A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
5 pág.
Pateurelose ou cólera aviaria

Pré-visualização | Página 1 de 1

Pateurelose ou cólera aviaria
Infecto-contagiosa, aves silvestres e domesticas, usualmente septicêmica e aguda com alta mortalidade ou crônica e localizada
Sinonímia 
Septicemia hemorrágica, pasteurelose aviaria, ou cólera aviaria 
Uma das primeiras doenças descobertas na avicultura
Etiologia 
· Reino: bactéria 
· Filo: proteobacteria 
· Classe: gammaproteobacteria
· Família: pasteurellaceae
· Gênero: pasteurella
Pasteurella multocida
Gram negativa, imóvel, não forma esporos, forma de bastonete, pode ter coloração bipolar – sendo detectada em tecidos, sangue e culturas 
Podendo ser identificada com capsula ou sem a capsula, sendo a presenca dela um fator de virulência 
Exigência para crescimento 
· Aerobiose ou anaerobiose a 37 graus 
· Infusão de carne enriquecida com peptona, agar sangue com soro de ave ou suíno e agar amigo dextrose com 5% de soro de ave
· Sensível a penicilina 
Propriedades 
· Sensível ao ambiente
· Sol e dessecamento 
· Umidade pH (solo)
· Desinfetantes comuns 
· Culturas armazenadas – virulentas após 26 anos
Sorotipos
16 sorotipos
- com pouco ou nenhuma reação cruzada
-aglutinacao em tubo para antígeno somático ou difusão em gel de agar
Sorotipo 1 mais comum e mais patogênica
Sorotipo 3 – galinhas e perus 
Sorotipo 4 
Epidemiologia 
Maioria dos países, como epidemia ou não 
Hospedeiros naturais: não so as aves, mas também outros reservatórios como roedores, gatos, suínos...
Alta densidade do plantel, ocorrência de outras infecções podem aumentar o risco 
Período de incubação: 5-8 dias 
Transmissão 
Apenas Horizontal: as portadoras tanto a aguda quanto a crônica (na fenda palatina) pode transmitir diretamente as aves suscetíveis. Via óculo nasal e a eliminação da bactéria no ambiente. Também pode ocorrer por fomitês, alimentos, cama, vento aerossóis, pessoas, roedores, aves silvestres entre outros.
Patogenia
As portadoras tem a bactéria no trato respiratório, e as suscetíveis vai poder adquirir pelo trato respiratório ou oral.
Depois as bactérias começam a se desenvolver no trato respiratório e alguns casos pode levar a septicemia causando mortalidade
Virulência propriedades químicas da capsula 
Produção de endotoxina (lipopilissacarideo ) por cepas virulentas e não virulentas 
Invasão e multiplicação e necessária para produção de doença clinica
Hiperemia passiva e choque 
Sinais clínicos 
· Aguda – morte, as vezes, e o primeiro sinal observado 
Febre
Anorexia
Descarga mucoide na boca 
Cianose da criste e barbela
Fezes brancas e esverdeadas – aquosa e branca e depois esverdeada e com muco 
· Crônica – baixa virulência ou aves que se recuperaram da infecção aguda – levando a edemas 
Barbela
Seios infra-orbitarios 
Articulações
Coxim plantar
Torcicolo (osteíte – ossos craniais, otite media e meningite)
Trato respiratório 
Conjuntiva
Infecção geralmente persistente de forma endêmica causando infecções crônica e localizadas 
Morbidade/mortalidade
Depende da cepa, hospedeiro, idade, imunossupressão, ambiente, nutrição 
Galinhas com mortalidade 0-20%
Patos ate 50% - maior em aves aquáticas
Perus: ate 60-70%
Alguns casos ate 100%
Lesões macroscópicas 
Aguda 
· Distúrbios vasculares – hiperemia das vísceras, petequias, equimoses (epicardio, pulmao, serosas, gordura)
· Aumento de liquido no saco pericárdico/peritoneal 
· Hepatomegalia com focos de necrose
· Pneumonia 
· Muco no trato digestivo superior, enterite no intestino delgado (hiperemia e muco)
· Ovários flácidos com vasos menos evidentes, rompimentos de óvulos, gema na cavidade 
Crônica 
· Trato respiratório – seios, ossos pneumáticos, particularmente do crânio 
· Pneumonia 
· Conjuntivite
· Edema facial 
· Artrite
· Coxim plantar
· Peritonite
· Ovidutos 
· Ouvido médio 
· Barbela 
Lesões microscópicas 
Aguda 
· Distúrbios vasculares 
· Grande numero de bactérias visualizado nos vasos hiperemico 
· Figado: múltiplas áreas focais com necrose de coagulação e infiltração heterofilica 
Crônica 
· Infiltração heterofilica
· Fibrina 
· Células gigantes multinucleares
· Massas necróticas de heterofilos nos locais afetados 
Diagnostico 
· Clinica + lesões
· Isolamento 
Diagnostico diferencial:
Micoplasma, , coriza infecciosa, listeriose, colibacilose, salmonelose 
Forma aguda: Influenza aviária, Doença de Newcastle
Colônias que vao ser observadas
· Não causa hemólise em agar sangue 
· Colônias lisas, brilhantes de coloração acinzentada
· Microscopia das colônias: 
Iridescentes: presenca de capsula (aumento de virulência) 
Não iridescentes, azuis ou azuis acinzentadas: ausência de capsula 
· Coloração negativa com tinta nanquim – não coloração na capsula pela tinta
Também pode fazer diagnostico em vivo 
Tratamento 
Como se faz uso de antibióticos respeitar o tempo de carência 
· Sulfas – bacteriostáticas e ruins para infecções crônicas localizadas
· Penicilina/estreptomicina
· Clortetraciclina
· Oxitetraciclina
· Sulfaquinoxalina
· Enrofloxacina 
Prevenção e controle 
Eliminar portatores/acesso 
Biosseguridade fundamental 
Isolmaneto – outras espécies como porcos, gatos e ratos 
Vacinação 
Vacina inativada
· Resultados variáveis 
· Oleosa pode causar reação severa no local 
· Vacinar entre 14 e 16 semanas. Reforço após 4 semanas 
· Sorotipos 1 e 3
· Vacina viva: não disponível no Brasil