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Assitência pré-operatória

Resumo sobre avaliação do risco cirúrgico e pré‑operatória. Contém orientações para anamnese e uso racional de exames com recomendações por faixa etária, avaliação funcional (ASA, METs), índices de risco cardíaco (Goldman/Lee), manejo de IAM, ICC, anticoagulação e avaliação nutricional.

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Avaliação do risco cirúrgico 
Existem vários tipos de cirurgia e tudo que pode 
fazer para ter menos risco na cirurgia deve ser feito. 
Objetivo é avaliar e identificar, quantificar qualquer 
comorbidade que possa afetar o resultado cirúrgico. 
Por exemplo, paciente com diabetes pode ter 
comprometimento renal, cardíaco, neuropatia 
periférica. 
Por isso deve ser avaliado cada caso. 
A anamnese deve ser orientada para história clinica 
e exames. 
1. Solicitação de exames é uma pratica 
rotineira: bioquímica, ECG, raio -x de tórax 
a. Nem sempre o paciente precisa disso 
b. Não é associada a redução de 
complicações 
c. Buscar uso racional de exames 
2. Não há indicação em pacientes na avaliação 
pré-operatória em pacientes assintomáticos 
e em procedimento de baixo risco 
3. Exames pré-operatórios depende da 
indicação conforme a história, exame físico, 
comorbidade, tipo e porte da cirúrgica. 
a. Paciente < 40 anos não precisa de 
exame 
b. 41-50: Hb Ht 
c. 51 a 60: Hb/ Ht e ECG 
d. > 60: Hb, Ht, RCG, creatinina e 
glicemia 
e. > 75 anos: Hb, Bt, ECG, creatinina 
e glicemia, rx de tórax 
Cirurgia urológica deve ser feita uma avaliação 
previa para ver se tem sintomas urinários, se tiver de 
pedir exames de urina e avaliar se tem infecção. 
Essa avaliação é determinada pelo risco do 
procedimento planejado, técnica anestésica 
planejada, ambiente pós operatório. 
A avaliação é usada para determinar os fatores de 
risco do paciente quanto a morbidade e mortalidade 
pós operatória. 
Existem diversos índice baseado no estado físico, 
funcional, cardíaco e nutricional do paciente. 
Estado funcional 
Classificação ASA 
• Um dos primeiros sistemas de classificação 
de risco 
• 5 categorias ao estado físico 
• Letra E é adicionada a qualquer 
classificação em operações de emergência 
• É um indicador independente de 
mortalidade 
 
ASA 5: paciente que operando ou não já tem uma 
alta morbidade, paciente séptico. 
Toda cirurgia de emergência é mais grave 
 
 
Risco de complicações cardíacas 
• Doenças cardiovasculares são a principal 
causa de morte no muno, e tem contribuição 
significativa 
• O risco é associado a características do 
paciente, tipo de procedimento, experiência 
da equipe cirúrgica 
• Índice de risco cirúrgico é multifatorial; 
• Escore de Goldman e Lee 
 
 
Escala que ajuda na avaliação de complicação. 
 
A escore de Lee apresenta porcentagem do paciente 
evoluir com infarto ou outros eventos adversos. 
Avalição da capacidade funcional 
MET: quantidade em equivalentes metabólicos. 
1 MET: consumo de oxigênio de um home de 70kg 
em repouso 
 
 
Capacidade <4MET indicam um risco aumento 
para complicações. 
É preciso avaliar os preditores de avaliação 
cardíaca: 
1. Iam nos últimos 6m 
2. Angina severa 
3. ICC descompensada 
4. Doença valvar severa 
5. SCA 
6. Arritmia ventricular 
has 
• É comum 
• Devemos tentar compensar esses pacientes 
• Operações eletivas em pacientes com PA > 
180/110 deve ser adiada porque tem maior 
risco de complicações intra e pós operatória, 
como AVC, sangramento 
• Toda medicação anti-hipertensiva deve ser 
tomada até o dia da operação e ser 
reinstituída o mais breve possível. 
o Com pouca água 
iam 
É o maior causa de mor pós operatória 
O risco aumenta em pacientes que já tem doença 
cardiovascular 
Ocorre normalmente entre 3 dias após a acirurgia: 
5 dias 
ALteracopes de ECG 
Elevacao de enzimas cárdicas: troponina, CK-MB 
Cirurgias so depois de 6m do evento isquêmico 
Betabloq podem ser usado no perioeratorio porque 
tem associação com redução do risco de IAM 
Manejo de anticoagulante e antiagregantes 
palquetarios porque ao spacientes com histórico de 
IAM faz uso, então a gente troca por heparina para 
controlar e não ter maiores sangramentos. 
ICC 
É relativamente frequente 
Paciente com ICC tem aumento do risco de 
mortalidade peri operatória 
Avaliar se faz uso regular de diurético e 
vasodilatador 
Fração de ejeção reduzida tem maior chance, 
principalmente se maior 30% 
Evitar hipovolemia porque pode ter lesão periférica 
e renal 
Evitar hipervolermia porque pode ter congestão 
pulmonar e sistêmica. 
Dependendo do que o paciente usa, não podemos 
ajustar. 
Não são recomendado o aumento da dose de beta 
bloqueadores. 
 
Risco associado ao procedimento cirúrgico 
 
• Avaliar se é prolongado 
• Avaliar as chances de complicações 
Avaliação nutricional 
Paciente desnutrido 
• Imunidade prejudica e por isso precisam de 
tempo prolongado de internação e 
reabilitação, também confere maior risco de 
infecção e pior cicatrização. Então tem que 
tentar otimizar para ele ser submetido numa 
condição para melhor cirurgia 
o Aumento da morbimortalidade 
o Perda de de peso > 10% nos últimos 
6m ou 5% em 1m já é significativo 
o Albumina > 3 ou menor??? 
o Para todos os pacientes a via enteral 
é preferencial do que a parenteral, 
porque a parenteral tem outras 
complicações. 
Grandes queimados têm que dá aporte calórico. 
 
Pacientes obesos 
• Tem uma taxa de mortalidade peri 
operatória maior 
o Tem que avaliar se tem HAS, 
hipertensão pulmonar, HVE, ICC, 
doença cárdica isquêmica 
o Fator de risco para ferida 
o Fator de risco para eventos 
tromboembólicos 
o Tem que fazer profilaxia de TVP e 
TEP 
o Se for possível prefere procedimento 
laparoscópica, é uma indicação 
relativa para essa vida 
Risco de complicações pulmonares 
Presença de pneumopatia, tabagismo, estado 
nutricional, tempo de intubação oro ou 
nasotraqueal no pós operatório. 
Procedimento torácicos e da parte superior do 
abdome podem diminuir o funcionamento 
pulmonar e predispor complicações dos pacientes. 
• Deve ser feita avaliação da função 
pulmonar, principalmente para cirurgias de 
grande porte torácica ou abdominais em 
pacientes > 60 anos com comorbidades, 
tabagismos, sintomas pulmonares evidentes. 
o VEF do 1º segundo, CV e 
capacidade vital forçada, capacidade 
de difusão do monóxido de carbono 
• Procedimentos neurocirúrgicos, parte 
inferior do abdome e extremidades tem 
pouco efeito sobre a função pulmonar. 
 
Risco de tromboembolismo 
A profilaxia de TEV deve ser feita em pacientes de 
acordo com os fatores de risco de cada paciente ou 
de acordo com os riscos associados ao procedimento 
cirúrgico. 
• Fatores de risco do procedimento 
• Fatores de risco do paciente 
• Trombo profilaxia mecânica dever ser o 
método primário em pacientes com alto 
risco de sangramento. 
• Tratamento 
o Heparina não fracionada 
o Heparina de baixo peso molecular 
 
Complicações do sistema renal 
• CR>2 é um fator de risco independente 
para complicações cardíacas 
• Identificar transtornos cardiovasculares, 
circulatórios, hematológicos e metabólicos 
• Controle bioquímico/ hidroeletrolítico 
• Anemia: eritropoietina pré-operatória 
• Hemodiálise 
• Ajustar a dose em medicamentos que tem 
excreção renal, como ATB 
Complicações no sistema hepatobiliar 
• Disfunção hepática: ictérica, ascite, 
hepatomegalia, encefalopatia, arterix 
• Cirrose: classificação de Child-Pugh 
• Procedimentos emergenciais, TP alargado, 
presença de infecção 
• Subnutrição: diminuição da reserva 
hepática de glicogênico e síntese de 
proteínas alteradas, pode ter complicação na 
cicatrização. 
• Flapin ou asterix: faz uma tração para traz 
da mão e o paciente tem um tremor da mão 
indicando encefalopatia hepática. 
 
 
Complicações na diabetes 
É muito comum o paciente diabético, eles têm 
maior chance de doença cárdica, anormalidade 
circulatória, retinopatia, neuropatia e nefropatia. 
• Deve ser feito pelo menos glicemia em jejum 
e hemoglobina glicada em todos os pacientes 
• Também fazer eletrólitos, FR e ECG 
• Devem ser operados no primeiro horário do 
dia, para evitar hipoglicemia 
• Monitorizar glicemia capilar 
• Metformina:deve ser descontinuado ate 
função renal estabilidade porque tem 
probabilidade uma acidose lática potencial, 
faz manejo com insulina regular ou NPH

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