ok clin equi 14.02.11
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Clínica Médica de Eqüinos
Rio, 14/02/2011
Alexandra Woods

Dentro das alterações da cavidade oral, temos que pensar:
Alterações de cavidade oral vai produzir de sinal no cavalo: emagrecimento, salivação, que ai essa salivação pode ser por aumento da sua produção ou por apenas uma incapacidade dele deglutir, então eu vou ter geralmente um aumento de salivação. Ai se eu tiver as aftas na boca, uma gastrite, ai eu posso ter um cavalo com salivação e ai não ser diretamente um problema na cavidade oral.
Qualquer alteração que eu tenha como, úlceras, estomatites, lesões na cavidade oral, feridas causadas por pontas dentaria, esse cavalo vai tender a salivar.
	Então agente entende que eu tenho ou um processo de salivação ou um emagrecimento.

Aquelas 3 coisas básicas: saliva vai estar sendo eliminada porque eu não vou estar conseguindo deglutir, então eu posso ter um problema de deglutição ou posso ter um problema de apreensão do alimento ou eu posso ter um problema de dificuldade de mastigação.
Na dificuldade de deglutição lembra: se eu tenho uma insalivação é porque ou essa saliva está sendo produzida, ou é porque alguma coisa está estimulando essa produção ou porque ele não está conseguindo deglutir. O que agente tem que fazer: investigar.
Tenho exames auxiliares, complementares: podemos fazer radiografias, endoscopias, o ultrassom é legal porque às vezes ele mostra o foco pra vc fazer alguma coleta de algum material.
Além desses exames complementares, o que mais vou fazer na boca: inspeção. Eu abro a boca do cavalo e tento olhar com uma fonte luminosa e vejo. Senão eu posso sedar o animal, coloco um abreboca (de preferência o abreboca de catraca) quando coloca o abreboca vc precisa que sedar esse animal, dependendo do processo agente tem que fazer uma sedação geral.
Pra um exame em que vou buscar uma úlcera, presença de corpo estranho, presença de fratura de dente, algum abscesso, vai sentir o cheiro que tem nessa boca, vou observar tártaros, a condição do dente. Cavalos não costumam ter muitos tumores, mas pode fazer carcinoma epidermoide que não é comum, mas pode acontecer. As vesículas, estomatites também não é muito comum encontrar, vamos encontrar estomatite pelo vírus da estomatite, nos EUA encontra-se essas lesões.
Pontas dentárias, freio, as vezes capim, aqueles talos de capim quando estão muito secos as vezes entra entre o dente e a gengiva e acaba desencadeando um processo inflamatório ali também, muitas vezes contamina, leva a uma contaminação de raiz dentaria e ai vai.

Dentro dessas enfermidades, dessas alterações, uma coisa incessante é que com a qualidade dessa cavidade oral, quanto mais saudável ela estiver, eu tenho um reflexo na saúde desse animal. Ex. se meu animal não come direito, ele vai demonstrar pêlo sem brilho, emagrecimento progressivo, um estado de saúde alterado, agente consegue ver num plantel onde tem o mesmo tipo de alimentação pra todo mundo.

	Às vezes vc vê coxos coletivos, e esses animais se alimentam junto com outros, então se agente não tiver observando esses bichos direitos, agente pode não perceber que tem um ou outro que não está comendo direito, porque se ele tem uma lesão na cavidade oral, ele tem uma dificuldade em mastigar, pois quando o animal vai mastigar, as pontas dentárias machucam a parede. Então quando o animal vai mastigar então ele apreende o alimento, vai mastigar, aquilo dói a bochecha dele e ele deixa o alimento cair. Então muitas vezes que o animal que come em coxo coletivo agente não percebe isso. Quando ele come num coxo individual fica mais fácil de perceber porque agente vê que tem resto de alimento mastigado e babado, junto com aquele alimento que está sem baba.
No coxo coletivo vamos ver que no plantel quando tem um que está meio diferente dos outros, isso pra um peão mais cuidadoso, rápido ele vê, agora quando é um peão mais desleixado agente vê o negócio está mais grave.

Traumatismos: são importantes. Os próprios traumatismos nos lábios, cavalo agente sabe que faz uma busca, ele seleciona seu alimento, ele vai com o lábio superior buscando o alimento, muitas vezes se tiver ponta de prego, farpa de madeira, qualquer coisa que tenha nessa busca pode se ferir.

Freio: pode ferir a comissura labial, dependendo do freio, dependendo do ajuste do freio, se está começando a ser amansado, vc pode ter aquelas férias. Geralmente essas feridas se recuperam rápido, então geralmente não temos muitos problemas nesses ferimentos.

Traumas sobre a língua: língua por que ele pode cortar essa língua, ele vai lamber o sal. Às vezes está no curral das vacas, o coxo de vaca é feito de azulejo normalmente, e ele vai lamber aquilo ali e pode cortar a língua.

Alguns cavalos podem perder um pedaço da língua, acontece quando o peão passa o cabresto, veste o freio no cavalo e se esquece da língua, quando ele passa o cabresto e amarra, a língua fica presa, aquilo ali corta a língua, e ai dependendo, não tem o que fazer, o estrago é muito grande. Se ele fica com o toco da língua, ele não consegue se alimentar direito. Se ele come num coxo coletivo, os outros comem muito mais rápido do que ele. Então dependendo do proprietário ele vai ser sempre um cavalo mais magro, um cavalo mais lento.

Se ficar naquela situação, o que pode acontecer: ele não tem a mobilidade da língua que seria necessária, muitas vezes ele começa a morder a ponta da língua e ai ele não consegue se alimentar direito, porque ele vai apreender e a língua atrapalha.

Ferimentos nos lábios, ferimentos na língua, as fraturas podem acontecer.

Potro com 1 ano que quer ser macho, começa a jogar pés pro lado e pro outro, e acaba fraturando outro potro. Fratura provocada por briga entre garanhões. Quanto mais novo, melhor o prognostico (dependendo da situação), e quanto mais velho, pior o prognóstico. Se for potro, retira os dentes de leite afetados e deixa os definitivos crescerem.

Uma outra alteração que agente tem, uma enfermidade, é o que agente chama de fenda do palato ou fenda palatina,. A fenda palatina é congênita e vai acontecer por uma má formação, não há junção das pregas palatais, falta fusão dessas pregas e conseqüentemente eu tenho um vão aberto de ligação da cavidade oral com o seio nasal. E ai essa fenda pode ser grande ou pequena. Quanto maior a fenda, pior o prognóstico. Quanto menor a fenda, menos ruim o prognóstico. Agente vai observar regurgitação nasal, podemos ter uma pneumonia secundaria, quanto maior essa fenda maior a probabilidade dele fazer uma aspiração e ai agente tem o desencadeamento de uma pneumonia secundaria. Se ele aspirar ele vai ter, se esse leite/alimento for parar no pulmão ele vai desencadear uma pneumonia. Quanto maior a fenda, maior a quantidade de alimento que vai ser exteriorizado pela narina.
Vou diagnosticar pela sintomatologia, vamos observar a eliminação desse leite/alimento. E na inspeção agente consegue verificar a fenda. Quanto a fenda é maior quando agente abre a boca do cavalo agente consegue ver essa fenda.
Existem situações em que agente tem essas fendas, em aqueles animais que tem uremia, uréia e creatinina elevada (não é muito o caso dos eqüinos, geralmente agente vê mais em cães) que acabam fazendo aquelas fendas no palato.
Diagnostico diferencial: disfagia (porque não se alimentam direito e acabam não deglutindo), megaesôfago (que não é comum no eqüino) e pneumonias por outras causas.
Tratamento: cirúrgico, deve ser feito a junção, agente deve fazer a aproximação e suturtar, faz a incisão e fecha a fenda. A literatura cita que a decência de sutura é muito grande, então o resultado positivo não chega a 70%. Então dependendo do animal, vale fazer ou não. E outro ponto importante, ate que ponto ele pode transmitir essa má formação. Dados também falam que vc tem que fazer 3 vezes a cirurgia de aproximação, pra vc dentro desses 70% ter sucesso.

Cisto dentígeno ou Odontoma temporal, porque agente tem esse cisto, esse ossontoma, como sendo o mais comum de ser encontrado no seio temporal. É um tumor, que tem origem epitelial e ele parece