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Diagnóstico de ISTs - Patologia Clínica

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INFECÇÕES
SEXUALMENTE
TRANSMISSÍVEIS
PREVINA-SE
AIDS;
HERPES SIMPLES
CONDILOMA
ACUMINATUM;
CANCRO MOLE;
LINFOGRANULOMA
VENEREUM;
GRANULOMA INGUINAL;
SÍFILIS;
GONORREIA;
URETRITES
INESPECÍFICAS;
VAGINITES/VAGINOSES.
 
@AMANDACALFA
Patologia Clínica
Infecções Sexualmente Transmissíveis
● AIDS;
● Herpes simples
● Condiloma acuminatum;
● Cancro mole;
● Linfogranuloma venereum;
● Granuloma inguinal;
● Sífilis;
● Gonorreia;
● Uretrites inespecíficas;
● Vaginites/Vaginoses.
Síndrome da imunodeficiência adquirida – AIDS
Atualmente são conhecidos dois tipos
de HIV: HIV I e HIV II. Em termos de epítopos,
compartilham cerca de 50% de similaridade
antigênica. O HIV- 1 é mais mundial e é muito
mais virulento que o HIV-2.
• HIV-1 é mais virulento.
• HIV-1 não tem proteína vpx, e HIV-2 não possui
proteína vpu.
O HIV I é originário da África Central, que tem dupla molécula de RNA
contempla a família dos retrovírus. Sua interação com o hospedeiro** se dá através do RNA
viral, que por meio da transcriptase reversa, utiliza o material genético do hospedeiro para
produzir as moléculas de DNA. que é composta por uma enzima chamada de transcriptase
reversa, que leva uma a uma diversidade muito grande, que implica em uma soroconversão
diferente em cada paciente, que vai de 12 dias até 5 anos. Logo, não se pode precisar
exatamente quando a soroconversão acontece. Este HIV I agride as células imunológicas do
tipo Linfócitos T e a sua transmissão se da por meio de relações sexuais, transfusão
sanguínea, de forma trsnversal (da mãe para o feto) e por meio de fômites (materiais
perfurocortantes) contaminados. A transmissão por via sexual atualmente é a mais
comum, por transfusão de sangue atualmente vem diminuindo por causa da inspeção dos
bancos de sangue e o uso de agulhas contaminadas não é mais tão frequente. O vírus HIV
tipo II é um vírus da África Ocidental.
** Interação com o hospedeiro: Ocorre a liberação do RNA genômico e as enzimas
necessárias à replicação, assim que o RNA genômico estiver livre no citoplasma a RT
que já veio dentro do capsídeo, vai transformar esse RNA em cDNA complementar.
(começa fazendo uma fita de DNA de uma das fitas do RNA [a outra é silenciada] e,
chegando no final, ela vai fazer a contramão: vai degradando a fita de RNA ao mesmo
tempo que sintetiza a outra fita do DNA. Saldo final: duas fitas de DNA, o DNA pró-viral).
Os testes laboratoriais procuram componentes do vírus (tanto do tipo I quanto do
tipo II): proteínas que envolvem o vírus externamente, proteínas da camada interna e
proteínas nucleares. Existem dois tipos de vírus HIV: HIV tipo 1 e HIV tipo 2. Porém, na
nossa região tem sido encontrado apenas o HIV tipo 1. Logo, os testes aqui são
direcionados para proteínas do vírus tipo I. Alguns testes mais modernos vêm com kits para
rastrear também o tipo 2, embora não seja muito frequente. Quando se tem história de um
paciente que veio de outro país é recomendável rastrear o tipo II também.
A infecção pelo vírus HIV se dá pela via sexual e pela via parenteral, que são
semelhantes. Na via sexual, o vírus passa 24 horas para ultrapassar a primeira barreira, que
é a mucosa (vagina, oral, peniana). O epitélio da mucosa vaginal é um epitélio pavimentoso
estratificado, que na ausência de lesão do colo útero, diminui a chance de infecção e
aumenta a proteção feminina; logo, na relação sexual vaginal, já existe uma primeira
proteção.
Já na relação sexual anal, onde a mucosa se assemelha à mucosa oral (tecido
frouxo), ocorrem microlesões frequentemente que facilitam a penetração do vírus presente
no sêmem do portador e em grande quantidade; logo essa prática é a que mais possibilita a
contaminação pelo HIV.
Após 24 horas, o vírus ultrapassa a mucosa e é apresentado à célula dendrítica que
recepciona o vírus. A célula dendrítica fagocita ou pega a estrutura e carrega sob proteínas
de sua superfície e entrega para os linfócitos. A partir do terceiro dia esses linfócitos vão
habitar toda a cadeia linfática, possibilitando que o vírus caia na corrente sanguínea, logo,
após 72 horas, o vírus terá contato com todos os linfonodos e entra na corrente sanguínea.
Na via parenteral não é diferente, a única diferença é como aconteceu, pois, quando
o vírus chega na submucosa o resto do caminho é o mesmo, a célula dendrítica recepciona,
fagocita ou carrega e segue-se o mesmo caminho da via sexual.
Para fazer diagnóstico diferencial do HIV, tem que se pensar em outras patologias
que causam adenopatias, a principal é a mononucleose infecciosa, provocada pelo Epstein
barr. A sintomatologia da mononucleose se assemelha muito à sintomatologia inicial da
infecção pelo HIV. Outras patologias como Citomegalovírus, Toxoplasmose, entre outras
infecções virais podem causar adenopatias também. Existem casos assintomáticos e
sintomáticos, mas comumente a maioria dos pacientes apresentam-se sintomáticos (cerca
de 70% dos pacientes); as manifestações clínicas surgem após 2-6 semanas após o contato
inicial com o vírus e este quadro clínico cursa com:
● Febre 77% -17 dias,
● Mal-estar geral/Letargia 66% - 24 dias,
● Rash cutâneo 56% - 15 dias;
● Dor muscular/Mialgia 55% - 18 dias;
Para fazer um teste confirmatório/diagnóstico investiga-se as proteínas externas,
internas e nucleares do vírus.
Estrutura viral
Gp 160 (proteína do envelope), Gp 120 (proteína do envelope), P66, P55,
P51/52pol, GP41, P31/34pol, P24/25 gag (core), P17/18 gag (core) e p12.
● Vermelho interno: capsídeo
● Azul do meio: proteína de matriz p17
● Vermelho externo: envelope
Diagnóstico laboratorial da infecção
Por conta da transcriptase reversa tem-se uma soroconversão muito prolongada, que
varia de 12 dias até 5 anos. Em um paciente que teve uma relação de risco há 5 dias não
adianta fazer pesquisa de anticorpo, porque a soroconversão ainda não vai ter ocorrido. Em
caso de pacientes com histórias de relações de risco recente, adianta-se fazer apenas o
teste de PCR (reação de cadeia de polimerase), o teste de ácido nucleico ou teste de DNA.
Lembrem-se que é a partir do terceiro dia que o vírus está na corrente sanguínea.
Logo, se ele cai na corrente sanguínea no terceiro dia e ainda não tem uma
soroconversão pode-se fazer diagnóstico apenas com teste PCR qualitativo para HIV. Esse
teste qualitativo diz se existe cópia ou não do vírus HIV. Se não tiverem cópias pode-se
tranquilizar o paciente, pois daquela relação está livre e não necessita de mais exames. Se
tiverem cópias presentes, o teste irá dar reagente, necessitando assim esperar a
soroconversão, que pode ocorrer de 12 dias a 5 anos (janela imunológica), porém, em
média, acontece em 3 meses (90dias), para então solicitar a pesquisa de anticorpos.
Quando se tem uma pesquisa de
anticorpo positivo não indica que o
paciente vai ter teste confirmatório
positivo, porque quando se pesquisa
anticorpo, aquelas proteínas que estão se
investigando são do vírus HIV mas
também podem ser de outros vírus, então
não tem como garantir que uma sorologia
positiva (reagente) indique
necessariamente um paciente HIV
positivo. Logo, estabeleceu-se que após uma sorologia positiva necessita-se de uma
segunda amostra, em que faz novamente a sorologia (pesquisa de anticorpo) e faz também
o teste confirmatório de W. blot. Então, confirma-se um caso de HIV positivo quando no
Western Blot quando se encontra proteínas que existem na camada externa (pelo menos
duas – Gp 160 e Gp 120), proteínas da camada interna e proteínas nucleares.
Obs: é importante lembrar que o PCR é um teste caro, que o SUS não fornece, então nem
todos pacientes terão condição de realizá-lo.
1. Amplificação do fragmento de RNA do HIV por RT-PCR
● PCR após transcrição reversa em DNAc.
2. Marcadores virológicos e imunológicos na infecção por HIV – pesquisa de anticorpos
● ELISA- 90 dias após a infecção, 95% de soroconversão.
● 12 dias até 5 anos. Porém, a média é de 3 meses.
● MS-2: técnicas distintas – anticorpo contra