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UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO 
CAMPUS SWIFT 
 
BIOMEDICINA 
 
 
 
 
 
Anna Luisa Fernandes Pereira 
 
 
 
 
 
 
Mamografia 
 
 
 
 
 
Trabalho de Graduação Interdisciplinar 
 
 
 
 
 
Campinas 
2021 
 
 
Anna Luisa Fernandes Pereira 
RA 004201904555 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mamografia 
 
 
 
 
Trabalho acadêmico para fins de disseminar o 
 conhecimento produzido em aula. Submetido 
 à Universidade São Francisco de Campinas. 
 
 
 Professor(a): Rafael Emidio 
 Disciplina: Tecnologias em diagnóstico por 
 Imagem 
 
 
 
 
 
 
 
Campinas 
2021 
 
 
Resumo 
 
O câncer de mama é um dos principais cânceres que acometem as mulheres no 
mundo. A mamografia é o padrão ouro para diagnóstico deste e comprovado na redução da 
mortalidade. 
O uso da mamografia deu-se início em 1980 e trata-se de um exame de imagem que 
complementa os dados da anamnese e do exame físico para a confirmação das hipóteses 
diagnósticas e tratamento. 
Palavras-chave: Câncer de mama. Mamografia. Diagnóstico. 
 
 
 
Lista de ilustrações 
Figura 1. Produção de Raio-x ................................................................................................... 10 
Figura 2. Mamógrafo para exames convencionais ou digitalizados ......................................... 12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sumário 
1. Introdução ...................................................................................................................................... 6 
2. O que é e para que serve? ............................................................................................................. 7 
3. Para quem é destinado .................................................................................................................. 8 
4. Como funciona ............................................................................................................................... 9 
4.1 Cadeia de formação da imagem ................................................................................................... 9 
4.2 Contraste radiográfico ................................................................................................................ 10 
4.3 Resolução espacial ....................................................................................................................... 10 
5. Bases físicas da Mamografia ...................................................................................................... 12 
5.1 Mamógrafo ................................................................................................................................... 12 
5.2 Tubo de Raios X .......................................................................................................................... 13 
5.3 Controle automático de exposição (CEA) ................................................................................. 13 
5.4 Dispositivo de ampliação ............................................................................................................ 14 
5.5 Receptor de imagem em Mamografia ....................................................................................... 14 
6. Tipos de Mamografia .................................................................................................................. 15 
6.1 Mamografia Convencional (sistema filme-tela intensificadora) ............................................. 15 
6.2 Mamografia digital ...................................................................................................................... 15 
6.2.1 Mamografia digital direta .................................................................................................. 16 
6.2.2 Mamografia digital indireta ............................................................................................... 16 
7. Preparo para realização da Mamografia .................................................................................. 17 
7.1 Posicionamento ............................................................................................................................ 17 
7.2 Compressão .................................................................................................................................. 18 
8. Interpretação da Mamografia .................................................................................................... 19 
8.1 Bi-rads .......................................................................................................................................... 19 
9. Exames complementares à Mamografia ................................................................................... 21 
9.1 Ultra-sonografia (Ultrassom) ..................................................................................................... 21 
9.2 Ressonância magnética ............................................................................................................... 21 
10. Referências bibliográficas ........................................................................................................... 23 
 
 
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1. Introdução 
 
A ênfase da utilização da mamografia deu-se em 1980, como meio para rastreamento 
populacional de mulheres entre 40 e 79 anos. László Tabár e colaboradores obtiveram 
resultados de redução de 31% de mortalidade por câncer de mama. 
Em 1990, a tecnologia presente na radiologia passou a ser mais estudada e aprimorada 
como uma alternativa para reduzir as limitações da tecnologia de filme-tela intensificadora 
empregada em mamografias até então. 
No auge dos anos 2000, ocorreram grandes avanços na tecnologia da mamografia. 
A mamografia digital passou a ser mais utilizada e forma crescente, seja para o rastreio de 
câncer de mama em mulheres assintomáticas, ou para mulheres que apresentam sinais ou 
sintomas da doença. 
No século XX, a utilização da mamografia para detectar o câncer de mama trilhou 
um longo caminho até os dias de hoje. Os sistemas de imagem, avançaram muito ainda 
vêm avançando, assim como o entendimento sobre a biologia do câncer e a detecção precoce 
da doença. Esse avanço é imprescindível para uma melhora continua nos resultados e 
diagnósticos clínicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2. O que é e para que serve? 
 
A mamografia, também denominada mamograma ou mamografia digital, é um raio X das 
mamas. É indicado a ser realizado para verificar se existem sinais de doença na mama na 
ausência de sintomas ou alterações da mama e rastreio de neoplasia. É um método de avaliação 
morfológica e o único método comprovado que pode efetivamente reduzir a mortalidade por 
câncer de mama. É tido também como um método de escolha para rastrear populacionalmente 
a incidência do câncer de mama nas mulheres assintomáticas, sendo a primeira técnica de 
imagem indicada e escolhida pelos médicos para avaliar a maioria das manifestações clínicas 
mamárias. 
Nas mamografias de rastreamento são obtidas imagens de cada uma das mamas em dois 
ângulos diferentes. Também podendo ser usada para investigar e determinar quaisquer 
alterações presentes em exames de rotina da paciente, nesse caso chamamos de mamografia 
diagnóstica. 
Há dados que mostram que o rastreamento mamográfico diminui a mortalidade por câncer 
de mama em mulheres assintomáticas. A detecção precoce também inclui grandes opções 
terapêuticas, da probabilidade de sucesso do tratamento e da cura. 
Este exame imagiológico é capaz de detectar nódulos nos seios antes mesmo de eles serem 
palpáveis.A detecção precoce também inclui grandes opções terapêuticas, da probabilidade de 
sucesso do tratamento e da cura. 
 
 
 
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3. Para quem é destinado 
 
O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia de rastreamento para 
mulheres que não tenham sinais e sintomas de câncer de mama, na faixa etária de 50 a 69 
anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, os riscos aumentam 
e existe maior incerteza sobre os resultados e benefícios. 
Essa recomendação dá-se porque a mamografia permite identificar melhor as lesões 
mamárias em mulheres após o período da menopausa. Antes desse período, as mamas 
são mais densas e a sensibilidade da mamografia é reduzida, gerando altas chances de 
resultados falso-negativos ou falsos-positivos. O que pode ocasionar uma exposição 
desnecessária à radiação e a necessidade de realização de mais exames. 
A mamografia como qualquer exame radiológico, implica em riscos que precisam ser 
conhecidos pelas mulheres. Além de possíveis resultados falso-positivos e falso-negativos, 
pode ocorrer a identificação de cânceres indolente, ou seja, que não ameaçariam a vida da 
paciente e que acabam sendo tratados, gerando exposição a riscos e danos associados. 
Segundo as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil é de 
que, na faixa etária de 50 a 69 anos e com periodicidade bienal, os possíveis benefícios do 
rastreamento superam seus riscos. 
 
 
 
9 
 
4. Como funciona 
 
O Mamógrafo é o aparelho onde se realiza os exames de Mamografia. O modelo 
tradicional é composto por: gerador de alta tensão, sistema de controle de posicionamento, 
placa de compressão da mama, bucky, cabos de alta tensão e tubos de raios-x. 
Normalmente, o exame de mamografia leva aproximadamente cerca de 15 a 30 
minutos. 
4.1 Cadeia de formação da imagem 
A imagem da mamografia é obtida e formada da mesma maneira que a imagem em 
radiografia convencional. Um feixe de raios X, vêm de uma fonte quase pontual, reflete sobre 
a mama comprimida no aparelho. Então a fração deste feixe que é transmitida através do tecido 
da mama, é registrada em um receptor de imagem. Outra fração sofre uma mudança de trajeto, 
o qual não contribuirá para a formação da imagem. A fração restante é absorvida pelos tecidos 
da mama. 
As estruturas existentes no interior do tecido mamário produzem intensidades diferentes, de 
acordo com as densidades e espessuras durante o processo de penetração pelo feixe de raios X. 
A imagem formada é o resultado das intensidades diferentes, ou seja, atenuações diferentes 
dos raios X ao longo do caminho através do tecido mamário. 
 
 
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Figura 1. Produção de Raio-x - JALES, Rodrigo Menezes Bases físicas da mamografia. Dr.Pixel. Campinas. 2015. 
Acesso em: 20 Abr. 2021 
4.2 Contraste radiográfico 
Usado para possibilitar a detecção e revelação das diferenças nas atenuações do feixe de 
raios X entre tecidos normais (sadios) e diferenciados (doentes). Seu surgimento é pela variação 
da atenuação dos fótons de raios X em função das diferenças nas espessuras e densidades dos 
tecidos mamários. Tal variação pode ser modificada por flutuações aleatórias no processo de 
formação da imagem, que chamamos de ruído quântico. Isto pode prejudicar a defectibilidade 
de estruturas de baixo contraste como nódulos e assimetrias. 
Damos o nome de intervalo dinâmico à capacidade de enxergarmos detalhes em áreas claras 
e escuras de uma radiografia. 
 
4.3 Resolução espacial 
Tem como objetivo nos permitir a visualização de detalhes finos associados com sinais de 
câncer de mama, como o contorno da lesão, além de microcalcificações. 
 
 
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É desejado uma imagem com detalhes estruturais em uma ordem de 100 μm, com nível de 
ruído controlado, para não afetar a resolução espacial e o contraste radiográfico 
 
Como a mama é um órgão sensível às radiações ionizantes, presente nos raios X, deve-se 
utilizar a menor dose possível e considerada segura. Mas que ainda consiga manter a imagem 
com alto padrão de qualidade, ou seja, alto contraste, alta resolução espacial e baixo ruído. Estas 
são as principais características de um bom resultado de imagem. 
 
 
 
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5. Bases físicas da Mamografia 
5.1 Mamógrafo 
É um tipo específico de aparelho de raios-x, concebido para obtenção de imagens das 
mamas com alto contraste e resolução. Sendo composto por: gerador de alta tensão, torre 
mecânica com um braço em forma de um arco em “C”, e o painel de controle. No arco 
encontramos um cabeçote blindado, que contém o tubo de raios X. 
Chamamos de bucky o suporte para a mama, com um espaço para a inserir o receptor de 
imagem. Localizado em uma das extremidades do arco em "C". 
O aparelho também possui um detector de Raio-X, que interrompe a produção de Raio-x 
quando recebe a dose apropriada. Controle automático da exposição (CAE). 
A radiação é produzida na porção superior do aparelho, no tubo. 
 
 
Figura 2. Mamógrafo para exames convencionais ou digitalizados - JALES, Rodrigo Menezes Bases 
físicas da mamografia. Dr.Pixel. Campinas. 2015. Acesso em: 20 Abr. 2021 
 
 
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5.2 Tubo de Raios X 
Os raios-x da mamografia são produzidos em um tubo notadamente desenhado para esse 
tipo de exame. 
Dentro do tubo há um filamento aquecido permitindo que elétrons sejam emitidos e 
acelerados por um campo elétrico e direcionados a atingir um alvo com carga positiva, chamado 
de ânodo. Como podemos observar na Figura 1, pg. 10. 
O ânodo também é chamado de alvo ou ponto focal, O material do ânodo varia de acordo 
com o espectro de raios-X desejados. O espectro é formado por radiações específicas do 
material alvo, e de freamento. 
No espectro, ambos os fótons que ficam distribuídos e os que formam os 
picos monoenergéticos, são chamados de fótons do raio-X. 
Tem-se maior número de fótons na região próxima ao cátodo do que na região próxima ao 
ânodo. Essa variação e chamada de efeito anódico. Isto se torna útil por conta das diferentes 
espessuras do tecido mamário. Assim então, os mamógrafos são desenvolvidos com o lado do 
cátodo voltado para a paciente e o do ânodo para o mamógrafo, porque a mama tem mais 
espessura comprimida próxima caixa toráxica e menor no mamilo. 
Ha a presença de um filtro metálico, cuja função é eliminar os fótons de baixa energia que 
não contribuem para a formação da imagem e apenas aumentam a dose. 
 
5.3 Controle automático de exposição (CEA) 
Dispositivo composto por um sensor, que fica localizado abaixo do receptor de imagem, 
para assim não criar sombra na imagem da mama e prejudicar o resultado do exame. Este 
dispositivo tem como função registrar a fração da quantidade de raios X que é transmitida. Dada 
essa percepção fornece um sinal para interromper a exposição quando a quantidade de radiação 
selecionada pelo profissional é atingida no receptor de imagem. 
A posição deste deve ser sempre ajustada â paciente, devendo ficar atrás da região de 
interesse da mama. Já em exames de rotina, ele deve ser posicionado na região com maior 
quantidade de glândula mamária. 
 
 
 
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5.4 Dispositivo de ampliação 
A ampliação é obtida pelo aumento da distância entre a mama e o receptor de imagem, 
resultado da utilização de um espaçador radiotransparente, chamado de dispositivo de 
ampliação. 
A ampliação tem o objetivo de aumentar o tamanho, melhorando a identificação e 
percepção de detalhes de alguma lesão presente na mama registradas na imagem. 
Porém, a amplificação ocasiona em um borramento das bordas das estruturas mamárias. 
Levando a de resolução espacial da imagem, que é imprescindível para o sucesso do exame. 
Para contornarmos essa situação devemos utilizar ponto focal de 0,1 mm. O tamanho real do 
ponto focal é geralmente maior do que o definido pelos fabricantes. 
 
5.5 Receptor de imagem em Mamografia 
 
Tela-filme 
Desde os princípios a mamografia era realizada utilizandofilmes radiográficos de 
exposição direta. 
Atualmente, a combinação tela-filme ainda é o receptor de imagem mais comum a ser usado 
em mamografias. 
Esta técnica o filme passa por um processo em que é revelado as estruturas internas das 
mamas, com uma alta resolução espacial, mas com pouco potencial para diferenciar as 
estruturas que tem pouco contraste. 
 
 
 
 
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6. Tipos de Mamografia 
6.1 Mamografia Convencional (sistema filme-tela intensificadora) 
O tipo mais antigo e ainda mais usado até hoje, isso se dá por algumas características e 
vantagens: 
• Grande resolução espacial de até 12 pares de linha por milímetro, permitindo mostrar 
estruturas finas espiculares e microcalcificações. 
• Alto contraste. 
• Uso de negatoscópios de alta luminosidade. 
• Tecnologia de baixo custo. 
• Meio de armazenamento duradouro. 
Mas como todo método, há desvantagens também: 
• Faixa limitada de tons de cinza ou intervalo dinâmico reduzido. 
• O contraste é alto nas regiões do filme que recebem exposições médias; e baixo 
nas regiões que recebem pouca ou muita exposição. 
• Perda da qualidade de imagem por conta de algum processamento inadequado do filme 
e presença de artefatos de imagem. 
• Ruído em razão da granulosidade. 
Além destas desvantagens tem-se a questão ambiental, já que há o uso de produtos químicos 
no processamento dos filmes radiográficos. 
 
6.2 Mamografia digital 
Trata-se de uma versão mais moderna e mais eficiente se compararmos com o método 
convencional. 
Esse método emprega uma matriz de detectores de radiação localizada no bucky do braço 
em “C” do mamógrafo. 
 
 
 
 
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Esse método carrega algumas vantagens: 
• A imagem digital obtida pode ter um contraste independente do detector e podendo ser 
ajustado pelo médico. Facilitando o explorar de forma mais eficiente a característica de 
contraste entre as estruturas. 
• Pode ser controlado eletronicamente, permitindo que a quantidade de radiação seja 
ajustada em função do contraste - ruído mais adequado. 
• Baixo ruído do sistema. 
• Alcance dinâmico, da ordem de 1.000:1 (a mamografia convencional, da ordem de 40:1) 
• Exclusão das etapas de aquisição, apresentação e armazenamento da imagem. 
• Poder de manipulação dinâmica e de pós- -processamento permitem aumentar a 
visualização dos achados radiológicos de interesse. 
• Possibilita ganho de tempo para o técnico. 
• Emite menor dose de radiação para a paciente. 
Há também algumas limitações: 
• Alto Custo 
• Atenção redobrada a refrigeração do ambiente, ja que se ocorrer problemas com a 
refrigeração pode ocasionar danos ao equipamento. 
Esse tipo de Mamografia pode ser dividido em dois subtipos: direta e indireta. 
6.2.1 Mamografia digital direta 
Há um detector que captura o sinal dos raios X convertendo-os em um sinal elétrico que em 
seguida é transmitido diretamente para a tela do computador. 
6.2.2 Mamografia digital indireta 
Há um detector que captura o sinal dos raios X, armazena-os, e só depois os converte para 
assim serem exibidos na tela do computador em forma de imagem. Trata-se de um método mais 
lento que a Mamografia digital direta, mas, ainda sim mais rápido e efetivo comparado a 
Mamografia convencional. 
 
 
 
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7. Preparo para realização da Mamografia 
Como se trata de um exame, existem algumas recomendações a serem seguidas pela 
paciente. tendo em vista um bom desempenho dos resultados. 
A melhor época para a realização do exame é de uma semana após o termino da 
menstruação, já que após esse período os seios tendem a ficarem menos sensíveis, diminuindo 
um possível desconforto. 
O uso de desodorantes ou talcos deve ser evitado. 
Não é necessário quaisquer tipo jejum, nem a ingestão de algum medicamento. Mas 
recomenda-se evitar o consumo de chocolate, café, energéticos e de mais alimentos que possam 
conter cafeína durante 7 dias antes do exame. Estes podem causar uma sensibilidade nas mamas. 
Aconselha-se no dia do exame evitar o uso de bijuterias ou acessórios que possam interferir 
na radiação. 
As vestimentas também são um fator relevante na hora do exame. deve-se priorizar vestes 
de duas peças. Assim facilitando que a paciente fique nua da cintura para cima e use a bata de 
radiologia. 
Caso nãos seja a primeira Mamografia da paciente, ela deve levar consigo os exames 
anteriores, para que o médico a interpretar os futuros resultados possa compará-los. 
A paciente deve comunicar o médico caso faça uso de hormônios, se houve realização de 
cirurgias anteriores, e o histórico familiar. 
A qualidade da mamografia pode ser influenciada por diversos fatores, dentre os quais se 
destacam o posicionamento e a compressão da mama. 
 
7.1 Posicionamento 
O objetivo deste é obter a quantidade máxima de glândula mamária na radiografia. Não 
deve conter dobras de pele ou projeções de outras partes do corpo. 
 
 
 
 
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7.2 Compressão 
A compressão é de extrema importância, e tem como objetivo imobilizar a mama, reduzir 
a espessura da mama e assim a dose de radiação ser reduzida também, aproximar a mama do 
filme para aumentar o contraste e a nitidez da imagem, e diminuir a superposição do tecido 
mamário que pode gerar falsas lesões, e que aquelas lesões que são suspeitas possam ser 
detectadas com mais facilidade. 
Segundo a legislação nacional (BRASIL, 1998), a força de compressão aplicada na mama 
deverá estar entre 11 kgf e 18 kgf (108 N e 177 N). 
Antes de iniciar o exame, a paciente deverá ser orientada e informada de que a 
compressão dura alguns segundos e que um pequeno desconforto pode ser sentido. Frisando 
que é necessário para assegurar maior qualidade da imagem e do posterior diagnóstico. 
 
 
 
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8. Interpretação da Mamografia 
As interpretações da Mamografia vão desde a ausência de lesões, indo até aquelas 
consideradas benignas, e para os resultados onde já foi confirmada a presença do câncer. 
Os médicos usam Bi-rads para classificar a Mamografia. 
 
8.1 Bi-rads 
Bi-rads em tradução livre significa Breast Imaging Reporting and Data System. Ele é um 
padrão mundial que descreve e analisa as lesões nas mamas, ou seja, é um sistema de 
classificação que varia de 0 a 6 e é utilizado para ajudar na conduta médica. 
As classificações são: 
• Categoria 0 
Esta classificação indica que não foi possível ver corretamente a imagem, sendo 
necessária uma avaliação adicional e a paciente deve fazer novos exames complementares. 
• Categoria 1 
Indica achados mamográficos negativos. Exame apresenta-se em normalidade. Com 
presença de simetria, e ausência de massas, distorção arquitetural ou calcificações suspeitas. 
• Categoria 2 
Indica achados mamográficos benignos. Podendo conter calcificações vasculares, 
calcificações cutâneas, calcificações com centro lucente, fibroadenoma calcificado, cisto 
oleoso, calcificações de doença secretória, calcificações redondas (acima de 1 
mm), calcificações tipo “milk of calcium”, fios de sutura calcificados, linfonodo intramamário. 
Concluindo que foram encontradas apenas algumas lesões benignas que não são interpretados 
como suspeita de câncer. 
• Categoria 3 
Indica achados mamográficos provavelmente benignos, como nódulo de densidade 
baixa, contorno regular, limites definidos e dimensões não muito grandes, calcificações 
monomórficas e isodensas sem configurar grupamento com características de malignidade. 
 
 
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Nesta classificação alguma lesão com grandes chances de ser benigna foi encontrada. O médico 
deve pedir exames complementares para descartar a possibilidade de ser uma lesão maligna. 
Recomenda-se que o exame seja repetido seis meses dpois. 
• Categoria 4 
Indica achados mamográficos suspeitos. subdivido em três subclassificações: 
o Bi-rads 4A - baixa suspeição para malignidade. 
o Bi-rads 4B - moderada suspeição para malignidade. 
o Bi-rads 4C - alta suspeição para malignidade. 
Portando, deve ser consideradaa realização de uma biópsia do tecido suspeito. 
• Categoria 5 
Indica estrutura altamente suspeita para malignidade. Podendo indicar 95% de chances 
de ser um tumor. Uma biópsia deve ser realizada. 
• Categoria 6 
Indica que a paciente já possui câncer comprovado por biópsia e fez mamografia para 
planejar a cirurgia ou analisar como tem sido a resposta ao tratamento contra o câncer. 
 
 
 
 
 
21 
 
9. Exames complementares à Mamografia 
A capacidade da mamografia, seja ela convencional ou digital, varia entre as mulheres, por 
conta da variação da densidade radiológica da mama, e pela sensibilidade da mamografia 
ser menor nas mamas densas, ao contrário daquelas com predomínio de tecido adiposo. Por 
esse motivo, exames de imagens complementares podem ser Interessante para rastrear e avaliar 
corretamente cada caso. São tidos como principais exames complementares à Mamografia, 
a ultra-sonografia (Ultrassom), e a ressonância magnética. 
9.1 Ultra-sonografia (Ultrassom) 
Principal método complementar da mamografia e auxilia na detecção e no diagnóstico das 
doenças mamárias. 
É possível com esse método: 
• Diferenciar e caracterizar nódulos e cistos identificados pela Mamografia. 
• Guiar procedimentos invasivos na mama. 
• Avaliar pacientes jovens, gestantes ou lactantes que apresentem alterações clínicas na 
mama. 
• Buscar abscessos nas mastites. 
• avaliar nódulos palpáveis em mamas consideradas densas na Mamografia. 
• Analisar próteses de silicone. 
• Localizar a região do câncer de mama. 
• Caracterizar assimetrias focais. 
• Avaliar a resposta à quimioterapia. 
Entretanto, a Ultra-sonografia não deve ser utilizada como alternativa a Mamografia. 
Devendo ser apenas um exame complementar. 
9.2 Ressonância magnética 
Vêm sendo cada vez mais utilizada como método complementar da mamografia e da ultra-
sonografia. Possui elevada sensibilidade para a detecção do câncer de mama, inclusive de lesões 
ocultas nos de mais métodos. 
É possível com esse método: 
• Rastrear mulheres com alto risco para o câncer de mama. 
 
 
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• Rastrear mama contralateral em mulheres que ja têm diagnóstico de câncer de mama 
para pesquisa de neoplasias sincrônicas. 
• Procurar lesões primárias ocultas em pacientes com metástases axilares. 
• Caracterizar achados duvidosos na mamografia ou na ultra-sonografia. 
• Determinar a extensão local do câncer de mama. 
• Verificar a presença e a extensão de doença residual, principalmente quando há margem 
cirúrgica positiva no exame histológico. 
• Avaliar a resposta à quimioterapia. 
• Diferenciar cicatriz cirúrgica de recorrência tumoral. 
• Avaliar a integridade de próteses mamárias. 
Portanto, a ressonância magnética não deve ser utilizada com o objetivo de indicar ou não 
a investigação histológica de lesões suspeitas. 
 
 
23 
 
10. Referências bibliográficas 
 
JALES, Rodrigo Menezes Bases físicas da mamografia. Dr.Pixel. Campinas. 2015. Acesso 
em: 20 Abr. 2021 
CHALA, Luciano Fernandes; BARROS, Nestor de; "Avaliação das mamas com métodos 
de imagem". Radiol Bras v.40 n.1 São Paulo jan./fev. 2007. Acesso em: 20 Abr. 2021 
INCA Instituto Nacional Do Câncer. Noticias. "Confira as recomendações do Ministério da 
Saúde para o rastreamento do câncer de mama". Publicado em: 23 Jul. 2019. Acesso em: 20 
Abr. 2021 
MINISTÉRIO DA SAÚDE, INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR 
GOMES DA SILVA (INCA). "Atualização em mamografia para técnicos em radiologia". 2ª 
Edição revista e atualizada. 2019. Acesso em: 20 Abr. 2021 
American College of Radiology. "ACR BI-RADS ATLAS" – Mammography. Reporting 
System, 2013. Acesso em: 21 Abr. 2021 
A.C.CAMARGO - CANCER CENTER. "Mamografia associada a exames complementares 
contribui para o diagnóstico precoce de câncer de mama". 2018. Acesso: 21 Abr. 2021

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