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Thiago Mendes- MED104 
Eletrocardiograma 
• No coração, o nó sinoatrial é despolarizado e chega ao nó atrioventricular antes de chegar à periferia do 
átrio, e esse impulso é atrasado no Nó AV, em seguida chega ao septo interventricular e após na periferia do 
ventrículo. Do átrio a periferia do ventrículo, o impulso elétrico demora 0,22 segundos. 
Coração é dotado de sistema especial para: 
1. Gerar impulsos elétricos rítmicos que causam contrações rítmicas do miocárdio 
2. Conduzir esses impulsos rapidamente por todo o coração. 
• Átrios se contraem em aproximadamente 1/6 de segundo antes dos ventrículos, o que permite que os 
ventrículos se encham totalmente antes de bombear o sangue 
Geração e transmissão do impulso elétrico cardíaco 
• Nodo Sinusal (onde são gerados impulsos rítmicos normais) 
• Vias intermodais (conduzem os impulsos do nodo sinusal ao nodo atrioventricular) 
• Nodo atrioventricular (impulsos vindos dos átrios são retardados antes de passar para os ventrículos) 
• Feixe atrioventricular (conduz impulsos dos átrios para os ventrículos) 
• Ramos esquerdo e direito do feixe das fibras de Purkinje (conduzem os impulsos cardíacos para todas as 
partes dos ventrículos). 
ELETROCARDIOGRAMA NORMAL 
Eletrocardiograma 
• Registro da passagem dos impulsos elétricos por todo o coração 
• É uma técnica de exame para o diagnóstico de doenças no coração. 
• Reconhece, além das arritmias cardíacas, alterações nos volumes das câmaras (tempo de despolarização 
acaba sendo maior) e sobrecarga de pressão das câmaras (hipertrofia das câmaras e intensidade do impulso 
acaba sendo maior) e, também, quando há distúrbio eletrolítico (ex: K+ e Ca2+, altera a contratilidade e é 
mostrado no ECG) 
• No miocárdio o fenômeno elétrico é independente do fenômeno mecânico. Mas o elétrico é o ponto de 
partida para o mecânico, ou seja, eu posso ter impulso elétrico sem contração, mas não existe contração 
sem impulso elétrico. 
Eletrocardiógrafo 
• É um galvanômetro (mede corrente elétrica) que amplia (as correntes elétricas são muito baixas mV) , filtra 
e registra a atividade elétrica do coração em um papel milimetrado que são captados por meio de 
eletrodos posicionados na superfície do indivíduo. Augustus Waller em 1887 criou o primeiro 
eletrocardiógrafo, onde ele usou 3 eletrodos como uma solução salina onde mergulhou as mãos e os pés e 
registrou na máquina. 
• TRIÂNGULO DE EINTHOVEN, antes eram usados o pé e as duas mãos para identificar as DDPs. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
 
Como funciona o ECG? Medida da variação da diferença de potencial entre a membrana do músculo. 
 
• uma onda vai ser positiva quando começa a despolarização -> eletrodo negativo para positivo 
• na medida que as cargas positivas vão ficando negativas, existe uma onda descendente, ocorre repolarização 
• quando não há ddp, a onda vai para o zero. 
---+++++++ despolarização 
------------- despolarização 
+++--------- repolarização 
++++++++++ repolarização 
Análise de um eletrocardiograma normal 
 
• a onda P é positiva, ou seja, despolarização atrial 
• o complexo Q, R e S representa a despolarização dos ventrículos 
Bloqueios atrioventriculares 
Doenças que fazem com que o 
impulso tenha mais dificuldade 
em passar no nó atrioventricular, 
nesse caso, há um aumento no 
intervalo P-R mostrado no ECG. 
 
Thiago Mendes- MED104 
• a repolarização dos átrios ocorre ao mesmo tempo da despolarização dos ventrículos, mas como a massa dos 
ventrículos é maior só aparece ela 
• a onda T representa a repolarização dos ventrículos 
• Há um intervalo P-R, que vai do inicio da onda P, até o início do QRS: é o tempo entre a despolarização dos 
átrios e a despolarização dos ventrículos, representa quanto tempo o impulso elétrico fica parado no nó 
atrioventricular. Normalmente dura o, 16 s. 
• Intervalo RR: Vai entre a ponta de uma onda R, até outra ponta R, representa o tempo entre uma 
despolarização do ventrículo ate outra despolarização de outro ventrículo. Possibilita a contagem da 
frequência cardíaca. 
• Intervalo Q-T: entre o início do QRS e o final da onda T, representa o intervalo entre o início da despolarização 
dos ventrículos e o final da repolarização do ventrículo. O aumento desse intervalo, significa que a 
repolarização dos ventrículos acontece em um tempo maior. Quando ocorre esse aumento, o período 
refratário também é maior, no entanto, as células auto excitáveis não está com esse período refratário maior, 
isso pode acarretar no surgimento de arritmias ventriculares. ex: taquicardíaca ventricular e fibrilação 
ventricular, podem evoluir para parada cardíaca. 
• Segmento S-T: vai do final do QRS e o inicio da onda T, em doenças isquêmicas ou coronárias agudas há 
alterações. 
Derivações do coração: cada derivação mostra um ângulo diferente do ECG 
No papel do ECG, ou seja, um papel quadriculado, eu tenho quadrados menores 
de 1 mm de lado e quadrados maiores de 5 cm de lado. 
 
 
 
 
 
 
Intervalo P-Q ou P-R 
• O tempo decorrido entre o início da onda P e o início do complexo QRS 
corresponde ao intervalo entre o começo da estimulação elétrica dos 
átrios e o começo da estimulação dos ventrículos. 
• Esse período é denominado intervalo P-Q. O intervalo P-Q normal é de 
cerca de 0,16 segundo. (Com frequência, esse intervalo é chamado 
intervalo P-R, porque é comum a onda Q estar ausente.) Até quatro 
quadradinhos 
Intervalo Q-T 
Aumento do intervalo Q-T 
Algumas drogas usadas no 
tratamento do COVID-19 como a 
azitromicina, hidroxicloroquina e 
cloroquina, tem a capacidade de 
aumentar o intervalo Q-T, 
aumentando a chance de 
arritmias cardíacas, porque o 
período refratário não se alterou. 
 
Alterações do segmento S-T 
NO INFARTO AGUDO DO 
MIOCÁRDIO: altera o segmento, 
elevação do segmento s-t acima 
da linha de base, ocorre um supra 
desnivelamento do segmento S-T 
NA ANGINA INSTÁVEL: onde a 
artéria do coração está 
parcialmente obstruída, o 
segmento S-T está abaixo da linha 
de base, infra desnivelamento do 
segmento S-T. 
Na horizontal: 1mm = 0,04 segundos → 5mm = 0,20 segundos 
Na vertical: 5mm = 0,5mV 
 
Thiago Mendes- MED104 
• A contração do ventrículo dura aproximadamente do início da onda Q (ou da onda R, quando a onda Q está 
ausente) até o final da onda T. 
• Esse período é denominado intervalo Q-T e tem normalmente cerca de 0,35 segundo., a maior parte desse 
tempo é representado pela repolarização. 
Determinação da Frequência dos Batimentos Cardíacos por meio do Eletrocardiograma. 
• A frequência cardíaca corresponde ao inverso do intervalo de tempo entre dois batimentos cardíacos 
sucessivos. 
• Conta o tempo dos quadradinhos entre duas ondas R-R, divide 60s por esse valor anterior. 
• Outra maneira de descobrir a frequência cardíaca é dividir 1500 pela quantidade de quadradinhos 
menores. 
 
→ Quando o eletrodo está ligado em dois pontos com a mesma carga a leitura do galvanômetro será zero pois 
não há diferença de potencial. 
→ Para ver o que vai marcar no galvanômetro a gente olha o sentido de movimento dos elétrons, se é para 
direita ou esquerda e vê a carga pelo sentido da movimentação do elétron, mas cuidado, olha antes a 
característica da superfície que esse eletrodo está inserido para definir a direção da corrente e então definir 
ao que ele vai marcar, sempre começa olhando para o mais a esquerda. 
→ Íons não se movem pelos fios 
→ Positivo não está despolarizado e negativo está depolarizado, considerando que é uma superfície externa. 
 
 
Primeiro despolariza os átrios, depois septo interventricular e depois a periferia dos ventrículos. 
 
AS TRÊS DERIVAÇÕES BIPOLARES DOS MEMBROS 
→ Relação entre um eletrodo e um ponto neutro do coração ou entre dois eletrodos. 
→ “fotos elétricas de vários ângulos do coração” conhecer ele todo e não só uma parte e por um ponto de 
vista. 
→ Bipolares= utilizadois polos, geralmente vértices do triângulo de Einthoven 
Thiago Mendes- MED104 
→ Depois descobriram que não importa ser no vértice certinho, pode ser em outras partes por exemplo o 
vértice esquerdo pode colocar no ombro esquerdo, no braço, no antebraço, na mão que vai medir a mesma 
coisa, isso vale para o vértice direito também. 
→ Já o vértice mais inferior P a mesma lógica se aplica, porém em outras partes do corpo, como umbigo, fossa 
ilíaca , perna, coxa, pés, calcanhar etc. 
 
 
• Vão existir 3 derivações nessa imagem, d1, d2 e d3. 
✓ Entre os membros superiores= D1; 
✓ Entre o antebraço direito e as pernas= D2; 
✓ Entre o antebraço esquerdo e as pernas= D3. 
Lei de Einthoven 
• A lei de Einthoven afirma que se os ECGs forem registrados simultaneamente nas três derivações dos 
membros, a soma dos potenciais registrados nas derivações 1 e 3 é igual ao potencial da derivação 2. 
• A soma é o “tamanho” que é mostrado, ou os valores mesmo. 
• Cada ponto vale a lei de Einthoven, o ECG é vários pontos 
• O eletrocardiograma é um gráfico da voltagem (eixo y) em função do tempo (eixo x), abaixo da linha de 
base é negativo o potencial. 
 
1. 
 
POTENCIAL DA D1+ POTENCIAL DA D3= POTENCIAL DA D2 
Thiago Mendes- MED104 
 
DERIVAÇÕES TORÁCICAS ou DERIVAÇÕES PRECORDIAIS 
• São derivações em que um eletrodo é colocado em vários pontos do coração (1,2,3,4,5,6) e o outro é 
colocado no umbigo do paciente com pontos nos braços e perna esquerda, para ver a atividade elétrica dos 
ventrículos, comparando vários eletrodos com o ponto que isolou eletricamente através de resistências 
elétricas. 
• “foto em 360º” 
• V1, V2, V3, V4, V5 e V6 ( VENTRÍCULO ESQUERDO)-> cujos traçados são bem diferentes porque pega ângulos 
diferentes do coração 
• D1= segundo espaço intercostal região paraesternal direita/ D2= segundo espaço intercostal região 
paraesternal esquerda/ D4= quarto espaço intercostal, na linha infraclavicular/ D3= entre D2 e D4/ D5, D6= 
quinto espaço intercostal, seguindo pelas linhas axilar anterior e linha axilar média. 
• Isso tudo é basicamente para o ventrículo esquerdo, se quiser ver parte posterior do ventrículo esquerdo 
pode ir para o dorso do paciente fazendo as derivações V7 e V8 (PAREDE POSTERIOR DO VENTRÍCULO 
ESQUERDO) 
• Se quiser ver bem o ventrículo direito= antes do D1, V3R e V4R (VENTRÍCULO DIREITO) 
• Existiam resistências do fio para isolar e hoje em dia não mais tecnológico. 
• Se a posição do coração no peito mudar isso tudo não vale de nada, muda eixo cardíaco, a gente calcula pelo 
ECG o eixo e consequentemente a posição dele no tórax. 
 
 
Thiago Mendes- MED104 
 
 
 
 
Começa com potencial negativo, depois fica positivo. 
 
 AS DERIVAÇÕES UNIPOLARES AUMENTADAS DOS MEMBROS 
• Dois dos membros são conectados ao terminal negativo do eletrocardiógrafo por meio de resistências 
elétricas, e o terceiro membro é conectado ao terminal positivo. 
• Quando o terminal positivo está no braço direito, a derivação é denominada aVR; 
• Quando está no braço esquerdo aVL; 
• Quando está na perna esquerda, aVF. 
Thiago Mendes- MED104 
• Dois polos estão isolados eletricamente devido à resistência de fios, derivações unipolares por isso só um não 
está isolado e é o positivo. 
 
aVR= compara a carga da ponta do triangulo ao centro pq o resto está isolado 
aVL= compara a carga da ponta esquerda do triangulo ao centro pq o resto está isolado 
aVF= compara a carga da ponta do pé ao centro pq o resto está isolado 
 
• Essas são as 12 derivações de um eletrocardiograma (3 derivações bipolares= d1, d2 e d3/ 6 derivações 
precordiais= v1, v2, v3 , v4, v5 e v6/ 3 derivações unipolares= aVR, aVL, aVF) 
• Importância de um ECG: 
▪ Se tem mais músculo do que deveria na sobrecarga ventricular 
▪ Se tem hipertrofia cardíaca 
▪ Se tem arritmias 
▪ Se tem eixo cardíaco alterado 
• Custo muito barato de um ECG. 
 
→ Como as derivações acontecem, quais são as derivações e o que elas medem, parte teórica da lei de 
Einthoven 
 
 
 
 
 
 
 
2.

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