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AULA 4 - Exame Físico - Palpação, Mensuração e Amplitude de Movimento

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Semiologia Fisioterapêutica 
 
PALPAÇÃO 
➢ PALPAR UM PACIENTE AFIM DE DETECTAR 
INFORMAÇÕES PARA A AVALIAÇÃO 
➢ IMPORTANTE TOMAR CUIDADOS HIGIÊNICOS PARA 
ESSE MOMENTO 
➢ ESQUENTAR AS MÃOS 
“CONDUTA TERAPÊUTICA DA AVALIAÇÃO TÉCNICA USADA 
PARA IDENTIFICAÇÃO, LOCALIZAÇÃO, RECONHECIMENTO, 
DIFERENCIAÇÃO ENTRE AS ESTRUTURAS” (FONASSARI, 
2001) 
PALPAÇÃO (SENSAÇÃO) 
➢ EXISTEM QUATRO ESTRUTURAS FUNDAMENTAIS NA 
HORA DE PALPAR O PACIENTE: 
• MÚSCULO 
o SENSAÇÃO ESTILO ALFOMADA FIRME 
• ESTRUTURA ÓSSEA 
o ALGO FIRME E RÍGIDO 
• ARTICULAÇÃO 
o DELIMITAÇÃO ENTRE ESTRUTURAS ÓSSEAS, QUE 
PASSA UMA CAVIDADE 
• TENDÃO MUSCULAR 
o RÍGIDO COMO A ESTRUTURA 
➢ A PALPAÇÃO É IMPORTANTE PARA SABER DETECTAR 
AS DEFORMIDADES 
 
➢ PALPAR O PACIENTE NORMALMENTE ACONTECE APÓS 
A INSPEÇÃO 
➢ SEQUÊNCIA: 
• PELE 
o A PALPAÇÃO NÃO É A FERRAMENTE MAIS 
ADEQUADA PARA DETECTAR FEBRE 
o A TEMPERATURA ATRAVÉS DA PALPAÇÃO VAI 
SERVIR PARA DETECTAR SE A TEMPERATURA ESTÁ 
NORMAL OU ANORMAL 
▪ TEMPERATURA ALTA → PODE SER CASO DE 
INFLAMAÇÃO 
▪ TEMPERATURA BAIXA → PODE SER DEFICIÊNCIA 
VASCULAR 
o BUSCAR ADERÊNCIAS: PRINCIPALMENTE 
CICATRIZES 
• TECIDO SUBCUTÂNEO 
o GORDURA, FÁSCIA, TENDÕES, MÚSCULOS, 
LIGAMENTOS, CÁPSULAS ARTICULARES, NERVOS E 
VASOS SANGUÍNEOS 
o PALPAR COM MAIOR PRESSÃO DO QUE NA PELE 
o A PALPAÇÃO VAI DAR UMA INFORMAÇÃO MUITO 
IMPORTANTE NO ASPECTO DA DOR, POR ISSO É 
SEMPRE IMPORTANTE PRESTAR ATENÇÃO NO 
SEMBLANTE DE DOR DO PACIENTE POIS PODE 
INDICAR UMA LESÃO, PATOLOGIA LIGADA A 
SENSIBILIDADE DOLOROSA OU UM COMPONENTE 
REFERIDO 
o POR ISSO, NA PALPAÇÃO EXISTE UMA REGRAZINHA: 
▪ APÓS A INSPEÇÃO E ANAMNESE, SE TEM UM 
FOCO DE DOR O CERTO É IR PALPALNDO AOS 
POUCOS PELAS REGIÕES ADJACENTES 
• ESTRUTURAS ÓSSEAS 
o DETECTAR PROBLEMAS DE ALINHAMENTO 
(LUXAÇÃO, DESLOCAMENTO, SUBLUXAÇÃO E 
FRATURAS) 
o IDENTIFICAR LIGAMENTOS E TENDÕES 
o ANÁLISE DA DOR 
o AUMENTOS ÓSSEOS → CONSOLIDAÇÃO DE 
FRATURAS E DOENÇAS ARTICULARES 
DEGENERATIVAS 
 
➢ A PALPAÇÃO VAI AVALIAR UM EDEMA DE ACORDO 
COM A ORIGEM DELE 
➢ DETERMINAR SE A INFLAMAÇÃO É INTRA ARTICULAR 
(O LÍQUIDO É LIMITADO À CÁPSULA ARTICULAR) OU 
EXTRA ARTICULAR (O LÍQUIDO FICA NOS TECIDOS 
CIRCUNDANTES) 
➢ HÁ NECESSIDADE DE MENSURAR A SENSIBILIDADE 
DOLOROSA E ANALISAR O EDEMA 
ESCALA DE SENSIBILIDADE DOLOROSA 
GRAU 1: O PACIENTE RECLAMA DE DOR 
GRAU 2: O PACIENTE RECLAMA DE DOR E GEME 
GRAU 3: O PACIENTE RECLAMA DE DOR E RETIRA O 
SEGMENTO PALPADO 
GRAU 4: O PACIENTE NÃO PERMITE A PALPAÇÃO 
ANÁLISE DO EDEMA 
1. EDEMA LOGO APÓS A LESÃO, DURO E MORNO: O 
EDEMA TEM SANGUE 
2. EDEMA APÓS 8-24H, MOLE OU ESPONJOSO: O EDEMA 
CONTÉM LÍQUIDO SINOVIAL 
3. EDEMA DURO E SECO: CALO 
4. SENSAÇÃO DE ESPESSAMENTO OU ENDURECIMENTO: 
EDEMA CRÔNICO 
5. EDEMA MOLE E FLUTUANTE: AGUDO 
6. SENSAÇÃO DE DUREZA: OSSO 
7. SENSAÇÃO ESPESSA E MOVIMENTAÇÃO LENTA: 
EDEMA DESPREZÍVEL 
Semiologia Fisioterapêutica 
 
Ex.: NEUROMA DE MORTON 
 
 
 
 
 
- QUANDO VAI PALPAR A REGIÃO DO DORSO DO PÉ, O 
PACIENTE PODE SENTIR DOR ENTRE O 3º E 4º METATARSO 
- VAI SENTIR UM COPOR MOLE, UMA BOLINHA E O 
PACIENTE VAI SENTIR MUITA DOR 
- NÓDULO EM UM NERVO INTERMETATARSIANO, 
CARACTERIZADO POR FIBROSE E DESORGANIZAÇÃO DAS 
FIBRAS NERVOSAS 
- SINTOMAS: DOR LOCAL QUE APARECE COM A MARCHA, 
AGRAVA COM O USO DO CALÇADO APERTADO E PODE 
IRRADIAR PARA OS DEDOS ADJACENTES 
DIAGNÓSTICO: ULTRASSONOGRAFIA OU RM 
PULSO 
➢ AVALIAR A AMPLITUDE DO PULSO EM CERTAS 
ARTÉRIAS (INTEGRIDADE VASCULAR) 
➢ EXISTEM DIVERSOS TESTES, POR EXEMPLO: TESTES 
PARA A SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO, 
ISUFICIÊNCIA ARTERIAL E COMPROMETIMENTO 
VÉRTEBROBASILAR 
MENSURAÇÃO 
➢ É A FASE DO EXAME FÍSICO QUE QUANTIFICA DE 
FORMA COMPARATICA AS ASSIMETRIAS DE 
COMPRIMENTO DE MEMBROS, TÓRAX E 
CIRCUNFERÊNCIA (PERIMETRIA) 
➢ PARA A AVALIAR A ASSIMETRIA É UTILIZADO: 
• POSTURA 
o PRECISA COLOCAR O PACIENTE NA POSTURA 
CORRETA 
• ROUPA ADEQUADA 
• ANATOMIA PALPATÓRIA 
MENSURAÇÃO NO MEMBRO SUPERIOR 
➢ COM A FITA ANTOPROMÉTRICA, VAI SEGUIR A ORDEM 
(EXISTEM OUTRAS ORDENS): 
• ACRÔMIO 
• EPICÔNDILO LATERAL 
• PROCESSO ESTILÓIDE DO RÁDIO 
• 3º DEDO 
➢ NA FICHA DE AVALIAÇÃO É IMPORTANTE DETALHAR 
COMO FOI MENSURADO 
PERIMETRIA MEMBRO SUPERIOR 
➢ CIRCUNFERÊNCIA 
➢ DIVIDIR O LOCAL MENSURADO EM: 
• TERÇO PROXIMAL 
• TERÇO MÉDIO 
• TERÇO DISTAL 
➢ UTILIZAR DESENHOS 
➢ RECOMENDADO SEMPRE DIVIDIR EM PARTES IGUAIS 
Ex.: 
 
 
 
 
 
 
MENSURAÇÃO MEMBRO INFERIOR: COMPRIMENTO 
➢ UMA DAS OPÇÕES DE ANÁLISE É SEGUINDO: 
• ESPINHA ILÍACA ÂNTERO-SUPERIOR 
• MALÉOLO MEDIAL 
PERIMETRIA MEMBRO INFERIOR 
➢ TEM QUE SER SUPRA-PATELAR E INFRA-PATELAR 
AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE DE MOVIMENTO 
➢ É UMA MEDIDA DA FUNÇÃO E UMA PARTE 
IMPORTANTE DA ANÁLISE BIOMECÂNICA 
➢ É AVALIADA EM TRÊS TIPOS DE FUNÇÃO: 
• MOVIMENTO PASSIVO 
o NORMAL, AUMENTADO, DIMINUÍDO; PLANOS 
o QUEM FAZ O MOVIMENTO É O FISIOTERAPEUTA 
• MOVIMENTO ATIVO 
o QUEM FAZ O MOVIMENTO É PACIENTE 
• MOVIMENTO CONTRA A RESISTÊNCIA 
MOVIMENTO PASSIVO 
➢ É INTERESSANTE PERCEBER SE HÁ OU NÃO UMA DOR 
• LESÃO CAPSULAR OU LIGAMENTAR (NO LADO DO 
MOVIMENTO) OU LESÃO MUSCULAR (NO LADO 
OPOSTO DO MOVIMENTO) 
• NORMALMENTE NA LESÃO MUSCULAR O PACIENTE 
SENTE DOR SEM O MOVIMENTO DO FISIOTERAPEUTA 
➢ TEM QUE TOMAR NOTA SE O MOVIMENTO ESTÁ 
SENDO NORMAL, AUMENTADO OU DIMINUÍDUO 
(PLANOS) 
Semiologia Fisioterapêutica 
 
• SEMPRE O MOVIMENTO TERÁ QUE SE FEITO DENTRO 
DO PLANO 
➢ CONSEGUE DETERMINAR A SENSAÇÃO FINAL DE 
MOVIMENTO 
• SENSAÇÃO QUE ACONTECE QUANDO A 
ARTICULAÇÃO CHEGA NA AMPLITUDE 
MÁXIMA DE MOVIMENTO 
• PARA DETERMINAR A SENSAÇÃO DEVE-SE 
MOVER PASSIVAMENTE A ARTICULAÇÃO ATÉ 
A EXTREMIDADE DE SUA AMPLITUDE DE 
MOVIMENTO E ENTÃO APLICAR UMA LEVE 
PRESSÃO ADICIONAL NA ARTICULAÇÃO 
6 VARIAÇÕES DA AMPLITUDE DE 
MOVIMENTO E DOR 
1. MOBILIDADE NORMAL SEM DOR 
2. MOBILIDADE NORMAL COM PRODUÇÃO DE DOR → 
ENTORSE LIGAMENTAR MENOR OU LESÃO CAPSULAR 
3. HIPOMOBILIDADE SEM DOR → ADERÊNCIA 
4. HIPOMOBILIDADE COM DOR → ENTORSE AGUDO DE 
UM LIGAMENTO OU LESÃO CAPSULAR 
5. HIPERMOBILIDADE SEM DOR → RUPTURA COMPLETA, 
“PODE SER NORMAL CASO HAJA OUTRAS 
ARTICULAÇÕES HIPERMÓVEIS NA AUSÊNCIA DE 
TRAUMA” 
6. HIPERMOBILIDADE COM DOR → RUPTURA PARCIAL 
COM ALGUMAS FIBRAS INTACTAS 
AMPLITUDE DE MOVIMENTO ATIVO 
➢ O VALOR DA AVALIAÇÃO DA AMPLITUDE DE 
MOVIMENTO ATIVA EM SI É VAGO E LIMITADO 
• PACIENTE PODE NÃO ESTAR DANDO O MÁXIMO, AS 
VEZES MENTE... 
• NÃO DA PARA TER UM DIAGNÓSTICO SÓ COM UM 
EXAME DESSES 
➢ TESTE BÁSICO PARA VERIFICAR A INTEGRIDADE DO 
MÚSCULO OU MÚSCULOS USADOS NA AÇÃO E DO 
SUPRIMENTO NERVOSO QUE VAI AO MÚSCULO DEVE 
SER DE UMA FORMA MUITO GERAL 
➢ A DOR DEVE SER CORRELACIONADA COM O 
MOVIMENTO, COMO A DOR NO ARCO COMPLETO OU 
SOMENTE NA AMPLITUDE DE MOVIMENTO EXTREMO 
• PARA SABER QUAIS MÚSCULOS ATUAM NO INÍCIO E 
NO FINAL DO MOVIMENTO 
➢ CREPITAÇÃO: INDICA ASPEREZA DE SUPERFÍCIES 
ARTICULARES OU FRICÇÃO ENTRE UM TENDÃO E SUA 
BAINHA (CAUSADO POR EDEMA OU ASPEREZA) 
➢ INCLINÔMETRO: INSTRUMENTO MAIS PRECISO PARA 
MEDIR A AMPLITUDE DE MOVIMENTO DA COLUNA 
VERTEBRAL 
➢ GONIÔMETRO: MEDE ARCOS, NÃO CONSEGUE 
DISTINGUIR A DIFERENÇA ENTRE A FLEXÃO SACRAL E A 
FLEXÃO LOMBAR NA REGIÃO MAIS INFERIOR DAS 
COSTAS QUANDO O PACIENTE ESTIVER INCLINADO 
PARA A FRENTE, SÃO MAIS ADEQUADOS PARA MEDIR 
A AMPLITUDE DE MOVIMENTO DAS EXTREMIDADES 
AMPLITUDE DE MOVIMENTO RESISTIDA 
➢ AVALIAR AS ESTRUTURAS MUSCULOESQUELÉTICAS E 
NEUROLÓGICAS 
➢ OS TESTES SÃO PONTUADOS DE 0 A 5 E CADA UM TEM 
UMA CARACTERÍSTICA COMUM QUE SERÃO 
RELACIONADAS AS LESÕES NEUROLÓGICAS 
➢ AS LESÕES NEUROLÓGICAS SÃO, GERALMENTE, MAIS 
CAUSADORAS DE FRAWUEZA DO QUE DOLOROSAS