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MedicineSummary Gabi Portela Whats: (27) 9.9722-4242 Obs.: Esses resumos são feitos com base nos áudios das classes e servem apenas como um guia complementar, sendo necessário o estudos através dos livros. Medicina Interna II- Enrique Aula 2- ECG parte 2 Frequência cardíaca: - Métodos para medir a FC: · Regra dos 6 segundos · Regra dos 1500 (quadradinhos) · Regra dos 300 (quadrados grandes) · Regra de RR Regra dos 1500: · 1500 dividido pela quantidade de quadrinhos pequenos entre um R e outro R · técnica pouco prática Ex.: neste ECG acima, temos 13 quadradinhos pequenos entre um R e outro. Então, 1500/13= 115bpm Regra dos 300: · 300 dividido pela quantidade de quadrados grandes entre R e R · regra prática, mas pouco específica Ex.: neste ECG acima temos 2 quadrados grandes entre um R e outro. Então, 300/2= 150bpm Regra RR: · localize uma onda R que coincida com uma linha grossa, conte o número de quadrados grandes até a próxima onda R, e divida 300 pelo número de quadrados grandes. · exemplo: se há um quadrado entre duas ondas R: 300 bpm, dois quadrados: 150 bpm, três: 100 bpm, quatro: 75 bpm e assim sucessivamente Ex.: neste ECG acima, encontramos uma R que coincida com a linha grossa. Agora, contamos quantos quadrados grandes temos até a próxima R. Neste caso, temos 2 quadrados grandes. Porém, ainda temos 3 quadradinhos pequenos restando. O que fazemos: entre 150 e 100 temos 5 quadradinhos. 150 - 100= 50. E 50 dividido por 5 (quantidade de quadradinhos) é igual a 10. Ou seja, cada quadradinho equivale a 10bpm. Então, este paciente tem uma FC de 120bpm. - Essas 3 técnicas anteriores servem apenas para ritmo regular - Para ritmo irregular só podemos usar a regra dos 6 segundos, que funciona assim: · se em 1 segundo temos 5 quadrados grandes, em 6 segundos teremos 30 quadrados grandes · então, teremos que contar quantos QRS teremos em 30 quadrados grandes e multiplicar por 10 · ex.: temos 12 QRS em 30 quadrados grandes e 12x10= 120bpm · caso não tenha 30 quadrados, se só tivermos 15, por exemplo, então, ao invés de multiplicarmos por 10, vamos multiplicar por 20 · ex.: em 15 quadrados grandes encontrei 8 QRS e 8x20= 160bpm Obs.: a regra dos 6 segundos pode ser usada para ritmo irregular e regular Ex.: no ECG acima contamos 30 quadrados grandes. Entre eles achamos 9 complexos QRS, então 9x10= 90bpm. Podemos ter um ritmo regular mesmo que ele não seja sinusal (questão de prova) Ritmo sinusal: · P negativa em aVR · Cada P seguida de QRS · Intervalo PR constante · Distância PP=RR Obs1: lembrar que o ritmo sinusal quer dizer a presença de onda P, seja ela positiva ou negativa. Obs2: lembrar que a onda P tem que ser negativa em aVR, caso não esteja negativa é um sinal de que o eletro foi mal feito. Nem todo ritmo sinusal é regular: Obs.: isso ocorre em pacientes jovens que respiram muito profundamente, faz com que o coração receba maior volume e haja esse retardo fisiológico. Como calcular o eixo cardíaco: - Para determinar o eixo cardíaco vamos observar somente as derivações aumentadas (aVR, aVL e aVF) e as derivações bipolares (DI, DII e DIII). - Para dizer que o eixo cardíaco está normal, ele deve estar entre -30º e +110º. - Para começar: 1. Vamos observar qual derivação nos dá um complexo QRS com componente positivo e negativo. 2. Depois, vamos ver qual derivação é perpendicular ao meu complexo com componente positivo e negativo. 3. Vamos ver se a derivação perpendicular é positiva ou negativa e daí achamos o desvio do nosso eixo. Ex.: Vamos fazer o passo a passo: 1- Qual dessas derivações é tanto positiva quanto negativa? R= aVF 2- No gráfico, qual derivação é perpendicular a aVF (perpendicular quer dizer que forma um ângulo de 90º)? R= DI 3- Neste ECG, DI é positivo ou negativo? R= positivo. 4- Então como está nosso eixo? R= Eixo normal ou conservado. Obs.: lembrar que o sistema de condução se desloca pelo endocárdio e só depois passa ao miocárdio e, por último, no pericárdio. Hipertrofia atrial ou auricular: - Para determinar se há hipertrofia auricular vamos olhar a onda P - Lembrar que a onda P normal deve ser ≤0,25mV (ou 2,5cm) e ≤0,10s - Quando temos uma hipertrofia atrial direita vamos ter uma onda P maior a 2,5cm (onda P picuda), mas a distância não vai modificar (porque o tempo depende do átrio esquerdo) - Quando temos uma hipertrofia atrial esquerda o tempo vai modificar (>0,11s) Átrio direito: 1. Aumento da voltagem da onda P 2. P acuminada (onda P picuda) 3. Duração normal (0,10s) 4. P bifásica em V1 Obs.: note a onda P picuda. Átrio esquerdo: 1. P > 0,11s 2. P bifásica em V1 3. P mellada (forma de M) Obs.: note a onda P com formato de "M". Causas de hipertrofia atrial direita: 1. Causas pulmonares (principais causas): EPOC, HTA pulmonar, TEP agudo, derrame pleural massivo, pneumotórax 2. Enfermidades valvulares: estenose pulmonar, estenose tricúspide 3. Enfermidades congênitas: tetralogia de Fallot, atresia tricúspide Causas de hipertrofia atrial esquerda: 1. Estenose ou insuficiência mitral 2. Estenose ou insuficiência aórtica 3. Miocardiopatia hipertrófica 4. Fibrilação atrial Primeira causa de hipertrofia atrial esquerda (questão de prova): - Estenose mitral Resumindo as hipertrofias atriais: Se aumenta amplitude= direita Se aumenta o tempo= esquerda Se aumenta amplitude e tempo= hipertrofia bilateral