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Fases: • Fluxometria: fluxo máximo (NL > 15) e volume • Cistometria: • Fase de enchimento • Não pode haver: • Atividade do detrusor • Perda de urina ( mesmo com manobra provocativa) • Dor • Avaliar as pressões (ves, abd e detrus): • Vesical deve aumentar junto (ser reflexo) da pressão abdominal • P Detrusor = P vesical - P abdominal —> Deve se manter constante • IUE: todas as pressões normais + perda urinária = observar qual a pressão vesical que perdeu (PPE) • Estudo miccional: avalia obstrução ao fluxo Indicações: • IUE sem perda no EF • IU mista (primeiro tratar HD) • Falha no tratamento clínico • Antes da cirurgia CICLO MENSTRUAL, DISTOPIA GENITAL E INCONTINÊNCIA URINÁRIA INCONTINÊNCIA URINÁRIA: • Fisiopatologia: • Receptores vesicais: adrenérgicos e colinérgicos (muscarínicos M2/M3) • Uretra e colo vesical: receptores alfaadrenérgicos • Corpo vesical: betadrenérgicos e muscarínicos • Enchimento = simpático ativo (alfa - contracao esfincteriana e beta - relaxa detrusor) e parassimpático inativo • Esvaziamento = parassimpático (M2/M3) -> contração detrusora e simpático inativo • Fatores de risco: • Idosa • Hipoestrogenismo • Obesidade • Multiparidade (parto normal) • Causas: BEXIGA HIPERATIVA INCONTINÊNCIA DE ESFORÇO Urgência, polaciúria (>6x), noctúria Tosse / Espirro • Fístula: perda extrauretral = Vesico (dx Cistoscopia / se dx precoce <2cm cura com sondagem) ou Ureterovaginal (dx Urografia Excretora) —> Hx de cirurgia pélvica e radioterapia • Transbordamento: tempo sem urinar e depois urina bastante (sem atividade do detrusor = não contrai) —> Lesões neurológicas / DM / RT (Pves > Puretral) • Radioterapia = Fístula / Fibrose / Transbordamento • Exames complementares: • EQU e urocultura —> excluir ITU (se hematúria sem ITU, >50 anos e tabagista = Cistoscopia) • Mobilidade do colo vesical = USG e Teste do cotonete (em desuso, 30º) / Urodinâmica (PADRÃO- OURO): • IU Esforço: • Urodinâmica: • Perda involuntária de urina quando pressão intravesical excede a pressão máxima de fechamento uretral, na ausência de contração do músculo detrusor • Tipos: • Hipermobilidade vesical: PPE > 90cmH2O • Defeito esfincteriano: PPE < 60cmH2O • Tratamento: - Clínico: - Perda de peso - Fisioterapia (Kegel, biofeedback) - Duloxetina (suicídio) e agonistas alfa-adrenérgicos (AVE) - Estrogênioterapia (também no pré e pós cirúrgico) - Injeções periuretrais de colágeno (curta duração) - Cirúrgico: - Hipermobilidade: - Padrão era Burch (colposuspensão vesical), exceto em obesas e DPOC (que já era sling) - Padrão-ouro atual é SLING de uretra média - Defeito esfincteriano: - Padrão-ouro é SLING de uretra média (TVT* tem que fazer cistoscopia, preferível na cistocele leve, alça livre de tensão = mais duradoura / TOT tem menor chance de lesão vascular e é mais rápida = mais realizada) • Bexiga hiperativa: • Síndrome da urgência ou urgeincontinência • IU mais comum na mulher idosa • P vesical aumentou que não seja por aumento da P abdominal/retal + Contração do detrusor • Contração não inibida do detrusor (involuntárias) durante a fase de enchimento vesical • Tratamento: - Gerais: - Perda de peso - Cafeína - Fumo - Constipação - Fisioterapia: Cinesioterapia* e Eletroestimulação - Medicamentoso (pelo menos 6 semanas para diagnosticar refratariedade): - Anticolinérgico (Oxibutinina / Tolterodina - menos efeitos colaterais / Darifenacina) —> receptor M2 e M3 muscarínicos: - CI ao anticolinérgico: glaucoma de ângulo fechado, gestante, lactante, arritmias, colite ulcerativa, doença obstrutiva intestinal e urinária - Imipramina (opção) - Mirabegrona —> receptor b3 agonista adrenérgico (relaxamento) = menos EC - Toxina botulínica • Diagnóstico diferencial: • Síndrome da bexiga dolorosa (antes chamada de cistite intersticial): • Dor quando enche, que alivia quando esvazia • Urgência e polaciúria • Úlcera de Hunner —> Aparecem com a distensão • Diagnóstico de exclusão *Pressão uretral tem que ser maior que a vesical, tanto no repouso, quanto no esforço *Volume pós-miccional normal = 50ml *EUD = Não pode haver: • Dor, urgência ou incontinência • Contrações involuntárias do detrusor (hiperativa) *Desejo miccional (1º) com 150-200ml / Forte com 300-400ml / Máximo 400-600ml / Complacência 10- 100ml/h2o *Hipermobilidade > 10mm DISTOPIAS GINECOLÓGICAS: Anatomia: • Aparelho de suspensão (ligamentos) • Anteriores: pubovesicuterino ou cervical • Laterais: cardinais ou parametrios • Posteriores: uterossacros • Aparelho de sustentação (músculos) • Diafragma pélvico = elevador do anus (ileococcígea, pubococcígea e puborretal) e isquiococcígeo • Diafragma urogenital: transverso superficial e profundo do períneo, esfíncter uretral e anal e isquicavernoso e bulbocavernoso • Fáscia endopélvica • Prolapso Uterino e Prolapso de Cúpula = Apicais • Prolapso Anterior • Prolapso Posterior Prolapso Uterino (Apical): Alongamento Hipertrófico do Colo Prolapso Só um colo longo (Dx pela cervicometria ou percepção de prolapso com FS em posição normal) Colo tamanho normal TTO: Amputação parcial do colo (Manchester) —> geralmente é acompanhado de algum grau de prolapso uterino Prolapso de fundo de saco (útero deslocado) • Tratamento: • Sintomáticas = Histerectomia vaginal total ou Manchester (ex: nulíparas / comorbidades / prolapso I e II = Manter o útero —> também trata colo hipertrófico) • Sintomáticas de alto risco = Fisioterapia e Uso de pessários OU Colpocleise (Le Fort) Prolapso de Cúpula: • Pós-histerectomia • Tratamento: • Idealmente = Fixar cúpula vaginal ao promontório / sacro • Colpocleise (cirurgia de Le Fort) = CI se vida sexual ativa *Enterocele = herniação através do fundo saco de Douglas por defeito na fáscia endopélvica / pós-HT Prolapso Anterior: • Cistocele • Por defeito central (lesão da fáscia vesicuterina) ou lateral (defeito do arco tendíneo = reinserir) • Conduta: • Colporrafia (colpoperineoplastia) anterior (= Kelly-Kennedy) —> + correção da fáscia pubovesicuterina • Tela cirúrgica • Realizar estudo urodinâmico previamente (pode ter IU mascarada) • Sem condição cirúrgica / não deseja = Pessários Prolapso Posterior: • Retocele (lesão da fáscia retovaginal e centro tendíneo do períneo) • Conduta: • Colporrafia posterior —> + sutura da fáscia retovaginal • Tela cirúrgica Classificação POP-Q: • Aa e Ba = parede vaginal Anterior (em pacientes com HT Ba = C) • Ap e Bp = parede vaginal Posterior • C = Colo ou Cúpula (se sem útero) • D = fundo de saco de Douglas —> Sem D ou X = Sem útero (C = Cúpula) • CVT = Comprimento Vaginal Total (prolapso total ≠ prolapso parcial) • Negativo = dentro da vagina • Positivo = além da carúncula hímen (0 = entrada da vagina) • Quem dá nome ao prolapso é o que está mais para fora *Em caso de alongamento hipertrófico o ponto C é muito mais positivo do que o D *Sem prolapso = Pontos anteriores e posterior coincidem com -3cm, C e D entre o CVT e CVT -2cm Estadiamento da ICS: • I: < -1 • II: entre -1 e +1 (< +2) • III: ≥ +2 mas não total • IV: total (≥ CVT) *Ou seja: não precisa ultrapassar o hímen para ter prolapso *Outra = até metade / hímen / passando hímen / total **Rotura perineal: - 1º grau = pele e mucosa (incompleta) - 2º grau = músculo (incompleta) - 3º grau = esfíncter anal (completa) - 4º grau = reto (completa) *Episiotomia = Transverso superficial do períneo e bulbocavernoso CICLO MENSTRUAL: • Fisiologia: • Hipotálamo: GnRH (decapeptídeo) —> pulsátil com pulsos que variam em frequência e amplitude: • Folicular / Primeira fase = frequentes de baixa amplitude • Lútea / Segunda fase = baixa frequência e alta amplitude • Hipófise: FSH (recruta folículos) e LH (ovulação) = células basófilas • Ovário: • Folículos = estrogênioe inibina B —> em doses elevadas (folículo desenvolvido) inibem o FSH e estimulam o LH • Corpo lúteo = progesterona e inibina A (inibinas têm ação seletiva sobre FSH, não atuando no LH) • Esteroidogênese: • Ovário (teoria das 2 células 2 gonadotrofinas): • Teca (estimulada pelo LH) = Colesterol (base da esteroidogênese) —> Androgênios (androstenediona e testosterona) • Granulosa (estimulada pelo FSH) = Androgênios —> Aromatização = Estrogênio (na menopausa, o androgênio é convertido em estrona no tecido gorduroso = conversão periférica) = PORÉM androgênios em grande quantidade, pela limitada capacidade de aromatização, tornam o microambiente folicular muito androgênico e causam atresia dos folículos • Divisão do ciclo: • Ciclo ovariano: • Folicular: • Recrutamento à ovulação (já se inicia na fase lútea) • Seleção de folículo dominante (tem mais receptores FSH, maior atividade da aromatase e receptores para LH também na granulosa) do 5-7º do ciclo • Ocorre aumento do estrogênio e inibina B (inibição FSH) • A duração do ciclo menstrual é determinada pela variação na duração da fase folicular • Ovulatória: • Pico de estradiol (> 200 por > 50h) = Pico de LH após 24h —> Aumento das prostaglandinas e enzimas proteolíticas • Ovulação ocorre 10-12h do pico MÁXIMO ou 32-36h após o INÍCIO do aumento do LH • Lútea: • Folículo roto = Corpo lúteo (recomeço da meiose I) • Aumenta progesterona (12-24h antes da ovulação —> aumento agudo caracteriza a fase lútea) e inibina A (duração ± fixa 14 dias inibindo o FSH) • Regressão do corpo lúteo = Cai estrogênio, progesterona e inibina A —> Aumento dos pulsos de GnRH e aumento do FSH dando o sinal para novo recrutamento folicular (logo FSH aumenta no final da fase lútea) • Ciclo uterino: • Proliferativa: • Ação do estrogênio • Atividade mitótica elevada • Número máximo de célula endometriais ocorre por volta do 8-10º dia • Secretora: • Depois da ovulação • Ação da progesterona • Melhora a sitoarquitetura • Menstrual: • Após regressão do corpo lúteo com a caída do suporte hormonal • Ciclo menstrual normal: • Duração do ciclo = 21-35 dias (nl 24-28) • Duração do fluxo = 2-6 dias (nl 3-8) • Perda sanguínea = 20-60ml *Ativina estimula a secreção de FSH *Estradiol aumenta na fase folicular tardia *HAM = reserva funcional ovariana e envolvido na diminuição do crescimento folicular (menor apoptose) *Folículo primário —> pré-ovulatório = 85 dias *Pico do LH mantem-se por 48-50h *Ocorre um pico de FSH e LH na ovulação, precedidos por um pico de estradiol *Camadas do endométrio: compacta (superficial, descamacao, camada funcional), esponjosa (média, descamacao, camada funcional), basal (profunda, sofre menos alteração) Muco cervical: Fase folicular: predomina estrogenio filância = Spinnbarkeit cristalização (indica aminiorrexe prematura, pela presença de E) Fase lútea: predomina progesterona sem filância muco espesso (para dificultar a ascensão de SPTZ = ACO só com P) sem cristalização