Prévia do material em texto
RESUMO DA AULA ⚞ INFRA-ESTRUTURA PARA PRÓTESE FIXA ⚟ Nome: Ana Beatriz Alves Definição: A infraestrutura em PF deve ser resistente e rígida para não sofrer fratura em forças oclusais. Não pode ser maleável e deve dissipar as forças corretamente, ou seja, para o ligamento periodontal e depois osso. Então, sua função deve ser: ↠ Suporte estrutural à cerâmica; ↠ Absorver parte das forças transmitidas à prótese. Materiais para a confecção: ↠ Ligas metálicas: Metalocerâmica Nobres (Au; Palatium); Não-Nobres (Ni-Cr; Co-Cr). ↠ Cerâmicas: Metalfree Zircônia (mais utilizada); Alumina; Dissilicato de Litío. São requisitos da infraestrutura: ↠ Devolver a forma anatômica; ↠ Conter a inclinações, vertentes e cúspides corretamente; ↠ Ângulos arredondas para evitar forças excessivas na região que podem levar a fratura; ↠ Espessura adequada para trabalhar a estética, principalmente (de no mínimo 0,5mm). Prova da infraestrutura: ↠ Adaptação no troquel: Verifica-se primeiro no troquel (modelo de gesso) se a infraestrutura está bem adaptada, se o coping está um pouco aquém, inclinado ou ainda, muito grosso em relação aos outros dentes; Deve possuir uma boa adaptação marginal, podemos verificar com um grafite. ↠ Prova Clínica: 1. Remoção dos provisórios e limpeza/profilaxia dos dentes preparados; 2. Verificação da adaptação marginal; Importância: Deve-se evitar o contato da saliva para não ocorrer: Solubilização do cimento; Retenção de biofilme; Doença periodontal; Recidiva de cáries; E, aumentar a longevidade da prótese. Como fazer? Uso de evidenciadores de contato interno, como por exemplo: Arti-spray, carbono líquido ou películas de elastômeros; Radiografia para verificar as proximais; Uso de sondas exploradoras em 45º graus para verificar a adaptação. Ao inserir a sonda e passar pelo término podemos ter as seguintes situações: Nenhum desnível: Quando há continuidade e significa que estar bem adaptado; Degrau negativo: Infraestrutura aquém do termino do preparo; Degrau positivo: Infraestrutura além do termino do preparo (excesso); Espaço cervical: Presença de espaço entre a margem da infraestrutura e termino cervical. Desajuste Marginal Causa Compensação Degrau negativo Recorte incorreto do troquel e/ou moldagem imprecisa Desgaste moderado do dente ou repetição da moldagem Degrau positivo Recorte incorreto do troquel e/ou moldagem imprecisa Desgaste moderado do dente ou repetição da moldagem Espaço cervical Recorte incorreto do troquel e/ou moldagem imprecisa Repetição da moldagem 3. Adaptação do retentor ao preparo com contatos internos mínimos (principalmente 1/3 cervical); 4. Verificação do espaço oclusal/incisal, onde a espessura adequada da cerâmica é de 1 à 2,5mm; 5. Registro Intermaxilar: Deve-se vaselinar o coping e o dente antagonista, primeiramente. Após isso, faz- se uma bolinha de resina duralay, inserimos na incisal/oclusal do coping e pedimos que o paciente morda, com isso obtemos o espaço existente e a posição oclusal da estrutura. 6. Moldagem de transferência a. A infraestrutura em posição no preparo previamente vaselinado; b. Moldagem com alginato ou com silicona de condensação; c. Obtenção do molde; d. Vaselina o coping do dente preparado e vaza em resina acrílica duralay; e. Posiciona um fio ortodôntico dobrado, ou um parafuso no interior do molde de preparo preenchido com resina para fazer a união do acrílico com o gesso; f. Vaza o restante do molde com gesso; g. Obtenção do modelo, e com ajuda dos registros interoclusais previamente coletados, faz uma nova montagem no articulador h. Escolher a cor do dente e enviar para o laboratório.