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PROMOÇÃO À SAÚDE DOS IDOSOS

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Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais 
Disciplina de Práticas em Saúde Coletiva I 
Professora Bruna Calado Pena 
 
 ATIVIDADE AVALIATIVA SOBRE “SENTIR-SE IDOSO”
 
ACADÊMICOS: 
Débora Emanuelle Carvalho de Moura 
Jéssica Ariane Dias Silva 
João Vitor Carmo de Novaes 
 
Ser idoso significa ter experiência de vida. Os idosos são verdadeiros museus, pois abrigam incríveis histórias que se tornam 
extremamente valiosas quando compartilhadas com as demais gerações. Nesse viés, é fato que o envelhecimento é algo progressivo e natural 
à existência da vida humana, mas, para muitos, o passar dos anos é motivo de tristeza tremenda. Entretanto, não são os anos que nos 
envelhecem, mas, sim, a ideia de ficarmos idosos – uma vez que, o idoso é, geralmente, tratado como um ser frágil e é constantemente taxado 
de teimoso, tendo, muitas vezes, sua opinião e suas vontades ignoradas devido às suas restrições físicas, mentais e sociais. Primeiramente, a 
surdez produz o efeito mais devastador em seu processo de comunicação. Esse processo ocorre, principalmente, por causa da morte de 
algumas células auditivas, mas componentes genéticos e fatores de risco específicos – como exemplo, diabetes, pressão alta, tabagismo e uso 
excessivo de álcool – podem acelerar esse processo denominado presbiacúsia. 
Além disso, a senescência provoca modificações nos receptores presentes no corpo, afetando a exterocepção. Exemplo disso são os 
estímulos advindos do tato que permitem discriminar não somente as características de um objeto, a dor e o toque, mas também a 
temperatura e a propriocepção. Dessa forma, o declínio dessas sensações, muitas vezes, relacionada com a Neuropatia Periférica, dificulta a 
realização de atividades simples – como exemplo, a digitação – e prejudica a localização espacial do corpo, resultando em desequilíbrios e 
quedas. A sensação de peso nos membros inferiores é queixa frequente dos idosos, pois altera a marcha e a independência do indivíduo. Isso 
se deve, principalmente, aos distúrbios circulatórios característicos dessa faixa etária. Portanto, é recomendada a prática de exercícios físicos, 
uso de meias de compressão e tratamento medicamentoso caso necessário, com o objetivo de facilitar o retorno venoso. 
Com o passar do tempo, as estruturas oculares também sofrem, de forma cumulativa, vários danos metabólicos e ambientais. 
Distúrbios oftalmológicos – como exemplos, a presbiopia e a catarata – são mais frequentes e debilitantes em idosos, reduzindo 
consideravelmente a acuidade visual. Consequentemente, eles diminuem a interação com a família, a visão fica embaçada, distorcida e mais 
sensível à luz. Assistir televisão, dirigir e ler um bom livro tornam-se grandes desafios e o medo de sofrer uma queda é constante. De fato, o 
envelhecimento provoca alterações neurobiológicas estruturais e funcionais, com limitações físicas e psicológicas. É um processo progressivo 
que gera angústia, sentimentos de impotência e de inferioridade, perda de autoestima, da autonomia, da independência, além de restrições 
ocupacionais e, consequente, diminuição de renda. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 
BRAVO FILHO, Vasco Torres Fernandes. et al. Impacto do déficit visual na qualidade de vida em idosos usuários do sistema único de saúde 
vivendo no sertão de Pernambuco. Arq. Bras. Oftalmol., São Paulo, v. 75, n. 3, p. 161-165, June 2012. 
 
LIMA, Juvenete Pereira. A influência das alterações sensoriais na qualidade de vida do idoso. Rev Científica Eletrônica de Psicologia, n. 8, 2007. 
 
Chora, J., Matos, T., Argüello, P., Fialho, G., & Caria, H. (2015). Surdez associada à idade: Resultados preliminares. In A. Pereira, A. Â. 
Vasconcelos, C. Delgado, C. G. Silva, F. Botelho, J. Pinto, ... M. P. Alves (Eds.), Entre a teoria, os dados e o conhecimento (III): Investigar práticas 
em contexto: [Seminário de investigação], 171-180. 
 
 
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diabetes/
https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/hipertensao-pressao-alta/
http://drauziovarella.uol.com.br/dependencia-quimica/tabagismo/