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O DESAFIO DE ENSINAR EM MEIO A UMA PANDEMIA - TCC- PROJETO DE ENSINO - #exclusivopd

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O DESAFIO DE ENSINAR EM MEIO A UMA PANDEMIA, AS TIC’S E O ENSINO DO 
IDIOMA INGLÊS COMO PARTICULARIDADE 
 
Autor: Wanderlei Gonçalves 
 
 Projeto de ensino - Tcc 
 
RESUMO 
 
Este trabalho, foi elaborado com o intuito de demonstrar os desafios enfrentados pelo 
professor, mas especificamente os de inglês, em meio a uma pandemia. O objetivo, é deixar 
claro a necessidade urgente de capacitação profissional, além de preparo da máquina 
administrativa, principalmente em materiais adequados e previamente conhecidos por 
profissionais da área da educação. Neste trabalho foi utilizada a metodologia de pesquisa 
bibliográfica através de livros em pdf, artigos de revistas eletrônicas, documentos e revisão 
de literatura. Para isso, foram pesquisados sites educacionais, plataformas governamentais, 
e bibliografia associada às pesquisas efetuadas durante a realização do trabalho. Concluiu-
se ao final deste trabalho, que a capacitação do professor, deve ser constante e, como foi 
observado neste momento de pandemia, deve incluir ferramentas modernas como as TIC’s. 
Contudo há também a necessidade de conhecimento prévio de tais ferramentas, pois foi 
perceptível a falta de intimidade que muitos professores demonstraram, quando em contato 
com elas. Ainda como resultado obtido por meio da investigação nas plataformas de ensino, 
percebeu-se que tanto alunos, como pais e professores, mesmo em meio às ferramentas 
que para muitos eram desconhecidas, acabaram se adaptando as novas formas de ensino. 
Sobre o ensino da língua inglesa, e os métodos de ensino utilizados pelos professores, 
ainda se constatou em meio à pesquisa, que os modelos de ensino da língua inglesa mais 
utilizados são o gramar-translation e o natural approach geralmente como complementos, 
um do outro. 
 
Palavras-chave: Língua inglesa. Ensino. Pandemia. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Mesmo com avanços tecnológicos adquiridos nos últimos anos, ensinar por meio de 
ferramentas áudio visuais, mais especificamente computadores, tablets e celulares, parecia 
algo impensável para muitos profissionais da área da educação. Contudo, nos vemos agora 
em meio a uma pandemia, fenômeno não vivenciado pela maioria dos professores e 
profissionais da educação, e que coloca os mesmos, frente ao imaginável e na maioria das 
vezes dispensável, o ensino à distância. 
Materiais que antes acompanhavam a vida do professor, como livros didáticos e 
apostilas físicas, se tornaram virtuais e ao alcance dos dedos. As escolas que antes se 
apresentavam em forma de grandes espaços, cercados de concreto e aço, agora cabem na 
palma da mão. Uma nova realidade lhes foi apresentada, e infelizmente, para a maioria 
deles, faltou um preparo adequado para tal situação. 
 
A fim de entender a problemática pandemia-ensino-professor, que envolve o ensino 
em meio a uma pandemia, e dentro da área de concentração “Ensino da língua inglesa”, 
pretende-se, por meio deste trabalho, fazer fruto do objetivo que é, entender de que forma é 
possível lidar com as dificuldades que agora se colocam diante do cotidiano de professores, 
que não se permitiram, no tempo adequado, se capacitarem para as ferramentas que já se 
mostravam de futura utilização educacional. 
Para tanto, serão apresentadas ferramentas modernas, na maioria TICs, além de 
conceitos e estudos, cercados de soluções, que em tempo adequado, podem ser usados 
num momento de restrições. 
Assim como neste trabalho, o estágio foi constituído em sua quase totalidade, por 
meio de pesquisas online, o que de certa forma caracterizou o mesmo como um modelo 
“superficial” de estágio, visto que o contato social presencial, foi desta vez deixado de lado. 
 Por se tratar de um momento de isolamento, na realização deste trabalho, a 
metodologia usada, foi pesquisa bibliográfica de forma online, através de livros em pdf, 
artigos de revistas eletrônicas, documentos e revisão de literatura, usando principalmente as 
ideias e teorias de Braga, Piva, Moreira e Moran, além é claro, de orientações retiradas dos 
parâmetros curriculares nacionais PCNs. 
 Também foram usadas informações da SEMED, Secretaria estadual de educação, 
além de informações cedidas pelas escolas, EJA e Escola Arnoldo Agenor Zimmermann. 
 Os resultados observados, levam a conclusão, da necessidade de investimento 
público, tanto em capacitação profissional, como em material adequado e moderno, em 
especial as TIC’s, além de um plano de contingência pré-estabelecido, para momentos de 
restrição social como o que vivemos agora. 
 
2.0 O INÍCIO DO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA NO BRASIL 
 
Segundo Shutz e Kanomata, o ensino da língua inglesa, foi introduzido no Brasil por 
meio de decreto do príncipe regente, Don João VI, no dia 22 de junho de 1809. Este 
ordenava a criação de uma cadeira de Francês e outra de Inglês, iniciando então o ensino 
do idioma no Brasil. 
 Ainda segundo Shutz e Kanomata, apesar de ter sua iniciação no século XVIII, foi 
somente no século XX, mais exatamente em 1930, que o intuito de ensinar o idioma inglês 
foi impulsionado. O motivo para isso, foram as tenções políticas no mundo, que culminariam 
com a segunda guerra mundial. O ensino do inglês no Brasil, passou a ser considerado 
estratégico, principalmente por causa da popularidade alemã que ecoava com a onda de 
imigração ocorrida anteriormente no Brasil. 
 
 A partir disso, surgiram as primeiras escolas especializadas no ensino de idiomas. 
Primeiro, em 1935 com a Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa, uma colaboração entre a 
Escola Paulista de Letras Inglesas e o Consulado Britânico. 
Logo adiante, em 1938, também em São Paulo, foi criado o Instituto Universitário 
Brasil–Estados Unidos, mais tarde renomeado União Cultural Brasil-Estados Unidos. Na 
década de 60, aconteceria mais um “boom” no ensino de idiomas, com a proliferação de 
escolas comerciais oriundas de diversas franquias. 
 
2.1 METODOLOGIAS DE ENSINO DA LÍNGUA INGLESA 
 
Segundo Shulz, o ensino da língua inglesa, é calçado basicamente em três 
metodologias de ensino, gramar-translation e natural approach, que são as mais difundidas 
e utilizadas, e audiolingualism. Desacreditada, mas usual. Assim pode ser definida a 
metodologia gramar-translation ou no português gramática-tradução. 
Especialmente sobre o método gramar-translation, seu uso iniciou já no século XIII, 
assim que foram iniciadas as primeiras aulas de inglês. Esse método, tem a ideia 
fundamental de que a base da língua é sua gramática, e, portanto, se faz necessário seu 
aprendizado, mesmo que a habilidade oral fique em segundo plano. Seu objetivo consiste 
em ensinar gramática e vocabulário, usando principalmente obras literárias, livros didáticos 
e apostilas. 
Na década de 50, insatisfeitos com o método anterior, linguistas da moda como 
Skinner e Sausurre, iniciaram uma revolução no ensino, pontuando e valorizando a 
oralidade, sustentando que métodos mecânicos como imitar, repetir e memorizar serviriam 
de instrumento para alcançar habilidades comunicativas. Por não exigirem um conhecimento 
gramatical apropriado do professor e ter um menor custo, tornou-se popular em escolas 
comerciais, que mais tarde, diante de resultados infrutíferos, acabaram acrescentando 
materiais didáticos e metodologia gramar-translation ao ensino. 
 Na década de 80 o norte americano Stephen Krashen, apresenta um novo método, 
completamente diferente dos anteriores e com ideias e teorias de Piaget, Vygotsky e 
Chonsky. 
 Ao lançar seu livro “Principles and Practice in Second Language Acquisition”, 
Krashen, deixa explícito que a proficiência do aprendizado, não se dá por meio de 
repetições e conhecimento profundo de regras gramaticais, mas sim por assimilação do 
subconsciente, por meio de ações realizadas em ambientes apropriados em meio a 
socialização. Estava nascendo o método natural approach.