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Princípio do Método:
· Individualidade: posição de encurtamento personalizado
· Causalidade: todo tratamento voltado para remontar as causas da lesão
· Globalidade: a maioria dos sintomas surge da causa e com algum retardo; todo tratamento deve ser o mais abrangente possível para ser causal
Definição:
· Método que utiliza alongamento, através de posturas, com o objetivo de corrigir as deformidades, controlar as compensações e eliminar a dor.
· Procura através das consequências dos problemas, descobrir as causas deles e restituir a boa morfologia
· Esta técnica utiliza o estiramento muscular ativo, procurando alongar em conjunto os músculos estáticos antigravitacionais, os músculos rotadores internos e os inspiratórios. Através do alongamento muscular, entende-se qualquer manobra terapêutica elaborada para alongar estruturas de tecidos moles encurtados (SOUCHARD, 1998).
Cadeias Musculares:
· CADEIA ANTERIOR - Sistema suspensor do diafragma e das vísceras, ECM, longo do pescoço, escalenos, ilio psoas, fáscia ilíaca, adutores pubianos e tibial anterior. COMPROMETIMENTO: Projeção da cabeça anterior, dorso encurvado e enrolamento do ombro
· CADEIA POSTERIOR - Espinhais, pélvicos, trocantéricos, grandes glúteos, isquiotibiais, poplíteos, tríceps sural e plantares. COMPROMETIMENTO: Desequilibrios das curvas vertebrais e alteração do joelho
· CADEIA SUPERIOR DO OMBRO - Trapézio superior, deltóide, peitoral menor. COMPROMETIMENTO: Elevação dos ombros
· CADEIA ANTERIOR DO BRAÇO - Coracobraquial, bíceps, braquial, supinador longo, mm anteriores do antebraço, face hipotenar e tenar. COMPROMETIMENTO: Cotovelo fletido, pronação do antebraço e flexão do punho e dedos
· CADEIA ANTERO-INTERNA DO OMBRO - Adutores, subescapular, feixe superior do peitoral maior. COMPROMETIMENTO: Adução do ombro e rotação medial do ombro
· CADEIA ANTERO-INTERNA DO QUADRIL - Iliopsoas, fáscia ilíaca, adutores. COMPROMETIMENTO: aumento da lordose lombar; flexão de quadril e rotação medial e adução do quadril e joelho varo
· CADEIA LATERAL DO QUADRIL - Trato iliotibial, gluteo médio, fibulares, gluteo mínimo.
· CADEIA INSPIRATÓRIA - Diafragma, ECM, escalenos, intercostais, espinhais dorsais e peitorais. COMPROMETIMENTO: Protração dos ombros e da cabeça e aumento da lordose
	Famílias de Posturas
	Posturas
	Cadeias estiradas
	Abertura de quadril, braços fechados
	Rã no chão, braços fechados
Pé contra a parede
Pé no meio
	Cadeia Inspiratória; Mestra anterior; Superior do ombro; Anterior do Braço; Lateral do Quadril
	Abertura de quadril, braços abertos
	Rã no chão, braços abertos
	Cadeia Inspiratória; Mestra anterior; antero-interna do ombro; Anterior do Braço; Lateral do Quadril
	Fechamento de quadril, braços fechados
	Sentada
Rã no ar, braços fechados
Em Pé inclinado para frente
	Cadeia Inspiratória; Mestra posterior; superior do ombro; Anterior do Braço; Lateral do Quadril
	Fechamento de quadril, braços abertos
	Rã no ar, braços abertos
	Cadeia Inspiratória; Mestra posterior; antero-interna de ombro; Anterior do Braço; Lateral do Quadril
Posturas:
Cadeia anterior
Rã no chão - Decúbito dorsal, abdução de quadril, flexão de joelho e pés juntos
MMSS 45 graus- abertos ou fechados. Posição anatômica.
Em caso de dor lombar cervical ou para as regiões se manterem encostadas na maca – POMPAGEM
EVOLUÇÃO- Lombar e ombro encostados na maca, perna estendida, pés em dorsiflexao.
Em pé contra parede
Igual anterior, mas encostado na parede
Uso de cálcio se necessário 
Postura em pé no meio
Paciente em ortostase 
Posição correta- posição de alta da terapia
Cadeia posterior
Postura sentado
Paciente sentado, abdução de quadril, flexão de joelhos, pés juntos. Manter curvaturas da coluna, ombros para trás.
EVOLUÇÃO- manter postura correta enquanto estende os MMII, pés terminam em dorsiflexão.
POMPAGEM- lombar
DECOAPTACAO- coxo femoral 
Bailarina
Paciente em ortostase, antebraço apoiado, pés em dorsiflexão, joelhos levemente fletidos.
Coluna- manter lordose e cifose 
Cabeça alinhada
EVOLUÇÃO- postura correta (manter curvaturas) e joelhos estendidos.
Rã no ar
Decúbito dorsal, abdução e leve flexão de quadril, joelhos fletidos e pés juntos para o alto. Lombar e ombros encostados na maca, queixo alinhado.
EVOLUÇÃO- MMII estendidos (flexão de quadril e extensão de joelho), pés em dorsiflexão. Coluna e queixo alinhados.
NÃO PODE TER COMPENSAÇÕES 
SE O PACIENTE SAIR DA POSICAO, TEM QUE REINICIAR O EXERCICIO!
 
Indicações:
· Algias de origem reumato-ortopédica crônicas ou agudas
· Desvio de coluna vertebral e deformações
· Sequelas de traumatismos
· Alterações do sistema muscular respiratório
· Cefaleias
· Repercussões sobre o esquema corporal decorrentes de afecções psicossomáticas.
Posturas:
As diversas posturas de correção empregadas no Método em Cadeias Musculares decorrem logicamente dos diferentes problemas que acabam de ser evocados. Estiramentos permitem alongar cadeias musculares encurtadas. Como não são numerosas → várias cadeias dentro de uma postura. Cada família, dispõe ainda de posturas diferentes, em posição deitada ou em pé (A escolha da postura → depende da avaliação). Os músculos são alongados progressivamente. A tensão é sempre mantida → o corpo cede aos poucos → pontos de rigidez → insistência manual. Nas afecções crônicas → 1 sessão por semana; agudas → 2 sessões por semana. As sessões são individuais e duram cerca de 50 minutos a 1 hora, permitindo praticar cerca de 2 posturas diferentes.
OBS: Se as sessões forem seguidas de reações de fadiga ou de cãibras → diminuir a frequência, intensidade e duração. Quando uma correção for feita, ela deve ser mantida em permanência durante a continuação do exercício.
Organização Muscular:
Dois tipos de músculos
Estáticos → tônicos e fibrosos; 2/3 de nossa musculatura. Para exercer esta função antigravitacional, que requer um estado de contração parcial, os músculos estáticos têm um alto teor de tecido conjuntivo. Por isso eles tendem a se tornar hipoflexíveis e encurtados, especialmente em casos de patologias ou estresse, podendo causar desvios em ossos e articulações.
Dinâmicos → pouco tônicos e praticamente não fibrosos; relaxamento. Não tem nenhum papel na manutenção da postura, se há deformação, desvio e falta de amplitude articular → rigidez dos músculos estáticos. Os músculos dinâmicos têm menos tecido conjuntivo. Daí a tendência a tornarem-se excessivamente flácidos.

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