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HISTOLOGIA DO ESTÔMAGO
• EPITÉLIO
o Colunar simples –
muco.
o Fovéolas- invaginação.
• LÂMINA PRÓPRIA
o Glândulas.
• MUSCULAR DA MUCOSA
Em cada região anatômica,
há o predomínio de determinado
tipo celular.
CÁRDIA e PILORO
• Células mucosas: citoplasma
levemente eosinofílico e “bolhoso”.
• Fovéolas compridas (1/2) de aspecto
viloso.
• Numerosas células enteroendócri-
nas.
FUNDO e CORPO
• Fovéolas com ¼ de espessura da
mucosa.
• Glândulas próximas e estreitas.
• Células oxínticas/parietais.
o Núcleo central e citoplasma eosinofílico.
o Ácido clorídrico e fator intrínseco (vitamina B12)
• Células principais / zimogênicas.
o Núcleo basal e citoplasma basofílico.
o Pepsinogênio.
• Células enteroendócrinas.
- mucosa do antro
- mucosa do fundo e corpo
o TECIDO CONJUNTIVO FROUXO:
plexo de Meissner.
o Oblíqua.
o Circular.
o Longitudinal.
o Plexo mioentérico de
Auerbach.
PATOLOGIAS DO ESTÔMAGO
DANOS À MUCOSA
• Acidez gástrica.
• Enzimas pépticas.
MECANISMOS PROTETORES
• Secreção de muco.
• Secreção de bicarbonato.
• Fluxo sanguíneo.
• Capacidade regenerativa apical.
• Prostaglandinas.
DEFINIÇÃO : inflamação da mucosa.
CLÍNICA: de assintomática a dor epigás-
trica, náusea, vômito e hemorragia.
• Histologia não tem correlação com
a clínica.
• Uso de AINE.
• Infecção pelo H. pylori.
• Álcool e tabagismo.
• Hiperacidez gástrica.
• Isquemia.
PATPGÊNESE: desequilíbrio entre danos e
a proteção da mucosa.
ENDOSCOPIA: ideal coletar 5 fragmentos
– 2 do antro, 2 do corpo e 1 da incisura
angular.
• Separar por região anatômica e
identificar corretamente os frascos.
CAUSAS: aumento da secreção de ácido,
diminuição do bicarbonato e prostaglan-
dinas, redução do fluxo sanguíneo e dano
direto à mucosa.
BIÓPSIA: localização, tipo, grau de
inflamação e presença de atividade. TODAS
AS ÚLCERAS GÁSTRICAS DEVEM SER
BIOPSIADAS!
O 90% devido a Helicobacter
pylori.
O Requer pouco o2
O Gera amônia que ↑pH ao
seu redor.
O Autoimune.
O Antral.
O Neutrófilos
intraepiteliais.
O Agregados linfoides.
O H. Pilori presente no muco
superficial das células
epiteliais.
• <10% dos casos.
• corpo gástrico.
• Dano às células parietais.
• Atrofia glandular difusa.
• Acloridria.
• Deficiência de vitamina B12.
• Anemia.
• Metaplasia intestinal.
• Risco aumentado de adenocarcino-
ma.
O Distribuição irregular.
O Geralmente não é encontrado em associação com metaplasia.
O Geralmente não é encontrado em associação com metaplasia.
O Coloração especial: Glemsa.
O Doenças associadas: gastrite crônica, úlcera péptica, carcinoma
gástrico e linfoma MALT
COMPLICAÇÕES DA GASTRITE CRÕNICA
• DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA
o Definição: lesão escavada que atinge a submucosa.
o Localização: duodeno (mais comum) e estômago.
o Clínica: dispepsia, mas 40% são assintomáticos.
o Epidemiologia:
▪ H. pylori em 90% UD e 75% em UG.
o Principais causas: gastrite pelo H. pylori e uso de AINE.
o Complicações: sangramento, perfuração e obstrução.
o Microscopia: exsudato fibrino-neutrocitário, tecido de granulação e cica-
triz fibrosa.
• ATROFIA DA MUCOSA e METAPLASIA INTESTINAL: gastrite autoimune.
• DISPLASIA
o Lesão in situ (pré-invasiva).
o Alterações morfológicas: variação na forma, tamanho, orientação do
epitélio, textura grosseira da cromatina, hipercromasia e hipertrofia
nuclear.
• Associação com gastrite crônica.
• Hiperplasia reativa.
• Glândulas foveolares alongadas,
irregulares e cisticamente
dilatadas.
• Lâmina própria edematosa e graus
variáveis de inflamação.
• Pode ter ulcerações superficiais.
• Esporádica e em indivíduos com
polipose adenomatosa familiar (PAF)
• Lesões bem circunscritas com
superfície lisa.
• Inflamação ausente ou mínima.
• Glândulas cisticamente dilatadas em
fundo e corpo, revestidas por células
parietais e principais.
• Uso de IBP (omeoprazol): ↓ acidez, ↑
secreção de gastrina com hiperplasia
glandular.
• Projeção polipoides de epitélio displásico.
• Gastrite autoimune (atrofia) e metaplasia intestinal.
• Lesão precursora de adenocarcinoma gástrico.
• Microscopia: epitélio colunar tipo intestinal, displasia (de baixo ou alto grau),
hipercromasia, dilatação e pseudoestratificação.
• Principal tumor maligno.
• FR: gastrite crônica, metaplasia
intestinal, adenoma gástrico, tipo
de dieta, história familiar e fumo.
• Clínica: inicialmente assintomáti-
co. Fase mais avançada =
epigastralgia, perda ponderal e
náusea.
• Diagnóstico: endoscopia (EDA) +
biópsia.
• Metástases: fígado, pulmão e
peritônio.
o Linfonodo de Virchow,
Linfo-nodo da Irmã Maria
José, Pra-teleira de Blumer e
Tumor de Krukenberg.
• Macroscopia Adenocarcinoma: clas-
sificação de Borrmann.
• Localização preferencial: antro e
pequena curvatura.
I: polipoide, exofítico
ou vegetante
II: ulcerado com bordas
elevadas
III: ulcerado infiltrativo
IV: difuso (linite plásti-
ca). Parede mais dura e
espessada.
• Câncer gástrico PRECOCE: restrito a mucosa e submucosa.
• Câncer gástrico AVANÇADO: invasão da camada muscular própria.
• Estadiamento: TNM → prognóstico.
• Microscopia: classificação histológica de Lauren.
• PADRÃO INTESTINAL:
o Glândulas neoplásicas se-
melhantes ao adenocarci-
noma.
o Lesões precursoras: dis-
plasia e adenoma.
o Bem diferenciado a pouco
diferenciado.
o Lesões polipoides e
ulceradas.
o Estômago distal.
• Fatores prognósticos desfavoráveis:
invasão profunda, idade jovem
(doença avançada e histologia de
padrão difuso), estômago
proximal, margem cirúrgica
positiva e metástases linfonoidas.
• PADRÃO DIFUSO:
o Células em anel de sinete –
mucina empurra núcleo.
o Pouco diferenciado.
o Infiltrante.
o Linite plástica.
o Estômago proximal.
o Pacientes jovens
o Prognóstico ruim.
• 5% dos cânceres gástricos.
• 60-70% dos linfomas gastrointestinais primários são gástricos
• Maioria são pacientes >60 anos.
• Microscopia: infiltrado linfoide denso e monomórfico com centros germinativos
residuais e lesões linfoepiteliais (infiltração do epitélio glandular por linfócitos.
• LINFOMA DIFUSO DE CÉLULAS β
o Agressivo.
• LINFOMA MALT
o Tecido linfoide associado a
mucosa.
o Indolente.
o Patogênese ligada ao H. pylori.
–
• Surgem de células endócrinas.
• TGI: local mais frequente.
• Macroscopia: pequenas massas
intramurais ou submucosas
amarelo-acastanhadas.
• Microscopia: tumor composto por
ilhas, trabéculas, cordões ou
glândulas com citoplasma granular
rosada e núcleo pontilhado oval
(cromatina padrão “sal e pimenta”)
–
• Tumor mesenquimal de origem em
tecido conjuntivo.
• < 3% dos cânceres gástricos.
• Maioria benigna.
• Indicadores de malignidade: tamanho
e índice miótico
• Macroscopia: massa carnuda, bem
circunscrita e coberta por mucosa
intacta ou ulcerada
• Microscopia: feixes ou fascículos de
células tumorais fusiformes.
• Outros tumores mesenquimais: leiomi-
oma, leiomiossarcoma, Schwannoma
e tumor glômico.
• 1:300
• Hipertrofia da musculatura
circular do piloro
• Suboclusão ao esvaziamento gástrico
• Clínica: vômitos não biliosos em
projetil e “oliva pilórica.