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Infecçõe� n� Sistem� Respiratóri� Inferior Sistema Respiratório: . O sistema respiratório é o conjunto dos órgãos responsáveis pela absorção do oxigênio do ar pelo organismo e da eliminação do gás carbônico retirado das células . Os componentes do sistema respiratórios são: ➔ vias respiratórias ➔ pulmões ➔ cavidades nasais ➔ faringe ➔ laringe ➔ traqueia ➔ brônquios . As principais funções do sistema respiratório são: ● Troca Gasosa: quando inspiramos o ar atmosférico, que contém oxigênio e outros elementos químicos, ele passa pelas vias respiratórias e chega aos pulmões; é os pulmões que acontece a troca do dióxido de carbono pelo oxigênio. E, graças aos músculos respiratórios que este órgão cria forças para o ar fluir. Tudo isso a partir de estímulos e comandos emitidos pelo Sistema Nervoso Central ● Equilíbrio Ácido-Base: o equilíbrio ácido-base corresponde à remoção do excesso de CO2 do organismo; nesta unção, novamente temos a atuação do Sistema Nervoso, que é responsável por enviar informações para os controladores da respiração ● Produção de Sons: a produção e emissão de sons é realizada pela ação conjunta do Sistema Nervoso e dos músculos que trabalham na respiração; são eles que permitem o fluxo do ar das cordas vocais e da boca ● Defesa Pulmonar: ao respirar, é praticamente impossível eliminar as impurezas contidas no ambiente atmosférico. A inspiração de microrganismos se torna inevitável; para evitar problemas de saúde, o Sistema Respiratório apresenta mecanismos de defesa, que por sua vez, são realizados a partir da atuação dos diferentes órgãos . As principais funções de cada órgão que compõe o sistema respiratório são: ● Cavidades Nasais: as cavidades nasais são dois condutos paralelos revestidos de mucosa e separados por um septo cartilaginoso, que começam nas narinas e terminam na faringe; no interior das cavidades nasais, existem pelos que atuam como filtro de ar, retendo impurezas e germes, garantindo que o ar chegue limpo aos pulmões; a membrana que reveste as cavidades nasais contém células produtoras de muco que umidificam o ar. Ela é rica em vasos sanguíneos que aquecem o ar que entra no nariz ● Faringe: a faringe é um tubo que serve de passagem tanto para os alimentos quanto para o ar, portanto, faz parte do sistema respiratório e do sistema digestório; sua extremidade superior se comunica com as cavidades nasais e com a boca, na extremidade inferior se comunica com a laringe e o esôfago. Suas paredes são musculosas e revestidas de mucosa ● Laringe: a laringe é o órgão que liga a faringe à traquéia. Na parte superior da laringe está a epiglote, a válvula que se fecha durante a deglutição; este é também o principal órgão da fala. Nela estão localizadas as cordas vocais ● Traquéia: a traquéia é um tubo situado abaixo da laringe é formado por quinze a vinte anéis cartilaginosos que a mantém aberta; este órgão é revestido por uma membrana mucosa, e nela o ar é aquecido, umidificado e filtrado ● Brônquios: os brônquios são duas ramificações da traqueia formados também por anéis cartilaginosos; cada brônquio penetra em um dos pulmões e divide-se em diversos ramos menores, que se distribuem por todo o órgão formando os bronquíolos; os brônquios se ramificam e subdividem-se várias vezes, formando a árvore brônquica ● Pulmões: o sistema respiratório é composto por dois pulmões, órgãos esponjosos situados na caixa torácica. Eles são responsáveis pela troca do oxigênio em gás carbônico, através da respiração; cada pulmão é envolvido por uma membrana dupla, chamada pleura. Internamente, cada pulmão apresenta cerca de 200 milhões de estruturas muito pequenas, em forma de cacho de uva e que se enchem de ar, chamados de alvéolos pulmonares; cada alvéolo recebe ramificações de um bronquíolo. Nos alvéolos, realizam-se as trocas gasosas entre o ambiente, denominada hematose. Tudo isso acontece graças às membranas muito finas que os revestem e abrigam inúmeros vasos sanguíneos bem finos, os capilares . Os pulmões podem ser atacados por diversas doenças, as quais podem ser infecciosas ou alérgicas. As principais doenças do sistema respiratório são: ● Doenças Alérgicas: o sistema respiratório é também atacado por doenças alérgicas, que resultam da hipersensibilidade do organismo a determinado agente: poeira, medicamentos, cosméticos, pólen, etc → Exemplo de doenças alérgicas: rinite, bronquite e asma ● Doenças Infecciosas: as doenças infecciosas são resultado de uma inflamação em determinados órgãos. Elas são provocadas por microrganismos, tais como vírus, bactérias, entre outros parasitas; o processo infeccioso também pode ser desencadeado por substâncias tóxicas, como a fumaça tóxica do cigarro, é o que acontece no enfisema, doença degenerativa crônica, geralmente desencadeada pelo tabagismo → Exemplo de doenças infecciosas: gripe, resfriado, tuberculose, pneumonia e enfisema pulmonar Pneumonia: . A pneumonia é a inflamação aguda dos pulmões causada por infecção . Muitos microrganismos causam pneumonia, incluindo bactérias, vírus e fungos . Os patógenos variam com a idade do paciente e com outros fatores, mas a importância relativa de cada um como causa de pneumonia é incerta, uma vez que a maioria dos pacientes não é submetida a exames completos e, mesmo com os exames, identificam-se etiologias específicas em < 50% dos casos . As vias respiratórias e os pulmões são constantemente expostos a patógenos no ambiente externo; as vias respiratórias superiores e a orofaringe em particular são colonizadas pela assim chamada flora normal . A microaspiração desses agentes patogênicos do trato respiratório superior é uma ocorrência regular, mas esses patógenos são prontamente combatidos pelos mecanismos de defesa do pulmão do hospedeiro . A pneumonia se desenvolve quando: ➔ os mecanismos de defesa estão comprometidos ➔ a microaspiração leva a uma grande inoculação de bactérias que derrotam as defesas normais do hospedeiro ➔ um patógeno particularmente virulento é introduzido . Ocasionalmente, a infecção se desenvolve quando patógenos alcançam os pulmões via corrente sanguínea ou por propagação contígua a partir da parede torácica e mediastino . As defesas das vias respiratórias superiores envolvem imunoglobulina A (IgA) salivar, proteases e lisossomos, inibidores do crescimento produzidos pela flora normal e fibronectina, que reveste a mucosa e inibe a aderência . Defesas inespecíficas das vias respiratórias inferiores, incluindo tosse e depuração mucociliar, previnem a infecção dos espaços aéreos. As defesas específicas das vias respiratórias incluem uma variedade de mecanismos imunes específicos a patógenos, incluindo a opsonização por IgA e IgG, peptídeos antimicrobianos, efeitos antiinflamatórios da surfactante, fagocitose por macrófagos alveolares e respostas imunes mediadas por linfócitos T. Esses mecanismos protegem a maioria das pessoas contra infecção . Diversas condições alteram a flora normal (como por exemplo, doenças sistêmicas, desnutrição, exposição a hospital ou antibióticos) ou comprometem essas defesas (como por exemplo, estado mental alterado, tabagismo, intubação nasogástrica ou endotraqueal). Os patógenos que, mesmo assim, alcançam os espaços aéreos podem se multiplicar e causar pneumonia . As pneumonias podem ser categorizadas como: ➔ pneumonia adquirida na comunidade ➔ pneumonia adquirida no hospital ➔ pneumonia associada à ventilação mecânica ➔ pneumonia em pacientes imunocomprometidos (incluídos pacientes com infecção por HIV) ➔ pneumonia por Pneumocystis Jirovecii ➔ pneumonia por aspiração ➔ pneumonia intersticial . Os principais patógenos em pneumonias bacterianas são: ● Streptococcus Pneumoniae: conhecido como pneumococo; principal causador da pneumonia típica; possui uma microbiota endógena; a prevenção contra esse patógeno é através da vacina pneumocócica; essa doença, além e ser potencialmente grave, pode ser contagiosa através de secreções respiratórias (ex. tosse ou espirros), colocando em risco os doentes e todos os que possam estarem contacto com quem tem a doença; a pneumonia pneumocócica começa, geralmente, depois de uma infecção viral do trato respiratório superior (uma constipação, uma inflamação da garganta ou uma gripe) ter danificado suficientemente os pulmões para permitir que os pneumococos infectam a zona; a sua gravidade depende, em grande parte, do tipo de infecção causador da pneumonia, da idade e do estado de saúde do doente antes do aparecimento da doença, para além da instituição atempada de uma terapêutica adequada à situação em causa; os sintomas podem incluir tremores, calafrios, febre alta, tosse com expectoração purulenta, prostração e fadiga, nos casos mais graves surge a dificuldade respiratória e dores no tórax ao respirar (também são frequentes as náuseas e vómitos e as dores musculares); eles são encontrados aos pares, ou em cadeia GRAM+ encapsulado ● Haemophilus Influenzae: possui microbiota das vias aéreas superiores; a prevenção contra esse patógeno é através da vacina H. Influenzae tipo B (3 doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade); o Hemophilus influenzae vive na orofaringe das pessoas mas nem sempre causa doença, ou seja, uma pessoa pode ser portadora assintomática e não apresentar sintomas; a transmissão da doença ocorre por gotículas respiratórias; as estirpes de Hemophilus influenzae tipo b são o grupo mais virulento e provocam graves doenças, como a meningite, a epiglotite e a pneumonia, embora com o uso amplamente difundido da vacina com o Hemophilus influenzae tipo b, a doença grave causada por este microrganismo está a tornar-se menos frequente; os sintomas da infecção podem ser acessos de espirros e corrimento nasal, seguidos pelos sintomas mais característicos da pneumonia, como febre, tosse que produz expectoração e dispneia; é frequente o aparecimento de líquido na cavidade pleural (o espaço compreendido entre as duas camadas da membrana que reveste o pulmão e a parede torácica); eles são encontrados encapsulados, como cocobacilo GRAM- ● Staphylococcus spp: presente em paciente com pneumonia aspirativa e em pacientes com fibrose cística; o Staphylococcus pode originar abcesos (acumulações de pus) nos pulmões e produzir quistos pulmonares que contém ar (pneumatoceles), especialmente em crianças; esta bactéria pode ser transportada pela corrente sanguínea a partir do pulmão e produzir abscessos em qualquer lugar; é encontrado em cocos agrupados Gram+ ● Mycoplasma Pneumoniae: são microrganismos ubíquos; é a causa mais importante da pneumonia atípica em pessoas jovens; intracelular obrigatório; não possuem parede celular, possuindo uma forma plástica; contém uma membrana celular com 3 camadas; possui esteróis e são raramente cultivados; esse tipo de bactéria pode ser confundido com viral; os sintomas mais frequentes são febre baixa, mal-estar, cefaleia e tosse seca não produtiva; geralmente ocorre mais em crianças mais velhas e adultos jovens; o seu diagnóstico é obtido através da análise sorológica e PCR; são os menores microorganismos de vida livre; o Mycoplasma pneumoniae é sensível a macrolídeos, ciclinas e quinolonas. Estes germes são desprovidos de parede celular e, por isso, são resistentes aos beta-lactâmicos, a eritromicina é a droga de escolha para o tratamento dessa pneumonia na faixa etária pediátrica ● Legionella pneumophila: seu habitat é a água e o solo, podendo colonizar piscinas de spas, sistemas de abastecimento de água hospitalares, umidificadores e aparelhos de ar condicionado; a legionelose é uma infecção não contagiosa, que costuma ser adquirida através da inalação de partículas água contaminadas com a bactéria Legionella e pode provocar uma pneumonia atípica; é encontrado em bacilo GRAM- Pneumonia Adquirida na Comunidade: . Pneumonia adquirida na comunidade é definida como pneumonia adquirida fora do hospital . Os patógenos mais comumente identificados são: ➔ Streptococcus pneumoniae ➔ Haemophilus influenzae ➔ bactérias atípicas, como Chlamydia pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae e espécies de Legionella . Os sinais e sintomas compreendem: ➔ febre ➔ tosse ➔ produção de escarro ➔ dispnéia ➔ taquipneia ➔ taquicardia . O diagnóstico baseia-se na apresentação clínica e em radiografia de tórax . O tratamento é com antibióticos escolhidos empiricamente . O prognóstico é excelente para os pacientes relativamente jovens e/ou para os indivíduos sadios, mas muitas pneumonias, em especial quando causadas por S. pneumoniae, Legionella, Staphylococcus aureus e vírus influenza, são graves ou mesmo fatais para pacientes mais idosos e mais enfermos Pneumonia Adquirida no Hospital: . A pneumonia adquirida no hospital desenvolve-se pelo menos 48 horas após a hospitalização . Os patógenos mais comumente identificados são: ➔ bacilos Gram-negativos ➔ Staphylococcus aureus . Os microrganismos resistentes a antibióticos são uma preocupação significativa . Os sinais e sintomas compreendem: ➔ mal-estar ➔ febre ➔ resfriado ➔ calafrios ➔ tosse ➔ dispnéia ➔ dor no peito . O diagnóstico baseia-se nas manifestações clínicas e radiografias do tórax, confirmando-se pela hemocultura ou pela coleta de espécime por broncoscopia do trato respiratório inferior . O tratamento é com antibióticos . O prognóstico, geralmente, é ruim, em parte devido às comorbidades . Os principais fatores de risco envolvem tratamento antibiótico anterior, pH gástrico elevado (decorrente da terapia profilática para a úlcera de estresse ou terapia como bloqueadores de H2 ou inibidores de bomba de prótons) e coexistência de insuficiências cardíaca, pulmonar, hepática e renal Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica: . A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) desenvolve-se pelo menos 48 horas após a intubação endotraqueal . Os patógenos mais comumente identificados são: ➔ bacilos Gram-negativos ➔ Staphylococcus aureus . Os microrganismos resistentes a antibióticos são uma preocupação significativa . Em pacientes em ventilação mecânica, a pneumonia geralmente se manifesta com: ➔ febre ➔ aumento da contagem de leucócitos ➔ piora da oxigenação ➔ aumento das secreções da traquéia (podendo ser purulentas) . O diagnóstico baseia-se nas manifestações clínicas e radiografias do tórax, confirmando-se pela hemocultura ou pela coleta de espécime por broncoscopia do trato respiratório inferior . O prognóstico, geralmente, é ruim, em parte devido às comorbidades . A intubação endotraqueal é o principal fator de risco de pneumonia associada à ventilação mecânica. A intubação endotraqueal rompe as defesas das vias respiratórias, compromete a tosse e a depuração mucociliar e facilita a microaspiração de secreções repletas de bactérias, que se acumulam acima do manguito do tubo endotraqueal insuflado. Além disso, as bactérias formam um biofilme sobre e dentro do tubo endotraqueal, que as protege dos antibióticos e das defesas do hospedeiro. O maior risco de PAV ocorre durante os 10 primeiros dias depois da intubação. Pneumonia associada à ventilação mecânica ocorre em 9 a 27% dos pacientes em ventilação mecânica Pneumonia em Pacientes Imunocomprometidos: . Pneumonia no hospedeiro imunocomprometido costuma ser causada por patógenos incomuns, mas também pode ser causada pelos mesmos patógenos que causam a pneumonia adquirida na comunidade . Os sinais e sintomas dependem do patógeno e das condições que comprometem o sistema imunitário . O diagnóstico baseia-se em hemoculturas e espécimes broncoscópicos das secreções respiratórias, às vezes com culturas quantitativas . O tratamento depende da deficiência do sistema imunitário e do patógeno . Se os pacientes têm hipoxemia ou radiografia do tórax anormal, fazer testes adicionais, incluindo testes de escarro, idealmente com uma amostra induzida ou obtida por via broncoscópica Pneumonia por Pneumocystis Jirovecii: . Pneumocystis jirovecii é uma causa comum de pneumonia em pacientes imunossuprimidos, especialmente naqueles infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e naqueles recebendo corticóides sistêmicos . Os sinais e sintomas compreendem: ➔ tosse seca➔ dispnéia ➔ febre . O diagnóstico requer a demonstração do microrganismo em uma amostra de escarro induzido ou broncoscópica . O tratamento é com antibióticos, geralmente sulfametoxazol/trimetoprima ou dapsona/trimetoprima, clindamicina/primaquina, atovaquona ou pentamidina. Pacientes com Pao2< 70 mmHg recebem corticoides sistêmicos . Em geral, o prognóstico é bom com o tratamento realizado em tempo . P. jirovecii é um microrganismo onipresente, transmitido por aerossol e não causa qualquer doença em pacientes imunocompetentes. Contudo, alguns pacientes estão em risco de desenvolver pneumonia por P. jirovecii, sendo o grupo de risco: ➔ pacientes com infecção por HIV e contagens de linfócitos T CD4+ <200/microL ➔ receptores de transplante de órgãos ➔ pacientes com cânceres hematológicos ➔ pacientes fazendo uso de corticóides Pneumonia por Aspiração: . Ocorre quando grandes volumes de secreções das vias respiratórias superiores ou gástricas entram nos pulmões . A pneumonite e a pneumonia por aspiração são provocadas pela inalação de substâncias tóxicas, geralmente conteúdo gástrico, para os pulmões . O resultado pode ser pneumonite indetectável ou química, pneumonia bacteriana, ou obstrução das vias respiratórias . Os sinais e sintomas compreendem: ➔ tosse ➔ dispnéia . O diagnóstico baseia-se em manifestações clínicas e radiografia de tórax . O tratamento e o prognóstico diferem quanto à substância aspirada . Indivíduos saudáveis comumente aspiram pequenas quantidades de secreções orais, mas os mecanismos de defesa normais geralmente eliminam o inóculo sem sequelas . A aspiração de grandes quantidades ou a aspiração em um paciente com comprometimento das defesas pulmonares com frequência provoca pneumonia e/ou abscesso pulmonar . Os pacientes idosos tendem a aspirar por causa de condições associadas ao envelhecimento que alteram a consciência, como o uso sedativo e distúrbios (como por exemplo, distúrbios neurológicos e fraqueza) . Patógenos gram-negativos enterais e anaeróbios bucais são a causa mais frequente de pneumonia por aspiração . Deve-se testar os pacientes com pneumonite por aspiração e pneumonia por aspiração para ver se há algum transtorno da deglutição subjacente . A prevenção secundária da aspiração usando medidas diversas é um componente chave dos cuidados para os pacientes afetados Pneumonia Intersticial: . As pneumonias intersticiais idiopáticas são doenças pulmonares intersticiais de etiologia desconhecida que compartilham características clínicas semelhantes . Classificadas em 8 subtipos histológicos, todas se caracterizam por graus variáveis de inflamação e fibrose e todas desencadeiam dispneia . O diagnóstico baseia-se em história, exame físico, imagem por TC de alta resolução, testes de função pulmonar e biópsia pulmonar . O tratamento varia de acordo com o subtipo . O prognóstico varia com o subtipo e oscila entre excelente e quase sempre fatal . Os 8 subtipos da pneumonia intersticial são: ● Fibrose Pulmonar Idiopática: identificada histologicamente como a pneumonia intersticial comum; causa fibrose pulmonar progressiva; os sinais e sintomas desenvolvem-se no decorrer de meses a anos e envolvem dispneia, tosse e estertores finos (Velcro); o diagnóstico baseia-se em história, exame físico, TC de alta resolução e/ou biópsia pulmonar, se necessário; o tratamento pode incluir fármacos antifibróticos e terapia com oxigênio; a maioria dos pacientes se deteriora; a sobrevida média é de cerca de 3 anos a partir do diagnóstico ● Pneumonia Intersticial Descamativa: a pneumonia intersticial descamativa é a inflamação pulmonar crônica caracterizada pela infiltração celular mononuclear dos espaços aéreos, que ocorre quase exclusivamente em fumantes ou ex-fumantes; a doença tende a comprometer o parênquima pulmonar de modo uniforme, as paredes alveolares estão alinhadas aos pneumócitos arredondados e cubóides, há infiltração moderada dos septos alveolares por linfócitos, plasmócitos e, ocasionalmente, eosinófilos; a característica mais marcante é a existência de vários macrófagos pigmentados dentro dos espaços aéreos, erroneamente interpretados como pneumócitos descamados quando se descreveu a doença pela primeira vez; o diagnóstico é obtido através de TCAR e, às vezes, biópsia pulmonar cirúrgica; o tratamento é realizado com a cessação do tabagismo e com o uso de corticóides ou fármacos citotóxicos; o prognóstico é bom, com cerca de 70% de sobrevida em 10 anos ● Pneumonia Intersticial Inespecífica: a pneumonia intersticial não específica é uma pneumonia intersticial idiopática que ocorre principalmente em mulheres, não fumantes e pacientes < 50 anos de idade; os pacientes têm tosse e dispneia, que podem estar presentes por meses ou anos; o diagnóstico é feito via TC de alta resolução e biópsia pulmonar; o tratamento é com corticoides e, às vezes, outros fármacos imunossupressores ● Pneumonia em Organização Criptogênica: a pneumonia em organização criptogênica é uma condição idiopática em que o tecido de granulação obstrui bronquíolos e ductos alveolares, com inflamação crônica e pneumonia organizada nos alvéolos adjacentes; o diagnóstico é feito via TC de alta resolução e biópsia pulmonar; o tratamento é feito através do uso de corticóides ● Doença Pulmonar Intersticial associada a Bronquiolite Respiratória (DPIBR): a doença pulmonar intersticial associada à bronquiolite respiratória (DPIBR) é uma síndrome de inflamação das pequenas vias respiratórias e doença pulmonar intersticial que ocorre em tabagistas; os sintomas incluem tosse e falta de ar durante exercícios; radiografia e tórax, TC de alta resolução e, às vezes, biópsia pulmonar são necessárias para o diagnóstico; o tratamento é a interrupção do tabagismo ● Pneumonia Intersticial Aguda: a pneumonia intersticial aguda (PIA) é uma doença pulmonar idiopática rara e fulminante cuja apresentação é semelhante à da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA); os sintomas da pneumonia intersticial aguda envolvem febre de início abrupto, tosse e falta de ar, com duração de 7 a 14 dias, progredindo rapidamente na maioria dos pacientes para insuficiência respiratória; o diagnóstico é obtido através de TCAR e, às vezes, biópsia pulmonar cirúrgica; o tratamento da pneumonia intersticial aguda é de suporte e, em geral, exige ventilação mecânica, normalmente utilizando os mesmos métodos que para SDRA (incluindo ventilação de baixo volume de corrente ). Em geral, utiliza-se terapia com corticóides, mas a eficácia não está estabelecida ● Pneumonia Intersticial Linfocítica: a pneumonia intersticial linfocítica (PIL) é a infiltração linfocítica do interstício alveolar e dos espaços aéreos. A causa é desconhecida; os sinais e sintomas são tosse, dispnéia progressiva e estertores; o diagnóstico baseia-se em história, exame físico, métodos de imagem e biópsia pulmonar; o tratamento consiste em corticoides, fármacos citotóxicos, ou ambos, embora a eficácia seja desconhecida; a sobrevida em 5 anos é de 50 a 66% ● Fibroelastose Pleuroparenquimatosa Idiopática: a fibroelastose pleuroparenquimatosa idiopática é uma pneumonia intersticial idiopática rara que envolve predominantemente os lobos superiores dos pulmões e é de progressão lenta; os pacientes muitas vezes têm infecções recorrentes, falta de ar e tosse seca; o diagnóstico é feito por TC de alta resolução, mas às vezes é necessário fazer biópsia do pulmão; corticóides podem ser administrados para o tratamento Pneumonia x Tuberculose: . Muitos pacientes que apresentam um quadro de tosse e expectoração ficam assustados com a possibilidade de terem tuberculose . A diferença está no tempo de evolução da doença . A pneumonia é um quadro agudo que evolui em horas. O paciente fica mal com pouco tempo de doença, procurando atendimento médico já nas primeiras 72 horas de doença . A tuberculose se apresenta como um quadro mais arrastado, com os sintomas piorando gradativamente e o paciente muitas vezes só procura atendimento médico várias semanas depois do início dos sintomasComo reportar os Resultados: Microscopia: ➔ material clínico: escarro ➔ resultado: Células epiteliais: <10/campo Leucócitos: >25/campo Cocos Gram-positivos em cadeia: alguns Diplococos Gram-negativos: raros Cocobacilos Gram-negativos: muitos, compatíveis com Haemophilus spp ➔ material clínico: lavado broncoalveolar ➔ resultado: não foram observados microrganismos na amostra analisada ➔ material clínico: aspirado traqueal ➔ resultado: Células epiteliais: >10/campo/100x Leucócitos: <25/campo/100x . Presença de aglomerados bacterianos da mucosa oral em moderada quantidade Obs.: amostra inadequada para realizar a cultura Cultura: ➔ material clínico: escarro ➔ resultado: . Haemophilus influenzae (muitas colônias) . Neisseria spp. (raras colônias) . Streptococcus grupo viridans (poucas colônias) Cultura Quantitativa: ➔ material clínico: lavado broncoalveolar ➔ resultado: . Klebsiella pneumoniae – 104UFC/mL . Pseudomonas aeruginosa -105UFC/mL Obs.: são consideradas significativas contagens ≥ 104UFC/mL Pesquisa de Antígenos: ➔ material clínico: urina ➔ resultado: pesquisa positiva de antígenos de Streptococcus pneumoniae na urina