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Clínica de Equinos-Digestivo

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o lúmen 
causando uma distensão que pode 
assim reduzir o fluxo sanguíneo 
mural, que leva a perda de líquido 
com desidratação podendo causar 
uma injúria da mucosa, com 
aumento da proteína na cavidade 
abdominal inibindo a motilidade. 
Obstrução por parascaris acomete 
animais por volta de 6 meses de 
idade, onde usou vermífugo e a 
morte dos parasitas fazem a 
obstrução, diagnóstico pelos sinais 
clínicos com administração de anti 
helmínticos. Tratamento deve ser 
feito com controle de dor, fluido e 
retirada cirúrgica sendo que o bom 
atendimento e rápido importante 
para o prognostico. 
A compactação de íleo pode causar 
essas obstruções, principalmente em 
animas que comem grama bermuda 
pela alto teor de fibras que são fina e 
pequenas gerando pouca mastigação 
com deglutição precoce e 
compactação. Sinais clínicos com 
dor, refluxo gástrico e intestino 
delgado palpável com tratamento 
que é clínico em 50% fazendo a 
descompressão gástrica, controle de 
 
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dor e reposição hidroeletrolitica e se 
não resolve faz cirurgia. 
Outraa causa de obstrução pode ser a 
hipertrofia da camada muscular do 
íleo, pela compactação que é 
recorrente e resolvida nas clínica 
podendo ser secundária a cirurgias 
por fibroses, aumento do tônus da 
válvula ileocecal ou até por migração 
de parasitas que causam uma 
disfunção neuronal parassimpática. 
Apresenta sinais clínicos como 
cólicas recorrentes, anorexias e 
perdas de peso, tendo como 
diagnostico e tratamento a 
laparotomia exploratória para se ver o 
que está acontecendo e resolver. 
 
 
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–
Afecções do intestino Grosso 
Importante definirmos alguns 
pontos da anatomia desse órgão, 
pois vai ser muito importante nos 
diagnósticos e tratamentos dessas 
afecções. O íleo no intestino delgado 
se desemboca no ceco onde está 
alojado ao lado esquerdo, com colón 
ventral saindo do ceco e a flexura 
esternal, e depois vem voltando na 
porção dorsal com a flexura pélvica e 
da origem ao colón transverso, colón 
menor e reto. 
 
O principal problema no intestino 
grosso seriam as compactações onde 
as flexuras são pontos críticos 
nesses animais, assim como pode ser 
causado pelas afecções dentarias que 
predispõe a essas compactações, 
assim como a qualidade de fibra e 
alimento, estresse e ingestão de 
água que também podem levar a 
essas complicações. 
Compactação de ceco é mais comum 
pela presença de sólidos, com a fibra 
ressecada ou de ruim qualidade 
onde se começa a desenvolver a 
compactação que tem distensão 
firme com dor leve a moderada, 
agora caso esteja com conteúdo 
fibroso e fluido (funcional) onde 
tem uma ausência de motilidade 
fazendo o alimento ficar parado, 
tem dor moderada a grave com ceco 
distendido com edema de parede. 
 
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O ceco tá do lado esquerdo na 
palpação vai sentir o ceco dilata e na 
ausculta os quadrantes esquerdos 
vão estar prejudicadas ou quase 
inaudíveis, levando assim ao 
diagnóstico. Para o tratamento 
vamos realizar a hidratação 
parenteral e enteral, com controle de 
dor, usando um óleo mineral para 
facilitar a descompactação e sulfato 
de magnésio (ajuda no aporte de 
fluido), sendo esse o tratamento 
clínico que taxa de 90% de 
sobrevivência caso tratadas de forma 
precoce ou animais não refratários 
sendo assim indicado a cirurgias. 
Um ponto muito importante de 
compactação é a flexura pélvica onde 
ocorre uma diminuição do lúmen e 
predispõe a formação de compactação 
nessas regiões, sendo muito comum 
nas baixas ingestões de água 
(inverno é ponto crítico), assim 
como o uso de amitraz, migração de 
larvas ou afecções dentárias. Como 
sinais clínicos vai ter dor leve a 
moderada de forma intermitente, 
animal com a perda de apetite, 
motilidade reduzida, com sinais de 
desidratação e abdômen abaulados, 
com diagnóstico por palpação retal e 
liquido peritoneal normal. Fezes 
desse animal vão ser pequena com 
muito muco me indicando grande 
tempo parado no segmento 
intestinal, sendo a base do 
tratamento a hidratação enteral com 
a sonda nasogástrica, controlando a 
dor desse animal, podendo ser 
utilizado o óleo mineral, docussato 
sódico e sulfactante iônico então 
caso não resolva recomenda a 
cirurgia. 
Outra compactação que pode ocorrer 
é a pela areia na flexura pélvica onde 
temos areia mesmo parada naquela 
região, alimento fornecido no chão 
ou regiões arenosas que acumula 
cronicamente no colón ventral ou 
dorsal alguns animais eliminam, 
se não elimina o animal vai parar de 
comer com poucas fezes no reto, 
areia nas fezes, sons de areia na 
auscultae uma dor leve a moderada. 
O diagnóstico é feito pelo RX, 
ausculta e areia na palpação, 
tratamento realizado com 
fluidoterapia com controle de dor e 
 
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uso o psilium que forma um gel com 
água e facilita a remoção dessa areia 
e cirurgia se a dor aumentar ou 
então se deslocar ou alterar o fluido 
peritoneal com viabilidade alças 
comprometida. 
Compactação de colón menor 
normalmente ocorre por corpo 
estranho, enterólitos ou fecalomas, 
sendo que o animal vai ter dor leve a 
moderada contínua, sinais de 
desidratação com distensão 
abdominal e hipomotilidade. O 
diagnóstico vai ser feito por palpação 
retal e coleta do líquido peritoneal, 
começa a acumular muito gás em 
outros segmentos, tratamento vai 
ser feito com fluidoterapia, controle 
da dor, laxantes e óleo mineral. 
Timpanismo 
Timpanismos também pode ocorrer 
pelo acúmulo gasoso nas alças 
intestinais, podendo ser gerado por 
uma fermentação de carboidratos da 
dieta no caso de ser um primário e 
secundário por causa de uma 
compactação que vai gerar um 
acumulo intenso de gás. Animais 
vão apresentar uma dor abdominal 
aguda com um aumento da FC e FR 
e na percussão vamos ter um som 
mais timpânico do lado onde tem o 
timpanismo. 
O tratamento tem que fazer a 
descompressão, mas no colón menor 
ao fazer a descompressão devemos 
ter um cuidado pois ele pode ter um 
deslocamento, segurança no cecco do 
lado direito pois ele é fixo. 
Utilizamos um cateter para retirada 
de gás e resolução parcial e faço 
hidratação e controle da dor 
juntamente, não faz nesse caso a 
fluidoterapia enteral, pois pode piorar 
pela hipertensão abdominal gerando 
mais dor e descompensarão. 
Deslocamentos 
Deslocamentos também podem 
ocorrer com o colón ventral e dorsal 
que atravessa a flexura pélvica e faz 
um deslocamento para a direita. 
Pode deslocar por formação de gás 
pode causar um encarceramento 
nefro-esplênico, ou pode fazer uma 
retroflexação de cólon. O único que 
tem tratamento clínico é o 
encarceramento nefro esplênico ou 
deslocamento esquerdo dorsal, onde 
o animal vai ter uma dor leve a 
moderada de forma intermitente 
com uma distensão abdominal, 
poucas fezes e motilidade reduzida e 
 
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conseguimos diagnosticar por 
palpação ou ultrassom, fazemos 
então fármacos que faz contração 
esplênica (fenilefrina)que faz uma 
vaso constrição e reduz o tamanho 
do baço, mas me causa muitos 
efeitos cardiovasculares, então 
cuidado, colando o animal pra correr 
e resolve 50% dos casos, pode fazer 
as técnicas de rolamento também 
com animal sedado, mas compensa 
mais se tiver tudo isso levar para 
cirurgia. 
 
Íleo adinâmico 
Ocorre muito pós manipulações 
cirúrgicas do intestino, mas tem 
diversas etiologias como distenção 
intestinal, compactações e qualquer 
alterações funcionais nesse 
intestinos. Pois quando ta parado 
tem bactéria e daí tem uma cascata 
de deslocamento das bactérias, 
absorção de toxinas e sepse

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