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INTRODUÇÃO , FUNÇÃO E ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

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II - haver aprovação, quanto à conveniência e oportunidade de sua qualificação como 
organização social, do Ministro ou titular de órgão supervisor ou regulador da área de 
atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro de Estado da Administração 
Federal e Reforma do Estado. 
O Poder Executivo poderá proceder à desqualificação da entidade como organização 
social, quando constatado o descumprimento das disposições contidas no contrato de 
gestão. 
Obs. 1: A desqualificação será precedida de processo administrativo, assegurado o 
direito de ampla defesa, respondendo os dirigentes da organização social, individual e 
solidariamente, pelos danos ou prejuízos decorrentes de sua ação ou omissão. 
Obs. 2: A desqualificação importará reversão dos bens permitidos e dos valores 
entregues à utilização da organização social, sem prejuízo de outras sanções cabíveis. 
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público 
OSCIP é um título fornecido pelo Ministério da Justiça, cuja é facilitar o finalidade
aparecimento de parcerias e convênios com todos os níveis de governo e órgãos 
públicos (federal, estadual e municipal) e permite que doações realizadas por empresas 
possam ser descontadas no imposto de renda. 
OSCIPs são Organizações criadas por iniciativa privada, que obtêm um certificado 
emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, 
especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas. Em 
contrapartida, podem celebrar com o poder público os chamados termos de parceria, que 
são uma alternativa interessante aos convênios para ter maior agilidade e razoabilidade 
em prestar contas. 
Podem qualificar-se como OSCIP as pessoas jurídicas de direito privado, sem fins 
lucrativos, que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular 
há, no mínimo, 3 (três) anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas 
estatutárias atendam aos requisitos instituídos na lei 9790/99. 
Não são passíveis de qualificação como OSCIP, ainda que se dediquem de qualquer 
forma às atividades descritas acima: 
I - as sociedades comerciais; 
II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional; 
III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas 
e visões devocionais e confessionais; 
IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações; 
V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um 
círculo restrito de associados ou sócios; 
VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados; 
VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras; 
VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras; 
IX - as organizações sociais; 
X - as cooperativas; 
XI - as fundações públicas; 
XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por 
órgão público ou por fundações públicas; 
XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o 
sistema financeiro nacional. 
A qualificação como OSCIP, observado em qualquer caso o princípio da 
universalização dos serviços, no respectivo âmbito de atuação dessas OSCIP, somente 
será conferida às pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, cujos 
objetivos sociais tenham pelo menos uma das seguintes finalidades: 
I - promoção da assistência social; 
II - promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; 
III - promoção gratuita da educação, observando-se a forma complementar de 
participação das organizações de que trata esta Lei; 
IV - promoção gratuita da saúde, observando-se a forma complementar de participação 
das organizações de que trata esta Lei; 
V - promoção da segurança alimentar e nutricional; 
VI - defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do 
desenvolvimento sustentável; 
VII - promoção do voluntariado; 
VIII - promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza; 
IX - experimentação, não lucrativa, de novos modelos sócio-produtivos e de sistemas 
alternativos de produção, comércio, emprego e crédito; 
X - promoção de direitos estabelecidos, construção de novos direitos e assessoria 
jurídica gratuita de interesse suplementar; 
XI - promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de 
outros valores universais; 
XII - estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e 
divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos que digam respeito às 
atividades mencionadas acima. 
XIII - estudos e pesquisas para o desenvolvimento, a disponibilização e a 
implementação de tecnologias voltadas à mobilidade de pessoas, por qualquer meio de 
transporte. 
Obs. 1: As OSCIP integram o que a doutrina chama de “Terceiro Setor”, isto é, uma 
nova forma de organização da Administração Pública por meio da formalização de 
parcerias com a iniciativa privada para o exercício de atividades de relevância social 
(por não integrarem a Administração Pública, as OSCIP’s não se submetem às regras de 
concurso público, nos termos do art. 37, II, da CF/88). Sendo assim, como as ideias de 
“mútua colaboração” e a ausência de “contraposição de interesses” são inerentes a tais 
ajustes, o “termo de parceria” tem sido considerado pela doutrina e pela jurisprudência 
como espécie de convênio e não como contrato, tendo em vista a comunhão de 
interesses do Poder Público e das entidades privadas na consecução de tais atividades. 
Obs. 2: Havendo mais de uma OSCIP interessada em celebrar termo de parceria, apesar 
de desnecessária a licitação formal nos termos da Lei n. 8666/93, não se pode olvidar 
que deverá a administração observar os princípios do art. 37 da CF/88 na escolha da 
entidade além de, atualmente, vir prevalecendo o entendimento da doutrina, da 
jurisprudência e dos Tribunais de Contas no sentido de que, ainda que não se deva 
realizar licitação nos moldes da Lei n. 8.666/93, deverá ser realizado procedimento 
licitatório simplificado a fim de garantir a observância dos princípios da Administração 
Pública, como forma de restringir a subjetividade na escolha da OSCIP a formalizar o 
“termo de parceria”. 
Serviços Sociais Autônomos 
Rótulo atribuído a todas as pessoas jurídicas de direito privado, integrantes da iniciativa 
privada que foram criadas para desenvolver atividades de auxílio a determinadas 
categorias profissionais que não tenham finalidade lucrativa. 
Assim, é pessoa jurídica criada ou prevista por lei como entidade privada de serviço 
social e de formação profissional vinculada ao sistema sindical e sujeita ao disposto no 
art. 240 da CF/88. 
• CF, art. 240: “Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições 
compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades 
privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical”. 
• CF, ADCT, art. 62: “A lei criará o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural 
(SENAR) nos moldes da legislação relativa ao Serviço Nacional de Aprendizagem 
Industrial 
(SENAI) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (SENAC), sem prejuízo 
das atribuições dos órgãos públicos que atuam na área”. 
Ex. SESI, SENAC, SESC (a finalidade é fomentar o desenvolvimento de certas 
categorias privadas e, por isso, interessa a Administração ajudar). Podem receber 
incentivos com dotações orçamentárias e titularizam contribuições parafiscais. 
Principais aspectos: 
1) Entidades civis de direito privado, criadas ou autorizadas por lei. Geralmente, seu 
regulamento é estabelecido por decreto (fora da estrutura da Administração Pública). 
2) Adquirem personalidade jurídica com a inscrição do seu ato constitutivo no Registro 
Civil de Pessoas Jurídicas (geralmente, sob forma de