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3. SEMIOLOGIA DO ABDOME E GENITO- URINÁRIO a) semiologia do abdome - diarreia +14d > diarreia persistente - crianças de 3 a 4 anos já conseguem apontar local da dor e se expressar - observar posição corporal da criança e intensidade de choro - denomina-se mecônio as eliminações fecais que o recém-nascido libera entre 24 às 48h após o nascimento >> escuro, aspecto de borracha, grosso, parece graxa - conforme a criança começa ser amamentada ou a receber fórmula, as fezes começam clarear, ficam mais amareladas e mais pastosas - explicar pras mães que a frequência é maior > não é diarreia, pode ser que o bebê mame e faça cocô todas as vezes que passar pela amamentação - é comum que as crianças fiquem dias sem evacuar durante aleitamento materno > até 10d > normal: abdome flácido e quando bebê evacua, consistência e coloração estão normais - obs: com fórmula o bebê deve evacuar todos os dias - hipocolia: fezes claras e acolia: fezes esbranquiçadas >> sugerem obstrução das vias biliares - após a introdução alimentar (que deve ser iniciada aos 6m de idade) não é comum que a criança fique dias sem evacuar >> preocupar já com constipação a partir do momento que se faz a introdução alimentar - fezes tipo 1: fezes em cíbalos ou caprinas - fezes tipo 1 e tipo 2 são sugestivas de constipação >> comum na pediatria - ideal que as fezes sejam entre tipo 3 e 4 - fezes tipo 6 e tipo 7 são sugestivas de diarreia - comum fezes em cíbalos ou fezes líquidas que mancham a calcinha/cueca >> ligado à alimentação e baixa ingestão de água - obs: não é comum CA intestino em crianças - obs: comum constipação e CA de intestino em idosos - é comum que os bebês tenham abdome semi-globoso ou globoso (especialmente pela musculatura mais flácida), especialmente se acabaram de mamar ou ainda não evacuou - abdome escavado é comum em desnutrição - Síndrome Prune Belly – ausência ou atrofia (agenesia) de musculatura abdominal > síndrome rara - diástase de músculo reto abdominal é comum em lactentes, especialmente quando bebês choram, levantam a cabeça, fazem força >> com o passar do tempo, vai se fechando > não há necessidade de procedimento cirúrgico - comum também em gestantes puérperas devido à distensão gestacional - comum hérnias umbilicais nos bebês > deve-se esperar, com o tempo ela se fecha geralmente >> indicação cirúrgica a partir dos 3, 4 anos // quando a criança chora ou faz força abdominal, a hérnia aumenta - hérnia epigástrica necessita de correção cirúrgica - um abaulamento pode ser que seja por retenção aguda de urina na bexiga > pode ser devido à obstruções na uretra - estenose hipertrófica do piloro > visualização do movimento peristáltico devido a um abaulamento no piloro >> não é comum - se houver obstrução intestinal mais baixa, é possível visualizar os movimentos peristálticos pra cima do local da obstrução - pode haver circulação colateral em patologias hepáticas, hipertensão - o coto umbilical tende a ir ficando seco, preto - nasce bem gelatinoso e vai ficando “mumificado” - a limpeza deve ser feita com álcool 70% - é uma região de foco infeccioso no RN >> onfalites >> sempre observar sinais de infecção – odor, hiperemia, calor, rubor, pus - alguns bebês ficam com um granuloma umbilical > cai o coto umbilical, mas fica o granuloma, que deve ser secado com um secativo específico, e ele então, regride - há algumas mal formações que podem aparecer no umbigo - o umbigo possui ligação embriológica com a bexiga (problemática: vazar urina), intestino (problemática: vazar conteúdo seroso, intestinal) - se cair e permanecer cheiro ruim, fralda continuar ficando úmida na região: prestar atenção - auscultar 1min em cada quadrante - se a queixa for abdominal, deve-se auscultar por mais de 1min - bebês podem apresentar ruídos hiperativos após mamada ou após comer - hiperatividade pode ser por diarreia, início de pneumonia, síndrome de má absorção, intolerância - hipoatividade pode ser por hérnia reduzindo fluxo, peritonite, massa obstruindo (ruído metálico ou de lupa) - ausência de ruídos: carcinomatose peritoneal, anestesia, cirurgias abdominais, íleo paralítico (pode ser por distúrbio hidroeletrolítico) - obs: 1 das referências para dar alta: presença de gases e funcionamento intestinal - auxilia na determinação dos rebordos hepáticos e do baço, se o bebê possui ascite, pneumoperitônio - o abdome dos bebês pode ser hipertimpânico, pois os bebês têm muita quantidade de gases - macicez móvel e semicírculo de Skoda é comum em ascites de grande volume - a ascite na pediatria pode ocorrer por insuficiência hepática, tumor, barriga d’água (esquistossomose) - hepatimetria é importante na pediatria >> primeiro faz-se sentido crânio-caudal e depois o contrário - o normal é que o baço não seja encontrado - caso haja macicez à percussão, ele é aumentado - Lemos-torres e Mathieu > palpação fígado - dar preferência para manobre de Lem os-Torres na pediatria - obs: olhar nos olhos dos pacientes - obs: normal sentir a borda hepática em crianças até 2 anos - no sinal de Giordano, a mão deve percutir na região de última costela - pode levantar um pouquinho a cabeça do bebê (criança tende a deixar a musculatura mais relaxa, permitindo uma melhor palpação) - após espalmar a mão sobre o abdome da criança, pode distraí-la, perguntar de cachorros, etc enquanto vai fazendo a palpação superficial - se houver o encontro das massas fecais, deve-se reforçar com a mãe o questionário sobre constipação, embora seja comum a palpação dessas massas em crianças - nomes das manobras *** - paciente deve inspirar e quando expirar, o médico deve afundar a mão - durante a próxima inspiração é que há possibilidade de sentir o fígado na mão - pode aparecer mais comumente em crianças obesas - sinal doloroso - apendicite é muito comum em crianças > dor no abdome, alteração de funcionamento intestinal (constipação ou diarreia), perda do apetite, febre (37,8º axilar), vômitos > dor à descompressão brusca, dor em fossa ilíaca D - obs: o sinal de rovsing é dado quando a descompressão súbita na fossa ilíaca E gera dor na fossa ilíaca D - primeiro realiza-se a palpação dos 2 pulsos femorais e compará-los - depois se compara o pulso femoral ao pulso radial >> excluir coarctação de aorta - na clínica adulta, as hérnias mais comuns são as hérnias diretas, por frouxidão muscular (constipação, gestação, tosse crônica) - já na clinica pediátrica, as hérnias mais comuns são as hérnias indiretas - pode ser por passagem de conteúdo intestinal nesse conduto inguinal, por passagem de líquido abdominal (hidrocele > aumento da bolsa escrotal) - cisto de cordão: passagem de um pouco de líquido, mas cordão fecha > líqduio fica parado no canal >> deve ser sentida uma porção mais endurecida - hidrocele (não passa conteúdo abdominal, apenas líquidos) pode ser comunicante ou não comunicante - não comunicante: o conduto estava aberto durante a gestação e o líquido passou; em seguida o conduto fechou e o líquido ficou preso > corpo mesmo absorve - comunicante: conduto ainda está aberto > deve haver correção cirúrgica > bolsa escrotal acorda pequena, normal, conforme passa o dia, ela encontra-se aumentada >> cada dia ela aumenta e diminuir invariavelmente - para diferenciar hidrocele de hérnia faz-se o teste da transluminação > se ficar bem iluminado é hidrocele, pois indica presença de líquido; quando há conteúdo intestinal, não ilumina >> hérnia tem indicação cirúrgica b) aparelho genito-urinário - foto azul: rim em ferradura - pacientes com oligohidrâmnio >> feto deve ser observado para verificar se não há nenhuma mal formação renal - RN podem apresentar primeiras urinas mais avermelhadas/alaranjada > normal: são cristaisde urato - significa que bebê precisa de mais hidratação (amamentação) - a partir de 1.5ano a criança começa ter controle esfincteriano - por volta de 30 a 36 meses a criança começa ter controle voluntário do esfíncter durante a noite - criança edemaciada: edema pode ser sinal de alerta para síndromes renais e nefróticas - obs: litíase nas crianças: vômitos, dor intensa, febre, dor começa em “loja renal” e desce para flancos e pelve >> meninas têm dor nos grandes lábios; meninos têm dor nos testículos - obs: o pênis pode ser medido com a utilização de um paquímetro - obs: comum pênis enrustido (gordura tampa) - micropênis: -2,5 dp - macrogenitossomia: +2,5dp - RN nascem com a fimose fisiológica >> 90% se resolve até os 3a de idade - a preocupação com fimose patológica deve ser após os 4 anos de idade - i. fimose patológica: mãe pode ter tentado abrir e cada microtrauma fibrosa e tende a piorar ainda mais o quadro - ii. Causada por infecção - iii. Fimose que causa retenção urinária – quando o bebê vai urinar, fica uma bolsa de urina presa >> deve ser encaminhada imediatamente (não ser acompanhada até os 4a) - iv. Anel do prepúcio abre e passa, mas fica preso e a família não consegue retornar o anel ao correto >> causa edema e dor e trata-se de uma urgência - obs: bexiga cheia pode ser bexigoma - nos RN, é mais normal que o meato esteja fechado - se estiver aberto e com a glande exposta, deve-se prestar atenção, pois bebê pode ter hipospádia (uretra não se encontra no centro do pênis) >> pode significar alteração sexual durante a embriogênese do feto - testículos tópicos (normais, já descidos) é o mais normal para bebês a termo - é comum que os RN nasçam com os testículos ainda sem descer ou os testículos estarem ainda no canal - na criptorquidia, um ou dois dos testículos ainda não desceu - os testículos retrateis encontram-se na bolsa, mas a depender da temperatura e de outros reflexos, eles retraem por ação do músculo cremaster - teratoma: aumento de volume escrotal por presença de tumor (mais comum em adolescentes) - o orquidômetro de Prader é utilizado para comparar volume dos testículos - testículos devem ser operados mais rapidamente, pois não é bom ficarem fora da bolsa escrotal devido à maior T corpórea interna - se não estiverem palpáveis, deve ser feito US - orquite > infecção testicular, pode ser em decorrência de caxumba - varicocele pode atrapalhar a fertilidade do menino e pode haver indicação cirúrgica - sinéquia de pequenos lábios é análogo à fimose masculina e deve ser tratada e realizada sua abertura - pólipo himenal regride sozinho, é normal - obs: massas em regiões de ovários nas meninas podem ser tumores, teratomas >> anamnese + exame físico bem feitos para chegar à conclusão correta - obs: média de menarca: 10/11 anos - obs: suspeita de gravidez na pediatria é cada vez mais comum - menina de 12 anos, menarca há 1 ano, chega com dor em região de bexiga - suspeita de cólica menstrual, dor em “peso” há 1m, sem disúria > suspeita de gravidez - fazer palpação > encontro de “massa” em região uterina - a escala de Prader avalia a diferenciação da genitália - o estadiamento da genitália masculina, dos pelos pubianos e das mamas pode ser realizado pela escala de estadiamento de Tanner Whitehouse - constipação pode manifestar com plicoma ou fissura