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Infecçõe� n� Sistem�
Respiratóri� Inferior
Sistema Respiratório:
. O sistema respiratório é o conjunto dos
órgãos responsáveis pela absorção do
oxigênio do ar pelo organismo e da eliminação
do gás carbônico retirado das células
. Os componentes do sistema respiratórios
são:
➔ vias respiratórias
➔ pulmões
➔ cavidades nasais
➔ faringe
➔ laringe
➔ traqueia
➔ brônquios
. As principais funções do sistema respiratório
são:
● Troca Gasosa: quando inspiramos o ar
atmosférico, que contém oxigênio e
outros elementos químicos, ele passa
pelas vias respiratórias e chega aos
pulmões; é os pulmões que acontece
a troca do dióxido de carbono pelo
oxigênio. E, graças aos músculos
respiratórios que este órgão cria
forças para o ar fluir. Tudo isso a partir
de estímulos e comandos emitidos
pelo Sistema Nervoso Central
● Equilíbrio Ácido-Base: o equilíbrio
ácido-base corresponde à remoção do
excesso de CO2 do organismo; nesta
unção, novamente temos a atuação
do Sistema Nervoso, que é
responsável por enviar informações
para os controladores da respiração
● Produção de Sons: a produção e emissão
de sons é realizada pela ação
conjunta do Sistema Nervoso e dos
músculos que trabalham na
respiração; são eles que permitem o
fluxo do ar das cordas vocais e da
boca
● Defesa Pulmonar: ao respirar, é
praticamente impossível eliminar as
impurezas contidas no ambiente
atmosférico. A inspiração de
microrganismos se torna inevitável;
para evitar problemas de saúde, o
Sistema Respiratório apresenta
mecanismos de defesa, que por sua
vez, são realizados a partir da atuação
dos diferentes órgãos
. As principais funções de cada órgão que
compõe o sistema respiratório são:
● Cavidades Nasais: as cavidades nasais
são dois condutos paralelos
revestidos de mucosa e separados
por um septo cartilaginoso, que
começam nas narinas e terminam na
faringe; no interior das cavidades
nasais, existem pelos que atuam
como filtro de ar, retendo impurezas e
germes, garantindo que o ar chegue
limpo aos pulmões; a membrana que
reveste as cavidades nasais contém
células produtoras de muco que
umidificam o ar. Ela é rica em vasos
sanguíneos que aquecem o ar que
entra no nariz
● Faringe: a faringe é um tubo que serve
de passagem tanto para os alimentos
quanto para o ar, portanto, faz parte
do sistema respiratório e do sistema
digestório; sua extremidade superior
se comunica com as cavidades nasais
e com a boca, na extremidade inferior
se comunica com a laringe e o
esôfago. Suas paredes são
musculosas e revestidas de mucosa
● Laringe: a laringe é o órgão que liga a
faringe à traquéia. Na parte superior
da laringe está a epiglote, a válvula
que se fecha durante a deglutição;
este é também o principal órgão da
fala. Nela estão localizadas as cordas
vocais
● Traquéia: a traquéia é um tubo situado
abaixo da laringe é formado por
quinze a vinte anéis cartilaginosos que
a mantém aberta; este órgão é
revestido por uma membrana mucosa,
e nela o ar é aquecido, umidificado e
filtrado
● Brônquios: os brônquios são duas
ramificações da traqueia formados
também por anéis cartilaginosos; cada
brônquio penetra em um dos pulmões
e divide-se em diversos ramos
menores, que se distribuem por todo o
órgão formando os bronquíolos; os
brônquios se ramificam e
subdividem-se várias vezes, formando
a árvore brônquica
● Pulmões: o sistema respiratório é
composto por dois pulmões, órgãos
esponjosos situados na caixa torácica.
Eles são responsáveis pela troca do
oxigênio em gás carbônico, através da
respiração; cada pulmão é envolvido
por uma membrana dupla, chamada
pleura. Internamente, cada pulmão
apresenta cerca de 200 milhões de
estruturas muito pequenas, em forma
de cacho de uva e que se enchem de
ar, chamados de alvéolos pulmonares;
cada alvéolo recebe ramificações de
um bronquíolo. Nos alvéolos,
realizam-se as trocas gasosas entre o
ambiente, denominada hematose.
Tudo isso acontece graças às
membranas muito finas que os
revestem e abrigam inúmeros vasos
sanguíneos bem finos, os capilares
. Os pulmões podem ser atacados por
diversas doenças, as quais podem ser
infecciosas ou alérgicas. As principais
doenças do sistema respiratório são:
● Doenças Alérgicas: o sistema respiratório
é também atacado por doenças
alérgicas, que resultam da
hipersensibilidade do organismo a
determinado agente: poeira,
medicamentos, cosméticos, pólen, etc
→ Exemplo de doenças alérgicas: rinite, bronquite e
asma
● Doenças Infecciosas: as doenças
infecciosas são resultado de uma
inflamação em determinados órgãos.
Elas são provocadas por
microrganismos, tais como vírus,
bactérias, entre outros parasitas; o
processo infeccioso também pode ser
desencadeado por substâncias
tóxicas, como a fumaça tóxica do
cigarro, é o que acontece no
enfisema, doença degenerativa
crônica, geralmente desencadeada
pelo tabagismo
→ Exemplo de doenças infecciosas: gripe, resfriado,
tuberculose, pneumonia e enfisema pulmonar
Pneumonia:
. A pneumonia é a inflamação aguda dos
pulmões causada por infecção
. Muitos microrganismos causam pneumonia,
incluindo bactérias, vírus e fungos
. Os patógenos variam com a idade do
paciente e com outros fatores, mas a
importância relativa de cada um como causa
de pneumonia é incerta, uma vez que a
maioria dos pacientes não é submetida a
exames completos e, mesmo com os exames,
identificam-se etiologias específicas em < 50%
dos casos
. As vias respiratórias e os pulmões são
constantemente expostos a patógenos no
ambiente externo; as vias respiratórias
superiores e a orofaringe em particular são
colonizadas pela assim chamada flora normal
. A microaspiração desses agentes
patogênicos do trato respiratório superior é
uma ocorrência regular, mas esses patógenos
são prontamente combatidos pelos
mecanismos de defesa do pulmão do
hospedeiro
. A pneumonia se desenvolve quando:
➔ os mecanismos de defesa estão
comprometidos
➔ a microaspiração leva a uma grande
inoculação de bactérias que derrotam
as defesas normais do hospedeiro
➔ um patógeno particularmente virulento
é introduzido
. Ocasionalmente, a infecção se desenvolve
quando patógenos alcançam os pulmões via
corrente sanguínea ou por propagação
contígua a partir da parede torácica e
mediastino
. As defesas das vias respiratórias
superiores envolvem imunoglobulina A (IgA)
salivar, proteases e lisossomos, inibidores do
crescimento produzidos pela flora normal e
fibronectina, que reveste a mucosa e inibe a
aderência
. Defesas inespecíficas das vias
respiratórias inferiores, incluindo tosse e
depuração mucociliar, previnem a infecção
dos espaços aéreos. As defesas específicas
das vias respiratórias incluem uma variedade
de mecanismos imunes específicos a
patógenos, incluindo a opsonização por IgA e
IgG, peptídeos antimicrobianos, efeitos
antiinflamatórios da surfactante, fagocitose por
macrófagos alveolares e respostas imunes
mediadas por linfócitos T. Esses mecanismos
protegem a maioria das pessoas contra
infecção
. Diversas condições alteram a flora normal
(como por exemplo, doenças sistêmicas,
desnutrição, exposição a hospital ou
antibióticos) ou comprometem essas defesas
(como por exemplo, estado mental alterado,
tabagismo, intubação nasogástrica ou
endotraqueal). Os patógenos que, mesmo
assim, alcançam os espaços aéreos podem
se multiplicar e causar pneumonia
. As pneumonias podem ser categorizadas
como:
➔ pneumonia adquirida na comunidade
➔ pneumonia adquirida no hospital
➔ pneumonia associada à ventilação
mecânica
➔ pneumonia em pacientes
imunocomprometidos (incluídos
pacientes com infecção por HIV)
➔ pneumonia por Pneumocystis Jirovecii
➔ pneumonia por aspiração
➔ pneumonia intersticial
. Os principais patógenos em pneumonias
bacterianas são:
● Streptococcus Pneumoniae: conhecido
como pneumococo; principal
causador da pneumonia típica;
possui uma microbiota endógena; a
prevenção contra esse patógeno é
através da vacina pneumocócica;
essa doença, além e ser
potencialmente grave, pode ser
contagiosa através de secreções
respiratórias (ex. tosse ou espirros),
colocando em risco os doentes e
todos os que possam estarem
contacto com quem tem a doença; a
pneumonia pneumocócica começa,
geralmente, depois de uma infecção
viral do trato respiratório superior
(uma constipação, uma inflamação da
garganta ou uma gripe) ter danificado
suficientemente os pulmões para
permitir que os pneumococos infectam
a zona; a sua gravidade depende, em
grande parte, do tipo de infecção
causador da pneumonia, da idade e
do estado de saúde do doente antes
do aparecimento da doença, para
além da instituição atempada de uma
terapêutica adequada à situação em
causa; os sintomas podem incluir
tremores, calafrios, febre alta, tosse
com expectoração purulenta,
prostração e fadiga, nos casos mais
graves surge a dificuldade
respiratória e dores no tórax ao
respirar (também são frequentes as
náuseas e vómitos e as dores
musculares); eles são encontrados
aos pares, ou em cadeia GRAM+
encapsulado
● Haemophilus Influenzae: possui
microbiota das vias aéreas
superiores; a prevenção contra esse
patógeno é através da vacina H.
Influenzae tipo B (3 doses, aos 2, 4 e
6 meses de idade); o Hemophilus
influenzae vive na orofaringe das
pessoas mas nem sempre causa
doença, ou seja, uma pessoa pode
ser portadora assintomática e não
apresentar sintomas; a transmissão
da doença ocorre por gotículas
respiratórias; as estirpes de
Hemophilus influenzae tipo b são o
grupo mais virulento e provocam
graves doenças, como a meningite, a
epiglotite e a pneumonia, embora
com o uso amplamente difundido da
vacina com o Hemophilus influenzae
tipo b, a doença grave causada por
este microrganismo está a tornar-se
menos frequente; os sintomas da
infecção podem ser acessos de
espirros e corrimento nasal,
seguidos pelos sintomas mais
característicos da pneumonia, como
febre, tosse que produz expectoração
e dispneia; é frequente o
aparecimento de líquido na cavidade
pleural (o espaço compreendido entre
as duas camadas da membrana que
reveste o pulmão e a parede torácica);
eles são encontrados encapsulados,
como cocobacilo GRAM-
● Staphylococcus spp: presente em
paciente com pneumonia aspirativa e
em pacientes com fibrose cística; o
Staphylococcus pode originar abcesos
(acumulações de pus) nos pulmões e
produzir quistos pulmonares que
contém ar (pneumatoceles),
especialmente em crianças; esta
bactéria pode ser transportada pela
corrente sanguínea a partir do pulmão
e produzir abscessos em qualquer
lugar; é encontrado em cocos
agrupados Gram+
● Mycoplasma Pneumoniae: são
microrganismos ubíquos; é a causa
mais importante da pneumonia atípica
em pessoas jovens; intracelular
obrigatório; não possuem parede
celular, possuindo uma forma plástica;
contém uma membrana celular com 3
camadas; possui esteróis e são
raramente cultivados; esse tipo de
bactéria pode ser confundido com
viral; os sintomas mais frequentes são
febre baixa, mal-estar, cefaleia e tosse
seca não produtiva; geralmente ocorre
mais em crianças mais velhas e
adultos jovens; o seu diagnóstico é
obtido através da análise sorológica e
PCR; são os menores
microorganismos de vida livre; o
Mycoplasma pneumoniae é sensível a
macrolídeos, ciclinas e quinolonas.
Estes germes são desprovidos de
parede celular e, por isso, são
resistentes aos beta-lactâmicos, a
eritromicina é a droga de escolha para
o tratamento dessa pneumonia na
faixa etária pediátrica
● Legionella pneumophila: seu habitat é a
água e o solo, podendo colonizar
piscinas de spas, sistemas de
abastecimento de água hospitalares,
umidificadores e aparelhos de ar
condicionado; a legionelose é uma
infecção não contagiosa, que
costuma ser adquirida através da
inalação de partículas água
contaminadas com a bactéria
Legionella e pode provocar uma
pneumonia atípica; é encontrado em
bacilo GRAM-
Pneumonia Adquirida na Comunidade:
. Pneumonia adquirida na comunidade é
definida como pneumonia adquirida fora do
hospital
. Os patógenos mais comumente
identificados são:
➔ Streptococcus pneumoniae
➔ Haemophilus influenzae
➔ bactérias atípicas, como Chlamydia
pneumoniae, Mycoplasma
pneumoniae e espécies de Legionella
. Os sinais e sintomas compreendem:
➔ febre
➔ tosse
➔ produção de escarro
➔ dispnéia
➔ taquipneia
➔ taquicardia
. O diagnóstico baseia-se na apresentação
clínica e em radiografia de tórax
. O tratamento é com antibióticos escolhidos
empiricamente
. O prognóstico é excelente para os
pacientes relativamente jovens e/ou para os
indivíduos sadios, mas muitas pneumonias,
em especial quando causadas por S.
pneumoniae, Legionella, Staphylococcus
aureus e vírus influenza, são graves ou
mesmo fatais para pacientes mais idosos e
mais enfermos
Pneumonia Adquirida no Hospital:
. A pneumonia adquirida no hospital
desenvolve-se pelo menos 48 horas após a
hospitalização
. Os patógenos mais comumente
identificados são:
➔ bacilos Gram-negativos
➔ Staphylococcus aureus
. Os microrganismos resistentes a antibióticos
são uma preocupação significativa
. Os sinais e sintomas compreendem:
➔ mal-estar
➔ febre
➔ resfriado
➔ calafrios
➔ tosse
➔ dispnéia
➔ dor no peito
. O diagnóstico baseia-se nas manifestações
clínicas e radiografias do tórax,
confirmando-se pela hemocultura ou pela
coleta de espécime por broncoscopia do trato
respiratório inferior
. O tratamento é com antibióticos
. O prognóstico, geralmente, é ruim, em
parte devido às comorbidades
. Os principais fatores de risco envolvem
tratamento antibiótico anterior, pH gástrico
elevado (decorrente da terapia profilática para
a úlcera de estresse ou terapia como
bloqueadores de H2 ou inibidores de bomba
de prótons) e coexistência de insuficiências
cardíaca, pulmonar, hepática e renal
Pneumonia Associada à Ventilação
Mecânica:
. A pneumonia associada à ventilação
mecânica (PAV) desenvolve-se pelo menos 48
horas após a intubação endotraqueal
. Os patógenos mais comumente
identificados são:
➔ bacilos Gram-negativos
➔ Staphylococcus aureus
. Os microrganismos resistentes a antibióticos
são uma preocupação significativa
. Em pacientes em ventilação mecânica, a
pneumonia geralmente se manifesta com:
➔ febre
➔ aumento da contagem de leucócitos
➔ piora da oxigenação
➔ aumento das secreções da traquéia
(podendo ser purulentas)
. O diagnóstico baseia-se nas manifestações
clínicas e radiografias do tórax,
confirmando-se pela hemocultura ou pela
coleta de espécime por broncoscopia do trato
respiratório inferior
. O prognóstico, geralmente, é ruim, em
parte devido às comorbidades
. A intubação endotraqueal é o principal fator
de risco de pneumonia associada à
ventilação mecânica. A intubação
endotraqueal rompe as defesas das vias
respiratórias, compromete a tosse e a
depuração mucociliar e facilita a
microaspiração de secreções repletas de
bactérias, que se acumulam acima do
manguito do tubo endotraqueal insuflado.
Além disso, as bactérias formam um biofilme
sobre e dentro do tubo endotraqueal, que as
protege dos antibióticos e das defesas do
hospedeiro. O maior risco de PAV ocorre
durante os 10 primeiros dias depois da
intubação. Pneumonia associada à ventilação
mecânica ocorre em 9 a 27% dos pacientes
em ventilação mecânica
Pneumonia em Pacientes
Imunocomprometidos:
. Pneumonia no hospedeiro
imunocomprometido costuma ser causada por
patógenos incomuns, mas também pode ser
causada pelos mesmos patógenos que
causam a pneumonia adquirida na
comunidade
. Os sinais e sintomas dependem do
patógeno e das condições que comprometem
o sistema imunitário
. O diagnóstico baseia-se em hemoculturas e
espécimes broncoscópicos das secreções
respiratórias, às vezes com culturas
quantitativas
. O tratamento depende da deficiência do
sistema imunitário e do patógeno
. Se os pacientes têm hipoxemia ou
radiografia do tórax anormal, fazer testes
adicionais, incluindo testes de escarro,
idealmente com uma amostra induzida ou
obtida por via broncoscópica
Pneumonia por Pneumocystis Jirovecii:
. Pneumocystis jirovecii é uma causa comum
de pneumonia em pacientes
imunossuprimidos, especialmente naqueles
infectados pelo vírus da imunodeficiência
humana (HIV) e naqueles recebendo
corticóides sistêmicos
. Os sinais e sintomas compreendem:
➔ tosse seca➔ dispnéia
➔ febre
. O diagnóstico requer a demonstração do
microrganismo em uma amostra de escarro
induzido ou broncoscópica
. O tratamento é com antibióticos, geralmente
sulfametoxazol/trimetoprima ou
dapsona/trimetoprima,
clindamicina/primaquina, atovaquona ou
pentamidina. Pacientes com Pao2< 70 mmHg
recebem corticoides sistêmicos
. Em geral, o prognóstico é bom com o
tratamento realizado em tempo
. P. jirovecii é um microrganismo onipresente,
transmitido por aerossol e não causa qualquer
doença em pacientes imunocompetentes.
Contudo, alguns pacientes estão em risco de
desenvolver pneumonia por P. jirovecii, sendo
o grupo de risco:
➔ pacientes com infecção por HIV e
contagens de linfócitos T CD4+
<200/microL
➔ receptores de transplante de órgãos
➔ pacientes com cânceres
hematológicos
➔ pacientes fazendo uso de corticóides
Pneumonia por Aspiração:
. Ocorre quando grandes volumes de
secreções das vias respiratórias superiores ou
gástricas entram nos pulmões
. A pneumonite e a pneumonia por aspiração
são provocadas pela inalação de substâncias
tóxicas, geralmente conteúdo gástrico, para os
pulmões
. O resultado pode ser pneumonite
indetectável ou química, pneumonia
bacteriana, ou obstrução das vias respiratórias
. Os sinais e sintomas compreendem:
➔ tosse
➔ dispnéia
. O diagnóstico baseia-se em manifestações
clínicas e radiografia de tórax
. O tratamento e o prognóstico diferem
quanto à substância aspirada
. Indivíduos saudáveis comumente aspiram
pequenas quantidades de secreções orais,
mas os mecanismos de defesa normais
geralmente eliminam o inóculo sem sequelas
. A aspiração de grandes quantidades ou a
aspiração em um paciente com
comprometimento das defesas pulmonares
com frequência provoca pneumonia e/ou
abscesso pulmonar
. Os pacientes idosos tendem a aspirar por
causa de condições associadas ao
envelhecimento que alteram a consciência,
como o uso sedativo e distúrbios (como por
exemplo, distúrbios neurológicos e fraqueza)
. Patógenos gram-negativos enterais e
anaeróbios bucais são a causa mais frequente
de pneumonia por aspiração
. Deve-se testar os pacientes com pneumonite
por aspiração e pneumonia por aspiração para
ver se há algum transtorno da deglutição
subjacente
. A prevenção secundária da aspiração
usando medidas diversas é um componente
chave dos cuidados para os pacientes
afetados
Pneumonia Intersticial:
. As pneumonias intersticiais idiopáticas são
doenças pulmonares intersticiais de etiologia
desconhecida que compartilham
características clínicas semelhantes
. Classificadas em 8 subtipos histológicos,
todas se caracterizam por graus variáveis de
inflamação e fibrose e todas desencadeiam
dispneia
. O diagnóstico baseia-se em história, exame
físico, imagem por TC de alta resolução,
testes de função pulmonar e biópsia pulmonar
. O tratamento varia de acordo com o subtipo
. O prognóstico varia com o subtipo e oscila
entre excelente e quase sempre fatal
. Os 8 subtipos da pneumonia intersticial são:
● Fibrose Pulmonar Idiopática: identificada
histologicamente como a pneumonia
intersticial comum; causa fibrose
pulmonar progressiva; os sinais e
sintomas desenvolvem-se no
decorrer de meses a anos e envolvem
dispneia, tosse e estertores finos
(Velcro); o diagnóstico baseia-se em
história, exame físico, TC de alta
resolução e/ou biópsia pulmonar, se
necessário; o tratamento pode incluir
fármacos antifibróticos e terapia com
oxigênio; a maioria dos pacientes se
deteriora; a sobrevida média é de
cerca de 3 anos a partir do
diagnóstico
● Pneumonia Intersticial Descamativa: a
pneumonia intersticial descamativa é
a inflamação pulmonar crônica
caracterizada pela infiltração celular
mononuclear dos espaços aéreos,
que ocorre quase exclusivamente em
fumantes ou ex-fumantes; a doença
tende a comprometer o parênquima
pulmonar de modo uniforme, as
paredes alveolares estão alinhadas
aos pneumócitos arredondados e
cubóides, há infiltração moderada dos
septos alveolares por linfócitos,
plasmócitos e, ocasionalmente,
eosinófilos; a característica mais
marcante é a existência de vários
macrófagos pigmentados dentro dos
espaços aéreos, erroneamente
interpretados como pneumócitos
descamados quando se descreveu a
doença pela primeira vez; o
diagnóstico é obtido através de
TCAR e, às vezes, biópsia pulmonar
cirúrgica; o tratamento é realizado
com a cessação do tabagismo e com
o uso de corticóides ou fármacos
citotóxicos; o prognóstico é bom,
com cerca de 70% de sobrevida em
10 anos
● Pneumonia Intersticial Inespecífica: a
pneumonia intersticial não específica
é uma pneumonia intersticial
idiopática que ocorre principalmente
em mulheres, não fumantes e
pacientes < 50 anos de idade; os
pacientes têm tosse e dispneia, que
podem estar presentes por meses ou
anos; o diagnóstico é feito via TC de
alta resolução e biópsia pulmonar; o
tratamento é com corticoides e, às
vezes, outros fármacos
imunossupressores
● Pneumonia em Organização Criptogênica: a
pneumonia em organização
criptogênica é uma condição
idiopática em que o tecido de
granulação obstrui bronquíolos e
ductos alveolares, com inflamação
crônica e pneumonia organizada nos
alvéolos adjacentes; o diagnóstico é
feito via TC de alta resolução e
biópsia pulmonar; o tratamento é feito
através do uso de corticóides
● Doença Pulmonar Intersticial associada a
Bronquiolite Respiratória (DPIBR): a doença
pulmonar intersticial associada à
bronquiolite respiratória (DPIBR) é
uma síndrome de inflamação das
pequenas vias respiratórias e doença
pulmonar intersticial que ocorre em
tabagistas; os sintomas incluem
tosse e falta de ar durante exercícios;
radiografia e tórax, TC de alta
resolução e, às vezes, biópsia
pulmonar são necessárias para o
diagnóstico; o tratamento é a
interrupção do tabagismo
● Pneumonia Intersticial Aguda: a pneumonia
intersticial aguda (PIA) é uma doença
pulmonar idiopática rara e fulminante
cuja apresentação é semelhante à da
síndrome do desconforto respiratório
agudo (SDRA); os sintomas da
pneumonia intersticial aguda
envolvem febre de início abrupto,
tosse e falta de ar, com duração de 7
a 14 dias, progredindo rapidamente na
maioria dos pacientes para
insuficiência respiratória; o
diagnóstico é obtido através de
TCAR e, às vezes, biópsia pulmonar
cirúrgica; o tratamento da pneumonia
intersticial aguda é de suporte e, em
geral, exige ventilação mecânica,
normalmente utilizando os mesmos
métodos que para SDRA (incluindo
ventilação de baixo volume de
corrente ). Em geral, utiliza-se terapia
com corticóides, mas a eficácia não
está estabelecida
● Pneumonia Intersticial Linfocítica: a
pneumonia intersticial linfocítica (PIL)
é a infiltração linfocítica do interstício
alveolar e dos espaços aéreos. A
causa é desconhecida; os sinais e
sintomas são tosse, dispnéia
progressiva e estertores; o
diagnóstico baseia-se em história,
exame físico, métodos de imagem e
biópsia pulmonar; o tratamento
consiste em corticoides, fármacos
citotóxicos, ou ambos, embora a
eficácia seja desconhecida; a
sobrevida em 5 anos é de 50 a 66%
● Fibroelastose Pleuroparenquimatosa Idiopática:
a fibroelastose pleuroparenquimatosa
idiopática é uma pneumonia
intersticial idiopática rara que envolve
predominantemente os lobos
superiores dos pulmões e é de
progressão lenta; os pacientes muitas
vezes têm infecções recorrentes, falta
de ar e tosse seca; o diagnóstico é
feito por TC de alta resolução, mas às
vezes é necessário fazer biópsia do
pulmão; corticóides podem ser
administrados para o tratamento
Pneumonia x Tuberculose:
. Muitos pacientes que apresentam um quadro
de tosse e expectoração ficam assustados
com a possibilidade de terem tuberculose
. A diferença está no tempo de evolução da
doença
. A pneumonia é um quadro agudo que evolui
em horas. O paciente fica mal com pouco
tempo de doença, procurando atendimento
médico já nas primeiras 72 horas de doença
. A tuberculose se apresenta como um
quadro mais arrastado, com os sintomas
piorando gradativamente e o paciente muitas
vezes só procura atendimento médico várias
semanas depois do início dos sintomasComo reportar os Resultados:
Microscopia:
➔ material clínico: escarro
➔ resultado:
Células epiteliais: <10/campo
Leucócitos: >25/campo
Cocos Gram-positivos em cadeia: alguns
Diplococos Gram-negativos: raros
Cocobacilos Gram-negativos: muitos,
compatíveis com Haemophilus spp
➔ material clínico: lavado broncoalveolar
➔ resultado: não foram observados
microrganismos na amostra analisada
➔ material clínico: aspirado traqueal
➔ resultado:
Células epiteliais: >10/campo/100x
Leucócitos: <25/campo/100x
. Presença de aglomerados bacterianos da
mucosa oral em moderada quantidade
Obs.: amostra inadequada para realizar a
cultura
Cultura:
➔ material clínico: escarro
➔ resultado:
. Haemophilus influenzae (muitas colônias)
. Neisseria spp. (raras colônias)
. Streptococcus grupo viridans (poucas
colônias)
Cultura Quantitativa:
➔ material clínico: lavado broncoalveolar
➔ resultado:
. Klebsiella pneumoniae – 104UFC/mL
. Pseudomonas aeruginosa -105UFC/mL
Obs.: são consideradas significativas
contagens ≥ 104UFC/mL
Pesquisa de Antígenos:
➔ material clínico: urina
➔ resultado: pesquisa positiva de
antígenos de Streptococcus
pneumoniae na urina

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