11 - STRONGYLOIDES_E_ENTEROBIUS
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11 - STRONGYLOIDES_E_ENTEROBIUS

Disciplina:PROCESSOS GERAIS DE AGRESSÃO E DEFESA DO ORGANISMO56 materiais198 seguidores
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StrongyloidesStrongyloides

stercoralisstercoralis

Características gerais:

• Pequenos nematódeos parasitas e de vida livre

• Estrongiloidíase, estrongiloidose ou anguilulose

• Pode infectar também cães, gatos e macacos

• Causa parasitismo intestinal grave em
imunodeprimidos

• Facilidade de transmissão

• Caráter de cronicidade e auto-infecção

(hiperinfecção e disseminação)

• Possibilidade de reagudização

Importante

problema médico

e social !!!

Morfologia

• Fêmea partenogenética parasita

• Fêmea de vida livre

• Macho de vida livre

• Ovos

• Larva rabditóide

• Larva filarióide

Fêmea partenogenética parasita

• Possui esôfago filarióide longo ocupando 25% do
comprimento do parasita

• 1,7 a 2,5mm de comprimento 0,03 a 0,04 mm de
largura

• A fêmea coloca de 30 a 40 ovos por dia já larvados
(larva rabditóide) na mucosa intestinal

(ovovivípara)

*** Larva rabditóide libertada ainda no interior do
hospedeiro ���� forma evolutiva de importância no

diagnóstico

Fêmea de vida livre

• Possui esôfago rabditóide curto

• 0,8 a 1,2 mm de comprimento por 0,05 a 0,07 mm

de largura

Esôfago rabditóide: dividido em três porções, anterior,

cilíndrica e alongada (corpo), intermediária

estreitada (istmo) e uma posterior globulosa (bulbo)

Macho de vida livre

• Possui esôfago rabditóide.

• Extremidade anterior arredondada e posterior
recurvada

• 0,7 mm de comprimento por 0,04 mm de largura

Ovos

• Elípticos, de parede fina e transparente, idênticos
ao dos Ancilostomideos, são originários da fêmea
parasita

• 0,05 mm de comprimento por 0,03 mm de
largura (fêmea parasita)

• 0,07 mm de comprimento por 0,04 mm de
largura (fêmea de vida livre)

Podem ser encontrados nas fezes excepcionalmente

Larva rabditóide

• 0,03 mm de comprimento por 0,015 mm de

largura

• Esôfago rabditóide, com vestíbulo bucal curto (≠

larva de ancilostomídeos)

• Primórdio genital nítido (≠ larva de

ancilostomideos)

• Terminam em cauda pontiaguda

Rhabdititoid larvae of S. stercoralisl. Notice the short buccal canal and the genital
primordium (red arrows).

Close-up of the anterior end of a rhabditoid larva of S. stercoralis, showing the short
buccal canal (red arrow) and the rhabditoid esophagus (blue arrow).

Notice the rhabditoid esophagus (blue arrow) and prominent genital
primordium (red arrow)

C: Adult free-living female S. stercoralis alongside a smaller rhabditoid larva. Notice the
developing eggs in the adult female.

D: Adult free-living female S. stercoralis. Notice the row of eggs within the female’s body.

Larva filarióide

Esôfago filarióide longo

0,50 mm de comprimento a 0,03 mm de largura

Vestíbulo bucal curto

Porção posterior afina-se gradualmente terminando

em duas pontas = cauda entalhada (≠ larva de

ancilostomideos)

Forma infectante!!!

Formas evolutivas de S. stercoralis

Habitat

• Intestino delgado (duodeno e jejuno).

Ciclo Biológico

Tipo monoxênico e podem seguir dois ciclos:

• Ciclo direto ou partenogenético

• Ciclo indireto, sexuado ou de vida livre

“A ocorrência de dois ciclos é devido a
constituição genética das fêmeas

partenogenéticas = (3n) “

3n = 3 tipos de ovos = 3 tipos de larvas
rabditóides

** Larva rabditóide triplóide � larvas filariódes
triplóides (ciclo direto)

** Larva rabditóide diplóide � fêmeas de vida livre

** Larva rabditóide haplóide � macho de vida livre

Ciclo indiretoCiclo indireto

Ciclo Biológico

Ciclo Biológico (Monoxênico)

Direto

• Fêmeas partenogenéticas realizam a ovipostura e,

ainda no intestino ocorre a eclosão, com liberação

de larvas rabditóides

• Larvas rabditóides no solo ou na região perianal se

transformam em larvas infectantes

Ciclo Biológico (Monoxênico)

Indireto

• Fêmeas realizam a ovipostura e, ainda no
intestino ocorre a eclosão, com liberação de larvas

rabditóides

• Larvas rabditóides são eliminadas pelas fezes e
transformam-se em machos e fêmeas de vida livre
(solo)

• Da ovipostura (acasalamento), originam-se larvas
rabditóides que, após alguns dias, passam a

filarióides (3n infectantes)

• As larvas não se alimentam devido a ausência de
bainha (≠ larvas de filarióide de ancilostomídeos)

• O ciclo direto e indireto se completa pela
penetração ativa das larvas filarióides L3 na pele

ou mucosa oral

“ melanoproteases” � circulação venosa e linfática
� coração e pulmões � capilares pulmonares = L4

� faringe � intestino delgado

• O desenvolvimento completa-se na mucosa do
intestino delgado = L4 se transformam em fêmeas
partenogenéticas

Transmissão

�Hetero ou primoinfecção (pele, mucosa bucal e

esôfago) � Mais frequente!! Larva Filarióides (L3)

� Auto infecção externa ou exógena (pele da região

perianal) Larvas Rabditóides � Larva Filarióides

(L3)

� Auto infecção interna ou endógena (intestino

delgado ou grosso) Larvas Rabditóides � Larva

Filarióides

Auto-infecção interna ou endógena

• Cronificação

• Constipação intestinal

• Uso de drogas imunossupressoras

• Neoplasias

• HIV

• AIDS

• Autoinfecção � � � número de parasitos no
intestino e pulmões � HIPERINFECÇÃO

(+frequente)

FORMA DISSEMINADA

óbito

Imunidade

• Presença de imunoglobulinas IgG, IgM, IgA e IgE.

• Imunidade celular

� Th1

� Th2 � IL-4, IL-5, IL-10 e IL-13 � induzindo as
células B a produzir IgE e IgG4.

• Sistema complemento

Patogenia

• Pequeno número de parasitos � assintomáticos

• Formas graves

• Fatores extrínsecos (carga parasitária)

• Fatores intrínsecos (subalimentação, diarréia e

vômitos, infecções bacterianas associadas,

cirurgias com anestesia geral)

Principais alterações:

• Ação mecânica

• Traumática

• Tóxica

• Irritativa

• Antigênica

Fêmeas partenogenFêmeas partenogenééticas,ticas,

larvas e ovoslarvas e ovos

Manifestações cutâneas

• Reação inflamatória em torno das larvas mortas

• Aspecto linear ou serpiginoso urticariforme � larva
currens

Manifestações Pulmonares

• Tosse

• Crises asmatiformes

• Síndrome de Loeffler

Manifestações intestinais

• Ordem crescente de gravidade:

• 1º = enterite catarral � reação inflamatória leve
com acúmulo de muco

• 2º = enterite edematosa � reação inflamatória com
edema de submucosa, síndrome de má absorção
intestinal

• 3º = enterite ulcerosa � grande quantidade de
parasitos, inflamação com eosinofilia intensa, com
invasão bacteriana, substituição por tecido

fibrótico, alterações no peristaltismo � íleo
paralítico

Forma Disseminada

• Imunocomprometidos

• Constipação intestinal

• Situações que favorecem a auto-infecção com

grande produção de larvas rabditóides e filarióides

no intestino, as quais, alcançam a circulação e se

disseminam a múltiplos orgãos � rins, fígado,
vesícula biliar, coração, pâncreas, glândulas
mamárias, cérebro, tireóide, próstata.

• Quadro complicado pela presença de bactérias

Além dos sintomas anteriormente descritos o

paciente com estrongiloidíase crônica pode

apresentar:

• Anemia

• Eosinofilia

• Alterações no eletrocardiograma

• Astenia

• Irritabilidade

• insônia

Diagnóstico Clínico

• Difícil

• 50 % dos casos assintomáticos

• Tríade: diarréia, dor abdominal e urticária �

SUGESTIVA!!

“A estrongiloidíase deve ser suspeita em casos de
diarréia crônica sugestivos de parasitose c/
eosinofilia; em pacientes imunodeficientes ou que

serão submetidos a tratamento imunossupressivo!!!
“

Diagnóstico Laboratorial

Métodos parasitológicos ou diretos

• HPJ

• Ritchie

• Formol-éter

• MIFC

• Faust “BAIXA SENSIBILIDADE”

• Pesquisa de larvas rabditóides nas fezes

• Coprocultura (larva filarióide)

• Pesquisa de larvas em secreções

• Endoscopia digestiva

• Biopsia intestinal

• Necropsia

• Esfregaços citológicos

Específicos para larvas

Métodos indiretos

• Hemograma

• Diagnóstico por imagem

Métodos imunológicos:

• ELISA

• Imunofluorescência Indireta

• Western Bloting

Profilaxia

• Utilização de calçados

• Educação e engenharia sanitária

• Lavagem adequada dos alimentos