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Direito Constitucional III

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Medida provisória 
Está localizada na CF, no art. 59, inciso 
V e art. 62 
A medida provisória é dispositivo com 
origem na Itália, onde recebe a 
denominação de decreto-legge. No 
pós 2° guerra mundial, a constituição 
italiana de 1947 trouxe em seu art. 77. 
Com a entrada em vigor das medidas 
provisórias desapareceram os 
decretos-leis, a MP não possui projeto. 
A MP começa com a publicação que 
já entra imediatamente em vigor e 
somente “após” (durante sua vigência) 
é que o parlamento fará sua análise e 
controle (controle repressivo de 
constitucionalidade), logo não existe 
controle preventivo de 
constitucionalidade na MP. 
Os demais projetos, dependem 
“antes” de entrar em vigor, de 
uma prévia analise do 
 
 
parlamento (controle preventivo 
de constitucionalidade), somente 
entrando em vigor após sua 
publicação. 
Durante todo o tempo em que a 
MP está em vigor, ela gerará 
efeitos jurídicos, salvo se houver 
uma decisão judicial em contrário. 
Art. 62 da CF → Em caso de 
relevância e urgência, o Presidente 
da República poderá adotar 
medidas provisórias, com força de 
lei, devendo submetê-las de 
imediato ao Congresso Nacional. 
→ Relevância e urgência são 
requisitos objetivos constitucionais 
para a criação de uma MP, quem 
decide pela existência de 
relevância e urgência? R: O 
presidente da república, é uma 
questão subjetiva. 
No caso do legislativo há previsão 
expressa na CF quanto à possibilidade 
Direito Constitucional 
e até dever de, antes de analisar o 
próprio mérito da MP, analisar 
antecipadamente a presenta da 
relevância e urgência. 
Poder judiciário? 
R: Também pode. 
 
Conforme entendimento consolidado 
do STF, os requisitos constitucionais 
legitimadores da edição de medidas 
provisórias, vertidos nos conceitos 
jurídicos indeterminados de 
'relevância' e 'urgência' (art. 62 da CF), 
apenas em caráter excepcional se 
submetem ao crivo do Poder 
Judiciário, por força da regra da 
separação de poderes (art. 2º da CF). 
(ADI 2.213, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 
de 23-4-2004; ADI 1.647, Rel. Min. 
Carlos Velloso, DJ de 26-3-1999; ADI 
1.753-MC, Rel. Min. Sepúlveda 
Pertence, DJ de 12-6-1998; ADI 162-
MC, Rel. Min. Moreira Alves, DJde 19-9-
1997). 
 
MP arquivada não pode ser 
reapresentada no mesmo ano, salvo 
de por iniciativa de projeto de lei por 
maioria absoluta dos membros de 
uma das casas do CN. 
Uma MP quando de transforma em 
lei, será em lei ordinária. 
 
Art. 62. Em caso de relevância e 
urgência, o Presidente da República 
poderá adotar medidas provisórias, 
com força de lei, devendo submetê-
las de imediato ao Congresso Nacional. 
 
Competência: O presidente da 
república poderá adotar medidas 
provisórias. 
 
E os governadores e prefeitos? 
 
Governadores: Também os 
governadores de estado poderão 
adotar tal medida, devendo para tanto 
constar expressamente na 
constituição de seu estado esta 
possibilidade, conforme entendimento 
do supremo tribunal federal 
STF - ação direta de 
inconstitucionalidade: adi 2391/sc - 
ação direta de inconstitucionalidade. 
Artigo 51 e parágrafos da constituição 
do estado de Santa Catarina. Adoção 
de medida provisória por estado-
membro. Possibilidade. 
 
Estados que adotam MP aos seus 
governadores - Santa Catarina, 
Tocantins e Paraíba. 
Prefeitos: Da mesma forma os 
prefeitos municipais poderão adotar 
medidas provisórias, desde que haja 
previsão expressa na lei orgânica do 
município. 
Art. 62. Em caso de relevância e 
urgência, o Presidente da República 
poderá adotar medidas provisórias, 
com força de lei, devendo submetê-
las de imediato ao Congresso Nacional. 
§ 1º É vedada a edição de medidas 
provisórias sobre matéria: 
III - reservada a lei complementar; 
 
- Este dispositivo está se referindo a 
uma lei formalmente e materialmente 
complementar. 
- Existe a possibilidade de revogar ou 
suspender uma lei complementar? 
- Nos casos de leis apenas 
formalmente complementares, mas 
não materialmente complementar ela 
poderá ser suspensa e 
posteriormente revogada por uma 
MP. 
Art. 62. Em caso de relevância e 
urgência, o Presidente da República 
poderá adotar medidas provisórias, 
com força de lei, devendo submetê-
las de imediato ao Congresso Nacional. 
(...) devendo submetê-las de imediato 
ao Congresso Nacional. 
- A primeira casa a analisar uma MP 
será o Congresso, ou seja, Câmara e 
Senado juntas. Ou seja, a primeira 
análise é realizada de forma 
unicameral, através de uma comissão 
mista. E deverá emitir um parecer. 
- Parecer: 
- O parecer deve ser emitido em até 
14 dias da publicação no D.O.U 
- Comissão Mista, trata-se Comissão 
formada por Deputados Federais e 
Senadores. 
Artigo 2º, §2º, Serão 12 (dozes) 
Deputados e 12 (doze) Senadores (art. 
2º, §2º - Resolução nº 01/2002). § 5º 
A deliberação de cada uma das Casas 
do Congresso Nacional sobre o 
mérito das medidas provisórias 
dependerá de juízo prévio sobre o 
atendimento de seus pressupostos 
constitucionais. 
- O parecer vai ser emitido depois 
que for publicado no diário oficial da 
união estando a MP em plena 
vigência, gerando efeitos e obrigações 
jurídicas. 
§ 9º Caberá à comissão mista de 
Deputados e Senadores examinar as 
medidas provisórias e sobre elas 
emitir parecer, antes de serem 
apreciadas, em sessão separada, pelo 
plenário de cada uma das Casas do 
Congresso Nacional. 
§ 5º A deliberação de cada uma das 
Casas do Congresso Nacional sobre o 
mérito das medidas provisórias 
dependerá de juízo prévio sobre o 
atendimento de seus pressupostos 
constitucionais. 
- O parecer é meramente opinativo. 
§ 8º As medidas provisórias terão sua 
votação iniciada na Câmara dos 
Deputados. 
- Quando ocorrer a análise das MPs 
nas casas do Congresso Nacional, 
separadamente, ai sim ela poderá ser 
rejeitada. Primeiro na Câmara dos 
Deputados, e se por ela passar, após 
no Senado. 
- Na câmara dos deputados a MP 
poderá: 
* Ser rejeitada (arquivada), desta 
forma, nem encaminhada ao Senado. 
* Aprovada, com ou sem emendas 
parlamentares. 
- O que entra em vigor é a MP, 
eventuais emendas parlamentares, 
ficam suspensas dentro da MP. 
Exemplo do salário mínimo, na MP 
está 1.030, mas nas emendas 
parlamentares está escrito 1.050. 
- Mas e se a MP fosse rejeitada? A 
empregada teria que devolver esse 
dinheiro? Depende. 
- As Emendas parlamentares 
recebem o nome de "projeto de 
conversão". São as Emendas 
Parlamentares dado em uma MP, 
buscando alterar a sua originalidade. 
- Não se admite MP para matérias 
orçamentárias 
- Aprovada, com ou sem emendas 
parlamentares, a MP será 
encaminhada ao Senado Federal para 
que faça tudo o que foi feito na 
Câmara. 
- Uma vez no Senado a MP poderá: 
1. Ser rejeitada: arquivada (EX: MP 168 
- Fechamento dos bingos). 
 
2. MP Aprovada: 
 
 Se a MP foi aprovada na CD e 
no SF sem qualquer emenda, 
ou seja, com seu texto original. 
Neste caso MP se converte 
em lei ordinária - vai para 
publicação 
 
 MP aprovada no senado 
mantendo a alteração da CD - 
Neste caso a MP será 
encaminhada ao Presidente da 
República para SANÇÃO ou 
VETO DO PROJETO DE 
CONVERSÃO. Ou se, verificar 
se o PR concorda com a 
alteração (emenda proposta); 
 
 MP aprovada no senado com 
alteração ao feito da CD. - 
Quando houver uma 
divergência entre o que foi 
decidido pela CD e o que foi 
decidido pelo SF, a MP deverá 
retornar a câmara dos 
deputados para que esta avalie 
"apenas" o projeto de 
conversão, qual seja, a emenda 
do SF. 
Neste caso a câmara dos deputados 
poderá: 
A) Manter a emenda do senado: MP 
deverá ser encaminhada para sanção 
ou veto. 
B) Retirar a emenda do senado: MP 
deverá ser encaminhada para sanção 
ou veto. 
 
OBS: Apenas em uma hipótese a MP 
aprovada em ambas as casas (CD e 
SF) não retornará ao PR para sanção 
ou veto, será na hipótese de 
aprovada em ambas as casas e 
nenhuma delas apresentar

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