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Complexo de Édipo

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Complexo de Édipo: diferença 
nos meninos e nas meninas 
O Complexo de Édipo, que ocorre durante a fase fálica, acontece de 
forma diferente nas meninas e nos meninos. No caso da menina, a entrada no 
Édipo, que acontece com a menina associada à mãe, se dá pela angústia de 
castração. Quando a menina percebe que a mãe também não é possuidora 
do falo, passa a identificar na figura materna a responsabilidade de não possuí-
lo, culpando-a. Nesse momento, o pai deixa de ser o rival e passa a ser o foco 
de sua atenção (torção necessária para uma saída heterossexual do Édipo), 
visto que a criança acredita que o pai possui algo que a mãe e ela mesma não 
possuem. Sendo assim, a figura paterna aparenta ser apta a dar à menina o que 
lhe falta. Posteriormente, há a percepção de que o pai também não é possuidor 
do falo (visto que no C.E. o falo é uma unidade simbólica de potência e poder), 
portanto, a menina volta a se identificar femininamente com a mãe e sai do 
Complexo de Édipo buscando um parceiro do sexo oposto, substituindo o 
desejo do falo pelo desejo de ter um bebê. No caso de uma saída edípica 
homossexual feminina, a torção para que a mãe se torne rival não acontece. 
O pai se mantém em uma posição de rivalidade enfraquecida e a criança 
percebe que talvez haja nele aquilo que falta nas duas (mãe e filha). Portanto, 
ela se identifica masculinamente com ele na crença de que poderá dar à mãe o 
que lhe falta (o falo). Em outros casos, assustada pela comparação com os 
meninos, a menina cresce insatisfeita, abandonando sua atividade fálica e sua 
sexualidade geral, sendo essa a terceira saída feminina possível do Complexo 
de Édipo. 
Já o Complexo de Édipo masculino é iniciado em uma relação dual e 
simbiótica com a mãe. Nesse momento, o pai é visto como um rival, já que ele é 
o objeto de desejo sexual materno. O menino se vê obrigado a abrir mão da mãe 
em função da lei universal do incesto imposta pelo pai, já que, devido à 
ameaça de castração pela figura paterna, o menino teme a perda do pênis/falo. 
A partir disso, a criança deixa de ver o pai como rival e passa a se identificar 
masculinamente com ele, saindo do Complexo de Édipo. Dessa forma, percebe-
se que, ao contrário das meninas, a ameaça de castração leva à saída 
masculina e heterossexual do Édipo. Já na saída homossexual masculina do 
Complexo, a função paterna entra na tríade de forma insuficiente, não se 
apresentando como desejante para a mãe. Assim, o pai não se apresenta como 
rival para a criança, já que a presença materna é suficientemente forte e, 
portanto, não permite que o menino se identifique com o pai. Dessa forma, a 
criança passa a se assemelhar com o feminino da mãe, saindo do Complexo 
de Édipo e buscando, nos homens, o que lhe trará satisfação.

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