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Análise Experimental do comportamento

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comportamentais e condicionamento, Thorndike já havia começado a estudar com animais e formulou a lei do efeito que depois veio a ser aperfeiçoada pelos seus propulsores.
	A lei do efeito pode ser bem identificada com o experimento com pombos, de acordo com a Revista Brasileira de Análise do Comportamento (2005), ao alimentar um pombo sempre aumentando o local onde é posto a comida, este passará com o tempo a andar por toda a gaiola com sua cabeça erguida e isso deve-se a sua habituação ao comportamento.
	Bock, Furtado e Teixeira (2018), Watson acreditava que a Psicologia precisava ganhar um significado mais concreto para que deveras pudesse assumir um papel no campo, e para isso eles não deveriam estudar a mente, que era algo invisível aos olhos e não podia ter uma comprovação. Ficou bastante conhecido quando escreveu o manifesto Behaviorista que propunha a Psicologia um olhar pautado no que seria capaz de analisar, no caso os comportamentos.
	O behaviorista busca por meio da observação dos comportamentos categorizar e dar significado ao que diz respeito a Psicologia.
De maneira geral, tem sido mantido por seus seguidores que a psicologia é um estudo da ciência do fenômeno da consciência. Por um lado, ela tomou como seu problema a análise de estados (ou processos) mentais complexos por meio de seus simples constituintes elementares; por outro lado, a construção de estados complexos quando os constituintes elementares são dados. O mundo de objetos físicos (estímulos, incluindo aqui qualquer coisa que possa excitar atividade em um receptor) que constitui o fenômeno total do cientista natural é visto meramente como meio para um fim. Esse fim é a produção de estados mentais que possam ser "inspecionados" ou "observados". O objeto psicológico de observação, no caso de uma emoção, por exemplo, é o próprio estado mental (Watson, 1913 citado por Temas em Psicologia 2008)
Segundo Antunes (2007) as questões de aprendizagem são de suma importância para o Behaviorismo dentre essas maneiras de aprender pode-se citar dois modelos de bastante relevância a essa linha de pensamento: o condicionamento clássico e o condicionamento operante, sendo o primeiro desenvolvido por Ivan Pavlov ao observar em seu laboratório experimentos com animais, nessa situação um cão.
	Ostermann e Cavalcanti (2011) discorre sobre o experimento mais conhecido como o cão de Pavlov. Em seu laboratório o cientista estava a analisar comportamentos digestivos do animal quando percebeu que certos estímulos que não eram biológicos causavam alguma resposta. Assim percebeu que os comportamentos que o cachorro emitiam estavam condicionados. Por exemplo, quando Pavlov apresentava o alimento ao animal ele começava a salivar, logo depois era inserido outro estímulo, no caso do experimento um som que foi associado a apresentação de comida, logo mais o alimento é retirado apresentando-se somente o ruído e mesmo assim o cão continuava a salivar, ou seja ele estava condicionado pelo condicionamento clássico ou também chamado de correspondente.
	Quase na mesma linha de Ivan Pavlov, como discorre Strapasson (2012) Jonh B. Watson seguia o mesmo princípio do condicionamento clássico, porém ele seguia o que pode-se chamar de Behaviorismo metodológico. Ele acreditava na existência de uma mente que era inalcançável por quaisquer que fossem os experimentos científicos.
	Em seus estudos Watson começou a utilizar de crianças para comprovar as suas teorias sobre o comportamento relacionado ao condicionamento e o experimento que foi bastante criticado, o caso do pequeno Albert, em que ele usava alguns animais afim de ver questões como medo. Exemplo: Watson apresentava um rato e como a criança não tem reconhecimento do animal ela de início não tem medo, logo após ele acrescenta um outro estímulo no caso um barulho ensurdecedor e nisso a criança desenvolve o medo e ao apresentar um outro animal que seja parecido com o rato ela apresentará as mesmas respostas, Bisaccioni (2010).
Sobre o condicionamento clássico Watson defendia a capacidade de que toda pessoa, por exemplo um recém-nascido podia ser moldado como ele quisesse de acordo com suas vontades. 
Deem-me uma dúzia de crianças saudáveis e bem formadas e meu mundo específico para criá-las, e eu me comprometo a escolher uma delas ao acaso e treiná-la para que chegue a ser qualquer tipo de especialista que escolher: médico, advogado, artista, comerciante, e inclusive mendigo ou ladrão, sem levar nem um pouco em conta seus talentos, capacidades, tendências, habilidades, vocação ou a raça de seus antepassados (WATSON, 1930, p. 104).
Em contrapartida aos pensamentos de Watson tem-se outro nome bastante importante, Burrbus F. Skinner, conforme Präss (2012) Skinner não via questões vinculadas ao processo da mente e sim que o processo de condicionamento era operante, ou seja, o sujeito age em relação ao meio, tendo-se estímulos como reforços ou punições e o indivíduo como um ser ativo.
Shultz e Shultz (2005) dizia que para Skinner a vida é fruto de reforços, pois a partir de suas próprias experiências ele começou a postular a sua teoria, embasando que o sujeito tinha sua vida determinada e por mais que agisse diante do meio, esse tinha grande influência em suas vidas.
Bock et al. (2018), na sua teoria de condicionamento operante, é relevante falar dos comportamentos reflexos ou respondentes, ou seja, da interação ao qual o sujeito tem com o meio. Como por exemplo o fechar dos olhos quando se tem algum movimento em sua direção, o ato de fecha-los corresponde como resposta a um possível perigo, sendo assim evitado pela ação de não deixá-los abertos. 
	Outra forma bem simples de explicar o condicionamento operante é por exemplo um bebê. Quando a criança sorri, esse ato é considerado um comportamento operante fazendo com que seus pais, avós ou quaisquer que sejam os presentes na situação lhe façam carinho ou aplaudam tal ato e nesse contexto a criança está influenciado o meio onde ela se encontra e desta maneira também surgem os conceitos como reforço e punição, conforme Antunes (2007).
	Segundo Bock et al. (2018), dependendo de que tipo de resposta seja esperada podem-se aplicar reforços, melhor dizendo estímulos positivos afim de receber gratificações como no caso o bebê que sorri para os pais, ao modo que ele percebe que cada vez que dá um sorriso ele ganha atenção, que no caso seria o reforço positivo, ele tende a repetir mais e mais.
No condicionamento operante são usados alguns comportamentos como formas de fazer com que respostas sejam atingidas, em conformidade com Abade (2019) reforço é todo estímulo que ocasione uma permanência do comportamento, melhor dizendo, o resultado que se espera é que a atitude seja repetida, podendo ser positiva com inclusão de algo para permanência da conduta ou negativo que significa exclusão de algo, mas que confere também a mesma finalidade de permanência. 
	Para Martins (2013) no condicionamento operante tem-se como Skinner chamava de comportamento aversivo, desta forma em respeito a alguma atitude não esperada era colocado ou retirado algo a fim de causar um sentimento arredio e assim extinguir tal comportamento. 
	Estímulos similares podem ocasionar o que chamamos de generalização. Enquanto estímulos diferentes podem causar um processo chamado de discriminação e a ausência de certo estímulo ocasionar a extinção de tal comportamento, conforme Moreira e Medeiros (2019).
	Consoante Shultz (2005) a teoria de modificação por reforços positivos ou negativos seguindo a linha de Skinner é muito utilizada em hospícios com a intenção de conseguir tal comportamento.
A disciplina de Análise Experimental do comportamento traz em sua base questões avaliadas por Skinner, de acordo com Skinner (2003) no condicionamento operante a modelagem é a obtenção da recorrência de um comportamento referente aos reforços dados a ele em algumas situações onde ele apresentava atitudes em direção a resposta esperada. Por exemplo o animal está a fazer algo parecido com o esperado aí são inseridos reforços afim de