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PRÉ-NATAL

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PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO 
O objetivo do acompanhem-no pré-natal é assegurar o 
desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de 
um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde 
materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e 
as atividades educativas e preventivas. 
O profissional deve permitir que a gestante expresse 
suas preocupações e suas angustias, garantindo a 
atenção resolutiva e a articulação com os outros 
serviços de saúde para a continuidade da assistência e, 
quando necessário, possibilitando a criação de vinculo 
da gestante com a equipe de saúde. É cada vez mais 
frequente a participação do cônjuge no pré-natal, 
devendo sua presença ser estimulada durante as 
atividades de consulta e de grupo, para o preparo do 
casal para o parto, como parte do planejamento 
familiar. 
É importante acolher o(a) acompanhante de escolha da 
mulher, não oferecendo obstáculos à sua participação 
no pré-natal, no trabalho de parto, no parto e no pós-
parto. O(a) acompanhante pode ser alguém da família, 
amigo(a) ou a doula. 
O acolhimento não é um espaço ou local, mas uma 
postura ética e solidária. Portanto, ele não se constitui 
como uma etapa do processo, mas como ação que 
deve ocorrer em todos os locais e momentos da 
atenção à saúde. 
Toda mulher com atraso de 15 dias de menstruarão 
deve ser triada para fazer o teste de gravidez. Se o 
atraso menstrual for superior a 12 semanas, o 
diagnóstico de gravidez poderá ser feito pelo exame 
clínico. 
SINAIS DE PRESUNÇÃO DE GRAVIDEZ 
Atraso menstrual. Manifestações clinicas (náuseas, 
vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de 
apetite, aumento da frequência urinária e sonolência). 
Modificações anatômicas (aumento do volume das 
mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de 
Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração 
violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do 
volume abdominal). 
 
SINAIS DE PROBABILIDADE 
Amolecimento da cérvice uterina, com posterior 
aumento do seu volume. Paredes vaginais 
aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se 
observar pulsação da artéria vaginal nos fundos de 
sacos laterais). 
 
SINAIS DE CERTEZA 
Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que 
são detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e 
pelo Pinard a partir de 20 semanas. Percepção dos 
movimentos fetais (de 18 a 20 semanas). 
Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser 
observado por via transvaginal com 5 semanas 
gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira 
manifestação do embrião com 6 semanas gestacionais. 
 
ENCAMINHAR AO ALTO RISCO 
Fatores relacionados às condições prévias: 
cardiopatias, pneumopatias graves (incluindo asma 
brônquica), nefropatias graves, endocrinopatias 
(especialmente diabetes, hipo e hipertireoidismo), 
doenças hematológicas, hipertensão arterial crônica 
e/ou caso de paciente que faça uso de anti-
hipertensivo, doenças neurológicas (como epilepsia), 
doenças psiquiátricas e doenças autoimunes (lúpus). 
Alterações genéticas maternas, antecedente de 
trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, 
ginecopatias, portadoras de doença infecciosas, 
hanseníase, tuberculose e dependência de drogas. 
Fatores relacionados à história reprodutiva anterior: 
morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, 
principalmente se for de causa desconhecida. História 
prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau 
resultado obstétrico e/ou perinatal (interrupção 
prematura da gestação, morte fetal, síndrome Hellp, 
eclampsia, internação da mãe em UTI). Abortamento 
habitual. Esterilidade/infertilidade. 
Fatores relacionados à gravidez atual: restrição do 
crescimento intrauterino. Polidramnio ou 
oligoidramnio. Gemelaridade. Malformações fetais ou 
arritmia fetal. Distúrbios hipertensivos da gestação 
(hipertensão crônica pré-existente, hipertensão 
gestacional ou transitória). 
 
CRONOGRAMA 
Até 28° semana – mensalmente (7 meses). 
Da 28° a 36° semana – quinzenalmente (7-8 mês). 
Da 36 até a 41° semana – semanalmente. 
1ª CONSULTA 
Anamnese. Pesquisar os aspectos sócio-
epidemiológicos, os antecedente familiares, os 
antecedentes pessoais gerais, ginecológicos e 
obstétricos, além da situação da gravidez atual. 
Identificar: DUM, paridade, uso de anticoncepcionais; 
intercorrências clinicas, obstétricas e cirúrgicas; 
detalhes de gestações prévias; hospitalizações 
anteriores; uso de medicações; história previa de 
doença sexualmente transmissível; reações alérgicas; 
história pessoal ou familiar de doenças 
hereditárias/malformações; gemelaridade anterior; 
fatores socioeconômicos; atividade sexual; uso de 
tabaco, álcool ou outras drogas; história infecciosa 
prévia; vacinações; histórico de violência. 
PESQUISAR OS SINTOMAS – Náuseas, vômitos, dor 
abdominal, constipação, cefaleia, síncope, 
sangramento ou corrimento vaginal, disúria, polaciúria 
e edemas. Verificar o quadro vaginal. Identificar 
gestantes com fraca rede de suporte social. Calculo da 
idade gestacional e data provável do parto. 
EXAME FÍSICO GERAL – Inspeção da pele e das 
mucosas. Sinais vitais: aferição do pulso, frequência 
cardíaca e respiratória, temperatura. Palpação da 
tireoide, região cervical, supraclavicular e axilar. 
Ausculta cardiopulmonar. Exame de abdome. Exame 
dos MMII. Determinação do peso, altura, cálculo do 
IMC, avaliação do estado nutricional e do ganho de 
peso gestacional. Medida da PA. 
EXAME FÍSICO OBSTÉTRICO – Palpação obstétrica, 
medida e avaliação da altura uterina, ausculta dos BCF, 
registro dos movimentos fetais, exame clínico das 
mamas. Exame ginecológico (inspeção, exame 
especular, coleta de material para colpocitopatológico, 
toque vaginal) pelo menos 1 ou quando houver 
necessidade. 
ORIENTAÇÕES – Deve-se orientar a gestante sobre 
alimentação e acompanhamento do ganho de peso 
gestacional. Incentivar o aleitamento materno 
exclusivo até os 6 meses. Fornecer todas as 
informações necessárias e respostas às indagações da 
mulher, de seu companheiro e da família. Prescrever 
suplementação de sulfato ferroso (40mg de ferro 
elementar/dia) e ácido fólico (5mg/dia) para profilaxia 
da anemia. Orientar sobre os sinais de risco e a 
necessidade de assistência em cada caso. Referenciar a 
gestante para atendimento odontológico. Encaminhar 
para imunização. 
 
ROTEIRO DAS CONSULTAS SUBSEQUENTES 
Anamnese atual sucinta: pesquisa das queixas mais 
comuns na gestação e dos sinais de intercorrências 
clínicas e obstétricas, com o propósito de se reavaliar o 
risco gestacional e de se realizar ações mais efetivas. 
Exame físico direcionado. Verificação do calendário de 
vacinação. Deve-se avaliar o resultado dos exames 
complementares. Devem ser feitas a revisão e a 
atualização do Cartão da Gestante e da Ficha de Pré-
Natal. 
Além disso, devemos executar as seguintes tarefas: 
Controles maternos – cálculo e anotação da idade 
gestacional, determinação do peso e IMC (anotar 
gráfico e avaliar nutrição), medida da PA, palpação 
obstétrica e medida da altura uterina, pesquisa de 
edema, exame ginecológico se necessário. Ausculta 
dos BCF, avaliação dos movimentos percebidos pela 
mulher e/ou detectados no exame obstétrico/registro 
dos movimentos fetais. Condutas – interpretação dos 
dados da anamnese e do exame clínico e correlação 
com resultados de exames complementares. Avaliação 
dos resultados de exames complementares e 
tratamento de alterações encontradas ou 
encaminhamento, se necessário. 
CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL 
DUM – É o método de escolha para se calcular a idade 
gestacional em mulheres com ciclos menstruais 
regulares e sem uso de métodos anticoncepcionais 
hormonais. Lembrando que quando a DUM for 
desconhecida, tente identificar se o período foi no 
início, meio ou fim do mês, considere como data da 
última menstruação os dias 5, 15 e 25, 
respectivamente. 
DPP – Calcula-se a data provável do parto levando-se 
em consideração a duração média da gestação normal 
(280 dias ou 40 semanas, a partir da DUM), mediante a