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Aula -08-Bibliotecas

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de algum esquema de classificação pre-
viamente definido. Isto é, os documentos são ordenados segundo a sucessão
lógica (ou convencionada) desses códigos, de modo que serão colocados juntos
os documentos que possuem códigos de localização iguais, quer dizer, que tratam
dos mesmos assuntos. Esse código é conhecido como número de chamada, con-
tendo muitas vezes um nível adicional de ordenação que permite a reunião de obras
de um mesmo autor dentro da classificação respectiva. As classificações de âmbito
geral mais usados são a Classificação Decimal Universal – CDU, a Classificação
Decimal de Dewey – CDD – e a classificação da Library of Congress, dos Estados
Unidos. No Brasil predominam as duas primeiras.
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INTRODUÇÃO ÀS FONTES DE INFORMAÇÃO
O serviço de atendimento aos usuários é responsável pela prestação de informa-
ções, realização de pesquisas bibliográficas na coleção de referência da biblioteca ou
nas bases de dados a que tiver acesso, administração do empréstimo externo de mate-
riais aos leitores (onde essa prática é adotada), realização de programas de treinamento
sobre uso da biblioteca e pesquisa bibliográfica voltados para os usuários, realização
de diferentes atividades culturais e de promoção dos serviços da biblioteca etc.
Essa, como dissemos, é a estrutura básica de qualquer biblioteca. Dependendo
de suas dimensões, variedade dos materiais, diversidade e número de usuários efe-
tivos e potenciais, grau de informatização, e área geográfica de atuação, a estrutura
organizacional de uma biblioteca pode ser comparável à de uma grande empresa.
Acervo
Os acervos das bibliotecas variam segundo a natureza de seus objetivos e da
clientela a que servem. Uma biblioteca infantil terá um acervo formado majoritaria-
mente por títulos de literatura infantil e materiais de iniciação à aprendizagem,
consentâneos com as faixas etárias que forem atendidas pela biblioteca. Já uma
biblioteca universitária será formada basicamente por textos voltados para o apoio
ao ensino de graduação e pós-graduação e para a pesquisa.
A título de exemplo, pode-se dizer que nas bibliotecas públicas a parte mais
importante do acervo é formada por livros. Nas bibliotecas especializadas os periódi-
cos técnicos e científicos ocupam lugar mais importante do que os livros, devido à
própria dinâmica do processo de comunicação dos resultados de pesquisas.
As bibliotecas, principalmente as mais antigas e de maior porte, possuem
acervos que refletem, muitas vezes, uma história peculiar de criação e desenvolvi-
mento. Com relação à Biblioteca Nacional brasileira, por exemplo, não basta apenas
saber que ela desempenha as funções de organismo responsável pelo controle
bibliográfico no país e que é depositária de, pelo menos, um exemplar da produção
editorial do país. Para o estudioso, é importante saber que ela possui uma parte
significativa de livros trazidos da Real Biblioteca, de Lisboa. Que dela fazem parte
coleções particulares importantes como a de Diogo Barbosa Machado, bibliófilo e
bibliógrafo português, a do imperador Dom Pedro II, conhecida como Coleção
Teresa Cristina, a do bibliófilo José Carlos Rodrigues, o acervo da extinta Bibliote-
ca Fluminense etc. Que a biblioteca do Instituto de Estudos Portugueses da Uni-
versidade de São Paulo incorpora a biblioteca e o arquivo particular de Mário de
Andrade. Que a Casa de Rui Barbosa possui não apenas a biblioteca e arquivo do
famoso jurista, mas, também, de outros intelectuais brasileiros, além de um acervo
importantíssimo sobre história e literatura brasileiras. Que a biblioteca de Sérgio
Buarque de Holanda hoje faz parte da Biblioteca Central da Universidade Estadual de
Campinas. Que as bibliotecas de Homero Pires, Fernando de Azevedo, Agripino
Grieco, Carlos Lacerda, Pedro Nava e outros intelectuais foram incorporadas à
Biblioteca Central da Universidade de Brasília.
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BIBLIOTECAS – ANTÔNIO AGENOR BRIQUET DE LEMOS
Assim, convém sempre procurar conhecer as peculiaridades que algumas
bibliotecas apresentam em matéria de acervo.
Serviços aos usuários
Uma biblioteca-padrão oferece os seguintes serviços aos usuários: a) consulta
aos materiais no próprio recinto; b) empréstimo domiciliar; c) empréstimo entre biblio-
tecas; d) realização de buscas bibliográficas a pedido; e) respostas a consultas recebi-
das no serviço de referência; f) orientação dos usuários quanto ao uso da biblioteca e
seus serviços; g) acesso a bases de dados disponíveis na própria biblioteca; h) acesso
a bases de dados disponíveis na internet; i) acesso aos serviços disponíveis na inter-
net, inclusive correio eletrônico; j) encaminhamento do usuário a bibliotecas mais
pertinentes às suas necessidades; k) fornecimento de cópias de materiais de pesquisa
e estudo, respeitadas as restrições definidas pela lei do direito autoral.
O grau de sofisticação desses serviços pode variar. Há bibliotecas, por exem-
plo, que oferecem serviços de notificação corrente, que são boletins bibliográficos
que anunciam os últimos documentos recebidos. Outras, podem fazer boletins de
resumos, quase sempre numa área especializada do conhecimento. Em bibliotecas
públicas são comuns as atividades de extensão, envolvendo várias iniciativas que
visam a promover a utilização do livro, como horas do conto, teatro infantil, expo-
sições diversas etc.
Bibliotecas especializadas podem implantar e manter bases de dados de artigos
científicos e outros materiais sobre assuntos de maior relevância para sua clientela.
Nem sempre todos os usuários têm acesso igualitário a todos os serviços. Há
bibliotecas universitárias, por exemplo, que limitam a consulta de periódicos aos
professores e alunos de pós-graduação. Também os serviços de obtenção de foto-
cópias de artigos em outras bibliotecas podem não ser acessíveis a alunos de
graduação. Da mesma forma podem haver diferentes critérios quanto ao prazo de
duração dos empréstimos.
Com exceção de bibliotecas de estabelecimentos de ensino particulares, que
podem embutir no custo das mensalidades ou anuidades uma taxa pelo uso da
biblioteca, a totalidade das bibliotecas mantidas pelo poder público presta servi-
ços gratuitamente. Em vários países, foi introduzida, nos últimos anos, alguma
forma de pagamento pelos serviços prestados pelas bibliotecas públicas.
Arquitetura
Talvez como herança do caráter sacro que a biblioteca tem no imaginário
universal (lembremo-nos do templo de Tebas), sua arquitetura foi e continua sendo
marcada por preocupações de monumentalidade, muitas vezes sendo estruturas
conspícuas na paisagem urbana.
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INTRODUÇÃO ÀS FONTES DE INFORMAÇÃO
Toda biblioteca conta, pelo menos, com duas importantes divisões de espa-
ço: uma destinada ao público, onde também pode estar o acervo, e uma destinada
às pessoas que trabalham na biblioteca. Nas grandes bibliotecas que não permitem
o acesso direto às estantes, têm-se as áreas de leitura do público, áreas de depósi-
tos e áreas de trabalho. Em torno dessas exigências básicas surgem as mais diver-
sas variações.
Prevalecem hoje as preocupações com o equilíbrio entre identidade arquite-
tônica, funcionalidade e conforto para os usuários. Por outro lado, nota-se inten-
so aproveitamento dos mais avançados recursos da tecnologia da construção e da
preservação do material do acervo.
O surgimento de novos e diferentes tipos de suportes da informação deu
origem ao conceito de midiateca, que seria uma instituição voltada para a reunião,
organização e uso dos chamados multimeios (multimedia), como fitas de vídeo, fitas
sonoras, cederrons, discos compactos, filmes etc. Na prática, soa muitas vezes como
um neologismo de origem francesa (médiathèque), próximo dos media centers, de
fins da década de 1960, nos Estados Unidos, que, muitas vezes, eram bibliotecas
escolares a que se haviam incorporado os suportes de informação

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