram uma colonização sistemática e organizada. B -A tipologia das diferenças étnicas e sua capacidade explicativa ancorada na homogeneidade inglesa, em detrimento da heterogeneidade ibérica, no contexto das colonizações do século XVI e XVII. C -As diferenças geográficas, que se manifestam na alta navegabilidade dos rios somada à predominância de grandes planaltos na América do Norte, o que trouxe vantagens à região. D -As divergências culturais entre os colonizadores, uma vez que os ingleses desconfiavam do progresso econômico em oposição aos ibéricos que vinculavam o lucro à graça divina. E -O afastamento da hipótese de que às colônias ibéricas dirigiam-se apenas degredados, enquanto as treze colônias nasceram de uma dissidência da sociedade inglesa.Resposta correta Parte superior do formulário Questão 8 de 10 Simón Bolívar foi um personagem muito importante em alguns processos de Independência da América Espanhola. De maneira geral, ele sempre teve envolvido em questões políticas, ocupando diversos cargos e auxiliando na escrita de textos constituintes e leis. Como era um homem amante das letras, deixou diversos escritos sobre política e sobre suas ideias. A respeito das ideias políticas de Bolívar é corretor afirmar que possuía a ideia de construção de uma unidade latino-americana, no qual os países latinos deveriam: A - Bolívar acreditava que cada país da América deveria ser individual e deveria se fortalecer sozinho, pois, defendia a independência total dos país. B - Bolívar defendia a ideia de Pan-americanismo, que consistia na construção de uma unidade latino-americana na qual os países americanos deferiam cooperar entre si para se tornarem fortes. Resposta correta C - Para Bolívar cada país deveria desenvolver suas economias de forma separadas. Segundo ele, só haveria uma economia forte e coesa com a separação efetivas dos países. D - Para Bolívar, a separação entre Estado e Igreja era algo inaceitável. Ele acreditava que as ideias do cristianismo eram essenciais para a manutenção de um estado forte e coeso. E - Simón Bolívar defendia o estado mínimo e a filosofia iluminista. Queria divulgar a ideia de que o Estado só iria se desenvolver através da meritocracia e individualismo. Questão 9 de 10 De acordo com a metáfora, em um primeiro momento, os portugueses tinham uma visão mais transitória acerca do território explorado, preocupando-se pouco com grandes transformações e impactos sobre a nova colônia. Uma prova disso é a configuração das cidades que atualmente chamamos de históricas. [...]. Quanto aos espanhóis, a intervenção deles no território teve como características mudanças mais drásticas. Pergunta-se: que diferenças foram essas quanto a construção das cidades nas colônias portuguesas e espanholas, na visão dos estudiosos das histórias latino-americanas? Analise as opções apresentadas, e identifique a correta no relativo apenas à construção das cidades por esses colonizadores. A - A colonização portuguesa não se preocupava com a estruturação das suas cidades, na colônia – seus objetivos eram apenas a exploração; mas, a intervenção espanhola no território, durante a construção de suas cidades, também não teve como características mudanças drásticas: a transformação do relevo, a construção de espaços para a instalação de praças e prédios públicos também não se refletiam em seus planejamentos urbanos. B - A intervenção portuguesa na natureza, durante a construção das cidades coloniais, foi intensa: não mantiveram as ladeiras, as curvas e os acidentes geográficos porque poderiam ser empecilhos para a dinâmica do cotidiano; quanto à intervenção espanhola no território original, durante a construção de suas cidades, não houve mudanças drásticas – não se preocuparam com transformações no relevo, e nem houve qualquer preocupação com a construção de espaços como as plazas e os prédios públicos. C - A intervenção portuguesa na natureza, durante a construção das cidades, era mínima: mantiveram-se as ladeiras, as curvas e os acidentes geográficos, mesmo sendo empecilhos para a dinâmica do cotidiano - era necessário apenas retirar riquezas, independentemente do futuro cultural que se desenharia; já a intervenção espanhola no território, durante a construção de suas cidades, teve como características mudanças mais drásticas, como a transformação do relevo, construção de grandes espaços como as plazas e os prédios públicos – isso tudo refletia num desejo de desenvolvimento cultural e das artes. Resposta correta D - Espanhóis e portugueses fizeram muitas mudanças bruscas e drásticas na natureza, visando o povoamento de suas colônias: durante a construção das cidades, mantiveram-se as ladeiras, as curvas e os acidentes geográficos, mesmo sendo empecilhos para a dinâmica do cotidiano. E - Portugueses e espanhóis tinham apenas o interesse da exploração de suas colônias; e nunca de povoamento. Portanto, durante a construção de suas cidades, na colônia, não se preocupavam com as ladeiras, as curvas e os acidentes geográficos, mesmo sendo empecilhos para a dinâmica do cotidiano. Questão 10 de 10 Consolidados os projetos coloniais nas Américas, é precisoentender o cotidiano de seus habitantes. Trata-se de entender a dinâmica de vivência sob múltiplos atores: homens e mulheres livres, escravos e escravas africanas, senhores proprietários, funcionários da burocracia estatal, indígenas das mais variadas etnias. A sociabilidade na colônia era espaço privilegiado para a difusão de culturas políticas e de consolidação dos projetos locais. Não só da metrópole, mas dos colonos. No século XVII, quando as estruturas coloniais da América portuguesa estavam a pleno vapor – embora existisse uma estrutura de exploração colonial bem constituída –, não havia ambientes e espaços de sociabilidade plenamente desenvolvidos. Isso, porque, segundo alguns historiadores, havia uma sensação de ambiguidade e desconforto que atravessa a vida social da colônia devido às condições básicas da colonização, pois havia limitações políticas e estruturais significativas, além da proibição expressa de instalação de instituições educacionais e culturais formais. Com base nesse enunciado afirmativo, segundo alguns historiadores podemos identificar um trinômio conceitual que pode explicar toda essa realidade. Qual seria esse trinômio? A partir dos estudos desenvolvidos na obra, aprecie as opções a seguir e assinale a correta. A - A “instabilidade, a não-precariedade e improvisação” era o tripé que fundamentava todo o processo da formação social e cultural daquele momento. B - A não-provisoriedade temporária dos atos; estabilidade quanto aos recursos, e a insuficiência de elementos culturais que justificassem qualquer forma de desenvolvimento. C - O tripé consistia na “estabilidade, com solidez dos interesses; na precariedade – com suficiência de recursos; e na provisoriedade de todos os elementos que são necessários para as garantias do desenvolvimento”. D - Presença da política do pão e circo para as diversas camadas da sociedade; da ausência de quaisquer elementos culturais e econômicos necessários para o desenvolvimento da comunidade; e da provisoriedade das decisões religiosas. E - Uma sociedade sob o tripé da “instabilidade – com falta de solidez; da precariedade – com escassez e insuficiência de recursos e procedimentos; e da provisoriedade – onde tudo acontecia de forma temporária”. Resposta correta