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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR SANTA RITA LTDA
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DO COLÉGIO
SANTA RITA DE CHAPECÓ-SC
Chapecó (SC), maio de 2014
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Missão do Colégio Santa Rita de Chapecó:
Promover uma educação de qualidade na perspectiva da formação ética e cidadã, que contribua para
a inserção dos estudantes no mundo do conhecimento e do trabalho de modo a conduzi-los à
construção de uma nova sociedade mais justa, solidária e feliz, atenta aos novos desafios
socio-econômico-ambientais.
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APRESENTAÇÃO
O presente Projeto Pedagógico foi concebido coletivamente por professores e demais
profissionais da educação, gestores, mães, pais, e representantes da sociedade civil organizada a
partir de um processo de mobilização coletiva em prol da manutenção do espírito da educação
básica particular no município de Chapecó-SC.
O presente projeto foi planejado para atender a todo município de Chapecó e região, mas se
dedica, em especial, a atender à demanda presente nos Bairros Seminário e São Francisco, locais em
que foram instalados, nos últimos anos, cerca de 6 (seis) novos conjuntos habitacionais,
loteamentos, entre outros empreendimentos habitacionais que, juntos, totalizam mais de 12.000
(doze mil) novos moradores, os quais passaram a onerar a EEB São Francisco, instalada no local.
Atentos a essa realidade, os mantenedores do Centro de Ensino Superior Santa Rita Ltda
(que também é entidade mantenedora da Faculdade Santa Rita de Chapecó), professores Jeferson
Saccol Ferreira, Luana Tombini e Augusto Borge Perotto juntaram esforços e organizaram pesquisa
de viabilidade junto aos habitantes locais. Os resultados dessa pesquisa indicam que os moradores
desses espaços, (muitos deles construídos em função do Programa Minha Casa, Minha Vida), são
trabalhadores da agroindústria, do comércio local, das indústrias de alimentos (Sadia, Aurora, entre
outras), professores, entre outros trabalhadores. Cerca de 90% dos questionados têm entre 1 (um) a
3(três) filhos, sendo a maioria (mais que 50%), com idade entre 1 (um) a 16 (dezesseis) anos.
Chapecó, nos últimos anos, tem demonstrado uma dinâmica de mobilidade de pessoas muito
interessante. Além dos imigrantes haitianos, percebe-se migração de pessoas de outros estados em
busca de emprego e renda. Não se pode negar que, historicamente, essa migração foi constituidora
do município desde a sua origem, no século passado, quando a Colonizadora da família Bertaso
teve a tarefa de planejar, vender e distribuir lotes para que este local ficasse habitável e se
desenvolvesse. Assim, atualmente, por se constituir em uma cidade pólo com perspectivas de
trabalho e estudo, principalmente o de nível superior, Chapecó tem sido palco de mudanças. Alguns
bairros, como o Bairro Seminário, há cerca de dez anos, era formado por poucas casas, muitas
chácaras de agricultores locais. Hoje isso pouco existe. Nesses locais foram construídos loteamentos
e condomínios, alguns com cerca de três mil moradores, como é o caso do Condomínio Bem Viver,
localizado bem ao lado do Centro de Ensino Superior Santa Rita Ltda, que contém cerca de 840
apartamentos, com média familiar de 4 (quatro pessoas), o que totaliza 3.360 moradores em um
único local.
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Nessa perspectiva, o credenciamento de um Colégio nesta região torna-se relevante, pois
visa atender especialmente a esse público, que conta com uma escola pública local, a EEB São
Francisco, a qual tem sido impactada pela influência do Loteamento Expoente, localizado no
interior do Bairro Seminário. O Loteamento Expoente foi construído com recursos públicos e
recebeu muitos moradores em situação de marginalidade social de vários locais de Chapecó. Os
índices de marginalidade nesse local são altos e, por isso mesmo, têm afligido também a EEB São
Francisco, que de 2005 a 2011 viu seu IDEB cair drasticamente. Observe-se que a construção de
grandes condomínios ao redor da EEB São Francisco se deu alheia à abertura de novas escolas, isto
é, as construtoras, ao construir seus residenciais, descuidaram da necessidade de também existir
escolas para a população.
Assim, atentos a essa realidade, o Centro de Ensino Superior Santa Rita Ltda propõe a
criação do Colégio Santa Rita de Chapecó, que se materializará pela construção do Presente Projeto
Político-Pedagógico.
O Projeto Pedagógico é foco para o Colégio Santa Rita de Chapecó (inciso III, art. 9º Res.
nº4/2010), assim como o gosto pela aprendizagem, a avaliação enquanto instrumento de contínuas
progressões dos estudantes.
O Projeto Pedagógico do Colégio Santa Rita de Chapecó “representa mais do que um
documento, sendo um dos meios de viabilizar a escola democrática para todos e de qualidade
social.” (Res. Nº4/2010, artigo 43), na medida em que “[...] a autonomia da instituição educacional
baseia-se na busca de sua identidade, que se expressa na construção de seu projeto pedagógico e do
seu regimento escolar, enquanto manifestação de seu ideal de educação e que permite uma nova e
democrática ordenação pedagógica das relações escolares.”(Res. N º4/2010, artigo 43, §1º).
Os desafios para a elaboração do presente Projeto Pedagógico foram muitos e demandou
muito estudo e discussão das concepções de escola, de mundo e de homem que se pretende
construir, além, é claro, da dificuldade da tarefa de articular as mais variadas legislações que
consubstanciam os planos educacionais dos diferentes sistemas educacionais.
Por fim, pode-se dizer que a elaboração deste Projeto Pedagógico levou em consideração a
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
Resolução nº 4, de 13 de julho de 2010 (CEB/MEC), que institui as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Básica, bem como as Resoluções CEE/SC nºs 182 e 183, ambas de 19
de novembro de 2013, além de inúmeras outras legislações e pareceres aplicáveis à educação
básica. No entanto, o que mais validou o presente projeto foram as intencionalidades e movimentos
gerados pela comunidade, estudantes, pais, mães, professores e lideranças que impulsionaram e
conduziram todos aqueles que objetivaram esse conjunto de leis, diretrizes e concepções
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pedagógicas num projeto que pretende se transformar em realidade a partir do credenciamento
institucional do Colégio Santa Rita. É o nascimento do Santa Rita e as possibilidades educativas
que lá serão produzidas que nos deu fôlego e ânimo para transformar o apelo social e comunitário
em um projeto, que ora apresentados ao egrégio Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina
para análise.
Prof. Jeferson Saccol Ferreira
Mestre em Educação/UPF
Doutorando em Educação/UFRGS
Mantenedor
Profa Luana Tombini
Especialista em Gestão Escolar/FAP
Mantenedora
Prof. Augusto Borge Perotto
Especialista em Gestão Escolar/FAP
Mantenedor
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1 – DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
1.1 Local de funcionamento
O Colégio Santa Rita apresenta como local de funcionamento o seguinte endereço: Acesso
Canários da Terra, S/N, Bairro Seminário, Chapecó-SC. Funcionará nas mesmas dependências
da Faculdade Santa Rita de Chapecó, que é mantida pelo Centro de Ensino Superior Santa Rita
Ltda. O local é formado pelos seguintes blocos e setores:
Setor A – Bloco 1 – Instalações da Faculdade Santa Rita de Chapecó - 10 salas
Setor B – Bloco 1 – Instalações da Faculdade Santa Rita de Chapecó – 10 salas e Auditório
Setor B – Bloco 2 – Instalações da Faculdade Santa Rita de Chapecó – 16 salas
Setor B – Bloco 3 – Instalações da Faculdade Santa Rita de Chapecó – 07 salas
Setor B – Bloco 4 – Instalações da Faculdade Santa Rita de Chapecó – 10 salas
SetorB – Bloco 5 – Instalações da Faculdade Santa Rita de Chapecó – 07 salas – total: 60 salas.
Há também quadra de esportes, espaços para estacionamento, lazer, entre outros.
Em função das demandas e exigências educacionais, o Setor A – Bloco 1, foi projetado
especialmente para o ambiente educacional. Nos demais blocos funcionaram antigamente o
Seminário Sagrado Coração de Jesus e a Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, no
momento de sua criação. Agora, estes locais são destinados à Faculdade e Colégio Santa Rita de
Chapecó. As duas instituições funcionarão em turnos alternados. A Faculdade Santa Rita de
Chapecó funciona somente à noite e sábados pela manhã, ocasionalmente. O Colégio Santa Rita de
Chapecó funcionará pela parte da manhã e tarde, podendo usufruir espaços nos sábados e à noite.
Os prédios que acomodarão o Colégio Santa Rita de Chapecó são amplos, com espaços
adequados para estudos, lazer e demais atividades educacionais pertinentes.
1.2 Nível e modalidades educacionais a serem oferecidas pelo Colégio Santa Rita: Nos termos
do inciso I, do artigo 21 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996) – LDB, bem como do artigo 21 da Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de
2010, o Colégio Santa Rita de Chapecó oferecerá a educação básica, nas seguintes modalidades:
a) Educação Infantil (creche e pré-escola)
b) Ensino Fundamental (1º ao 9º ano)
c) Ensino Médio (1º, 2º e 3º anos do ensino médio).
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1 – O DIAGNÓSTICO DA REALIDADE CONCRETA DOS SUJEITOS NO
PROCESSO EDUCATIVO, CONTEXTUALIZADOS NO ESPAÇO E TEMPO
O Colégio Santa Rita de Chapecó insere-se num contexto sócio-econômico-educativo que se
delineou na última década, com o crescimento da cidade de Chapecó (SC), a migração de pessoas, a
instalação de novas indústrias e o desenvolvimento de outros setores da economia (serviços, saúde,
comércio, entre outros). Inserido no contexto do Bairro Seminário, deverá atender também ao
Bairro São Francisco, Bairro Palmital, Água Amarela, Loteamento Bem-viver, Loteamento Aline,
Loteamento Expoente, Centro, entre outros bairros que tangenciam estes locais. Em termos
populacionais, tem-se, nesse cenário, o seguinte quadro:
BAIRRO/LOTEAMENTO HABITANTES % HABITANTES
Loteamento Aline 2.286 7,37
Loteamento Expoente 1.533 4,94
Bairro São Francisco 3.832 12,36
Loteamento Bem-Viver 5.000 16,12
Centro 18.350 59,77
Água Amarela Sem informações Sem informações
Total 31.001 100
Fonte: Prefeitura Municipal de Chapecó, 2014. (dados aproximados)
Graficamente, este cenário pode ser melhor visualizado a seguir:
Fonte: Prefeitura Municipal de Chapecó, 2014. (dados aproximados)
Os sujeitos envolvidos no processo educativo, como pais, professores, direção, comunidade
e, principalmente, estudantes, apresentam um perfil não homogêneo em função da dinâmica de
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crescimento e ocupação do entorno do Colégio. O local teve sua população aumentada em função
da construção dos grandes condomínios (a exemplo do condomínio vizinho ao Colégio, com cerca
de 5.000 moradores) e isso fez com que os habitantes viessem de vários espaços, com identidades
diferentes, sendo que muitos provêm de municípios contíguos a Chapecó. Pela pesquisa que foi
elaborada pelo Colégio ainda em 2013-2014, tem-se, numa perspectiva amostral (983
questionados), no entorno do Colégio, crianças e adolescentes (0 a 17 anos), filhos de professores,
comerciantes, prestadores de serviços autônomos, guardas, militares, trabalhadores das
agroindústrias, bancários, servidores públicos, trabalhadores da construção civil, entre outros.
Percebe-se que a grande maioria é pertencente à classe B e C, isto é, com família constituída por pai
e mãe, sendo um porcentual de cerca de 5% de filhos integrantes de famílias monoparentais. Grande
parte (63%) dos pais dessas crianças e adolescentes não têm ensino superior completo; mas tem
trabalho e renda, grande parte (95%) adquiriram suas moradias pelo Programa Minha Casa Minha
Vida, ou financiaram diretamente com a Construtora ou agência financeira, ou seja, fixaram raízes
no local em função do patrimônio adquirido. Cem por cento das famílias têm TV e, muitos (67%),
TV por assinatura; também dipõem de outros confortos, como Microondas (87%), Lavadora de
Roupas (98%), Geladeira (99,5%), Celular (100%) e automóvel (95%).
No que diz respeito ao acesso à educação de seus filhos, cerca de 73% dos pesquisados têm
filhos entre 0 a 17 anos. Muitos estudam ou estudaram na escola pública-alguns estudam na escola
privada-mas em outros locais no município, geralmente no Centro. Grande parte fez menção à
problemática vivenciada no EEB São Francisco, tendo em vista às questões relacionadas à violência
que talvez tenha ocorrido em função da implantação do Loteamento Expoente. Questionados sobre
a viabilidade da implantação de uma escola privada, grande maioria (94%) demonstrou satisfação,
recomendando que os valores sejam acessíveis à classe de trabalhadores e que existam bolsas de
estudo.
Sobre a outra dimensão envolvida no processo educativo, os professores, grande maioria dos
mesmos é graduado e pós-graduado na área; têm longos anos de experiência docente, já
participaram ou participam de programa de formação continuada, têm o desejo de atuar em um
novo projeto educacional no município. Em relação aos dirigentes, são três os mantenedores:
professor Jeferson Saccol Ferreira – atua na educação há cerca de 20 anos; é especialista e mestre
em educação. Está em fase de finalização do seu doutorado na UFRGS, em educação. A professora
Luana Tombini é especialista em educação, tem experiência na Gestão Educacional e o professor
Augusto Borge Perotto é professor da área técnica, com experiência na gestão educacional
administrativa.
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Fonte: Elaborado por Júlio Alex Ferreira, 2014.
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2 – DA CONCEPÇÃO SOBRE EDUCAÇÃO, CONHECIMENTO,
EXPECTATIVA E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
2.1- Concepções assumidas neste Projeto Pedagógico
a) Concepções de mundo, sociedade e homem
O mundo vive uma época sem precedentes. Há um caos instalado nas várias instâncias e
instituições sociais que atinge a tudo e a todos. Esse caos é denominado por muitos como pós-
modernidade ou modernidade inacabada que, num contexto de globalização, contribui para a
modificação de valores, costumes, modos de vida; enfim, conduz a uma nova época – complexa e
de difícil entendimento.
O caos gerado pela pós-modernidade alastrou-se pelo mundo, assumindo dimensões sem
precedentes. Esse alastramento, e todas as suas implicações, é também denominado de globalização
e se constitui na base material dessa nova época pós-moderna. Como núcleo central, senão mais
evidente dessa nova época, impõem-se a lógica de mercado e o consequente acúmulo de riquezas.
Em outras palavras, tudo precisa ser pensado em termos econômicos. A dimensão econômica da
globalização imbrica-se em todos os processos da vida humana: na cultura, na política, na
sociedade, nas formas de pensar; enfim, cria amarras que prendem o homem na tentativa de
transformá-lo num ser desprovido de qualquer senso ativo de história, de valores, de cultura e de
capacidade de fuga ou reação contra esse novo e perverso fenômeno.
Em suma: o mundo vive um novo contexto, um momento que, para muitos, é o caos, um
túnel profundo e sem saída. “[...] chegamos ao fim da História e o que resta é festejá-lo”.
(SANTOS, 2007, p. 18).
Se as evidências se materializam indicando que o mundo está mergulhado em uma
perspectiva derrotista em que a barbárie não tem mais limites, torna-se imperativo, daqui em diante,
problematizar e questionar esse novo momento de forma que, partindo de um processo dialético, se
possa abrir caminhos por intermédio da pós-modernidade. É preciso,mais do que nunca, assumir o
que Santos (2005) e Ianni (1997) se propõem, isto é, debruçar-se para compreender, desafiar e
transformar essa nova época. Para isso, é preciso, em primeiro lugar, uma visão otimista e utópica
de futuro. Como instrumento de reflexão, compreensão e explicação importante, a racionalidade
humana deverá tomar novamente o seu lugar, racionalidade esta que, felizmente, já assumiu que as
ciências sociais construídas pelos países centrais
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denotam não mais suportar respostas aos
problemas hoje vigentes. Denotam ser incapazes de produzir soluções, alternativas e ideias. Em
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Os países do Norte do globo; os países ricos, aqueles países que, historicamente, atuaram enquanto colonizadores;
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outras palavras, a ideia da reação, da contrapartida a esse fenômeno tem como base a possibilidade
de reinvenção da emancipação social. Em síntese, como dito, é preciso abrir caminhos por
intermédio da pós-modernidade. É preciso apostar na emancipação social de forma a reduzir as
desigualdades. É preciso se dirigir em mão contrária e, assim como fez Boaventura de Sousa
Santos, “ [...] é preciso continuar com a ideia de emancipação social.” (SANTOS, 2007, p. 18).
Foi com base na ideia de reação – de busca da emancipação social e, portanto, da cidadania,
de uma visão de homem enquanto sujeito constituído historicamente – que se originaram as
primeiras intenções do presente Projeto Político-Pedagógico. Essas intenções têm como questão
comum a busca por uma opção concreta de reação, isto é, diante de um pessimismo que se reflete na
pós-modernidade, há algum caminho possível e factível? É, a escola, capaz de colaborar para
mudar esse cenário? E o Colégio Santa Rita de Chapecó, como se insere nesse processo? Sua
missão e objetivos conduzem à emancipação dos sujeitos envolvidos? É possível, em síntese,
que o Colégio Santa Rita de Chapecó construa um caminho possível (por entre os problemas
sociais de toda ordem) que conduza a um mundo e a uma sociedade melhor? É possível,
finalmente, colaborar efetivamente para a formação de um homem mais consciente de seus
direitos e deveres, atento aos problemas sociais, ambientais, econômicos e histórico-culturais,
portanto, mais cidadão?
É nesse plano de questionamentos que se inserem, portanto, as concepções de mundo,
sociedade e homem do presente Projeto Político-Pedagógico (PPP). São essas questões –
problematizações – que este projeto procurará responder durante a materialização deste projeto.
Paralelamente, são essas mesmas questões que guiarão o Colégio Santa Rita de Chapecó porque, à
medida que a comunidade escolar procurará realizar reflexões e ações para responder a essas
questões, estará sendo orientado pelas mesmas num autêntico processo de atualização e indagação
de que mundo, sociedade e homem pretende construir.
b) Concepções de Educação, Escola, Qualidade Social e Cidadania
Observa-se que, no Brasil, em especial nos últimos anos, muitos avanços ocorreram, mas
ainda há muito a ser feito para que a escola se efetive como instituição-chave na construção de uma
sociedade mais justa e integrada. Nesse processo de transformação, é importante que a escola
assuma, cada vez mais, seu papel educativo, isto é, que se constitua em um “espaço em que se
ressignifica e se recria a cultura herdada, reconstruindo-se as identidades culturais, em que se
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aprende a valorizar as raízes próprias das diferentes regiões do País.” (Res. Nº 4, de 13 de julho de
2010)
Essa concepção de escola exige a superação do rito escolar, desde a construção do
currículo até os critérios que orientam a organização do trabalho escolar em sua
multidimensionalidade, privilegia trocas, acolhimento e aconchego, para garantir o
bem-estar de crianças, adolescentes, jovens e adultos, no relacionamento entre todas
as pessoas. (Res. Nº 4, de 13 de julho de 2010)
Em outros termos, trata-se de construir uma escola cidadã, na perspectiva de uma escola de
qualidade social.
Nesse sentido, a escola de qualidade social adota como centralidade o estudante e a
aprendizagem, o que pressupõe atendimento aos seguintes requisitos:
revisão das referências conceituais quanto aos diferentes espaços e tempos
educativos, abrangendo espaços sociais na escola e fora dela;
consideração sobre a inclusão, a valorização das diferenças e o atendimento à
pluralidade e à diversidade cultural, resgatando e respeitando as várias manifestações
de cada comunidade;
foco no projeto político-pedagógico, no gosto pela aprendizagem e na avaliação das
aprendizagens como instrumento de contínua progressão dos estudantes;
inter-relação entre organização do currículo, do trabalho pedagógico e da jornada de
trabalho do professor, tendo como objetivo a aprendizagem do estudante;
preparação dos profissionais da educação, gestores, professores, especialistas,
técnicos, monitores e outros;
compatibilidade entre a proposta curricular e a infraestrutura entendida como espaço
formativo dotado de efetiva disponibilidade de tempos para a sua utilização e
acessibilidade;
integração dos profissionais da educação, dos estudantes, das famílias, dos agentes
da comunidade interessados na educação;
valorização dos profissionais da educação, com programa de formação continuada,
critérios de acesso, permanência, remuneração compatível com a jornada de trabalho
definida no projeto político-pedagógico;
realização de parceria com órgãos, tais como os de assistência social e
desenvolvimento humano, cidadania, ciência e tecnologia, esporte, turismo, cultura
e arte, saúde, meio ambiente.(Res. Nº 4, de 13 de julho de 2010).
No que diz respeito à cidadania, pode-se dizer que a mesma só é exercida plenamente
quando as pessoas possuem competências básicas imprescindíveis para a convivência social. Uma
das funções da escola é difundir valores democráticos. A escola plural e cidadã é a única capaz de
formar cidadãos preparados para uma sociedade marcada pela diversidade. Outra função da escola
democrática é a inclusão social. Trata-se de promover o acolhimento que significa cuidar e educar,
como forma de garantir a aprendizagem dos conteúdos curriculares, para que o estudante
desenvolva interesses e sensibilidades que lhe permitam usufruir dos bens culturais disponíveis na
comunidade, na sua cidade ou na sociedade em geral, e que lhe possibilitem ainda sentir-se como
produtor valorizado desses bens. (Res. Nº 4, de 13 de julho de 2010)
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Tendo como objetivo a formação cidadã para uma melhor convivência social, a escola
precisa assumir/assimilar com clareza quais são os objetivos da formação básica das crianças,
definidos para a Educação cidadã que pretende desenvolver. E isso deve ocorrer desde a educação
infantil, prolongando-se para o decorrer das demais modalidades (Anos Iniciais, Finais e ensino
médio), ampliando e intensificando, gradativamente, o processo educativo, mediante:
I - desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno
domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - foco central na alfabetização, ao longo dos 3 (três) primeiros anos;
III - compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da economia, da
tecnologia, das artes, da cultura e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
IV - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de
conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
V - fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de
respeito recíproco em que se assenta a vida social.
Na economia globalizada em que vivemos, a escolaridade tornou-se requisito fundamental
para a empregabilidade. Portanto, a garantia de educação de qualidade social para todos é um
imperativo de eqüidade social. Em sociedades com profundasdesigualdades, como no Brasil, a
escola pública desempenha uma função equalizadora crucial. Qualquer proposta neste sentido deve
eleger a educação como estratégia mais eficiente.
Ainda vale lembrar que à escola cabe proporcionar um espaço de vivência da democracia.
Ao garantir a pluralidade, a escola cria um ambiente privilegiado para que os valores democráticos
sejam compartilhados.
Portanto, a gestão participativa da escola pública deve ser parte do projeto pedagógico,
propiciando aos atores envolvidos alunos, pais e professores a oportunidade de exercer uma
cidadania ativa e responsável. Para que a escola pública exerça essas funções, é preciso que ela se
torne uma instituição cada vez mais democrática.
A escola é o grande espaço de socialização. É onde nos preparamos para viver
civilizadamente, integrados a uma sociedade. Para isso, ela deve também ser um espaço lúdico e
prazeroso, além de, certamente, dar competência técnica, o conhecimento, e também competência
política, no sentido de formar cidadania.
A melhor maneira para seguir este caminho é a escola democrática, mais aberta às
comunidades, inclusive dando-lhes voz nas decisões mais importantes no desenvolvimento de seus
filhos. A escola precisa ter consciência crítica e estar preparada para os novos tempos. Essa
interatividade pode ser as chaves para se obter melhores resultados em qualquer nível de ensino.
Uma escola democrática tem mais chance de acertar se está em sintonia com as demandas da
comunidade. Propiciar o debate sobre questões de orçamento, são os pilares dessa convivência
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escola x comunidade cuja esperança está na formação de melhores e talentosos líderes políticos e
comunitários. (PROCÓPIO, 2007).
Assim, a escola também precisa estar preparada, para formar consciência política, além do
fundamental conhecimento e lazer lúdico. A escola é tão fundamental para uma criança que seus
valores são carregados pela vida inteira.
Ao se pautar pela participação das comunidades, a escola reflete da população os seus
anseios. Hoje não se pode pensar em escola voltada apenas para a competência técnica, é necessária
uma consciência mais crítica sobre o mundo em que vivemos.
Uma Escola autônoma é aquela que se assume como um centro de direitos e de deveres. O
que a caracteriza é a formação para a cidadania. É a escola que viabiliza a cidadania de quem está
nela e de quem vem a ela. Ela não pode ser uma escola cidadã em si e para si. Ela é cidadã na
medida em que a mesma se exercita na construção da cidadania de quem usa o seu espaço.
(PROCÓPIO, 2007).
As discussões acerca do Estado, da vida em sociedade e dos caminhos para se chegar à
democracia e à cidadania, conduziram os homens, sob a égide do pensamento filosófico e das
ideologias, por uma multiplicidade de práticas políticas que influenciaram e foram influenciados
pela prática educativa, fatos perceptíveis ainda hoje. Como afirma Saviani (1999) em suas onze
teses sobre a educação: "Tese 1ª: Educação e política são fenômenos inseparáveis, porém
efetivamente distintos entre si. Tese 2ª: Toda prática educativa contém inevitavelmente uma prática
política. Tese 3ª: Toda prática política contém, por sua vez, inevitavelmente uma dimensão
educativa". (PROCÓPIO, 2007).
Mais ainda, as estruturas sociais são as grandes definidoras dos fenômenos educacionais e
culturais, o que leva à conclusão que sua compreensão permite o entendimento de alguns problemas
pedagógicos crônicos como o analfabetismo, a exclusão escolar, a prática docente e as diferentes
possibilidades de profissionalização. Daí, é essencial rediscutir e redescobrir o "por que" e o "para
que" educar. Isto se deve ao fato de que, mais do que outra área do conhecimento humano, a
educação envolve uma gama de saberes e fazeres que deságuam na transformação do indivíduo,
levando-o, ao longo de sua história, a construir, reconstruir e adequar-se a modelos e realidades
sociais.
A clássica questão do por que e para que educar admite sempre várias respostas.
Concepções político-filosóficas, ligadas há tempos e espaços diferentes, aparecem
nos discursos do „dever ser‟ da educação. É sempre polêmico delinear os fins da
educação, e não se trata de privilegiar o indivíduo ou a sociedade. O homem
concreto, produto/produtor das múltiplas relações sociais, se efetiva em interações
nem sempre harmoniosas com a natureza e os outros homens. (FERREIRA, 2000,
p.35).
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Desta forma, mesmo que não se queira admitir, esse evento transformador tem íntima
ligação com a política, que segundo Ferreira (2000) é o processo social através do qual o poder
coletivo é gerado, organizado, distribuído e usado nos sistemas sociais.
Poder-se-ia dizer que, educar é estabelecer uma posição política e assim, teria como seu
principal objetivo a manutenção ou a mudança da estrutura de poder. E mais: o ato de educar é uma
luta pelo poder ou, ao menos pela igualdade. Logo, o educador está diretamente envolvido nestas
questões, como coloca FERREIRA (2000) ao afirmar que:
Ao transformar o mundo social e natural, o homem transforma a si mesmo, e o
objetivo último dessa transformação é a supressão de suas carências, quaisquer que
sejam. O educador não pode deixar de envolver-se nessa questão. Sua atividade
profissional envolve aspectos políticos, econômicos e sociais e, mais do que isso
tem uma dimensão ética, cuja legitimidade está ligada a esses fins. A prática
educativa sempre traz em si uma filosofia política, tenha o educador consciência
disso ou não”. (FERREIRA, 2000, p.34).
Diante destas considerações, vê-se que o currículo constitui fator primordial dentro da
construção de um projeto educacional que conduza a uma sociedade democrática e justa, com
equidade na distribuição dos bens sociais. Entretanto, a realidade curricular brasileira atual, reveste-
se de características que criam obstáculos a esse tipo de construção, como por exemplo, a
supervalorização do que é teórico sobre a prática, a redução do que é científico aos seus formatos
mais formalizáveis e a perda das visões globais e integradoras dos campos científicos.
O rearranjo curricular dentro de uma perspectiva crítico-reflexiva, que promova um
alargamento e um aprofundamento científico, artístico e técnico, bem como, trate as questões
epistemometodológicas, passa por um campo mais vasto de discussão, ou seja, por uma ampla
mudança na política educacional brasileira.
Essa mudança envolve três aspectos ou processos elementares: primeiro, um processo
reflexivo que compreende a análise e descrição do homem em si e seus fins existenciais, bem como,
enquanto integrante de uma sociedade, parte de um grupo ou categoria.
Aborda, ainda, a dinâmica social a qual este homem está inserido, em seus múltiplos
aspectos, suas causas, desenvolvimento e consequências, procurando observar no que tange à
Educação quem, o quê, como e para que se ensina, ou seja, a essência e o desenrolar do processo
pedagógico. Segundo, um processo crítico que corresponda ao detalhamento da reflexão
anteriormente realizada, aliado à definição de uma perspectiva filosófica, política e sociológica.
Como consequência, propõe-se a revisão dos fins, processos, recursos e métodos
educacionais, apontando falhas e acertos, determinando objetivos, definindo posturas e delineando
políticas visando o (re)direcionamento da prática pedagógica, no propósito de construir um
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conhecimento voltado à concretização de um projeto político democrático, progressista e que
busque o crescimento social de forma geral. (PROCÓPIO, 2007).
Nas palavras de SCHMITZ (1984), "a educação concreta do homem real está sujeita às
influências das decisões políticas sobre este mesmo homem e sua educação".
E por fim uma visão holística que permita a valorização e a utilização do conhecimento no
todo, ou seja,em seu sentido amplo, compreendendo-o como a resultante de uma rede multipontual
de conhecimentos (científico e de senso comum, teórico e prático, no campo do concreto e no
campo do ideal, material e espiritual).
Considera, ainda, os fenômenos da subjetividade e as relações de intercâmbio que integram
a paisagem social dos indivíduos em sua dinâmica e historicidade, permitindo assim, uma variedade
de conceitos, fórmulas, construções, sentidos e valores, através dos quais o conhecimento se define
e redefine, num verdadeiro ciclo renovador. FREIRE (1999, p.33), observa que "ensinar exige
respeito aos saberes dos educandos" e prossegue colocando que alguns desses saberes devem ser
confrontados relativamente aos conteúdos a serem ministrados. Isto representa um entrelaçamento
entre senso comum e ciência, prática e teoria.
Uma política educacional que atenda a estes três princípios elementares, isto é: Que
conduza docentes e alunos a uma reflexão sobre o homem e a sociedade a sua volta;
Que permita a adoção de uma postura crítica, abrindo espaços para a discussão
filosófica, política e sociológica da Educação e seus fins, redirecionando, redefinindo
e reavaliando de forma permanente a escola e a prática pedagógica, como elementos
básicos que são na construção social e que encare o conhecimento como a resultante
de uma complexa rede de conhecimentos e das interações entre o subjetivo e o geral,
à parte e o todo, construindo-se e reconstruindo-se no contexto da dinâmica e
historicidade do social; poderá satisfazer ao propósito de construir uma sociedade de
homens e mulheres capazes de utilizar-se de antigas formulações para elaborar novos
conhecimentos e trabalhadores que sejam não meros reprodutores de técnicas,
simples máquinas que repetem quotidianamente as mesmas idéias desbotadas e
desgastadas através dos anos. (PROCÓPIO, 2007, p.34).
A Escola Cidadã vem resgatar o verdadeiro sentido da escola pública. Uma escola viva,
ativa, participativa, que defende, como princípios básicos, a universalização do atendimento escolar,
a melhoria da qualidade de ensino – qualidade esta entendida como formação para a cidadania ativa
e para o exercício pleno dos cidadãos e pela gestão escolar como mecanismo de conquista da
autonomia.
A Escola Cidadã é aquela que se assume como um centro de direitos e deveres. O que a
caracteriza é a formação para a cidadania. A Escola Cidadã então, é a escola que viabiliza a
cidadania de quem está nela, não apenas os alunos, mas todos os envolvidos. Ela não pode ser uma
Escola Cidadã em si e para si. Ela é cidadã na medida em que a mesma se exercita na construção da
17
cidadania de quem usa o seu espaço. É uma escola coerente com a liberdade. É coerente com o seu
discurso formador. (PROCÓPIO, 2007).
É toda escola que, brigando para ser ela mesma, luta para que os educandos-educadores
também sejam eles mesmos. E como ninguém pode ser só, a Escola Cidadã é uma escola de
comunidade, de companheirismo. É uma escola de produção comum do saber e da liberdade, que
não pode ser jamais licenciosa nem jamais autoritária, que vive a experiência tensa da democracia.
2.2 Princípios norteadores
Os princípios norteadores deste Projeto Político-Pedagógico advêm, em primeira instância,
da Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988 e, em segunda
instância, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996), o Estatuto da Criança e Adolescente (Lei 8.069/90) entre outros normativos legais.
Nesse sentido, o artigo 206 da Constituição Federal expressa que:
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho. (grifo nosso)
No mesmo sentido, o artigo 2º da LDB afirma que:
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania
e sua qualificação para o trabalho.(grifo nosso)
Assim, são princípios norteadores deste PPP e, por extensão, do Colégio Santa Rita:
a) a igualdade: que significa, na acepção constitucional, dar o tratamento igual aos iguais e
desigual aos desiguais, à medida de sua desigualdade. Isso pressupõe o respeito à diferença de sexo,
cor, idade, orientação sexual, condição financeira e se contrapõe a quaisquer formas de
discriminação ao ser humano;
b) a legalidade: que significa que tudo deve ser feito a partir de uma dada condição legal, como por
exemplo, uma lei, uma diretriz ou até mesmo, ao presente projeto pedagógico. Assim, por exemplo,
se escola não obedecer à LDB ou a este PPP estará agindo fora do plano da legalidade;
18
c) a qualidade: exigida pela Constituição Federal, como se observa no inciso VII, artigo 206: “o
ensino será ministrado com base no princípio da garantia do padrão de qualidade. O mesmo é
determinado pela LDB (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996);
d) a gestão democrática da escola: como determinam a Constituição Federal (inciso VI, artigo 206
da CF) e inciso VIII do artigo 2º da LDB);
e) a valorização dos profissionais do magistério: como se faz presente na LDB, artigo 3º, inciso
VII;
f) igualdade de condições para o acesso e permanência na escola: como se encontra no inciso I,
artigo 3º da LDB;
f) liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o
saber: como se apregoa no inciso II, do artigo 3º da LDB;
g) respeito à liberdade e apreço à tolerância: como pretende a lei, conformo dispõe o inciso IV
do artigo 3º da LDB.
2.3 Caminhos para a materialização das concepções do Projeto: o ponto de partida e o de
chegada – uma construção coletiva com passos planejados (Resolução CNE/CEB nº 4, de 13
de julho de 2010)
O presente Projeto Político-Pedagógico propõe pontos de partida e pontos de chegada. Os
pontos de partida partem da realidade da escola e são dados a partir de questionamentos dos
envolvidos, os rumos que pretendem seguir. Por sua vez, os pontos de chegada materializam-se,
mesmo que utopicamente neste momento, em ideais, em algo a ser perseguido e construído
coletivamente.
19
Que sociedade queremos?
PONTO DE PARTIDA PONTO DE CHEGADA (IDEAL)
Uma sociedade de jovens com perspectiva de futuro,
com sonhos, compromisso e responsabilidade.
E papel da escola trabalhar para formar pessoas
conhecedoras da realidade em que vivem, com
capacidade de criticidade e transformação da mesma,
dotadas de caráter, personalidade própria, solidarias e
felizes.
Que tipo de pessoa queremos
transformar?
Formar pessoas conhecedoras da realidade em que
vivem, com capacidade de criticidade e transformação
da mesma, dotadas de caráter, personalidade própria,
solidárias e felizes.
Preparar o estudante para a vida em sociedade,
imbuído do espírito e consciência cidadã. Qual a função social da escola?
O que é qualidade de ensino?
Temos qualidade de ensino primeiro quando o aluno
aprende, depois, quando o que e aprendido pode ser
usado para transformar a sua realidade.
O que significa educação
inclusiva?
A educação só e inclusiva quando não existe nenhum
tipo de discriminação, quando se trabalha a diferença de
Forma igual
Qual o papel das tecnologias
em nossa escola?
Uma ferramenta pedagógica. Gerir o uso inadequado de
novas tecnologias pelos alunos. Induzi-los a usá-las,
principalmente, para adquirir
conhecimentos.
Como concebemos a pesquisa naformação de nossos estudantes?
Fundamental. Um dos meios que propiciam ao aluno a
oportunidade de se apropriarem do ato de aprender..
Que tipo de relações
interpessoais buscamos? Harmonica, de solidariedade, tolerância,
companheirismo, amizade e confiança
Que alianças faremos?
Professores (união), Comunidade escolar
(harmonia entre todos),
família (participação), comercio e outras
instituições que oportunizem o
primeiro emprego aos alunos, Conselho tutelar.
PASSOS
(SETAS)
20
Os passos necessários para a concretização da Proposta Pedagógica dependem de
planejamento e avaliação contínua do processo. Na figura 1 (apresentada anteriormente), as setas
em vermelho significam os passos planejados. Assim, nesse contexto, alguns posicionamentos são
postulados pelo presente projeto:
2.3.1) Planejamento: entende-se que, a partir da realidade do estudante, deve-se pensar as ações
pedagógicas possíveis de serem realizadas no intuito de possibilitar a produção e internalização de
conhecimentos por parte do estudante. Deve-se dar ênfase as atividades pedagógicas; o conteúdo
em sala de aula será resultado da discussão e da necessidade manifestada a partir do conhecimento
que se tem do próprio estudante. Logo, de posse de alguns dados referentes ao conhecimento
internalizado pelo estudante, passa-se à reflexão e discussão sobre os conhecimentos historicamente
sistematizados. Essa forma permite que professor/a e estudante avancem em seus conhecimentos e
se constituam como sujeitos reflexivos. A escola deve elaborar aqueles conteúdos necessários
pertinentes a cada série que serão o ponto de partida.
É nesse sentido que se materializa a exigência legal de definição de padrões mínimos de
qualidade da educação, que traduz a necessidade de reconhecer que a sua avaliação associa-se à
ação planejada, coletivamente, pelos sujeitos da escola. O planejamento das ações coletivas
exercidas pela escola supõe que os sujeitos tenham clareza quanto:
I - aos princípios e às finalidades da educação, além do reconhecimento e da análise
dos dados indicados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)
e/ou outros indicadores, que o complementem ou substituam;
II - à relevância de um projeto político-pedagógico concebido e assumido
colegiadamente pela comunidade educacional, respeitadas as múltiplas diversidades
e a pluralidade cultural;
III - à riqueza da valorização das diferenças manifestadas pelos sujeitos do processo
educativo, em seus diversos segmentos, respeitados o tempo e o contexto
sociocultural;
IV - aos padrões mínimos de qualidade (Res. nº 4, de 13 de julho de 2010)
2.3.1.1) Objetivos do Planejamento: Conhecer o estudante, observar e categorizar as suas
necessidades e a partir desta constatação, pensar em um planejamento concreto que faça a relação
das vivências para o conhecimento científico.
2.3.1.2) Atividades de planejamento:
a) Estabelecer períodos para observar o “conhecimento prévio do aluno” (2 semanas, após o inicio
21
do ano letivo)- Período de sondagem;
b) Reunião por área: Aproximar as disciplinas curriculares, professores, equipe pedagógica,
construindo propostas interdisciplinares em diferentes níveis;
c) Organizar projetos pedagógicos que envolvam todos os segmentos da escola, com a participação
da comunidade.
d) Reunião geral: Planejar as questões pedagógicas e administrativas.
e) Formação continuada
2.3.1.3) Avaliação: No Colégio Santa Rita de Chapecó, de um modo geral, a avaliação merece um
destaque a parte, pois diz respeito a um processo mais amplo e abrangente que abarca todas as ações
desenvolvidas na ação pedagógica, assim como todos os sujeitos envolvidos. Portanto, deve estar
claro para aquele que avalia que ele também é parte integrante do processo avaliativo uma vez que
foi o responsável pela mediação no processo de ensino-aprendizagem. Com Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que trouxe
mudanças significativas para este novo olhar para a avaliação tanto no aspecto pedagógico como da
legalidade, a escola deve proporcionar momentos de estudo e de discussão deste tema, que não se
esgota nunca. De igual modo, as reflexões existentes na Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho
de 2010 concederam nova perspectiva no tangente à avaliação, compreendendo-a em dimensões
(avaliação da aprendizagem; avaliação institucional interna e externa;avaliação de redes de
Educação Básica). Dentre as dificuldades que se coloca sobre a avaliação da aprendizagem, estão
presentes ainda muitas questões do passado, como: provas, trabalhos, recuperação, apropriação dos
conceitos mínimos, o empenhos dos estudantes no processo, as condições objetivas da prática
docente, em relação a correção, critérios, pareceres e a nota como preveem resoluções específicas
do CEE/SC.
A recuperação paralela, prevista em lei ajuda a reelaborar estes conceitos que por ventura
não foram apropriados por alguma razão e que novas oportunidades de recuperação devem ser
oferecidas, não restringindo apenas no sentido de realizar mais uma prova. Estas novas
oportunidades deverão estar devidamente registradas no diário de classe e devem ser lembradas por
todo educador/a que é um direito do/a estudante. Portanto o trabalho do professor/a é fundamental
na condução do processo. É função docente estar atento a esta questão.
No Colégio Santa Rita de Chapecó, os processos avaliativos foram construídos tendo em
vista as seguintes modalidades:
22
2.3.1.3.1) Caminhos a serem perseguidos na avaliação relativa à Educação Infantil
2
:
A avaliação na educação infantil é objeto de pesquisas e investigações permanentes. Ela
envolve diferentes tensões e angústias tendo em vista a complexidade de fatores. Assim, se por um
lado constata-se que há um regramento a ser seguido; por outro, há pais e estudantes preocupados
em passar de ano. Paralelamente, há a figura do professor, que precisa centrar-se na real função da
avaliação no sentido de averiguação da aprendizagem.
No entanto,
A avaliação realizada pelo professor muitas vezes acaba perdendo o verdadeiro
objetivo, pois não prioriza através de pareceres descritivos o que seu aluno
aprendeu ou não, mas sim centraliza-se o valor da nota. Embora a discussão sobre
“expressão de resultados” do aluno seja muito mais séria do que definir por nota ou
conceito, acredito que a adoção de conceito significa uma maior amplitude em
termos de representação (HOLFFANN, 1991, p. 52)
A avaliação do educando deve ser voltada para que o maior interesse seja em relação à
aprendizagem dos alunos, desta forma pode se dizer que ocorreu uma prática avaliativa no interesse
do educando. “Na pratica da avaliação da aprendizagem, em que seu sentindo pleno, só será
possível na medida em que estiver efetivamente, interessado na aprendizagem do educando, ou seja
há que se estar interessado em que o educando aprenda aquilo que está sendo ensinado” (LUCKESI,
2002, p.99). Atualmente ainda alguns professores medem os conhecimentos dos alunos através de
provas. Segundo Luckesi, (2002, p. 67) “[...] formulam provas ou testes, ou em mecanismo
qualquer, que possa ser utilizado como instrumento por meio do qual o professor solicita dos alunos
manifestação de condutos esperadas, através da qual os alunos possam expressar entendimentos,
compreensões de conteúdos, hábitos e habilidades ensinados.”
A avaliação deve ser medidora, permitindo a expressão do aluno, pois através da espontaneidade
da criança, poderá ser diagnosticado o nível de aprendizagem. Segundo Holffmann, (1996 p. 82.) “Ao
invés do certo/errado e da pontuação tradicional, deve-se fazer comentários sobre as tarefas dos alunos,
auxiliando-os a localizar as dificuldades, oferecendo-lhes a oportunidade de descobrir melhores
caminhos.”
Conforme Hoffmann(2001) avaliar vai além de olharmos as crianças como seres meramente
observados, ou seja, a intenção pedagógica avaliativa dará condições para o professor ou professora
2
A Educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da
criança até seis anos de idade, em seus aspectos: físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da
família e da comunidade (NASCIMENTO, 1999, p.16). A Resolução nº 4/2010 expressa que “Art. 22. A Educação
Infantil tem por objetivo o desenvolvimento integral da criança,em seus aspectos físico, afetivo, psicológico, intelectual,
social, complementando a ação da família e da comunidade.
23
criar objetivos e planejar atividades adequadas, dando assim um real ponto de partida para esta
observação, torna-se clara a necessidade de se construir conhecimentos e reflexão por parte de
professores educadores acerca do processo avaliativo formal na Educação Infantil. A grande
importância da avaliação na educação infantil é observar o desenvolvimento das crianças, e o
professor de estar revendo suas práticas pedagógicas, portando a avaliação na educação infantil é o
acompanhamento na busca do desenvolvimento da criança buscando sua autonomia como ser
construtivista. A importância da avaliação na educação infantil é enfatizada por Nicolau (1986 .p.
289), pois:
A avaliação deve ser um instrumento para o educador reformular a ação educativa
que exerce, de modo a contribuir decisivamente para o desenvolvimento integral do
potencial infantil. Especialmente na pré-escola, antes de nos preocuparmos em
avaliar a criança, temos de desafiá-la para que desenvolva o seu potencial. Em vez
de rotular a criança a partir do que ela ainda não faz, devemos partir daquilo que já é
capaz de fazer, para ajudá-la a fazer o que certamente aprenderá.
É necessário que o professor repense sua prática pedagógica, sua concepção de
aprendizagem, buscando formas de ajudar as crianças em seu desenvolvimento. Neste contexto a
avaliação deve ser formativa, pois o professor deve observar suas dificuldades no dia-a-dia e
trabalhando-as suas dificuldades, criando oportunidades para a criança vai se aperfeiçoando em suas
habilidades e conhecimentos.
De acordo com a LDB, no art. 9º tem-se que:
Na Educação Infantil, a avaliação não tem caráter de promoção, visa diagnosticar e
acompanhar o desenvolvimento da criança em todos os seus aspectos – LDB/96. Parecer
descritivo – objetivo avaliação integral da criança. Instrumento para o professor (observação,
anedotário, diário de bordo, entrevista, portfólio, autoavaliação). Observar e avaliar a nossa
própria forma de atuar, estar atento ao comportamento da criança, à sua forma de pensar, os
seus interesses e atuar positivamente para que ela supere as próprias dificuldades, tem muito
a ver com o processo de avaliação e com a educação de boa qualidade.
De acordo com Santa Catarina (2005, p. 65):
Observações de escritas, trabalhos, organizações de diários coletivos, painéis, álbuns,
elaboração de portfólio. Esses materiais devem se tornar meios da sistemática constante no
processo educacional e deverão criar uma nova atitude, interpretada à luz da reflexão de uma
prática em conjunto com o grupo de crianças educadores (as) e famílias. Além disso, vale
lembrar que a avaliação precisa ser diagnosticada, processual e formativa, comprometida
com uma aprendizagem inclusiva, em que todas as crianças tenham a oportunidade de
aprender de fato.
A importância da avaliação é a observação, verificando como as crianças estão situadas em
sala de aula, e a partir de conhecimentos já adquiridos, a criança irá aprender novos conceitos,
novas aprendizagens, que lhe serão úteis durante o decorrer de sua vida, cabe ao professor ampliá-lo
24
de uma forma processual durante o ano letivo, usando métodos diversificados, pois o professor deve
criar condições para que as crianças aprendam novos conhecimentos, deve também observar
atentamente seus gestos e atitudes, temos que prepará-los para o futuro, intervindo em suas práticas
pedagógicas. O “avaliar” significa perceber, identificar onde “eu” o professor posso melhorar para
que minha criança tenha um melhor entendimento, qual método ela se identifica mais, cabendo o
professor buscar essas práticas pedagógicas diversificadas para uma melhor qualidade na educação
das crianças.
Nessa perspectiva, dois caminhos devem ser perseguidos na avaliação dos estudantes da
educação infantil, além de outros complementares, que enriqueçam o processo: o registro e o
portfólio.
a) Observação: É por meio da observação que o professor acompanha o desenvolvimento da
criança no seu cotidiano, com a observação diária o professor identifica se a criança está atingindo
os objetivos esperados para aquela determinada atividade, se os resultados foram alcançados e se há
pontos a serem reformulados. Partindo da observação das atividades proporcionadas a elas, o
professor deve criar oportunidades onde as crianças irão desenvolver novos aprendizados, criando
possibilidades através da brincadeira, assim no espaço na qual a criança brinca o professor pode
observar suas atitudes e através da observação, criar momentos de prazer onde à criança desenvolve
novas habilidades, partindo daquilo que a criança já sabe o professor amplia esse conhecimento,
enriquecendo sua identidade. (MANARIN, 2009).
Conforme Melchior (1999, p. 76) “o conhecimento que um professor desenvolve ao
trabalhar com um grupo de crianças incorpora, necessariamente, elementos de, outros domínios de
sua vida. E a observação, o professor pode constatar dados não apenas aspectos cognitivos – as
dificuldades e as possibilidades de cada um – mas também dos aspectos afetivo e psicomotor.” O
professor de educação infantil deve partir de uma rica observação na sala de aula onde é feita
diariamente, enquanto elas realizam suas atividades. Para a observação o professor requer muita
atenção e paciência, pois não é possível observar em um momento, mas sim criar oportunidades
onde o professor possa observar o aprendizado de todos. O professor deve observar não apenas o
seu aprendizado, mas suas dificuldades e seu estado emocional, pois cada criança dependendo de
sua afetividade com pais e professores podem ajudar ou prejudicar em seu desenvolvimento.
Melchior (1999, p. 76) nos diz que: “a importância da observação como técnica que permite
ao professor acompanhar o desenvolvimento do aluno em todos os momentos, impedindo que se
formem ideias preconcebidas sobre a capacidade e o desenvolvimento de cada um.
O acompanhamento do desenvolvimento do aluno é muito importante, pois o professor
verifica como cada criança aprende, pois cada um tem o seu processo de aprendizado, cabe ao
25
professor criar condições para que a criança desenvolva sua personalidade e não apenas adquirir
conhecimento.
b) Registro: O registro consiste num acompanhamento da observação, pois é por meio da
observação que o professor deve registrar tudo que acontece em sua sala de aula. São maneiras de
registros: escrita, fotografias, vídeos, gravação de áudio e outros. O registro deve ser diário para
facilitar a compreensão do processo. Esse instrumento serve para comparar as anotações do início
do ano com os dados mais recentes para perceber o que a criança já realiza com autonomia e o que
ainda precisa de acompanhamento. De acordo com Melchior (1999, p. 76): “ É necessário que o
professor registre as observações realizadas durante todo o processo, para ter condições de ir
redirecionado seu trabalho no sentido de ajudar os alunos a construírem novos conhecimentos. Os
registros de cada dia servirão de subsídios para o professor planejar o dia seguinte. (MANARIN,
2009).
Conforme Ostetto (2002, p. 20), “no espaço educacional o registroé, para o educador, uma
espécie de diário, que pode bem lembrar os diários de bordo ou diários de adolescentes, nos quais
são anotados fatos vividos, sentimentos, impressões, confissões.[...] aqueles diários tem como
principal característica a descrição dos acontecimentos, organizados de forma cronológica”. Quanto
ao diário do professor, no âmbito da prática pedagógica do educador, constitui-se em lugar de
reflexões sistemáticas; constantes; um espaço onde o professor conversa consigo mesmo; avalia
atividades realizadas; documenta o percurso de sua classe. Segundo Ostetto (2002), “o registro traz
aspectos descritivos e analíticos, pois não é só para contar o que aconteceu na sala de aula, mas sim,
tentar compreender o acontecido, analisá-lo para poder melhorar, e aprender com o que já foi
vivenciado.” A função do registro é verificar o conhecimento já construído, pois se a criança não
sabe num dia, com a intermediação do professor no outro ela pode saber, isso tudo para que possa
prosseguir no seu processo de construção.(MANARIN, 2009).
c) Portfólio: O portfólio é uma ferramenta pedagógica, um conjunto de atividades realizadas pelas
crianças no decorrer do ano escolar que serve de suporte para o professor observar e respeitar o
ritmo delas. (MANARIN, 2009).O portfólio deve ser organizado e planejado com atividades
realizadas ao longo de um determinado período, não sendo um deposito de trabalhos apenas para
mostrar aos pais, mas um instrumento que ajuda na construção da criança. Segundo Frison (2008,
p.214) considera o portfólio como:
Uma forma de organizar as atividades realizadas pelo estudante, a qual demonstra tanto o
processo de aprendizagem como os resultados obtidos, a serem avaliados conjuntamente pelo
professor e pelo próprio aluno. O portfólio não é apenas uma forma de organizar os materiais,
mas equivale aos processos que são utilizados, às realizações e aos resultados do
desenvolvimento das competências que vão evoluindo, à medida que os alunos
26
comprometem se, crescem cognitivamente e autorregulam as aprendizagens.
A educação Infantil é a primeira etapa da educação básica, e nesta etapa a criança precisa ter
a oportunidade de desenvolver suas habilidades e competências, favorecendo o desenvolvimento de
suas capacidades. E o portfólio é utilizado para registrar essas etapas dos trabalhos das crianças, as
etapas do seu desenvolvimento, procurando trabalhar seus interesses, pois trará resultados positivos
tanto para o professor quanto para o aluno. (MANARIN, 2009).De acordo com Frison (2008, p.
224) observa-se que:
Cada portfólio é único e pessoal. Algumas crianças conseguem registrar e completar todo
trabalho planejado, pois estão sempre presentes em aula, retomando várias vezes cada uma
das atividades vividas, fazendo e refazendo suas análises. Alguns portfólios, no entanto, ficam
incompletos, pois há alunos que frequentemente faltam às aulas, o que dificulta muito seu
acompanhamento. Alguns professores ainda entendem que o portfólio, é apenas algo para
“guardar” atividades das crianças para expor aos pais o que ela desenvolve em sala de aula,
consideram como mero instrumento de avaliação e não de acompanhamento das
aprendizagens construídas.
O presente Projeto Pedagógico entende que os professores que trabalham com portfólio têm
mais segurança em realizar os pareceres das crianças. O professor deve usar estratégias para
acompanhar o desenvolvimento de suas crianças.
Por fim, a avaliação deve se fazer presente nas discussões e reuniões pedagógicas do
Colégio Santa Rita, em especial no que diz respeito ao aprofundamento das questões que tratam da
observação, dos registros e portfólio, sempre na perspectiva de ampliá-los e aperfeiçoá-los.
2.3.1.3.2) Caminhos a serem perseguidos na avaliação relativa ao Ensino Fundamental e médio:
A avaliação relativa ao ensino fundamental deve ser processual e não se ater apenas aos
aspectos cognitivos do desenvolvimento, pois a reprovação tem impactos negativos, como a evasão
escolar e baixa autoestima. Ressalte-se ainda um dos critérios estabelecidos no art. 24, inciso V,
alínea “a” da Lei 9.394/96: avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período
sobre os de eventuais provas finais.
Nesse sentido, torna-se importante se observar os princípios essenciais da avaliação
elaborados pelo Conselho Nacional de Educação (PARECER CNE/CEB Nº 4/2008):
Processual, participativa, formativa, cumulativa e diagnóstica e, portanto, redimensionadora
da ação pedagógica;
Não pode repetir a prática tradicional limitada a avaliar apenas os resultados finais
traduzidos em notas ou conceitos;
27
Não pode ser adotada como mera verificação de conhecimentos visando ao caráter
classificatório;
É indispensável a elaboração de instrumentos e procedimentos de observação, de
acompanhamento contínuo, de registro e de reflexão permanente sobre o processo de ensino
e de aprendizagem;
A avaliação, como um momento necessário à construção de conhecimentos pelas crianças
no processo de alfabetização.
É importante considerar, ainda, que a avaliação da aprendizagem no Colégio Santa Rita respeita
os eixos normativos da Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010 que expressam o
seguinte:
Art. 47. A avaliação da aprendizagem baseia-se na concepção de educação que
norteia a relação professor-estudante-conhecimento-vida em movimento,
devendo ser um ato reflexo de reconstrução da prática pedagógica avaliativa,
premissa básica e fundamental para se questionar o educar, transformando a mudança
em ato, acima de tudo, político.
§ 1º A validade da avaliação, na sua função diagnóstica, liga-se à aprendizagem,
possibilitando o aprendiz a recriar, refazer o que aprendeu, criar, propor e,
nesse contexto, aponta para uma avaliação global, que vai além do aspecto
quantitativo, porque identifica o desenvolvimento da autonomia do estudante,
que é indissociavelmente ético, social, intelectual.
§ 2º Em nível operacional, a avaliação da aprendizagem tem, como referência, o
conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções que os
sujeitos do processo educativo projetam para si de modo integrado e articulado
com aqueles princípios definidos para a Educação Básica, redimensionados para
cada uma de suas etapas, bem assim no projeto político-pedagógico da escola. (grifos
nossos).
Por fim, deve-se destacar que a avaliação da aprendizagem no Ensino Fundamental e no
Ensino Médio, têm caráter formativo predominando sobre o quantitativo e classificatório,
adota uma estratégia de progresso individual e contínuo que favorece o crescimento do educando,
preservando a qualidade necessária para a sua formação escolar, sendo organizada de acordo
com regras comuns a essas duas etapas, o que atende à Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de
2010.
2.4) Plano de Metas e Ações
Para materialização da proposta filosófico pedagógica, o presente Projeto Pedagógico planejou
as seguintes metas, ações e resultados esperados. Este plano deverá ser desenvolvido nos primeiros três
anos de implantação do Colégio Santa Rita, devendo ser reatualizado quando da reelaboração deste
PPP ou a qualquer tempo, mediante aprovação no Conselho Escolar da Instituição.
28
META AÇÕES RESULTADOS
ESPERADOS
Procurar conhecer o aluno a) Criar estratégias pedagógicas a partir das
reuniões dos professores visando conhecer o aluno;
b) Possibilitar uma maior aproximação do aluno
tratando-o com respeito, carinho e compreensão,
seja em que situação for.
c) Criar uma ficha individual do aluno, a ser
alimentada pelos professores, direção e coordenação
pedagógica no sentido de registrar as peculiaridades
inerentes a caminhada do estudante.
d) Criar estrategiasinstitucionais que fomentem o
diálogo com o estudante.
a) Maior diálogo
b) Mais informações para subsidiar o
processo pedagógico e avaliação;
c) Conhecendo o indivíduo, maior será
a possibilidade de respeito mútuo na
comunidade escolar.
Buscar o comprometimento e
participação dos pais/responsável na
educação escolar;
a) Possibilitar reuniões entre comunidade escolar e
pais/responsáveis, de modo que todos saibam o que
se passa na escola, o que se aprende, o que se
ensina, o que se pretende enquanto Colégio
comprometido com a sociedade em que se insere.
b) Possibilitar o envolvimento dos pais/responsáveis
na vida da escola, de modo a inseri-los no dia a dia
do educando;
c) Criar estratégias de acompanhamento da vida
escolar dos filhos;
d) Criar informativos que possibilitem aos
pais/responsáveis saber mais sobre as atividades
escolares.
e) Criar estratégias de chamar os pais à
responsabilidade de educar seus filhos a partir de
valores morais, éticos e legais.
a) Construção de um calendário de
reuniões entre escola x
pais/responsáveis;
b) Maior envolvimento dos
pais/responsáveis;
c) Maior consciência dos
pais/responsáveis sobre o papel da
escola;
d) Existência de um informativo
mensal, eletrônico ou impresso;
Apoio pedagógico aos professores
através de supervisores em número
suficientes e coordenadores por
disciplina e ou área de estudo;
a) Estruturar o setor de apoio pedagógico a partir
das demandas advindas dos docentes e estudantes.
b) Criar um centro de oficinas de elaboração de
materiais pedagógicos construídos a partir da leitura
de textos de referência que se relacionem com o
planejado neste Projeto Pedagógico.
c) Prever ações pedagógicas que atendam
adequadamente as disciplinas ou áreas de estudo do
Colégio Santa Rita de Chapecó.
a) Atendimento às demandas
pedagógicas dos professores e
estudantes;
b) Existência de um acervo de
materiais didáticos que contribuam
efetivamente para a manutenção da
qualidade do ensino;
c) Atendimento a todas as
dificuldades/problemáticas das
disciplinas e/ou áreas de estudo do
Colégio Santa Rita de Chapecó.
Articulação do trabalho pedagógico
entre disciplina -
interdisciplinaridade;
a) Criar, a partir das reuniões pedagógicas dos
professores, coordenação e direção, possibilidades
de projetos interdisciplinares que articulem o
currículo de forma harmônica e efetiva.
b) Efetuar reuniões específicas entre coordenação,
professores e direção que visem estratégias de
promoção da interdisciplinaridade, além dos
projetos interdisciplinares
a) No estudante: que seja capaz de
relacionar diferentes conhecimentos
apreendidos em diferentes disciplinas
e atividades;
b) No professor: que seja capaz de
trabalhar colaborativamente, numa
perspectiva interdisciplinar e coletiva;
c) Na Coordenação e Direção: que
sejam capazes de conduzir o processo
interdisciplinar como um dos fios
condutores do PPP.
d) Melhoria da qualidade.
Atendimento extraclasse no contra
turno
a) Criação de cronogramas para atendimento
extraclasse.
b) Definição de conteúdos e atividades a serem
trabalhados.
a) Melhoria do desempenho dos
estudantes nas avaliações;
b) Maior gosto pelo ato de estudar;
c) Melhoria da qualidade.
Gerenciamento dos recursos
financeiros de maneira mais
participativa, visando também, e
primordialmente, as questões
a) Definição das áreas prioritárias do Colégio Santa
Rita de Chapecó a receber investimentos.
b) Criação de um formulário a ser encaminhado aos
pais e alunos para que os mesmos subsidiem as
a) Investimentos adequados e voltados
às aspirações da comunidade escolar.
29
META AÇÕES RESULTADOS
ESPERADOS
pedagógicas. decisões do Colégio.
Desenvolver a capacidade de
organização dos estudantes quanto à
preservação e a limpeza do ambiente
educativo
a) Criação de projetos específicos que atendam a
essa finalidade, a serem definidos pela comunidade
escolar.
a) Fomento à cidadania, ao respeito
pelos outros e pelo espaço educativo.
Desenvolver junto aos educandos
valores, como respeito, disciplina e
solidariedade.
a) Promoção de palestras sobre Direito e Cidadania,
com a introdução de conceitos básicos sobre
respeito, tolerância, disciplina e solidariedade.
b) Integração do Colégio Santa Rita de Chapecó ao
Programa de Responsabilidade Social a ser
elaborado;
a) Fomento à cidadania e à
consciência ética;
b) Respeito às normas da escola;
c) Melhor convivência entre alunos,
professores, direção e coordenação.
Reavaliar o Projeto Político
Pedagógico.
a) Promoção de encontros periódicos anuais para
releitura e ressignificação do Projeto Político-
Pedagógico no sentido de promover a sua
materialidade de forma coletiva;
b) Promoção de palestras com professores de
instituições de educação superior no sentido de
promover a oxigenação teórico-metodológico acerca
do processo educativo.
a) Ações orientadas pela reflexão
coletiva;
b) Reorientações de rumos e metas;
c) Formação continuada por meio da
reflexão do PPP oxigenada por
palestras e cursos oferecidos por
instituições.
Repensar a prática pedagógica a fim
de que os alunos melhorem o Índice
de Desenvolvimento Educacional.
a) Promover oficinas entre direção, professores e
coordenação pedagógica que ocupem-se
exclusivamente do estudo das concepções e práticas
acerca dos indicadores educacionais, como IDEB,
ENEM, Prova Brasil, entre outros, de modo a
atender às exigências do sistema estadual e federal
de educação.
b) Promoção de palestras.
a) Melhoria da qualidade do ensino
oferecido pelo Colégio Santa Rita.
b) Maior satisfação e segurança do
professor em relação ao
desenvolvimento de seu trabalho.
Fortalecer as relações entre os
profissionais da escola, discutindo
ética e responsabilidade de todos os
envolvidos na comunidade escolar.
a) Estudar o PPP e os ordenamentos do Colégio
Santa Rita de Chapecó;
b) Criar oficinas de relacionamento humano na
comunidade escolar;
c) Promover ações de integração entre os membros
dessa comunidade;
a) Que cada membro da comunidade
escolar aja de modo ético, responsável
e proativo.
Estreitar as relações entre escola e
comunidade.
a) Envolver membros da comunidade no Conselho
Escolar;
b) Participar de atividades da comunidade;
c) Incentivar direção, coordenação e professores a
participar de instâncias coletiva e deliberativas na
comunidade, como sindicatos, conselhos, fóruns,
associações, entre outros.
a) Intensidade nos processos de
relacionamento entre Colégio e
Comunidade;
b) Que a comunidade saiba e participe
ativamento do processo de construção
do Colégio.
c) Legitimação social do Colégio
enquanto espaço educativo e de
construção de conhecimento.
Quadro 1 – Metas, planos e ações para o Colégio Santa Rita para os primeiros três anos de implantação do
Colégio Santa Rita de Chapecó.
2.5) A função social do Colégio Santa Rita de Chapecó: missão, visão e valores institucionais
Conforme estabelece a Proposta Curricular do Estado de Santa Catarina (2005, p.49) “[...] O
papel das instituições educacionais […] é fundamental para possibilitar espaços de brincadeiras,
conversas, argumentações, negociações, expressão de sentimento, ideias, sensações. Conforme este
documento (2005) a função social da escola é de garantir a todos o acesso à cultura e ao
conhecimento cientifico, na perspectiva da cidadania.
30
Nesse sentido,
Um projeto de escola que busque a formação da cidadania precisa ter como objetivo:
tratar os indivíduos com dignidade, com respeito à divergência, valorizando o que
cada um tem de bom; fazer com que a escola se torne mais atualizada para que os
alunos gostem dela; e ainda, garantir espaço para a construção de conhecimentos
científicos significativos, que contribuampara uma análise crítica da realidade
(FREIRE, 1987, p 39).
A escola desempenhará bem seu papel, na medida em que, partindo daquilo que estudante já
sabe, o conhecimento que ela traz de seu cotidiano, suas ideias a respeito dos fatos e fenômenos, ela
for capaz de ampliar e desafiar a construção de novos conhecimentos.
Segundo Paniagua (2007, p. 11) a escola deve proporcionar experiências e interações com o
mundo social e físico, de forma ajustada com as suas idades, seguindo princípios pedagógicos.
Nessa perspectiva, o Colégio Santa Rita de Chapecó prima pela qualidade do ensino
oferecido na medida em que a Constituição Federal de 1988, bem como a Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996 expressam que “o ensino será ministrado com base no princípio da garantia do
padrão de qualidade”. Isso se constitui, também, como um princípio orientador do Colégio Santa
Rita de Chapecó.
Tendo em vista o exposto, o Colégio Santa Rita de Chapecó (SC) apresenta como missão:
Promover uma educação de qualidade na perspectiva da formação ética e cidadã, que
contribua para a inserção dos estudantes no mundo do conhecimento e do trabalho de modo a
conduzi-los à construção de uma nova sociedade mais justa, solidária e feliz, atenta aos novos
desafios sócio-econômico-ambientais.
Como visão, o Colégio Santa Rita de Chapecó pretende:
Constituir-se como uma escola de referência pela qualidade do ensino ministrado, bem
como pela sua atuação na comunidade e valorização dos profissionais que agrega, de modo a
contribuir para o desenvolvimento dos estudantes da região.
Como valores, o Colégio Santa Rita de Chapecó apresenta:
a) Compromisso com o processo ensino-aprendizagem de qualidade;
b) A afetividade;
c) A pluralidade de ideias e concepções pedagógicas;
31
d) A harmonia;
e) O convívio com as diferenças;
f) O respeito mútuo;
g) A ética;
h) O Diálogo;
i) A tolerância;
j) A Educação para a democracia e cidadania;
l) O Respeito à legalidade e transparência nos processos escolares;
Os princípios orientadores do Colégio Santa Rita de Chapecó estão definidos explicados
no início deste Projeto e comportam: a igualdade, a legalidade, a qualidade, a gestão
democrática da escola, a valorização dos profissionais do magistério, a igualdade de condições
para o acesso e permanência na escola, a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar
a cultura, o pensamento, a arte e o saber e o respeito à liberdade e apreço à tolerância.
2.6) As relações de poder no interior do Colégio Santa Rita de Chapecó e as instâncias
deliberativas e individuais.
No Colégio Santa Rita de Chapecó, as relações de poder devem respeitar os ordenamentos
institucionais, assim como os princípios e valores preceituados pela escola.
O organograma a seguir contribui para visualizar essas instâncias e relações de poder
coletivas e individualizadas.
32
Figura 2 – Fluxograma do Colégio Santa Rita de Chapecó – SC.
Legenda:
Observando-se o organograma anterior, verifica-se que o Colégio Santa Rita de Chapecó
apresenta espaços deliberativos em que as decisões são coletivas. Há, também, os espaços de poder
individual em que as decisões têm cunho executivo (do fazer operacional e de gestão).
Nessa perspectiva, em todos os espaços deliberativos é obrigatória a participação de
Espaços de poder individual (executivo)
Espaços deliberativos (decisões coletivas)
Relação de colaboração e integração
Relação de hierarquia
Conselhos de Classe
33
professores, tendo em vista a importância desse segmento no processo de construção pedagógica.
Também é obrigatória a participação de pais, comunidade e alunos.
O Conselho Escolar é o órgão superior da instituição em matéria escolar, tendo suas
atribuições definidas no Regimento Escolar. As decisões do Conselho Escolar devem ser obedecidas
por toda a comunidade da escola. Vinculado a esse órgão, encontra-se o Colegiado de Professores,
que funciona como espaço reservado aos docentes com o intuito de fomentar, articular, preservar e
desenvolver os princípios, missão, valores e metas do Colégio, assim como decidir em matérias
relativas aos currículos e atividades relacionadas às modalidades de ensino oferecidas pelo Colégio
Santa Rita de Chapecó. Por sua vez, o NDE – Núcleo Docente Estruturante constitui-se por
membros representantes do Colegiado de Professores que atuam no sentido de promover estudos,
traçar estratégias e inovações que possam contribuir para a melhoria da qualidade do ensino do
Colégio. Não que essa seja uma tarefa apenas do NDE, pelo contrário, compete a todo o Colegiado
e Instituição. No entanto, cabe ao NDE operacionalizar essas frentes na perspectiva de gerar um
movimento de busca permanente pela qualidade. O Regimento Escolar traz as atribuições de cada
um desses órgãos/setores.
A figura do Diretor não é menos importante: é o diretor que conduz a gestão da escola,
cabendo-lhe zelar pela condução e execução das deliberações tomadas no Conselho Escolar, no
Colegiado de Professores e NDE. É o diretor que representa o Colégio Santa Rita na comunidade,
assina documentos oficiais da instituição e busca supervisionar todo o processo. O Diretor Geral
deverá atuar como presidente do Conselho Escolar e participar, também, do colegiado de
professores. O Diretor Escolar é escolhido e nomeado pela Mantenedora, ouvido o Conselho
Escolar.
Paralelamente, a figura do Coordenador Pedagógico é fundamental. É ele quem irá
contribuir para o aperfeiçoamento das atividades, na execução das metas, no subsídio aos
professores e auxílio aos estudantes que necessitem, encaminhando-os, dialogando e fornecendo-
lhes todo o apoio necessário no contexto da escola.
2.7) Materialização das condições necessárias às garantias dos direitos e deveres dos segmentos
que compõem a comunidade escolar - alunos, pais, professores e corpo técnico-administrativo
Os direitos e deveres dos diferentes segmentos da comunidade escolar do Colégio Santa Rita
estão consubstanciados no Regimento Escolar, que integra este PPP. Por oportuno, os espaços
deliberativos constituídos no interior do Colégio Santa Rita de Chapecó também funcionam nessa
perspectiva, isto é, da manutenção da gestão democrática do ensino, o que contribui
34
significativamente para o atendimento a essas garantias. Também, como garantia, há as leis
vigentes, e o Colégio Santa Rita de Chapecó enquanto prestador de serviços educacionais submete-
se ao PROCON e ao Ministério Público, que são órgãos especiais de defesa do consumidor. Por sua
vez, os direitos e deveres dos professores e técnicos-administrativos são resguardados em
convenções coletivas aprovadas em seus respectivos sindicatos de categoria: SIMPROESTE E
SAAE.
Nesse plano, o Colégio Santa Rita de Chapecó, orientado pelo princípio da legalidade e
respaldado por valores éticos, respeita todos os direitos dos envolvidos e, também, cobra os deveres
de todos em prol do desenvolvimento e garantia da qualidade da educação oferecida.
35
3 – DA ORGANIZAÇÃO ESCOLAR
A organização escolar do Colégio Santa Rita de Chapecó operacionaliza-se a partir das
seguintes premissas:
3.1) Regime e turnos de funcionamento: A educação básica, distribuída nas modalidades de
educação infantil, ensino fundamental e médio será oferecida da seguinte forma:
Modalidades Regime Turnos
Educação Infantil (até 05 anos de idade)
creche
pré-escola
Anual Matutino e/ou vespertino
Ensino fundamental
Anos iniciais – 1º ao 5º ano
Anos finais – 6º ao 9º ano
Anual Matutino e/ou vespertino
Ensino médio Anual Matutino e/ou vespertino e/ou noturno
3.2) Espaços físicos, instalações e equipamentos
A definição dos espaços físicos, instalações e equipamentosestá definida no anexo deste
Projeto Político Pedagógico.
3.3) Relação dos recursos humanos, especificando cargos e funções, habilitação e nível de
escolaridade.
A definição da relação dos recursos humanos, cargos e funções, habilitação e nível de
escolaridade está definida no anexo deste Projeto Político Pedagógico.
3.4) Organização do cotidiano do trabalho escolar
A organização do cotidiano do trabalho escolar está fixada no REGIMENTO ESCOLAR,
em seus vários artigos, presente no anexo deste Projeto Pedagógico.
Nesse sentido, é importante destacar os seguintes artigos:
Art. 9º – que trata da Gestão Escolar;
36
Art. 11 a 21 – trata do Conselho Escolar;
Art. 22 e incisos, que trata do Colegiado de Professores e do Núcleo Docente Estruturante
Art. 26 – trata da equipe escolar: Direção, Coordenação Pedagógica, Professores, Auxiliar
Técnico educacional, bibliotecário, recepcionista, entre outros.
Art. 40 – trata da organização estudantil
Art. 56 – trata das reuniões pedagógicas
Art. 59 e seguintes – Avaliação
Art. 77 – Conselhos de Classe
Art. 79 – Recuperação
Art. 81 e seguintes – Calendário Escolar
Art. 86 – matrícula
Entre outras regras definidoras e orientadoras do cotidiano do trabalho escolar.
3.5) FUNDAMENTOS DE UMA GESTÃO SINÉRGICA E PARTICIPATIVA: uma proposta
de articulação com as organizações da sociedade civil: associação de pais e professores, grêmio
estudantil, sindicatos, partidos políticos, igrejas, associações de categorias profissionais,
associações comunitárias, organizações empresariais e bancárias, e outras
Os fundamentos da gestão sinergia e participativa permeiam todo o presente projeto. No
entanto, sua materialidade encontra-se no artigo 18 do Regimento Escolar do Colégio Santa Rita de
Chapecó, que prevê a seguinte composição:
Art. 18 - O Conselho Escolar será composto:
a) Pelo Diretor de Escola, como seu presidente;
b) Por, no mínimo, 05 (cinco) professores do Colégio Santa Rita;
c) Por 02 (dois) funcionários técnico-administrativos;
d) Por 01 (um) representante do corpo discente, com idade acima de 18 (dezoito)
anos;
e) Por 01 (um) representante dos pais e/ou responsáveis;
f) Por 01 (um) representante da sociedade civil organizada;
g) Pelo Coordenador Pedagógico;
h) Por 01 (um) representante da entidade mantenedora.
Observa-se que o órgão de deliberação máxima do Colégio prevê dois assentos a
representantes da sociedade, inclusive com direito a vos e voto, sendo, portanto, um mecanismo de
articulação.
Por oportuno, o Regimento Escolar também prevê a existência de um grêmio estudantil:
37
CAPÍTULO VIII
DA ORGANIZAÇÃO ESTUDANTIL
Art. 40 - Os estudantes terão assegurado o direito de organizar-se livremente em
Associações, Entidades e Agremiações Estudantis, devendo a escola garantir o
espaço e condições para esta organização.
Parágrafo Único - Caberá aos estudantes a elaboração dos Estatutos de sua
organização.
Nessa perspectiva, o Colégio Santa Rita de Chapecó– SC manterá, também, forte articulação
com a Faculdade Santa Rita de Chapecó - FACSANTA, pois os mantenedores do Colégio Santa
Rita de Chapecó são, também, mantenedores dessa Faculdade.
3.6) Processo de planejamento anual/quinquenal geral e as formas de avaliação institucional
O processo de planejamento do Colégio Santa Rita de Chapecó será anual, devendo ser
elaborado nos últimos três meses de cada ano. Deve conter, entre outros elementos, os seguintes:
a) Diagnóstico – deve atender as diferentes modalidades de ensino oferecidas: Educação Infantil,
Ensino Fundamental e Médio, além de compreender os setores e os serviços oferecidos pelo
Colégio. Nesse diagnóstico, o processo de avaliação institucional servirá de base essencial para
reprogramação do Colégio.
b) Levantamento de pontos fortes e fracos – Após o diagnóstico, o planejamento levantará os
pontos fortes e fracos do Colégio nas mais variadas dimensões: processos de ensino, corpo docente,
estrutura física, relação com a comunidade, entre outros aspectos;
c) Elaboração de metas e ações a serem executadas/concretizadas no próximo ano – com base
no diagnóstico e levantamento dos pontos fortes e fracos, o Colégio Santa Rita de Chapecó, por
meio de seu Conselho Escolar, fixará o plano de metas. Caberá à mantenedora prover o Colégio
Santa Rita de Chapecó para a concretização dessas metas.
É importante destacar que o planejamento levará em consideração os princípios, missão,
objetivos e valores do Colégio Santa Rita de Chapecó, bem como (e principalmente), o
atendimento aos padrões de qualidade exigidos pelas diretrizes educacionais e legislação vigente.
Todo o processo de planejamento deverá ser conduzido pelo Conselho Escolar, que poderá
criar uma comissão específica para esse fim, com a participação obrigatória do Diretor Escolar.
Caberá à mantenedora fixar os limites financeiros para a execução do plano, de acordo com o
orçamento previsto.
No que diz respeito à avaliação institucional, caberá ao Conselho Escolar optar por designar
essa tarefa ao Colegiado de Professores ou ao Núcleo Docente Estruturante, sendo obrigatória a
38
participação do Diretor Escolar e do Coordenador Pedagógico. A avaliação institucional deverá
atender ao disposto na Resolução nº 093/97/CEE/SC, que fixa normas para avaliação institucional
da educação básica no Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina.
Nessa perspectiva, deverá ser elaborada, de forma coletiva, uma minuta do processo de
avaliação institucional após capacitação à comunidade escolar a ser realizada ainda no primeiro ano
de funcionamento do Colégio.
O processo de avaliação deverá ser precedido de projeto, onde constem os princípios da
avaliação, sua importância, dimensões a serem avaliadas e métodos de avaliação. A avaliação
deverá englobar todos os membros da comunidade escolar: professores, alunos, comunidade
externa, direção, coordenação e funcionários.
O projeto de avaliação deverá assegurar, no mínimo, as seguintes dimensões a serem
avaliadas:
a) Ambiente Educativo;
b) Prática pedagógica e avaliação;
c) Gestão escolar;
d) Formação e condição de trabalho dos profissionais da escola;
e) Ambiente físico escolar;
f) Acesso, permanência e sucesso do aluno na escola.
A auto-avaliação institucional deve ser realizada a cada cinco anos, nos termos das normas
do Sistema Estadual de Educação de Santa Catarina.
Cada uma dessas dimensões deverá agregar categorias de indicadores e parâmetros concisos
que orientem claramente a avaliação.
Deverá haver formas claras de coleta de dados, com amostras garantidoras da totalidade.
Como subsídio, o CEE fornece instrumento de coleta de dados. Os dados devem ser analisados sob
aspectos qualitativos e quantitativos, sendo a ênfase dada nos qualitativos.
O processo de avaliação deve ocorrer tranquilamente, sob supervisão do Conselho Escolar.
Os resultados da avaliação somente podem ser divulgados após aprovação de relatório final pelo
Conselho Escolar.
É importante que as avaliações externas a que se submeter o Colégio (ENEN, Prova Brasil,
entre outros) sejam considerados no desenvolvimento da avaliação institucional.
Por fim, o Colégio Santa Rita de Chapecó deverá, obrigatoriamente, planejar e replanejar
suas ações, metas e atividades a partir dos resultados da avaliação.
39
3.7) Processo de articulação entre os níveis de ensino: infantil, fundamental, médio e superior
O processo de articulação entre os diferentes níveis de ensino ocorrerá, principalmente, por
meio do Projeto Pedagógico Escolar e, também, das ações colegiadas desenvolvidas no âmbito dos
colegiados deliberativos, como o Conselho Escolar, o Colegiado de Professores, o Núcleo Docente
Estruturante e os Conselhos de Classe.
O fio condutor dessa articulação materializa-se por meioda missão do Colégio, que tem
como cenário de fundo a premissa da qualidade. Observa-se que a qualidade deve constituir-se
enquanto um eixo articulador entre todos os níveis, seja pelas exigências sociais, seja pelas
exigências legais.
Especificamente no que diz respeito à qualidade, esta envolve os seguintes parâmetros, que
são eixos articuladores:
Nessa perspectiva, a aprendizagem torna-se um outro importante eixo articulador, uma vez
que suas bases permeiam os pontos a seguir:
40
Que se articulam e articulam a educação infantil, o ensino fundamental, médio (e superior)
Por fim, a articulação entre os níveis deverá ocorrer, também, em função do
desenvolvimento de projetos específicos a envolverem os alunos e professores.
construtiva
colaborativa
coloquial
reflexiva contextualizada
complexa
Ativa/manipulativa
intencional
FFoonnttee:: JJoonnaasssseenn,, DDaavviidd
41
4 – DA ORGANIZAÇÃO DO ENSINO
A organização do ensino no Colégio Santa Rita de Chapecó constitui-se a partir dos
elementos a seguir:
4.1 – Número de alunos por séries e ou turmas em cada nível de ensino e sua justificativa
dentro da filosofia proposta
Modalidade Número de
alunos por
turma/série
Justificativa
Educação Infantil
Creche Tendo em vista a concepção de qualidade prevista,
bem como o inciso X da Lei Complementar 170/98,
“o número de educandos por sala de aula deve ser
definido de acordo com critérios técnicos e
pedagógicos, deve ser tal que possibilite adequada
comunicação do aluno com o professor e
aproveitamento eficiente e suficiente.” Nesse sentido,
o Colégio Santa Rita entende que esse número atende
aos preceitos legais e de qualidade. A referida Lei
Complementar fixa no inciso VII, artigo 33, o
seguinte: “ VII - número de alunos por sala de aula
que possibilite adequada comunicação e
aproveitamento, obedecendo a critérios pedagógicos e
níveis de ensino, da seguinte forma: a) na educação
infantil, até quatro anos, máximo de 15 crianças,
com atenção especial a menor número, nos dois
primeiros anos de vida e, até os {cinco} anos,
máximo de 25 crianças; A Resolução CEE/SC nº
91/99, no seu artigo 11 define o quantitativo de
número de crianças por professor e professores
auxiliares.
Crianças com até 1 ano
6
Crianças de 1 a 3 anos
8
Pré-escola
Crianças de 4 a 5 anos
12
Ensino Fundamental (Regular)
Anos Iniciais (6 a 10 anos)
(CEE/SC 91/99 e Res CEE 064/2010)
A Lei Complementar nº 170/98 – alínea “b”, do inciso
VII do artigo 82 expressa que no ensino fundamental,
o número de alunos por sala de aula que possibilite
adequada comunicação e aproveitamento,
obedecendo a critérios pedagógicos é, no máximo, de
30 crianças até 4ª série de 35 nas demais.
O Projeto Pedagógico do Colégio Santa Rita entende
que o máximo de alunos no 1º ano deve ser de até 20
alunos e, no 5º ano, 25. Já, do 6º ao 9º ano, o máximo
deva ser 28 para que se obtenha maior qualidade.
1º ano De 18 a 20
2º ano De 20 a 25
3º ano De 20 a 25
4º ano De 20 a 25
5º ano De 20 a 25
Anos Finais (11 a 14 anos)
( Res CEE 064/2010)
6º ano De 25 a 28
42
7º ano De 25 a 28
8º ano De 25 a 28
9º ano De 25 a 28
Ensino Médio (Regular)
Ensino Médio A Lei Complementar nº 170/98 – alínea “c”, do inciso
VII do artigo 82 expressa que no ensino médio, o
número de alunos por sala de aula que possibilite
adequada comunicação e aproveitamento,
obedecendo a critérios pedagógicos é, no máximo, de
40 alunos.
O Projeto Pedagógico do Colégio Santa Rita entende
que o máximo de alunos no ensino médio deva ser de
30 para que se obtenha maior qualidade.
1º ano De 25 a 30
2º ano De 25 a 30
3º ano De 25 a 30
4.2 – Normas de organização e convivência da comunidade escolar
As nomas de convivência da comunidade escolar estão disciplinadas ao longo do texto legal
do Regimento Escolar, disciplinando todas as instâncias deliberativas, de decisão individual, o papel
dos professores, da Direção, da Coordenação, do Grêmio Estudantil, enfim, de todos os atores da
comunidade escolar.
Nesse sentido, é importante destacar os seguintes artigos:
Art. 9º – que trata da Gestão Escolar;
Art. 11 a 21 – trata do Conselho Escolar;
Art. 22 e incisos, que trata do Colegiado de Professores e do Núcleo Docente Estruturante
Art. 26 – trata da equipe escolar: Direção, Coordenação Pedagógica, Professores, Auxiliar
Técnico educacional, bibliotecário, recepcionista, entre outros.
Art. 40 – trata da organização estudantil
Art. 56 – trata das reuniões pedagógicas
Entre outras regras definidoras e orientadoras do cotidiano da convivência da comunidade
escolar. A seguir, dá-se destaque para os direitos e deveres dos alunos:
CAPÍTULO IX
DOS DIREITOS E DEVERES DOS ALUNOS
Seção I
Dos Direitos
Art. 41 - Os direitos dos alunos derivam substancialmente dos direitos e
garantias fundamentais dispostos na Constituição da República, bem como
dos que fixam o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional em vigor.
43
Art. 42 - Ficam asseguradas aos alunos as mais amplas liberdades de
expressão e organização, para as quais a comunidade escolar deve concorrer
ativamente, criando condições e oferecendo oportunidades e meios.
Art. 43 - Constitui direito do aluno o acesso às atividades escolares, cabendo à
escola não criar impedimento de qualquer natureza.
Art. 44 - Os alunos têm o direito de participar da elaboração,
acompanhamento e avaliação do Projeto Pedagógico, inclusive na definição de
normas disciplinares, e tomar conhecimento do Projeto da Escola.
Art. 45 - Constitui direito do aluno ter asseguradas as condições de
aprendizagem, além do acesso aos recursos materiais e didáticos da escola.
Art. 46 - Fica assegurado ao aluno o direito aos estudos de recuperação que
devem garantir-lhes novas oportunidades de aprendizagem.
Art. 47 - O aluno terá direito de cumprir atividades escolares para compensar
ausências, no decorrer ou no final do período letivo.
Art. 48 - Constitui direito personalíssimo do aluno ou de seu responsável legal
recorrer dos resultados das avaliações do processo de aprendizagem, ao longo
do processo educativo e nos termos da legislação em vigor.
Seção II
Dos Deveres
Art. 49 - Os deveres do aluno se consubstanciam em função dos objetivos das
atividades educacionais e da preservação dos direitos do conjunto da
comunidade escolar.
Art. 50 - São deveres dos alunos:
I - Conhecer, fazer conhecer e cumprir este Regimento;
II - Contribuir em sua esfera de atuação com a elaboração, realização e
avaliação do projeto educacional da escola, expresso no Projeto Pedagógico;
III - Comparecer pontualmente e assiduamente às atividades que lhe forem
afetas, empenhando-se no sucesso de sua execução;
IV - Cooperar e zelar para a boa conservação das instalações, dos
equipamentos e material escolar, concorrendo também para as boas condições
de asseio das dependências da escola;
V - Não portar material que represente perigo para sua saúde, segurança e
integridade física ou de outrem;
VI - Participar ativamente da elaboração e cumprimento das normas
disciplinares da escola.
44
Art. 51 - A não observância dos deveres descritos nos incisos do artigo deverá
ser apreciada de forma indissociada de um tratamento educativo, de acordo
com as normas estabelecidas neste Regimento.
Ainda, são normas de convivência previstas no Projeto Pedagógico:
01. É direito de todos: condições favoráveis para aprendizagem e desenvolvimento de habilidades e
potencialidades; assim, é dever de todos: uma atitude que colabore para a criaçãode um ambiente
de trabalho produtivo e tranquilo.
02. Respeitar e ter ética com professores, funcionários, direção, colegas e o espaço em que vivemos.
03. Assistir todas as aulas e desenvolver as atividades/avaliações propostas.
04. Desenvolver todas as tarefas de casa.
05. Ser pontual com horário da escola. Em casos excepcionais o aluno poderá entrar com
justificativa da família e autorização da coordenação. Ao chegar atrasado é preciso, na portaria,
assinar ficha, garantido a presença nas aulas subsequentes. Evitar a repetição de atrasos.
06. Justificar por escrito ou por telefone ausência em aulas.
07. Fazer provas em época especial mediante justificativa, inscrição e pagamento de taxa. A falta de
justificativa plausível para o não comparecimento às provas implicará em nota zero para o aluno.
08. Usar o uniforme do Colégio Santa Rita, obrigatoriamente, para frequentar as aulas e outras
atividades.
09. Deixar o celular desligado durante as aulas. É expressamente proibido o seu manuseio em sala.
10. Evitar objetos, instrumentos e adornos que descaracterizam o ambiente escolar.
11.Cuidar dos objetos pessoais, materiais e dinheiro. A escola não responde pela perda deles.
12. Zelar pelos bens, materiais, equipamentos, objetos e ambientes da escola. No caso de danos, o
aluno (ou a família) deverá ressarcir à escola, além de arcar com penas disciplinares previstas no
regimento interno da instituição.
13. Preservar o ambiente de estudo ao transitar pela escola.
14. É indispensável o uso de carteira para empréstimo de livros e para entrar na escola, no contra
turno.
4.3 – Função social e pública de cada integrante da comunidade escolar, quais sejam: alunos,
pais, professores e especialistas, direção da escola, secretaria da escola, pessoal de apoio, APP,
grêmio estudantil e outros
Todos os atores do Colégio Santa Rita de Chapecó que compõem a comunidade escolar
45
deverão primar pela sua função social na construção do processo educativo. O Diretor, pela
excelência na condução do processo de coordenação geral das atividades; o professor, pela
qualidade das aulas e do processo ensino-aprendizagem; a secretaria, pelo zelo e conhecimento na
organização dos registros e atividades escolares, o pessoal de apoio pela organização e atenção aos
espaços escolares, o grêmio estudantil, pela mobilização em prol da associação dos estudantes –
enfim, todos têm sua parcela de contribuição, que é indispensável à construção e legitimação do
Colégio Santa Rita na cidade de Chapecó e região.
Especificamente, há funções sociais que devem ser objeto de permanente atenção e cuidado,
como a atuação da equipe pedagógica, do professor e do gestor escolar.
Nesse sentido, a política de atuação da equipe pedagógica é de suma importância para a
elevação da qualidade de ensino na escola, pois,
[…] existe a necessidade urgente de que os coordenadores pedagógicos não
restrinjam suas atribuições somente à parte técnica, burocrática, elaborar horários de
aulas e ainda ficarem nos corredores da escola procurando conter a indisciplina dos
alunos que saem das salas durante as aulas, enquanto os professores ficam
necessitados de acompanhamento. A equipe de suporte pedagógico tem papel
determinante no desempenho dos professores, pois dependendo de como for a
política de trabalho do coordenador o professor se sentirá apoiado, incentivado. Esse
deve ser o trabalho do coordenador: incentivar, reconhecer, e elogiar os avanços e
conquistas, em fim o sucesso alcançado no dia-a-dia da escola e, consequentemente,
o desenvolvimento do aluno em todos os âmbitos. (COSTA, s/d).
Ao professor compete a promoção de condições que favoreçam o aprendizado do aluno, no
sentido do mesmo compreender o que está sendo ministrado, quando o professor adota o método
dialético; isso se torna mais fácil, e essa precisa ser a preocupação do mesmo: facilitar a
aprendizagem do aluno, aguçar seu poder de argumentação, conduzir ás aulas de modo
questionador, onde o aluno-sujeito ativo, estará também exercendo seu papel de sujeito pensante;
que dá ótica construtivista, constrói seu aprendizado, através de hipóteses que vão sendo testadas,
interagindo com o professor,argumentando, questionando em fim trocando ideias que produzem
inferências. (COSTA, s/d).
O planejamento é imprescindível para o sucesso cognitivo do aluno e êxito no
desenvolvimento do trabalho do professor, é como uma bússola que orienta a direção a ser seguida,
pois quando o professor não planeja o aluno é o primeiro a perceber que algo ficou a desejar, por
mais experiente que seja o docente, e esse é um dos fatores que contribuem para a indisciplina e o
desinteresse na sala de aula. É importante que o planejar aconteça de forma sistematizada e
contextualizado com o cotidiano do aluno – fator que desperta seu interesse e participação ativa.
46
Um planejamento contextualizado com as especificidades e vivências do educando, o
resultado será aulas dinâmicas e prazerosas, ao contrário de uma prática em que o professor cita
somente o número da página e alunos abrem seus livros é feito uma explicação superficial e dá-se
por cumprido a tarefa da aula do dia, não houve conversa, dialética,interação.(COSTA, s/d).
A cultura organizacional do gestor é decisiva para o sucesso ou fracasso da qualidade de
ensino da escola, a maneira como ele conduz o gestionamento das ações é o foco que determinará o
sucesso ou fracasso da escola.
De acordo com Libâneo (2005, p. 302):
Características organizacionais positivas eficazes para o bom funcionamento de uma
escola: professores preparados, com clareza de seus objetivos e conteúdos, que
planejem as aulas, cativem os alunos. Um bom clima de trabalho, em que a direção
contribua para conseguir o empenho de todos, em que os professores aceitem
aprender com a experiência dos colegas.
Deve haver a clareza no plano de trabalho do Projeto Político Pedagógico que vá ao
encontro às necessidades do Colégio, primando por sanar todos os problemas.
Quando o gestor, com seu profissionalismo conquista o respeito e admiração da maioria de
seus funcionários e alunos, há um clima de harmonia que predispõe a realização de um trabalho,
onde, apesar das dificuldades, os professores terão prazer em ensinar e alunos prazer em
aprender.(COSTA, s/d).
4.4 – O processo de capacitação de recursos humanos intra e extraescolar
Nos três primeiros anos de funcionamento do Colégio (prazo que coincide com o
planejamento de metas do Colégio) todos os professores deverão possuir, no mínimo, curso de
especialização tendo em vista as metas de qualidade do Colégio. Os professores do Colégio Santa
Rita de Chapecó terão bolsa de estudos, a serem concedidas pelo Sindicato de Trabalhadores
em convênio com a Faculdade Santa Rita de Chapecó devendo cumprir todas as atividades nos
prazos especificados, além de apresentarem, no final do Curso, um TCC, na forma de monografia
para ser publicada na forma de artigo. A proposta do artigo será baseada em estudos de caso,
aplicados ao Colégio Santa Rita de Chapecó, de modo a despertar ou incentivar um maior debate
acerca do processo educativo do Colégio. Observa-se que este curso apresenta foco para os
professores de Matemática, Física, Química e Biologia, áreas em que faltam profissionais na região.
Para os professores das demais áreas, as especializações poderão ocorrer na área da
educação e suas dimensões, como interdisciplinaridade, educação infantil, anos iniciais do ensino
47
fundamental, entre outras.
Nesse sentido, todos os professores do Colégio Santa Rita de Chapecó poderão cursar as
disciplinas comuns do pós-graduação como disciplinas isoladas e, após, aproveitá-las em outros
pós-graduações específicos de suas áreas de atuação e interesse. Nesses casos, o prazo de três anos
poderá ser flexibilizado. Casoisso ocorra, os professores poderão cursar os pós-graduações em
outras universidades da região, a exemplo da Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, que
oferece uma gama de cursos de pós-graduação, ou a UNOCHAPECÓ.
A concepção do Curso de Pós-Graduação é um Programa Permanente.
PROGRAMA PERMANENTE DE CAPACITAÇÃO DOCENTE: COLÉGIO SANTA RITA
DE CHAPECÓ
O Programa Permanente de Capacitação de pessoal do Colégio Santa Rita de Chapecó –
PPC-SR ocorre em dois níveis:
a) Pós-graduação lato e stricto sensu
-Lato sensu: com bolsa de estudos (concedida pelo sindicato, em convênio com a
Faculdade Santa Rita de Chapecó, também mantida pelo Centro de Ensino Superior Santa Rita
Ltda), devendo todos os docentes apresentarem certificado de especialização decorridos três anos de
funcionamento do Colégio, exceto para os docentes cujas áreas não houver cursos. Neste caso, esses
docentes deverão apresentar certificado de disciplinas isoladas cursadas nas disciplinas dos troncos
comuns: Ciência, Tecnologia e Sociedade, Direito e Cidadania, Estresse no Ambiente Escolar,
Legislação da Educação Brasileira, Leitura e Produção Textual, Metodologia da Pesquisa,
Motivação para o trabalho docente, Política Educacional na Perspectiva da Cidadania, Violência na
Escola.
-Stricto sensu: em outra instituição, de acordo com plano de capacitação aprovado pela
entidade mantenedora do Colégio Santa Rita de Chapecó. Neste caso, as liberações para mestrado e
doutorado em Educação e áreas de conhecimento de atuação do Colégio terão prioridade.
b) Cursos de extensão: professores e funcionários terão bolsa de 100% em cursos de extensão
próprios da Faculdade Santa Rita de Chapecó, (Instituição também mantida pelo Centro de Ensino
Superior Santa Rita Ltda).
48
4.5 – As funções dos Conselhos de Classe e Deliberativo, enquanto instâncias de decisões
coletivas, sociais e públicas
Os Conselhos deliberativos do Colégio Santa Rita estão disciplinados no Regimento Escolar.
O organograma do Colégio Santa Rita apresenta quais são os órgãos colegiados que têm instância
coletiva-deliberativa. Por isso, reapresenta-se o mesmo neste item e, após, destacam-se os itens do
Regimento que os disciplinam:
Legenda:
Espaços de poder individual (executivo) Relação de colaboração e integração
Espaços deliberativos (decisões coletivas) Relação de hierarquia
49
a) Conselho Escolar, Colegiado de Professores e NDE – Núcleo Docente Estruturante
CAPÍTULO VI
DO CONSELHO ESCOLAR, COLEGIADO DE PROFESSORES E NÚCLEO
DOCENTE ESTRUTURANTE
Art. 11 - O Conselho Escolar é um Colegiado constituído de acordo com as normas
traçadas neste Regimento, por representantes dos diferentes segmentos da
comunidade escolar: professores, estudantes, funcionários, direção e membros da
comunidade.
Parágrafo Único - A atuação e representação de qualquer dos integrantes do
Conselho Escolar visará ao interesse maior dos educandos, inspiradas nas finalidades
e objetivos da educação do Colégio Santa Rita.
Art. 12 - A ação do Conselho Escolar estará articulada com a ação dos profissionais
que nela atuam, preservada a especificidade de cada área de atuação.
Art. 13 - A autonomia do Conselho Escolar se exercerá nos limites da legislação em
vigor, do compromisso com a democratização da gestão escolar e das oportunidades
de acesso e permanência na escola.
Art. 14 - O Conselho Escolar tem natureza deliberativa, cabendo-lhe estabelecer para
o âmbito da escola diretrizes e critérios gerais relativos à sua ação, organização,
funcionamento e relacionamento com a comunidade, compatíveis com as orientações
e diretrizes da Política Educacional vigente, participando e se responsabilizando
social e coletivamente pela implementação de suas deliberações.
Art. 15 - As atribuições do Conselho Escolar definem-se em função das condições
reais do Colégio Santa Rita, da organização do próprio Conselho Escolar e das
competências dos profissionais em exercício no Colégio Santa Rita.
Art. 16 - São atribuições do Conselho Escolar:
I - discutir e adequar para o âmbito do Colégio Santa Rita as diretrizes da Política
Educacional vigente naquilo que as especificidades locais exigirem:
a) definindo as diretrizes, prioridades e metas de ação da escola para cada período
letivo, que deverão orientar a elaboração do Projeto Pedagógico;
b) elaborando, aprovando o Projeto Pedagógico e acompanhando a sua execução;
c) avaliando o desempenho da escola, em face das diretrizes, prioridades e metas
estabelecidas;
II - decidir sobre a organização e o funcionamento da escola, o atendimento à
demanda e demais aspectos pertinentes:
a) deliberando quanto ao atendimento e acomodação da demanda, turnos de
funcionamento, distribuição de classes por turnos, utilização do espaço físico,
considerando a demanda e a qualidade de ensino.
b) garantindo a ocupação e/ou cessão do prédio escolar, inclusive para outras
atividades além das de ensino, fixando critérios para o uso e preservação de suas
instalações, a serem registrados no Projeto Pedagógico.
c) arbitrando sobre impasses de natureza administrativa e pedagógica, esgotadas as
possibilidades de solução pela Equipe Escolar;
d) propondo alternativas de solução aos problemas de natureza pedagógica e
administrativa, tanto aqueles detectados pelo próprio Conselho como os que foram a
ele encaminhados;
50
e) discutindo e arbitrando sobre critérios e procedimentos de avaliação relativos ao
processo educativo e à atuação dos diferentes segmentos da comunidade escolar.
III - traçar normas disciplinares para o funcionamento da escola, dentro dos
parâmetros da legislação em vigor.
Art. 17 - O único membro nato do Conselho de Escola é o Diretor Escolar.
Art. 18 - O Conselho Escolar será composto:
a) Pelo Diretor de Escola, como seu presidente;
b) Por, no mínimo, 05 (cinco) professores do Colégio Santa Rita;
c) Por 02 (dois) funcionários técnico-administrativos;
d) Por 01 (um) representante do corpo discente, com idade acima de 18 (dezoito)
anos;
e) Por 01 (um) representante dos pais e/ou responsáveis;
f) Por 01 (um) representante da sociedade civil organizada;
g) Pelo Coordenador Pedagógico;
h) Por 01 (um) representante da entidade mantenedora.
Parágrafo Único: Poderão participar das reuniões do Conselho Escolar outros
membros da comunidade escolar ou sociedade civil organizada, a convite do
presidente, com direito a voz e não a voto.
Art. 19 - Os membros do Conselho Escolar, representantes dos funcionários, dos pais
e alunos, bem como seus suplentes, serão eleitos em assembleia específicas para este
fim.
§ 1º - O responsável pela convocação das assembleias mencionadas no “caput” deste
artigo terá obrigação de adotar as providências necessárias para divulgar sua
realização, objetivo, data, horário e local, com, pelo menos, uma semana de
antecedência, garantindo que todos tomem conhecimento.
§ 2º - As assembleias mencionadas no “caput” deste artigo serão presididas pelo
Presidente do Conselho e, na sua inexistência ou falta, por um professor do Colégio
Santa Rita.
§ 3º - As assembleias mencionadas no “caput” deste artigo serão realizadas em
primeira convocação com a presença de maioria simples (50% mais um), ou em
Segunda convocação, 30 (trinta) minutos após, com qualquer quorum.
§ 4º - As eleições dos representantes dar-se-ão por maioria simples dos presentes, nas
diferentes assembleias.
Art. 20 - Os mandatos dos integrantes do Conselho Escolar terão duração até a posse
do novo Conselho Escolar que deverá ocorrer entre 30 (trinta) e até 45 (quarenta e
cinco) dias, após o início do ano letivo, sendo permitida a reeleição.
Parágrafo Único: No caso de vacância e não havendo mais suplentes, serão
convocadas novas assembleias para preenchimento das vagas.
Art.21 - O Conselho Escolar será um centro permanente de debate, de articulação
entre os vários setores do Colégio Santa Rita, tendo em vista o atendimento das
necessidades comuns e a solução dos conflitos que possam interferir no
funcionamento da escola e nos problemas administrativos e pedagógicos que esta
enfrenta.
Art. 22 - A critério do próprio Conselho Escolar, e para facilitar, sem burocratizar seu
funcionamento, poderão ser constituídos grupos ou comissões de trabalho.
§ 1º – O Colegiado de Professores e o Núcleo Docente Estruturante são órgãos de
deliberação coletiva vinculados ao Conselho Escolar.
51
§ 2º – O Colegiado de Professores objetiva aprofundar os estudos e práticas acerca do
trabalho docente, do processo de ensino-aprendizagem e das formas e métodos de
avaliação, de modo a compor um movimento permanente de busca da qualidade da
educação oferecida e melhoria dos índices educacionais obtidos pelo Colégio Santa
Rita.
§ 3º – O Núcleo Docente Estruturante (NDE) é formado por representantes do
Colegiado de Professores e objetiva constituir uma equipe permanente e responsável
pela reoxigenação do Projeto Pedagógico na busca permanente de informações e
elementos capazes de subsidiar as discussões do colegiado de professores.
§ 4º - Se for necessário, a critério do próprio Conselho, poderão ser estabelecidas
normas regimentais para seu funcionamento, observados os dispositivos deste
Regimento.
§ 5º - A participação como membro do Conselho Escolar, de representante de
qualquer segmento do Colégio será considerada relevante, devendo ser incentivada,
valorizada e não remunerada.
Art. 23 - As reuniões do Conselho Escolar poderão ser ordinárias e extraordinárias
I - As reuniões ordinárias serão, no mínimo, bimestrais, previstas no cronograma
escolar e convocadas pelo Presidente, com 72 (setenta e duas) horas de antecedência,
com pauta claramente definida na convocatória e precedida de consultas aos pares;
II - As reuniões extraordinárias ocorrerão em casos de urgência, garantindo-se a
convocação e acesso à pauta a todos os membros do Conselho, e serão convocadas
com comunicação de no mínimo 72 (setenta e duas) horas:
a) pelo Presidente do Conselho de Escola;
b) a pedido da maioria simples de seus membros, em requerimento dirigido ao
Presidente, especificando o motivo da convocação.
Art. 24 - As reuniões serão realizadas em primeira convocação com a presença da
maioria simples dos membros do Conselho ou, em Segunda convocação, 30 (trinta)
minutos após, com qualquer quorum dos membros do Conselho.
Art. 25 - Os membros do Conselho Escolar que se ausentarem por 2 (duas) reuniões
consecutivas, sem justa causa, serão destituídos, assumindo o respectivo suplente.
a) Conselho de Classe
Subseção I
Do Conselho de Classe
Art. 77 - O Conselho de Classe é um órgão colegiado de natureza deliberativa em
assuntos didático- pedagógicos, tendo por objetivo avaliar o processo ensino-
aprendizagem na relação direção- Professor/a- aluno/a e os procedimentos adequados
a cada caso, que possibilita:
I - A avaliação global do aluno e o levantamento das suas dificuldades; a avaliação dos
envolvidos no trabalho educativo e no estabelecimento de ações para a superação das
dificuldades; a avaliação do processo ensino-aprendizagem desenvolvido pela escola
na implementação das ações propostas e verificação dos resultados; a definição de
critérios para a avaliação e sua revisão, quando necessária; a avaliação da prática
docente, enquanto motivação e produção de condições de apropriação do
conhecimento, no que se refere: à metodologia, aos conteúdos programáticos e à
52
totalidade das atividades pedagógicas realizadas;
II - O Conselho de Classe será realizado por turma, nos períodos bimestrais e será
proponente das ações que visem à melhoria da aprendizagem e o definidor da
aprovação ou não aprovação do/a aluno/a;
III - O Conselho de Classe será composto: pelos professores da turma; pela direção do
Colégio ou seu representante; por alunos/a da turma e pais;
III - O Conselho de Classe poderá reunir-se extraordinariamente, convocado pela
direção do Colégio Santa Rita, sendo obrigatório o comparecimento de todos os
membros convocados.
IV - A instância imediatamente superior ao Conselho de Classe é o Conselho Escolar.
V - As reuniões do Conselho de classe serão lavradas em atas próprias para registro,
divulgação ou comunicação aos interessados.
Art. 78 – São atribuições do Conselho de Classe:
I - Emitir parecer sobre assuntos referentes ao processo ensino- aprendizagem,
decidindo pela revisão de nota ou anulação e repetição de testes, provas e trabalhos
destinados à avaliação do rendimento escolar em que ocorram irregularidades ou
dúvidas por parte dos/as alunos/as, pais ou responsáveis, quanto ao resultados obtidos;
II - Analisar o pedidos de reconsideração dos pareceres emitidos pelo Conselho de
Classe nos casos relacionados no inciso anterior e, esgotadas todas as possibilidades de
solução para o problema, consultar a instancia superior imediata para a decisão final;
III - Avaliar as atividades docentes e discentes, possibilitando replanejamento dos
objetivos e das estratégias de execução da programação, com vistas à melhoria do
processo ensino- aprendizagem;
IV - responsabilizar o/a Professor/a de cada disciplina, ao término do conselho de
Classe, pelo preenchimento do documento de avaliação e frequência, adotado pelas
rede estadual de ensino, a ser entregue na Secretaria do Colégio Santa Rita;
V - Propor medidas para a melhoria do aproveitamento escolar, integração e
relacionamento dos/as alunos/as na turma;
VI - Estabelecer planos viáveis de recuperação contínua e paralela dos/as alunos/as,
em consonância com o Projeto Político- Pedagógico do Colégio Santa Rita;
VII - Assegurar a elaboração e execução dos planos de adaptação de alunos
transferidos, quando se fizer necessário, atendendo a legislação específica.
4.6 – O calendário escolar para a materialização do planejamento anual/quinquenal
A operacionalização do calendário escolar é definida pelo Regimento Escolar, nos termos
seguintes:
CAPÍTULO XIV
DO REGIME ESCOLAR
53
Seção I
Do Calendário Escolar
Art. 81 – O Colégio Santa Rita elaborará anualmente o seu cronograma, integrando-o
ao Projeto Pedagógico.
Art. 82 – O Colégio Santa Rita encerrará o ano letivo somente após ter cumprido em
todas suas séries o mínimo de 200 (duzentos) dias letivos distribuídos em 800
(oitocentas horas) de trabalho escolar efetivo.
§ 1º - Quando, por qualquer causa, estimar-se a ocorrência de “déficit”, quer em
relação ao mínimo de dias letivos previstos neste artigo, quer em relação à carga
horária estabelecida para cada componente curricular, o Colégio Santa Rita deverá
efetuar a reposição de aulas e/ou dias letivos.
§ 2º - Serão considerados dias letivos as atividades do Colégio previstas no Projeto
Pedagógico, de participação obrigatória para o aluno e orientada por profissional
habilitado.
§ 3º - No cronograma escolar, os dias fixados para os períodos de recuperação não
serão computados como dias letivos.
Art. 83 – Respeitada a legislação pertinente, a hora-aula é flexível, podendo assumir
qualquer duração; haverá tantas horas-aulas quantas forem necessárias para atingir o
total de minutos previstos em lei.
Art. 84 - As aulas somente poderão ser suspensas em decorrência de situações que
justifiquem tal medida, nos termos da legislação vigente, ficando a reposição para
devido cumprimento dos mínimos legais fixados.
Art. 85 – O Colégio Santa Rita definirá no seu calendário escolar, reuniões com
alunos, pais e/ou responsáveis, bimestralmente, para a análise e o acompanhamento
do processo educativo.
§ 1º - Estas reuniõesserão consideradas como efetivo trabalho escolar;
§ 2º - Nestas reuniões de análise e acompanhamento, os professores deverão
apresentar dados de avaliação dos educandos, de acordo com os registros do trabalho
desenvolvido.
4.7 – A função social e pública da biblioteca escolar e dos materiais didático-pedagógicos
A Biblioteca Escolar apresenta regulamentação própria e seu acervo encontra-se
informatizado. Tendo em vista que a Biblioteca Escolar funcionará na Biblioteca Central da
Faculdade Santa Rita de Chapecó (Instituição também mantida pelo Centro de Ensino Superior
Santa Rita Ltda), algumas adaptações foram feitas para o uso das crianças.
A Biblioteca dispõe de terminais de computadores para consulta na internet, bem como
impressora e auxílio de profissional para pesquisa.
A dimensão social da Biblioteca reside no fato de que a mesma não atende apenas a
54
comunidade interna, pelo contrário, está disponível a todos os interessados, desde que efetuem
cadastro com comprovante de endereço e apresentação da documentação pertinente.
Os materiais didático-pedagógicos objetivam fomentar a qualidade do ensino ministrado e
são adquiridos com recursos da mantenedora, assim como todos os demais materiais e
equipamentos do Colégio. Os materiais pedagógicos apresentam sua dimensão pública e social na
medida em que podem ser utilizados pela comunidade em eventos específicos, como feiras,
seminários, confraternizações, atividades lúdicas, etc.
4.8 – As referências bibliográficas que fundamentaram a proposta filosófica e aquelas que
darão suporte na materialização do processo de ensino-aprendizagem
a) Que fundamentaram a proposta filosófica
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VASCONCELOS, Celso dos S. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança. São Paulo:
Libertad, 1994.
XIMENES, Sergio. Mini-Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Ediouro, 2000.
b) Que darão suporte à materialização do processo de ensino-aprendizagem
As bibliografias gerais que orientam a materialização do processo de ensino-aprendizagem
são as seguintes.
Observação: A Biblioteca da Instituição dispõe de outras bibliografias, que poderão ser utilizadas
pelos professores para seu trabalho docente. As bibliografias específicas de cada modalidade de
ensino encontram-se dispostas no item “currículo”.
b.1) Ensino fundamental e médio
ABRAMOWAY, Miriam. Escolas inovadoras: experiências bem sucedidas em escolas públicas.
Brasília: Unesco. 2003.
AQUINO, Julio Groppa (org)- Diferenças e Preconceitos na Escola. Alternativas teóricas e
práticas. São Paulo. Summus. 1998.
ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro. Editora Guanabara –
Koogan. 1981.
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A educação popular na escola cidadã. Petrópolis: Vozes. 2002.
BUFFA, Ester. 1991. Educação e cidadania: quem educa o cidadão? São Paulo: Cortez.
COLOMBIER, Claire. Violência na escola. São Paulo: Summus. 1989.
DALBEN, Ângela Imaculada L. de Freitas. Trabalho escolar e conselho de classe. Campinas.
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DEMO, Pedro. Política social, educação e cidadania. Campinas: Papirus. 1994.
FREIRE, Paulo. A educação na cidade. São Paulo: Cortez. 1995.
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FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não. Cartas a quem ousar ensinar. São Paulo. Editora Olho
d‟Água. 1993.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação. Mito & Desafio. Uma perspectiva construtivista. Porto Alegre.
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HOLANDA, Francisco Ariosto. Educação para o trabalho. Fortaleza: Edições UVA. 2002.
IOKOI,Zilda Márcia Grícoli. História Local e Cidadania. Prefeitura de Diadema/ Humanitas.
2004.
JENKINS, Keith –A História Repensada. São Paulo. Contexto.2001
MACHADO, Nilson José. Cidadania e educação. São Paulo: Contexto. 1997.
MARTINEZ, Vinício Carrilho. Violência, tolerância e educação. São Paulo: Mandruvá. 1999.
MARTINS, José de Souza. Exclusão social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulus. 2003.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo/Brasília. Editora
Cortez/UNESCO. 2002.
MUNHOZ, Maria Luiza Puglisi (org.) Questões Familiares em temas de psicopedagogia. São
Paulo. Coleção Temas de Pisicopedagogia. Livro 7 .2003.
PARO, Vitor Henrique. Por Dentro da Escola Pública. São Paulo. Xamã. 1995.
PAROLIN, Izabel. Professores Formadores: a relação entre a família, a escola e a aprendizagem.
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Livraria e Editora: 2002.
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Antônio F. (orgs). Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e culturais.
Petrópolis: Vozes. 1995.
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SKLIAR, Carlos. Educação e exclusão: abordagens sócio-antropológicas em educação especial.
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ABREU, Martha e Rachel Soihet (orgs). Ensino de história: temáticas e metodologia. RJ: Casa da
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BITTENCOURT, Circe (org.). O saber Histórico na Sala de Aula. São Paulo: Contexto, 1997.
CABRINI, C. et al. O ensino de História: revisão urgente. 5ª ed. ,São Paulo: Brasiliense, 1994.
FONSECA, Selva Guimarães. Caminhos da história ensinada. Campinas: Papirus, 1993.
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e Prática de Ensinode História. Campinas: Papirus,
2003.
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GORENDER, Jacob. A escravidão reabilitada. São Paulo: Ática, 1990.
HARVEY, Dadiv. A condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1992.
TARDY, M. O Professor e as Imagens. São Paulo: Cultrix, 1976.
VIGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.
_______________. Pensamento e Linguagem. 3a ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
b.2) Educação infantil
BRASIL. Lei Federal nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação
– LDB.
_______. Lei Federal nº 8.069/90 de 13 de julho de 1990. Estatuto da Criança e do Adolescente –
ECA.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Referencial curricular
nacional para a educação infantil / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental.
– Brasília: MEC/SEF, 2002 – 3v.: il. - Volume 1: Introdução; Volume 2: Formação pessoal e social;
Volume 3: Conhecimento de mundo.
DAVIS, Claudia; OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. Psicologia na Educação. São Paulo:
Cortez Editora, 1990.
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FERREIRO, Emília. A escrita... antes da letra. IN: SINCLAIR, H. (ORG). A produção de notações
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FREINET, C. As técnicas Freinet da escola moderna. Lisboa: Editorial Estampa, 1975.
HOFFMANN, Jussara. AVALIAÇÃO NA PRÉ-ESCOLA. Um olhar sensível e reflexivo sobre a
criança. Porto Alegre: Mediação, 2000.
LLEIXÁ ARRIBAS, Teresa. Educação Infantil: desenvolvimento, currículo e organização escolar.
Porto Alegre: Artmed, 2004.
KISHIMOTO, Tizuto Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira Thomson
Learning, 2003.
4.9 – Datas e semanas comemorativas como atividades suplementares e convergentes com a
proposta formulada
DATAS COMEMORATIVAS ATIVIDADES PROGRAMADAS
Quinta, 08 de Março: Dia da Mulher
Quinta, 15 de Março: Dia da Escola
Quinta, 22 de Março: Dia Mundial da Água
Terça, 27 de Março: Dia do Circo
Sábado, 07 de Abril: Dia Mundial da Saúde
Quarta, 18 de Abril: Dia de Monteiro Lobato
Domingo, 22 de Abril: Descobrimento do Brasil
Sábado, 28 de Abril: Dia da Educação
Domingo, 13 de Maio: Dia das Mães
Palestra sobre cidadania e violência contra a mulher –
Profa Elenir Cericatto
Evento de comemoração ao dia da escola, com palestra
sobre a importância do espaço escolar.
Atividade interdisciplinar organizada pelos professores
Teatro na escola com artista locais
Atividades esportivas na escola. Distribuição de frutas
na escola.
Atividade de Leitura na Biblioteca e contação de
história
Hasteamento da Bandeira e Hino Nacional
Confraternização com os professores e funcionários e
palestra pedagógica
Apresentação e confraternização do dia das mães
Evento no Colégio em comemoração ao Dia da
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-da-mulher/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-do-circo/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-mundial-da-saude/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-de-monteiro-lobato/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/descobrimento-do-brasil/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-das-maes/
62
DATAS COMEMORATIVAS ATIVIDADES PROGRAMADAS
Terça, 22 de Maio: Dia de Nossa Senhora de Santa Rita
Sexta, 01 de Junho: Semana Mundial do Meio Ambiente
Terça, 05 de Junho: Dia da Ecologia
Domingo, 24 de Junho: Dia de São João
Quarta, 25 de Julho: Dia do Escritor
Quinta, 26 de Julho: Dia da Vovó
Domingo, 12 de Agosto: Dia dos Pais
Quarta, 22 de Agosto: Dia do Folclore
Quinta, 20 de Setembro: Dia do Gaúcho
Sexta, 21 de Setembro: Dia da Árvore
Sexta, 12 de Outubro: Dia das Crianças
Segunda, 15 de Outubro: Dia do Professor
Quarta, 31 de Outubro: Dia das Bruxas - Halloween
Segunda, 19 de Novembro: Dia da Bandeira
Terça, 20 de Novembro: Dia Nacional da Consciência
Negra
Quarta, 28 de Novembro: Dia Mundial de Ação de Graças
Sábado, 08 de Dezembro: Dia da Família
Padroeira Santa Rita. Inauguração da Capela em
Homenagem à Santa Rita de Cássia.
Distribuição de mudas e plantação de árvores
Festa de São João
Palestra com escritores locais
Oficina de elaboração de cartões para as vovós. Convite
às avós dos alunos para chá no Colégio.
Campeonato esportivo
Atividades interdisciplinares e contação de histórias
Mateada no recreito – Mate doce e pipoca
Concurso de cartazes
Oficinas de criatividade na escola (Gincana)
Confraternização na Escola aos professores
Festa à fantasia
Momento cívico
Palestra sobre diversidade
Doações aos carentes
Carta aos pais e familiares
4.10 – Programa de formação de cidadania nas diversas áreas do conhecimento
O Colégio Santa Rita de Chapecó desenvolverá o Programa de Responsabilidade Social
Santa Rita, que apresenta como objetivos e linhas o seguinte:
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-da-ecologia/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-de-sao-joao/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-da-vovo/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-dos-pais/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-do-folclore/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-das-criancas/
file:///D:/desktop/COMP%20VELHO1/colégio%20sta%20rta/colegio/COLEGIO%20SANTA%20RITA_CEE_SC/COPIAS%20DE%20SEGURANÇA/brasil/dia-do-professor/
63
a) Objetivo Geral
Fomentar o diálogo entre o Colégio Santa Rita de Chapecó e as comunidades do seu
entorno, em especial, as instituições dos municípios vizinhos, como escolas, associações,
prefeituras, ONG's, entre outros setores da sociedade civil organizada de modo a fortalecer a
responsabilidade social da instituição.
b) Objetivos Específicos
a) Desenvolver, a partir do Programa de Extensão em Responsabilidade Social, projetos de extensão
orientados por essa perspectiva nos municípios elencados pelo Programa;
b) Valorizar os anseios e informações colhidas nas comunidades/municípios de modo que as
mesmas sejam utilizadas para reoxigenar os processos escolares e institucionais do Colégio;
c) Promover canais efetivos de comunicação e troca com as comunidades e municípios envolvidos;
d) Fortalecer a responsabilidade social dainstituição;
e) Colaborar para a divulgação da imagem do Colégio na sua área de inserção.
c) Linhas de atuação
1) Cidadania – Esta linha se justifica pois mantém alta coesão com a missão institucional do
Colégio tendo em vista que a perspectiva de desenvolvimento regional pressupõe inserção e justiça
social, além de garantia de direitos, cumprimento de deveres e consciência social.
2) Combate à Violência – Esta linha se justifica na medida em que a região Oeste de Santa
Catarina se insere em uma área de altos índices de violência, em especial, a doméstica (contra a
mulher). Atualmente, também, pode-se verificar nas escolas da região diferentes tipos de violência
escolar – como o bullying – além da violência contra professores e a decorrente do uso de
entorpecentes. Assim, esta linha se justifica em função de que se propõe estabelecer uma
consciência coletiva em prol da não violência e da cultura da paz, do respeito e do combate aos
diferentes tipos de preconceitos (como a homofobia, o preconceito de cor, entre outros).
3) Empreendedorismo – Ao se fomentar o empreendedorismo, contribui-se efetivamente para o
desenvolvimento dessas competências e habilidades.
4) Empresas familiares na região Oeste – Esta linha se justifica em função de que a Região Oeste,
no que diz respeito ao setor empresarial, é formada basicamente por empresas familiares.
5) Orçamento familiar – Esta linha se justifica em função da necessidade de se contribuir com o
64
processo de orientação às famílias em relação ao seu orçamento familiar. Em função do fácil acesso
ao crédito, o endividamento familiar dos grupos familiares no Brasil aumentou significativamente,
realidade esta que também se estendeu à área de inserção do Colégio. Nesse sentido, esta linha se
propõe a encontrar meios e esclarecimentos sobre como restabelecer a ordem orçamentária nesses
grupos familiares.
6) Aspectos culturais locais – Esta linha se justifica na medida em que a valorização da cultura
local encontra respaldo na formação sócio-histórica do município de Chapecó e região de inserção.
Assim, a valorização das culturas italiana e alemã – responsáveis pela colonização dos municípios
do entorno da Instituição – serão objeto deste Programa.
Além dessa proposta, o Colégio Santa Rita de Chapecó desenvolverá propostas próprias
como os seguintes projetos:
a) Projeto Clic@ndo na Escola
O Projeto Clicando na Escola visa oportunizar ao estudante, pais de alunos e funcionários
que ainda não tiveram acesso aos recursos de informática, sua inclusão no mundo da tecnologia, da
informação e do conhecimento.
Como objetivos específicos, o projeto se propõe a:
Facilitar o processo de múltiplas aprendizagens no contexto escolar e extra escolar.
Fomentar a formação de seres autônomos, críticos e criativos, sujeitos de sua aprendizagem.
Oportunizar a aquisição de conhecimento técnico e operacional sobre os programas básicos
dos computadores.
Favorecer a aproximação entre a família e a escola.
O cronograma de atividades do Projeto Clic@ando na Escola é o seguinte:
Mês Atividade Responsável Recursos
Fevereiro e
Março
2015
Inscrições na Secretaria do Colégio
Santa Rita de Chapecó
Secretaria Escolar Fichas de inscrição prontas
Entrega do regulamento dos
laboratórios
Março
2015
Início das atividades práticas nos
laboratórios de informática
1º módulo
Professor de Informática Laboratórios de Informática
Impressora
02 resmas de papel A4
TV – LCD
Julho
2015
Final do primeiro módulo – recesso
Certificação do 1º módulo
Professor de Informática
Secretaria Escolar (emissão
dos certificados)
Confecção dos certificados
Agosto
2015
Início do 2º módulo Professor de Informática Laboratórios de Informática
Impressora
mailto:Clic@ndo
mailto:Clic@ando
65
Mês Atividade Responsável Recursos
02 resmas de papel A4
TV – LCD
Dezembro
2015
Final do segundo módulo – recesso
Certificação do 2º módulo
Professor de Informática
Secretaria Escolar (emissão
dos certificados)
Confecção dos certificados
Dezembro
2015
Socialização dos resultados no
Conselho Escolar
Professor de Informática -
b) Projeto Leituras na Escola
O Projeto Leituras na Escola visa desenvolver as habilidades de leituras da comunidade
escolar. Assim, os professores selecionarão textos complementares ao processo de ensino-
aprendizagem e textos de interesse geral da comunidade.
Serão disponibilizadas, também, leituras nos computadores, entre outros meios em que a
tecnologia se faz presente.
Mês Atividade Responsável Recursos
Fevereiro e
Março
2015
Inscrições na Secretaria do Colégio
Santa Rita de Chapecó
Secretaria Escolar Fichas de inscrição prontas
Entrega do regulamento da
Biblioteca
Março
2015
Início das atividades de leitura Professor de Português e
Educação Infantil
Utilização do acervo da
Biblioteca
Julho, Agosto,
Setembro,
Outubro,
Novembro
2015
Desenvolvimento do Projeto Professor de Português e
Educação Infantil
Acervo da Biblioteca
Xerox (500)
Impressões (500)
Folhas A4
Canetas
Marca textos
Dezembro
2015
Socialização dos resultados no
Conselho Escolar
Professor de Português e
Educação Infantil
Emissão de certificados dos
participantes
c) Projeto Clube do Jornal
O Projeto Clube do Jornal objetiva aprofundar a escrita nas diferentes modalidades de
ensino, além de difundir na comunidade acadêmica o que vem sendo desenvolvido no âmbito do
Colégio Santa Rita de Chapecó
O jornal terá publicação mensal.
O cronograma do projeto é o seguinte:
66
Mês Atividade Responsável Recursos
Fevereiro e
Março
2014
Formatação do Jornal Direção Escolar
Professores de Português
Seleção dos alunos
participantes
Março
2014
Início das atividades do jornal –
preparação dos textos
Professor de Português e
Educação Infantil
Gravador
Máquina Fotográfica
Computadores
Impressora
Papel
Julho, Agosto,
Setembro,
Outubro,
Novembro
2014
Elaboração do Jornal Mensal Professor de Português e
Educação Infantil
Dezembro
2014
Socialização dos resultados no
Conselho Escolar
Professor de Português e
Educação Infantil
Emissão de certificados dos
participantes
d) Projeto Clube da Rádio Santa Rita
O projeto Clube da Rádio Santa Rita de Chapecó visa desenvolver a capacidade de
comunicação oral dos alunos. Trata-se de um laboratório de comunicação que será desenvolvido
durante os horários de recreio por alunos do ensino fundamental e médio.
Haverá professor supervisionador que coordenará as atividades da rádio.
Mês Atividade Responsável Recursos
Fevereiro e
Março
2014
Formatação das atividades da Rádio Direção Escolar
Professores de Português
Seleção dos alunos
participantes
Março
2014
Início das atividades da Rádio Professor de Português e
Educação Infantil
Gravador
Microfone
Caixa de Som
Computadores
Impressora
Papel
Julho, Agosto,
Setembro,
Outubro,
Novembro
2014
Elaboração dos textos e seleção de
músicas para a Rádio sob supervisão
de professor do Colégio.
A Rádio deverá apresentar gravações
de entrevistas feitas no Colégio e
Comunidade
Professor de Português e
Educação Infantil
Dezembro
2014
Socialização dos resultados no
Conselho Escolar
Professor de Português e
Educação Infantil
Emissão de certificados dos
participantes
e) Projeto Movimento
O projeto movimento visa inserir a prática de exercícios físicos programados por
profissional de educação física. Ocorrerá em horários alternativos ao horário das aulas, como final
de semana, entre outros.
67
Mês Atividade Responsável Recursos
Fevereiro e
Março
2014
Elaboração de calendário de atividades
Direção Escolar
Professores de Educação
FísicaInscrições
Março
2014
Início das atividades Quadra de esportes
Área de lazer
Materiais de exercício
(bolas, redes, entre outros
equipamentos)
Julho, Agosto,
Setembro,
Outubro,
Novembro
2014
Desenvolvimento das atividades
conforme calendário
Dezembro
2014
Socialização dos resultados no
Conselho Escolar
Emissão de certificados dos
participantes
e) Projeto Indústria do Conhecimento (Feira de Ciências)
O Projeto Indústria do Conhecimento visa divulgar na comunidade (pais, alunos e
professores) o resultado dos trabalhos de pesquisa dos estudantes. Será desenvolvido anualmente.
Mês Atividade Responsável Recursos
Fevereiro e
Março
2014
Elaboração do Projeto com escolha do
coordenador
Direção Escolar
Professores de Ciências,
Biologia e Física
Papel A4
Impressora
Computador
Março
2014
Início das atividades junto com os
professores de Ciências, Biologia e
Física
Quadra de esportes
Área de lazer
Materiais de exercício
(bolas, redes, entre outros
equipamentos)
Outubro de 2014 Desenvolvimento das atividades
conforme calendário
Dezembro
2014
Socialização dos resultados no
Conselho Escolar
Emissão de certificados dos
participantes
68
4.11 – Currículo, seus objetivos, metas, referências bibliográficas e, principalmente, como
ocorrerá a materialização do mesmo
Este item encontra-se no ANEXO deste Projeto Político Pedagógico.
4.12 – Processo de avaliação como forma de constatar a apropriação real de conhecimento,
nas suas formas cotidiana, bimestral ou semestral e anual e em decorrência destas, o processo
de recuperação.
O processo de avaliação do Colégio Santa Rita de Chapecó é definido pelo seu Regimento
Escolar, assim como o processo de recuperação.
CAPÍTULO XIII
DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO
Art. 58 - A avaliação deve ser entendida como um processo contínuo de obtenção de
informações, análise e interpretação da ação educativa, visando ao aprimoramento
do trabalho escolar.
Parágrafo Único: Todos os participantes da ação educativa serão avaliados em
momentos individuais e coletivos.
Seção I
Da avaliação do processo de ensino-aprendizagem
Art. 59 - A avaliação do processo ensino-aprendizagem deve ser entendida como
um diagnóstico do desenvolvimento do educando na relação com a ação dos
educadores, na perspectiva do aprimoramento do processo educativo.
Parágrafo Único - O processo de avaliação deve ser contínuo e ter como base a
visão global do aluno subsidiado por observação e registros obtidos no decorrer do
processo.
Art. 60 - A avaliação terá por objetivos:
I - diagnosticar a situação de aprendizagem do educando para estabelecer os
objetivos que nortearão o planejamento da ação pedagógica;
II - verificar os avanços e dificuldades do educando no processo de apropriação,
construção e recriação do conhecimento, em função do trabalho desenvolvido;
III - fornecer aos educadores, elementos para uma reflexão sobre o trabalho, tendo
em vista o replanejamento;
IV - possibilitar aos educandos tomarem consciência de seus avanços e dificuldades,
visando o seu envolvimento no processo de aprendizagem;
V - embasar a tomada de decisão quanto à promoção dos educandos.
Seção II
Dos critérios de avaliação
Art. 61 - Cabe a/ao professor/a da disciplina aferir o desempenho do/a aluno/a
quanto à apropriação de competências e conhecimentos de estudos e atividades
escolares.
Art. 62 – No que diz respeito à avaliação, cabe à Direção:
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I - aferir o desempenho docente previsto no Projeto Político Pedagógico do
estabelecimento de ensino;
II - aferir as condições físicas e materiais que substanciam o processo ensino-
aprendizagem.
Art. 63 - A avaliação do aproveitamento do aluno será diagnóstica, processual e
contínua e de forma global, mediante verificação de competência e de aprendizagem
de conhecimentos, em atividades de classe e extraclasse, incluídos os procedimentos
próprios de recuperação paralela
Art. 64 – São diretrizes da avaliação:
I - Avaliação do aproveitamento do/a aluno/a será atribuída pelo/a professor/a da
série ou disciplina, registrada em diário de classe e analisada em Conselho de
Classe.
II - Quando a avaliação for expressa em conceito descritivo, cabe a/ao Professor/a
estabelecer a equivalência em notas, caso seja necessário;
III – O Colégio Santa Rita adota conceito descritivo para as turmas de 1º, 2º e 3º ano
dos anos iniciais do ensino fundamental, sendo que ao final do ano letivo, somente
no 3º ano o conceito é convertido em notas;
IV - Serão garantidas minimamente aos discentes, novas oportunidades de avaliação
como recuperação paralela antes do fechamento das médias bimestrais,
prevalecendo o resultado maior obtido;
V - Será garantido acesso a exame final aos alunos que obtiveram média inferior a 7
(sete), e superior a 2.75 (dois, setenta e cinco);
VI - O professor deverá aplicar bimestralmente o mínimo de duas avaliações
somatórias (prova, teste, entre outras), além de aplicar avaliações formativas
(participação e frequência).
VII – A avaliação da Educação Infantil ocorrerá por meio da observação, registro e
portfólio, podendo o Conselho Escolar complementá-las, ouvido o Colegiado de
Professores e a Direção Escolar.
VIII – Cabe aos professores da Educação Infantil do Colégio Santa Rita criar as
diretrizes e formulários específicos para avaliação da aprendizagem dessa
modalidade de ensino, devendo ser submetida ao Conselho Escolar para aprovação.
Art. 65 - São considerados aprovados:
I - Os/a alunos/a que alcançarem os níveis de apropriação de conhecimento superior
ou igual a 70% (setenta por cento) dos conteúdos efetivamente trabalhados por
disciplina; do Ensino Regular Fundamental e Médio;
II - Os/as alunos/as com aproveitamento inferior aos 70% (setenta por cento), que
submetidos à avaliação final, alcançarem 50% (cinquenta por cento) em cada
disciplina;
III - Ter-se-ão como aprovados, quanto à assiduidade, os/as alunos/as de frequência
igual ou superior à 75% (setenta e cinco por cento) das horas letivas de efetivo
trabalho escolar.
Art. 66 - O Colégio Santa Rita não adotará 2ª (segunda) época.
Art. 67 - O Colégio Santa Rita pode oferecer novas oportunidades de avaliação,
70
sempre que verificado o aproveitamento insuficiente durante os bimestres,
assegurando a promoção de recuperação paralela e prevalecerá o resultado maior
obtido. Estas decisões cabem ao conselho de classe em conjunto com o/a professor/a
da disciplina.
Art. 68 - O/a aluno/a reprovado em mais de 02 (duas) disciplinas deverá repetir a
série e a escola deverá considerar o conhecimento e aprendizagem nas disciplinas
em que já logrou êxito;
Art. 69 - O/a aluno/a que não for aprovado, em até duas disciplinas, tem direito à
progressão parcial e fará dependência das mesmas, esta progressão fica assegurada
somente aos alunos/as do 7º, 8º, 9º anos e ensino médio;
Art. 70 - O aluno deverá fazer a dependência, no Colégio Santa Rita; a dependência
de 7ª , 8ª e 9ª série é de frequência obrigatória;
Art. 71 - No caso de transferência de outra escola, com a condição de dependência,
e a escola não oferecer dependência em horário oposto as aulas, o/a aluno/a poderá
ser avaliado para fins de reclassificação;
Art. 72 - Serão aprovados, quanto à assiduidade, os/as alunos/as com frequência
igual ou superior à 75% (setenta e cinco por cento) das horas letivas de efetivo
trabalho escolar.
Art. 73 - As presenças e ausências dos alunos nas atividades escolares serão
registradas pelo professores e enviada à Secretaria do Colégio Santa Rita.
Art. 74 - Os dados relativos à apuração de assiduidade deverão ser comunicados ao
aluno e aopai ou responsável, durante o decorrer do período letivo, sempre que
houver necessidade e, no mínimo, bimestralmente.
Art. 75 - A dependência poderá ser cursada em apenas um semestre, no entanto o
aluno somente terá o registro ao final do ano letivo;
Art. 76 - Os conteúdos e rendimento do aluno em dependência deverão ser
registrados no diário de classe.
Subseção I
Do Conselho de Classe
Art. 77 - O Conselho de Classe é um órgão colegiado de natureza deliberativa em
assuntos didático- pedagógicos, tendo por objetivo avaliar o processo ensino-
aprendizagem na relação direção- Professor/a- aluno/a e os procedimentos
adequados a cada caso, que possibilita:
I - A avaliação global do aluno e o levantamento das suas dificuldades; a avaliação
dos envolvidos no trabalho educativo e no estabelecimento de ações para a
superação das dificuldades; a avaliação do processo ensino-aprendizagem
desenvolvido pela escola na implementação das ações propostas e verificação dos
resultados; a definição de critérios para a avaliação e sua revisão, quando necessária;
a avaliação da prática docente, enquanto motivação e produção de condições de
apropriação do conhecimento, no que se refere: à metodologia, aos conteúdos
programáticos e à totalidade das atividades pedagógicas realizadas;
II - O Conselho de Classe será realizado por turma, nos períodos bimestrais e será
71
proponente das ações que visem à melhoria da aprendizagem e o definidor da
aprovação ou não aprovação do/a aluno/a;
III - O Conselho de Classe será composto: pelos professores da turma; pela direção
do Colégio ou seu representante; por alunos/a da turma e pais;
III - O Conselho de Classe poderá reunir-se extraordinariamente, convocado pela
direção do Colégio Santa Rita, sendo obrigatório o comparecimento de todos os
membros convocados.
IV - A instância imediatamente superior ao Conselho de Classe é o Conselho
Escolar.
V - As reuniões do Conselho de classe serão lavradas em atas próprias para registro,
divulgação ou comunicação aos interessados.
Art. 78 – São atribuições do Conselho de Classe:
I - Emitir parecer sobre assuntos referentes ao processo ensino- aprendizagem,
decidindo pela revisão de nota ou anulação e repetição de testes, provas e trabalhos
destinados à avaliação do rendimento escolar em que ocorram irregularidades ou
dúvidas por parte dos/as alunos/as, pais ou responsáveis, quanto ao resultados
obtidos;
II - Analisar o pedidos de reconsideração dos pareceres emitidos pelo Conselho de
Classe nos casos relacionados no inciso anterior e, esgotadas todas as possibilidades
de solução para o problema, consultar a instancia superior imediata para a decisão
final;
III - Avaliar as atividades docentes e discentes, possibilitando replanejamento dos
objetivos e das estratégias de execução da programação, com vistas à melhoria do
processo ensino- aprendizagem;
IV - responsabilizar o/a Professor/a de cada disciplina, ao término do conselho de
Classe, pelo preenchimento do documento de avaliação e frequência, adotado pelas
rede estadual de ensino, a ser entregue na Secretaria do Colégio Santa Rita;
V - Propor medidas para a melhoria do aproveitamento escolar, integração e
relacionamento dos/as alunos/as na turma;
VI - Estabelecer planos viáveis de recuperação contínua e paralela dos/as alunos/as,
em consonância com o Projeto Político- Pedagógico do Colégio Santa Rita;
VII - Assegurar a elaboração e execução dos planos de adaptação de alunos
transferidos, quando se fizer necessário, atendendo a legislação específica.
Seção III
Da Recuperação
Art. 79 - A recuperação, parte integrante do processo de construção do
conhecimento, deve ser entendida como orientação contínua de estudos e criação de
novas situações de aprendizagem.
72
Art. 80 - A recuperação na forma do artigo anterior e, definida no Projeto
Pedagógico, processar-se-á:
I - Continuamente:
a) na ação permanente em sala de aula, pela qual o professor, a partir da ação
educativa desencadeada, criará novas situações desafiadoras e dará atendimento aos
alunos que dela necessitarem, através de atividades diversificadas;
b) no trabalho pedagógico da escola como um todo, sendo a sua organização e
planejamento estabelecidos no Projeto Pedagógico.
II - Paralelamente, em horário diverso do das aulas regulares, na própria escola, ou
por estudos complementares de acordo com a conveniência pedagógica.
III - A cada duas avaliações somatórias no bimestre, ocorrerá uma terceira, a título
de recuperação, especialmente para os alunos que não obtiveram nota 7, cabendo
esta a qualquer aluno que queira recuperar a nota.
IV - As avaliações apontarão os problemas ocorridos parcialmente ao longo do
bimestre, que serão recuperados mediante atividades-trabalhos de recuperação
paralela, como preparação para o conceito final.
4.13 – Ações de acompanhamento sistemático dos resultados do processo de avaliação interna
e externa (SAEB, Prova Brasil, dados estatísticos, pesquisas sobre sujeitos da Educação
Básica), incluindo dados referentes ao IDEB e/ou que complementem ou substituam os
desenvolvidos pelas unidades da federação e outros.
O Colégio Santa Rita de Chapecó pretende acompanhar os resultados dos processos de
avaliação interna e externa de forma intensiva na medida em que, se apresenta por princípio a
garantia da qualidade, torna-se imprescindível que obtenha resultados significativos em todos os
processos avaliativos, tanto internos quanto externos.
Nessa perspectiva, a partir de seu projeto de auto-avaliação interna, pretende criar
mecanismos de acompanhamento para poder redimensionar seus rumos em função dos resultados
obtidos.
O Colégio Santa Rita manterá um observatório da educação junto ao seu NDE – Núcleo
Docente Estruturante, que sistematizará as avaliações obtidas de forma factível, para o
entendimento de todos os envolvidos na comunidade acadêmica. Esse observatório manterá arquivo
com informações recentes sobre a educação básica, com apoio da Assessoria de Normas
Educacionais da Mantenedora.
Uma das primeiras ações no sentido de acompanhamento será uma palestra a ser realizada
logo no início do credenciamento do Colégio sobre Políticas Públicas na Educação Básica, a ser
proferida por um professor da Faculdade Santa Rita de Chapecó. Outras iniciativas no sentido de
acompanhamento poderão ser tomadas tanto pelo Conselho Escolar, quanto pelos demais órgãos
colegiados, sempre na perspectiva de se aumentar o patamar de qualidade do ensino oferecido no
73
Colégio Santa Rita.
4.14 – Programa de acompanhamento de acesso, de permanência dos estudantes e de
superação da retenção escolar
O acompanhamento do acesso, da permanência dos estudantes e de superação da retenção
escolar será objeto de acompanhamento permanente do Conselho Escolar, bem como do NDE –
Núcleo Docente Estruturante do Colégio Santa Rita.
Nesse sentido, o acompanhamento relativo ao acesso se dará mediante coleta de dados via
questionário, a ser preenchido oportunamente, ou em momento de matrícula, ou noutro momento
considerado mais adequado. O questionário deverá fornecer subsídios para o programa de auto-
avaliação da instituição no sentido de se levantar elementos para responder às seguintes perguntas:
a) Quais as principais dificuldades de acesso ao Santa Rita de Chapecó? O valor da mensalidade? O
local? A renda familiar? O valor do material didático como livros para uso próprio? Entre outras
questões, a serem elaboradas pelo NDE e aprovadas pelo Conselho Escolar. Tais questões integrarão
o presente projeto pedagógico.
No que diz respeito à permanência e retenção, a mantenedora do Colégio Santa Rita de
Chapecó apresenta o Programa de Bolsas de Estudo que priorizará estudantes carentes. Nesse
sentido, oprograma de bolsas de estudo levará em condições a renda per capita da família do
estudante, com as seguintes regras:
PROGRAMA DE BOLSA DE ESTUDOS DO COLÉGIO SANTA RITA
Art. 1º – O presente Programa institui as normas e procedimentos relativos ao Programa de Bolsas
de Estudo do Colégio Santa Rita de Chapecó destinado a estudantes carentes regularmente
matriculados no Colégio Santa Rita de Chapecó.
Art. 2º – Poderão solicitar bolsas de estudo, os pais ou responsáveis por estudantes cujas famílias
possuem renda per capita mensal inferior a três salários mínimos ou, ainda, em caráter de
emergência, quando o(s) responsável (is) pela manutenção da família:
I - Perder(em) o emprego abruptamente;
II - Mantiver(em) membro da família em situação de doença grave, como neoplasia maligna, Aids,
operações cirúrgicas graves, entre outras, a serem averiguadas pelo Colégio Santa Rita de Chapecó;
III -No caso de morte ou acidente grave de um dos provedores da família e;
IV - Em outros casos de gravidade maior, a serem atestados pelo Colégio Santa Rita de Chapecó.
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Art. 3º – Terá direito a bolsa de 5%, de pronto, o estudante que mantiver outro membro da família
estudando no Colégio Santa Rita de Chapecó.
Art. 5º – O protocolo do pedido de bolsa deve ser efetivado juntamente com o requerimento de
matrícula, ou a qualquer tempo, nos casos dos incisos I, II, III e IV do artigo 2º deste Regulamento.
Art. 6º – Os requerimentos de bolsa devem conter os documentos que o fundamentam, podendo o
Colégio Santa Rita de Chapecó solicitar outros ou fazer averiguação in loco, em caso de dúvidas ou
insuficiência de provas.
Art. 7º – Após o pedido, que deve ser instruído pela Secretaria Escolar, a Direção do Colégio Santa
Rita de Chapecó deverá encaminhá-los à mantenedora, que se pronunciará sobre cada caso,
comunicando o Conselho Escolar acerca das decisões tomadas.
Art. 8º - O Conselho Escolar poderá solicitar reconsideração ou pedido de anulação de bolsa, no
caso de constatação de fraudes na documentação ou qualquer outro tipo de ato contraditório à
política da mantenedora ou do Colégio Santa Rita de Chapecó.
Art. 9º - Em qualquer caso, o requerente terá direito ao conhecimento sobre o resultado do seu
pedido, podendo, também, efetuar recurso no prazo de 10 (dez) dias do resultado, inclusive
acrescentando novos fatos e documentos em seu processo.
Art. 10 – A Secretaria Escolar criará os formulários e requerimentos necessários à
operacionalização deste programa, submetendo-o Assessoria de Normas Educacionais da
mantenedora e, após, ao Conselho Escolar para aprovação.
Art. 11 - Este regulamento entra em vigor imediatamente após a aprovação dos atos instituidores
do Colégio Santa Rita pelos órgãos superiores específicos, devendo o Conselho Escolar promover o
amplo conhecimento da mesma em toda a comunidade escolar.
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COLÉGIO SANTA RITA
FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE BOLSA
1 – DADOS DO ALUNO
1.1 – Nome:
1.2 – Nº matrícula:
1.3 – Nome dos pais ou responsáveis:
1.4 – CPF pais ou responsáveis:
2 - ENQUADRAMENTO DO PEDIDO:
[ ] Art 12, caput – renda
[ ] Art 12, I – Perda emprego
[ ] Art. 12, II – Doença grave de membro familiar
[ ] Art. 12, III – Morte ou acidente
[ ] Art. 12, IV – Casos de gravidade maior (atestado pelo Colégio Santa Rita)
[ ] Membro familiar estudante do Colégio
3 - JUSTIFICATIVA
4 - DOCUMENTAÇÃO COMPROBATÓRIA
[ ] Art 12, caput – renda – cópia dos contracheques do grupo familiar (três últimos
meses) [ se agricultor, bloco de notas de produtor rural ou comprovante similar]
[ ] Art 12, I – Perda emprego – cópia rescisão do contrato de trabalho;
[ ] Art. 12, II – Doença grave de membro familiar – Laudo médico
[ ] Art. 12, III – Morte ou acidente – Atestado de óbito ou médico
[ ] Art. 12, IV – Casos de gravidade maior (atestado pelo Colégio Santa Rita de
Chapecó) – Laudo médico
[ ] Membro familiar estudante do Colégio – comprovante de matrícula e frequencia.
Data:______________ Assinatura pai ou resp.
Despacho mantenedora:________________
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ANEXOS