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Resfriado na pediatria

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Resfriado comum, Rinofaringite 
aguda ou Virose
	
EPIDEMIOLOGIA		
	
6	a	8	resfriados/ano,	nos	5	primeiros	anos	 (£	Adulto:	
2/3	ano),	podendo	chegar	a	chegar	a	12	infecções/ano	
(10	a	15%)	
	
Obs.	Kid	que	frequenta	creche	no	1°	ano	de	vida	têm	
50%	+	resfriados		
	
ETIOLOGIA	
	
Viral	 —>	 rinovírus	 (pp),	 coronavírus,	 VRS,	
parainfluenza,	 adenovírus,	 enterovírus,	
metapneumovírus.	
	
TRANSMISSÃO		
	
Aérea:	gotículas	de		tosse/espirros	ou	contato	de	mãos		
contaminadas	com	cavidade	oral/nasal	
	
Período	de	incubação:	2	a	5	dias	
	
DURAÇÃO		
	
Média:	7	dias,	mas	pode	persistir	por	2	semanas	(10%)	
	
QUADRO	CLÍNICO	
	
>>	Leve	
	
• Rinorreia	serosa	ou	obstrução	nasal:	precoces	
• Dor	de	garganta	
• Espirros	
• Tosse	
• Afebril*	
• Sem	acometimento	do	estado	geral		
	
• Outros:	febre	alta,	cefaleia,	mal-estar,	inapetência.	
	
	
	
EXAME	FÍSICO	
	
Alterações	limitadas	ao	trato	respiratório	superior.	
	
Atenção:	pode	gerar	broncoespasmo	em	asmáticos	e	
sibilantes	transitórios!	
	
DIAGNÓSTICO	
	
Clínico:	não	é	necessário	exames	complementares	
	
Importante:	excluir	infecção	bacteriana	associada	—>	
Ausência	 de	 prostração	 significativa	 e	 limitada	 aos	
momentos	de	febre	sugere	infecção	viral	
	
DIAGNÓSTICOS	DIFERENCIAIS		
	
v Gripe	
v COVID-19	
	
TRATAMENTO	
	
Ø Sintomáticos	
• Antitérmicos	e	analgésicos	
• ⬆ 	Ingestão	hídrica:	fluidifica	secreções	
• Limpeza	mecânica	com	soro	fisiológico:	pp.	antes	
de	mamar	e	antes	de	dormir	
	
• Se	broncoespasmo	associado:	broncodilatadores	
	
Obs	 1.	 Tosse:	 expectorantes,	 antitussígenos,	
mucolíticos	não	 têm	ação	 comprovada,	 logo	não	 são	
rotineiramente	indicados		
	
Obs	2.	Mel:	após	12	meses	
	
CONTRAINDICAÇÕES		
	
• Aspirina	–	Síndrome	de	Reye	
• Vasoconstritores	tópicos:	C.I	em	lactentes,	risco	de	
bradicardia,	hipotensão	e	coma.		
• Vasoconstritores	 sistêmicos:	 -	 eficazes	 e	
associados	à	hipertensão,	excitação	e	palpitações.	
	
	
	
COMPLICAÇÕES	
	
• Infecções	bacterianas:	OMA,	Sinusite,	PNM	
	
Ø Dificuldade	resp,	piora	da	prostração,	persistência	
da	 rinorréia	 por	 +	 de	 10-14	dias,	persistência	 da	
febre	 por	 +	 de	 72h,	 sugere	 infecção	 bacteriana	
secundária		
	
Obs	1.	Tosse	pode	persistir	por	2	semanas	sem	indicar	
obrigatoriamente	infecção	bacteriana	secundária.		
	
Obs	 2.	 Rinorreia	 pode	 se	 modificar	 até	 se	 tornar	
mucopurulenta	sem	indicar	obrigatoriamente	infecção	
bacteriana	secundária.		
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
PREVENÇÃO	
	
§ Imunização	contra	influenza.	
	
Obs.	 Não	 há	 indicação	 de	 VIT	 C	 e	 VIT	 D	 não	 evita	
resfriado	comum	nem	gripe.	
	
EXEMPLO	
	
Pcte	de	2	anos	é	trazida	à	UBS	pela	mãe	que	se	queixa	
que	 a	 filha	 está	 “muito	 encatarrada”	 há	 4	 dias.	 O	
quadro	começou	com	obstrução	nasal,	secreção	nasal	
hialina	e	dor	de	garganta,	evoluindo	com	aumento	da	
secreção	nasal,	que	também	se	tornou	mais	espessada.	
Criança	se	mantendo	ótimo	estado	geral	e	afebril.

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