1 Apostila Hidrologiae Drenagem
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1 Apostila Hidrologiae Drenagem


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permitiria o espalhamento do esgoto pelo 
fundo do poço, o que seria por todos os motivos inconvenientes. 
 
Nos poços onde não há junção de tubulações, a calha é única e constitui o 
prolongamento do coletor. Havendo junção de dois ou mais coletores, as calhas propiciam o 
encontro do esgoto de ambos para que saia do poço através, apenas, do coletor principal. 
 
O fundo do poço de visita deve possuir pequena inclinação em direção à calha ou às calhas. 
 
Tampões: 
 
A abertura de acesso ao poço de visita, situada ao nível do terreno, é provida de um 
tampão de ferro fundido, constituído de caixilho e tampa. 
 
O caixilho, com diâmetro livre de no mínimo 0,60m, deve-se apoiar no pescoço ou no 
contorno da abertura excêntrica da laje superior dos poços que tem profundidade até 1,50m. 
 
A tampa, de forma circular, encaixa-se perfeitamente no caixilho e, embora preso a ele 
por uma charneira situada na periferia, tem liberdade de movimento para cima, descrevendo o 
ângulo máximo de 110° ou 115°, suficientes para deixar totalmente livre a abertura de acesso 
ao interior do poço. 
 
Uma laje circular de concreto armado, provida de abertura excêntrica com 0,60m de 
diâmetro é utilizada para permitir a mudança de diâmetro entre o balão e o pescoço, servindo, 
ainda, de suporte para este. Deve ser instalada de modo que o centro da abertura se projete 
sobre o eixo do coletor principal do poço. 
 
Para o assentamento das peças é usada argamassa de cimento e areia no traço 1:3, em 
volume. 
 
Degraus de acesso: 
 
O acesso ao fundo do poço é feito por uma escada tipo marinheiro, vertical, com 
degraus equiespaçados de 0,30m, 0,40m ou 0,50m e um mínimo útil de 0,15m de largura por 
0,08m de altura (Figura VII.5), os quais vão sendo instalados a medida que se vão assentando 
os anéis, repousando cada degrau entre dois anéis consecutivos. 
 
Esses degraus podem ser de ferro galvanizado, mas como este material sofre desgaste 
corrosivo com o tempo, é preferível degraus em ligas de alumínio, ferro fundido ou mesmo 
emprego de escadas portáteis, estas mais viáveis para poços de visita com profundidades 
inferiores a 3,00 metros, em substituição a escada fixa. 
 
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Modelo de degrau 
 
Poços para redes pluviais: 
 
Os poços de visita para redes de esgotos pluviais são mais simples porque normalmente 
dispensam as calhas e os tubos de queda, já que neles, até certa altura, as águas pluviais 
podem cair livremente sem maiores inconvenientes. 
 
Poços de visita 
Poço de visita convencional 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Os poços de visita, utilizados para facilitar a inspeção e limpeza das redes de esgoto, 
terminam superiormente com um tampão de ferro fundido ao nível da rua e inferiormente com 
uma laje de concreto à profundidade da tubulação de cota mais baixa dentre as que para eles 
conduzem o esgoto. 
 
Só é permitida uma caixa de ligação entre dois poços de visita consecutivos. 
O diâmetro mínimo dos coletores varia de autor para autor podendo ser de 0,40m; 0,50m ou 
0,60m. 
 
Quanto à localização dos poços de visita e ao seu distanciamento mútuo, é 
recomendado, para as redes de esgoto pluvial o mesmo que para as redes de esgoto sanitário. 
Pode-se adotar o valor de 60m de afastamento máximo entre dois poços de visita 
consecutivos. 
 
Disposição Construtiva: 
 
Um poço de visita convencional possui dois compartimentos distintos que são a 
chaminé e o balão, construídos de tal forma a permitir fácil entrada e saída do operador e 
espaço suficiente para este operador executar as manobras necessárias ao desempenho das 
funções para as que a câmara foi projetada. 
 
 O balão ou câmara de trabalho é o compartimento principal da estrutura, de secção 
circular, quadrada ou retangular, onde se realizam todas as manobras internas, manuais ou 
mecânicas, por ocasião dos serviços de manutenção de cada trecho. Nele se encontram 
construídas em seu piso, as calhas de concordância entre as secções de entrada dos trechos a 
montante e de saída. 
 
 A chaminé, pescoço ou tubo de descida consiste no conduto de ligação entre o balão e 
a superfície, ou seja, o exterior. Convencionalmente inicia-se num furo excêntrico feito na laje 
de cobertura do balão e termina na superfície do terreno, fechada por um tampão de ferro 
fundido. 
 
 O movimento de entrada e saída dos operadores, é feito através de uma escada de 
ligas metálicas inoxidáveis, tipo marinheiro afixada degrau em degrau, na parede do poço ou, 
opcionalmente, através de escadas móveis para poços de pequenas profundidades. 
As calhas do fundo do poço são dispostas de modo a guiar as correntes líquidas desde as 
entradas no poço até o início do trecho de jusante do coletor principal que atravessa o poço, e 
de tal maneira a assegurar um mínimo de turbilhonamento e retenção do material em 
suspensão, devendo suas arestas superiores ser niveladas com a geratriz superior do trecho 
de saída. 
 
No caso de trechos de coletores chegarem ao \u201cPV\u201d acima do nível do fundo são 
necessários cuidados especiais na sua confecção a fim de que haja operacionalidade do poço 
sem constrangimento do operário encarregado de trabalhar no interior do balão. Para 
desníveis abaixo de 0,50m não se fazem obrigatórias medidas de precaução, considerando-se 
a quantidade mínima de respingos e a inexistência de erosão, provocados pela queda do 
líquido sobre a calha coletora. Para desníveis a partir de 0,50m serão obrigatoriamente 
instalados os chamados "poços de queda". 
 
 
 
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Tubo de queda: 
 
 
Poço de queda 
 
Os coletores que vão ter a um poço de visita podem atingi-lo em cotas distintas, 
prevalecendo, no entanto, para o fundo do poço a cota menor. 
 
A solução que visa a adotar para todas as entradas a cota inferior constitui 
inconvenientemente de ordem econômica, pois implica o aumento gradativo, de montante 
para jusante, da profundidade das valas destinadas às tubulações a rebaixar, porque estas 
invariavelmente devem ser retilíneas entre dois poços de visita. 
 
A solução correta consiste em manter as cotas definidas pelo cálculo, o que implica a 
chegada de alguns condutos em cota acima do fundo do poço de visita. Entretanto, as 
respectivas aberturas são Degraus de acesso. 
 
Os poços de visita são providos de degraus engastados em suas paredes para facilitar o 
acesso à câmara (balão). 
 
Para a confecção dos degraus é comum o emprego de vergalhão de aço de 20 mm, o 
mesmo usado em armaduras de concreto armado, embora com a desvantagem de serem 
corroídos no decorrer do tempo, tornando-se perigosos e de pequena duração. Por isso, dão 
lugar aos degraus feitos em fundições, que são mais resistentes e duradouros. Usam-se 
também degraus de uma liga de alumínio. 
 
 
 
 
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Os degraus guardam entre si o afastamento vertical de 0,30 ou 0,40 ou 0,50m. 
 
Para evitar o uso de degraus, pode-se utilizar uma escada portátil. 
 
Poços de alvenaria: 
 
Poço de visita em alvenaria de tijolos 
 
Os tijolos maciços de barro cozido ou blocos maciços de concreto simples, assentados 
em argamassa de cimento e areia, no traço 1:3, são os materiais geralmente utilizados na 
construção das paredes dos poços de alvenaria. 
 
As paredes, com espessura mínima de 0,20m, internamente devem receber 
revestimento de argamassa alisada a colher, enquanto externamente recebem o mesmo 
revestimento,