Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Beatriz N. Ferreira
Hipófise - Glândula Pituitária
● Localiza-se na sella túrcica (cavidade do osso esfenóide).
● Se liga ao hipotálamo (situado na base do cérebro) pelo infundíbulo/pedículo - ligação entre
a hipófise e o sistema nervoso central → os dois juntos são os "órgãos mestre do sistema
endócrino".
● É revestida por uma cápsula de tecido conjuntivo, contínua com a rede de fibras reticulares
que suporta as células do órgão.
● Possui origem embriológica dupla: nervosa e ectodérmica
- Nervosa: desenvolve pelo crescimento do assoalho do diencéfalo em direção caudal.
- Ectodérmica: desenvolve-se a partir de um teto da boca primitiva que cresce em
direção cranial → formando bolsa de Rathke.
● Os neuro hormônios do hipotálamo estimulam a hipófise a trabalhar.
● 2 lobo:
- Posterior: neurohipófise.
- Anterior: adenohipófise.
Beatriz N. Ferreira
● Lobo Anterior:
- Tecido epitelial glandular.
- Rico em células e essas contém grânulos de secreção.
● Lobo Posterior:
- Tecido secretor neural.
- Não tem tecido glandular, menos corada.
Suprimento Sanguíneo
● Ocorre por 2 grupos de artérias originadas da carótida interna
1) Artérias hipofisárias superiores direita e esquerda:
- Irrigam a eminência mediana e o infundíbulo.
2) Artérias hipofisárias inferiores direita e esquerda:
- Irrigam principalmente a neuro-hipófise.
● No infundíbulo as artérias hipofisárias superiores formam um plexo capilar primário: cujas
células são endoteliais fenestradas → reunir → formar vênulas e pequenos vasos → pars
Beatriz N. Ferreira
distalis → ramificam novamente → plexo capilar secundário.
● Sistema porta-hipofisário.
● O suprimento da pars distalis: sangue vindo do infundíbulo e em quantidade menor de
ramos de artérias hipofisárias inferiores.
● Dessa maneira, vários neuro-hormônios produzidos no hipotálamo são levados diretamente
do infundíbulo à pars distalis → controlando a função de suas células.
● O sangue venoso desse sistema sai por diversas veias hipofisárias.
Corte de hipófise mostrando a pars nervosa, a pars intermedia e a pars distalis. Os asteriscos indicam alguns folículos da pars intermedia.
(Fotomicrografia. Hematoxilina-eosina [HE]. Pequeno aumento.)
Beatriz N. Ferreira
Sistema Hipotálamo-Hipofisário
● 3 locais em que são produzidos diferentes grupos de hormônio:
1) Peptídeos produzidos por agregados de neurônios secretores situados no hipotálamo, nos
núcleos supra ópticos e paraventriculares:
- Os hormônios produzidos nos corpos celulares desses neurônios são transportados
ao longo de seus axônios e acumulados nas terminações destes axônios → situados
na pars nervosa da neuro-hipófise.
- Quando estimulados → liberam a secreção → se difunde pelo meio extracelular →
entra nos capilares sanguíneos da neuro-hipófise.
- Esses originam vênulas e veias que acabam distribuindo os hormônios pelo corpo.
2) Peptídeos produzidos por neurônios secretores dos núcleos dorsomediano, dorsoventral e
infundibular do hipotálamo:
- Esses hormônios são levados ao longo dos axônios até suas terminações na
eminência mediana, onde são armazenados.
- Quando liberados, os hormônios entram nos capilares que formam o plexo capilar
primário na eminência mediana e são transportados para a pars distalis por vasos
que comunicam o plexo capilar primário com o plexo secundário.
3) Proteínas e glicoproteínas produzidas por células da pars distalis:
- Esses hormônios entram nos vasos que formam o segundo trecho do sistema
porta-hipofisário, o plexo capilar secundário → transportados por veias → distribuídos
pela circulação sanguínea.
Como o hipotálamo se comunica com a adeno-hipófise?
Prolactina fora da gestação, mantém o desenvolvimento da glândula mamária e durante induz a produção de
leite; GH é o declínio da liberação desse crescimento que marca o início do nosso envelhecimento - idosos
ainda possuem → crescimento de cartilagens.
Beatriz N. Ferreira
● Glândula hipófise é comandada pelo hipotálamo (dependentes).
● O que é hipotálamo?
- Parte pequena do cérebro, localizada na base.
- Composto por núcleos, corpos celulares de neurônios organizados em grupos (com
suas determinadas funções).
- Funções do hipotálamo:
1) Manutenção da temperatura corporal
- Dipirona atua no hipotálamo.
2) Responsável pela conduta alimentar
- Estímulo de alimentação: fome, sede e saciedade.
- Sibutramina atua aqui.
3) Centros estimulados por fatores emocionais.
- Tudo que você sente reflete no físico.
4) Controlam as secreções de vários neuro-hormônios hipofisários.
- Estimulando ou inibindo → para a adeno-hipófise e de neuro-hormônios enviadas
para → neuro-hipófise.
- Em verde: neurônios presentes em 3 regiões (dorsomedial, dorsoventral e infundibular),
esses encaminham impulsos (mensageiros - neuro hormônios) para a adenohipófise e
então essa libere hormônios para a corrente sanguínea.
- As terminações dos neurônios liberam os neuro hormônios na região do tufo de
capilares (próxima ao infundíbulo) - Eminência mediana, esses estimulam ou inibem a
adenohipófise.
- Esses neurônios caem na rede de capilares, na corrente sanguínea, que estão no
infundíbulo (eminência mediana).
- Estrelas em azul: neuro hormônios vindos do hipotálamo → caem na eminência
mediana → via sangue → estimulatórios ou inibitórios → seguem por veia (sistema
porta) - veias emergem da eminência mediana → adeno hipófise → vênulas → veias →
novos capilares (capilares sinusóides - não tem paredes contínuas) → os neuro
hormônios saem dos capilares e dão sinais para as células secretoras, SINAIS POR
Beatriz N. Ferreira
CONTATO OU ESTIMULATÓRIO/INIBITÓRIO.
- A glândula secretora → foi estimulada → mais hormônio para o sangue.
- A glândula secretora → foi inibida → menos hormônio para o sangue.
Adeno-Hipófise
Pars Distalis:
● 75% da massa da hipófise.
● Formada por cordões e ilhas de células epiteliais cubóides ou poligonais produtoras de
hormônios.
● Produzem vários hormônios, fatores de crescimento e citocinas.
● Os hormônios produzidos pelas células secretoras são armazenados em grânulos de
secreção.
● Células folículo estelares: constituem cerca de 10% das células dessa região da
adeno-hipófise, possuem prolongamentos que estabelecem contato com outras células do
mesmo tipo por meio de junções intercelulares: desmossomos e junções comunicantes.
● Entre os cordões e ilhas das células: muitos capilares sanguíneos (plexo secundário).
● Poucos fibroblastos, porém produzem fibras reticulares que realizam a sustentação dos
cordões de células.
● Células secretoras: Cromófobas e cromófilas.
Beatriz N. Ferreira
1) Cromófilas:
- Grânulos bem corados.
2) Cromófobas:
- Pouco coradas → Poucos grãos (ou nenhum) de secreção são mais difíceis de
serem reconhecidos.
- Podem ser cromófilas desgranuladas ou células-tronco da adeno-hipófise, visto
que ali há renovação celular.
Na pars distalis as células endócrinas são organizadas em cordões ou ilhas. Dois desses cordões estão assinalados. As células acidófilas estão
coradas em amarelo e as basófilas, em azul. (Fotomicrografia. Tricrômico de Mallory. Pequeno aumento.)
Beatriz N. Ferreira
- PRL: Desenvolvimento da glândula mamária e durante a síntese de leite pela glândula
mamária.
Beatriz N. Ferreira
Neuro-hormônios tróficos hipotalâmicos secretados pela adeno-hipófse
Linha contínua → neuro-hormônio estimulador
Linha tracejada → neuro-hormônio inibitório
Na região mostrada aqui, as células acidófilas (CA) constituem o tipo celular mais numeroso. Seu citoplasma
cora-se em tons de rosa ou avermelhado.
As células basófilas (CB) coram-se em roxo azulado. Já as células cromófobas (Cr), embora estejam em pequeno
número nessa região específica, praticamente não estão coradas.
Beatriz N. Ferreira
● Controle funcional da pars distalis:
- Padrão de secreção de vários hormônios produzidos na pars distalis não é contínua,
porém é pulsátil, por picos de secreção.
- A maioria obedece um ritmo circadiano → varia nas diferentes horas do dia e da noite.
- A atividade das células da pars distalissão controlada por 3 mecanismos:
1) Representado por hormônios peptídicos produzidos pelos agregados de células
neurossecretoras dos núcleos dorso mediano, dorsoventral e infundibular do hipotálamo.
- São armazenados nos terminais axônicos situados na eminência mediana → liberados
→ transportados a pars distalis.
- Chamados de: hormônios hipofisiotróficos ou liberadores hipotalâmicos →
estimuladores de secreção por células da pars distalis e dois deles inibem a liberação
de hormônios na pars distalis.
2) Representado pelos hormônios produzidos por várias glândulas endócrinas.
- Agem sobre a liberação de peptídeos da eminência mediana e sobre a função das
próprias células da pars distalis.
- Assim, os níveis plasmáticos de hormônios de várias glândulas endócrinas controlam
por retroalimentação negativa a sua própria secreção.
3) Representado por moléculas como a inibina e a activina.
- São peptídeos da família do transforming growth factor beta (TGF-beta), produzidos
nas gônadas e que controlam a secreção de FSH.
Pars Tuberalis
● Região em forma de funil que cerca o infundíbulo da neuro-hipófise.
● Produção de prolactina.
Pars Intermedia
● Localizada na porção dorsal da antiga bolsa de Rathke.
● Em adultos é uma região rudimentar composta de cordões e folículos de células fracamente
basófilas que contém pequenos grânulos de secreção.
Neuro-Hipófise
● Consiste na pars nervosa e no infundíbulo, a pars nervosa não contém células
secretoras, apresenta um tipo específico de célula glial muito ramificada →
PITUÍCITO.
● Componente mais importante da pars nervosa: 100 mil axônios não mielinizados de
Beatriz N. Ferreira
neurônios secretores cujos corpos celulares estão situados nos núcleos supra
ópticos e paraventriculares.
Pars nervosa da hipófise. A maior parte da imagem é constituída de axônios. Alguns corpos de Herring,
que são terminais de axônios onde se acumula secreção. Maior parte dos núcleos - pituícitos. Algumas
hemácias (em verde) dentro de capilares sanguíneos. Tricômico de Mallory.
- Núcleos arredondados na neuro-hipófise são pituícitos (não conseguimos vê-los por completo);
- Núcleos alongados são da parede endotelial; Axônios são as linhas rosa bem delgadas.
Beatriz N. Ferreira
● Os neurônios secretores possuem habilidade de liberar um potencial de ação e possuem
corpos de Nissl muito desenvolvidos relacionados com a produção de neurosecreção.
● A neurosecreção é transportada ao longo dos axônios e se acumula nas suas extremidades
(situadas na pars nervosa). O depósito delas formam estruturas conhecidas como corpos de
Herring, visíveis ao microscópio de luz.
● Quando os grânulos são liberados → secreção → entra nos capilares sanguíneos fenestrados
(pars nervosa tem muitos) → hormônios distribuídos na circulação.
● Essa neurosecreção armazenada na pars nervosa consiste em 2 hormônios (peptídeos
cíclicos compostos de 9 aas).
1) Ocitocina
2) Vasopressina-arginina (hormônio antidiurético ADH).
- Unido à uma proteína, neurofisina.
- O complexo hormônio-neurofisina é sintetizado como um único peptídeo.
- Através da proteólise → o hormônio é liberado da sua proteína de ligação.
● As fibras de núcleos supra ópticos estão relacionadas principalmente com a secreção de
vasopressina.
● As fibras dos núcleos paraventriculares estão envolvidas com a secreção de ocitocina.
● Ações dos hormônios da neuro-hipófise:
1) Vasopressina:
- Aumento da pressão osmótica do sangue → osmorreceptores (hipotálamo anterior) →
promove secreção de ADH em neurônios do núcleo supraóptico.
- Efeito: aumenta a permeabilidade dos túbulos coletores do rim à água e Na.
- Mais água sai do lúmen dos túbulos em direção ao tecido conjuntivo que os envolve
(sendo coletada pelos vasos sanguíneos).
- Esse ajuda a regular o equilíbrio osmótico do ambiente interno.
- Em doses altas: promove contração do músculo liso de vasos sanguíneos (artérias
pequenas e arteríolas), elevando a pressão sanguínea.
2) Ocitocina:
- Estimula a contração do músculo liso da parede uterina durante o coito e parto;
Assim como das células mioepiteliais que cercam os alvéolos e ductos das glândulas
mamárias.
- Secreção: estimulada pela distensão da vagina, da cérvice uterina e pela
amamentação → Por meio de tratos nervosos que agem sobre o hipotálamo.
- O reflexo neuro-hormonal estimulado pela sucção dos mamilos é chamado reflexo de
ejeção do leite.
Hipopituitarismo e Síndrome de Sheehan
Hipopituitarismo
● Deficiência de um ou mais hormônios produzidos pela hipófise anterior.
● Pan-hipopituitarismo secreção reduzida de todos os hormônios da hipófise anterior
● Pode ser congênito (ANOMALIAS ESTRUTURAIS E DISTÚRBIOS HEREDITÁRIOS) ou da
adquirido (+ COMUM).
● Início pode ser agudo ou insidioso, e a causa mais comum na idade adulta é um adenoma
Beatriz N. Ferreira
hipofisário ou seu tratamento com cirurgia ou radioterapia.
Síndrome de Sheehan
● Necrose hipofisária pós-parto
● Patogenia:
● A hipófise é fisiologicamente aumentada durante a gravidez como resultado da hiperplasia
maciça das células lactotróficas, que são estimuladas pelos estrogênios produzidos pela
placenta.
● A estrutura vascular da glândula pituitária pode ficar comprimida devido ao aumento da
glândula pituitária e / ou ao pequeno tamanho da sela túrcica.
● O vasospasmo (causado por hemorragia pós-parto maciça) e / ou trombose (associada à
gravidez, predisposição genética ou distúrbios da coagulação do sangue) pode resultar em
isquemia.
● A autoimunidade pode piorar o hipopituitarismo com o passar dos anos.
● Setas sólidas indicam os mecanismos bem conhecidos;
● Setas tracejadas indicam mecanismos que ainda não foram comprovados. ACTH, hormônio
adrenocorticotrópico; FSH, hormônio folículo-estimulante; GH, hormônio do crescimento; LH,
hormônio luteinizante; PRL, prolactina; TSH, hormônio estimulador da tireoide.
Beatriz N. Ferreira

Mais conteúdos dessa disciplina