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APS - Filosofia, Matemática, Física e o Pensamento Científico

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Ao tentar incorporar-se ao exército de Napoleão, atendeu aos apelos do pai 
e continuou como professor. Aos 30 anos entrou para o corpo docente do Colégio 
Jesuíta de Colônia, Alemanha, como professor de Matemática. Em 1827, com 40 
anos de idade, Georg Ohm publicou um trabalho intitulado: “Medidas Matemáticas 
de Correntes Elétricas”. 
Em vez de encontrar o reconhecimento que achava justo, o trabalho foi 
simplesmente ignorado na época. Os que leram não entenderam e acharam que não 
havia nenhuma contribuição para a Ciência e a Matemática. O professor que 
esperava uma promoção como resultado de sua publicação, entrou com uma 
discussão no Ministério da Cultura e acabou perdendo o emprego (E EBIOGRAFIA, 
2017). 
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O artigo, que definiu um novo conceito de resistência elétrica, foi 
despercebido na época. Nele, Ohm relatava suas experiências com diferentes 
espessuras e comprimentos de fios e as descobertas das relações matemáticas 
envolvendo essas dimensões as grandezas elétricas. Inicialmente verificou que a 
intensidade da corrente era diretamente proporcional à área da seção do fio e 
inversamente proporcional ao seu comprimento. 
Georg Simon Ohm conseguiu formular um enunciado que envolvia além 
dessas grandezas a diferença de potencial: “A intensidade da corrente elétrica que 
percorre um circuito aumenta proporcionalmente ao aumento da força eletromotriz e 
decresce proporcionalmente ao aumento da resistência”. É quase a expressão de 
uma lei universal – quanto maior o trabalho a realizar, maior o esforço que temos de 
fazer para realizá-lo. Sua formulação matemática é conhecida como Lei de Ohm (E 
EBIOGRAFIA, 2017). 
Georg Simon Ohm teve grande dificuldade para manter-se e achar alunos. 
Sua formulação recebeu críticas porque tentou explicar os fenômenos com base 
numa teoria sobre o fluxo do calor. Depois de seis anos conseguiu voltar ao 
magistério na Escola Politécnica de Nurenbergue. Em 1841, embora ainda não 
houvesse obtido amplo reconhecimento na Alemanha, encontrou-o na Inglaterra ao 
receber da Sociedade Real de Londres a medalha Copley. Em 1849, foi nomeado 
professor da Universidade de Munique (E EBIOGRAFIA, 2017). 
Após sua morte, na reunião do Congresso Internacional de Engenheiros 
Eletricistas em Paris, em 1881, decidiu-se dar o nome de Ohm à unidade de 
resistência elétrica. O alemão foi quem demonstrou a relação entre as três grandes 
unidades de eletricidade, o ampère, o volt e o ohm. 
Georg Simon Ohm faleceu em Munique, na Alemanha, no dia 6 de julho de 
1854. 
 
 
 
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4.2 EXPOSIÇÕES DAS IDEIAS 
O cientista Georg Simon Ohm (1787 – 1854), a partir de suas medidas 
experimentais, chegou a conclusão de que todos os materiais sujeitos a uma 
diferença de potencial apresentam uma resistência de valor constante à passagem 
da corrente elétrica (KITOR, entre 2006 e 2019). 
Figura 3 - Movimento dos elétrons 
 
Fonte- Glauber Kitor 
Desta forma, sendo a resistência elétrica uma constante, a intensidade da 
corrente elétrica cresce proporcionalmente ao valor da tensão aplicada, obedecendo 
à seguinte expressão: U = i.R 
Mas esta equação é satisfeita para resistores ôhmicos e não ôhmicos. 
Portanto não deve ser utilizada como uma declaração da Lei de Ohm, tendo como 
válido apenas a expressão verbal citada anteriormente (KITOR, entre 2006 e 2019). 
Graficamente, para resistores ôhmicos, a primeira lei de Ohm mostra: 
Figura 4 - Gráfica primeira lei de Ohm 
 
Fonte - Glauber Kitor 
https://www.infoescola.com/fisica/corrente-eletrica/
https://www.infoescola.com/fisica/tensao-eletrica/
https://www.infoescola.com/fisica/resistores/
https://www.infoescola.com/fisica/primeira-lei-de-ohm/
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Observa-se que o coeficiente angular deste gráfico, dado por U/i resulta na 
resistência elétrica, constante para qualquer diferença de potencial. Obviamente, há 
um limite de validade para esta, que é denominada a primeira lei de Ohm. Para 
tensões muito altas, a resistência acaba não tendo um comportamento linear. 
A segunda forma, conhecida como segunda lei de Ohm, relaciona a 
resistência elétrica com as dimensões do objeto e as características do material de 
que ele é composto. Para tanto, foi considerado um objeto de um material de 
resistividade ρ, dimensões cilíndricas de comprimento l e área de seção transversal 
reta S mostrado na figura abaixo. 
Figura 5 - Dimensões cilíndricas de comprimento. 
 
Fonte - Glauber Kitor 
Através de suas análises, este cientista concluiu que a resistividade de cada 
material é constante para qualquer campo elétrico aplicado, e desta forma, poderia 
obter uma expressão para determinar a resistência elétrica. Esta propriedade, 
segundo Ohm, é diretamente proporcional à resistividade do material, ao 
comprimento e inversamente proporcional à área de seção transversal reta do 
respectivo objeto (KITOR, GLAUBER, entre 2006 e 2019). 
Matematicamente, assume a forma: 
R =ρ.l/S 
É válido lembrar que apenas esta última é verdadeiramente condizente com 
o enunciado da lei de Ohm. 
https://www.infoescola.com/fisica/segunda-lei-de-ohm/
https://www.infoescola.com/fisica/campo-eletrico/
https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/01/lei-de-ohm3.jpg
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Esta lei é válida para certas faixas de temperaturas e de campo elétrico 
aplicados. Desta forma, os resistores são considerados ôhmicos porque obedecem à 
lei de Ohm dentro dos limites de tensão aplicados no local do circuito ao qual 
compõe. Alguns dispositivos à base de semicondutores, como diodos e transistores 
não são ôhmicos (HALLIDAY, 2007). 
4.3 IMPACTOS PRODUZIDOS 
Sem dúvidas que a lei de Ohm é a lei mais importante sobre eletricidade, 
alguns profissionais podem até não concordar, mas é inegável que é a fórmula mais 
aplicada nos cálculos elétricos. A importância de compreender essa lei e 
compreender sua utilização é enorme e é base para quase todos os outros estudos 
e aplicações da eletricidade (Mattede, 2019). 
A lei de ohm, descoberta e formulada por Georg Simon Ohm, relaciona as 
três grandezas elétricas principais e demonstra como elas estão intrinsecamente 
ligadas. Essa descoberta se deu por um experimento relativamente simples feito 
por Georg, por suas descobertas seu nome foi dado a essa lei da eletricidade. 
Georg ligou uma fonte de tensão elétrica a um material, e percebeu que circulou 
uma corrente elétrica por esse circuito. Em seguida Georg variou essa tensão e 
percebeu uma corrente elétrica diferente. E desta forma para cada tensão aplicada 
uma corrente diferente era registrada em suas anotações (Mattede, 2019). 
Embora estes estudos tenham sido uma colaboração importante na teoria 
dos circuitos elétricos e suas aplicações, o cargo universitário almejado por Ohm lhe 
foi negado. Suas conclusões receberam críticas negativas, em parte porque ele 
tentou explicar esses fenômenos com base numa teoria sobre o fluxo de calor. 
O uso da lei de ohm é muito amplo, sendo usada para definição e 
especificação de equipamentos, bitola de cabos, seleção de equipamentos de 
segurança e proteção de circuitos, definição de resistências para equipamentos e 
circuitos elétricos e eletrônicos, seleção de tensão de trabalho para certos 
equipamentos e circuitos e outras infinidades de utilizações. Invariavelmente em 
eletricidade qualquer que seja o estudo ou a aplicação a lei de ohm será usada por 
isso é tão importante conhecê-la e dominá-la (Mattede, 2019). 
https://www.mundodaeletrica.com.br/o-que-e-eletricidade/
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4.4 FORMULA MATEMÁTICA 
A Lei de Ohm, foi chamada assim em homenagem ao criador da fórmula 
Georg. Existem a primeira e segunda lei de Ohm. A primeira lei de Ohm se refere a 
resistência elétrica e a segunda lei de Ohm nos mostra os fatores que influenciam a 
resistência elétrica. Neste artigo vamos ficar no básico, sem ater muito aos cálculos 
(NOVA ELETRÔNICA, 2019). 
A fórmula dessa lei indica que a diferença