A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
5 pág.
Trauma Torácico

Pré-visualização | Página 2 de 2

o diagnóstico.
O diagnóstico definitivo de contusão miocárdica pode ser estabelecido apenas através da inspeção direta do miocárdio.
Os achados eletrocardiográficos mais comuns são: extra-sístoles ventriculares múltiplas, taquicardia sinusal inexplicada, fibrilação atrial, bloqueio de ramo e alterações do segmento ST.
As troponinas cardíacas não possuem papel na avaliação e tratamento do doente portador de contusão miocárdica.
3.6 Ruptura Traumática da Aorta
Causa comum de morte súbita após colisões de automóveis ou quedas de grande altura (Trauma por Desaceleração).
A manutenção da integridade da camada adventícia ou o hematoma mediastinal contido previnem a morte imediata
A hipotensão persistente ou recorrente geralmente é devida a uma hemorragia não identificada em outro local que não a aorta. Embora também possa ocorrer a ruptura livre da aorta dentro do hemitórax esquerdo causando hipotensão.
Sinais radiológicos:
· Alargamento do mediastino
· Obliteração do cajado aórtico
· Desvio da traquéia para a direita
· Rebaixamento do brônquio principal esquerdo
· Elevação do brônquio principal direito
· Obliteração do espaço entre a artéria pulmonar e a aorta (apagamento da janela da artéria pulmonar)
· Desvio do esôfago para a direita
· Alargamento da faixa paratraqueal
· Alargamento das interfaces para-espinhais ou não
· Presença de um derrame extrapleural apical
· Hemotórax à esquerda
· Fratura do primeiro e segundo arcos costais ou da escápula
A TC helicoidal do tórax é usada como triagem de doentes com suspeita de lesão de aorta torácica.
Quando os resultados são equivocados deve ser realizado uma aortografia.
A ecocardiografia trans-esofágica também parece ser útil por ser uma ferramenta menos invasiva.
O tratamento pode ser feito com a sutura primária da aorta ou pela ressecção da área traumatizada seguida pela interposição de um enxerto.
3.7 Ruptura Esofágica por Trauma Fechado
Pode ser letal se não reconhecida
É causada pela expulsão forçada do conteúdo gástrico para o esôfago, decorrente de um golpe forte no abdome superior.
A mediastinite resultante e a ruptura imediata ou tardia para o espaço pleural causam o empiema
Considerar uma possível lesão esofágica se o doente:
· Apresenta um pneumotórax ou hemotórax a esquerda sem fraturas de costela
· Foi vítima de um golpe em região esternal inferior ou no epigástrio e apresenta dor ou quadro de choque fora de proporção com a lesão aparente
· Elimina material suspeito através do dreno de tórax quando o sangue começa a clarear
O tratamento indicado é a drenagem do espaço pleural e do mediastino com sutura primária da lesão por toracotomia.
4. Outras Manifestações de Lesões Torácicas
4.1 Enfisema Subcutâneo
Pode ser o resultado de uma lesão da via aérea, de lesão pulmonar ou explosão.
Se for necessária a utilização de ventilação com pressão positiva, deve ser considerada a drenagem do tórax do mesmo lado, pela possibilidade que ocorra um pneumotórax hipertensivo.
4.2 Lesões Torácicas por Esmagamento (Asfixia Traumática)
Achados associados: pletora em tronco, face e membros superiores e petéquias secundárias à compressão aguda e transitória da veia cava superior. Podem estar presentes edema maciço e edema cerebral.
As lesões subjacentes devem ser tratadas.
4.3 Fraturas de Costelas, Esterno e Escápulas
As fraturas de esterno e das escápulas resultam de um impacto direto. As fraturas de esterno podem ser acompanhadas de contusão pulmonar e da possibilidade de lesão cardíaca contusa.
A força aplicada diretamente sobre as costelas tende a fraturá-las e a direcionar os segmentos para dentro do tórax aumentando o risco de lesões intratorácicas.
A dor à movimentação resulta em restrição dos movimentos respiratórios. O que prejudica a ventilação, a oxigenação e a tosse.
A existência de fraturas das últimas costelas (10 a 12) deve aumentar a suspeita de trauma hepato-esplênico.
Doentes com fraturas de costelas apresentam dor localizada, agravamento da dor à palpação e crepitação.
Ataduras, cintos costais e fixações externas são contra-indicadas
O alívio da dor é importante para permitir uma ventilação adequada, podendo ser necessário o bloqueio intercostal, a anestesia peridural e a analgesia sistêmica.
	
	
	Gabriel GALEAZZI	1