Buscar

Etiologia das Maloclusões - Fatores Gerais

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 50 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 6, do total de 50 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 9, do total de 50 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

Etiologia das maloclusões
SEMINÁRIO DE ORTODONTIA I- 2020/2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CURSO DE ODONTOLOGIA
FATORES GERAIS
ABRAÃO, AMY, ANA MARIA, ARTHUR, BRUNA CAROLINA, BRUNA BISSOLI, ESTER, FERNANDO, 
ISABELA TRANNIN, LIZ, LORRAYNE, MANUELLA, MATHEUS E TIEMI
Sumário
1 INTRODUÇÃO
2 FATORES HEREDITÁRIOS
3 FATORES CONGÊNITOS
4 FATORES AMBIENTAIS
5 FATORES METABÓLICOS
6 FATORES NUTRICIONAIS
7 HÁBITOS ANORMAIS
2
1 INTRODUÇÃO: origem dos termos
termo utilizado para designar qualquer desvio da oclusão normalMALOCLUSÃO
MOYERS, R. E., 1979
3
ETIOLOGIA investigação das causas de um determinado fenômeno
IMPORTÂNCIA: diagnóstico preciso, 
plano de tratamento adequado e eficaz!
INTRODUÇÃO
MALOCLUSÃO
ORIGEM MULTIFATORIAL
NÃO TEM UMA ÚNICA 
CAUSA ESPECÍFICA
COMBINAÇÃO DE VÁRIOS 
FATORES AGINDO NO SISTEMA 
MAXILOMANDIBULAR PODE 
RESULTAR NAS MALOCLUSÕES
ALMEIDA, R. R. et al, 2000
4
INTRODUÇÃO
ETIOLOGIA DAS
MALOCLUSÕESGRABER, 1996
fatores locais
fatores gerais
Afetam o metabolismo geral, com direta influência no desenvolvimento 
dos maxilares, dentes e demais tecidos que formam a cavidade bucal
fatores 
hereditários fatores 
congênitos
fatores 
ambientais
fatores 
metabólicos
fatores 
nutricionais
hábitos 
anormais
GRABER, 1996
5
2 FATORES HEREDITÁRIOS
FERREIRA, F. V., 2002; PROFFIT, W. R; FIELDS JN., H. W., 2007
o crescimento e 
desenvolvimento da 
face sofre alta 
influência hereditária
PADRÃO NORMAL 
DE CRESCIMENTO
Relações esqueléticas 
harmônicas Favorece a chave de oclusão
ALTERAÇÕES 
ESQUELÉTICAS
Deficiência mandibular / 
Protrusão maxilar
Protrusão mandibular / 
Retrusão maxilar
CLASSE II
CLASSE III
Influência hereditária no padrão de 
crescimento e desenvolvimento ósseo
6
FATORES HEREDITÁRIOS Também destaca-se, dentro da hereditariedade:
Influência racial hereditária
Influência genética dos tipos faciais
FERREIRA, F. V., 2002; PROFFIT, W. R; FIELDS JN., H. W., 2007
BRAQUIFACIAL
DOLICOFACIAL
MESOFACIAL
Homogênea menor índice de maloclusão
Miscigenação das raças aumenta a frequência de 
discrepâncias entre o tamanho dos maxilares e dos dentes 
7
FATORES HEREDITÁRIOS
Padrões raciais diversos com diferentes padrões de 
normalidade ou maloclusão característica
melanodermas leucodermas asiáticos
Prevalência de Classe I 
com biprotrusão dentária
com descendência europeia: 
prevalência de Classe II
Prevalência de Classe III
FERREIRA, F. V., 2002; PROFFIT, W. R; FIELDS JN., H. W., 2007
8
3 FATORES CONGÊNITOS
FISSURA LABIOPALATINA
falha na fusão dos processos faciais embrionários
etiologia multifatorial, sendo a relação de fatores genéticos e 
ambientais (tabagismo, anticonvulsivantes, uso de drogas, uso de 
esteroides, retinóides, diabetes e deficiências nutricionais) 
fundamentais para seu desenvolvimento
PEDRO, et al, 2010; TAIB et al., 2015; LIMA et al., 2019
pode gerar alterações no 
desenvolvimento dentário decorrente 
da alteração morfológica óssea
agenesia do incisivo lateral superior
inclinação axial alterada nos incisivos
supranumerários
microdontia
erupções ectópicas
hipoplasia do esmalte
9
FATORES CONGÊNITOS
FISSURA LABIOPALATINA
ANTUNES et al., 2014; BANERJEE, M.; DHAKAR, A.S, 2013; 
SPINA, 1972
fissuras 
pré-forame incisivo
fissuras 
pós-forame incisivo
fissuras 
transforame incisivo
classificação das fissuras
fissuras raras da face
10
FATORES CONGÊNITOS
FISSURA LABIOPALATINA
RIBEIRO, A.A.; LEAL, L.; THUIN, R, 2007; CAMPBELL et al., 2010; SANTOS et al., 2017
MORDIDA CRUZADA
MALOCLUSÕES FREQUENTES
Labiorrinoplastia e palatoplastia realizadas 
em crianças resultam em faces retrognáticas 
e maxilas atrésicas por inferirem no 
crescimento da maxila
TRATAMENTO
exige uma equipe multidisciplinar, 
envolvendo otorrinolaringologia, pediatria, 
psicologia, genética, cirurgias plásticas, além 
de cirurgiões dentistas gerais e especialistas 
em cirurgia bucomaxilofacial, prótese, 
implantodontia, odontopediatria e ortodontia
11
FATORES CONGÊNITOS
DISOSTOSE CLEIDOCRANINA
BUTTERWORTH, 1999; JÚNIOR, 2007
anomalias do crânio, dentes, maxilares e cintura escapular, 
bem como parada ocasional do crescimento dos ossos longos
RARA DISPLASIA ESQUELÉTICA CONGÊNITA
proeminência frontal e parietal, atraso no 
fechamento da fontanela anterior, seios 
paranasais subdesenvolvidos e estreitos, 
nariz largo com ponte nasal deprimida, 
hipertelorismo ocular e cabeça braquicéfala
CARACTERÍSTICAS CRANIOFACIAIS
aplasia ou hipoplasia 
clavicular, com a ausência 
uni ou bilateral
CARACTERÍSTICA MARCANTE
12
FATORES CONGÊNITOS
DISOSTOSE CLEIDOCRANINA
BUTTERWORTH, 1999; ALVES, 2008
CARACTERÍSTICAS ODONTOLÓGICAS
Palato estreito e profundo, maxila pode ser pouco desenvolvida causando 
prognatismo mandibular, dentes supranumerários, impactados e ectópicos, 
apresentando anomalias de coroa e raiz, erupção dentária é retardada e pode 
ser observada ausência de reabsorção radicular nos dentes decíduos
Tratamento cirúrgico ortodôntico: extração dos supranumerários e decíduos e tracionamento 
dos permanentes. Diagnóstico precoce importante para as forças ortodônticas atuarem no 
momento biológico apropriado. Em alguns casos, cirurgia ortognática é recomendada.
TRATAMENTO
13
FATORES CONGÊNITOS
SÍFILIS CONGÊNITA
NEVILLE et al, 2009; PESSOA, L., GALVÃO, V., 2011; KALININ, 2015
Doença infecciosa bacteriana que tem como agente 
etiológico a espiroqueta Treponema pallidum e 
quando transmitida pela mãe infectada para o feto
recente tardia
até 2 anos de vida. sem 
interesse ortodôntico
após 2 anos de vida, apresentação da tríade de Hutchinson
ceratite intersticialsurdezdentes de Hutchinson
bordas incisais com 
lesão hipoplásica
forma de meia lua
incisivos em barril
molares em amora
projeções globulares ao 
invés de cúspides
atresia da maxila
palato ogival
nariz em sela
14
FATORES CONGÊNITOS
TORCICOLO MUSCULAR CONGÊNITO
anomalia musculoesquelética, de etiologia 
incerta, comum em crianças, definido como 
uma contratura unilateral do músculo 
esternocleidomastóideo, que leva à 
inclinação e à rotação limitada da cabeçaocorrem assimetrias faciais decorrentes de alterações no 
desenvolvimento mandibular e acentuado desvio da linha média dental
tratamento fisioterápico e se necessário recorrer ao cirúrgico 
antes dos 12 anos para evitar deformidades faciais
FERREIRA, F. V., 2008; AVANZI, O. et al, 2009; LEE, S. et al., 2011
15
FATORES CONGÊNITOS
PARALISIA CEREBRAL
Nenhuma anomalia intraoral é exclusiva de portadores da paralisia cerebral, contudo algumas condições são mais comuns ou 
mais severas nestes pacientes do que na população em geral, como periodontite, bruxismo e cárie por falta de higienização
- protrusão dos dentes anterossuperiores,
- sobremordida (overbite)
- transpasse horizontal (overjet) exagerado,
- mordida aberta
- mordidas cruzadas unilaterais
MALOCLUSÕES FREQUENTES
devido a relação desarmônica entre 
músculos intraorais e periorais
Tashiro, B.A.F. et al, 2012; ARRUDA, M., 2011; SANTOS, A.; COUTO, G., 2008
16
FATORES CONGÊNITOS
DISPLASIA ECTODÉRMICA
grande grupo de cerca de 170 síndromes de características 
que afetam as estruturas de origem ectodérmica, incluindo 
dentes, pele, glândulas sudoríparas e o cabelo
identificadas classicamente por: hipoidrose hipotricose hipodontia
As principais características intrabucais e faciais 
encontradas na displasia ectodérmica são: 
- ausência total (agenesia) dos dentes
- ausência parcial (oligodontia) dos dentes
- dimensão vertical reduzida
- terço inferior da face reduzido 
- ausência de osso alveolar
- maxilares pouco desenvolvidos 
- lábios protuberantes 
- xerostomia/hipossalivação
KERE et al., 1996; ALMEIDA, R. R. et al, 2000; PRIOLO, 2001; WHIGHT, et al., 2017
17
FATORES CONGÊNITOS
SÍNDROME DE BLOCHSULZBERGER
Alterações no desenvolvimento dos tecidos ectodérmicos 
e mesodérmicos, podendo ocorrer manifestações 
neurológicas, na pele, nos olhos, dentese unha. 
As características dentárias e faciais 
mais frequentes são:
- dentes cônicos
- dentes malformados
- agenesia dentária
- atraso na erupção dentária
- fissura labial e palatina
- dentes supranumerários
- freio labial baixo
- assimetria facial
ALMEIDA et al., 2000; DIFFINI; MARIA, 2014; REGIS; FILHO, 2019
18
FATORES CONGÊNITOS
SÍNDROME DE RIEGER
condição caracterizada por anomalias oculares, dentárias, 
craniofaciais, periumbilicais e sistêmicas. Acredita-se que 
origina-se de um defeito do tecido ectodérmico causada por 
distúrbios de desenvolvimento do tecido da crista neural
As anormalidades dentárias e faciais incluem: 
- hipodontia das dentições decídua e/ou permanente, 
principalmente nos incisivos superiores, caninos e 
segundos pré-molares
- dentes em forma de cavilha ou cônica
- microdontia
- taurodontia
- hipoplasia do esmalte
- raízes dentárias encurtadas
- inserção gengival reduzida.
- hipoplasia maxilar com uma mandíbula prognata e 
um perfil côncavo 
- lábio inferior protrusivo e lábio superior recessivo
SKOGEDAL, N., 2007, PIRIH, 2019
19
4 FATORES AMBIENTAIS PRÉ-NATAIS
CONFORMAÇÃO INTRAUTERINA
A pressão contra a face em desenvolvimento intrauterino pode 
provocar distorções nas áreas de crescimento rápido
BRAÇO PRESSIONANDO A FACE pode resultar em deficiência maxilar severa
DIMINUIÇÃO DO LÍQUIDO AMNIÓTICO
permite que o feto flexione a cabeça contra o 
tórax, impedindo que a mandíbula cresça
mandíbula pequena, que não se deslocou, empurra a língua para 
cima, impedindo o fechamento dos processos palatinos
síndrome de pierre-robin
CONFORMAÇÃO FINAL 
NO ÚTERO
danos neurológicos, 
deformações na face e 
mandíbula
PROFFIT, W. R; FIELDS JN., H. W., 2007
20
FATORES AMBIENTAIS PRÉ-NATAIS
DIETA MATERNA
A gravidez provoca modificações fisiológicas no organismo materno, 
que geram necessidade aumentada de nutrientes essenciais, e se 
houver inadequado aporte energético da gestante, pode levar a uma 
competição entre a mãe e o feto, limitando a disponibilidade dos 
nutrientes necessários ao adequado crescimento fetal
2° E 3° TRIMESTRE
1° TRIMESTRE
desenvolvimento e 
diferenciação dos órgãos fetais
otimização do crescimento e 
desenvolvimento cerebral
a dieta influencia
a dieta materna 
deve conter: cálcio
ferro
ácido 
fólico
zinco
vit. A
vit. C
vit. D
MELO et al., 2007; DREHMER, 2008; BRASIL, 2005
21
DIETA MATERNA
vitamina D reduz a homeostase e mineralização 
óssea e aumento do risco de fratura
DEFICIÊNCIA DESSES NUTRIENTES DA FORMAÇÃO FETAL ACARRETA EM:
Ca e P compromete a formação dos 
germes dentários e esqueleto fetal
Durante o período de desenvolvimento 
dentário, o cálcio atravessa a barreira 
placentária depositando-se sob a forma de 
uma matriz tecidual de esmalte e dentina. 
Caso exista alguma disfunção metabólica 
materna ou mesmo uma deficiência 
nutricional, esta poderá provocar 
distúrbios na formação dentária
MCDONALD, R.E et al, 2001; MERCADANTE, M.M.N. 2002; FREITAS et al., 2010
22
MICROCEFALIA: ZIKA VÍRUS E RUBÉOLA
FATORES AMBIENTAIS PRÉ-NATAIS É considerado microcefalia quando um recém 
nascido possui o perímetro cefálico abaixo do 
padrão das curvas apropriadas para idade e sexo
forte associação de microcefalia e 
outras anomalias fetais com zika vírus.
outras causas relatadas de microcefalia são: 
- alterações vasculares, 
- desordens sistêmicas e metabólicas, 
- exposição a drogas durante a gravidez
- desnutrição grave na gestação
- as infecções maternas de transmissão 
no período pré-natal e perinatal: 
rubéola, toxoplasmose
- maloclusão
- problemas periodontais
- alterações no palato
- obstrução das vias aéreas
- maxila e mandíbula diminuídas
- apinhamento dentário
- macroglossia 
ALTERAÇÕES ODONTOLÓGICAS
MARINHO J.V.M., et al., 2020; SOUZA A.S.R., et al., 2016
23
FATORES AMBIENTAIS PÓS-NATAIS
TRAUMAS DO NASCIMENTO E INJÚRIAS NA ATM
Traumatismos na infância ou durante o parto, principalmente 
pelo uso de fórceps obstétrico, podem danificar a articulação 
temporomandibular, uni ou bilateralmente
hemorragia interna → fibrose → perda de tecido 
cartilaginoso → anquilose da articulação 
assimetria facial, micrognatia, limitação 
dos movimentos mandibulares
SUBDESENVOLVIMENTO DA MANDÍBULA 
E MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO
Vogelgesicht
Nome dado a inibição do crescimento da mandíbula devido a 
anquilose da ATM e além dos problemas funcionais, também 
traz distúrbios estéticos, nutricionais, psicológicos e sociais.
Apesar disso, crianças com deformidades mandibulares são 
muito mais propensos a terem uma síndrome congênita do 
que ter injúrias como essas durante o parto ou dentro do útero.
MOYERS, R.E., 1979; PROFFIT, W. R; FIELDS JN., H. W., 2007
24
FATORES AMBIENTAIS
DOENÇAS INFECCIOSAS
rubéola
catapora
sarampo
A febre elevada, que é causada por essas infecções, altera os 
tecidos de origem ectodérmica, gerando sulcos no esmalte. 
Dessa forma, podem causar hipoplasia, aplasia parcial ou 
total do esmalte dos dentes decíduos e erupção tardia dos 
dentes
poliomielite
Doença causada pelo vírus poliovírus que afeta 
o sistema nervoso causando distúrbios na 
função muscular, gerando sequelas, por 
exemplo, a maloclusão como um efeito 
secundário dessa paralisia muscular.
FERREIRA, 2008
25
Como o sistema estomatognático está relacionado ao controle 
endócrino da glândula tireóide, distúrbios na secreção dos 
hormônios T3 e T4 podem levar a alterações na cavidade oral, 
sendo elas mais frequentes na forma congênita da doença.
- alterações na formação de dentina e hipoplasia do esmalte
- macroglossia e mordida aberta
- retardo na erupção dentária e taurodontia
- hipoplasia condilar
- atresia maxilar ou mandibular
- hipodesenvolvimento da mandíbula e prognatismo maxilar
5 FATORES METABÓLICOS
DUDHIA, 2014; SANTOS, et al. 2012; FERREIRA, 2008
Em geral, os distúrbios endócrinos podem causar hipoplasia dos 
dentes, distúrbios no fechamento das suturas, na erupção e na 
reabsorção dos dentes decíduos, além de retardar ou acelerar o 
crescimento facial.
Hipotireoidismo
hipotireoidismo infantil - cretinismo
lábios grossos
macroglossia
mordida aberta
26
6 FATORES NUTRICIONAIS A mastigação apresenta papel fundamental no desenvolvimento e crescimento dento-facial, atuando tanto no estímulo de erupção 
dentária quanto no aumento das dimensões dos arcos osteodentários.
ALIMENTOS MAIS FIBROSOS
aumentam a carga da função sobre os dentes, estimulando maior 
trabalho muscular, gerando maior largura dos arcos dentais
desgaste intenso das faces oclusais dos dentes
ALIMENTOS MAIS PROCESSADOS
LÍQUIDOS E PASTOSOS
pouco desgaste oclusal
estimula de forma insuficiente a função dentária resultando em 
uma contração dos arcos dentais
resulta em maloclusão
MOYERS et al, 1991; BIANCHINI et al, 1995; ALMEIDA et al, 2000.
27
7 HÁBITOS DELETÉRIOS DE SUCÇÃO
AMAMENTAÇÃO vs MAMADEIRA
O aleitamento materno é um dos estímulos externos necessários à 
evolução da maturidade neural, adequação das funções orais no 
exercício da ordenha e no desenvolvimento craniofacial
pt. lateral
pt. medial
masseter
temporal
digástrico
genio-hioideo
milo-hioideo
DESENVOLVIMENTO MUSCULAR NA SUCÇÃO
permite a abertura, 
protrusão, fechamento 
e retrusão adequadosno movimento de ordenha correto da amamentação
durante a ordenha os lábios estão bem acoplados ao seio, 
impedindo a entrada de ar, há um posicionamento 
adequado da língua e o ponto de sucção se encontra na 
junção do palato duro com o mole
BERVIAN; FONTANA; CAUS, 2008; GOMES, 2008
28
A língua recebe o leite materno em concha e o encaminha para o 
palato, onde é exercitada a deglutição. 
AMAMENTAÇÃO vs MAMADEIRA
A amamentação funciona também como exercício respiratório, sendo 
extremamente importante quando o bebê precisa sincronizar a atividade 
muscular com a respiratória, respirando apenas pelo nariz, atividade essa, 
responsável pelo desenvolvimento do terço médioda face
1 – respiração exclusiva pelo nariz, auxiliando no desenvolvimento do sistema respiratório
2 – trabalho muscular que propicia o tônus muscular adequado dos músculos da mastigação
3 – movimentos de protrusão e retrusão mandibulares exercitam partes adequadas da ATM, favorecendo o crescimento 
póstero-anterior dos ramos mandibulares e modulam o ângulo mandibular, deixando a mandíbula em neutro-oclusão e 
favorável à erupção dos dentes decíduos
ASPECTOS FUNDAMENTAIS PARA O DESENVOLVIMENTO CRANIOFACIAL CORRETO 
TUDO PROPORCIONADO 
PELA AMAMENTAÇÃO
PLANAS, 1988; VINHA, 2002; GOMES, 2008; CASAGRANDE, 2008
29
AMAMENTAÇÃO vs MAMADEIRA
A falta dos movimentos de protrusão e retrusão na amamentação artificial, leva ao 
retrognatismo mandibular fisiológico, uma vez que a mandíbula não possui estímulo para o 
desenvolvimento. 
O movimento de sucção leva, além da redução dos movimentos mandibulares, à sobrecarga 
do músculo bucinador, provocando estreitamento maxilar, aprofundamento do palato e 
cruzamento de mordida, além de posteriorização, flacidez e hipotonicidade lingual. 
O aleitamento artificial pela mamadeira pode substituir o aleitamento natural por diversos 
motivos, como interrupção da produção de leite por causas psicoemocionais e razões 
específicas que comprometem a saúde da mãe e da criança, por exemplo. 
VINHA, 2002; NEIVA, F.C.B. et al, 2003; GOMES, 2008; CASAGRANDE, 2008
30
Para compensar a pressão negativa criada dentro da mamadeira, a qual impede a saída do 
leite, o bebê afrouxa os lábios, permitindo que o ar entre na mamadeira. 
AMAMENTAÇÃO vs MAMADEIRA
VINHA, 2002; NEIVA, F.C.B. et al, 2003; GOMES, 2008; CASAGRANDE, 2008
atresia maxilar palato profundo
mordida cruzada respiração bucal
31
HÁBITOS DELETÉRIOS DE SUCÇÃO
SUCÇÃO DO POLEGAR E OUTROS DEDOS
A sucção é um reflexo inato, sendo um impulso presente desde a vida 
pré-natal. Dessa forma, é comum que esse hábito seja constantemente 
encontrado nas crianças. 
problemas na alimentação/amamentação
desmame precoce
tensões emocionais
MOYERS,1991; TANAKA, et al, 2004
ORIGEM MULTIVARIADA
diagnóstico criterioso e observacional
O simples obstáculo mecânico 
representado pelo dedo pode causar 
algumas alterações.
restringe desenvolvimento vertical dos incisivos 
retira a língua da sua posição normal
modifica o desenvolvimento normal do palato
causa maior protrusão dos dentes superiores anteriores
causa maior inclinação para lingual dos dentes anteriores inferiores
32
SUCÇÃO DO POLEGAR E OUTROS DEDOS
O tipo de maloclusão que pode se desenvolver com o hábito 
de sucção digital vai depender de algumas variáveis, como:
a duração da sucção
da intensidade e frequência
a morfologia esquelética facial
a posição da mandíbula durante a sucção
a posição do dedo
as contrações musculares associadas
POLEGAR APOIADO NO PALATO
projeção dos dentes 
anteriores superiores
mordida aberta, língua 
projetada para anterior
peso da mão leva a 
retração mandibular
estreitamento do arco 
maxilar, palato profundo, 
assoalho nasal estreito
lábio superior hipotônico
lábio inferior hiperativo
MOYERS,1991; TANAKA, et al, 2004
33
HÁBITOS DELETÉRIOS DE SUCÇÃO
PRESSIONAMENTO LINGUAL ATÍPICO
É a interposição da língua entre os arcos dentários 
durante a fonação, deglutição e até mesmo 
durante o repouso.
causa primária causa secundária
Quando a interposição causa a maloclusão, por exemplo, 
quando há hipertrofia de amígdala ou em casos de 
macroglossia, por exemplo.
Quando a interposição ocorre por conta da maloclusão já 
existente (mordida aberta anterior), por isso a língua busca uma 
posição mais para anterior, promovendo o selamento anterior. 
PROFFIT, 2009; PROFFIT, 2007; ALMEIDA et. al. 1998; MOYERS, 1991
34
HÁBITOS ANORMAIS
SUCÇÃO, MORDIDA E INTERPOSIÇÃO LABIAL
Geralmente é o lábio inferior que está envolvido. Quando isso acontece, o resultado é a vestibuloversão dos dentes 
anteriores superiores e retroinclinação dos incisivos inferiores (aumento no trespasse horizontal).. 
ALMEIDA et. al. 1998; MOYERS, 1991
Assim como a interposição lingual, a sucção do lábio também pode atuar secundariamente a uma alteração morfológica, 
sendo executada com o objetivo de permitir o selamento labial durante a deglutição
35
HÁBITOS ANORMAIS
ONICOFAGIA
Hábito de roer as unhas associado à ansiedade, estresse, solidão, tanto no 
adulto como na criança. Funciona como uma transferência de um hábito 
(como a sucção de polegar) para outro.
- intrusão de elementos dentais, principalmente de incisivos superiores
- contribui com o avanço de doenças periodontais. 
- alterações oclusais e incisais, principalmente nos incisivos
- onicofagia durante o tratamento ortodôntico aumenta a reabsorção 
radicular, em alguns casos pode levar a perda do dente
EFEITOS ODONTOLÓGICOS
VASCONCELOS et. al. 2012; MOYERS, 1991
36
HÁBITOS ANORMAIS
DEGLUTIÇÃO ANORMAL
Para que a deglutição se proceda de maneira normal, faz-se necessário o 
equilíbrio entre os músculos periorais, mastigatórios e a língua. Qualquer 
ruptura desse equilíbrio pode dar origem a deglutições atípicas, as quais, 
por sua vez, poderão atuar como fatores etiológicos de má oclusão, visto 
que o osso é um tecido extremamente plástico, com capacidade de se 
moldar às pressões musculares
- desarmonias entre as bases ósseas
- aprofundamento do palato
- supraerupção dos dentes posteriores
- vestibuloversão dos dentes anteriores
- mordida cruzada
- mordida aberta
EFEITOS ODONTOLÓGICOS- amígdalas hipertrofiadas
- anquiloglossia/macroglossia
- bico de mamadeira
- rugosidade palatina grossa
- hábito de sucção
- padrão neurológico determinado
- perda dentária
- pressão atípica do lábio
POSSÍVEIS CAUSAS
TRATAMENTO
associação ortodontista 
(alterar a disposição dos arcos 
dentários com aparelhos 
ortopédicos e ortodônticos) e 
fonoaudiólogo (reabilitação 
miofuncional orofacial)
FERNANDES, L. F. T. et al., 2010; NAKAO, T. H. et al., 2016
37
HÁBITOS ANORMAIS
DEFEITOS NA FONAÇÃO
Para uma adequada produção da fala, é importante que o sistema 
estomatognático esteja anatômica e funcionalmente equilibrado. São 
muitos os fatores que interferem na produção dos sons da fala, sendo 
os problemas de dentição e oclusão, as alterações orofaciais e a 
respiração oral, alguns dos mais apontados como possíveis causas 
odontológicas de risco de interferência.
MARTINELLI, R. L., 2011
Mordida aberta: as letras F e V surgem deficientes pela dificuldade do lábio inferior atingir os 
incisivos superiores. As bilabiais (m, p, b) são difíceis de pronunciar, por incompetência labial.
Retrusão mandibular: condiciona uma dificuldade no inter-relacionamento dos lábios e da 
língua, podendo promover certa deficiência na pronúncia dos sons dependentes da harmonia 
dessas estruturas.
Protrusão mandibular: chama-se atenção para o F e o V, cuja válvula articulatória vai ser feita 
com o lábio superior e incisivos inferiores, ao invés da situação inversa, que seria a correta.
38
HÁBITOS ANORMAIS
ANOMALIAS RESPIRATÓRIAS: RESPIRAÇÃO BUCAL
A associação entre respiração nasal insuficiente e morfologia dentofacial tem sido estudada extensivamente e muitos 
autores acreditam que o padrão de crescimento craniofacial pode ser afetado pela função muscular desequilibrada típica 
de uma respiração bucal. Esse desequilíbrio das pressões musculares, por sua vez, podem afetar o crescimento de 
ambos os maxilares e o posicionamento dos dentes
Na normalidade fisiológica, a respiração deve ser realizada predominantemente via nasal, para que o ar inspirado chegue 
aos pulmões umedecido, aquecido e filtrado, no entanto, por algum motivo, a via aérea obstruída impede esse tipo de 
respiração e o indivíduo recorre pela respiração bucal.
ALMEIDA, R. R. et al, 2000; PROFFIT, W. R. et al., 2012; GRIPPAUDO, C. et al, 2016
39
ANOMALIAS RESPIRATÓRIAS: RESPIRAÇÃO BUCAL
RESPIRAÇÃO NASAL RESPIRAÇÃO BUCAL
via aérea de 
tamanho reduzido
classeII de Angle
mordida aberta anterior e 
overjet acentuado
língua abaixada
falta de 
selamento labial
face longa
olheiras
sorriso 
gengival
narinas 
estreitas
palato arqueado e 
deformação transversal 
da maxila
ALMEIDA, R. R. et al, 2000; PROFFIT, W. R. et al., 2012; GRIPPAUDO, C. et al, 2016
40
HÁBITOS ANORMAIS
ANOMALIAS RESPIRATÓRIAS: 
ANOMALIAS DE SEPTO
Uma respiração nasal inadequada é responsável pelo 
hábito de respiração bucal, que já foi descrito como 
deletéria para o desenvolvimento dos maxilares
Crianças com respiração oral obrigatória secundária a desvios de septo nasal 
apresentam um aumento da altura facial anterior, um ângulo goníaco maior, uma 
posição retrognática significante da maxila e da mandíbula e maior presença de 
Classe II de Angle em comparação aos respiradores nasais da mesma idade.
Então, basicamente, as anomalias no septo 
nasal, impedem a respiração nasal 
adequada, favorecendo a respiração bucal.
D’ASCANIO, L. et al, 2010; RODRIGUES, M. M. et al, 2012; 
41
HÁBITOS ANORMAIS
INFLAMAÇÃO DAS TONSILAS FARÍNGEA, PALATINA E RINITE ALÉRGICA
Inflamação na tonsila faríngea faz com que a língua saia de sua posição 
de repouso tocando no palato e abaixe. Da mesma forma, inflamação 
na tonsila palatina faz com que a língua fique protruída. A rinite 
alérgica causa constante obstrução nasal.
Essas características descritas propiciam uma respiração bucal pelo 
paciente. Dessa forma, há a tendência que os dentes anteriores fiquem 
vestibularizados, a mandíbula atresie e o palato se torne ogival, 
caracterizando um clássico caso de mordida aberta anterior 
GÓIS, E.G.O., 2010
42
HÁBITOS ANORMAIS
BRUXISMO
É uma desordem do sistema mastigatório que se 
caracteriza pelo ranger ou apertamento dos dentes, de 
forma automática e inconsciente, durante o dia ou a noite. 
Algumas das consequências são:
- desgaste dentário
- alteração da mordida
- hipertrofia dos músculos da mastigação
- fratura de restaurações
- disfunções temporomandibulares
Todas essas consequências podem ser relacionadas a 
propensão ao desenvolvimento de maloclusões.
RODRIGUEZ-MONTERO, M.P, 2014
43
Conclusão
O Conhecimento da etiologia das maloclusões é 
fundamental no trabalho ortodôntico, pois na maioria 
das vezes há necessidade de conhecer e eliminar as 
causas para se obter sucesso no tratamento.
44
Referências
Introdução
ALMEIDA, R. R. et al. Etiologia das Más Oclusões: Causas Hereditárias e Congênitas, Adquiridas Gerais, Locais e Proximais (Hábitos Bucais). Dental Press, Maringá, v. 5, n. 6, p. 107-129, 
2000.
MOYERS, R. E. Ortodontia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1979. 
Disostose cleidocraniana
ALVES, N.; OLIVEIRA, R., Cleidocranial Dysplasia – A case report. International Journal of Morphology; v.26, n.4, p.1065-1068, 2008.
BUTTERWORTH, C. Cleidocranial Dysplasia: Modern concepts of treatment and a report of an orthodontic resistant case requiring a restorative solution. Dental Update Guildford, v.26, p. 
458-462, 1999
JÚNIOR, A. Displasia Cleidocraniana: aspectos clínicos e radiográficos e relato de um caso clínico, Revista de Ciências Médicas e Biológicas, v.6, n.1, p. 122-127, 2007.
Sífilis congênita
KALININ, Y., NETO, A., PASSARELLI, D.H.C.. Sífilis: Aspectos Clínicos, Transmissão, Manifestações Orais, Diagnóstico e Tratamento. Odonto. v.23, n.45, p.65-76, 2015
NEVILLE, B.W. et al. (2009). Sífilis. In: NEVILLE, B.W. et al. (Ed.). Patologia Oral e Maxilofacial. Trad. da 3ªed. Rio de Janeiro, Elsevier, p. 188-193.
PESSOA, L.; GALVÃO, V. Clinical aspects of congenital syphilis with Hutchinson’s triad. BMJ Case Reports, p. 11–13, 2011
WATERLOO, M. R. O.; LANGE, A. A. R. Aspectos bucais da sífilis congênita: relato de caso. Rev. Odontopediatr. Odonto., Curitiba, v. 7, n. 36, p. 132-137, 2004
Torcicolo Muscular Congênito
AVANZI, O. et al. (2009). Avaliação estética e funcional do tratamento cirúrgico do torcicolo congénito com técnica de libertação distal do músculo esternomastoideo. Coluna/ Columna, 
8(3), pp. 260-264.
LEE, S. et al. (2011). Comparison of clinical severity of congenital muscular torticollis based on the method of child birth, Ann Rehabil Med, 35 (5), pp. 641-647.
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. (2011). Torcicolo Muscular Congênito, Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar, pp. 1-5.
45
Referências
Paralisia Cerebral
ARRUDA, M. (2011). Condições bucais de pacientes com paralisia cerebral: aspectos clínicos e microbiológicos. [Em linha]. Disponível em <http://www.saude.mt.gov.br/arquivo/2626 
[Consultado em 08/03/2020]>. 
SANTOS, A. COUTO, G. (2008). Atendimento odontológico ao paciente portador de paralisia cerebral, Int. J. Dent., 7(2), pp.133-141.
Displasia ectodérmica
ALMEIDA, R. R. et al. Etiologia das Más Oclusões: Causas Hereditárias e Congênitas, Adquiridas Gerais, Locais e Proximais (Hábitos Bucais). Dental Press, Maringá, v. 5, n. 6, p. 107-129, 2000.
ANBOUBA et al. The characterization of hypodontia, hypohidrosis, and hypotrichosis associated with X-linked hypohidrotic ectodermal dysplasia: A systematic review, Am J Med Genet. 
2020;1–11.
SARMENTO et al. DISPLASIA ECTODÉRMICA – REVISÃO DA LITERATURA E RELATO DE CASOS CLÍNICOS. Sitientibus, Feira de Santana, n.34, p.87-100, jan./jun. 2006.
Síndrome de Blochsulzberger
ALMEIDA, Rodrigues Renato. Etiologia das Más Oclusões - Causas Hereditárias e Congênitas, Adquiridas Gerais, Locais e Proximais (Hábitos Bucais). 2000. 
DIFFINI, F.; MARIA, S. Estudo sobre alterações dentárias em pacientes com síndrome de incontinência pigmentar. 2014. (Tese). (Mestrado em Patologia) - Fundação Universidade Federal de 
Ciências da Saúde de Porto Alegre. Porto Alegre. 2014.
REGIS, W.F.M.;FILHO, A.S.P. Manifestações orais da síndrome de Blochsulzberger. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, Paraíba, v.27,n.1,pp.132-135 (Jun – Ago), 2019.
Fatores ambientais pré-natais
FREITAS, E.S.; DAL BOSCO, S.M.; SIPPEL,C.A.; LAZZARETTI, R.K. Recomendações Nutricionais na gestação. Rev. Destaques acadêmicos - CCBS/UNIVATES, v.2, n.3, 2010.
Síndrome de Rieger
PIRIH et al. Rieger’s Syndrome: Rehabilitation With Dental Implants. Clinical Advances in Periodontics, 2019. 
46
Referências
Microcefalia: Zika Vírus e Rubéola
MARINHO, J. V. M. et al. Aspectos clínicos da cavidade oral de pacientes com a síndrome congênita do zika: revisão da literatura. Diversitas Journal, v.5, n.1, p.57-65, 2020
SOUZA, A.S.R. et al. Alterações ultrassonográficas intraútero, crescimento da circunferência cefálica fetal e desfechos neonatais entre casos presumíveis de síndrome da Zika congênita no 
Brasil. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., v.16, n.1, p.17-25, Recife, 2016.
Traumas do nascimento e injúrias da ATM
DEFABIANIS, P. Post-traumatic TMJ internal derangement: impact on facial growth (findings in a pediatric age group). Journal of Clinical Pediatric Dentistry, v. 27, n. 4, p. 297-303, 
2003.
MOYERS, R. E. Ortodontia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1979. 
PEREIRA FILHO, E. N. et al. Anquilose da articulação temporomandibular em criança: relato de caso. Odonto, v. 19, n. 38, p. 31-38, 2011.
PROFFIT, W. R.; FIELDS, H. W.; SARVER, D. M. Ortodontia contemporânea. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.
Fatores metabólicos
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doenças Infecciosas e Parasitárias. Guia de Bolso – 8ª edição revista. Brasília, 2010.
FERREIRA, F.V. Ortodontia: Diagnóstico e Planejamento Clínico. 7 ed. São Paulo: Artes Médicas Ltda, 2008.
SANTOS, G.B.S et al. Perfil Sistêmico e Manifestações Bucais em Pacientes com Hipotireoidismo. Revista Cubana de Estomatología. Universidade Federal da Bahia, 2012;26(2):146-157.
ALMEIDA, R.R et al. Etiology of malocclusion - Heredity and Congenital Causes, General and Local Factors and Abnormal Habits. R Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v.5, n.6, 
p.107-129, nov./dez. 200.
 DUDHIA, S.B. and DUDHIA, B.B. Undetected hypothyroidism: A rare dental diagnosis. J Oral Maxillofac Pathol. 18(2), p.315–319,may./aug. 2014.
Fatores nutricionais
BIANCHINI, E.M.G. A cefalometria nas alterações miofuncionais orais: diagnóstico e tratamento Fonoaudiológico. 3ª ed. São Paulo: Prófono, 1995.
47
Referências
Sucção anormal ao mamar
BERVIAN, J.; FONTANA, M.; CAUS, B. Relação entre Amamentação, Desenvolvimento Motor Bucal e Hábitos Bucais: Revisão de Literatura. RFO UPF, Passo Fundo. v.13. n.2, maio/ago. 2008.
ANDREZZO, Marília. DESENVOLVIMENTO DA LÍNGUA E SUA RELAÇÃO COM DEGLUTIÇÃO E SUCÇÃO PRÉ-NATAIS. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade Federal De Santa 
Catarina, Florianópolis, 2014.
Organização Mundial da Saúde. Infant and Young Child Feeding. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infant-and-young-child-feeding>, acesso em: 09 de 
março de 2020.
CASAGRANDE, Luciano, et al. Aleitamento natural e artificial e o desenvolvimento do sistema estomatognático. Rev. Fac. Odontol. Porto Alegre, Porto Alegre, v. 49, n. 2, p. 11-17, 
maio/ago., 2008
GOMES, C.F.; TREZZA, E.M.; MURADE, E.C.; PADOVANI, C.R. Surface electromyography of facial muscles during natural and artificial feeding of infants. J Pediatr (Rio J). 2006;82:103-9.
PLANAS, P. Reabilitação Neuro-oclusal. 2.ed. Rio de Janeiro: Medsi, 1988.
Sucção do Polegar e outros dedos
TANAKA, O. el tal. A má oclusão e o hábito de sucção de diferentes dedos. J Bras Ortodon Ortop Facial. 9(51):276-83, 2004.
Desmame precoce
NEIVA, F.C.B. et al. Desmame precoce: implicações para o desenvolvimento motor-oral. Jornal de Pediatria. v.79, n.1, p. 7-12, São Paulo, 2003. 
Hábitos de deglutição anormal
FERNANDES, L. F. T. et al. A influência da deglutição atípica no padrão craniofacial e na morfologia mandibular. RFO, v. 15, n. 1, p. 52-57, 2010. 
MACIEL, C. T. V. et al. Disfunções orofaciais nos pacientes em tratamento ortodôntico. Revista CEFAC. São Paulo, v. 8, n. 4, p. 456-66, 2006. 
NAKAO, T. H. et al. Hábitos bucais como fatores de risco para a mordida aberta anterior: uma revisão de literatura. Revista Odontológica de Araçatuba, v. 37, n. 2, p. 09-16, 2016.
Defeitos de fonação
MARTINELLI, R. L. C. et al. Correlações entre alterações de fala, respiração oral, dentição e oclusão. Rev. CEFAC. São Paulo, v. 13, n. 1, p. 17-26, 2011.
48
Referências
Respiração bucal
ALMEIDA, R. R. et al. Etiologia das Más Oclusões: Causas Hereditárias e Congênitas, Adquiridas Gerais, Locais e Proximais (Hábitos Bucais). Dental Press, Maringá, v. 5, n. 6, p. 
107-129, 2000.
GRIPPAUDO, C. et al. Association between oral habits, mouth breathing and malocclusion. Acta Otorhinolaryngologica Italica. ed. 36, p. 386 - 394, 2016.
PROFFIT, W. R., FIELDS, H. W., SARVER, D. M. Ortodontia contemporânea. 4. ed. Rio de Janeiro: ELSEVIER, 2007. 701p.
Anomalias do septo nasal
D’ASCANIO, L. et al. Craniofacial growth in children with nasal septum deviation: A cephalometric comparative study. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, 74 
(10), p. 1180 - 1183, 2010.
RODRIGUES, M. M. et al. (2017). Evaluation of Nasal Obstruction in Various Sagittal Skeletal Deformity of Jaws. Journal of Craniofacial Surgery, 28 (8), p. 790 - 792, 2012.
Inflamação da tonsila faríngea, palatina e rinite alérgica
GÓIS, E.G.O. Estudo longitudinal do desenvolvimento da oclusão entre as fases de dentição decídua e mista e a influência dos hábitos bucais deletérios e da adenóide 
hipertrófica. 2010. 85f. Tese (Doutorado em odontologia) - Universidade Federal de Minas Gerais, 2010.
Bruxismo
RODRIGUEZ-MONTERO, M.P. Associação da má-oclusão e bruxismo com a qualidade de vida de adolescentes. 2014. 95f. Tese (Mestrado em Ciências Odontológicas) - 
Universidade de São Paulo, 2014.
49
Etiologia das maloclusões
SEMINÁRIO DE ORTODONTIA I- 2020/2
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CURSO DE ODONTOLOGIA
FATORES GERAIS
ABRAÃO, AMY, ANA MARIA, ARTHUR, BRUNA CAROLINA, BRUNA BISSOLI, ESTER, 
FERNANDO, ISABELA TRANNIN, LIZ, LORRAYNE, MANUELLA, MATHEUS E TIEMI

Continue navegando