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Ruan Carvalho MEDICAÇÕES PRÉ ANESTESICAS - MPA A medicação pré-anestésica tem como objetivo permitir uma indução anestésica suave e segura, e faz parte integrante da realização de uma anestesia geral balanceada ou de toxicidade dispersa. As vantagens da sua utilização incluem a diminuição da dor no período pós-operatório, a redução da dose anestésica total e a eliminação ou redução de reações secundárias adversas, tais como, náuseas, excitação pós-operatória, bradicardia, tónus muscular aumentado ou salivação - Quando o paciente já está deprimido e é ASA IV ou ASA V, não é necessário fazer uma MPA - Tem que ser feita uma analgesia antes do animal sentir dor e esse é um dos objetivos da MPA - Objetivos da MPA: Redução do estresse (contenção química, tranquilização e sedação); potencializar a ação do agente anestésico, Indução e recuperação suave (previne vômitos e reduz secreções); Analgesia e miorrelaxamento (analgesia preventiva) · Classificação: -Anticolinérgicos: Atropina - Não tem propriedade de tranquilizar, nem de analgésica e nem de mio relaxamento - Necessário para controlar alguns efeitos que os tranquilizantes podem causar - Muitas vezes vem associado com os tranquilizantes e aos opioides na tentativa de minimizar os efeitos que não são desejados deles -Não deprimem o SNC. - Bloqueiam a acetilcolina (Ach) nas terminações das fibras colinérgicas muscarínicas antagonizando seus efeitos nos órgãos efetores - Antagonista dos receptores muscarínicos bloqueiam receptor M1, M2, M3, M4, M5 -Receptores M1 estão localizados em SNC e pulmão - Receptores M4 e M5 localizados no pulmão - Receptores M2 estão localizados no coração - Receptores M3 estão localizados em glândulas exócrinas e musculatura lisa - A ação da acetilcolina, que é o neurotransmissor colinérgico, é de estimular M1, M3, M4 e M5 e inibir M2, ou seja, quando o sistema parassimpático está ativo, ele está contraindo a musculatura lisa, contraindo a glândula exócrina e contrai a musculatura lisa do pulmão e causa broncoconstrição e aumentada a secreção brônquica, salivar, lacrimal, intestinal etc. Mas também está inibindo o M2, que é o coração, causando a diminuição dos batimentos cardíacos (efeito cronotrópico negativo) - Como está trabalhando com os anticolinérgicos, ou seja, com os antagonistas, os efeitos são contrários, então quando se utiliza a atropina, se tem o efeito parassimpático contrário, ou seja, o animal vai apresentar midríase (porque bloqueia a musculatura lisa impedindo a contração), no pulmão vai ter a broncodilatação e diminuição da secreção brônquica facilitando a respiração do paciente - No coração vai ocorrer o aumento da frequência cardíaca porque a atropina vai estar inibindo M2 e M2 seria inibido pela acetilcolina, se M2 está bloqueado a acetilcolina não tem como inibir e o que vai prevalecer é o sistema simpático e o sistema simpático no coração ele aumenta a frequência cardíaca - Recomenda-se utilizar atropina em animais com bradicardia - No sistema digestório irá ocorrer o alivio ou a diminuição da contração da musculatura lisa intestinal do antro pilórico - Em animais que apresentam cólicas, pode fazer atropina para diminuir as cólicas - Cólica uterina é a contração do útero e um dos medicamentos utilizados é o buscopam, que é um anticolinérgico, inibindo receptores M3 - Colica equina é uma síndrome, então não pode fazer o uso de anticolinérgico porque vai intensificar ainda mais a cólica, porque a cólica equina é causada por uma compactação ou torção, existindo uma inibição do trânsito intestinal do animal - Atropina: A prescrição da atropina é recomendada quando se vai utilizar algum outro medicamento que pode causar efeitos deletérios no paciente, como em casos de opioides que pode induzir bradicardia, porém pode ser revertida com a atropina, então é indicada fazer essa associação. - Utilizada na bradicardia sinusal - Utilizada quando o paciente tem uma secreção abundante (secreção pulmonar e salivar) Contraindicação: Não utilizar em pacientes cardiopatas e nem utilizar em cólicas equinas porque pode gerar íleo paralitico DOSE: 0,02 – 0,05 MG/KG Midríase e aumento da frequência cardíaca Diferença entre Broncodilatação (esquerda) e bronca constrição (direita) REVISÃO Os anticolinérgicos (atropina e glicopirrolato) são utilizados principalmente para aumentar a frequência cardíaca (e consequentemente o débito cardíaco e a pressão sanguínea) e reduzir a produção de secreções (gástrica, salivar e trato respiratório superior). Contudo aumentam o consumo de O2 pelo miocárdio e possuem propriedades arritmogénicas o que implica que o seu uso se deva restringir aos casos de bradicardia que possam surgir durante a cirurgia (como a induzida pelos narcóticos opióides ou 2-agonistas) ou em animais com excessiva produção de secreções no trato respiratório superior. -Tranquilizantes: Fenotiazinas, butirofenonas, Benzodiazepinicos, Alfa-2-Adrenergicos · Alfa-2-Adrenérgicos: Agonista adrenérgico – Ex.: Xilazina, Detomidina, romifidina Vantagens e benefícios no uso da MPA: - Sedação/tranquilização intensa nos pacientes - Grupo farmacológico que produz analgesia muscular e de pele e também visceral como intestino, órgãos ocos e capsulas - Não é uma analgesia duradoura, é relativamente curta, 1 ou 2hrs. - Não é medicamento de prescrição para casa -Promove miorrelaxamento de ação central, o paciente fica bem relaxado - Alfa-2-agonista não é anestésico, é um tranquilizante e sedativo - Causa depressão do SNC - Mecanismo de ação: Nos neurônios pós sináptico, próximo ao órgão efetor, tem uma vesícula de noradrenalina que é o neurotransmissor adrenérgico. Vai ocorrer a despolarização do neurônio, com um influxo de cálcio e esse influxo de cálcio vai gerar uma exocitose e a noradrenalina é liberada. A noradrenalina liberada pode se ligar nos seus receptores específicos, alfa-1 e no alfa-2. Os receptores podem estar localizados tanto na membrana pós sináptica, nos órgãos efetores, ou na membrana pré-sináptica, no neurônio pós sináptico. Quando o fármaco ou o neurotransmissor se liga no neurônio pré-sináptico, ele tem um efeito de feedback negativo (controla a saída da nora adrenalina evitando que mais nora adrenalina saia na fenda sináptica) - O fármaco serve para evitar que mais noradrenalina saia na fenda sináptica e isso acontece no SNC, porque a noradrenalina é um neurotransmissor estimulante do SNC e quando o alfa-2 é estimulado e se liga no receptor, ela diminui a nora adrenalina no SNC e faz com que o paciente tenha depressão, então por isso que tem um efeito sedativo e causa a depressão do SNC, porque ele diminui a quantidade de noradrenalina liberada. · Efeitos sistêmicos: Musculatura, musculatura cardíaca, musculatura lisa, pulmão, vasos sanguíneos -Quando é alfa-2 adrenérgico ele tem afinidade pela subunidade alfa-2, mas temos que entender que ele tem afinidade pelo alfa, e mesmo sendo alfa-2, ele pode se ligar no alfa-1, ou seja, os alfa-2 adrenergicos tem uma maior afinidade pelo alfa 2 e menor afinidade pelo alfa 1 - Quando se liga em receptor do tipo 1, ele tem o efeito contrário do alfa-2, normalmente os efeitos alfa-1 são efeitos estimulantes e o alfa-2 efeitos inibitórios Ex.: Xilazina é 1:20, ou seja, para cada molécula que se liga no alfa-1, 20 se ligam no alfa-2 -Quando se liga em alfa-1, ele tem um efeito estimulante, então vai ter um aumento da resistência vascular periférica e vai induzir uma hipertensão no paciente (vai durar uns 3 min). - Quando existe essa hipertensão o organismo ativo os barorreceptores e causa uma estimulação vagal, que é parassimpático, ele é o contrário do sistema adrenérgico. O pico hipertensivo faz com que estimule acetilcolina pelo nervo vago e vai lá no coração e estimula os receptores do tipo M2 e o paciente entra em bradicardia - Momentaneamente o paciente vai ter uma hipertensão e essa hipertensão gera um reflexo e o paciente entra em bradicardia. A bradicardia não some por quetem o alfa-2 atuando também e o alfa-2 tem um efeito de inibir a noradrenalina, e a noradrenalina no coração é estimulante, se não tem noradrenalina no coração quem vai prevalecer é sistema colinérgico e o sistema colinérgico é depressor, então ele vai inibir a ação simpática no coração, vai diminuir o debito cardíaco e vai levar a um quadro de hipotensão - Após aplicação do alfa-2 adrenérgico o paciente vai ter uma boa analgesia transitória, uma boa tranquilização, mas clinicamente o paciente vai entrar em um quadro de bradicardia e de hipotensão - Pacientes cardiopatas não podem usar alfa-2-adrenergicos - Alfa-2-adrenérgico tem um efeito de induzir salivação, êmese, hipomotilidade temporária, causa bradipneia, reduz a frequência cardíaca, inibe o ADH e consequentemente aumenta a diurese do paciente, inibe a liberação de insulina e causa hiperglicemia, aumenta o tônus uterino e pode induzir abortamento e tem uma ação hipotérmica - Se o paciente diabético estiver com a glicemia controlada não é recomendado, mas se não estiver controlado não tem problema Ação: Ação potencializadora do SNC causando uma depressão SNC, o vômito ele sempre acontece (mas dependendo da via de adm isso pode diminuir, como por exemplo por via intra-venosa), ação miorrelaxante e analgésica - Se é um paciente que não pode ter vômito o uso é contraindicado Pontos Negativos: Bastante ponto negativo na clínica e é contra indicado para paciente ASA II, ASA III, ASA IV, porque pode agravar a condição clínica do paciente - Tem que ser obrigatoriamente um paciente hígido ASA I - Maior incidência de complicações Peri anestésicas, causando uma hipotensão intensa, bradicardia intensa, efeito hemodinâmico intenso e que muitas vezes pode não conseguir ajustar essa hipotensão - Paciente que está sendo anestesiado não pode ficar em hipotensão, a avaliação da pressão arterial é fundamental para ter uma segurança no protocolo anestésico - Se ocorre uma hipotensão há uma diminuição do fluxo sanguíneo renal e diminuição da taxa de filtração glomerular e o paciente pode desenvolver uma insuficiência renal aguda depois da anestesia e se isso ocorrer, a culpa é do anestesista Pontos Negativos: Bastante ponto negativo na clínica e é contra indicado para paciente ASA II, ASA III, ASA IV, porque pode agravar a condição clínica do paciente - Tem que ser obrigatoriamente um paciente hígido ASA I - Maior incidência de complicações Peri anestésicas, causando uma hipotensão intensa, bradicardia intensa, efeito hemodinâmico intenso e que muitas vezes pode não conseguir ajustar essa hipotensão - Paciente que está sendo anestesiado não pode ficar em hipotensão, a avaliação da pressão arterial é fundamental para ter uma segurança no protocolo anestésico - Se ocorre uma hipotensão há uma diminuição do fluxo sanguíneo renal e diminuição da taxa de filtração glomerular e o paciente pode desenvolver uma insuficiência renal aguda depois da anestesia e se isso ocorrer, a culpa é do anestesista - Vantagens: Sedativos analgésicos que reduz o requerimento dos anestésicos porque são altamente depressores do SNC - Possuem Antagonista - Vantagens: Sedativos analgésicos que reduz o requerimento dos anestésicos porque são altamente depressores do SNC - Alfa-2-adrenérgicos tem fármacos antagonista: - São fármacos caros - Tolazolina: Aumenta a liberação de noradrenalina e outros neurotransmissores -Ioimbina: Bastante utilizada na medicina humana, mas tem dificuldade de encontrar por via parenteral - Antipamezole - Vantagens em utilização para animais silvestres porque ao fim, pode reverter facilmente a sedação Revisão - Ao utilizar os 2-agonistas (xilazina/medetomidina) produzem-se efeitos dosedependentes nomeadamente sedação, bom relaxamento muscular e analgesia -A co-administração de um opióide (p.ex. butorfanol) aumenta o grau de sedação e a analgesia -A sua utilização vem sempre associada a bradicardia e vasoconstrição marcadas as quais contribuem para uma diminuição do débito cardíaco, o que culmina numa hipotensão que por vezes pode ser grave. - Evitar a sua utilização em animais com disfunção cardiovascular ou debilitados reservando-se a sua utilização para animais saudáveis e jovens nos quais se pode associar à ketamina, barbitúricos e agentes inalatórios - A utilização concomitante de anticolinérgicos reverte a bradicardia, mas não reverte a diminuição do débito cardíaco - Devido ao seu mecanismo de ação por meio de receptores específicos, os efeitos podem ser efetivamente antagonizados por antagonistas (xilazina - iohimbina; medetomidina – atipamezol). A xilazina produz emese em cães e gatos e produz alteração na termorregulação. Os efeitos a nível respiratório são variáveis, podendo variar de mínima a marcada depressão da frequência respiratória e do volume tidal (VT), o que pode contribuir para o aparecimento de hipoxemia CÃES E GATOS: 1-4 mg/Kg · Fenotiazinas: Principais efeitos: - Sedação/tranquilização -Potencialização de anestésicos gerais - Efeito antiemético - Efeito anti-histamínico -Redução das secreções -Vasodilatação periférica/hipotermia Obs.: A vasodilatação ocorre pelo bloqueia alfa-1-adrenérgico que pode levar a uma diminuição da pressão arterial. E dependendo da dose, ela só tem uma diminuição da pressão e não uma hipotensão como ocorre no alfa-2-agonista - Porém, se o paciente é sensível a fenotiazina, se o paciente está usando uma dose mais elevada ou ele é cardiopata, a hipotensão pode ocorrer! -> O bloqueio da fenotiazina vai atuar no tronco encefálico bloqueando receptores dopaminérgicos, como o tronco encefálico manda mensagem para toda a parte neocortical, então tem depressão do SNC - Redução do débito cardíaco/volume sistólico (porque tem uma diminuição da frequência cardíaca, mas não chega ter uma bradicardia) - Redução do hematócrito (sequestro) – 40% - a fenotiazina faz um miorrelaxamento na capsula do baço sequestrando as hemácias para o órgão, então o volume circulante pode ser sequestrado, ou seja, em um paciente anêmico não pode ser utilizado a fenotiazina. - Tomar cuidado, o animal pode morrer só durante a sedação caso ele tenha uma anemia e uma desidratação!! -Redução do transporte de O2 -> Ocorre a diminuição da frequência respiratório, mas aumento da amplitude respiratória, então o volume corrente continua relativamente constante, então a fenotiazina é relativamente segura para pacientes com problemas respiratórios -Antiarritmogênico: Protege o miocárdio contra efeito de catecolaminas circulantes (uma vantagem) -Vasodilatação esplênica que faz com que os hematócritos sejam reduzidos - Cuidado na hora de fazer uma contenção química para tirar sangue do paciente porque a fenotiazina pode gerar uma alteração de exame laboratorial gerando uma falsa anemia · Outros efeitos - Produz hipotermia – induz queda de temperatura em 1 – 2º graus - Depressão respiratória -Prolapso peniano em equino e bovino (no equino pode gerar priapismo) -Tem feito teto, ou seja, fez a dose, mas o animal não sedou e não adianta aumentar a dose porque não vai aumentar o efeito desejado, porém pode apresentar um efeito colateral indesejado no animal - Reduz o limiar convulsivo - Cuidado com os braquicefálicos, porque são raças extremamente sensíveis as fenotiazinas e geram hipotensão severa em braquicefálicos CÃES: 0,2 mg/Kg EV Revisão - O fenotiazínico mais utilizado em pequenos animais é o maleato de acepromazina - acepromazina quando usada de uma forma isolada é excelente para acalmar animais nervosos e para reduzir comportamentos agressivos - Em combinação com opióides permite imobilização de curta duração - Está sujeita a uma extensa biodegradação hepática, portanto, deve ser evitada em animais com disfunção hepática - Possui ações anti-emética, anti-histamínica, anti-arrítmica (protege o miocárdio contra arritmias induzidas pelos barbitúricos, epinefrina e halotano) e anti-choque (pela vasodilataçãoque produz melhora a perfusão dos tecidos periféricos). - Como é um antagonista dos receptores -adrenérgicos produz vasodilatação dose-dependente o que pode originar hipotensão (por vezes observada mesmo a doses baixas) - Promover o sequestro de eritrócitos no baço o que pode dificultar uma esplenectomia devido às grandes dimensões que o órgão pode atingir - O emprego da acepromazina está contra-indicado em animais com epilepsia, bem como em procedimentos diagnósticos que diminuam o limiar para convulsões - Opioides: Agonistas, Agonistas parciais, Agonistas-antagonistas Causa depressão do SNC · Benzodiazepínicos: Tranquilizantes · Caracteristicas importante: - Tranquilizantes/sedativo que não promove uma tranquilização tão intensa quanto o alfa-2-agonista e quanto a fenotiazinas; - O benzodiazepínico é o sedativo menos potente, mas apresenta propriedades importantes como por exemplo: mio relaxamento de ação central que é importante em alguns protocolos anestésicos, facilitando alguns manejos cirúrgicos (pacientes que vão ser submetidos a redução de fratura, então permite que o paciente tenha um maior mio relaxamento) - Alfa-2-adrenergico também apresenta miorrelaxamento de ação central -Benzodiazepínicos são hipnóticos (induz o sono) e muitas vezes pode ser potencializado quando associado com outros anestésicos -Produz efeitos melhores na medicina humana em comparação com a medicina veterinária -Mais indicados para paciente mais velhos e idosos porque não tem alteração muito grande em índices cardíacos, condição hemodinâmica fica preservada Principais efeitos: · - Sedação leve; -Reduzem ansiedade e agressividade; -Efeito ‘’paradoxal’’ em cães (tremores a excitação ou isolamento, podem vocalizar e alucinar em animais jovens); - Não é observado o efeito paradoxal em felinos - Miorrelaxamento de ação central; -Ação anticonvulsivante; -Permite estabilidade cardiovascular (indicado para pacientes ASA V) · Farmacos: -Diazepam: Oleoso e associado com propilenoglicol – Absorção lenta por I.M e dolorosa (Não é recomendado por via I.M, não pode ser usado na mesma seringa que outro fármaco e não pode diluir com ringer porque pode precipitar e o veterinário acabar levando embolo para o paciente); - Diazepam apresenta atividade anticonvulsivante melhor que o midazolam; - Status epiléptico é Diazepam!!!! -Midazolam: Hidrossolúvel e menos metabólitos ativos; - Atividade hipnótica melhor que o diazepam · Associado com Cetamina: a cetamina não tem ação de miorrelaxamento, então pode associar com o benzodiazepínico · Paciente muito bravo que não da pra fazer o exame físico e que é necessário fazer uma contenção química, pode utilizar um benzodiazepínico associado com uma cetamina (anestésico dependente da dose) · Antagonista: Flumazenil - Se acontecer algum problema, o benzodiazepínico tem um reversor, que é um flumazenil Revisão - As benzodiazepinas (diazepam/midazolam) não são bons sedativos quando usados isoladamente em animais saudáveis, podendo até produzir uma excitação paroxística, o que faz com que o seu uso se restrinja a animais geriátricos, doentes ou debilitados - Estes fármacos produzem efeitos depressores mínimos ao nível do sistema cardiovascular resultando em pequenas alterações ao nível da frequência cardíaca, contractilidade, pressão sanguínea e débito cardíaco -Providenciam um bom relaxamento muscular e inibem eficazmente as convulsões. A depressão respiratória que provocam é mínima. - As benzodiazepinas ligam-se às proteínas plasmáticas o que significa que pode ser necessário reduzir as doses em animais débeis ou hipoproteinémicos. São metabolizadas por via hepática - Devido às suas características pode ser combinado com a maioria dos anestésicos - o veículo é o propilenoglicol o que restringe a sua administração exclusivamente por via intravenosa visto a absorção por outras vias não ser constante nem eficaz; - As benzodiazepinas podem ser combinadas com opióides para contenções moderadas e com ketamina para imobilizações de curta duração. · Opioides - Principal característica e indicação de uso: ANALGESIA! - Os anestésicos deprimem o SNC, mas não deprimem suficientemente a via ascendente da dor, é ai que entra os opioides - Dependendo da dose, tem outras características: - Os opioides não tem efeito teto (o céu é o limite!!) - Quanto mais medicamento faz no animal, mas efeitos ele vai apresentar; - Pode levar a excitação quando o paciente não está sendo submetido a sensação de dor (equinos e gatos – happy cat); - Maior a dose, maior o efeito bradicardico - Tem que caracterizar o tipo de opioide -várias classes dentro de um grupo farmacológico - Tem Opioide puro, que é o opioide agonista e ele pode ser total ou parcial e tem o opioide agonistas/antagonista: Total: que a molécula química se encaixa perfeitamente no receptor e não tem efeito teto, quanto maior a dose, maior o efeito e maior o efeito colateral; Parcial: Quando a molécula química do fármaco tem afinidade pelo receptor, mas não tem o encaixa perfeito, então não tem o efeito total, tem um ‘’teto’’ - Opioide agonista/antagonista: O fármaco em determinado receptor ele tem uma ação agonista e exerce o seu efeito celular e em outro receptor, diferente daquele, tem um efeito antagonista, que se liga ao receptor e não ocorre o efeito celular e temporariamente aquele receptor fica bloqueado - Existem um antagonista puro opioide, que bloqueia todos os receptores opioides - Receptores opioide: Epslon, sigma, kapa e mi · Agonistas µ (mi) totais: Não possuem efeito teto - Morfina/Metadona: Amplo uso no MPA, trans e pós-operatórios (são as mais utilizadas na MPA) - Meperidina/Oximorfona: Analgésico potente - Fentanil/Sufetanil: sem efeito teto (mais ideal para o trans porque tem ação rápida no controle da dor) -Não é utilizado na MPA porque tem um curto período hábil -Pode ser usado no pós imediato, mas não pode ser prescrito para casa porque é extremamente potente e causa uma bradicardia e uma depressão respiratória) - Remifentanil: efeitos colaterais clássicos - O Remifetanil tem vantagens em relação ao fentanil porque não tem efeito acumulativo, o fentanil com o passado do tempo precisa reduzir a dose porque acumula na gordura - Não pode deixar o paciente sentir dor no pós -Promovem: - Promovem alteração de contratilidade cardíaca, altera o débito cardíaco e dependendo da potência uma bradicardia; -Promovem inibição da tosse; -Pode gerar retenção urinária (morfina) (ficar atento porque pode gerar rompimento de bexiga); - Inicialmente aumentam o trânsito intestinal; - Induzem ao vômito (morfina) ; - Morfina: - Primeiro fármaco usado amplamente -Pode usar em todas as espécies -Via parenteral ampla - I.V deve ter um pouco de precaução porque causa degranulação de mastócito e libera histamina (adm lento e diluído) - Clinica equina: opioide em demasia pode causar hipomitilidade e causar cólica Contra indicação: -Animais desidratados porque pode gerar vômitos e pode agravar o desequilíbrio hidroeletrolítico e ácido básico do paciente; -Animais que já tem vômito e corpo estranho na história clínica ou paciente que vai fazer cirurgia em intestino (isso para Morfina, pode fazer uso de outro opioide); -Pacientes em choque; -Pacientes em uremia (ex. piometra porque estão desidratados e com desbalanço hidroeletrolítico); Meperidina: - Meperidina Terceira escolha de uma medicação pré-anestésica de para opioides - Duração menor - Uma boa escolha para felino Fentanil: Extremamente potente - Muito utilizado no trans; - Não se utiliza em MPA; Metadona: Ação semelhante a da morfina -Nos casos que a morfina não pode ser usada por causa de vômitos, corpos estranhos, choque, por causar desequilíbrio hidro-eletrolítico a metadona entra como uma segunda alternativa, uma vez que a metadona e a morfina tem uma equivalência de efeito - Metadona tem um mecanismo de ação diferente damorfina, a morfina atua somente em receptors do tipo mi, que são receptores opioides, já a metadona tem efeito misto, atuando em receptores mi e antagoniza receptores NMDA, que é o mesmo receptor que a cetamina antagoniza, e esse receptor é importante porque ele controla a dor - Ajuda na MPA - A metadona por antagonizar receptores NMDA, pode causar uma depressão respiratória maior que a da morfina, então deve ser monitorada - Salivação, defecação e disforia - Butorfanol é indicado para aves - Tramadol: Atua em receptores opioides e receptores não opioides - Não tem uma propriedade somente opioides -Amplamente utilizado para pós operatório -Menos potente e menos efeitos colaterais de opioides, então pode prescrever para casa -Tem boa biodisponibilidade por via oral -Tramadol em 2mg/Kg não tem efeito!! - Gato mais sensível a opioide, dose mais baixa e tempo de adm diferente de cães - Uso de tramadol tem limitações em equinos -Quanto maior a potência, maior os efeitos colaterais - Morfina fica no meio da balança