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{CATETERISMO}
Cateterismo vesical
- O cateterismo da bexiga envolve a introdução de sonda de silicone, polietileno ou borracha através da
uretra e dentro da bexiga. A sonda proporciona um fluxo de urina contínuo nos pacientes incapazes de
controlar a micção ou naqueles com obstruções
- Também é usado para aliviar o débito urinário horário em pacientes com instabilidade hemodinâmica
→ Urina
CARACTERÍSCA NORMAL CAUSAS COMUNS DAS VARIAÇÕES
Cor Amarelo, Pálido a Âmbar Mais escura- Escassa e concentrada.
Mais clara- Excessiva e diluída
Medicamentos podem alterar
Odor Característico Quando retida- Odor de amônia
Diabetes de mellitus- Odor doce
Infectada – Odor fétido
Turvação Clara ou Translúcida Turgência anormal- Devido a
presença de glóbulos vermelhos e
brancos, bactérias, secreção vaginal,
esperma ou líquido prostático
PH Em torno de 6 Ácida- Alimentação excessiva de
proteínas
Alcalinas- Frutas cítricas, derivados de
leite e legumes, medicamentos
Densidade 1,010 – 1,025 Na ausência de doença renal
Alta- Desidratação
Baixa- Hiper-hidratação
Constituintes Úreia, ácido úrico, creatinina,
ácido hipúrico, pigmentos,
nitrogênio, vestígios de ferro,
fósforo, enxofre, potássio, e
cálcio
Sangue, pus, albumina, glicose, corpos
cetônicos, bactérias, cilindros e bile
→ Alterações na eliminação da urina
TERMO DEFINIÇÃO CAUSA
Urgência Forte desejo de urinar
imediatamente.
ITU, hiperatividade da bexiga e
estresse psicológico.
Disúria Micção dolorosa ao difícil.
Inflamação da bexiga, Itu, inflamação
do esfíncter uretral.
Hesitação Dificuldade de iniciar a micção.
Aumento da próstata, ansiedade.
Gotejamento
Escape de urina fora do controle
voluntário.
Incontinência de estresse {esforço}.
Incontinência Perda involuntária da urina.
Dano neurológico, perda do tônus
muscular pélvico, impactação fecal,
bexiga hiperativa.
Retenção Acúmulo de urina na bexiga
com incapacidade de eliminar.
Obstrução uretral, bexiga neurogênica,
aumento da próstata, efeitos pós
anestésicos, efeitos colaterais de
medicamentos.
Urina Residual Urina que permanece na bexiga
após micção.
>100ml risco de infecção.
→ Terminologia
→ Fatores que impedem a micção
- Alimentação;
- Variáveis psicológica;
- Atividade e tônus muscular;
- Patologias;
- Medicamentos;
- Gravidez;
- Envelhecimento.
→ Mudanças no trato urinário devido ao envelhecimento
- Diminuição da capacidade dos rins em aumentar a quantidade de filtração da urina;
- Diminuição do tônus muscular, da capacidade de armazenamento de urina e de frequência de micção:
- Diminuição da contratilidade, retenção de urina residual, ITU, Problemas neuromusculares;
- Aumento da próstata e diminuição do estrogênio.
→ Indicações para cateterismo
- Alívio da retenção urinaria;
- Obtenção de amostra de urina;
- Esvaziamento da bexiga antes, durante e após cirurgias e exames;
- Monitoramento de pacientes críticos;
- Irritação vesical e administração de medicamento.
+ ANÚRIA - <100ML ou ausência de urina;
+ DISÚRIA – Dor ou ardência ao urinar;
+ GLICOSÚRIA – Presença de glicose na urina;
+ NICTÚRIA – Frequência de micção durante a noite;
+ OLIGÚRIA – Diminuição do volume = 100 a 400ml/24h;
+ POUÚRIA – Eliminação de volume excessivo de urina;
+ PROTENÚRIA – Albumina na urina;
+ PIÚRIA – Presença de pus.
ITU – Infecção do trato urinário;
ÚRIA – Urina;
HEMATÚRIA – Presença de sangue na urina
→ Riscos da Cateterismo
- ITU;
- Sepse;
- Trauma uretral.
→ Tipos de sondas ou cateteres
→ Cateterismo Vesical de Alívio
- Alívio para urinário;
- Obtenção de urina estéril;
- Avaliação de urina depois da micção.
→ Cateterismo Vesical de alívio
intermitente
- Utilizado em horários estabelecidos;
- Ex. a cada 6 horas;
- Ex. portadores de bexiga neurogênica.
→ Cateterismo Vesical de demora
- Promover o esvaziamento da bexiga;
- Monitorizar débito urinário;
- Preparo cirúrgico;
- Realizar irrigação vesical.
→ Cuidados de enfermagem
– Manter o cateter fixado (evitar trauma uretral) e
evitar dobras no circuito de drenagem;
– Sempre manter o sistema de drenagem abaixo do
nível da bexiga (mesmo que o coletor tenha válvula
anti-refluxo);
– Cateter de grosso calibre (>22F) deve ser evitado,
exceto quando há indicação urológica específica,
como o risco de obstrução por coágulos.
- Clampeamento
– Não deixar o sistema aberto, para evitar
contaminação, e clampear o sistema somente para
movimentação do paciente, ou se houver risco de
refluxo urinário. No caso de transporte, manter o
clamp aberto e o sistema de drenagem abaixo do
nível da bexiga (mesmo que o coletor tenha válvula
anti-refluxo);
– Não há benefício em clampear o cateter urinário
para re-educação vesical, sendo esse procedimento
contra-indicado, pelo risco de infecção.
- Esvaziamento
– A bolsa coletora deve ser esvaziada regularmente, para manter um fluxo contínuo, e para não haver
risco de refluxo;
– A extremidade do dispositivo de saída de urina não deve tocar outras superfícies, como o recipiente de
coleta ou piso;
– Não é recomendado o esvaziamento simultâneo de vários pacientes com um mesmo recipiente, devido
ao risco de contaminação cruzada.
- Obstrução
– Se o cateter for de 2 vias, recomenda-se sua troca. No caso de 3 vias, proceder à desobstrução
(irrigação vesical);
– O tempo de permanência não indica a troca do cateter vesical ou necessidade de coleta de urinocultura;
considerar substituí-lo se: visivelmente sujo (resíduos aderidos, grumos), obstrução do cateter, violação
do sistema fechado, quebra da técnica asséptica, mau funcionamento, ou caso ele tenha sido instalado
em outra unidade hospitalar.
- Coleta de Urinocultura
– Não é recomendada no caso de troca do cateter;
– A coleta de urina deve ser feita através do botão coletor, com técnica asséptica. No momento da coleta,
clampear o circuito abaixo do botão coletor;
– Aspirar, no mínimo, 1 mL e encaminhar ao laboratório imediatamente. ou conservar sob refrigeração à
4oC . Para o EAS, o volume coletado deverá ser, no mínimo, de 5 mL;
– No caso de diagnóstico de infecção urinária com indicação de tratamento antimicrobiano, considerar
troca do cateter vesical e do circuito de drenagem.
OBS: Na ausência de urina residual na porção proximal do circuito (acima do botão coletor), não clampear
o cateter para acumular urina na bexiga.