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Introdução direitos reais - classificações - Tanger - Direito Civil IV - FMP

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clássica, mas tem nele
a alienação fiduciária. 1225 fala em propriedade clássica e alienação fiduciária.
13 incisos, mas 14 possibilidades de direito real!
É claro que temos ideias sobre alguns desses direitos de propriedade clássica, como usufruto e
hipoteca.
Às 14 hipóteses de direito real, catalogadas pelo legislador, apresentam duas modalidades:
alguns desses direitos reais são os chamados DIREITOS REAIS SOBRE A PRÓPRIA COISA.
Outros desses direitos são classificados como DIREITOS REAIS SOBRE COISA ALHEIA.
A diferença é que quando se fala em direito real sobre a própria coisa, quer dizer que:
“A” é o titular, tem o direito real sobre uma coisa.
O detalhe é que nos direitos reais sobre a própria coisa o “A” é o proprietário dessa coisa.
Quando falo em direito real sobre a própria coisa se fala em jus in re propria. Direito real que
alguém tem sobre uma coisa que lhe pertence.
O outro tipo de direito real é jus in re aliena. Direito real sobre coisa alheia se tem “A” vinculado a
um determinado direito real sobre a coisa, o “A” sendo o priprietário dessa coisa. Porém se
permite que “B” também seja titular de direito sobre a mesma coisa.
Então tem “A” titular do direito real, sendo proprietário, e tem tb outro titular de direito real sobre
o mesmo bem, que é “B”, não proprietário da coisa.
É um terceiro titular de coisa que não é sua, pois pertence a “A”.
Exemplos:
direito real sobre a própria coisa: eu sou proprietário do celular, propriedade de direito real, de
uma coisa que é dele.
Direito real sobre coisa alheia: um terreno na qual “A” é o proprietário do imóvel e resolve
conceder o direito de usufruto para “B” sobre o bem. Usufruto é direito real? Está no art. 1225,
então sim. Sobre o terreno, o “A” tem direito real sobre a própria coisa ou coisa alheia? Coisa
própria. “B” é proprietário ou um terceiro não proprietário? Ele é terceiro não proprietário e titular
por ser usufrutuário. São dois titulares de direito real sobre um mesmo bem, sendo A titular de
coisa própria e B de coisa alheia. Esse direito real um anula o outro? Não, são feitos para
coexistir harmonicamente!
Quantos titulares pode ter sobre a própria coisa e sobre coisa alheia? Tantos quanto se queira,
tantos quantos a lei permita, não tem numeração específica.
O que vale é a mecânica legal, o que modula isso é a lei e a vontade das pessoas.
Quem define os direitos reais sobre a própria coisa ou coisa alheia pode ser vontade ou a lei.
Direito real sobre coisa alheia são sempre criados pela lei, mas o ato de instituir sobre um
determinado bem é conforme a vontade do proprietário.
Criar hipótese de direito real é só a lei, mas instituir um direito real sobre um bem ou outro pode
ser lei ou a vontade.
Podem ser vários titulares sobre a própria coisa ou coisa alheia.
Condomínios são vários titulares de direito real de propriedade sobre o mesmo bem. Co (junto)
dominios (dominio), são proprietários conjuntos.
Do 1.225, o que é da própria coisa e o que é de coisa alheia?
Própria coisa: propriedade clássica
Coisa alheia: todos os demais (fiduciária, penhor, hipoteca, usufruto, uso, habitação, superfície,
servidão, laje…)
usufruto: alguém que não é o proprietário tem direito sobre coisa alheia. superfície, anticrese
mesmo coisa.
posse não está em direitos reais pois possui características diferentes.
Direito real: tem natureza de direito.
Posse: natureza de fato, não está no 1.225. Posse não é direito real pela natureza deles. Pode ter
posse sem ter direito, como por exemplo invasão. As formas de proteção, classificações são
diferentes.
Direito real sobre coisa alheia se mostram de 3 formas: 1-Aquisição; 2- Garantia; 3 - Uso e/ou
fruição.
Não pode ter um de aquisição e garantia ao mesmo tempo, um direito real sobre coisa alheia só
se encaixa em um dos três tipos. ou é de aquisição, ou de garantia ou de uso e/ou fruição.
Quando fala em direito real de aquisição é um direito real sobre coisa alheia que permite que eu
adquira esta coisa mesmo contra a vontade do proprietário, permite ao titular que adquira a
coisa que não é sua sobre qual tem direito real independentemente do titular de direito real
sobre a própria coisa. Stefanie é proprietária, se eu tiver direito real de aquisição eu posso
adquirir esse imovel mesmo contra a vontade dela.
NÃO é usucapião, ele não é direito real de aquisição, ele é de propriedade clássica.
A função do direito real de aquisição é permitir que um terceiro adquira coisa a qual possui
direito real de aquisição.
O Direito real de garantia tem que pensar em credor e devedor, ele justamente garante que o
credor tenha patrimônio onde satisfazer o seu crédito. E mais, tenha preferência sobre os
demais credores. Ele tem dupla função: garante o patrimônio para satisfazer o credor e dá
preferência a este credor com a garantia real sobre os demais credores.
Art. 961. O crédito real prefere ao pessoal de qualquer espécie; o crédito pessoal
privilegiado, ao simples; e o privilégio especial, ao geral.
O crédito com garantia real tem dupla função: garantir o patrimônio pra satisfazer o credor e dar
a preferência a este credor sobre os demais credores.
Direitos reais de uso e/ou fruição permitem que terceiro não proprietário use, colha frutos ou use
e colha frutos de coisa que não é sua. Não é locação.
Os direitos reais de aquisição é um só: é inciso VII. o direito promitente comprador do imóvel. Ex:
promessa de compra e venda, onde um promete vender e o outro promete pagar. O comprador
pagou e o vendedor não quis fazer a venda definitiva, o comprador tem o direito de ter esse
imóvel objeto da compra e venda prometida.
Direitos reais de garantia: encontra-se no inciso VIII, IX, X e na propriedade fiduciária. Hipoteca,
inciso IX, emprestei dinheiro pra Eduarda, condicionei este empréstimo a uma garantia real
hipotecária, a eduarda oferece um imovel que ela tem, e eu vou me vincular a este imovel por
força de hipoteca, se eduarda nao me pagar posso executar o crédito e penhorar o bem. A
garantia é que ela tem bens, este bem hipotecado, além disto tenho a preferência sobre esse
bem caso apareçam mais credores.
Direitos reais de uso e/ou fruição: são todos os demais, II, III, IV, V, VI,...
eu, proprietária do imovel, gravo o usufruto pra eduarda, ela pode usar e colher usufrutos no meu
imovel.