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AULA ELETROCARDIOGRAMA(ECG)

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AULA ELETROCARDIOGRAMA(ECG)

Aires, MM. Fisiologia.4a ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2017.Capítulo 29.Seção 5 Fisiologia Cardiovascular


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⇔O sincronismo da atividade mecânica das câmaras cardíacas (contração e relaxamento) é garantido pela geração e propagação de potenciais elétricos (potenciais de ação) ao longo do sincício elétrico miocárdico cardíaca. Em uma situação extrema em que a atividade elétrica nesse órgão cessa, ocorre parada cardíaca. O eletrocardiograma (ECG) constitui o exame ­padrão para avaliar a geração e a propagação da atividade elétrica no coração.

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⇔Onda P: despolarização atrial; Segmento/Intervalo P-R: condução através do nó AV e do fascículo AV; Complexo QRS: despolarização Ventricular; Intervalo QT: despolarização e repolarização dos ventrículos Onda T: repolarização ventricular

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Observa-­se que o ciclo cardíaco origina se com a despolarização das células do nodo sinusal, propagando se pelos átrios direito e esquerdo. Analisando-se a equivalência temporal entre os registros de potencial em diferentes regiões do coração e as ondas do ECG, verifica se que a ativação (despolarização) atrial gera uma onda denominada onda P. A despolarização ventricular gera um conjunto de ondas pontiagudas e de rápida inscrição, chamado de complexo QRS. A onda T coincide com a fase 3 do potencial de ação ventricular, representando, portanto, a repolarização ventricular. A onda U, que às vezes aparece em um registro do ECG após a onda T, parece ser determinada pela repolarização tardia das fibras ventriculares com potenciais de ação mais longos.

⇔A primeira região a disparar potenciais de ação será o nodo sinusal (ou nodo sinoatrial), que se localiza na região de conexão das veias cavas com o átrio direito. O nodo sinusal tem as células com o grau mais elevado de automatismo no coração.A atividade gerada no nodo sinusal se propaga inicialmente pelo átrio direito, tomando o caminho descendente da crista terminalis. Em seguida, são despolarizados o septo interatrial e o átrio esquerdo.HTML image 3

⇔Assim, a ativação das câmaras atriais pode ser representada por dois vetores. O primeiro é voltado ligeiramente para a esquerda, para baixo, e para a frente, e resulta da ativação do átrio direito. O segundo é virado para a esquerda e para trás e tem pequena inclinação para baixo.

Esses dois vetores originam um vetor resultante, denominado vetor P, que na maior parte dos indivíduos orienta se para a esquerda e para baixo no plano frontal, e para trás no plano horizontal. O vetor P é, portanto, o vetor resultante da ativação dos dois átrios e o responsável pela inscrição da onda P. Vel= 80 e 100 ms

⇔O anel de tecido conjuntivo que separa os átrios dos ventrículos funciona como isolante elétrico entre as câmaras atriais e ventriculares, de maneira que a única conexão elétrica entre as câmaras atriais e as ventriculares é por meio do nodo atrioventricular (AV).

⇔A rápida ativação das fibras miocárdicas ventriculares (geralmente referidas como miocárdio de trabalho ventricular) é garantida por uma complexa rede de fibras miocárdicas organizadas anatomicamente em feixes, denominada sistema periférico de His Purkinje.

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⇔Em A, está indicado que a primeira região a sofrer despolarização é a parte média do septo interventricular. Em B, o vetor representa a excitação da parte baixa do septo e da ponta do coração; note que, rapidamente, o vetor se dirige para a direita na ativação da parede livre do ventrículo direito. Em C, está representada a ativação do ventrículo esquerdo. Em D, é indicado que as regiões póstero basal do ventrículo esquerdo são as últimas a serem excitadas.

⇔A ativação das paredes ventriculares ocorre no sentido transversal, isto é, do endocárdio para o epicárdio, gerando o complexo QRS. O epicárdio (que foi o último a se despolarizar) é o primeiro a se repolarizar, ou seja, a desenvolver a fase 3 do potencial de ação. Assim, a repolarização, enquanto fenômeno elétrico, caminha do epicárdio para o endocárdio.

⇔Velocidade do papel: 25 mm/s. 1mm = 0,04 s (horizontal). 1mm = 0,1 mV (vertical). A cada 5 mm há um risco mais largo. Horizontal = tempo Vertical = voltagem

.Estímulo se aproximando do eletrodo, onda positiva 

Estímulo se afastando do eletrodo, onda negativa 

Onda isoelétrica, estímulo passando perpendicularmente ao eletrodo

Onda P • Precede o complexo QRS; • Duração: 60 a 120 ms; 80 e 100 ms • Configuração: Arredondada e voltada par cima. • Ondas P com configurações variadas podem indicar lesões no/ou próximas do NÓ SA.

Intervalo/Segmento P-R: O intervalo PR representa a condução do impulso elétrico através dos átrios; (intervalo entre o começo da estimulação elétrica dos átrios e o começo da estimulação dos ventrículos) •Início da onda P até o início do complexo QRS; •Duração: 120 a 200 ms; •Intervalos PR menores que 120ms podem representar um impulso que se originou em outro local, diferente do NÓ SA. •Intervalos PR maiores que 0,20 s (200 ms) podem representar retardos na condução pelos átrios.

Complexo QRS: Começa após a onda P. •Despolarização dos ventrículos, e logo após, a contração ventricular; •Duração: 60 a 100 ms; •Onda Q nem sempre aparece; •Quando não aparece a onda P o impulso pode ter origem nos ventrículos.

Segmento T • Começo da onda S após até o início da onda T. ( conhecido como ponto J); • Alterações do segmentos ST podem indicar lesão do miocárdio

Onda T: Representa a repolarização ventricular •Começa após a onda S; •Geralmente arredondada e lisa; •Deflexão para cima em várias derivações.

Intervalo QT: Representa a despolarização e repolarização dos ventrículos (duração do potencial de ação). • Começa no complexo QRS até o fim da onda T; • Duração: de 360 a 440 ms; • Menor intervalo: maior frequência cardíaca. 

Ondas U: Representa recuperação das fibras de condução ventricular. •Nem sempre é detectável. 

⇔No ECG convencional, além das derivações bipolares(D1,D2 E D3), são registradas três derivações unipolares dos membros e seis derivações precordiais.

⇔No plano frontal, são registradas as três derivações bipolares definidas por Einthoven e as três derivações unipolares dos membros.

*D1, D2 e D3, os eletrodos são posicionados nos braços direito e esquerdo e na perna esquerda. O aterramento do sistema é feito por outro eletrodo situado na perna direita.

⇔Derivações unipolares precordiais, que são numeradas de V1 a V6. Desta maneira, quando uma onda de despolarização se aproxima do eletrodo explorador, este irá registrar uma onda positiva (deflexão para cima na linha de registro). Ao contrário, será registrada uma onda negativa quando a onda de despolarização se afasta da posição em que está localizado o eletrodo explorador.

V1 – quarto espaço intercostal, junto à borda direita do esterno

V2 – quarto espaço intercostal, junto à borda esquerda do esterno

V3 – no ponto médio entre V2 e V4

V4 – quinto espaço intercostal, sobre a linha hemiclavicular esquerda

V5 – quinto espaço intercostal, na altura da linha axilar anterior esquerda

V6 – quinto espaço intercostal, na altura da linha axilar média esquerda.

Comparando-­se a posição ocupada pelo coração na caixa torácica e o posicionamento dos eletrodos na mesma observa-­se que as derivações precordiais permitem visualizar a ativação cardíaca no eixo anteroposterior. Sendo assim, as derivações V1 e V2 são mais adequadas para identificar o processo de ativação do ventrículo direito, enquanto V5 e V6 refletem de modo mais seletivo a ativação do ventrículo esquerdo.

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