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PRÁTICA DE LABORATÓRIO 1 – BLOCO SÍNDROMES ENDÓCRINAS DOENÇAS DA TIREÓIDE → SECREÇÃO ENDÓCRINA - Ações por hormônios que atuam à distância em célula alvo - Inibição por retroalimentação (Feedback) - Interação com receptores de membrana - Interação com receptores intracelulares - Doenças por alteração de produção (hiper/hipo) e interação anormal hormônios alvo TIREÓIDE NORMAL - Qualquer aumento da tireóide é chamado de Bócio. TIREOIDITE DE HASHIMOTO - É a causa mais comum de hipotireoidismo nas regiões onde os níveis de iodo na dieta são adequados. - Predomina em mulheres, entre 45 e 65 anos. - Associação com outras doenças auto-imunes. → Ocorre: • Prova progressiva da função tireoidiana: • Destruição gradual e auto-imune da tireóide: linfócitos T citotóxicos e anticorpos anti-tireóide – se liga ao receptor de TSH (anti-tireoglobulina, antiperoxidase tireoidiana, anti-transportador de iodetos e antireceptores de TSH). • Infiltrado linfocitário em excesso, que destrói a glândula. BÓCIO - Aumento da glândula tireóide. - Podem ser classificados em: 1. Bócio difuso ou nodular. 2. Bócio hiperfuncionantes (tóxicos) ou não funcionastes (atóxicos) 3. Bócio endêmico ou esporádico. → Conceito: - Aumento da função da glândula (hipertireoidismo) - Níveis elevados de T3 e T4 livres (hipertireoidismo X tireotoxicose) → Tipos: - Primário - Secundário → Clínica: - Estado hipermetabólico, simpaticotonia - Cardíacas: Aumento do débito cardíaco, taquicardia, palpitações, arritmias, fibrilação atrial, lesões do miocárdio com infiltração leucocitária, fibrose, alterações das miofibrilas e mitocôndrias (miocardiopatia tireotóxica) DOENÇA DE GRAVES - Bócio difuso tóxico - Principal causa de hipertireoidismo - Mais comum em mulheres 20 a 40 anos - Familiar – gêmeos homozigóticos = 60% → Patogenia: - Auto- anticorpos contra o receptor de TSH (estimulador tireoidiano de ação prolongada) - Auto-anticorpos “mimetizam a função do TSH” - Glândula aumenta de volume - Glândula hipercaptante (capta mais o iodo – pode ver isso na cintilografia) → Morfologia: - Glândula encontra-se difusamente aumentada de volume, pesa entre 50 e 80 gramas, tem consistência firme e é bem vascularizada. - Na superfície de corte, a glândula tem aspecto carnoso e é castanho avermelhada. - Hiperplasia do epitélio folicular que passa a ser cilíndrico alto e forma papilas simples, não-ramificadas, que projetam na luz do folículo. - O colóide no interior dos folículos é pálido e mostra vacuolização periférica. → Clínica: - Tireotoxicose - Exoftalmia ou proptose: espessamento global dos músculos extra-oculares por inflamação e acúmulo de substância amorfa intracelular. Tem relação com o caráter auto imune da doença. Na maioria dos casos é bilateral. - Mixedema pré tibial - Captação de iodo difusa (cintilografia) → Tratamento: - Propiltiuracil (cirurgia) - Radioterapia com iodo radioativo. HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO → CRETINISMO - Principal causa: alterações na formação da tireóide (agenesia, ectopia, etc) - Em áreas de bócio endêmico pode ser por deficiência de iodo. - Quadro clínico: alterações no desenvolvimento somático e nervoso. Baixa estatura, traços faciais grosseiros, língua protusa, hérnia umbilical, retardo mental. BÓCIO NODULAR ATÓXICO (SIMPLES) - Endêmico: zonas de pouco iodo (10% da população). Áreas montanhosas - Pouco iodo, substâncias bociogênicas. - A glândula mostra-se aumentada de peso e de volume. - Aos cortes, vêem-se nódulos/cistos irregulares contendo quantidades variáveis de colóide. - Esporádico: etiologia pouco conhecida. → Patogênese: baixa disponibilidade prolongada de iodo – as células foliculares tireoidianas recebem maior estímulo para a produção de hormônios e por um processo adaptativo, a glândula altera a sua morfologia em três etapas: 1. Hiperplasia difusa ou estágio hiperplásico 2. Acúmulo de colóide nos folículos 3. Formação de nódulos → Microscópicamente: observam-se folículos repletos de colóide e revestidos por um epitélio plano. NEOLPASIAS DA TIREÓIDE - 90% das neoplasias originam-se de células foliculares. - Os tumores benignos são mais freqüentes que os carcinomas da tireóide. - Cintilografia: nódulos quentes (capta bastante iodo – hipercaptante) X nódulos frios (não capta iodo – hipocaptante) – chance grande de ser neoplasia - Ultrassonografia da tireóide - Punção por aspiração com agulha fina (PAAF): coleta de material para estudo citopatológico. →ADENOMA DA TIREÓIDE - Mais comum no sexo feminino entre 20 e 60 anos - O diagnóstico clínico diferencial com outras lesões nodulares da tireóide é difícil. - O adenoma tireoidiano apresenta-se como nódulo usualmente solitário, firme, elástico, encapsulado, com limites bem definidos. - Nódulo indolor. → Morfologia: - As células geralmente formam folículos de aparência uniforme, estão separadas do parênquima normal adjacente por uma cápsula intacta e apresentam pouca variação na morfologia celular e nuclear. • Diagnóstico diferencial com carcinoma folicular: não há como diferenciar pelo estudo citológico, somente histológico. Ai tem que tirar o nódulo e verificar se tem invasão ou não. - Se tiver invasão: carcinoma folicular - Se não tiver invasão: adenoma folicular NEOLPASIAS MALIGNAS DA TIREOIDE → Patogenia: - Principal fator de risco: irradiação ionizante (amigdalite, acne, micose, Chernobil (1986), Césio) - Bócio, Hashimoto, adenomas, ativação de oncogenes e proto-oncogenes. → Tipos histológicos: - Papilar: 75 a 85% - ORIGINA DA CÉLULA FOLICULAR • É o mais comum - Folicular: 10 a 20% - ORIGINA DA CÉLULA FOLICULAR - Medular: 5% (prognóstico ruim) – ORIGINA DA CÉLULA PARAFOLICULAR - Anaplásico: menos de 5% (pior prognóstico) - ORIGINA DA CÉLULA FOLICULAR CARCINOMA FOLICULAR DA TIREÓIDE - Mais comum em mulheres - 40 a 50 anos - Mais comum em áreas co deficiência de iodo. → Morfologia: - Nódulos solitários com ou sem cápsula. - Formas infiltrativas - Crescimento lento, indolor - Neoplasia bem diferenciada – 2ª neoplasia maligna da tireóide de melhor prognóstico. - Metástases: hematogênicas (ossos, fígado, pulmões), ocorrem antes das linfáticas. - Tratamento cirúrgico, iodo radiotivo. → Microscopia: a maioria dos carcinomas foliculares é composta de células foliculares com pleomorfismo discreto, formando pequenos folículos contendo colóide. • Observa-se ainda, invasão capsular e/ou dos vasos sanguíneos (necessário para o diagnóstico diferencial do adenoma folicular) → ADENOMA FOLICULAR X CARCINOMA FOLICULAR - Necessário o estudo histopatológico da neoplasia. - Se há invasão capsular e /ou dos vasos sanguíneos: carcinoma - Se não há invasão capsular e /ou dos vasos sanguíneos: adenoma CARCINOMA PAPILÍFERO DA TIREÓIDE - Mais comum em mulheres; 20 a 40 anos - Neoplasia maligna da tireóide de melhor prognóstico - Radiação: fator de risco comprovado - Metástases linfonodais não se relacionam a mau prognpostico. → Morfologia - Lesões solitárias/ multicêntricas - Lesões compactas, brancacentas, de consistência firme - Papilas revestidas por células cubóidais e com centro fibrovascular. - Células com núcleos vazios, com fendas e com pseudo-inclusões. - Corpos de psammona. CARCINOMA MEDULAR DA TIREÓIDE - Neoplasia neuroendócrina (origina das células C) - Predomina em mulheres; 40 a 50 anos. - Maioria são esporádicas. - Neoplasia maligna da tireóide que mais se associa a manifestações paraneoplasicas: são manifestações sistêmicas que o paciente pode apresentar devido a células tumorais. - Secreta calcitonina - 2° câncer de tireóide de pior prognóstico. - Consegue fazer o diagnóstico pela PAAF → Morfologia: nodulares ou difusos, multicêntricos, firme, pálidos, infiltrantes, necrose.Células poligonais em ninhos, trabéculas, ou folículos. Amiloide. → Clínica: • Síndrome paraneoplasica • Geralmente são agressivos. Deve-se triar os pacientes. CARCINOMA ANAPLÁSICO DA TIREÓIDE - Neoplasia indiferenciada da tireóide - Mais rara e de pior prognóstico. - Origina de células foliculares. - Pacientes com mais de 65 anos (maioria são mulheres) - História prévia de bócio ou de CA diferenciado da tireóide (20 a 30% concomitates com CA diferenciado) - Maioria fatal em um ano. → Morfologia: células anaplásicas pequenas ou gigantes, fusiformes, pleomórficas. → Clínica: • Massas volumosas de crescimento rápido, com metástases precoces. • Invasão cervical → dispnéia, rouquidão, tosse, disfagia