11 - STRONGYLOIDES_E_ENTEROBIUS
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11 - STRONGYLOIDES_E_ENTEROBIUS

Disciplina:PROCESSOS GERAIS DE AGRESSÃO E DEFESA DO ORGANISMO56 materiais198 seguidores
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• Diagnósticar e tratar todas as pessoas parasitadas

• Diagnósticar e tratar indivíduos com AIDS e
Imunodeprimidos

Tratamento

Tiabendazol

• Atua sobre as fêmeas partenogenéticas

• Forma líquida e comprimidos

• Hiperinfecção e doença disseminada (tratar por 10

dias)

Cambendazol

• Atua sobre fêmeas partenogenéticas e larvas

• Forma líquida e comprimidos

Albendazol

• Atua sobre as fêmeas partenogenéticas e larvas

• Forma líquida e comprimidos

Ivermectina

• Formas graves, disseminada e pacientes com AIDS

• Em casos de autoinfecção interna o paciente deve

receber também um laxativo

• Tratamento com antibióticos

EnterobEnterobEnterobEnterobEnterobEnterobEnterobEnterobííííííííaseaseaseaseaseaseasease

Características

• Causada pelo Enterobius vermicularis
• Helminto
• Família Oxiuridae
• Também conhecido como Oxiuris vermicularis

• Comum em regiões tropicais e temperadas, atingindo
principalmente indivíduos na faixa etária de 5 a 15 anos.

• Dimorfismo sexual
• Cor branca e formato filiforme, cilíndrico, recoberto por uma

fina cutícula estriada transversalmente.
• Presença de expansões vesiculosas lateralmente a boca na

extremidade anterior “asas cefálicas”
• Boca pequena com esôfago claviforme

Verme Adulto
Asas cefálicas

Fêmea
• Apresenta aproximadamente 1 cm de comprimento e 0,4 mm

de diâmetro, cauda pontiaguda e alongada

• Os ovos ficam acumulados nos ramos uterinos, transformando
as fêmeas em um saco de ovos

Macho

• Mede cerca de 5 mm de comprimento e 0,2mm de diâmetro,
cauda fortemente recurvada em sentido ventral e espículo

presente.

Ovo

• Apresenta o aspecto de um “D” pois um dos lados é
achatado e o outro é convexo.

• Possui uma membrana dupla, lisa e transparente.
• No momento que sai da fêmea, já apresenta uma larva

dentro - OVO LARVADO.

Ovo de Enterobios vermicularis

Larva

Habitat

• Ceco e Apêndice (intestino grosso)
• Fêmeas grávidas – região perianal
• Mulheres – vagina, útero e bexiga (ocasionalmente)

Ciclo Biológico
Ciclo monoxênico

1. Cópula no ceco – macho é eliminado nas fezes e morre
2. Fêmeas grávidas repletas de ovos dirigem-se para a região

perianal (principalmente a noite).
3. Fêmeas rompem-se na região perianal e liberam os ovos.

4. Ovos embrionados se tornam infectantes em horas e são
ingeridos pelo hospedeiro.

5. Larvas rabditóide eclode no intestino delgado, sofre mudas,
migra para o ceco e viram verme adulto.

Transmissão

• Heteroinfecção ou Primoinfecção: quando ovos
presentes na poeira ou alimentos atingem outro hospedeiro.

• Indireta: quando os ovos presentes na poeira ou alimentos
atingem o mesmo hospedeiro.

• Auto-infecção externa ou direta: transporte dos ovos da
região perianal até a boca.

• Auto-infecção interna: larvas eclodem dentro do reto e
migram para o ceco transformando-se em verme adulto.

• Retroinfecção: larvas eclodem na região perianal e
penetram através do ânus, migrando pelo intestino grosso e

chegando ao ceco.

Patogenia

• Maioria dos casos despercebido!!!

• Ligeiro prurido anal
• Verme nas fezes = “lagartinha”

• Infecções maiores enterite catarral

• Uma em cada 20 indivíduos parasitados apresenta sintomas
• Eosinofilia sangüínea ( 4 a 15 %)
• Infecção bacteriana secundária
• Presença de larvas na região genital feminina – vaginite,

salpingite
• Perda de sono
• Nervosismo
• Pontos hemorrágicos retais e escoriações

Fêmeas na região perianal
Vermes no ceco

Diagnóstico

Clínico
Prurido anal noturno

Laboratorial

• Eosinofilia alta sem causa aparente
• Exame parasitológico – pouca sensibilidade (positivo em 5 a

10% dos casos)
• Método da fita gomada

Profilaxia

• Não sacudir roupas de cama
• Tratamento de todas as pessoas parasitadas da família
• Cortar rente as unhas
• Pomada mercurial na região perianal
• Limpeza doméstica com aspirador

Tratamento

Albendazol: 100 mg em dose única. Taxa de cura superior a 90%.
Não deve ser usado durante a gravidez

Pamoato de Pirantel: 10 mg/Kg, dose única via oral.
Um tratamento cura 80 % dos casos, duas doses, 100%.

Piperazina: tratar durante uma semana com dose diária de
50mg/Kg, 80 a 90% de cura.