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Avaliação de Semiologia. 25/01/2021 Nome: Ana Laura Cavalcante Vasconcelos N° de matrícula: 38380 FICHA DE ANAMNESE Anamnese realizada no dia 24 de janeiro de 2021, às 23h, no Hospital Arthur Ramos, consultório 5, por Ana Laura Cavalcante Vasconcelos Identificação: E.L.C.V., sexo feminino, 52 anos, branca, casada, cristã protestante, bancária, letrada com curso superior, brasileira, natural e residente de Maceió - AL. Filiação: I.L.C e E.L.C.F Data de nascimento: 29/05/1968 Queixa principal: Dor e inchaço na região interna da axila há duas semanas. Histórico da Doença Atual: Paciente refere dor intensa há duas semanas na axila direita bem localizada, ou seja, sem irradiações que é intensificada ao tocar a área com as pontas dos dedos. Quando direcionada à escala de dor, onde 1 é mínima dor e 10 dor intensa, a paciente relata que inicialmente a dor era equivalente a 3, e foi aumentando sua intensidade até ser equivalente a 8 no dia da consulta. Concomitantemente, refere que lesou a região ungueal no indicador da mão direita após ir à manicure, local o qual libera uma secreção purulenta desde 2 dias após sua ida, data que se iguala ao início dos sintomas na região axilar. Ao ser perguntada sobre o inchaço, a paciente afirmou que a região do edema estava avermelhada, quente e sensível. Fatores como elasticidade, turgor, mobilidade e textura não foram descritos pela paciente, os quais devem ser investigados no exame físico. Refere o uso de Buscopan Composto (Butilbrometo de Escopolamina 10 mg + Dipirona 250mg) e Paracetamol genérico com consequente alívio da dor sem a necessidade de ida ao pronto socorro. Porém, o crescimento do edema causou preocupação à paciente, a qual tomou a decisão de ir ao consultório médico. Interrogatório sintomático: mailto:ana.vasconcelos@academico.uncisal.edu.br mailto:ana.vasconcelos@academico.uncisal.edu.br Avaliação de Semiologia. 25/01/2021 Nome: Ana Laura Cavalcante Vasconcelos N° de matrícula: 38380 1. Sintomas gerais: Apresenta dor na região axilar, seguido de edema. Nega febre, astenia e sudorese. 2. Cabeça e pescoço: Nega dores nessas regiões, bem como tontura ou vertigem 3. Olhos: Nega dor ocular, vertigem ou cefaleias na região occipital. 4. Ouvidos: Nega acufenos, otalgia, otorragia, otorréia ou hipoacusia. 5. Nariz: Nega rinorréia e espirros frequentes. 6. Cavidade Bucal: Relata leve dispneia ao dormir desde que apresentou aumento de peso após a gravidez. 7. Cardiorrespiratório: Relata dores no peito em situação de estresse extremo, com dor irradiada para o braço. Possui hipertensão, com a pressão arterial próxima de 140/90mmHg. Relata leve dispneia ao dormir desde que apresentou aumento de peso após a gravidez. 8. Digestório: Nega disfaria, vômitos ou dores abdominais. 9. Genito-urinário: Nega disúria, apesar de possuir histórico de urolitíase constante. Não menstrua a 10 anos por conta histerectomia por presença de mioma. 10. Linfohepatopoiético: Nega hemorragias, adenomegalias e esplenomegalias. 11. Esqueleto, articulações e músculo: Relata dor na lombar constante decorrente de seu trabalho. Nega fraturas, traumas ou claudicações. 12. Neuropsíquico: Nega quaisquer alterações referentes a equilíbrio, consciência, movimentos involuntários ou de memória 13. Endócrino e metabólico: Nega modificações fisionômicas, alterações de desenvolvimento físico e sexual, bem como distúrbios na tireoide. Antecedentes Pessoais Fisiológicos: Nasceu de parto eutócico e hospitalar. Refere desenvolvimento psicomotor normal, bem como o desenvolvimento de caracteres sexuais, iniciando relações sexuais após a adolescente com uso de preservativo. Cartão de vacinação completo e sempre relatou boa relação familiar. Antecedentes Pessoais Patológicos: Na infância, recorda-se de ser acometida por catapora. Na fase adulta, possui histórico de urolitíase constante, com cerca de um cálculo renal a cada 2 anos. Recebeu mailto:ana.vasconcelos@academico.uncisal.edu.br Avaliação de Semiologia. 25/01/2021 Nome: Ana Laura Cavalcante Vasconcelos N° de matrícula: 38380 transfusão sanguínea durante a cirurgia de retirada de nódulo mamário. Realizou histerectomia em 2005 por presença de mioma. Apresenta obesidade grau 1 a mais de 10 anos. Antecedentes Familiares: Pai e mãe idosos. A mãe possui alzheimer, o que compromete também a saúde mental do pai por ser o cuidador oficial, bem como a saúde da paciente. Genitora hipertensiva controlada desde a adolescência. Genitor hipertensivo e recebe tratamento por conta de cardiopatias passadas e cirurgias decorrentes desta. Estilo de vida e condição social: Paciente relata viver em área urbana desde o nascimento, sem a presença de terrenos baldios ou vegetação crítica ao redor. Possui situação econômica média-alta e condições de moradia de primeiro mundo, com direito a água encanada, energia elétrica, esgoto sanitário e coleta de lixo. Não possui uma alimentação balanceada, com a ingestão de fast-food durante a semana. Não faz atividade física. Nunca fumou ou ingeriu bebida alcoólica. Possui um bom relacionamento familiar, ajuda os pais sempre que necessário. Relata estresse constante no trabalho, mas afirma que vale a pena pelo valor recebido, portanto não possui problemas financeiros ou similares. SOBRE A ANAMNESE Identificação: A etapa da identificação é um perfil sociodemográfico que permite a coleta e interpretação de dados individuais do paciente. É nessa etapa que acontece o primeiro interrogatório ao paciente, começando assim uma aproximação essencial para a análise clínica que se segue. Por vezes banalizada, essa etapa permite a identificação de peculiaridades do paciente que pode acometer a sua saúde física e mental. Fatores como profissão, religião e educação moldam o analisar do médico para entraves característicos, como cefaléias constantes associadas à profissão, dificuldades na fala associadas à educação ou até mesmo possibilidade de transfusão sanguínea associada à religião. Queixa principal: É nessa etapa que o paciente será direcionado para o momento atual e às suas indagações. É o motivo pelo qual o paciente está indo de encontro ao médico, logo é nessa etapa que o profissional deve mailto:ana.vasconcelos@academico.uncisal.edu.br Avaliação de Semiologia. 25/01/2021 Nome: Ana Laura Cavalcante Vasconcelos N° de matrícula: 38380 buscar solucionar. é uma afirmação breve e espontânea, geralmente um sinal ou sintoma das próprias palavras da pessoa, podendo ser descritos com expressões do cotidiano, como “dor doída”. quando direcionada ao paciente, faz-se perguntas como “por que o senhor me procurou?” ou “qual o motivo da consulta”. Com relação ao caso supracitado, a paciente relata dor e inchaço, que são sintomas que geram incômodo e intempéries no dia a dia. Por isso, a pessoa buscou o centro de atendimento para solucionar este problema e poder prosseguir com sua vida. Histórico da Doença Atual: Aqui encontra-se um registro cronológico dos fatos que acometeram o paciente, bem como a descrição precisa de sinais e sintomas descritos na Queixa Principal, sendo então a etapa mais importante da anamnese. Deve-se buscar o sintoma-guia e os seus devidos atributos, buscando a maior especificidade para gerar um diagnóstico com maior facilidade e precisão. Tomando por exemplo o caso atual, a descrição da dor foi bem destrinchada, com todos os atributos dessa sintomatologia, fazendo correlação com o fato cotidiano da ida da paciente a manicure, o que gera hipótese diagnóstica por infecção através de tal lesão, acometendo sistemas análogos até se aglomerar na axila em formato de nódulo, aumentando a precisão da pesquisa para um possível linfedema. Por isso, uma descrição bem feita é a chave para solucionar o problema. Interrogatório Sintomático: Nessa etapa, por vezes vista como sem utilidade, o médico faz um “check-up” de todos os sistemas corporais, com o objetivo de encontrar patologias análogas ou investigar dados não descritos na etapa anterior.Essa etapa não deve ser ignorada, pois permite uma maior aproximação do médico com seu paciente, afinal o foco do estudo não é a doença, e sim o paciente, a pessoa, o ser humano. Essa etapa ainda permite a identificação de doenças crônicas como hipertensão ou diabetes, que podem ter colocação pertinente no tratamento e prognóstico de um paciente. Antecedentes Pessoais: Ainda estreitando a relação médico-paciente, a etapa de antecedentes pessoais permite avaliar a condição passada e presente da pessoa. É dividida didaticamente em Antecedentes Pessoais Fisiológicos (APF), onde se identifica fatores como gestação, nascimento e desenvolvimento psicomotor e sexual, e em Antecedentes Pessoais mailto:ana.vasconcelos@academico.uncisal.edu.br Avaliação de Semiologia. 25/01/2021 Nome: Ana Laura Cavalcante Vasconcelos N° de matrícula: 38380 Patológicos (APP), onde se identifica doenças que já acometeram o paciente, também com fito de buscar sequelas. No caso acima, o desenvolvimento normal e a cartela de vacinação em dia podem descartar algumas patologias decorrentes de falhas nesses âmbitos. Antecedentes Familiares: Aqui é o ponto onde se analisa as relações familiares, tanto em suas patologias quanto em suas relações sociais. Nessa etapa, busca-se também a presença de hereditariedade de doenças. A paciente ELCV ao relatar os problemas atuais e passados de seus genitores, torna evidente ao médico a razão de seus estresses constantes e suas tendências patológicas, como hipertensão e cardiopatias. Estilo de vida e condição social: Por último, é avaliado então as condições sob as quais o paciente vive, desde a sua moradia às suas práticas cotidianas. Fatores como renda, local de habitação e presença de práticas de higiene podem nortear o avaliador a desenvolver o perfil socioeconômico do paciente, alinhando seus questionamentos à patologias relacionadas. Nessa etapa também é analisada práticas como o etilismo e tabagismo, pois podem desencadear problemas hepáticos e respiratórios, respectivamente. Além disso, perguntar sobre as práticas de exercício físico e alimentação norteiam se o paciente possui fatores de risco, o que pode comprometer o seu prognóstico. Sendo assim, uma anamnese bem feita, destrinchada e com todos esses pontos garantem papel essencial no diagnóstico de enfermidades e permitem direcionamento maior nas etapas subsequentes, como o exame físico. mailto:ana.vasconcelos@academico.uncisal.edu.br