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Marcadores Tumorais

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MARCADORES TUMORAIS
CÂNCER
O câncer se inicia quando as células de algum órgão ou tecido do corpo começam a crescer fora de controle. Esse crescimento é diferente do crescimento celular normal. Em vez de morrer, as células cancerosas continuam crescendo e formando novas células anômalas. As células cancerosas também podem invadir outros tecidos, algo que as células normais não fazem. O crescimento fora de controle e a invasão de outros tecidos é o que torna uma célula em cancerosa.
O QUE SÃO MARCADORES TUMORAIS?
Os marcadores tumorais (ou marcadores biológicos) são substâncias encontradas no sangue, na urina ou em outros fluídos corporais e tecidos que podem estar em quantidades aumentadas quando um determinado tipo de câncer está presente. Junto com outros exames, os marcadores tumorais podem ser utilizados para ajudar a diagnosticar o tipo de câncer, e, em alguns casos, para monitorar o tratamento.
COMO FUNCIONAM?
 funcionam como indicadores da presença de câncer, e podem ser produzidas diretamente pelo tumor ou pelo organismo, em resposta à presença do tumor. Os marcadores tumorais, em sua maioria, são proteínas ou pedaços de proteínas, incluindo antígenos de superfície celular, proteínas citoplasmáticas, enzimas e hormônios. Alguns estão ligados a um único tipo de câncer, enquanto que outros podem ser encontrados em vários. Entretanto, os marcadores tumorais só raramente são suficientes para indicar a presença de um câncer. Às vezes, doenças benignas também podem aumentar os níveis de determinados marcadores tumorais. Por outro lado, nem todas as pessoas com câncer poderão ter níveis aumentados de um marcador tumoral.
QUANDO SÃO USADOS?
· Classificação e detecção precoce
· Diagnóstico
· Câncer avançado
· Determinar o prognóstico
· Verificar a eficácia e a resposta ao tratamento
· Casos de recidiva
PRINCIPAIS MARCADORES TUMORAIS 
· AFP (alfafetoproteína)
A alfafetoproteína é uma importante proteína do soro fetal, que é sintetizada no fígado, saco vitelino e intestino do feto, com funções de transporte plasmático e de manutenção da pressão oncótica, desaparecendo no primeiro ano de vida. Na vida adulta, seus níveis séricos encontram-se entre 5ng/mL e 15ng/mL, possui vida média de 5-7 dias. Níveis acima de 500ng/mL são altamente sugestivos de malignidade, e valores acima 1000ng/mL são indicativos de presença de neoplasia.
Esta proteína pode estar elevada em pacientes portadores de tumores gastrintestinais, hepatite, cirrose, hepatocarcinoma e gestantes, o que a torna contraindicada para rastreamento de tumores de testículo.
· MCA (antígeno mucóide associado ao carcinoma) 
O MCA é uma glicoproteína utilizado para monitorizar o carcinoma mamário. Seu valor de referência é 11U/mL. Não há indicação para seu uso no diagnóstico de doença locorregional. Possui especificidade de 87% e sensibilidade inferior ao CA 15.3, sendo 60% nos casos de doença metastática. Existem outras situações nas quais este marcador pode se encontrar elevado, como por exemplo, em doenças benignas de mama (15%), tumores de ovário de colo uterino, endométrio e próstata.
· Cromogranina A (CgA)
constitui-se num grupo de proteínas presentes em vários tecidos neuroendócrinos. É um marcador tumoral com utilidade em neoplasias endócrinas. O intervalo de referência, no soro, é de 10ng/mL a 50ng/mL. Tomar medicamentos inibidores da bomba de prótons, como omeprazol e lansoprazol, pode aumentar os níveis de CgA em pessoas saudáveis, por isso seu médico deve ser informado do uso desses medicamentos antes de você realizar esse exame.
· Antígeno Tumoral da Bexiga (BTA)
O antígeno tumoral da bexiga (BTA) é uma proteína expressa por várias células tumorais, mas por poucas células normais. Sua sensibilidade varia de 32% a 100% e a especificidade de 40% a 96%. Os resultados falso positivos relacionam-se à processos irritativos da bexiga e sonda vesical de demora.
· NMP 22 (proteína da matriz nuclear) – pacientes com recidiva tumoral
· Cyfra 21.1
O Cyfra 21.1 é um antígeno formado por um 308 fragmento da citoqueratina 19 encontrado no soro, seu valor de referência é 3,5ng/mL. Encontra-se elevado também em carcinoma pulmonar de pequenas células, câncer de bexiga, de cérvice e de cabeça e pescoço.
· Antígeno Prostático Específico (PSA)
O PSA é um marcador tumoral para o câncer de próstata. O PSA é uma proteína produzida pelas células da glândula prostática, é encontrada apenas em homens.
O PSA é importante no monitoramento da resposta terapêutica e no acompanhamento de homens com câncer de próstata. Nos homens tratados cirurgicamente com objetivo de cura, o PSA deve cair para um nível indetectável. O PSA também deve cair após o tratamento radioterápico. Um aumento no nível do PSA pode ser sinal de recidiva.