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UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO CAMPUS SWIFT BIOMEDICINA Anna Luisa Fernandes Pereira Mamografia Trabalho de Graduação Interdisciplinar Campinas 2021 Anna Luisa Fernandes Pereira RA 004201904555 Mamografia Trabalho acadêmico para fins de disseminar o conhecimento produzido em aula. Submetido à Universidade São Francisco de Campinas. Professor(a): Rafael Emidio Disciplina: Tecnologias em diagnóstico por Imagem Campinas 2021 Resumo O câncer de mama é um dos principais cânceres que acometem as mulheres no mundo. A mamografia é o padrão ouro para diagnóstico deste e comprovado na redução da mortalidade. O uso da mamografia deu-se início em 1980 e trata-se de um exame de imagem que complementa os dados da anamnese e do exame físico para a confirmação das hipóteses diagnósticas e tratamento. Palavras-chave: Câncer de mama. Mamografia. Diagnóstico. Lista de ilustrações Figura 1. Produção de Raio-x ................................................................................................... 10 Figura 2. Mamógrafo para exames convencionais ou digitalizados ......................................... 12 Sumário 1. Introdução ...................................................................................................................................... 6 2. O que é e para que serve? ............................................................................................................. 7 3. Para quem é destinado .................................................................................................................. 8 4. Como funciona ............................................................................................................................... 9 4.1 Cadeia de formação da imagem ................................................................................................... 9 4.2 Contraste radiográfico ................................................................................................................ 10 4.3 Resolução espacial ....................................................................................................................... 10 5. Bases físicas da Mamografia ...................................................................................................... 12 5.1 Mamógrafo ................................................................................................................................... 12 5.2 Tubo de Raios X .......................................................................................................................... 13 5.3 Controle automático de exposição (CEA) ................................................................................. 13 5.4 Dispositivo de ampliação ............................................................................................................ 14 5.5 Receptor de imagem em Mamografia ....................................................................................... 14 6. Tipos de Mamografia .................................................................................................................. 15 6.1 Mamografia Convencional (sistema filme-tela intensificadora) ............................................. 15 6.2 Mamografia digital ...................................................................................................................... 15 6.2.1 Mamografia digital direta .................................................................................................. 16 6.2.2 Mamografia digital indireta ............................................................................................... 16 7. Preparo para realização da Mamografia .................................................................................. 17 7.1 Posicionamento ............................................................................................................................ 17 7.2 Compressão .................................................................................................................................. 18 8. Interpretação da Mamografia .................................................................................................... 19 8.1 Bi-rads .......................................................................................................................................... 19 9. Exames complementares à Mamografia ................................................................................... 21 9.1 Ultra-sonografia (Ultrassom) ..................................................................................................... 21 9.2 Ressonância magnética ............................................................................................................... 21 10. Referências bibliográficas ........................................................................................................... 23 6 1. Introdução A ênfase da utilização da mamografia deu-se em 1980, como meio para rastreamento populacional de mulheres entre 40 e 79 anos. László Tabár e colaboradores obtiveram resultados de redução de 31% de mortalidade por câncer de mama. Em 1990, a tecnologia presente na radiologia passou a ser mais estudada e aprimorada como uma alternativa para reduzir as limitações da tecnologia de filme-tela intensificadora empregada em mamografias até então. No auge dos anos 2000, ocorreram grandes avanços na tecnologia da mamografia. A mamografia digital passou a ser mais utilizada e forma crescente, seja para o rastreio de câncer de mama em mulheres assintomáticas, ou para mulheres que apresentam sinais ou sintomas da doença. No século XX, a utilização da mamografia para detectar o câncer de mama trilhou um longo caminho até os dias de hoje. Os sistemas de imagem, avançaram muito ainda vêm avançando, assim como o entendimento sobre a biologia do câncer e a detecção precoce da doença. Esse avanço é imprescindível para uma melhora continua nos resultados e diagnósticos clínicos. 7 2. O que é e para que serve? A mamografia, também denominada mamograma ou mamografia digital, é um raio X das mamas. É indicado a ser realizado para verificar se existem sinais de doença na mama na ausência de sintomas ou alterações da mama e rastreio de neoplasia. É um método de avaliação morfológica e o único método comprovado que pode efetivamente reduzir a mortalidade por câncer de mama. É tido também como um método de escolha para rastrear populacionalmente a incidência do câncer de mama nas mulheres assintomáticas, sendo a primeira técnica de imagem indicada e escolhida pelos médicos para avaliar a maioria das manifestações clínicas mamárias. Nas mamografias de rastreamento são obtidas imagens de cada uma das mamas em dois ângulos diferentes. Também podendo ser usada para investigar e determinar quaisquer alterações presentes em exames de rotina da paciente, nesse caso chamamos de mamografia diagnóstica. Há dados que mostram que o rastreamento mamográfico diminui a mortalidade por câncer de mama em mulheres assintomáticas. A detecção precoce também inclui grandes opções terapêuticas, da probabilidade de sucesso do tratamento e da cura. Este exame imagiológico é capaz de detectar nódulos nos seios antes mesmo de eles serem palpáveis.A detecção precoce também inclui grandes opções terapêuticas, da probabilidade de sucesso do tratamento e da cura. 8 3. Para quem é destinado O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia de rastreamento para mulheres que não tenham sinais e sintomas de câncer de mama, na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, os riscos aumentam e existe maior incerteza sobre os resultados e benefícios. Essa recomendação dá-se porque a mamografia permite identificar melhor as lesões mamárias em mulheres após o período da menopausa. Antes desse período, as mamas são mais densas e a sensibilidade da mamografia é reduzida, gerando altas chances de resultados falso-negativos ou falsos-positivos. O que pode ocasionar uma exposição desnecessária à radiação e a necessidade de realização de mais exames. A mamografia como qualquer exame radiológico, implica em riscos que precisam ser conhecidos pelas mulheres. Além de possíveis resultados falso-positivos e falso-negativos, pode ocorrer a identificação de cânceres indolente, ou seja, que não ameaçariam a vida da paciente e que acabam sendo tratados, gerando exposição a riscos e danos associados. Segundo as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil é de que, na faixa etária de 50 a 69 anos e com periodicidade bienal, os possíveis benefícios do rastreamento superam seus riscos. 9 4. Como funciona O Mamógrafo é o aparelho onde se realiza os exames de Mamografia. O modelo tradicional é composto por: gerador de alta tensão, sistema de controle de posicionamento, placa de compressão da mama, bucky, cabos de alta tensão e tubos de raios-x. Normalmente, o exame de mamografia leva aproximadamente cerca de 15 a 30 minutos. 4.1 Cadeia de formação da imagem A imagem da mamografia é obtida e formada da mesma maneira que a imagem em radiografia convencional. Um feixe de raios X, vêm de uma fonte quase pontual, reflete sobre a mama comprimida no aparelho. Então a fração deste feixe que é transmitida através do tecido da mama, é registrada em um receptor de imagem. Outra fração sofre uma mudança de trajeto, o qual não contribuirá para a formação da imagem. A fração restante é absorvida pelos tecidos da mama. As estruturas existentes no interior do tecido mamário produzem intensidades diferentes, de acordo com as densidades e espessuras durante o processo de penetração pelo feixe de raios X. A imagem formada é o resultado das intensidades diferentes, ou seja, atenuações diferentes dos raios X ao longo do caminho através do tecido mamário. 10 Figura 1. Produção de Raio-x - JALES, Rodrigo Menezes Bases físicas da mamografia. Dr.Pixel. Campinas. 2015. Acesso em: 20 Abr. 2021 4.2 Contraste radiográfico Usado para possibilitar a detecção e revelação das diferenças nas atenuações do feixe de raios X entre tecidos normais (sadios) e diferenciados (doentes). Seu surgimento é pela variação da atenuação dos fótons de raios X em função das diferenças nas espessuras e densidades dos tecidos mamários. Tal variação pode ser modificada por flutuações aleatórias no processo de formação da imagem, que chamamos de ruído quântico. Isto pode prejudicar a defectibilidade de estruturas de baixo contraste como nódulos e assimetrias. Damos o nome de intervalo dinâmico à capacidade de enxergarmos detalhes em áreas claras e escuras de uma radiografia. 4.3 Resolução espacial Tem como objetivo nos permitir a visualização de detalhes finos associados com sinais de câncer de mama, como o contorno da lesão, além de microcalcificações. 11 É desejado uma imagem com detalhes estruturais em uma ordem de 100 μm, com nível de ruído controlado, para não afetar a resolução espacial e o contraste radiográfico Como a mama é um órgão sensível às radiações ionizantes, presente nos raios X, deve-se utilizar a menor dose possível e considerada segura. Mas que ainda consiga manter a imagem com alto padrão de qualidade, ou seja, alto contraste, alta resolução espacial e baixo ruído. Estas são as principais características de um bom resultado de imagem. 12 5. Bases físicas da Mamografia 5.1 Mamógrafo É um tipo específico de aparelho de raios-x, concebido para obtenção de imagens das mamas com alto contraste e resolução. Sendo composto por: gerador de alta tensão, torre mecânica com um braço em forma de um arco em “C”, e o painel de controle. No arco encontramos um cabeçote blindado, que contém o tubo de raios X. Chamamos de bucky o suporte para a mama, com um espaço para a inserir o receptor de imagem. Localizado em uma das extremidades do arco em "C". O aparelho também possui um detector de Raio-X, que interrompe a produção de Raio-x quando recebe a dose apropriada. Controle automático da exposição (CAE). A radiação é produzida na porção superior do aparelho, no tubo. Figura 2. Mamógrafo para exames convencionais ou digitalizados - JALES, Rodrigo Menezes Bases físicas da mamografia. Dr.Pixel. Campinas. 2015. Acesso em: 20 Abr. 2021 13 5.2 Tubo de Raios X Os raios-x da mamografia são produzidos em um tubo notadamente desenhado para esse tipo de exame. Dentro do tubo há um filamento aquecido permitindo que elétrons sejam emitidos e acelerados por um campo elétrico e direcionados a atingir um alvo com carga positiva, chamado de ânodo. Como podemos observar na Figura 1, pg. 10. O ânodo também é chamado de alvo ou ponto focal, O material do ânodo varia de acordo com o espectro de raios-X desejados. O espectro é formado por radiações específicas do material alvo, e de freamento. No espectro, ambos os fótons que ficam distribuídos e os que formam os picos monoenergéticos, são chamados de fótons do raio-X. Tem-se maior número de fótons na região próxima ao cátodo do que na região próxima ao ânodo. Essa variação e chamada de efeito anódico. Isto se torna útil por conta das diferentes espessuras do tecido mamário. Assim então, os mamógrafos são desenvolvidos com o lado do cátodo voltado para a paciente e o do ânodo para o mamógrafo, porque a mama tem mais espessura comprimida próxima caixa toráxica e menor no mamilo. Ha a presença de um filtro metálico, cuja função é eliminar os fótons de baixa energia que não contribuem para a formação da imagem e apenas aumentam a dose. 5.3 Controle automático de exposição (CEA) Dispositivo composto por um sensor, que fica localizado abaixo do receptor de imagem, para assim não criar sombra na imagem da mama e prejudicar o resultado do exame. Este dispositivo tem como função registrar a fração da quantidade de raios X que é transmitida. Dada essa percepção fornece um sinal para interromper a exposição quando a quantidade de radiação selecionada pelo profissional é atingida no receptor de imagem. A posição deste deve ser sempre ajustada â paciente, devendo ficar atrás da região de interesse da mama. Já em exames de rotina, ele deve ser posicionado na região com maior quantidade de glândula mamária. 14 5.4 Dispositivo de ampliação A ampliação é obtida pelo aumento da distância entre a mama e o receptor de imagem, resultado da utilização de um espaçador radiotransparente, chamado de dispositivo de ampliação. A ampliação tem o objetivo de aumentar o tamanho, melhorando a identificação e percepção de detalhes de alguma lesão presente na mama registradas na imagem. Porém, a amplificação ocasiona em um borramento das bordas das estruturas mamárias. Levando a de resolução espacial da imagem, que é imprescindível para o sucesso do exame. Para contornarmos essa situação devemos utilizar ponto focal de 0,1 mm. O tamanho real do ponto focal é geralmente maior do que o definido pelos fabricantes. 5.5 Receptor de imagem em Mamografia Tela-filme Desde os princípios a mamografia era realizada utilizandofilmes radiográficos de exposição direta. Atualmente, a combinação tela-filme ainda é o receptor de imagem mais comum a ser usado em mamografias. Esta técnica o filme passa por um processo em que é revelado as estruturas internas das mamas, com uma alta resolução espacial, mas com pouco potencial para diferenciar as estruturas que tem pouco contraste. 15 6. Tipos de Mamografia 6.1 Mamografia Convencional (sistema filme-tela intensificadora) O tipo mais antigo e ainda mais usado até hoje, isso se dá por algumas características e vantagens: • Grande resolução espacial de até 12 pares de linha por milímetro, permitindo mostrar estruturas finas espiculares e microcalcificações. • Alto contraste. • Uso de negatoscópios de alta luminosidade. • Tecnologia de baixo custo. • Meio de armazenamento duradouro. Mas como todo método, há desvantagens também: • Faixa limitada de tons de cinza ou intervalo dinâmico reduzido. • O contraste é alto nas regiões do filme que recebem exposições médias; e baixo nas regiões que recebem pouca ou muita exposição. • Perda da qualidade de imagem por conta de algum processamento inadequado do filme e presença de artefatos de imagem. • Ruído em razão da granulosidade. Além destas desvantagens tem-se a questão ambiental, já que há o uso de produtos químicos no processamento dos filmes radiográficos. 6.2 Mamografia digital Trata-se de uma versão mais moderna e mais eficiente se compararmos com o método convencional. Esse método emprega uma matriz de detectores de radiação localizada no bucky do braço em “C” do mamógrafo. 16 Esse método carrega algumas vantagens: • A imagem digital obtida pode ter um contraste independente do detector e podendo ser ajustado pelo médico. Facilitando o explorar de forma mais eficiente a característica de contraste entre as estruturas. • Pode ser controlado eletronicamente, permitindo que a quantidade de radiação seja ajustada em função do contraste - ruído mais adequado. • Baixo ruído do sistema. • Alcance dinâmico, da ordem de 1.000:1 (a mamografia convencional, da ordem de 40:1) • Exclusão das etapas de aquisição, apresentação e armazenamento da imagem. • Poder de manipulação dinâmica e de pós- -processamento permitem aumentar a visualização dos achados radiológicos de interesse. • Possibilita ganho de tempo para o técnico. • Emite menor dose de radiação para a paciente. Há também algumas limitações: • Alto Custo • Atenção redobrada a refrigeração do ambiente, ja que se ocorrer problemas com a refrigeração pode ocasionar danos ao equipamento. Esse tipo de Mamografia pode ser dividido em dois subtipos: direta e indireta. 6.2.1 Mamografia digital direta Há um detector que captura o sinal dos raios X convertendo-os em um sinal elétrico que em seguida é transmitido diretamente para a tela do computador. 6.2.2 Mamografia digital indireta Há um detector que captura o sinal dos raios X, armazena-os, e só depois os converte para assim serem exibidos na tela do computador em forma de imagem. Trata-se de um método mais lento que a Mamografia digital direta, mas, ainda sim mais rápido e efetivo comparado a Mamografia convencional. 17 7. Preparo para realização da Mamografia Como se trata de um exame, existem algumas recomendações a serem seguidas pela paciente. tendo em vista um bom desempenho dos resultados. A melhor época para a realização do exame é de uma semana após o termino da menstruação, já que após esse período os seios tendem a ficarem menos sensíveis, diminuindo um possível desconforto. O uso de desodorantes ou talcos deve ser evitado. Não é necessário quaisquer tipo jejum, nem a ingestão de algum medicamento. Mas recomenda-se evitar o consumo de chocolate, café, energéticos e de mais alimentos que possam conter cafeína durante 7 dias antes do exame. Estes podem causar uma sensibilidade nas mamas. Aconselha-se no dia do exame evitar o uso de bijuterias ou acessórios que possam interferir na radiação. As vestimentas também são um fator relevante na hora do exame. deve-se priorizar vestes de duas peças. Assim facilitando que a paciente fique nua da cintura para cima e use a bata de radiologia. Caso nãos seja a primeira Mamografia da paciente, ela deve levar consigo os exames anteriores, para que o médico a interpretar os futuros resultados possa compará-los. A paciente deve comunicar o médico caso faça uso de hormônios, se houve realização de cirurgias anteriores, e o histórico familiar. A qualidade da mamografia pode ser influenciada por diversos fatores, dentre os quais se destacam o posicionamento e a compressão da mama. 7.1 Posicionamento O objetivo deste é obter a quantidade máxima de glândula mamária na radiografia. Não deve conter dobras de pele ou projeções de outras partes do corpo. 18 7.2 Compressão A compressão é de extrema importância, e tem como objetivo imobilizar a mama, reduzir a espessura da mama e assim a dose de radiação ser reduzida também, aproximar a mama do filme para aumentar o contraste e a nitidez da imagem, e diminuir a superposição do tecido mamário que pode gerar falsas lesões, e que aquelas lesões que são suspeitas possam ser detectadas com mais facilidade. Segundo a legislação nacional (BRASIL, 1998), a força de compressão aplicada na mama deverá estar entre 11 kgf e 18 kgf (108 N e 177 N). Antes de iniciar o exame, a paciente deverá ser orientada e informada de que a compressão dura alguns segundos e que um pequeno desconforto pode ser sentido. Frisando que é necessário para assegurar maior qualidade da imagem e do posterior diagnóstico. 19 8. Interpretação da Mamografia As interpretações da Mamografia vão desde a ausência de lesões, indo até aquelas consideradas benignas, e para os resultados onde já foi confirmada a presença do câncer. Os médicos usam Bi-rads para classificar a Mamografia. 8.1 Bi-rads Bi-rads em tradução livre significa Breast Imaging Reporting and Data System. Ele é um padrão mundial que descreve e analisa as lesões nas mamas, ou seja, é um sistema de classificação que varia de 0 a 6 e é utilizado para ajudar na conduta médica. As classificações são: • Categoria 0 Esta classificação indica que não foi possível ver corretamente a imagem, sendo necessária uma avaliação adicional e a paciente deve fazer novos exames complementares. • Categoria 1 Indica achados mamográficos negativos. Exame apresenta-se em normalidade. Com presença de simetria, e ausência de massas, distorção arquitetural ou calcificações suspeitas. • Categoria 2 Indica achados mamográficos benignos. Podendo conter calcificações vasculares, calcificações cutâneas, calcificações com centro lucente, fibroadenoma calcificado, cisto oleoso, calcificações de doença secretória, calcificações redondas (acima de 1 mm), calcificações tipo “milk of calcium”, fios de sutura calcificados, linfonodo intramamário. Concluindo que foram encontradas apenas algumas lesões benignas que não são interpretados como suspeita de câncer. • Categoria 3 Indica achados mamográficos provavelmente benignos, como nódulo de densidade baixa, contorno regular, limites definidos e dimensões não muito grandes, calcificações monomórficas e isodensas sem configurar grupamento com características de malignidade. 20 Nesta classificação alguma lesão com grandes chances de ser benigna foi encontrada. O médico deve pedir exames complementares para descartar a possibilidade de ser uma lesão maligna. Recomenda-se que o exame seja repetido seis meses dpois. • Categoria 4 Indica achados mamográficos suspeitos. subdivido em três subclassificações: o Bi-rads 4A - baixa suspeição para malignidade. o Bi-rads 4B - moderada suspeição para malignidade. o Bi-rads 4C - alta suspeição para malignidade. Portando, deve ser consideradaa realização de uma biópsia do tecido suspeito. • Categoria 5 Indica estrutura altamente suspeita para malignidade. Podendo indicar 95% de chances de ser um tumor. Uma biópsia deve ser realizada. • Categoria 6 Indica que a paciente já possui câncer comprovado por biópsia e fez mamografia para planejar a cirurgia ou analisar como tem sido a resposta ao tratamento contra o câncer. 21 9. Exames complementares à Mamografia A capacidade da mamografia, seja ela convencional ou digital, varia entre as mulheres, por conta da variação da densidade radiológica da mama, e pela sensibilidade da mamografia ser menor nas mamas densas, ao contrário daquelas com predomínio de tecido adiposo. Por esse motivo, exames de imagens complementares podem ser Interessante para rastrear e avaliar corretamente cada caso. São tidos como principais exames complementares à Mamografia, a ultra-sonografia (Ultrassom), e a ressonância magnética. 9.1 Ultra-sonografia (Ultrassom) Principal método complementar da mamografia e auxilia na detecção e no diagnóstico das doenças mamárias. É possível com esse método: • Diferenciar e caracterizar nódulos e cistos identificados pela Mamografia. • Guiar procedimentos invasivos na mama. • Avaliar pacientes jovens, gestantes ou lactantes que apresentem alterações clínicas na mama. • Buscar abscessos nas mastites. • avaliar nódulos palpáveis em mamas consideradas densas na Mamografia. • Analisar próteses de silicone. • Localizar a região do câncer de mama. • Caracterizar assimetrias focais. • Avaliar a resposta à quimioterapia. Entretanto, a Ultra-sonografia não deve ser utilizada como alternativa a Mamografia. Devendo ser apenas um exame complementar. 9.2 Ressonância magnética Vêm sendo cada vez mais utilizada como método complementar da mamografia e da ultra- sonografia. Possui elevada sensibilidade para a detecção do câncer de mama, inclusive de lesões ocultas nos de mais métodos. É possível com esse método: • Rastrear mulheres com alto risco para o câncer de mama. 22 • Rastrear mama contralateral em mulheres que ja têm diagnóstico de câncer de mama para pesquisa de neoplasias sincrônicas. • Procurar lesões primárias ocultas em pacientes com metástases axilares. • Caracterizar achados duvidosos na mamografia ou na ultra-sonografia. • Determinar a extensão local do câncer de mama. • Verificar a presença e a extensão de doença residual, principalmente quando há margem cirúrgica positiva no exame histológico. • Avaliar a resposta à quimioterapia. • Diferenciar cicatriz cirúrgica de recorrência tumoral. • Avaliar a integridade de próteses mamárias. Portanto, a ressonância magnética não deve ser utilizada com o objetivo de indicar ou não a investigação histológica de lesões suspeitas. 23 10. Referências bibliográficas JALES, Rodrigo Menezes Bases físicas da mamografia. Dr.Pixel. Campinas. 2015. Acesso em: 20 Abr. 2021 CHALA, Luciano Fernandes; BARROS, Nestor de; "Avaliação das mamas com métodos de imagem". Radiol Bras v.40 n.1 São Paulo jan./fev. 2007. Acesso em: 20 Abr. 2021 INCA Instituto Nacional Do Câncer. Noticias. "Confira as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento do câncer de mama". Publicado em: 23 Jul. 2019. Acesso em: 20 Abr. 2021 MINISTÉRIO DA SAÚDE, INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). "Atualização em mamografia para técnicos em radiologia". 2ª Edição revista e atualizada. 2019. Acesso em: 20 Abr. 2021 American College of Radiology. "ACR BI-RADS ATLAS" – Mammography. Reporting System, 2013. Acesso em: 21 Abr. 2021 A.C.CAMARGO - CANCER CENTER. "Mamografia associada a exames complementares contribui para o diagnóstico precoce de câncer de mama". 2018. Acesso: 21 Abr. 2021