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Diabetes 
Introdução ao metabolismo 
Relacionado a quebra e síntese das macromoléculas energéticas, carboidratos,lipídios e proteínas. Dentro do 
metabolismo intermediário será dividido em duas situações, o período pós-prandial - após a alimentação- e o 
período de jejum - período entre as refeições.
Pós-prandial: 
- período em que se tem um excesso de energia, haverá uma super oferta de carboidrato, de glicose e de 
lipídeos. 
- palavra chave = abundância/ excesso / anabolismo.
- tem-se um aumento da glicose circulante no sangue, aumento da glicemia. Por sua vez irá “ativar” o regente 
desse período que é a insulina.
- a insulina promove uma distribuição de glicose para dentro das células ( dentro dos meios energéticos é um 
bom local para a glicose já que seu transporte será facilitado e facilita o ganho energético).
- ao estimular as células a utilizar a glicose como substrato energético, não há necessidade de utilizar lipídeos 
e de proteína, sendo assim a insulina irá estocar essas macromoléculas no tecido adiposo. 
- a insulina não coloca todo excesso de glicose, sempre “sobra” um pouco e essa sobra será armazenada na 
forma de glicogênio no tecido muscular esquelético e no fígado. 
- o anabolismo pode ser relacionado ao ganho de massa devido ao estoque de gordura e proteína 
Jejum: 
- é o oposto do período pós-prandial, pois é uma situação de escassez de todas as macromoleculas.
- como vai ter uma diminuição da glicemia/glicose circulante teremos uma ativação dos contrarreguladores 
da insulina, tem-se então a ativação do glucagon, da adrenalina, o cortisol e o hormônio do crescimento (GH).
 
- ocorrerá um feedback negativo na insulina.
- esses contrarreguladores farão o oposto da insulina, isto é, eles irão “quebrar” glicogênio em glicose e 
transportá-la para o organismo; fará o processo de lipase para a liberação de mais lipídeos; a depender do 
grau de jejum também pode ser quebrado as proteínas através da proteólise e produzir glicose a partir do 
processo de gliconeogenese. 
- o período do jejum é o período do catabolismo/quebra 
Fisiopatologia
Em resumo, é um grupo de doenças que tem como resultado a baixa da insulina ou na ineficácia da insulina. 
Seria como se a diabetes fosse um eterno estado de jejum.
O pâncreas é um órgão localizado dentro da cavidade retroperitonial na segunda porção do duodeno, ele é 
dividido em dois compartimentos de acordo com a sua função: o exócrino que está relacionado com as 
enzimas digestivas; e a parte que tem as ilhotas de lhangueran que são células de características 
neuroendócrinas que produzem hormônios.
O diabetes possui duas principais fisiopatologias, a primeira é dividida em diabetes tipo I ( caso da insulina 
ausente, hipoinsulinismo absoluto,ou seja, o paciente não produz insulina, devido à uma destruição das 
ilhotas de langehan - destruição das células beta) e o tipo II ( há produção de insulina, sendo ela 
insuficiente para manter a fisiologia, ou seja, as ilhotas apresentam-se disfuncionais ). 
Por Viviann Elise
Existem outros tipos de diabetes, como o gestacional, tem diabetes relacionado ao hipercortisolismo ( cortisol 
é o contrarregulador da insulina) 
Diabetes tipo I 
 - estado de hipoinsulinismo absoluto, não há insulina devido à destruição das células beta. 
 - doença de base auto-imune, nesse caso de diabetes irá ocorrer a produção de anticorpos contra as 
células beta ( anti- ICA, anti-GAD, anti-IA2). 
 - surge em pacientes jovens (baixo dos 30 anos), magro .
Quadro clínico 
- 4 P’s: poluiria ( aumento do volume urinário), polidípsia (excesso de sede), perda de peso e polifagia 
(fome excessiva). 
- a perda de peso ocorre pela falta de armazenamento de gordura/proteínas, com isso o organismo 
ativa o centro da fome no SNC,portanto a polifagia é uma resposta fisiológica a perda de peso.
- a glicemia do paciente é alta ( há muita glicose no sangue), esse sangue rico em glicose ao passar 
pelos órgãos filtradores (rins/néfrons) irá exceder a capacidade de filtração deles sobre a glicose, 
portanto há muita glicose na urina. Por ação osmótico a glicose irá “puxar” a água, portanto o 
paciente irá urinar mais. O organismo por sua vez, ao perceber que está perdendo muito líquido na 
urina, aumenta a sede. 
- o paciente também irá apresentar cetoacidose, já que o organismo parte para outra via de forma 
energética, uma delas é através dos corpos cetônicos (origem no tecido adiposo). O substrato desses 
corpos produz ácidos levando a quadros de cetoacidose. 
Diabetes tipo II 
- o paciente terá uma resistência periférica à insulina e uma fadiga pancreática secretória 
- correlação genética e a causas ambientais como estilo de vida e comportamental 
- o paciente com diabetes tipo II é um paciente mais velho, geralmente obeso e com síndrome metabólica. 
Quadro clínico 
- hipoinsulinismo que se instala de maneira lenta e gradativa, o paciente costuma ser assintomático por 
muito tempo. 
- o excesso de insulina circulante leva à inflamação dos vasos e esses vasos podem ser desde os vasos da 
grande circulação à vasos capilares. Consequentemente pode haver complicações macrovasculares e 
microvasculares.
- macrovasculares: infarto (IAM), doença arterial periférica (DAP) e AVE.
- microvasculares: retinopatia, neuropatia, nefropatia. 
Síndrome metabólica 
- algumas situações do organismo leva a um quadro de resistência periférica à insulina, essa resistência 
está relacionada com complicações cardiovasculares. 
- paciente com síndrome metabólica possui um risco de doenças cardiovasculares 3x maior de que a 
população em geral.
- fatores relacionado com a resistência à insulina:
 1. Circunferência abdominal
 - homem > 102 cm 
 - mulher > 88cm 
 2. Hipertensão 
 - maior ou igual a 130x85 mmHg
 3. Triglicerídeos 
 - maior ou igual a 150mg/dL 
4. HDL 
 - homem < 40mg/dL
 - mulher < 50mg/ dL
5. Glicemia de jejum 
 - maior ou igual a 100mg/dL
A presença de 3 do 5 fatores já pode caracterizar a presença de síndrome metabólica 
Diagnóstico diabetes 
- será feito em laboratório através de exames que vão aferir a glicemia 
- Existem três exames principais:
 
1. Glicemia de jejum: 
 - maior ou igual a 126mg/dL
 
2. Glicemia 2h após glicose TOTG
- maior ou igual 200mg/dL 
3. Hemoglobina glicada
- maior ou igual a 6,5%
4. Glicemia aleatória 
- maior ou igual 200mg/dL + sintomas de hiperglicemia 
Para dar o diagnóstico certeiro de diabetes é necessário pelo menos dois desses 3 primeiros exames acima, 
podemos ter dois exames distintos com alterações ou o mesmo exame duas vezes. 
A glicemia aleatoria pode ser utilizada em quadro único, ex: um paciente com cetoacidose e com sintomas de 
hiperglicemia, nele não é necessário repetir o mesmo exame, já pode ser diagnosticado. 
Diagnóstico pré-diabetes
1. Glicemia de jejum 
- 100-125 mg/dL
2. Glicemia 2h após glicose TOTG
- 140-199 mg/dL 
3. Hemoglobina glicada (HbA1c) 
- 5,7-6,4% 
Tratamento Dm tipo I 
Para dar o diagnóstico certeiro é 
necessário pelo menos dois desses 3 
primeiros exames acima, podemos ter 
dois exames distintos com alterações 
ou o mesmo exame duas vezes. 
1. Insulinoterapia 
 - tentar reproduzir a secreção normal de insulina 
A secreção basal da insulina 
 ação intermediária é lenta 
 ação prolongada - glargina/ultralenta/ deglutec 
A secreção pós-prandial de insulina 
 ação rápida é regular 
 ação ultrarrápida- Lispro/ Aspart 
 
}
Uti lizardo umaou dear verger por alia
} administrate associado as refeigoes / Antes on dopier)
Tratamento Dm tipo II 
Medida de controle glicêmico 
- paciente deverá realizar mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios ) 
- Metformina ( diminuição de peso, porém possui muitos sintomas gastrointestinais ) e 
Glitazonas diminuem a resistência à insulina.
- Sulfoniluréias e Glinidas (aumentam a liberação de insulina)

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