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Resumo anatômico do tronco encefálico: IV ventrículo, mesencéfalo, ponte e bulbo; pedúnculos cerebelares, colículos, tubérculos (grácil, cuneiforme, trigeminal), pirâmides e olivas, emergências dos nervos cranianos III–XII, irrigação vertebro‑basilar e funções vitais.

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Paula Fausto

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Tronco Encefálico
Parte Anatômica
- Abaixo do Diencéfalo e acima da medula 
- Afrente ao cerebelo 
Visão Sargital
Mesencéfalo, Ponte e Bulbo (De cima para baixo)
Visão Posterior 
Colículos e IV Ventrículo (verde)
· IV ventrículo 
- Estrutura tridimensional 
- É preenchido por líquor
- Fica entre o tronco encefálico e o cerebelo 
- Hidrocefalias 
- Ressonância Magnética 
- Hipodenso “preto” é líquor 
- Mesencéfalo – gancho 
- Ponte – barriga 
- Bulbo – cano 
- A seta mostra o IV Ventículo 
- Visão Posterior 
· Pedúnculos Cerebelares 
- Ligam o cerebelo ao tronco encefálico 
- Levam informações que vão do tronco encefálico para o ceberelo (vice versa)
- Esses pedúnculo ajudam a compor o IV ventrículo 
- Pedúnculo Superior: Liga o cerebelo ao mesencéfalo 
- Pedúnculo Médio: Liga o cerebelo a ponte 
- Pedúnculo Inferior: Liga o cerebelo ao bulbo e medular 
· Colículo Facial 
- São projeções dos núcleos do nervo facial 
- São pares 
- O nervo facial vai fazer esse abaulamento no tronco encefálico na visão posterior 
· Trígono do hipoglosso 
- É a projeção dos núcleos do nervo hipoglosso 
· Trígono do Vago 
- A projeção externa do núcleo do vago 
- Visão Posterior 
· Tubérculo Grácil 
- Região Medial
- Estão no bulbo 
- É a projeção externa do núcleo grácil 
- Meio que a continuação do fascículo grácil que vem da medula 
· Tubérculo Cuneiforme
- Região Lateral 
- Estão no bulbo 
- É a projeção externa do núcleo cuneiforme 
- Meio que a continuação do fascículo cuneiforme que vem da medula 
· Tubérculo Trigeminal 
- Projeção externa de uma parte dos núcleos do nervo trigêmeo 
Irrigação
· Arteria Vertebral
- Vem la de baixo, da porção extracraniana 
- Vão ascendendo, quando chega na porção basal da ponte ela se unem e dão origem a artéria basilar
*Tudo que está em laranja é irrigado pela artéria basilar 
*Tudo que está em cinza é irrigado pela artéria verbebral 
*São elas e seus ramos que irrigam o tronco encefálico
Nervos Cranianos
- Oculomotor (III) 
- Troclear (IV) 
- Trigêmeo (V) 
- Abducente (VI)
- Facial (VII)
- Vestibulococlear (VIII)
- Glossofaríngeo (IX)
- Vago (X) 
- Acessório (XI)
- Hipoglosso (XII)
 Visão Anterior 
- Pirâmides Bulbares 
- Pontinho vermelho: Decussação das pirâmides 
Ao lado das pirâmides temos as olivas 
*Pirâmide bulbar e olivar são marcos que ajudam a identificar por onde emergem (saem) os nervos cranianos 
· Nervo Oculomotor 
- Emergem entre a ponte e o mesencéfalo no sulco ponto- mesencefálico
- São esses 2 chifrinhos da frente 
- Fica no mesencéfalo
· Nervo Troclear 
- Emerge mais posteriormente 
- Ramos laterais 
- Fica no mesencéfalo
· Nervo Trigêmeo 
- Emergem diretamente do meio da ponte 
- São os quadradinhos do lado, sãp bastante calibrosos 
- Fica na ponte
· Nervo Abducente 
- Na base da ponte 
- Chifrinhos de baixo que apontam para cima 
- Fica na ponte
· Nervo Facial 
- Do lado do abducente 
- É o conjunto de 2 raminhos 
- São colocados com o VIII par 
- Fica na ponte
· Nervo Vestibulococlear 
- São colocados com o VII par 
- Faz parte do raminho que tem 3 
- É o último ramo (de trás) 
- Fica na ponte
· Nervo Glossofaríngeo 
- Logo abaixo dos 3 raminhos 
- Parece a raiz da medula 
- Fica no bulbo
· Nervo Vago 
- Logo abaixo do glossofaríngeo 
- Parece a raiz da medula 
- Fica no bulbo
· Nervo Acessório 
- Logo abaixo do vago 
- É o prolongamento fininho 
- Fica no bulbo
· Nervo Hipoglosso 
- Entre a pirâmide e a oliva 
- Parece a raiz da medula 
- É a raiz da parte mais interna
- Fica no bulbo
· Nervo Troclear
- É o único nervo que emerge na porção posterior do tronco 
- Sai de trás para frente 
- Sai abaixo da placa quadrigeminal (abaixo dos colículos superiores) 
Parte Teórica
- Composto por: bulbo, ponte e cerebelo 
- Ele é considerado o centro de sobrevivência. 
- Está associado a diversas funções vitais, como: o ciclo sono-vigília, consciência e controle respiratório e cardíaco
- Na sua constituição tem os tratos, fascículos e lemniscos. 
- Comissura das adênulas: São encontradas no epitáamo e separa o tronco encefálico do diencéfalo 
- Entre o Tronco Encefálico e o Cerebelo tem o IV ventrículo 
- Entre o Tronco Encefálico e o Diencéfalo II ventrículo 
· Bulbo 
- É a porção mais inferior do tronco cerebral
- Contínuo com a medula espinal abaixo e com a ponte acima.
- Embriologicamente é derivado do mielencéfalo
· Limites
- INFERIOR: Medula Espinhal a nível do forame magno.
- SUPERIOR: Sulco bulbo-pontino (visível no contorno ventral do tronco encefálico)
· Sulcos do bulbo 
Imagem 1
- São contínuos com os da medula espinal:
1- Fissura mediana anterior 
- É interrompida inferiormente pela decussação das pirâmides e termina superiormente em uma pequena depressão no sulco bulbopontino, o forame cego.
2- Sulcos laterais anteriores 
- De onde emergem os filamentos radiculares do nervo hipoglosso 
3- Sulcos laterais posteriores 
- De onde emergem os filamentos radiculares dos nervos glossofaríngeo, vago e acessório
4- Sulco intermédio posterior.
5- Sulco mediano posterior 
- Termina na metade do bulbo, no obéx, onde seus lábios se abrem para formar os limites laterais do IV ventrículo.
· Vista Anterior 
Imagem 2
- Tem as Pirâmides 
- Ficam ao lado da fissura mediana anterior
- Feixes de fibras nervosas descendentes 
- Vindas do hemisfério ipsilateral do córtex cerebral 
- Ligam as áreas motoras do cérebros aos neurônios motores da medula – trato corticoespinhal. 
- Tem a decussação das pirâmides 
- Que consiste em uma estrutura onde as fibras do trato corticoespinhal cruzam o plano mediano, para continuar como trato corticoespinhal lateral. (Imagem 2)
- Tem também a oliva
- Que é uma eminência presente na lateral do bulbo, entre os sulcos laterais anterior e posterior, onde se encontra o núcleo olivar inferior
· Vista Posterior 
Imagem 3
- Há a continuação dos fascículos grácil e cuneiforme da medula, constituídos de fibras nervosas ascendentes, que terminam nos núcleos grácil e cuneiforme
- Esses núcleos estão situados na parte mais cranial desses fascículos.
- Eles determinam o aparecimento de duas eminências, o tubérculo do núcleo grácil, medialmente, e do núcleo cuneiforme, lateralmente. 
- Esses tubérculos se afastam lateralmente e continuam com o pedúnculo cerebral inferior, que penetra no cerebelo.
· Decussação Sensitiva do Bulbo 
- Decussação dos lemniscos (ou sensitiva). 
- A partir dos núcleos grácil e cuneiforme, emergem as fibras arqueadas internas mando a decussação dos lemniscos e flete para constituir de cada lado, o lemnisco medial. 
- Essa estrutura conduz ao tálamo os impulsos que ascenderam pelos fascículos grácil e cuneiforme contralaterais. (Tato epicrítico, sensibildade vibratória, propriocepção, grafestesia, esterognosia) 
· Substância Cizenta Homóloga a Medula 
Imagem 4 
· Substância Cizenta Própria do Bulbo 
Imagem 5
1- Núcleo grácil e cuneiforme → Fibras arqueadas internas → Lemnisco medial
2- Núcleo olivar inferior
- Recebe fibras do córtex cerebral, da medula (trato espinocerebelar posterior) e do núcleo rubro
- Liga-se ao cerebelo através das fibras olivocerebelares que cruzam o plano mediano e penetram no córtex cerebelar pelo pedún-
culo cerebelar inferior.
- Principal função: Aprendizagem motora.
3- Núcleos olivares acessórios medial e dorsal
- Têm basicamente a mesma estrutura, conexão e função do núcleo olivar inferior, com o qual formam o complexo olivar inferior.
· Substância Branca do bulbo 
· Fibras Transversais 
1- Fibras arqueadas internas: 
- Algumas apresentam os axônios dos núcleos grácil, enquanto outras são formadas pelas fibras olivocerebelares.
2- Fibras arqueadas externas:
- Originam-se no núcleo cuneiforme acessório e dirigem-se ao cerebelo pelo pedúnculo cerebelar inferior.
· Fibras Longitudinais 
1- Via Ascendente 
· Fascículos grácil e cuneiforme
· Lemnisco medial
· Tratos espinotalâmico (anteriore lateral)
· Tratos espinocerebelares (anterior e posterior
· Pedúnculo cerebelar inferior
2- Vias Descendentes 
· Tratos do sistema lateral da medula: corticoespinhal e rubroespinhal
· Tratos do sistema medial da medula: corticoespinhal anterior, teto espinhal, vestibuloespinhais e reticuloespinhais.
• Trato corticonuclear: Fibras origi nadas no córtex cerebral e que, no bulbo, terminam nos núcleos ambíguo e do hipoglosso, partici pando do controle voluntário dos músculos da laringe, da faringe e da língua.
• Trato espinhal do nervo trigêmeo: Fibras sensitivas que penetram na ponte pelo nervo trigêmeo e terminam ao longo do núcleo do trato espinhal do nervo trigêmeo no bulbo.
• Trato solitário: Formado por fibras aferentes viscerais que penetram no tronco encefálico pelos nervos VII, IX e X e terminam ao longo do núcleo do trato solitário.
3- Via de Associação 
- Presente em toda a extensão do tronco encefálico e nos níveis mais altos da medula
- Liga todos os núcleos motores dos nervos cranianos, sendo especialmente importantes suas conexões com os núcleos dos nervos relacionados aos movimentos do bulbo ocular e da cabeça. 
- Recebe ainda um contingente de fibras dos núcleos vestibulares, trazendo informações acerca da posição da cabeça. 
- É importante para a realização de reflexos que coordenam os movimentos da cabeça com os do olho 
Resumo Das Funções
· Fascículos grácil e cuneiforme → Tato epicrítico, propriocepção consciente, sensibilidade vibrató-ria e estereognosia
• T. espinotalâmico anterior → Tato protopático e pressão
• T. espinotalâmico lateral → Dor e temperatura
• T. espinocerebelar anterior → Propriocepção inconsciente e detecção dos níveis de atividade do t. corticoespinhal
• T. espinocerebelar posterior → Propriocepção inconsciente
· T. Corticoespinhal lateral → Motricidade voluntária
· T. Rubroespinhal → Motricidade voluntária
· T. Corticoespinhal anterior → Motricidade voluntária
· T. Tetoespinhal → Orientação sensorial da cabeça
· Reticuloespinhal pontino → Motricidade voluntária e ajustes posturais
· Reticuloespinhal bulbar → Motricidade voluntária e ajustes posturais
· Vestibuloespinhal lateral → Ajustes posturais
· Vestibuloespinhal medial → Ajustes posturais 
· Formação Reticular do Bulbo 
- Ocupa grande área do bulbo, onde preenche todo o espaço não ocupado pelos núcleos de tratos mais compactos. 
- É uma agregação difusa de neurônios
- Ocupa a parte central do tronco encefálico.
- Abriga o centro respiratório, o centro vasomotor e o centro do vômito.
· Ponte 
I: Pedúnculo Cerebelar Inferior 
- Localizada entre o bulbo e o mesencéfalo
- Repousa sobre a parte basilar do osso occipital e o dorso da sela túrcica do osso esfenoide. 
- Sulco Bulbo Pontino: Separa o bulbo da ponte
- Sulco Ponte mesencefálico: Separa a ponte do mesencéfalo 
- Embriologicamente deriva-se do neocerebelo e neocórtex
- Parte Dorsal: Tegmento da ponte 
- Parte Ventral: Base da ponte (tem estrias transversais)
- Na superfície anterior, a transição entre o bulbo e a ponte é demarcada pelo sulco bulbo-pontino, enquanto na parte dorsal, não há demarcação clara, pois ambas as estruturas constituem o assoalho do IV ventrículo.
Se Liga !
- Os nervos facial, vestibulococlear e glossofaríngeo emergem nas laterais do sulco bulbo-pontino, local conhecido como ângulo ponto-cerebelar.
A presença de tantas raízes de nervos cranianos em uma área relativamente pequena explica a riqueza de sintomas observados nos casos de tumores que
acometem esta área, levando à compressão dessas raízes e causando a chamada síndrome do ângulo ponto-cerebelar.
- Estriações transversais percorrem a base ventral da ponte e convergem de cada lado para formar o pedúnculo cerebelar médio. 
- A superfície da base tem um raso sulco mediano, o sulco basilar da ponte, que aloja a artéria basilar e 
Se Liga!
 No limite entre a ponte e o
pedúnculo cerebelar médio, emergem as duas raízes do nervo trigêmeo, uma raiz maior, a sensitiva e uma raiz menor, a motora.
Imagem 6
Imagem 7
· Base da Ponte 
É uma área própria da ponte, sem correspondente em outros níveis do tronco encefálico.
· Fibras Longitudinais 
Essas fibras descem do mesencéfalo para a ponte e se dispersam em fascículos
- Esses fascículos estão separados pelos núcleos pontinos e pelas fibras pontinas transversais.
• Trato corticoespinhal: 
• Trato corticonuclear: 
- As fibras destacam-se do trato corticoespinhal à medida que se aproximam de cada núcleo motor, podendo terminar em núcleos do mesmo lado ou do lado oposto.
- No caso da ponte, nos núcleos dos nervos facial, trigêmeo e abducente.
• Trato corticopontino: 
- As fibras corticopontinas, derivadas das áreas frontal, temporal, parietal e occipital do córtex cerebral, terminam em neurônios nos núcleos pontinos.
· Fibras Transversais
- Também chamadas de Ponto Cerebelares 
- Essas fibras são caracterizadas pelos axônios dos neurônios de núcleos pontinos, cruzam o plano mediano e penetram no cerebelo pelo pedúnculo cerebelar médio ou braço da ponte.
- Forma-se a importante via córtico-ponto-cerebelar.
· Núcleos Pontinos 
- São pequenos aglomerados de neurônios dispersos em toda a base da ponte. A maioria projeta para o córtex cerebelar contralateral.
- Transmitem informações do córtex para o cerebelo 
Imagem 8
· Tegmento da Ponte (Parte Dorsal)
- É contínuo com o tegmento do mesencéfalo.
· Núcleos dos Nervos Cranianos 
· Núcleos cocleares
- As fibras da divisão coclear do nervo vestibulococlear terminam nos núcleos cocleares ventral e dorsal. 
- Essas fibras correspondem aos prolongamentos centrais dos neurônios sensitivos do gânglio espiral situado na cóclea. 
- A maioria das fibras originadas nos núcleos cruza para o lado oposto, formando o corpo trapezoide. 
- A seguir, contornam o núcleo olivar superior e dirigem-se cranialmente para formar o lemnisco lateral, terminando no colículo inferior (presente no mesencéfalo)
- Do colículo inferior os impulsos nervosos seguem para o corpo geniculado medial (estrutura talâmica).
- No entanto, muitas fibras dos núcleos cocleares terminam no núcleo olivar superior, contra ou ipsilateral, de onde os impulsos seguem pelo lemnisco lateral.
Se Liga! 
- Como as fibras cocleares podem ser encaminhadas ao lemnisco lateral contra ou ipsilateral, a via auditiva apresenta componentes cruzados e não cruzados, ou seja, o hemifério cerebral de um lado recebe informações auditivas provenientes dos dois ouvidos.
· Núcleos vestibulares
- O complexo vestibular consiste nos núcleos vestibulares medial, lateral, superior e inferior e localiza-se na área vestibular, no assoalho do IV ventrículo. 
- Através de suas conexões, o sistema vestibular influencia os movimentos dos olhos e da cabeça, e dos músculos do tronco e dos membros, a fim de manter o equilíbrio.
- Recebem fibras derivadas da parte vestibular do nervo vestibulococlear, do cerebelo, da formação reticular e da medula espinal 
- Enviam axônios para o cerebelo, para o fascículo longitudinal medial, para a medula espinal e para o lemnisco lateral.
- As fibras eferentes dos núcleos vestibulares formam ou entram na composição dos seguintes tratos e fascículos:
- Fascículo vestibulocerebelar
- Fascículo longitudinal medial
- Trato vestibuloespinhal
- Fibras vestibulotalâmicas
· Núcleos do nervo facial e abducente
- As fibras que emergem do núcleo do nervo facial têm inicialmente direção posteromedial, formando um feixe compacto que, logo abaixo do IV ventrículo
- As fibras desse nervo percorrerem certa distância medialmente ao núcleo do nervo abducente, essas fibras encurvam-se lateralmente sobre a superfície dorsal do núcleo abcente constituindo o joelho interno do nervo facial.
- Esse trajeto provoca uma elevação do assoalho do IV ventrículo, denominada colículo facial
- As fibras do nervo facial tomam direção ventrolateral e ligeiramente caudal, para emergir no sulco bulbo-pontino.
Imagem 9 
Saiba Mais!
- O reflexo corneano caracteriza o fechamento de ambosos olhos rapidamente ao haver um toque na córnea ou a incidência de uma luz brilhante no olho. Para tal, impulsos aferentes entram no sistema nervoso central e ativam neurônios no núcleo do nervo facial na ponte. Os impulsos eferentes seguem no nervo facial para ativar a parte palpebral do músculo orbicular do olho, o qual se contrai, produzindo um piscar.
· Núcleos do nervo trigêmeo
- Entre a ponte e o pedúnculo cerebealr médio é o ponto de emergência do nervo trigêmeo
- Na ponte, o nervo trigêmeo possui o núcleo sensitivo principal, o núcleo do trato mesencefálico e o núcleo motor. 
- O núcleo motor recebe aferências derivadas dos núcleos sensitivos do nervo trigêmeo e emite fibras para os músculos mastigadores, sendo frequentemente denominado núcleo mastigador. 
- Os demais núcleos recebem impulsos recebem impulsos relacionados com a sensibilidade somática geral de grande parte da cabeça. Deles saem fibras ascendentes, que constituem o lemnisco trigeminal que termina no tálamo.
Se liga!
- O nervo trigêmeo é o único nervo a apresentar origem aparente na ponte, situada na face anterolateral, entre a ponte e o pedúnculo cerebelar médio.
Saiba mais!
O nervo trigêmeo é responsável pelo reflexo de abertura da mandíbula e quaisquer alterações na avaliação clínica desse reflexo pode indicar lesão em seus núcleos. A rápida distensão dos músculos que fecham a mandíbula (masseter, temporal, pterigoide medial) ativa aferências que seguem pela divisão mandibular do nervo trigêmeo até seu núcleo mesencefálico. Esses impulsos são projetados por meio de fibras colaterais para o núcleo motor, a partir do qual, partem axônios motores do nervo mandibular que inervam os músculos que fecham a mandíbula.
· Núcleo salivatório superior e núcleo lacrimal
- Pertencentes à parte craniano do sistema nervoso parassimpática, dão origem a fibras pré- ganglionares que conduzem impulsos para a inervação das glândulas submandibular, sublingual e lacrimal por meio do nervo intermédio (raiz sensitiva e visceral do nervo facial)
Imagem 10
· Fibras Longitudinais 
- As fibras longitudinais originadas no tegmento da ponte são os lemniscos lateral e trigeminal. 
• Lemnisco medial – Suas fibras cruzam perpendicularmente as fibras do corpo trapezoide, sobem e terminam no tálamo
• Lemnisco espinhal – Formado pela união dos tratos espinotalâmico lateral e anterior
• Pedúnculo cerebelar superior – Constitui a parede dorsolateral da metade cranial do IV ventrículo, aprofunda-se no tegmento da ponte e já no limite com o mesencéfalo suas fibras cruzam-se com as do lado oposto, dando início a decussação dos pedúnculos cerebelares superiores.
· Formação Reticular da Ponte 
- Apresenta o locus ceruleus, constituindo de neurônios ricos em noradrenalina, e os núcleos da rafe, ventralmente localizados na linha média e contendo neurônios ricos em serotonina.
Saiba mais!
- Lesões na ponte costumam ser caracterizas pela oftalmoplegia (lesão do nervo abducente), perda de sensibilidade facial e fraqueza dos músculos da mastigação (lesão do nervo trigêmeo), fraqueza dos músculos da face (lesão do nervo facial), surdez e vertigem (lesão do nervo vestibulococlear). A estes sinais podem associar-se paralisias ou perdas de sensibilidade no tronco e membros por lesão das vias ascendentes e descendentes que transitam pela ponte.
· Mesencéfalo 
- Entre a ponte e o diencéfalo 
- Sua maior parte se encontra na face posterior do crânio. 
- Seu limite superior, que o separa do cérebro, é um plano horizontal entre os corpos mamilares, pertencentes ao diencéfalo.
- O mesencéfalo pode ser dividido posteriormente em teto e anteriormente em pedúnculos cerebrais direito e esquerdo, cada um dos quais sendo subdivididos em tegmento e base por uma lâmina pigmentada, a substância negra.
- Substância negra separa o tegmento do mesencéfalo 
do pedúnculo cerebral
- É atravessado pelo aqueduto cerebra, que é um estreito canal
que une o III ao IV ventrículo 
- O aqueduto cerebral é circundado por uma espessa camada de substância cinzenta que apresenta papel importante na regulação da dor – substância cinzenta central ou periaquedutal.
- A superfície do mesencéfalo é
caracterizada pela presença de dois sulcos longitudinais: um lateral, sulco lateral do mesencéfalo, e outro medial,sulco medial do pedúnculo cerebral.
Se liga!
- A substância negra constitui um núcleo compacto de neurônios dopaminérgicos que contém melanina.
- Suas conexões mais importantes são com o corpo estriado, pertencente ao diencéfalo.
- Degenerações desses neurônios causam diminuição de dopamina no corpo estriado, provocando as perturbações motoras características da Doença de
Parkinson.
Se liga!
- O nervo oculomotor, III par craniano, emerge do sulco medial do pedúnculo cerebral.
· Teto do Mesencéfalo 
- Tem os 4 colículos 
Encontra-se posterior ao aqueduto do mesencéfalo e consiste na área pré – tetal e nos pares de colículos superio- res e inferiores.
- A área pré–tetal, situada na extremidade cranial dos colículos superiores, no limite do mesencéfalo com o diencéfalo, relaciona-se com o controle reflexo das pupilas.
- Os colículos se ligam aos corpos geniculados (tálamo), através dos braços dos colículos 
- O colículo inferior se liga ao corpo geniculado medial, recebe fibras auditivas do lemnisco lateral 
- Algumas fibras cruzam de um colículo para o outro constituindo a comissura do colículo inferior.
- O colículo superior se liga ao corpo geniculado lateral, recebe fibras oriundas da retina, do córtex
occipital e do trato tetoespinhal e faz parte da via óptica. 
- O braço do colículo superior tem parte de seu trajeto escondido entre o pulvinar do tálamo e o corpo geniculado medial e faz parte da via auditiva.
Se liga!
 - Para regular o movimento dos olhos, há fibras do colículo superior que se ligam ao núcleo do nervo oculomotor.
- Com isso, lesões desse colículos podem causar perda da capacidade de mover os olhos no sentido vertical, voluntária ou reflexivamente.
Imagem 11
Se liga!
- O nervo troclear é o único do pares cranianos que emerge dorsalmente. 
- Emerge caudalmente a cada colículo inferior, contorna o mesencéfalo e surge ventralmente entre a ponte e o mesencéfalo.
· Pedúnculos Cerebrais 
- Em uma vista anterior, os pedúnculos cerebrais aparecem como 2 grandes feixes de fibras que surgem na borda superior da ponte e divergem cranialmente para penetrar profundamente nocérebro.
- São estruturas por onde transi-
tam informações que chegam e saem do cerebelo.
- Delimitam uma profunda
depressão triangular na linha média, a fossa interpeduncular, formando a parte mais ventral do mesencéfalo. 
- Fossa interpeduncular – Substância Perfurada Posterior
- A fossa interpenduncular é limitada anteriormente pelos corpos mamilares, eminências pertencentes ao diencéfalo e seu fundo apresenta pequenos orifícios para a passagem de vasos substância perfurada posterior.
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Imagem 13
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· Base do Pecúnculo Cerebral 
- É formada pelas fibras descendentes dos tratos corticoespinhal, corticonuclear e corticopontino, que formam um conjunto compacto. 
- Lesões nesse local causam paralisias do lado oposto ao da lesão.
· Tegmento do Pecúnculo Cerebral 
- É contínuo com o tegmento pontino. 
- No tegmento mesencefálico, estão os núcleos dos nervos oculomotor, troclear e trigêmeo 
- Os quatro lemniscos e o pedúnculo cerebelar superior entram no tegmento do mesencéfalo a partir do cerebelo e seguem para decussar na linha mediana. 
- Ao nível do colículo inferior, os quatro lemniscos aparecem agrupados em uma só faixa, na região lateral, onde, em sequência mediolateral, se dispões os lemniscos medial, espinhal, trigeminal e lateral. 
- Este último termina no núcleo do colículo inferior, enquanto os demais sobrem para o colículo superior.
· Núcleos dos Nervos Cranianos 
· Núcleo do nervo troclear
- Suas fibras saem de sua face dorsal, contornam a substância cinzenta central, cruzam com a do lado oposto e emergem do véu medular superior,caudalmente ao colículo inferior. 
- Além de ser o único nervo que emerge da região dorsal, suas fibras são as únicas que decussam antes de emergir do sistema nervoso central.
· Núcleo do nervo oculomotor
- Localiza-se ao nível do colículo superior e está intimamente relacionado com o fascículo longitudinal medial. 
- É dividido em uma:
- Parte somática – contendo neurônios motores responsáveis pela inervação dos músculos reto superior, reto inferior, reto medial e levantador da pálpebra 
- Parte visceral – contém neurônios pré-ganglionares que fazem sinapse no gânglio ciliar para a inerva ção do músculo ciliar e do esfíncter da pupila, importantes para o controle reflexo do diâmetro da pupila diante de diferentes intensidades de luz.
· Núcleo rubro (ou núcleo vermelho)
- As principais conexões aferentes do núcleo rubro são as fibras oriundas de áreas motoras do córtex cerebral e do cerebelo.
- Em seguida, forma-se o trato rubro-espinal que termina nos neurônios motores da medula e participa do controle da motricidade voluntária da musculatura distal dos membros.
· Formação Reticular do Mesencéfalo 
- Suas principais estruturas são: 
- Área tegmental ventral, contendo neurônios ricos em dopamina
- Os núcleos da rafe, continuação das estruturas de mesmo nome da ponte, contendo neurônios ricos em serotonina.
Saiba mais!
- Lesões no mesencéfalo causam oftalmoplegia, dilatação pupilar e ptose (paralisia do nervo oculomotor), além de paralisias e perdas de sensibilidade de tronco e membro haja vista que todas as vias ascendentes que vão ao diencéfalo e cinco trato descendentes atrelados a motricidade atravessam o mesencéfalo.
· IV Ventrículo 
- O tronco encefálico participa de todo o assoalho do IV ventrículo 
- Aberturas laterais: Forames de Luschka 
- Abertura mediana: DOrma de Mangendie 
- Assoalho do IV ventrículo -> É a Fossa romboide – Tem estrias medulares do IV ventrículo relacionada as vias auditivas 
- Sulco Mediano: Desaparece no aqueduto mesencefálico
- Fóvea Superior e Fóvea Inferior 
- Fovea Superior: Locus Ceruleus -> Mecanismo do sono 
- O IV ventrículo é formado pelo véu medular superior, inferior e tela coroide
- Tela coroide é onde produz o líquor 
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Casos cínicos
· Bulbo 
1- Acometimento do Trato Corticoespinhal:
- Ele cruza no bulbo (decussação das pirâmides)
- Altera motricidade 
2- Núcleo Ambíguo 
- Composto pelos nervos glossofaríngeo, vago e acessório 
- Inerva palato, faringe e laringe por meio do glossofaríngeo e vago 
- Lesão altera principalmente deglutição
3- Núcleo do Hipoglosso 
- Motricidade da língua 
- Lesão: Desvio da língua para o lado lesado 
4- Núcleo Dorsal do Vago
- Reflexos (tosse e vômito)
- TGI 
5- Núcleo dos Nervos Vestibulares 
- Equilíbrio e postura 
6- Núcleo do Trato Solitário 
- Composto pelos nervos VII, IX e X
- Gustação 
7- Núcleo do trato espinhal do Nervo Trigêmeo 
- Sensibilidade da cabeça e mastigação
8- Núcleo Salivatório Inferior 
- Parótida: Salivação 
9- Trato Espinotalâmico Lateral 
- Leva informações térmicas e dolorosas 
- Lesão vai cursar com alterações no hemicorpo contralateral 
10- Pedúnculo Cerebelar Inferior 
- Fibras que transportam informações para o funcionamento do cerebelo 
- Lesão pode cursar com incoordenação, dismetria, decomposição do movimento 
- Alteração homolateral
11- Leminisco Medial 
- Leva as mesmas informações que os fascículos 
*Sinal da Cortina de Vernet: Lesão dos nervos IX e X, úvula desvia para o lado bom
*LESÃO EM NERVO CRANIANO E NÚCLEO DE NERVO CRANIANO A ALTERAÇÃO É SEMPRE HOMOLATERAL
12- Lesão na Base do Bulbo 
- Afeta o trato corticoespinhal e o hipoglosso 
- Altera motricidade, disartria, desvio da língua para o lado lesado 
13- Síndrome de Wallemberg 
- Síndrome da Artéria Cerebelar Inferior Posterior 
- Ramos da artéria vertebral -> Ramo da carótida
- Afeta: Espinotalâmico Lateral, Ambíguo, Corticoespinhal, pedúnculo cerebelar inferior e trigêmeo 
- Cursa com: Anestesia térmica e dolorosa, afeta os nervos (IX, X, XI -> Ambíguo), motricidade, coordenação, sensibilidade da face, mastigação. 
14- Síndrome de Horner
- Lesão nas fibras parassimpáticas que inervam as pálpebras e a face 
- Bloqueio na carótida interna: afeta a pálpebra -> Semiptose 
- Bloqueio na carótida externa: afeta as glândulo sudoríparas -> Anidrose 
- Cursa com: Miose, anidrose e semiptose 
- Causas: Síndrome de Wallember, Trauma, Tumor em ápice pulmona (Tumor de Pancoast)
· Ponte 
1- Leminisco Medial 
- Leva informações dos fascículos
2- Lemnisco Lateral e Espinhal 
- Leva informação do trato espinotalâmico lateral 
- Lesão: Anestesia térmica e dolorosa
3- Lemnisco Trigeminal 
- Leva informação da sensibilidade da face 
4- Pedúnculo Cerebelar Médio 
- Liga a ponte ao cerebelo 
- Lesão cursa com ataxia, dismetria...
5- Trato Corticoespinhal
6- Trato Corticopontino 
7- Nervo trigêmeo 
- Sensibilidade da face (língua) e músculos mastigatórios 
- 3 ramos: Oftálmico, Maxilar e Mandibular 
- Lesão: perde a sensibilidade da face, desvio da mandíbula...
8- Nervo abducente 
- Inerva o músculo reto lateral que puxa o olho para fora 
- Lesão: Estrabismo convergente 
9- Nervo facial
- Inerva os músculos da mímica facial, glândulas sublingual, submandibular e lacrimal 
- Responsável pela sensibilidade gustativa (2\3 anteriores) 
- Inerva o músculo abaixador da pálpebra 
- Lesão: Perda da mímica facial, falta de lacrimejamento, xerostomia, perda da sensibilidade gustativa na língua, lagoftalmia 
· Fisiopatologia das paralisias
- Do córtex partem 3 fibras que vão em direção aos núcleos faciais
- 2 dessas fibras se cruzam e chegam 1 no núcleo supra e a outra no núcleo infra 
- A outra fibra que sobrou não cruza e vai em direção em núcleo infra 
- Portanto, o núcleo infra recebe 2 inervações e o supra apenas 1
- Núcleo Infra: Inerva o quadrante superior da face 
- Núcleo supra: Inerva o quadrante inferior da face 
- Se tem lesão em um lado vai abolir a inervação do núcleo supra e manter apenas uma inervação do núcleo infra
- Isso vai marcar a Paralisia Facial Central (lesão supra), no qual vai ter anestesia apenas no quadrante inferior da face, mantendo as expressões faciais e a comissura labial desvia para o lado bom 
 
· Paralisia Facial Periférica 
- Vai ser uma lesão nuclear ou infranuclear
- Anestesia em toda hemiface homolateral a lesão 
- Sem expressão facial 
- Desvio da comissura labial para o lado bom 
10- Nervo vestibulococlear 
- Perda de Equilíbro e Postura 
11- Síndrome de Milard Glubler
- Lesão o trato corticoespinhal e o nervo abducente 
- Apresenta alteração da motricidade e estrabismo convergente 
12- Lesão da base da ponte em nível do trigêmeo
- Lesa o trato corticoespinhal e o nervo trigêmeo 
- Apresenta alteração da motricidade e perda da sensibilidade facial e alteração na musculatura mastigatória 
13- Síndrome Ângulo – ponto – cerebelar 
- Alteração no ouvido interno que afeta o VII e VIII nervos 
- Exemplo: Neuroma acústico 
· Mesencéfalo 
1- Nervo Oculomotor 
- Motricidade ocular 
- Inerva o músculo reto medial, puxa o olho para dentro (lesão cursa com estrabismo divergente) 
- Inerva o músculo levantador da pálpebra (lesão cursa com semiptose) 
- Função parassimpática -> Núcleo de Edinger Wesphal -> Inerva os músculo ciliares e constrictor da pupila -> Lesão cursa com midríase 
- Lesão cursa com alteração do reflexo fotomotor 
 
2- Nervo Troclear
- LESÕES NESSE NERVO ALTERAÇÕES CONTRALATERAL
- Pois as fibras decussam antes de emergirem no SNC 
- Inerva o músculo oblíquo superior -> Deixa o olho para dentro e para baixo 
- Lesão deixa o olho para fora e para cima 
3- Trato Rubroespinhal 
- Motricidade das extremidades 
- Lesão: tremores nas extremidades 
- Alteração contralateral 
4- Trato Tetoespinhal 
- Responsável pela midríase no escuro
- Alteração Contralateral 
 
5- Substância Negra 
- Formada por neurônio dopaminérgico 
- Lesão nesses neurônios -> Pertubações Motoras-> Características do Parkinson 
6- Lemniscos 
7- Colículos 
- Lesão no colículo superior: afeta a via óptica 
- Lesão no colículo inferior: afeta a via auditiva 
8- Pedúnculo Cerebelar Superior
- Incoordenação, dismetria....
 
9- Fascículo Longitudinal Medial 
- Une os nervos oculomotor e abucente 
- Permite que ocorra o olhar conjugado (movimentos simultâneos de ambos os olhos) 
10- Síndrome de Weber 
- Afeta o trato corticoespinhal e o nervo oculomotor 
11- Síndrome de Benedikt 
- Afeta os lemniscos medial, espinhal, trigeminal, oculomotor e núcleo rubro 
12- Síndrome de Perinaud 
- Tumor em glândula pineal 
- Tem a compressão do colículo superior 
- Cursa com paralisia do olhar conjugado para cima
 
 Anna Paula Fausto- 3ºpd

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