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AULA 3 PALNEJAMENTO ESCOLAR

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DEFINIÇÃO
Conceito, tipos, funções e instrumentos da avaliação da aprendizagem
PROPÓSITO
Compreender, de maneira crítica, os diferentes tipos de avaliação da aprendizagem, suas
funções, relacionando-os com sua dimensão ética e política comprometida com a qualidade do
ensino.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Definir o conceito de avaliação da aprendizagem
MÓDULO 2
Identificar as funções e modalidades de avaliações da aprendizagem
MÓDULO 3
Reconhecer os instrumentos da avaliação da aprendizagem
INTRODUÇÃO
Avaliação da aprendizagem é um campo importante da Pedagogia e se reflete em toda a área
da educação. Seu papel é inquestionável na construção do conhecimento e na definição de
políticas educacionais. As escolas devem adotar obrigatoriamente sistemas avaliativos da
aprendizagem, além disso, o Estado tem cada vez mais organizado sistemas de avaliações
com o objetivo de observar o desempenho dos estudantes. Vamos conhecer alguns exemplos:
• Prova Brasil: Sistema de avaliação anual do Ensino Fundamental.
• Provinha Brasil: Mesmo tipo de ação da Prova Brasil, mas para a transição do Fundamental I.
• Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM: Criado para ser o indicador avaliativo do Ensino
Médio, ganhou notoriedade quando substituiu a maior parte dos vestibulares das Universidades
públicas.
• Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – ENADE: exame trienal por faixa de cursos,
cujo objetivo é indicar qualidade, melhorias e eventualmente encerrar cursos que não atinjam
índices mínimos.
Esse processo não é de mera medição ou ranqueamento, e sim busca identificar as
dificuldades e as necessidades para definição de políticas públicas que fomentem a
aprendizagem. Embora o Estado busque uma percepção geral, a avaliação tem uma escala
muito menor, sendo parte do cotidiano escolar, da relação entre professores e alunos. Existe no
imaginário coletivo de toda nossa sociedade, mas sua função é bem diferente da percebida
pelo senso comum. Você passará agora a refletir sobre a Avaliação da aprendizagem para que,
como futuro docente, seja capaz de compreender a importância da avaliação da aprendizagem
para uma educação efetivamente comprometida com a qualidade.
MÓDULO 1
 Definir o conceito de avaliação da aprendizagem
AVALIAÇÃO – A VISÃO DOS ALUNOS
PRIMEIROS PASSOS
A avaliação da aprendizagem é essencial à atividade educativa, assim como formal e
intencional. Quando falamos em avaliação na escola, o que vem à sua memória?
Provavelmente, você pensou em uma prova escrita, com estudantes enfileirados, cada um em
sua carteira, acertei? Para muitos, essa memória vem entrelaçada com sentimentos ruins,
como a sensação de frio na barriga, o branco, o “x” vermelho ao lado de uma resposta
incorreta, o medo de mostrar o boletim para a família.
Agora, imagine que você está em uma calçada e, para atravessar para o outro lado, precisa
olhar para ambas as direções. Se houver alguém vindo, deverá avaliar o momento correto de
atravessar.
Embora tenhamos no senso comum a ideia de que avaliação é o momento em que fazemos
uma prova, nossa vida diária exige que realizemos avaliações a todo momento para tomarmos
decisões. Avaliamos o ambiente, as pessoas, caminhos, atitudes, nós mesmos, enfim, tudo.
Essas decisões são sustentadas a partir de julgamentos provisórios que realizamos pela
unidade imediata de pensamento x ação. Para fazer esse juízo e definir a melhor opção,
mobilizamos nossas crenças, ideologias, opiniões, nossos sentimentos, saberes etc.
O ato de avaliar está presente a todo momento em nossas vidas. Então, será que, em uma
sala de aula os estudantes são avaliados apenas como provas e testes? Somente os docentes
avaliam os estudantes ou será que o contrário também acontece? Ainda, se estamos em
prontidão a todo momento para realizar uma avaliação quase instantânea do que nos cerca,
isso pode ser fruto de uma reflexão ou conhecimento aprofundado? Bom, como realizar essas
avaliações aligeiradas é inerente ao ser humano, é inevitável que um docente emita,
constantemente, juízos sobre seus estudantes e suas turmas.
Embora a avaliação espontânea seja inevitável, é importante que seja provisória e não se
configure em uma atitude que estratifique o outro, caso contrário, origina estereótipos e
preconceitos. Pairam no imaginário social diversos modelos que nos ajudam a compreender
nossa realidade e que, por vezes, orientam nossos juízos. No ambiente escolar, para além dos
modelos gerais, são acrescentados a um imaginário como deve ser um aluno, seu ritmo de
aprendizagem, entre outros ideais.
De modo geral, percebemos que professores, em uma avaliação genérica, tendem a se
reconhecer em alguns alunos e renegar outros, gerando um processo longe de ser o ideal.
Você notou algum professor que agiu assim? Os estudantes tidos como “normais” são mais
parecidos com ele?
Julgamos o outro a partir do que somos, com nossos valores e crenças. Quando a avaliação
espontânea realizada pelo docente rotula um estudante (ou até uma turma), isso influencia a
relação entre ambos e suas atitudes, reforçando rótulos que, se cristalizados, impedirão o
professor de perceber alguma mudança no aluno.
 EXEMPLO
É bem provável que uma turma rotulada no início do ano como bagunceira, provavelmente,
investirá em comportamentos que corroborem o rótulo recebido. Por sua vez, o docente à
frente dessa classe terá dificuldade de notar comportamentos desviantes do rótulo.
Sendo assim, um docente precisa assumir o compromisso ético de ter criticidade perante suas
avaliações espontâneas e seus juízos provisórios, além de conhecimentos metodológicos e
epistemológicos.
CONHECIMENTOS METODOLÓGICOS E
EPISTEMOLÓGICOS
Conhecimentos de como fazer (metodologia) e dinâmica do pensamento do próprio campo
(epistemologia) para que o ato avaliativo na sua sala de aula seja ético, inclusivo e justo,
estando vinculado a um projeto educativo, e não aos julgamentos particulares e subjetivos.
AVALIAÇÃO: UM CONCEITO ATUALIZADO
As mudanças nas perspectivas educacionais ressignificaram o modo como compreendemos a
avaliação, que deixou de ser concebida apenas como um método de seleção e classificação
para se tornar uma aliada da qualidade de ensino. Antes, tínhamos a avaliação como um
processo classificatório, onde o aluno pode ser aprovado para a próxima “série” ou repete a
que se encontra. Tínhamos também uma classificação de melhores e piores turmas. Herdamos
muito desse passado, mas a proposta atual diz que a avaliação deve servir para que o
aprendizado possa ser facilitado, verificando as demandas discentes.
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A importância de um docente possuir técnicas de avaliação perpassa não apenas o campo
ético. O ensinar e o aprender são instâncias complementares do processo educacional. Sendo
assim, a avaliação é uma importante parte do trabalho docente, visto que os sujeitos possuem
diferentes modos e tempos de aprendizado. Além disso, também é uma essencial ferramenta
de acompanhamento dos resultados do processo de ensino-aprendizagem, tanto para avaliar
os estudantes, quanto para avaliar o trabalho docente.
Portanto, a avaliação é uma necessidade da instituição educacional, pois, por meio dela,
verifica-se em que medida a mensagem proposta pelo docente, parte de seus objetivos, foi
compreendida pelos alunos. A partir desse acompanhamento, é possível fazer ajustes no
trabalho pedagógico, reorientando a ação docente, para ser possível o cumprimento desses
objetivos.
A AVALIAÇÃO TEM COMO PROPOSTA CORRIGIR
RUMOS, REPLANEJAR, CRIAR POSSIBILIDADES DE
APRENDIZADO, E NÃO DEVE EXCLUIR OS QUE NÃO
SE SENTIRAM COMPETENTES.
A AVALIAÇÃO NÃO TEM COMO PRINCIPAL
FINALIDADE EMITIR NOTAS SOBRE ALUNOS OU
DEFINIR SUA APTIDÃO PARA PROGREDIR DE SÉRIE.
SEU OBJETIVO PRIMORDIAL É AMPLIAR A
QUALIDADE DO TRABALHO PEDAGÓGICO, A FIM DE
PROMOVER A APRENDIZAGEM DOS ESTUDANTES.
 ATENÇÃO
“CUIDADO COM O VÃO ENTRE O TREM E A PLATAFORMA”
Embora a avaliação seja uma importante dimensão do trabalho pedagógico,