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2020 NEF 1 - Introdução à Nefrologia_ As Doenças Glomerulares

Conjunto de questões de nefrologia (provas 2020) sobre síndrome nefrótica, risco trombótico, hematúria na nefropatia por IgA e associações de glomerulopatias a fatores de risco; apresenta enunciados de múltipla escolha, justificativas e respostas.

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1 - 2020 SUS - SP
O risco de trombose varia entre as causas de síndrome nefrótica, sendo o mais elevado nos pacientes com
A) nefropatia membranosa.
B) nefropatia mesangial.
C) glomeruloesclerose segmentar e focal.
D) glomerulonefrite membranoproliferativa.
E) nefropatia por IgA.
Síndrome nefrótica é definida pela perda maciça de proteínas através da urina — em adultos, > 3,5 g/dia; em crianças, > 50
mg/kg/dia. Dentre as proteínas perdidas, está a antitrombina III, cofator da heparina, a proteína C e a proteína S... Assim, no
paciente nefrótico se instala franco estado de hipercoagulabilidade. Dentre as etiologias da síndrome, aquelas com maior risco
trombótico são a membranosa, a membranoproliferativa e a amiloidose (B, C e E erradas). Mas, em primeiro lugar, fica sem dúvidas
a nefropatia membranosa, com maior incidência de trombose da veia renal, trombose venosa profunda e embolia pulmonar (D
errada). Resposta: A.
Video comentário: 243075
2 - 2020 SUS - SP
Em 40 a 50% dos casos, há hematúria macroscópica acompanhando infecção de vias aéreas superiores (hematúria sinfaringítica). Em
30 a 40%, a hematúria é microscópica com proteinúria leve. Em menos de 10% ocorre síndrome nefrótica ou glomerulonefrite
rapidamente progressiva. O texto refere-se a
A) Nefropatia por IgA.
B) Síndrome de Alport.
C) Amiloidose renal.
D) Glomerulonefrite difusa aguda pós estreptocócica.
E) Glomerulonefrite membranoproliferativa.
Em nefrologia, falar em hematúria sinfaringítica é falar de doença de Berger, condição nosológica também conhecida como
nefropatia por IgA. Sabe-se que "Berger" é a glomerulopatia crônica mais comum do mundo, geralmente (40-50%) se apresentando
como surtos autolimitados de hematúria macroscópica isolada em jovens rapazes. Tais episódios de hematúria podem ser
claramente desencadeados por episódios de infecção de vias aéreas superiores (IVAS), os quais não cursam com o mesmo “período
de incubação” observado na glomerulonefrite pós-estreptocócica — quer dizer, a hematúria aparece concomitantemente ao
quadro de IVAS, o que é conhecido como “nefrite sinfaringítica”. Muitos pacientes (30-40%) têm micro-hematúria “glomerular”
(dismorfismo e/ou cilindrúria hemática) entre os episódios de macro-hematúria, e tal achado se reveste de pior prognóstico em
comparação com os surtos isolados de hematúria macroscópica (pois denotam uma agressão glomerular constante). Minoria dos
portadores (< 10%) pode desenvolver proteinúria nefrótica ou glomerulonefrite rapidamente progressiva. Quando às demais
alternativas, lembremos alguns vínculos clássicos: Alport soma nefropatia com surdez neurossensorial (B errada); amiloidose pode
ser diagnosticada atravé da biópsia com o corante vermelho do Congo (C errada); GNPE, como citado, respeita período de
incubação entre processo infeccioso e surgimento da nefrite (D errada); glomerulonefrite membranoproliferativa é diagnóstico
diferencial de GNPE, pois causa nefrítica e consome complemento. Resposta: A.
Video comentário: 243076
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3 - 2020 HIAE
Considere os pacientes 1, 2 e 3 que apresentam proteinúria variando de 4,5 a 6,2 gramas/dia: Paciente 1: Portador de linfoma de
Hodgkin com uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais. Paciente 2: Índice de massa corpórea de 41 kg/m² e com
nefropatia de refluxo. Paciente 3: Portador do vírus B da hepatite e com carcinomatose. Glomeruloesclerose segmentar e focal,
glomerulonefrite membranosa e nefropatia de lesões mínimas associam-se, respectivamente, aos pacientes
A) 2, 1 e 3.
B) 3, 1 e 2.
C) 2, 3 e 1.
D) 1, 2 e 3.
E) 3, 2 e 1.
A questão cita três pacientes portadores de síndrome nefrótica (proteinúria > 3,5 g/dia) e quer saber quais glomerulopatias
específicas estão mais associadas aos fatores de risco presentes.A glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF) está relacionada a
condições como anemia falciforme, HAS, refluxo vesicoureteral, obesidade mórbida, HIV e uso de heroína (paciente 2). A
glomerulonefrite membranosa associa-se a neoplasias sólidas, alguns medicamentos (ex.: captopril, sais de outro e d-penicilamina)
e hepatite viral B (paciente 3). Já a doença por lesão mínima tem como fatores de risco o linfoma de Hodgkin e o uso frequente de
AINEs (paciente 1).Sendo assim, a sequência correta é 2, 3 e 1. Resposta: C. 
Video comentário: 228510
4 - 2020 SCMSP
Um paciente com proteinúria elevada (superior ou igual a 3,5 g/1,73 m² de superfície corpórea/dia no adulto), hipoalbuminemia e
edema possui o diagnóstico mais provável de
A) glomerulonefrite rapidamente progressiva.
B) síndrome nefrítica.
C) síndrome nefrótica.
D) nefropatia por IgA.
E) infecção de trato urinário.
A síndrome nefrótica deve ser entendida como o conjunto de sinais, sintomas e alterações laboratoriais que se desenvolvem
quando, por alguma razão, ocorre aumento patológico da permeabilidade dos glomérulos às proteínas, levando à proteinúria
maciça. Na verdade, define-se proteinúria na faixa nefrótica como aquela superior a 3,5 g/1,73m2/24h, o que equivale a > 3-3,5
g/24h no adulto e > 40-50 mg/kg/24h na criança. Resposta: C.
Video comentário: 236713
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5 - 2020 UNICAMP
Homem, 60a, procura Unidade Básica de Saúde com edema progressivo, urina espumosa e redução do volume urinário há dois
meses. Exame físico: PA= 124x78 mmHg; edema palpebral bilateral, edema sacral +/4+, ascite, edema de membros inferiores ++/4+
até raiz de coxas. Pulmões: murmúrio vesicular diminuído em bases pulmonares. Albuminemia= 2,4g/dL; glicemia= 78mg/dL,
creatinina= 1,4mg/dL, proteinúria de 24 horas= 10 gramas/24horas; Exame sumário de urina: hemácias= 2/campo, leucócitos=
1/campo, proteína +++/4+. OS DIAGNÓSTICOS SINDRÔMICO E NOSOLÓGICO SÃO:
A) Síndrome nefrótica; glomerulonefrite membranosa.
B) Síndrome nefrótica; nefropatia diabética.
C) Síndrome nefrítica; glomerulonefrite de lesões mínimas.
D) Síndrome nefrítica; glomeruloesclerose focal e segmentar.
 
Este paciente tem indícios de glomerulopatia nefrótica: 1. azotemia, indicando que já há perda significativa de função renal, 2.
edema e 3. Proteinúria na faixa nefrótica (> 3,5 g/dia). Não há hematúria “glomerular” ou hipertensão arterial para pensarmos em
síndrome nefrítica (C e D erradas), assim como não há diagnóstico de diabetes mellitus para pensarmos em nefropatia diabética (B
errada). Estatisticamente, o padrão histopatológico mais comum subjacente à síndrome nefrótica idiopática no adulto é a
Glomeruloesclerose Focal e Segmentar (GEFS), mas não há opção contemplando “síndrome nefrótica” e “GEFS”. Assim, como a
glomerulopatia membranosa é o segundo lugar como causa de nefrótica no adulto, ficamos com a alternativa A.
 
Video comentário: 230652
6 - 2020 IAMSPE
A veia gonadal direita mais frequentemente drena para a veia:
A) Mesentérica superior.
B) Lombar.
C) Renal direita.
D) Mesentérica inferior.
E) Cava inferior.
A drenagem das veias gonadais direita e esquerda ocorrem de forma distinta, sendo a veia gonadal esquerda tributária da veia
renal esquerda, enquanto a veia gonodal direita é tributária da veia cava inferior. Assim, a maior dificuldade de drenagem a
esquerda é uma das razões pelas quais há assimetria entre os testículos.
 
Gabarito: Alternativa E.
Video comentário: 234116
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7 - 2020 HIAE
Pré-escolar, três anos, sexo masculino, é levado por seus pais ao pronto-socorro. Os pais notaram que seu filho está menos ativo e
referem que há três dias o menino apresentou quadro de febre (38,5 ºC), vômitos e diarreia. Há um dia está urinando menos, apesar
de boa aceitação hídrica. Exame físico: Regular estado geral, hipocorado 3+/4+, hidratado, acianótico, anictérico, eupneico, irritado e
com dor à palpação abdominal. FC: 150 bpm, FR: 38 irpm, PA: 105 × 60 mmHg. Exames laboratoriais: Dentre as hipóteses diagnósticas
abaixo, a mais provável é
A) púrpura de Henoch-Schönlein.
B) púrpura trombocitopênica trombótica.
C) glomerulonefrite difusa aguda.
D) insuficiência renal crônica.
E) síndrome hemolítico-urêmica.
O quadro é clássico desíndrome hemolítico-urêmica (SHU), uma das principais causas de IRA em crianças < 4 anos... Temos a
tríade: (1) azotemia, (2) anemia, (3) plaquetopenia. A anemia, neste contexto, provavelmente é do tipo hemolítica e
microangiopática, com reticulocitose e presença de esquizócitos no esfregaço de sangue periférico (fragmentos de hemácia ou
"hemácias em capacete"). A SHU representa o protótipo das síndromes de trombose glomerular. O quadro em geral agudo
adquirido, em geral, é desencadeado por um disenteria causada por enterobactérias produtoras de shigatoxinas, sendo a mais
frequente a E. coli sorotipo O157:H7, que secreta uma shigatoxina chamada "verotoxina". A verotoxina causa especificamente lesão
ao endotélio dos capilares glomerulares, desencadendo um processo microtrombótico local. Na formação desses microtrombos
glomerulares sobrevém: (1) IRA, por diminuição da superfície disponível para a filtração glomerular, (2) plaquetopenia, pelo
consumo de plaquetas, (3) anemia hemolítica microangiopática, por fragmentação mecânica das hemácias que tentam passar
pelos capilares semiocluídos. Resposta certa: E.
Video comentário: 228541
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8 - 2020 USP - RP
Menina, 2 anos e 6 meses, com 13 kg, previamente saudável. Há 10 dias teve quadro de diarreia e vômitos com resolução espontânea
dos vômitos em 48 horas, mas manutenção das fezes líquidas com presença de pequena quantidade de sangue escuro a partir do
terceiro dia. Procurou atendimento médico sendo prescrita solução oral para hidratação e ceftriaxone IM, 1 vez ao dia, que a criança
utilizou até ontem com resolução do quadro de diarreia no final da primeira semana. Hoje a mãe notou a criança pálida, muito
prostrada e sem urinar há 12 horas. Exame físico: criança irritada, chorando com lágrimas, edema bipalpebral. Ausculta pulmonar:
MV presente e simétrico com roncos; FR 25 irpm; ausculta cardíaca: 2 BRNF sem sopros, FC 153 bpm; PA 112 x 50 mmHg. Abdome
globoso sem alterações. Saturação de oxigênio em oximetria de pulso = 95%. Exames laboratoriais: hemoglobina = 6,5 g/dL,
hematócrito = 20%, leucócitos = 14.000, plaquetas = 70.000, ureia = 66 g/dL, creatinina = 3,2 g/dL, sódio sérico = 130 mEq/L e potássio
sérico = 6,0 mEq/L. O comprometimento da função renal, nesse cenário diagnóstico, pode ser atribuído a:
A) Necrose tubular aguda.
B) Glomerulonefrite aguda pós infecciosa.
C) Nefrite túbulo intersticial por droga.
D) Microangiopatia trombótica.
Essa criança combina anemia, plaquetopenia e azotemia após quadro de diarreia com sangue: não há como não pensar em
síndrome hemolítico-urêmica (SHU). Lembre que esse quadro, em geral, é ocasionado por trombose glomerular
deflagrada por toxinas bacterianas... A trombose glomerular justifica, diretamente, a azotemia (queda da filtração) e a
plaquetopenia ( consumo plaquetário). Indiretamente, justifica também a anemia - as hemácias, ao passar pelos glomérulos
trombosados e estenosados pelos trombos, acabam se "esfarelando", fenômeno ao qual chamamos anemia hemolítica
microangiopática. Não pensaremos em necrose tubular aguda, já que esta não causa anemia e surgiria em contexto de hipotensão
por hipovolemia (essa paciente não está hipotensa - A errada); glomerulonefrite difusa aguda e nefrite intersticial aguda não
causam anemia também (B e C erradas). Resposta: D.
Video comentário: 237672
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9 - 2020 UNIFESP
Menino, 5 anos de idade, apresentou quadro de faringoamigdalite bacteriana há cerca de 2 semanas, evoluindo há 1 dia com quadro
de edema, hematúria macroscópica e redução de débito urinário. Após atendimento em pronto-socorro foi observada hematúria
com dismorfismo eritrocitário positivo e hipertensão arterial (PA = 140x70 mmHg). Em relação à condição apresentada pelo paciente
assinale a alternativa CORRETA:
A) O intervalo de tempo entre a piodermite e o quadro renal é habitualmente menor do que nos quadros de amigdalite.
B) O manejo do quadro envolve restrição hídrica, corticoide e repouso relativo.
C) A normalização dos níveis de complemento ocorre habitualmente 6 a 8 semanas após o quadro.
D) A tríade característica clássica envolve hipertensão, proteinúria e hematúria.
E) A recuperação completa ocorre em cerca de 60% dos casos.
Esta criança apresenta quadro de síndrome NEFRÍTICA: (1) oligúria; (2) hematúria dismórfica (= nefrítica); (3) edema; e (4)
hipertensão arterial. Veja, de cara, que proteinúria não está entre os sinais cardinais da síndrome (D incorreta). Ora, a principal
causa de síndrome nefrítica na faixa etária entre 2-15 anos é a GNPE (Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica), complicação tardia e
não supurativa de infecção de vias aéreas superiores ou da pele relacionada ao estreptococo beta-hemolítico do grupo A. O
diagnóstico desta condição requer: (1) confirmação da hematúria de padrão “glomerular” (dismorfismo e/ou cilindros hemáticos);
(2) hipocomplementemia à custa de consumo da via alternativa do complemento (via do C3) que dura até 8 semanas; (3) período de
incubação compatível, que na GNPE pós-faringoamigdalite gira em torno de 1-2 semanas e, na piodermite, cerca de 2-4 semanas (A
incorreta); e (4) confirmação de infecção estreptocócica recente (ex.: ASLO – antiestreptolisina O positiva ou Streptozyme Test
positivo).
 
O tratamento envolve medidas de suporte: repouso relativo e restrição hidrossalina, além de antibioticoterapia (de preferência com
penicilina) a fim de erradicar a cepa nefritogênica da orofaringe (sem corticoide – B incorreta). Pacientes refratários necessitam de
diuréticos de alça e vasodilatadores como os antagonistas de canais de cálcio. Como nossa amiguinha está com a PA só um
pouquinho aumentada, provavelmente a restrição hidrossalina será suficiente para controlar sua PA. A maioria esmagadora dos
pacientes tem recuperação completa (E incorreta). Resposta: C.
Video comentário: 240353
10 - 2020 USP - SP
Menino, 8 anos de idade, portador de síndrome nefrótica corticodependente, encontra-se internado há dois dias por quadro atual de
descompensação da síndrome, desencadeada por infecção de vias aéreas superiores. Está recebendo albumina humana 20%
intravenosa. Após a infusão de cerca de metade da dose, apresenta queixa de desconforto respiratório. Em sua avaliação clínica,
nota-se FR: 32 ipm, FC: 138 bpm, PA: 140/88 mmHg, Saturação de Oxigênio de 89% em ar ambiente, ausculta de estertores
crepitantes em ambas as bases pulmonares e fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito. Qual é o medicamento indicado neste
momento?
A) Alteplase.
B) Dobutamina.
C) Furosemida.
D) Epinefrina.
Paciente com síndrome nefrótica, em reposição com albumina, um colóide que permite a maior retenção de líquido no espaço
intravascular, apresentando quadro de congestão pulmonar e sistêmica após a administração da droga. Considerando que não há
suspeita diagnóstica de disfunção miocárdica ou evento tromboembólico no momento, não há razão para administração de
inotrópico ou trombolítico. A classe de drogas capaz de reduzir o quadro de congestão apresentado é a dos diuréticos, sendo a
furosemida um diurético de alça de alta potência.
 
Gabarito: Alternativa C.
Video comentário: 232087
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11 - 2020 UERJ
Criança de dois anos, previamente hígida, é levada à emergência devido a quadro de “inchaço no corpo e urina com espuma” nas
últimas 48 horas. Há cerca de duas semanas, o paciente apresentou quadro de resfriado. Ao exame, encontra-se em regular estado
geral, vígil e orientado, anictérico, acianótico, em anasarca e corado com boa perfusão periférica. O aparelho respiratório encontra-se
com murmúrio vesicular abolido em ambas as bases pulmonares, com leve tiragem subcostal; o aparelho cardiovascular está com
ritmo cardíaco regular, bulhas hipofonéticas e sem sopros; abdomên em batráquio, piparote positivo, não sendo possível palpação de
massas ou visceromegalias devido ao edema. FC = 100bpm, FR = 50irpm, PA = 90 x 50mmHg e SatO₂ = 95%. Os exames
complementares mostram hemograma e leucograma normais; ureia = 20mg/dL, creatinina = 0,6mg/dL, sódio =150mEq/L, potássio =
5mEq/L, proteínas totais = 4g/dL (albumina = 2,0g/dL / globulinas = 2,0g/dL), colesterol total = 300mg/dL; a urianálise apresenta
proteinúria 4+/4+, sem hematúria e com cilindros hialinos. Aponte o diagnóstico sindrômico.
A) RESPOSTA
B)
C)
D)
E)
Esse paciente tem provável síndrome nefrótica: há anasarca, proteinúria de 4+, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia. Apenas
para lembrar: síndrome nefrótica – diferentemente do que prega o conceito clássico de "síndrome", isto é, "conjunção de sinais e
sintomas" – fica definida quando a proteinúria é maior que determinado ponto de corte; nas crianças, esse limiar é de 50
mg/kg/dia. Em resumo, conceitualmente falando, a clínica apresentada pela criança do enunciado até sugere o diagnóstico, mas a
confirmação, em tese, é laboratorial.
Video comentário: 233513
12 - 2020 UERJ
Criança de dois anos, previamente hígida, é levada à emergência devido a quadro de “inchaço no corpo e urina com espuma” nas
últimas 48 horas. Há cerca de duas semanas, o paciente apresentou quadro de resfriado. Ao exame, encontra-se em regular estado
geral, vígil e orientado, anictérico, acianótico, em anasarca e corado com boa perfusão periférica. O aparelho respiratório encontra-se
com murmúrio vesicular abolido em ambas as bases pulmonares, com leve tiragem subcostal; o aparelho cardiovascular está com
ritmo cardíaco regular, bulhas hipofonéticas e sem sopros; abdomên em batráquio, piparote positivo, não sendo possível palpação de
massas ou visceromegalias devido ao edema. FC = 100bpm, FR = 50irpm, PA = 90 x 50mmHg e SatO₂ = 95%. Os exames
complementares mostram hemograma e leucograma normais; ureia = 20mg/dL, creatinina = 0,6mg/dL, sódio = 150mEq/L, potássio =
5mEq/L, proteínas totais = 4g/dL (albumina = 2,0g/dL / globulinas = 2,0g/dL), colesterol total = 300mg/dL; a urianálise apresenta
proteinúria 4+/4+, sem hematúria e com cilindros hialinos. Cite a lesão glomerular mais comumente encontrada para a síndrome
apresentada.
A) RESPOSTA
Esse paciente tem provável síndrome nefrótica: há anasarca, proteinúria de 4+, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia.
Provavelmente, caso fosse feita a coleta de urina dessa criança em 24 horas, haveria mais que 50 mg/kg/dia de proteína. Nas
crianças entre 1 e 8 anos, a síndrome nefrótica é idiopática e a lesão histopatológica é conhecida como doença por lesão mínima
(DLM) ou glomerulopatia de alteração mínima ou doença de Nil ou nefrose lipoide. Como curiosidade, a biópsia renal dos
portadores, se analisada somente pela microscopia óptica, costuma ser normal, exceto por alguns casos em que intensa lipidúria
promove infiltração gordurosa nas células do túbulo proximal, justificando a alcunha “nefrose lipoide”. A alterações típicas desta
condição são visualizadas apenas na microscopia eletrônica: fusão e apagamento dos processos podocitários). Cabe lembrar que,
em príncipio, não se indica biópsia renal em casos “típicos” de síndrome nefrótica na faixa etária citada, pois na imensa maioria das
vezes o diagnóstico clínico estará correto (DLM) e o tratamento, feito com corticoide, tem excelentes resultados.
Video comentário: 233514
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13 - 2020 UERJ
Criança de dois anos, previamente hígida, é levada à emergência devido a quadro de “inchaço no corpo e urina com espuma” nas
últimas 48 horas. Há cerca de duas semanas, o paciente apresentou quadro de resfriado. Ao exame, encontra-se em regular estado
geral, vígil e orientado, anictérico, acianótico, em anasarca e corado com boa perfusão periférica. O aparelho respiratório encontra-se
com murmúrio vesicular abolido em ambas as bases pulmonares, com leve tiragem subcostal; o aparelho cardiovascular está com
ritmo cardíaco regular, bulhas hipofonéticas e sem sopros; abdomên em batráquio, piparote positivo, não sendo possível palpação de
massas ou visceromegalias devido ao edema. FC = 100bpm, FR = 50irpm, PA = 90 x 50mmHg e SatO₂ = 95%. Os exames
complementares mostram hemograma e leucograma normais; ureia = 20mg/dL, creatinina = 0,6mg/dL, sódio = 150mEq/L, potássio =
5mEq/L, proteínas totais = 4g/dL (albumina = 2,0g/dL / globulinas = 2,0g/dL), colesterol total = 300mg/dL; a urianálise apresenta
proteinúria 4+/4+, sem hematúria e com cilindros hialinos. Aponte o tratamento medicamentoso preconizado.
A) RESPOSTA
A combinação de achados desse paciente sugere síndrome nefrótica: anasarca, proteinúria de 4+/4+, hipoalbuminemia e
hipercolesterolemia. Provavelmente, caso fosse feita a coleta de urina dessa criança em 24 horas, haveria mais que 50 mg/kg/dia
de proteína. Nas crianças entre 1 e 8 anos, a síndrome nefrótica é idiopática na maioria das vezes e a lesão histopatológica é
conhecida como doença por lesão mínima... O tratamento é feito com corticoterapia e tem excelentes resultados. A dose da
prednisona é de 60 mg/m2/dia (máximo de 80 mg/dia), por 4-6 semanas, com redução paulatina e suspensão dentro de dois
meses.
Video comentário: 233515
14 - 2020 UERJ
Criança de dois anos, previamente hígida, é levada à emergência devido a quadro de “inchaço no corpo e urina com espuma” nas
últimas 48 horas. Há cerca de duas semanas, o paciente apresentou quadro de resfriado. Ao exame, encontra-se em regular estado
geral, vígil e orientado, anictérico, acianótico, em anasarca e corado com boa perfusão periférica. O aparelho respiratório encontra-se
com murmúrio vesicular abolido em ambas as bases pulmonares, com leve tiragem subcostal; o aparelho cardiovascular está com
ritmo cardíaco regular, bulhas hipofonéticas e sem sopros; abdomên em batráquio, piparote positivo, não sendo possível palpação de
massas ou visceromegalias devido ao edema. FC = 100bpm, FR = 50irpm, PA = 90 x 50mmHg e SatO₂ = 95%. Os exames
complementares mostram hemograma e leucograma normais; ureia = 20mg/dL, creatinina = 0,6mg/dL, sódio = 150mEq/L, potássio =
5mEq/L, proteínas totais = 4g/dL (albumina = 2,0g/dL / globulinas = 2,0g/dL), colesterol total = 300mg/dL; a urianálise apresenta
proteinúria 4+/4+, sem hematúria e com cilindros hialinos. Enumere três causas secundárias infecciosas importantes para o
diagnóstico diferencial dessa síndrome.
A) RESPOSTA
A combinação de achados desse paciente sugere síndrome nefrótica: anasarca, proteinúria de 4+/4+, hipoalbuminemia e
hipercolesterolemia. Provavelmente, caso fosse feita a coleta de urina dessa criança em 24 horas, haveria mais que 50 mg/kg/dia
de proteína. Nas crianças entre 1 e 8 anos, a síndrome nefrótica é idiopática na maioria das vezes e a lesão histopatológica é
conhecida como doença por lesão mínima. Quando a banca solicita "causas secundárias infecciosas importantes para o diagnóstico
diferencial dessa síndrome", objetiva avaliar se você conhece causas infecciosas de síndrome nefrótica. Dentre elas, pode-se citar:
hepatite B / hepatite C / HIV / sífilis (a forma congênita é importante causa no primeiro ano de vida) / citomegalovírus /
mononucleose infecciosa / malária / toxoplasmose / tuberculose / esquistossomose e filariose. Lembre que glomerulonefrite pós-
estreptocócica, embora possa ter componente nefrótico, é causa clássica de síndrome nefrítica e que, a rigor, não representa
doença infecciosa - na verdade, trata-se de complicação não supurativa da infecção por certas cepas de S. pyogenes...
Video comentário: 233516
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15 - 2020 UNIRIO
Homem de 45 anos apresenta trombose de veia renal. Esta é uma complicação relacionada a que distúrbio do rim?
A) Nefrite intersticial.
B) Síndrome nefrótica.
C) Síndrome nefrítica.
D) Estenose da artéria renal.
E) Nefropatia obstrutiva.
Nosso sistema hemostático vive em "eterna balança" entre fatores pró e anticoagulantes. Um dos nossos principais anticoagulantes
endógenos é a heparina. A antitrombina III auxilia a função hemostática da heparina... Qualquer estado de deficiência deste
cofator pode conduzir à hipercoagulabilidade. É exatamente o que acontece na síndrome nefrótica: perda de antitrombina III na
urina e hipercoagulabilidade. Outros fatores podem contribuir para este quadro,como a redução dos níveis e/ou atividade das
proteínas C e S, hiperfibrinogenemia, comprometimento da fibrinólise e ainda maior agregação plaquetária. Enfim, o estado de
hipercoagulabilidade da síndrome nefrótica frequentemente resulta em trombose das veias renais. Algumas doenças que causam
síndrome nefrótica têm maior associação ao desenvolvimento de trombose de veia renal, enquanto outras raramente manifestam
esta complicação; as principais são: glomerulopatia membranosa (primeiro lugar), a glomerulonefrite membranoproliferativa e a
amiloidose. Resposta: B.
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16 - 2020 UFF
Na infância até 90% dos casos de síndrome nefrótica correspondem a causas primárias ou idiopáticas, apresentando a maioria boa
resposta ao uso de corticoterapia. Para diagnosticar essa patologia, além de proteinúria, é necessário observar as seguintes
alterações:
A) hipercolesterolemia, hipoalbuminemia e hipertensão.
B) escórias nitrogenadas, edema e hiperalbuminemia.
C) edema, hematúria e lipidúria.
D) edema, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia.
E) edema, hipertensão e hematúria.
A grande maioria dos casos de síndrome nefrótica na infância, especialmente na faixa etária entre 1-8 anos, é devida à doença de
lesões mínimas idiopática, uma condição altamente cortico-responsiva. Seu quadro clínico costuma ser o de uma síndrome
nefrótica "pura" e clássica, isto é, além de proteinúria maciça, o paciente apresenta edema, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia.
HAS e hematúria são achados esperados na síndrome nefrítica, e não na nefrótica. Resposta: D.
Video comentário: 254922
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17 - 2020 FJG
São dados laboratoriais característicos da glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica:
A) Dosagem sérica do complemento (C3) aumentada; cilindro hemático na urina; proteinúria moderada a intensa.
B) Proteinúria leve a moderada; cilindro hemático na urina; dosagem sérica do complemento (C3) diminuída.
C) Antiestreptolisina O (ASLO) elevado; proteinúria maciça; hipogamaglobulinemia.
D) Cilindro hemático na urina; hipoalbuminemia; colesterol sérico aumentado.
As principais alterações laboratoriais da glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica incluem: hematúria macroscópica ou
microscópica; cilindros hemáticos, hialinos, granulosos e leucocitários, sendo os hemáticos sugestivos de hematúria glomerular;
proteinúria, raramente em níveis nefróticos (> 50 mg/kg/ dia); complemento sérico reduzido em quase a totalidade dos casos;
antiestreptolisina O (ASLO) elevado, dependendo do local da infecção e do sorotipo infectante. Lembrar que proteinúria intensa,
hipoalbuminemia e hipercolesterolemia são alterações referentes à síndrome nefrótica. 
Resposta: letra B.
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18 - 2020 UFF
Escolar, sete anos, é levado ao consultório pelos pais com início agudo de urina de cor amarronzada, mal-estar inespecífico e edema
periorbitário. O paciente é previamente hígido, sem dados relevantes na história familiar. A pressão arterial é de 135 x 80 mmHg, não
apresentando outras alterações no exame físico. Os pais apresentam exames laboratoriais com os seguintes resultados: sódio = 140
mEq/L; potássio = 4,0 mEq/L; creatinina = 0,4 mg/dL. EAS com densidade urinária = 1.010; pH = 6,0; hemácias = 3+, proteínas = 1+,
com > 100 hemácias por campo e presença de cilindros hemáticos. Dentre as alternativas a seguir, a próxima etapa mais apropriada
no diagnóstico desse paciente é:
A) Coleta de urina de 24 horas para quantificação da proteinúria.
B) Biópsia renal.
C) Dosagem de complemento (C3, C4 e CH50).
D) Teste genético para doença renal.
E) Nível de imunoglobulina A sérica.
Um escolar se apresenta com quadro de edema, hipertensão (PA de 135x80 mmHg em uma criança de 7 anos) + hematúria (urina
amarronzada, EAS com > 100 hemácias/campo), compatível com o diagnóstico de síndrome nefrítica, cuja principal causa na
infância é a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDA). Dentre os exames complementares, a dosagem do
complemento sérico é obrigatória para o diagnóstico de GNDA. Seus valores encontram-se diminuídos em 95 a 98% dos casos. A
normalização de seus níveis ocorre em 4 a 8 semanas e é um marcador importante de prognóstico e diagnóstico diferencial.
Como a GNDA é nefropatia de evolução favorável, a biópsia renal só está indicada quando houver suspeita clínica de que o padrão
anatomopatológico não seja de proliferação endotelial e mesangial (alternativa B errada). A proteinúria é útil para o diagnóstico de
síndrome nefrótica, assim como o nível de imunoglobulina A sérica, que pode ser obtido com a realização de eletroforese de
proteínas (alternativas A e E erradas). Por fim, o teste genético não é necessário neste caso, pois a etiologia do quadro já está
definida (alternativa D errada).
Resposta: letra C.
Video comentário: 237440
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19 - 2020 UFPI
Para avaliar a função renal, o(s) exame(s) seria(m):
A) Creatinina.
B) Taxa de filtração glomerular.
C) Creatinina e Taxa de filtração glomerular.
D) Ureia e Creatinina.
E) Microalbuminúria de 24h.
Questão estranha, mas há uma certa lógica aqui... O marcador mais utilizado na prática para avaliar a função renal é o nível de
creatinina sérica que, no paciente estável, é empregado em fórmulas matemáticas para estimar a taxa de filtração glomerular.
Então a melhor resposta é a letra C? Diríamos que não... Lembre-se que as fórmulas para estimativa da TFG só podem ser usadas
no paciente com função renal estável, ou seja, não são úteis na avaliação de função renal do paciente com injúria renal aguda! Ora,
o enunciado não especifica se estamos lidando com portadores de DRC ou IRA... Na IRA, o único parâmetro laboratorial utilizado é
a creatinina (o outro é um parâmetro clínico: a diurese horária)... Enfim, a moral da história é a seguinte: considerando a população
de doentes renais como um todo (agudos e crônicos), o único parâmetro de avaliação da função renal que serve nos dois cenários é
realmente a creatinina! Assim, a "melhor" resposta, por este ponto de vista (ponderado, concorda?) é a letra A.
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20 - 2020 AMP
Lactente de 2 anos com edema iniciado em face há uma semana e agora por todo o corpo. Ganho de peso de 3kg no período.
Exames mostram urina com proteinúria ++++, colesterol de 320mg/dl, albumina sérica de 1,5g/dl, ureia e creatinina normais.
Apresenta na evolução dor abdominal importante, febre e sinais de peritonite. Qual o agente mais provável do quadro abdominal?
A) Pneumococo.
B) Estafilococo.
C) Pseudomonas.
D) Escherichia coli.
E) Klebsiella pneumoniae.
Esse paciente tem provável síndrome nefrótica: há anasarca, proteinúria de 3+, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia. Os
portadores da síndrome têm risco aumentado de infecções por germes encapsulados, principalmente pela deficiência de
imunoglobulina do tipo IgG e componentes da via alternada do complemento, perdidos através dos glomérulos. Nesses pacientes,
tais germes costumam causar quadros espontâneos de peritonite – sim, estamos falado de peritonite bacteriana espontânea (PBE).
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é o germe mais envolvido, seguido pela Escherichia coli. Resposta: A.
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21 - 2020 SUS - BA
Mulher, 54 anos de idade, dá entrada na UPA com queixa de edema difuso, há 2 meses. Nega comorbidades ou uso de medicações.
Ao exame, apresenta-se com edema periorbitário bilateral, afebril, hipocorada +1/4+, com FC: 80bpm, PA: 130X80mmHg. Ausculta
cardiorrespiratória sem alterações. Nota-se presença de hiperemia cutânea em mama esquerda, onde se palpa nódulo irregular,
endurecido, de cerca de 3x4cm indolor, em quadrante lateral superior. Abdome semigloboso, com maciez móvel presente. Edema
+3/4+ em membros inferiores. Realizados exames laboratoriais, com Hb: 11,5g/dl, leucócitos: 5800/mm³, plaquetas: 200mil/mm³, Cr:
0,9mg/dl, Ur: 26mg/dl, Na: 136mEq/l, K: 3,7mEq/l, BT: 1,0mg/dl, albumina: 2,2g/dl, Colesterol total: 320mg/dl e Triglicérides:
300mg/dl, Glicemia: 90mg/dl. Sumário de urinacom proteinúria 3+/3 e cilindros hialinos. Iniciado diurético de alça. De acordo com o
quadro descrito, indique o diagnóstico sindrômico mais provável e o achado laboratorial necessário para sua confirmação.
A) RESPOSTA
Diversos parâmetros clínicos e laboratoriais são úteis na avaliação diagnóstica de um paciente com quadro sindrômico compatível
com síndrome nefrótica, tais como anasarca, evento trombótico, hipoalbuminemia, aumento do colesterol e triglicerídeos e urina I
com proteinúria. No entanto, o exame necessário à confirmação diagnóstica, é a dosagem da proteinúria de 24 horas que, em
adultos, deve ser superior a 3,5 g em 24 horas.
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22 - 2020 SES - PE
Um paciente de 62 anos, previamente hígido, foi trazido para a emergência, com rebaixamento do nível de consciência. Familiares
relatavam que ele vinha há uma semana com edema generalizado. Ao exame físico, ele apresentava níveis pressóricos muito
elevados (PA 220 x 160 mmHg), edema de face e membros, sem sinais focais no exame neurológico. O único antecedente relevante
era um episódio de erisipela cerca de 30 dias antes do início do quadro atual. Qual dos achados abaixo provavelmente NÃO seria
encontrado nesse caso?
A) Proteinúria = 4 g/24 horas.
B) Níveis séricos de C3 reduzidos.
C) Altos títulos de antiestreptolisina O
D) Hemácias dismórficas no sumário de urina.
E) Cilindros hemáticos.
O paciente se apresenta com um quadro de edema e HAS grave (provável encefalopatia hipertensiva). A história de piodermite
estreptocócica recente (últimas quatro semanas), sugere fortemente a possibilidade de Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica
(GNPE). Lembre-se que a GNPE é uma doença típica da faixa etária entre 5-15 anos, grupo em que o prognóstico tende a ser
benigno... Pacientes com idade > 20 anos, especialmente os idosos, isto é, aqueles com idade > 60 anos, costumam ter prognóstico
progressivamente mais grave, cursando com lesão renal mais intensa, tipicamente na forma de uma síndrome de Glomerulonefrite
Rapidamente Progressiva (GNRP). Lembre-se que neste cenário é esperada a presença de proteinúria maciça, quer dizer, na faixa
nefrótica (> 3,5 g/dia). Logo, o gabarito inicial da banca (letra A) não condiz com a realidade prática desses doentes... A GNPE se
caracteriza por consumo de complemento, especialmente da via alternativa (via do C3), além de apresentar hematúria de padrão
glomerular (hemácias dismórficas e/ou cilindros hemáticos no sedimento urinário) em praticamente 100% dos casos... Vale lembrar
que a antiestreptolisina O (ASLO) é menos sensível no caso de piodermites estreptocócicas como marcador sorológico de infecção
recente (positividade de aproximadamente 50% apenas). Porém, eventualmente, altos títulos deste anticorpo são detectados. Logo,
QUESTÃO SEM RESPOSTA CERTA, devidamente ANULADA pela banca!
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23 - 2020 SUS - BA
Mulher, 54 anos de idade, dá entrada na UPA com queixa de edema difuso, há 2 meses. Nega comorbidades ou uso de medicações.
Ao exame, apresenta-se com edema periorbitário bilateral, afebril, hipocorada +1/4+, com FC: 80bpm, PA: 130X80mmHg. Ausculta
cardiorrespiratória sem alterações. Nota-se presença de hiperemia cutânea em mama esquerda, onde se palpa nódulo irregular,
endurecido, de cerca de 3x4cm indolor, em quadrante lateral superior. Abdome semigloboso, com maciez móvel presente. Edema
+3/4+ em membros inferiores. Realizados exames laboratoriais, com Hb: 11,5g/dl, leucócitos: 5800/mm³, plaquetas: 200mil/mm³, Cr:
0,9mg/dl, Ur: 26mg/dl, Na: 136mEq/l, K: 3,7mEq/l, BT: 1,0mg/dl, albumina: 2,2g/dl, Colesterol total: 320mg/dl e Triglicérides:
300mg/dl, Glicemia: 90mg/dl. Sumário de urina com proteinúria 3+/3 e cilindros hialinos. Iniciado diurético de alça. De acordo com o
quadro descrito, indique o diagnóstico histopatológico mais provável para a síndrome e a doença de base associada à síndrome.
A) RESPOSTA
B)
C)
D)
E)
Diversos parâmetros clínicos e laboratoriais são úteis na avaliação diagnóstica de um paciente com quadro sindrômico compatível
com síndrome nefrótica, tais como anasarca, evento trombótico, hipoalbuminemia, aumento do colesterol e triglicerídeos e urina I
com proteinúria. No entanto, o exame necessário à confirmação diagnóstica é a presença de proteinúria acima de 3,5 g em 24
horas. No caso apresentado, o fator de risco associado ao desenvolvimento desta glomerulopatia é a presença de neoplasia
mamária. Dessa forma, sabemos que o tipo histológico de síndrome nefrótica mais comumente relacionado ao adenocarcinoma de
mama é a glomerulonefrite membranosa.
Video comentário: 230125
24 - 2020 SUS - BA
Mulher, 54 anos de idade, dá entrada na UPA com queixa de edema difuso, há 2 meses. Nega comorbidades ou uso de medicações.
Ao exame, apresenta-se com edema periorbitário bilateral, afebril, hipocorada +1/4+, com FC: 80bpm, PA: 130X80mmHg. Ausculta
cardiorrespiratória sem alterações. Nota-se presença de hiperemia cutânea em mama esquerda, onde se palpa nódulo irregular,
endurecido, de cerca de 3x4cm indolor, em quadrante lateral superior. Abdome semigloboso, com maciez móvel presente. Edema
+3/4+ em membros inferiores. Realizados exames laboratoriais, com Hb: 11,5g/dl, leucócitos: 5800/mm³, plaquetas: 200mil/mm³, Cr:
0,9mg/dl, Ur: 26mg/dl, Na: 136mEq/l, K: 3,7mEq/l, BT: 1,0mg/dl, albumina: 2,2g/dl, Colesterol total: 320mg/dl e Triglicérides:
300mg/dl, Glicemia: 90mg/dl. Sumário de urina com proteinúria 3+/3 e cilindros hialinos. Iniciado diurético de alça. De acordo com o
quadro descrito, cite a medicação (classe da droga) de primeira escolha, nesse momento, para retardar a evolução do quadro
sindrômico.
A) RESPOSTA
Essa paciente tem síndrome edemigênica... Do ponto de vista de diagnóstico diferencial, há que se pensar em causas hepáticas,
renais e cardíacas - o sumário de urina nos mostra claramente que deve ser a proteinúria nefrótica o motivo da anasarca. Dados
que corroboram esse diagnóstico são a hipoalbuminemia e a hiperlipidemia. O tratamento farmacológico dos pacientes nefróticos
tem como principal objetivo reduzir a perda urinária de proteínas, tendo em vista que proteinúria nefrótica é altamente tóxica para
o sistema tubular renal. Assim, devemos prescrever fármacos que reduzam a pressão de filtração glomerular - os dois principais
agentes são os inibidores da ECA (iECA) e os bloqueadores do receptor AT1 da angiotensina 2 (BRA). Ambos chegam a esse objetivo
reduzindo o estímulo vasoconstricctor à arteríola eferente, isto é, diminuindo os efeitos da angiotensina 2 sobre aquele vaso. Os
BRA agem diretamente nos receptores da angiotensina 2; os iECA inibem a transformação de angiotensina 1 em angiotensina 2.
Video comentário: 230126
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25 - 2020 HFA
No que concerne às glomerulopatias primárias, julgue o item a seguir. As glomerulopatias podem se manifestar com hematúria,
hipertensão, edema e proteinúria discreta, caracterizando uma síndrome nefrótica.
A) CERTO.
B) ERRADO.
A assertiva apresentada está incorreta. A síndrome nefrótica é definida por proteinúria acima de 3,5 g em 24 horas, para os adultos,
e acima de 50 mg/kg/dia, para crianças. Por conta da proteinúria maciça, que define a síndrome, surgem vários distúrbios, como
susceptibilidade a infecções, estado de hipercoagulabilidade, anemia ferropriva refratária etc. Resposta: B.
Video comentário: 250090
26 - 2020 HFA
No que concerne às glomerulopatias primárias, julgue o item a seguir. A doença de lesão mínima predomina em crianças e
manifesta-se tipicamente com síndrome nefrótica.
A) CERTO.
B) ERRADO.
Como sabemos, a principal causa de síndrome nefrótica na faixa etária pediátrica é a doença por lesão mínima, responsável por
cerca de 85% dos casos. Inclusive, as crianças acometidas normalmente não são nem submetidas à biópsia para confirmação
diagnóstica; o tratamento com corticoides é iniciado empiricamente. Além dos achados típicos de uma síndrome nefrótica
(hipoalbuminemia, proteinúria maciça, anasarca, hiperlipidemia), o paciente não costumaapresentar insuficiência renal e pode
haver associação com fenômenos atópicos. Resposta: A.
Video comentário: 250091
27 - 2020 HFA
No que concerne às glomerulopatias primárias, julgue o item a seguir. A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana e a
obesidade são causas de glomeruloesclerose segmentar e focal.
A) CERTO.
B) ERRADO.
Olha como o autor foi pouco cuidadoso na elaboração do enunciado... Ele começa falando sobre glomerulopatias PRIMÁRIAS, isto
é, glomerulopatias sem causa específica definida, não relacionadas a uma doença de base, e na sequência pergunta sobre o padrão
histopatológico glomerular associado à infecção pelo HIV e à obesidade. Apesar de ambas as condições de fato se associarem à
GESF, no caso seria a GESF SECUNDÁRIA, e não primária. Questão sem lógica, que merecia ter sido anulada! O gabarito da banca foi
"certo". Tá certo.
Video comentário: 250092
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28 - 2020 HFA
No que concerne às glomerulopatias primárias, julgue o item a seguir. A nefropatia por lgA é considerada como a glomerulopatia
mais comum mundialmente e pode se manifestar com síndrome nefrótica, proteinúria maciça e anasarca.
A) CERTO.
B) ERRADO.
A nefropatia por IgA, também conhecida como doença de Berger, é considerada a glomerulopatia crônica PRIMÁRIA mais comum
do mundo, podendo se manifestar por meio de amplo espectro clínico, que inclui alterações urinárias assintomáticas, como
hematúria isolada, passando por graus mais intensos de lesão glomerular, com proteinúria (que pode atingir a faixa nefrótica) e
evoluir em alguns casos para insuficiência renal (rapidamente progressiva ou crônica). Logo, assertiva CERTA.
Video comentário: 250093
29 - 2020 UFPI
Cilindros gordurosos, lipidúria e aumento na excreção urinária de proteínas, é mais provável ocorrer na condição de:
A) Pielonefrite aguda.
B) Necrose tubular aguda.
C) Síndrome nefrótica.
D) Hipertensão renovascular.
E) Uropatia obstrutiva.
Qual é a síndrome que associa perda excessiva de proteínas através da urina e que promove, secundariamente, intensa lipidúria?
Diferentemente de quase todas as demais síndromes da prática médica, a nefrótica se define unicamente pelo achado laboratorial
de proteinúria maciça – em crianças, "proteinúria maciça" é definida como > 50 mg/kg/dia; em adultos, > 3,5 g/24h. Dentre as
proteínas perdidas, estão as lipoproteínas plasmáticas que carreiam triglicérides e colesterol – LDL, HDL, VLDL... A perda excessiva
de lipoproteínas exerce intenso estímulo à produção hepática dessas entidades, o que acaba gerando hiperlipidemia e lipidúria. A
excreção de lipídios através da urina se manifesta, no exame de urina, pela presença de cilindros graxos. Em relação às demais
opções: pielonefrite aguda se manifestaria por febre, dor lombar e disúria, além de leucocitúria (A errada); necrose tubular aguda,
por azotemia e cilindros granulosos (B errada); hipertensão renovascular causaria hipocalemia (D errada); por fim, uropatia
obstrutiva é causa de azotemia (E errada) – nenhuma dessas condições é causa de proteinúria maciça. Resposta: C.
Video comentário: 245505
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30 - 2020 UFPB
Sobre a Síndrome Nefrótica, é CORRETO afirmar:
A) A retinopatia ocorre em aproximadamente 60% dos diabéticos tipo 1 com nefropatia.
B) A amiloidose primária é uma das causas de síndrome nefrótica e, classicamente, provoca hepatomegalia, esplenomegalia e
redução do volume do coração, ocasionando, mais comumente, insuficiência cardíaca sistólica.
C) A albuminúria da nefropatia diabética, normalmente, sucede o declíneo da taxa de filtração glomerular.
D) Os inibidores da enzima conversora de angiotensina são benéficos para inibir a perda de proteínas pelos rins e nunca
desencadeiam piora da função renal.
E) As complicações da síndrome nefrótica podem incluir trombose da veia renal e outros eventos tromboembólicos, infecção,
deficiência de vitamina D, desnutrição proteica e toxicidade de algumas drogas devido à diminuição das suas ligações às proteínas.
Vejamos as opções sobre síndrome nefrótica: A - incorreta. A retinopatia diabética é mais comum que a "doença renal diabética",
atual nomenclatura da nefropatia pelo diabetes; B - incorreta. A amiloidose, doença de depósito, causa aumento da espessura das
paredes cardíacas e, mais comumente, disfunção diastólica; C - incorreta. Do ponto de vista funcional e clínico, repercussão renal
do diabetes se caracteriza, inicialmente, por hiperfiltração, quando a lesão propriamente dita ainda nem foi estabelecida. Ela surge,
em seguida, com duas fases: a fase inicial se caracteriza pela excreção urinária de albumina moderadamente aumentada (30-299
mg/g de creatinina) e a fase avançada pela excreção urinária de albumina muito aumentada (≥ 300 mg/g de creatinina). Esta última
fase também é a fase relacionada à doença renal crônica (creatinina sérica ≥ 1,5 mg/dl), quando os pacientes evoluem rapidamente
(4-6 anos) para doença renal terminal e diálise; D - incorreta. Os inibidores da enzima conversora, ao reduzir a proteinúria,
contribuem para a preservação da função renal em diabéticos. Porém, como podem desmantelar o mecanismo de adaptação renal
à hipovolemia, os IECA são causa eventual, sim, de piora da função dos rins; E - correta. Na síndrome nefrótica, há, por definição,
perda renal maciça de proteínas, o que desencadeia várias complicações. São exemplos: a perda de anticoagulantes endógenos,
como a antitrombina III, predispõe e fenômenos trombóticos; a perda de fatores do complemento e de anticorpos, ao surgimento
de infecções; a perda da proteína carreadora de vitamina D, à deficiência dessa vitamina...
Resposta: E.
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31 - 2020 HUBFS/HUJBB
Paciente SDN, 70 anos, encontra-se em investigação etiológica para quadro de edema generalizado. Em sua consulta trouxe os
seguintes exames: creatinina 1 mg/dl, colesterol total 300 mg/dl, triglicerídeo 400 mg/dl, albumina sérica 1g/dl, glicose 80 mg/dl,
urina EAS com 3+ de proteinúria e sem hematúria, complemento normal, proteinúria de 24h de 8g. Ao exame físico, paciente
encontra-se normotenso, peso 70kg e edema assimétrico de membros inferiores (direito > esquerdo) com presença de sinal de
Homans à direita. O diagnóstico sindrômico do caso e a complicação ocorrida são, respectivamente,
A) glomerulonefrite rapidamente progressiva e tromboembolismo pulmonar.
B) síndrome nefrítica e erisipela de MID.
C) nefrite túbulo-intersticial e granulomatose de Wegener.
D) alteração urinária mínima e ruptura de tendão Aquileu.
E) síndrome nefrótica e trombose venosa profunda.
Paciente em investigação por síndrome edemigênica, sendo evidenciada hipoalbuminemia, que ocasiona redução da pressão
coloidosmótica intravascular e extravasamento de líquido para o interstício. A etiologia para o quadro é a perda renal (urinária) de
proteínas em faixa nefrótica, o que em conjunto com a hipercolesterolemia apresentada, caracteriza a síndrome nefrótica. Dentre
os tipos histológicos dessa síndrome, o que possui maior relação com neoplasia e evento trombótico, que deve ser suspeitada pelo
edema assimétrico, é a glomerulopatia membranosa, sendo esta a principal hipótese para o quadro.
 
Gabarito: Alternativa E.
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32 - 2020 SURCE
Criança, 4 anos, sexo feminino, apresenta edema em face e tosse há dois dias, sem febre. Exame físico: bom estado geral, edema
palpebral bilateral. PA: 135x95mmHg. Ausculta cardíaca: Bulhas rítmicas, normofonéticas FC: 98bpm. Ausculta respiratória:
crepitações em bases bilateralmente. Abdome: edema de parede abdominal, fígado a 3 cm do rebordo costal direito; edema (+2/4+)
em membros inferiores. Exames laboratoriais: Sumário de urina: pH: 5,5, densidade 1025, proteína: ++, hematúria: ++, leucócitos:
20/campo. Ureia: 20mg/dL, creatinina: 0,5mg/dL. A hipótese diagnóstica mais provável e o marcador laboratorial a ser solicitado são,
respectivamente:
A) Síndrome nefrótica/proteinúria de 24 horas.
B) Glomerulonefrite difusa aguda/dosagem sérica de complemento.
C) Hipertensãoarterial renovascular/ultrassom Doppler de artérias renais.
D) Infecção do trato urinário/urinocultura com teste de sensibilidade antimicrobiana.
Criança que subitamente desenvolve hipertensão arterial, edema e hematúria seguramente está fazendo um quadro de
Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA), pois o que ela apresenta nada mais é do que uma síndrome nefrítica (conjunto de sinais e
sintomas que apontam para a ocorrência de inflamação do tufo capilar glomerular – A errada). Sabe-se que o grande protótipo de
GNDA nesta faixa etária é a Glomerulonefrite Pós-Estreptocócica (GNPE), uma complicação tardia e não supurativa da infecção por
cepas nefritogênicas do estreptococo beta-hemolítico do grupo A de Lancefield, o S. pyogenes. Vale lembrar que, por se tratar de
complicação tardia da infecção estreptocócica, às vezes não há qualquer sinal clínico de sua ocorrência quando da instalação do
quadro de GNPE, e muitos pacientes podem não recordar que tiveram uma estreptococcia (não raro discreta) nas últimas semanas.
Nesta condição, é esperada a queda de complemento por até oito semanas, achado que corrobora o diagnóstico. Não há febre e
outros comemorativos inflamatórios para pensarmos em infecção urinária; a hipertensão renovascular não causa edema da monta
que foi descrito para essa criança (C errada)... Resposta: B.
Video comentário: 234057
33 - 2020 SES - DF
Certo paciente de 10 anos de idade apresenta-se com febre e artrite. Além disso, apresenta episódio prévio comprovado de infecção
estreptocócica. Seu eletrocardiograma demonstrava um intervalo PR maior que 0,2 ms e o ecocardiograma estava normal. Apresenta
hemograma de 9.5 g/dL, ferritina sérica de 12 microgramas/L e RDW era aumentado. No que se refere a esse caso clínico e aos
conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. Podem ocorrer glomerulopatias nesse paciente.
A) CERTO
B) ERRADO
Afirmativa CORRETA. Temos um paciente com relato de infecção estreptocócica prévia (não fica claro se faringoamigdalite ou se
infecção cutânea) evoluindo com quadro sugestivo de febre reumática. Nesse sentido, nosso paciente encontra-se sob risco de
glomerulonefrite pós-estreptocócica, uma sequela renal tardia da infecção por cepas específicas de estreptococo beta-hemolítico
do grupo A. O mecanismo fisiopatogênico envolve deposição de imunocomplexos glomerulares e a apresentação clínica pode
variar de quadros completamente assintomáticos, passando por síndrome nefrítica clássica (hipertensão arterial, hematúria e
edema) e chegando, em raros casos, à disfunção renal, encefalopatia hipertensiva e edema agudo de pulmão.
 
Resposta: A.
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34 - 2020 UFSC
Um escolar, 8 anos, trazido pela mãe à emergência devido a urina cor marrom e inchaço nos olhos. Há 8 dias iniciou edema
periorbitário súbito bilateral matutino, evoluindo com dor abdominal difusa, oligúria e hematúria macroscópica. Nega episódios
anteriores. Relata uso de amoxicilina devido à faringoamigdalite há 15 dias. Ao exame físico: Tax: 37,7°C, PA: 130x80 mmHg (p90
112x73 mmHg), hipertrofia e hiperemia de amigdalas (Brodsky grau 3), edema de região orbital bilateral, parede abdominal,
suprapúbica, escrotal, pré-tibial. Ganho de 5 kg de peso em 10 dias. Com base na história clínica e exame físico, a sua principal
hipótese diagnóstica é:
A) Colestase.
B) Síndrome nefrótica.
C) Doença de Kawasaki.
D) Glomerulonefrite difusa aguda.
E) Reação anafilactoide ao antibiótico.
Escolar com quadro de síndrome nefrítica, composta pela associação de hipertensão + hematúria + edema. Sabe-se que, nesta faixa
etária, a grande etiologia é a glomerulonefrite pós-estreptocócica - lembre que o período de incubação entre a faringoamigdalite
estreptocócica e a GNPE é de 1 a 3 semanas. Não há por que pensar em colestase (a coloração alterada da urina é por conta da
hematúria – A errada). Síndrome nefrótica, em geral, não causa hipertensão arterial (B errada). Essa criança não tem nada para
Kawasaki, além da febre (B errada). Na reação anafilactoide, espera-se outros comemorativos, como urticaria, angioedema,
broncoconstrição, hipotensão – resumidamente, é reação semelhante à anafilaxia – daí o nome – mas independentemente de IgE (E
errada). Resposta: D.
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35 - 2020 UFPI
João, 5 anos, é trazido ao pronto socorro por sua mãe com queixa de que sua urina está reduzida e escura há 3 dias. Ao exame físico,
a criança encontra-se em regular estado geral, PA 150/90 (P90 106/70, P95 110/74) com leve edema palpebral, com ausculta cardíaca
normal e com estertores à ausculta pulmonar. Baseado neste caso clínico, assinale a opção CORRETA.
A) A principal hipótese diagnóstica para João é síndrome nefrítica. A principal causa na pediatria é GESF (glomeuloesclerose
segmentar e focal). A criança deve fazer biópsia para confirmar a hipótese e, caso confirme, iniciar tratamento com corticoide.
B) A principal hipótese diagnóstica para João é síndrome nefrótica. A principal causa de síndrome nefrótica em criança é lesão
histológica mínima, a qual costuma ter uma boa resposta ao corticoide.
C) A principal hipótese diagnóstica é síndrome nefrótica. Para confirmação diagnóstica deve-se solicitar sumário de urina para
documentar a presença de hematúria, função renal para avaliar o grau de comprometimento renal e ASLO para comprovar a infecção
prévia pela bactéria.
D) A principal hipótese é síndrome nefrítica. Em crianças, esta doença ocorre predominantemente como uma complicação supurativa
durante infecções de pele ou orofaringe causadas por cepas nefritogênicas do Staphilococcus
E) A principal hipótese nesse caso é síndrome nefrítica. A melhor conduta para o paciente é interná-lo, restringir sal e água, iniciar
diurético e fazer penicilina benzatina para evitar disseminação das cepas nefritogênicas para a comunidade.
Diante de um pré-escolar com quadro de hipertensão, hematúria e edema, a primeira hipótese diagnóstica de síndrome nefrítica
(alternativas B e C erradas), sendo a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (alternativa A errada) a principal causa na
infância. Caracteriza-se fundamentalmente por processo inflamatório de origem imunológica que acomete todos os glomérulos
de ambos os rins. É considerada, juntamente com a febre reumática, sequela tardia e não supurativa de estreptococcia (alternativa
D errada). Voltando ao caso clínico, vemos que a criança em tela apresenta a complicação mais frequente da doença, que é a
congestão circulatória. Caracteriza-se por sinais clínicos de hipervolemia que, no caso clínico, foi evidenciado pela presença de
estertores na ausculta pulmonar. Logo, este paciente deverá ser tratado sob internação hospitalar e, além de restrição de sal e
água, objetiva-se reduzir a hipervolemia com administração de furosemida 1 a 5 mg/kg/dia,  assistência ventilatória se necessária e
erradicação do estreptococo com a apllicação de penixilina benzatina.
Resposta: letra E.
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36 - 2020 UFPI
Sobre síndrome nefrótica, assinale a opção INCORRETA.
A) A principal causa de síndrome nefrótica em criança é lesão histológica mínima, a qual é idiopática e costuma ter uma boa resposta
ao corticoide, mas tem uma taxa significativa de recaídas.
B) A síndrome nefrótica em crianças caracteriza-se por proteinúria nefrótica, edema, hipoalbuminemia, hipertensão e hematúria.
C) São indicações de biópsia na síndrome nefrótica: idade menor de 1 ano, início na puberdade, córtico-resistência, piora progressiva
da função renal.
D) Na síndrome nefrótica ocorre perda da barreira de carga da membrana basal glomerular, o que resulta em perda seletiva de
albumina, redução da pressão oncótica intravascular e extravasamento de líquido para o terceiro espaço.
E) São indicações de albumina na síndrome nefrótica: anasarca importante, edema escrotal, oligúria, derrame pleural e ascite
volumosa.
Vamos avaliar as alternativas referentes a síndrome nefrótica (SN) na infância: A) CORRETA! Na infância, 80 a 90% dos casos
correspondema SN primária ou idiopática. Destas, as principais variantes histopatológicas são a lesão histológica mínima (LHM) e a
glomeruloesclerose segmentar e focal (GESF), sendo que a primeira apresenta boa resposta ao corticoide, apesar de alguns casos
evoluirem com refratariedade. Os portadores de LHMcorticorresistentes ou que evoluem para perda da função renal, em regra,
demonstram em padrão de GESF biópsias renais posteriores. B) ERRRADA! Hipertensão e hematúria são características da síndrome
nefrítica. A SN caracteriza-se essencialmente pela presença de proteinúria maciça de caráter nefrótico e hipoalbuminemia (≤ 2,5
g/dL), enquanto o quadro completo inclui edema, hiperlipidemia e lipidúria. C) CORRETA! As principais indicações de biópsia da SN
na infância incluem: crianças com idade < 1 ano ou > 10 anos (ou início da puberdade); hematúria macroscópica ou hematúria
microscópica persistente; hipertensão grave; disfunção renal; hipocomplementenemia; sintomas extrarrenais (p.ex., exantema,
púrpura); síndrome nefrótica corticorresistente; planejamento de introdução de inibidores de calcineurina (ciclosporina, tacrolimo);
e para avaliação periódica de potencial nefrotoxicidade. D) CORRETA! Na SN, a excreção de grandes quantidades de proteína
através da barreira de ultrafiltração glomerular  seria decorrente de agravos diversos sobre seus componentes, determinando
aumento da permeabilidade às proteínas plasmáticas. Contribuem para esse fato a perda de cargas elétricas negativas da
membrana basal glomerular, que resulta em perda seletiva de albumina, redução da pressão oncótica intravascular e
extravasamento de líquido para o terceiro espaço. E) CORRETA! A albumina é indicada nos quadros edemas volumosos, persistentes
ou refratários, incluindo anasarca importante, edema escrotal, oligúria, derrame pleural e ascite volumosa.
Resposta: letra B.
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37 - 2020 UFSC
Em relação à Síndrome Nefrótica Idiopática da infância, é correto afirmar que:
A) A maioria dos casos ocorre com lesões glomerulares específicas relacionadas com alguma patologia de base.
B) A Síndrome Nefrótica chamada “lesão mínima” apresenta relação íntima com infecção estreptocócica.
C) Na eletroforese de proteína observam-se, frequentemente, hipoalbuminemia e hipergamaglobulinemia.
D) À microscopia óptica observam-se apenas anormalidades histológicas mínimas.
E) Por definição cursa com proteinúria maciça (> 50 mg/kg/dia) e hipocolesterolemia.
Em mais de 85% das vezes, a síndrome nefrótica idiopática na infância é causada pela Doença de Lesões Mínimas (DLMi), isto é,
uma condição sem associação etiológica definida (A e B erradas). Apesar de haver hipoalbuminemia e perda de fatores humorais de
defesa (como componentes do complemento e alguns subtipos de imunoglobulina), em geral não se observa franca
hipogamaglobulinemia, pois algumas subfrações específicas (ex.: alfa-2 globulina) aumentam de forma acentuada, "compensando"
a queda de outras subfrações (ex.: alfa-1 globulina). Os níveis TOTAIS de gamaglobulinas costumam se manter ESTÁVEIS, sem altas
e baixas expressivas (C errada). Por definição ocorre proteinúria maciça (> 50 mg/kg/dia em crianças) e HIPERcolesterolemia (E
errada). A banca havia dado como gabarito inicial a letra D, mas esta opção TAMBÉM ESTÁ ERRADA! O exame de microscopia óptica
é tipicamente NORMAL na DLMi. Ainda que alguns casos se notem alterações discretas, como depósitos lipídicos nas células do
epitélio tubular (principalmente no TCP) - a chamada lipiodose tubular - as biópsias desses pacientes são majoritariamente
NORMAIS quando analisadas pela técnica microscópica convencional (logo, D errada). Alterações expressivas, vale lembrar, serão
observadas no exame de microscopia eletrônica, como a fusão e o apagamento dos processos podocitários... Questão sem
resposta certa, devidamente ANULADA pela banca!
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38 - 2020 HCG
Qual dos achados microscópicos a seguir, no exame de urina, é mais indicativo de glomerulonefrite?
A) Neutrófilos.
B) Cilindros hemáticos.
C) Células transicionais.
D) Cristais de oxalato.
Questão sem grandes dificuldades. Diariamente, células epiteliais que compõem a parede da alça de Henle secretam uma proteína
conhecida como “glicoproteína de Tamm-Horsfall”. Não precisa decorar o nome – basta entender o conceito: esta proteína segue o
fluxo urinário e acaba se depositando nos túbulos contorcidos distais e túbulos coletores, originando uma superfície “pegajosa” em
seu interior. Ora, se determinada condição permite a presença e circulação de células no interior dos túbulos, estas células – sejam
hemácias, leucócitos ou mesmo células do epitélio tubular – acabam aderindo à superfície e formando cilindros, que
eventualmente descamam e podem ser visualizados no exame de urina. Diversos cilindros celulares podem surgir em função de
glomerulite, mas apenas os hemáticos são específicos, pois não costumam ocorrer em outras situações. Os cilindros leucocitários
podem ser encontrados na pielonefrite aguda bacteriana ou em outras nefrites tubulointersticiais; além de achados eventuais nas
glomerulonefrites. Assim, reforce o conceito: cilindros hemáticos, em prova, são praticamente patognomônicos de glomerulite.
Resposta: B.
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39 - 2020 HUBFS/HUJBB
Menino de 6 anos de idade, previamente hígido, apresenta edema periorbital, oligúria e urina avermelhada há 2 dias. Levado por sua
mãe à UPA com quadro de tosse, frequência respiratória de 40 incursões por minuto, tiragem intercostal e subcotal e sibilância na
ausculta pulmonar. Pressão arterial acima do P95 para idade, saturação de 92% em ar ambiente. Em relação ao quadro descrito, a
conduta imediata mais adequada é
A) nebulização de ataque com fenoterol (3 nebulizações com intervalo de 20 minutos entre elas) e prednisona via oral, 2 mg/kg.
B) reposição de albumina humana endovenosa seguida de diurético de alça 1-2 mg/kg endovenoso.
C) oxigenioterapia com máscara de Venturi a 50% e iniciar antibioticoterapia com ceftriaxona na primeira hora.
D) pulsoterapia com metilprednisolona 30 mg/kg/dia, manter por 3 dias consecutivos.
E) oxigenioterapia com ventilação não invasiva e furosemida 2 mg/kg endovenosa.
Diante de uma criança com quadro de hipertensão + oligúria + edema + hematúria, a nossa principal hipótese diagnóstica é
glomerulonefrite pós-estreptocócica. Dentre as medidas envolvidas no tratamento, tais como antibioticoterapia para erradicação
do estreptococo, restrição hídrica ou uso de hipotensores, temos que lembrar que antes de tudo, devemos estabilizar clinicamente
o paciente. No caso clíncio em tela, é evidente que o menor está com insuficiência respiratória, sendo a nossa prioridade de
tratamento neste momento. Logo, objetiva-se introduzir assistência ventilatória (oxigenoterapia e/ou ventilação mecânica) e, para
evitar progressão do desconforto, reduzir a hipervolemia com administração de furosemida 1 a 5 mg/kg/dia.
Resposta: letra E.
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40 - 2020 HCG
M.C., do sexo feminino. de cinco anos, apresenta quadro edema insidioso há dois duas semanas que, há dois dias, evoluiu para
anasarca. Além disso, a mãe refere que a urina apresenta-se na cor de coca-cola, com espuma, e informa que o volume urinário é
normal. Ao exame físico, apresenta-se anasarcada com pressão arterial abaixo do percentil 90. Abdome com presença de ascite.
Aparelho respiratório sem alterações. Frequência respiratória:16 irpm, sem tiragem. Peso seco: 22 kg; peso atual: 26 kg. Trouxe
alguns exames que mostram: hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, hipoalbuminemia C3 e C4 normais. Ureia e creatinina
adequadas para idade. EAS com proteinúria de 3+, hemoglobina positivo 4+, leucócitos:5.000/ml e hemácias > 1.000.000/ml.
Proteinúria de 24 horas: 1.300 mg/24 horas; volume: 950 ml. Nesse caso, qual é a conduta médica?
A) Iniciar prednisolona na dose de 1 mg/kg/dia.
B) Iniciar prednisolona na dose de 2 mg/kg/dia.
C) Iniciar furosemida na dose de 6 mg/kg/dia.D) Indicar biópsia renal.
Na faixa etária entre 1-8 anos, a maioria dos casos de síndrome nefrótica é representada pela doença de lesões mínimas idiopática.
Tanto é assim que, na ausência de alterações que sugiram a existência de outra doença (isto é, se não houver nada "de estranho"
em relação ao quadro clássico de DLMi), o tratamento é instituído empiricamente, sem necessidade de biópsia renal... Analisando o
caso em tela, podemos concluir o seguinte: tem algo muito estranho nele, concorda? Essa hematúria acentuada não faz parte do
quadro típico de DLMi... Logo, temos que pensar na possibilidade de um diagnóstico alternativo, sendo indicado, portanto, realizar
biópsia renal. Resposta: letra D.
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41 - 2020 PUC - SP
Carlos, 44 anos, previamente saudável, vem apresentando inchaço em membros inferiores há 4 meses. Há 1 mês, o inchaço
progrediu para o resto do corpo. Embora continue a alimentar-se de maneira saudável, seu peso corporal aumentou 12 kg nos
últimos 2 meses. Sua PA atual é de 108/68 mmHg. Seus exames laboratoriais mostraram: INR= 1,0; bilirrubinas normais;
Colesterol=330 mg/dL; Triglicérides=440 mg/dL e Albumina sanguínea= 2,8 g/dL. Entre as alternativas abaixo, qual representa um
resultado de laboratório mais compatível com a principal hipótese diagnóstica de Carlos?
A) Proteína em amostra isolada de urina de 300 mg/dL.
B) Creatinina plasmática superior a 7,0 mg/dL.
C) Hemácias em amostra isolada de urina de 120.000 hemácias/mL.
D) Relação ureia/creatinina inferior a 5 em amostra urinária.
Diante de um paciente com síndrome edemigênica, hipoalbuminemia e hipertrigliceridemia, é provável que estejamos diante de
um quadro de síndrome nefrótica, que pode ser confirmada pela dosagem de proteínas urinárias acima de 3,5 g/24h. Assim, a
única alternativa que representa uma alteração encontrada em todos os pacientes com síndrome nefrótica, é a proteinúria em
amostra isolada acima de 300 mg/dL.
 
Gabarito: Alternativa A.
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42 - 2020 HIS
"Homem, 45 anos de idade, previamente hígido, há 3 meses com edema progressivo, atualmente em membros inferiores, superiores
e em face, principalmente ao acordar. Nos últimos três dias, relata dispneia aos esforços. Ao exame clínico: bom estado, corado,
hidratado, anictérico, acianótico, afebril, eupneico, edema periorbital bilateral. Frequência cardíaca = 88 batimentos/minuto;
frequência respiratória = 18 incursões/minuto; Saturação de O₂ = 95%, em ar ambiente, repouso. Pressão arterial = 118 x 82 mmHg.
Ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares reduzidos em bases, com estertores. Sem sinais de desconforto respiratório. Edema
de membros inferiores simétricos, 2+/4+, compressível. Semiologia cardíaca e abdominal sem alterações. Realizados os seguintes
exames complementares: Hb = 13,5 g/dL; Leucócitos: 7.450/mm³, com diferencial sem alterações; Plaquetas: 228 mil/mm³; Creatinina:
0,77 mg/dL; Ureia: 34 mg/dL; Sódio: 143 mEq/L; Potássio: 4,1 mEq/dL; Proteina Total: 5,8 g/dL Albumina: 2,3 g/dL; Relação
proteína/creatinina urinária: 6g/g; Hb glicada: 5,2%; sorologias para Hepatite B, C, HIV e sífilis negativas. Fator antinúcleo, C3, C4 e
eletroforese de proteínas sem alterações. Colesterol total: 256 mg/dL (VR < 190 mg/dL); Triglicérides: 188 mg/dL (VR < 150 mg/dL).
TSH e T4L sem alterações. O próximo passo para investigação diagnóstica da causa de edema deste paciente será realizar:"
A) Ecocardiograma transtorácico
B) Cateterismo cardíaco direito
C) Tomografia computadorizada de tórax
D) Ultrassonografia hepática com fibroscan
E) Biópsia renal
Pessoal, temos um paciente com síndrome nefrótica (observem a relação proteína/creatinina urinária e os sinais clinicolaboratoriais
como edema, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia). O próximo passo para estabelecer a causa deve ser a biópsia renal.
Resposta: E.
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43 - 2020 CMC
Constitui causa extra glomerular de hematúria:
A) Síndrome hemolítica urêmica.
B) Nefropatia por IgA.
C) Hipercalciúria.
D) Exercício físico.
Alterações metabólicas como hiperuricosúria e hipercalciúria levam a hematúria de origem não glomerular. 
Resposta: letra C. 
 
Note que as outras causas citadas levam a hematúria de origem glomerular.
Video comentário: 244564
44 - 2020 HIS
Menino, 4 anos de idade, trazido ao pronto-socorro devido a estar com diarreia e febre baixa há 7 dias. Nos primeiros dias a diarreia
era aquosa, e nos últimos 3 dias passou a apresentar sangue e muco. Há um dia com diminuição importante da diurese. Ao exame
físico: sonolento, com mucosas secas, hepatoesplenomegalia, petéquias em membros inferiores e face. Após estabilização clínica,
foram coletados exames, cujos resultados evidenciaram: Creatinina: 1,8 mg/dL; Ureia: 74,0 mg/dL; Potássio: 5,9 mEq/L; Sódio: 143
mEq/L; Hb: 6,7 g/dL; Ht: 14,0%; leucócitos: 17.000/mm3 ; plaquetas: 43.000/mm3 ; Proteína C reativa aumentada. Quais exames
complementares são necessários para confirmar a hipótese diagnóstica de Síndrome Hemolítica Urêmica?
A) Prova de fragilidade osmótica e fator de von Willebrand.
B) Atividade de ADAMTS 13 e fator de von Willebrand.
C) Prova de fragilidade osmótica e pesquisa de leucócitos nas fezes.
D) Exame funcional de fezes e coagulograma.
E) Esfregaço de sangue periférico, reticulócitos e coprocultura.
A questão constrói todo um quadro clinicolaboratorial de síndrome hemolítico-urêmica (SHU) e entrega o diagnóstico "de
bandeja"... Enfim: como confirmar SHU, que é causada por trombose glomerular? Não existe um exame que, isoladamente, sele tal
diagnóstico. Portanto, o que devemos fazer é procurar elementos da síndrome: lembre que a SHU é causa de anemia hemolítica
microangiopática - portanto, encontraremos reticulocitose e esquizócitos no sangue periférico. Além disso, tal condição surge na
vigência de infecção por Escherichia coli, especialmente a cepa O157:H7, germe que libera toxinas Shiga-like capazes de causar a
trombose dos glomérulos - assim, coprocultura é elemento importante para a investigação. Prova de fragilidade osmótica é
utilizada no diagnóstico de esferocitose hereditária, mas não de SHU (A e C erradas). A atividade do ADAMTS-13 é importante para
diagnosticar púrpura trombocitopênica trombótica (B errada). O exame funcional das fezes serve para avaliar a atividade dos
órgãos do trato digestivo - é capaz de diagnosticar, por exemplo, insuficência pancreática e nada tem a ver com SHU... Resposta: E.
Video comentário: 228026
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45 - 2020 CMC
Faça a associação correta da glomenulonefrite e a etiologia: I - Lesão mínima; II - Glomeruloesclerose; III - Nefropatia membranosa; a
- Linfoma de Hodgkin. b - HIV. c - Hepatite B
A) I - c; II - b; III - a
B) I - a; II - b; III - c
C) I - b; II - a; III - c
D) I - b; II - c; III - a
É importante que estejamos treinados, nas provas, a identificar a associação entre o exame histopatológico dos rins com causas de
síndrome nefrótica. Assim, por exemplo, a doença por lesão mínima pode ser causada pelo uso de anti-inflamatórios não
esteroidais ou linfoma de Hodgkin. Já a glomeruloesclerose focal e segmentar pode ser secundária à infecção pelo HIV, à anemia
falciforme, ao uso de heroína... Por fim, a nefropatia membranosa está associada ao uso de captopril, à hepatite B e a algumas
neoplasias sólidas. Resposta: B.
Video comentário: 244585
46 - 2020 HASP
Escolar de seis anos é levado à emergência devido à queixa de “pés e olhos inchados” há 48 horas. História patológica pregressa:
piodermite há três semanas. O exame físico revela bom estado geral; edema palpebral bilateral e de membros inferiores ++/4+;
ausculta cardiovascular dentro da normalidade, ausculta respiratória normal e exame do abdome sem alterações; pressão arterial
sistólica entre os percentis 95 e 99. Os resultados dos exames laboratoriais são: exame de urina apresentando hematúria e
proteinúria; ureia e creatinina séricas normais; anemia normocítica leve; proteínas totais e frações normais; colesterol normal;antiestreptolisina O (ASO) não reator; C3 diminuído. Em relação a esse quadro, é correto afirmar que:
A) Hematúria, anemia normocítica, ASO negativo e PA normal caracterizam a síndrome hemolítico urêmica atípica.
B) ASO negativa afasta a possibilidade de glomerulonefrite pós-infecção estreptocócica.
C) No caso relatado está indicada a inclusão de penicilina ao esquema terapêutico inicial.
D) As culturas da pele e da orofaringe são fundamentais para confirmação do diagnóstico.
Criança com idade entre 5-15 anos, apresentando hematúria, edema, hipertensão (PA acima do p95 para sexo e idade) e consumo
de C3, tudo isso aparecendo 3 semanas após um quadro de piodermite. Qual é a hipótese diagnóstica? GNPE. Por que o ASO foi
negativo? Porque na GNPE pós-piodermite a sensibilidade é de somente 50% (oxidases presentes no subcutâneo degradam
rapidamente a estreptolisina-O, não dando tempo para o sistema imune do paciente reagir a sua presença). Vamos às alternativas...
A síndrome hemolítico-urêmica é caracterizada por IRA, anemia hemolítica microangiopática (esquizócitos no sangue periférico) e
plaquetopenia. Ademais, como vimos, o paciente ESTÁ hipertenso (A errada); ASO negativa não afasta GNPE pós-impetigo. O
melhor marcador é o anti-DNAse B (B errada); apesar de não influir no curso da GNPE, a antibioticoterapia anti-estreptocócica (que
pode ser feita com penicilina) está sempre indicada! Sua finalidade é garantir a erradicação da cepa nefritogênica do corpo do
paciente (C correta); culturas para detectar o estreptococo beta-hemolítico do grupo A até podem ser solicitadas, mas sua
sensibilidade é baixa e um resultado negativo não afasta o diagnóstico de GNPE! A sorologia com pesquisa de anticorpos
antiexoenzimas estreptocócicas representa o meio preferencial de confirmação de infecção recente e, como vimos, o marcador de
escolha no pós-impetigo é o anti-DNAse B. Logo, as culturas não são "fundamentais" (D errada). A melhor resposta aqui seria a letra
C. A banca havia dado como gabarito a letra A, mas em vez de acertar o gabarito resolveu anular a questão...
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47 - 2020 PUC - SP
Francisco, três anos, sexo masculino, é trazido por seus pais à emergência, pois parece pálido e menos ativo do que o habitual.
Relatam que há dois dias vem apresentando diarreia com um pouco de sangue, febre de 38,5°C, vômitos, e que está urinando pouco.
Exame físico: acentuada palidez, irritabilidade, pouco responsivo e com acentuada dor à palpação abdominal. No exame físico
apresenta FC: 130bpm, FR: 40 ipm, PA: 85x55mmHg. Exames laboratoriais: Hb: 6g/dl, Ht: 25,6%, leucometria: 15.000/mm³ (bastões
15%, segmentados 65%); plaquetas: 75.000/mm3, Na+: 135mEq/L, K+: 3,8mEq/L, creatinina: 5,2mg/dl, uréia: 108 mg/dl. EAS: 35
hemácias/campo. A hipótese mais provável é:
A) Glomerulonefrite aguda.
B) Púrpura de Henoch-Schonlein.
C) Leucemia linfoblástica aguda.
D) Síndrome hemolítico-urêmica.
Criança com quadro de diarreia com sangue e muco, associado a quadro de anemia aguda grave com plaquetopenia e oligúria,
deve-se pensar obrigatoriamente em síndrome hemolítico-urêmica, causa de anemia hemolítica microangiopática! Nesta, a
trombose dos glomérulos é a causa da destruição das hemácias, da plaquetopenia (consumo plaquetário) e da lesão renal aguda.
Neste caso, para que as hemácias consigam passar pelos capilares trombosados, elas acabam sofrendo deformação excessiva, a
ponto de se romperem. As evidências laboratoriais são elevação de reticulócitos, hiperbilirrubinemia indireta, aumento da LDH e
presença de esquizócitos no esfreagaço do sangue periférico. A conduta é suporte clínico. A glomerulonefrite aguda cursa com
hipertensão, diferentemente do que ocorreu com o lactente em tela (alternativa A errada). A clínica do paciente não é compatível
com o diagnóstico de púrpura de Henoch-Schonlein, pois faltou o quadro clínico de púrpura (alternativa B errada). A leucemia
aguda, embora causa anemia e plaquetopenia, não é classicamente causa de lesão renal aguda (alternativa C errada).
Resposta: letra D.
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48 - 2020 HPEV
Homem, 21 anos de idade, com antecedente de doença celíaca, refere urina avermelhada há 2 semanas. Relata episódios
semelhantes anteriormente. Concomitantemente, apresentou febre baixa, congestão nasal e odinofagia, apresentando melhora com
analgésicos comuns. Nega história familiar de doenças renais. Nega artralgia, alterações cutâneas, oftalmológicas, auditivas e outras
alterações urinárias. Exame clínico sem alterações. Sedimento urinário (Urina 1) com hematúria 1+. A hipótese diagnóstica para o
caso é:
A) Glomeruloesclerose segmentar e focal
B) Nefropatia por IgA
C) Glomerulonefrite membranoproliferativa
D) Púrpura de Henoch-Schönlein
Paciente de 21 anos manifesta hematúria contomitantemente a infecção de vias aéreas superiores, isto é, tem a associação
conhecida como síndrome sinfaringítica, achado altamente sugestivo de doença de Berger, a nefropatia por IgA. A
glomeruloesclerose focal e segmentar é a principal causa de síndrome nefrótica (SN) e geralmente não causa hematúria (A errada).
Glomerulonefrite membranoproliferativa é outra etiologia de SN (C errada). Púrpura de Henoch-Schönlein é causa de hematúria,
mas acompanhada de lesões purpúricas sem trombocitopenia (D errada). Resposta: B.
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49 - 2020 PUC - SP
Com relação à Síndrome nefrótica, qual a relação esperada em amostra isolada de urina da relação proteína/creatinina, para
identificar proteinúria nefrótica?
A) 0,2 mg/mg
B) 0,2 a 0,5 mg/mg.
C) 1 mg/mg.
D) > 1mg/mg.
O elemento central na definição de síndrome nefrótica é a proteinúria maciça, caracterizada por valores > 3.5 g/dia em adultos ou >
50 mg/kg/dia em crianças. Classicamente, a quantificação da proteinúria é feita através de sua dosagem na urina de 24h, porém,
dadas as dificuldades práticas de se obter tal exame com confiabilidade, é válido estimar a proteinúria diária por meio da relação
proteína/creatinina em amostra urinária isolada. Em adultos, uma relação > 3.5 g de proteína/g de creatinina equivale à proteinúria
nefrótica. Em crianças, de acordo com o tratado da Sociedade Brasileira de Pediatria (importante referência de prova - esta questão
caiu na prova de Pediatria), valores > 2 mg de proteína/mg de creatinina equivalem à proteinúria nefrótica. Logo, questão sem
resposta certa, que teve como gabarito a letra D, mas, ao nosso ver, merecia ter sido anulada...
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50 - 2020 SCMSJC
Um menino de 05 anos, com atraso na fala, apresenta hematúria macroscópica. Audiometria revela perda auditiva bilateral para altas
frequências. Qual a principal hipótese diagnóstica?
A) Síndrome de Berger.
B) Síndrome de Goodpasture.
C) Síndrome de Alport.
D) Síndrome de Batter.
Vamos relembrar: O síndrome de Alport (SA) é uma patologia hereditária. Um defeito no colagénio tipo IV, origina um envolvimento
generalizado das membranas basais, em particular as dos glomérulos renais. A progressão da doença renal é mais grave em
doentes do sexo masculino. Estes apresentam precocemente hematúria na infância, frequentemente surdez neuro-sensorial ( a
disacusia é tipicamente bilateral, simétrica e progressiva, sendo confirmada pelo exame audiométrico) e habitualmente evoluem
para doença renal terminal no início da terceira década de vida, podendo apresentar ou não anomalias oculares. Ou seja, um pre
escolar com hematúria macroscópica e perda auditiva bilateral possui a Síndrome de Alport. Portanto, o nosso gabarito é a letra C.
Vale lembrar que na síndrome de Berger apesar de haver hematúria, não há acometimento auditivo.
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51 - 2020 FAMEMA
Escolar, sexo masculino, 5 anos, foi internado com edema generalizado de evolução de dez dias. Ao exame: edema facial, mucosas
coradas, PA = 90 x 60 mmHg, abolição do murmúrio vesicular nas bases e ascite. Exames laboratoriais: ureia: 15 mg%; creatinina: 0,6
mg%; exame simples de urina com proteína ++++/4e cilindros hialinos. Os exames que auxiliarão à elucidação diagnóstica são:
A) dosagem de antiestreptolisina O e complemento.
B) dosagem de proteínas e lipídeos séricos.
C) clearance de creatinina e potássio sérico.
D) ultrassonografia abdominal, urina tipo 1 e hemograma.
Essa criança de 5 anos está em franca anasarca e importante proteinúria, suscitando o diagnóstico de síndrome nefrótica. Este, na
faixa etária pediátrica, é definido por proteinúria > 50 mg/kg/dia, mas, infelizmente, a banca não nos deu a opção de dosar a
proteinúria diária do nosso garotinho... E agora?  A proteinúria maciça, achado cardinal da nefrótica, leva à hipoproteinemia e à
hiperlipidemia. A primeira é fácil de entender... Mas e hiperlipidemia? Essa é bacana de entender: a eliminação das lipoproteínas
através da urina causa estímulo à produção hepática de novas partículas — quilomícrons, LDL — o que acaba elevando
sobremaneira a concentração sérica de colesterol e triglicérides. Assim, a melhor opção diagnóstica, dentre as apresentadas, é
dosar a proteína sérica e os lipídios circulantes. A dosagem da antiestreptolisina O e do complemento sérico seriam importantes
para "cravar" glomerulonefrite pós-estreptocócica, causa clássica de síndrome nefrítica, não nefrótica (A errada). O clearance de
creatinina é fidedigno para aferir a função filtrativa dos glomérulos, mas, além de não enriquecer muito a aboragem deste caso,
não deve ser solicitado para avaliar pacientes com insulto agudo aos rins, quando perde a acurária (C errada). Ultrassonografia de
abdome, neste caso, flagraria a ascite, mas de forma alguma contribuiria para fecharmos o diagnóstico de síndrome nefrótica (D
errada). Resposta: B.
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52 - 2020 SEMAD
Marque a opção falsa:
A) A glomerulonefrite rapidamente progressiva pode ser causada por depósito de imunocomplexos, pauci-imune ou associada anti-
corpo anti-membrana glomerular.
B) São causas de glomerulonefrite agudas púrpura de Henoch-Schölein, síndrome de Goodpasture, infecção por hepatite B e doença
de Berger.
C) A síndrome nefrítica é caracterizada por azotemia, hipertensão arterial, edema, hematúria, proteinúria geralmente menor que
3g/d.
D) O lúpus eritematoso sistémico causa síndrome nefrítica através de do dano glomerular causado por vasculite renal e está
associado ao anticorpo anti neutrófilo citoplasmático (ANCA) positivo.
E) Na glomerulonefrite rapidamente progressiva há perda maior que 50% da taxa de filtração glomerular.
Vejamos as opções sobre síndromes glomerulares:
A - certa. Glomerulonefrite rapidamente progressiva (GNRP) é aquela que evolui para lesão renal terminal (rins fibrosados) em
muito pouco tempo, isto é, semanas a meses. Pode ser causada deposição de anticorpos contra a membrana basal glomerular (tipo
I), imunocomplexos (tipo II) ou por condições com pouca participação imune (pauci-imune).
B - certa. Lembramos sempre de glomerulonefrite pós-estreptocócica como causa de glomerulite aguda, mas há outras etiologias,
como a púrpura de Henoch-Schönlein, hepatite B e doença de Berger.
C - certa. Síndrome nefrítica é a combinação de hipertensão, edema e hematúria de origem glomerular. A proteinúria subnefrótica,
isto é, menor que 3-3,5 g/dia, pode estar presente.
D - errada. A síndrome nefrítica do lúpus é do tipo II, por deposição de imunocomplexos.
E - certa. A queda da taxa de filtração glomerular a menos de 50% determina o rápido acúmulo de escórias nitrogenadas na GNRP.
Resposta: D.
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53 - 2020 CSNSC
Pré-escolar, quatro anos, sexo masculino, apresenta episódios recorrentes de hematúria macroscópica, principalmente quando em
vigência de Infecções de vias aéreas superiores. O diagnóstico mais provável é:
A) Doença de Berger
B) Síndrome de Alport
C) Glomerulonefrite difusa aguda
D) Púrpura de Henoch-Schönlein
A história de episódios recorrentes de hematúria macroscópica, principalmente relacionados a infecções virais de vias aéreas
superiores, deve nos fazer considerar a possibilidade de doença de Berger (nefropatia por IgA). Cabe ressaltar que esse não é o
único padrão esperado: alguns indivíduos apresentam hematúria microscópica persistente, enquanto outros, glomerulonefrite
rapidamente progressiva ou síndrome nefrítica clássica – opção (A) correta. A síndrome de Alport é uma causa rara de hematúria
assintomática em crianças. Ela também se apresenta com surdez neurossensorial, anormalidades oftalmológicas e insuficiência
renal progressiva – opção (B) incorreta. Na glomerulonefrite difusa aguda, esperaríamos encontrar os outros achados clássicos da
síndrome nefrítica (edema, oligúria) – opção (C) incorreta. Já os pacientes com púrpura de Henoch-Schönlein, que também cursa
com nefropatia por IgA, apresentam sintomas articulares, dor abdominal e púrpura – opção (D) incorreta. Resposta: (A).
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54 - 2020 FESO
Escolar, 10 anos, apresenta quadro recorrente de hematúria macroscópica. Biópsia renal demonstrou depósitos de lgA na região
mesangial do glomérulo. Assinale o diagnóstico MAIS PROVÁVEL:
A) Glomerulonefrite difusa aguda
B) Lúpus eritematoso sistêmico
C) Nefropatia de Berger
D) Síndrome de Alport
E) Doença da Membrana Basal Glomerular Fina
Questão relativamente tranquila... Falou em deposição de IgA nos glomérulos, há que se lembrar da nefropatia por IgA, isto é,
doença de Berger. Trata-se distúrbio imune mediado por IgA, em especial o polímero IgA1, caracterizado principalmente pela
lesão mesangial dos glomérulos. É a glomerulopatia primária mais comum do mundo, sendo a principal causa de hematúria
macroscópica recorrente de origem glomerular. Dentre as demais opções citadas, há acúmulo de imunoglobulina A na
glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica e no lúpus (D e E erradas). Porém, com tantas características sugestivas da
doença de Berger, e pela sua frequência, não há como escolher outra opção. Resposta: C.
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55 - 2020 UNIGRANRIO
Criança de 4 anos é levada ao pronto-atendimento devido a história de ''inchaço dos olhos e barriga"" há 3 dias. Mãe deu remédio
para quadro alérgico e como não houve melhora, trouxe para ser melhor avaliado. Ao exame: hidratado, hipocorado ++/4+, eupneico,
edema palpebral bilateral e de membros inferiores de ++/4+. PA= 90x50mmHg, FR= 23ipm, FC= 97bpm. Ausculta pulmonar sem
alterações, Abdome sem massas palpáveis e com peristaltismo +. Principal hipótese e exames laboratoriais a serem solicitados são:
A) Miocardite/ Rx tórax + eletrocardiograma.
B) Edema alérgico/ IgE + hemograma completo.
C) Glomerulonefrite difusa aguda/ Exame simples de urina + dosagem de complemento.
D) A. Síndrome nefrótica/ proteinúria de 24 horas + dosagem sérica de albumina.
Apesar da mãe ter achado que se tratava de um quadro alérgico, essa está longe de ser nossa principal hipótese diagnóstica...
Repare que a criança apresenta edema periorbitário (o que sugere etiologia renal) e em membros inferiores. Caso se tratasse de
uma miocardite, esperaríamos encontrar alguns sinais de insuficiência cardíaca, como turgência jugular e congestão pulmonar. O
edema alérgico não costuma acometer os membros inferiores; além disso, não há outros sinais sugestivos, como rash cutâneo, e
não houve melhora após o tratamento “prescrito” pela mãe. Já a glomerulonefrite cursa tipicamente com hipertensão, que não está
presente no caso. Sendo assim, a hipótese diagnóstica mais provável é, de fato, a síndrome nefrótica – trata-se de uma causa
clássica de síndrome congestiva em crianças! Para confirma-la, o primeiro passo é solicitar exames de urina (EAS e proteinúria de
24 horas) e de sangue (albumina, perfil lipídico). Resposta: (D).
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56 - 2020 AFAMCI
Escolar de sete anos, sexo feminino, apresenta edema em face e tosse há dois dias, sem febre. Exame físico: bom estado geral,
edema palpebral bilateral, PA: 130x98mmHg ( P 96 ). ACV: bulhas rítmicas normofonéticas FC: 90bpm, AR: estertores subcrepitantes
em bases.Abdome: normotenso, fígado: 2,5cm do RCD; edema de ++/+++ em membros inferiores, com pequenas lesões crostosas.
Exames laboratoriais: urina; densidade de 1025, pH: 5,5, leucócitos 30 por campo; hemácias: 95 por campo; raras bactérias, albumina
""+""; Ureia: 20mg/dL; creatinina: 0,5mg/dL. Raio X de tórax: aumento discreto da área cardíaca. A hipótese diagnóstica e o marcador
laboratorial a ser solicitado são:
A) Infecção urinária / urocultura com teste de sensibilidade antibiótica;
B) Glomerulonefrite difusa aguda / dosagem sérica de complemento;
C) Hipertensão arterial essencial / atividade da renina plasmática;
D) Síndrome nefrótica / proteinúria de vinte e quatro horas-;
E) Pneumonia / Hemograma completo;
Essa menina de 7 anos tem provável síndrome nefrítica, isto é, glomerulonefrite difusa aguda (GNDA): perceba a hematúria e a
importante congestão volêmica — edema de face, estetores creptitantes à ausculta pulmonar e hipertensão arterial. A principal
etiologia de GNDA na infância é a glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE); neste caso, as lesões crostosas na pele dos
membros inferiores sugere piodermite recente, o que casa com a possibilidade etiológica de GNPE. Para confirmação, além de
demonstrar a infecção estreptocócica recente, com período de incubação compatível, deve-se observar a queda do complemento
sérico. Quanto às demais opções: infecção urinária não causa hipertensão arterial (A errada); hipertensão arterial sistêmica
primária não se correlaciona com hematúria ou leucocitúria (C errada); síndrome nefrótica causa albuminúria importante, não
apenas de "+" (D errada). Pneumonia? Nem pensar: a estertoração pulmonar é decorrente da congestão volêmica inerente à GNDA
(E errada). Resposta: B.
Video comentário: 241640
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57 - 2020 CHN
Henrique, 3 anos de idade, previamente hígido, foi levado à Emergência Pediátrica do CHN há 3 dias por apresentar edema palpebral
que evoluiu para edema generalizado e ""urina espumosa com volume diminuído"". Ao exame físico, apresentava anasarca e pressão
arterial normal para a idade. Exames laboratoriais mostraram: albumina sérica: 0,8g/dL; hemograma sem anormalidades; colesterol
>200. EAS com +++ de proteína. Qual é a sua hipótese diagnóstica?
A) síndrome nefrótica
B) síndrome nefrítica
C) sepse
D) síndrome hemolítico-urêmica
E) GNPE ou GNDA
A síndrome nefrótica é marcada por uma proteinúria glomerular > 3,5g/dia (ou 50mg/kg/dia em crianças). Ou seja, os glomérulos
deixam passar todo o tipo de proteína como albumina, antitrombina III, transferrina e imunoglobulinas (principalmente a IgG). De
forma compensatória, o fígado aumenta o seu metabolismo para aumentar a produção hepática de algumas proteínas (albumina,
trasnferrina, etc) mas, como consequência, também há um aumento da produção hepática de colesterol. Em suma, temos um
paciente com edema oncótico (manifestado por edema periorbital, ascite ou até mesmo anasarca) e tendência à hipovolemia e
hipoalbuminemia, além de risco aumentado de infecções, anemia, trombose e aterogênese (hiperlipidemia). Letra A correta.
Cuidado para não confundir com a síndrome nefrítica! Nesta, vamos encontrar um paciente com proteinúria subnefrótica,
hipertensão arterial, oligúria, síndrome edemigênica e hematúria. Letras B e E incorretas.
A síndrome hemolítico-urêmica, por sua vez, geralmente ocorre após um episódio de diarreia que evolui para insuficiência renal,
anemia e plaquetopenia. Letra D incorreta.
Por fim, a sepse é caracterizada por uma disfunção orgânica devido à resposta inflamatória sistêmica desregulada gerada por um
insulto infeccioso. Definitivamente não é o caso do paciente em questão. Letra C incorreta.
Gabarito letra A.
Video comentário: 255459
58 - 2020 FMC
Escolar de sete anos, sexo feminino, apresenta edema em face e tosse há dois dias, sem febre. Exame físico: bom estado geral,
edema palpebral bilateral, PA: 130x98mmHg ( P 96 ). ACV: bulhas rítmicas normofonéticas FC: 90bpm, AR: estertores subcrepitantes
em bases. Abdome: normotenso, fígado: 2,5cm do RCD; edema de ++/+++ em membros inferiores, com pequenas lesões crostosas.
Exames laboratoriais: urina; densidade de 1025, pH: 5,5, leucócitos: 30 por campo; hemácias: 95 por campo; raras bactérias, albumina
""+"". Ureia: 20mg/dL; creatinina: 0,5mg/dL. Raio X de tórax: aumento discreto da área cardíaca. A hipótese diagnóstica e o marcador
laboratorial a ser solicitado são:
A) Infecção urinária / urocultura com teste de sensibilidade antibiótica;
B) Glomerulonefrite difusa aguda / dosagem sérica de complemento;
C) Hipertensão arterial essencial / atividade da renina plasmática;
D) Síndrome nefrótica / proteinúria de vinte e quatro horas-;
E) Pneumonia / Hemograma completo;
Essa escolar tem síndrome nefrítica (edema + hipertensão arterial + hematúria — C errada)... Veja, inclusive, que a etiologia do
quadro deve ser glomerulonefrite pós-estreptocócica, a principal na faixa etária da paciente apresentada, tendo em vista a história
recente de piodermite. Para fechar o diagnóstico, além da história clínica, do períoodo de incubação compatível — para
piodermites, de 2-4 semanas —, da comprovação de infecção estreptocócica recente, é de fundamental importância a detecção da
queda do complemento sérico (B certa). E as demais opções? Infecção urinária traria febre/disúria e não é causa de hipertensão (A
errada). Síndrome nefrótica seria marcada pela perda urinária maciça de proteínas (nossa paciente só tem uma "cruz" de
albuminúria — D errada). A tosse dessa menina é, provavelmente, por congestão pulmonar (estertores subcreptitantes à
ausculta corroboram essa ideia); com essa ideia em mente, a ausência de febre reduz ainda mais a possibilidade de pneumonia (E
errada). Resposta: B.
Video comentário: 241825
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59 - 2020 UHG
Menino, 4 anos de idade, trazido ao pronto-socorro devido a dor abdominal, diarreia e oligúria. Os pais relatam inchaço progressivo
há 3 semanas, após ter apresentado infecção de vias aéreas superiores. Ao exame clínico, paciente pálido com edema testicular e
periorbitário, sem outras alterações. Pais observam que a criança está 4kg acima de seu peso habitual. Solicitado exame de urina que
revelou: relação proteína/creatinina = 2,5 e micro-hematúria; ureia: 35; creatinina: 1,2; albumina sérica: 2,1 g/dL; Hb: 12,0; Ht 45%;
Leucócitos de 12.000, com 56% de segmentados, sem desvios. Concluiu-se pelo diagnóstico de Síndrome Nefrótica. O conjunto de
dados aponta para potencial risco, justificando internação hospitalar. Assinale a alternativa cujos dados justificam tal indicação:
A) Leucocitose; anemia
B) Idade < 6 anos; hipoalbuminemia
C) Edema testicular; hemoconcentração
D) Primeira descompensação; hipoalbuminemia
Questão que foi fundo no detalhe... A maioria dos casos de síndrome nefrótica na infância, particularmente na faixa etária entre 1-8
anos, é decorrente da doença de lesões mínimas idiopática (DLMi). Sabemos que tais pacientes podem ser tratados empiricamente
com glicocorticoides, sem necessidade de biópsia renal prévia, desde que o quadro seja típico de DLMi... Este tratamento pode ser
feito ambulatorialmente, porém, existem situações em que é preferível conduzi-lo em regime de internação hospitalar,
particularmente durante o início do mesmo. Uma dessas situações é a presença de edema significativo, o que inclui derrame
pleural volumoso, ascite ou edema genital importante. O motivo é que na presença de um grau acentuado de edema a
diureticoterapia deve ser feita inicialmente pela via intravenosa, o que requer hospitalização. É preciso muito cuidado na
monitorização desses pacientes, afim de evitar uma espoliação excessiva de volume levando à hipovolemia. São fatores de risco
para hipovolemia agravada ou induzida por diurético a presença de hemoconcentração, hipotensão arterial e taquicardia. Logo,
nosso paciente merece internação hospitalar para tratamento inicial sob vigilância, pois apresenta edema com necessidade de
diureticoterapia intravenosa (edema escrotal) e hematócritoaumentado (> 40% na faixa etária entre 2-6 anos), o que implica
elevado risco de hipovolemia iatrogênica. Tudo isso está escrito no Nelson Tratado de Pediatria... Resposta: C.
Video comentário: 249368
60 - 2020 UNIMED - RJ
Paciente 6 anos procura atendimento de emergência com dor abdominal e febre. Na história pregressa, a mãe relata uso de
corticoide devido a Síndrome Nefrótica. O antibiótico mais apropriado para esse caso é:
A) Vancomicina
B) Cabenicilina
C) Ceftriaxone
D) Ciprofloxacino
Em crianças com síndrome nefrótica que desenvolvem dor abdominal e febre, jamais podemos nos esquecer da peritonite
bacteriana espontânea por pneumococo — vamos entender o porquê. O primeiro conceito é que os nefróticos têm perda maciça
de proteínas através da urina, dentre as quais estão a imunoglobulina do tipo IgG e alguns componentes da via alternada do
complemento. O resultado é a "abertura da guarda imune" a germes encapsulados — o principal deles é o Streptococcus
pneumoniae (pneumococo).  Ao mesmo tempo, por conta da queda da pressão oncótica do plasma, os pacientes com síndrome
nefrótica desenvolvem edema generalizado, inclusive na cavidade abdominal (ascite). Assim, juntamos a suscetibilidade à infecção
por encapsulados com o acúmulo de líquido ascítico (que, em geral, já é "indefeso" por natureza): o resultado é o surgimento
da PBE por pneumococo. O tratamento é feito com cefalosporinas de terceira geração, como o ceftriaxone ou a cefotaxima.
Resposta: C.
Video comentário: 249172
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61 - 2020 HSL - RJ
Escolar de seis anos, apresenta edema em face e região peri-orbitária e tosse seca há dois dias. Nega febre. Exame físico: bom estado
geral, edema palpebral bilateral. PA: 140x98mmHg. ACV: ritmo cardíaco regular em 2 tempos, bulhas normofonéticas sem sopros. FC:
90bpm. AR: estertores subcrepitantes em bases. Abdome: normotenso, fígado: 2,5cm do RCD; edema de +/++ em membros
inferiores, com pequenas lesões crostosas. Exames laboratoriais: urina: densidade de 1025, pH: 5,5, leucócitos: 4.000/mL; hemácias:
105.000/mL; raras bactérias, proteína “+”. Ureia: 75mg/ dL; creatinina: 1.4mg/dL. Raio X de tórax: aumento discreto da área cardíaca.
A principal hipótese diagnóstica e o marcador laboratorial a ser solicitado são:
A) infecção urinária / urocultura com teste de sensibilidade antibiótica
B) glomerulonefrite difusa aguda / dosagem sérica de complemento
C) hipertensão arterial essencial / atividade da renina plasmática
D) síndrome nefrótica / proteinúria de vinte e quatro horas
E) glomerulonefrite difusa aguda / solicitação de FAN
Perceba que essa criança apresenta edema palpebral e em membros inferiores (MMII), estertores subcrepitantes em bases
pulmonares, hepatomegalia... Estamos diante de uma síndrome congestiva! Além disso, ela se encontra hipertensa e tem
hematúria. Trata-se de um quadro típico de síndrome nefrítica ou glomerulonefrite difusa aguda. Considerando a possibilidade de
se tratar de uma glomerulonefrite pós-estreptocócica (a presença de lesões crostosas em MMII sugere impetigo há alguns dias), é
preciso verificar os níveis de complemento sérico. Como sabemos, estes se encontram reduzidos na doença. O FAN pode ser
solicitado quando suspeitamos de alguma doença autoimune (ex: lúpus), mas não há motivos para considerarmos essa
possibilidade. 
Vamos conversar rapidamente sobre as outras alternativas: apesar da piúria, não há clínica de infecção urinária; a hipertensão
essencial não cursa com achados sistêmicos; a síndrome nefrótica se apresentaria com proteinúria mais significativa ao EAS. 
Resposta: (B).
Video comentário: 253018
62 - 2020 FESO
As glomerulonefrites podem ser secundárias a doenças sistêmicas ou primárias. Assinale a alternativa CORRETA:
A) A glomerulonefrite membranoproliferativa é a mais frequente
B) A proteinúria é um sinal pouco frequente
C) A elevação de creatinina é pouco discreta
D) A glomerulonefrite segmental e focal é a mais frequente
E) Cursa com anemia microcítica
A GESF ultrapassou a GM como principal forma de síndrome nefrótica idiopática na população adulta, sendo que a GM agora, está
em segundo lugar. Por essa razão, a questão foi anulada, após recurso sugerido pela equipe do MEDGRUPO (embora nossa
sugestão tivesse sido a troca do gabarito para a opção D).
Video comentário: 228866
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63 - 2020 CCANSPS
Assinale a condição em que você espera encontrar numerosos cilindros hemáticos ao exame do sedimento urinário:
A) Glomerulopatia proliferativa difusa lúpica
B) Amiloidose
C) Glomerulopatia membranosa primária
D) Glomerulopatia com lesão mínima
A amiloidose e as glomerulopatias por lesão mínima e membranosa são causas clássicas de síndrome nefrótica. Lembre-se que
nesta condição, a hematúria não é um fenômeno marcante, embora possa estar presente. Isso é bem diferente de uma síndrome
nefrítica, lembra? Além de oligúria, edema e hipertensão, os indivíduos acometidos têm hematúria. A glomerulopatia proliferativa
difusa lúpica (classe IV), forma de nefrite mais comum e mais grave no lúpus, leva ao desenvolvimento destes achados, o que não é
esperado nas outras três doenças citadas. Sendo assim, a melhor resposta é a alternativa (A).
Video comentário: 253905
64 - 2020 CERMAM
Furosemida, diurético usado com frequência no tratamento de diversas patologias. Tem sua ação em qual região do rim?
A) Membrana Basal Glomerular.
B) Segmento ascendente da alça de Henle.
C) Membrana Basal Tubular.
D) Túbulo Contorcido Proximal.
Os diuréticos atuam em diversos segmentos do néfron, ocasionando diferentes níveis de diurese e espoliação de íons. Quanto a
furosemida, um “diurético de alça”, atua no segmento espesso ascendente da alça de Henle, inibindo o simporter tríplice e,
portanto, a reabsorção de sódio, potássio e cloro nesse segmento do néfron. Assim, trata-se de um diurético que promove a
redução dos níveis séricos de potássio. 
 
Gabarito: Alternativa B.
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65 - 2020 UNIATENAS
Paciente, sexo masculino, 45 anos, procurou atendimento hospitalar devido queixa de ""inchaço no corpo"". Ao ser avaliado,
observou-se anasarca, de instalação há 05 dias, associada a astenia e urina espumosa. Recebeu diagnóstico de HAS há um mês, em
uso de captopril desde então. Foi internado para investigação, e os exames revelaram proteinúria de 4,5g em 24h, LDL 220 mg/dl,
albumina 2,5 mg/dl, dosagem de complemento dentro da normalidade. Foi solicitada uma biópsia renal com espessamento uniforme
da membrana basal ao longo das alças capilares periféricas. Enquanto aguardava resultado da biópsia, paciente intercorreu com
trombose de veia renal. Sobre o caso acima, marque o correto diagnóstico do paciente.
A) Trata-se de Glomerulonefrite membranosa.
B) Trata-se de Glomerulonefrite membranoproliferativa.
C) Trata-se de Glomeruloesclerose segmentar focal.
D) Trata-se de doença antimembrana basal glomerular.
E) Trata-se de Glomerulonefrite mesangioproloiferativa.
O paciente apresentado, inequivocamente, tem síndrome nefrótica: notar o edema generalizado e a urina espumosa já seriam
suficientes para levantar tal hipótese, mas a proteinúria > 3,5 g em 24 horas sela o diagnóstico. Quanto à etiologia, há três bons
motivos para pensarmos em glomerulopatia membranosa: primeiro, o espessamento uniforme da membrana basal glomerular;
segundo, o uso de captopril precedendo o início da perda nefrótica de proteínas; por fim, a trombose de veia renal, tendo em vista
que membranosa é a principal histologia de nefrótica associada a essa complicação. Quanto às demais alternativas, a
glomerulonefrite membranoproliferativa tem descrição histológica de "duplo-contorno" da membrana basal (B errada); na
glomeruloesclerose focal e segmentar, vê-se fibrose de partes — segmentos — do tufo capilar glomerular (C errada); a
glomerulonefrite proliferativa mesangial se expressa, histologicamente, por expansão do mesângio (E errada). Por fim, a doença
antimembrana basal glomerular não é causa de síndrome nefrótica, mas de glomerulonefrite rapidamente progressiva(D errada).
Resposta: A.
Video comentário: 254991
66 - 2020 PMFI
Paciente 14 anos, masculino, relata que há 21 dias iniciou com quadro de edema de face, que progrediu para membros inferiores e
região genital, associado a diminuição do volume urinário e urina ""espumosa"". Nega outras queixas, nega doenças anteriores e
história familiar de patologias. Ao exame paciente com PA=120x70mmHg, edema generalizado, corado e hidratado, sem outras
alterações significativas. Considerando a principal hipótese diagnóstica do caso acima, quais os exames necessários para sua
confirmação?
A) Dismorfirmos eritrocitário, creatinina e albumina.
B) Albumina, proteinúria de 24h e perfil lipídico.
C) Creatinina, ureia e albumina.
D) Urina 1, dismorfismo eritrocitário e proteinúria de 24h.
A história de anasarca e urina espumosa, em prova, deve nos fazer pensar em síndrome nefrótica. Lembre que essa síndrome,
diferentemente da maioria das síndromes em medicina, é definida não pela conjunção de sinais e sintomas, mas por um achado
laboratorial: proteinúria maciça — em adultos, acima de 3,5 g/24h (A e C erradas). A proteinúria dá origem aos demais
comemorativos, como hipoalbuminemia e hiperlipidemia. A gênese desta última é bem interessante: como os lipídios são perdidos
atrelados às lipoproteínas, existe estímulo à produção hepática exacerbada destas proteínas, o que leva à hipertrigliceridemia e à
hipercolesterolemia. O dismorfismo eritrocitário está presente na síndrome nefrítica (D errada). Resposta: B.
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67 - 2020 IPSEMG
Sobre as glomerulopatias, assinale a alternativa INCORRETA:
A) Embora a proteinúria seja característica das doenças do espectro nefrótico, pode também estar presente nas doenças do espectro
nefrítico, geralmente, entre 0,3 e 3g/24h.
B) Dentre as glomerulopatias que cursam classicamente com consumo de complemento destacam-se: glomerulonefrite pós-
estreptocócica, nefrite lúpica e glomerulonefrite membranoproliferativa primária.
C) Tanto doenças glomerulares do espectro nefrótico, quanto do aspecto nefrítico, podem cursar com glomerulopatia crônica e
evoluir para doença renal crônica estágio 5 com necessidade de terapia renal substitutiva.
D) A nefropatia pelo IgA (doença de Berger), é a causa mais comum de hematúria glomerular, e seu curso é quase que
invariavelmente benigno, sem comprometimento da função renal, proteinúria ou hipertensão. Mesmo nos raros casos em que há
comprometimento da função renal, é excelente a resposta à terapia imunossupressora.
A síndrome nefrítica é marcada clinicamente por hematúria, edema e hipertensão arterial, enquanto, laboratorialmente, destaca-se
a presença de hemácias dismórficas, cilindros hemáticos e proteinúria subnefrótica (até 3-3,5 g/dia). Seu “protótipo” é a
glomerulonefrite pós-estreptocócica, uma forma secundária de glomerulonefrite que, além dos achados já citados, pode cursar
com consumo de complemento. Outras doenças glomerulares que consomem complemento são nefrite lúpica e glomerulonefrite
membranoproliferativa. Dentre as glomerulonefrites primárias, destaca-se a nefropatia por IgA (doença de Berger). Ela é a causa
mais comum de hematúria macroscópica glomerular. Embora a grande maioria dos pacientes apresente evolução favorável, o
grupo que cursa com formação de crescentes (em torno de 5%) possui um prognóstico ruim com evolução para insuficiência renal
terminal de forma rápida (< 4 anos) mesmo com terapia imunossupressora. Como vimos, apesar de não ser a apresentação mais
comum, é possível que a doença glomerular evolua de forma desfavorável com necessidade de terapia de substituição renal.
Gabarito: letra D.
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68 - 2020 MULTIVIX
Em relação à síndrome nefrótica, marque a alternativa correta:
A) Crianças com edema sintomático, incluindo efusão pleural, ascite, grave edema genital, não necessitam de hospitalização.
B) O efeito da gravidade não interfere na distribuição do edema.
C) Não há necessidade de restrição da ingestão de sódio durante a fase de descompensação.
D) O uso de diuréticos deverá ser criterioso devido à possibilidade do aumento do risco de complicações tromboembólicas.
Vamos avaliar as alternativas referentes a síndrome nefrótica (SN): A) ERRADA! Todos esses casos devem ser obrigatoriamente
tratados sob internaão hospitalar. B) ERRADA! O edema da SN geralmente é intenso, mole, frio, depressível e sujeito à ação da
gravidade. Normalmente manifesta-se de forma insidiosa, podendo evoluir para anasarca. C) ERRADA! Na presença de edema, a
primeira medida a ser tomada é a restrição sódica. D) CORRETA! Os diuréticos devem ser evitados, de forma geral, pelo risco de
precipitação de piora da função renal, pois muitos nefróticos apresentam redução do volume sanguíneo efetivo de base. Quando
necessário, nos quadros de anasarca e sem evidências de hipovolemia, introduzir diuréticos tiazídicos como a hidroclorotiazida.
Resposta: letra D.
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69 - 2020 IHOA
Mulher de 32 anos e foi internada para investigação diagnóstica. Tem hipertensão arterial recém-diagnosticada (160x100mmHg) e
edema discreto de membros inferiores (+/4+). Sem outras queixas, seu exame de urina tipo I tinha proteinúria (+++/4+), hemácias
dismórficas = 68.000/mL, leucócitos 13.000/mL e creatinina = 1,9mg/dL. Seus valores séricos de C3, C4 e CHSO eram normais. E mais:
proteinúria = 1.280mg/24h. O diagnóstico mais provável é:
A) síndrome nefrótica por glomerulonefrite membranoproliferativa
B) síndrome nefrótica por vasculite pauci-imune
C) síndrome nefrítica por glomerulonefrite pós-infecciosa
D) síndrome nefrítica por nefropatia por IgA
Estamos diante de uma paciente com hipertensão arterial, edema, hematúria e proteinúria subnefrótica (< 3-3,5 g/24 horas). Ora,
trata-se de uma síndrome nefrítica! O diagnóstico diferencial entre GNPE e nefropatia por IgA (doença de Berger) é simples nesse
caso. A primeira é caracterizada pelo consumo de complemento e, claro, pela infecção estreptocócica prévia, o que não foi citado
no enunciado. Sendo assim, a hipótese diagnóstica mais provável é de nefropatia por IgA. Lembre-se que essa não é a
apresentação típica da doença – a glomerulonefrite clássica só se faz presente em 10% dos casos. Em 40-50%, há episódios
recorrentes de hematúria macroscópica e em 30-40%, hematúria microscópica persistente. Ainda podemos nos deparar com
síndrome nefrótica (< 10%) e com glomerulonefrite rapidamente progressiva (< 5%). Resposta: (D).
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70 - 2020 HSM - DF
Uma paciente de 4 anos de idade chegou à emergência pediátrica acompanhada da mãe relatando que a menina, há dois dias,
parece estar com o ""rosto mais inchado"" e sentindo mal-estar. Ao exame físico, verificaram-se bom estado geral com edema
bipalpebral, ausculta cardíaca normal, PA = 130 mmHg x 90 mmHg, ausculta pulmonar com estertores subcrepitantes em bases,
abdome normotenso, fígado = 2 cm do rebordo costal direito, membros inferiores com edema 2+/4+ e pequenas lesões crostosas. Os
exames laboratoriais indicaram urina - densidade = 1025, pH = 5,5, leucócitos = 12 por campo, hemácias = 50 por campo, albumina +,
ureia = 12 mg/dL e creatinina = 0,4 mg/dL. A radiografia de tórax mostrou aumento discreto de área cardíaca. Nesse caso clínico, a
hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento inicial são, respectivamente.
A) pielonefrite e antibiótico venoso.
B) síndrome nefrótica e prednisona via oral.
C) síndrome nefrítica e tratamento com pulsoterapia.
D) cistite aguda e antisséptico urinário.
E) síndrome nefrítica e restrição hídrica, diurético, e avaliação quanto à necessidade de anti-hipertensivos.
Temos um pré-escolar com os sintomas clássicos da glomerulonefrite pós-estreptocócica ou síndrome nefrítica, que são edema,
hipertensão e hematúria, além de evidência clínica de  infecção estreptocócica de pele prévia (lesões csrostosas). Além disso, a
criança evoluiu com congestão circulatória,  a complicação mais frequente da síndrome, caracterizada pelossinais clínicos de
hipervolemia, tais como dispneia, estertores subcrepitantes em bases pulmonares e hepatomegalia. Pode ser agravada por
hipertensão e levar a insuficiência cardíaca congestiva (já apresenta discreto aumento da área cardíaca) e até mesmo edema agudo
de pulmão. Além da restrição hídrica, está indicada a administração de furosemida 1 a 5 mg/kg/dia, assistência ventilatória
(oxigenoterapia e/ou ventilação mecânica) e uso de hipotensores, devendo este último ser utilizado nos casos em que a
hipertensão persiste, apesar do desaparecimento do edema e da oligúria, ou nos casos de hipertensão sintomática.
Resposta: letra E.
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71 - 2020 SMS - PR
B.R.S., 4 anos, apresentou quadro de infecção de pele. Após 2 semanas, evoluiu com Glomerulonefrite Aguda Pós-Estreptocócica.
Sobre esta doença, assinale a alternativa CORRETA:
A) Hipertensão é achado pouco frequente nesta doença, porém de alta gravidade. A encefalopatia hipertensiva é uma das
complicações da GNPE, e é facilmente identificada pelo exame de fundo de olho, o qual mostra achados típicos de hipertensão.
B) Indisposição, inapetência, cefaleia e leve acometimento do estado geral estão entre os achados tardios da doença.
C) Hematúria está presente em 10% dos pacientes com GNPE.
D) Insuficiência renal aguda é a complicação menos comum, leva a oligoanúria intensa e distúrbios hidroeletrolíticos graves.
Vamos avaliar as alternativas referentes à glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica (GNPE): A) INCORRETA! A hipertensão arterial
é bastante comum e está presente em 60 a 90% dos casos. Sua intensidade depende da hipervolemia, que pode ser agravada pela
ingestão de alimentos com elevado teor de sódio. B) INCORRETA! Na maior parte dos casos, o estado geral da criança está pouco
comprometido e as queixas são vagas, como indisposição, inapetência, cefaleia e edema periorbital. C) INCORRETA! Em até dois
terços dos casos, a hematúria é macroscópica. D) CORRETA! A insuficiência renal aguda é a menos comum das complicações da
GNPE. Estabelece-se oligúria intensa, retenção de escórias proteicas no plasma e distúrbios hidroeletrolíticos graves, com tendência
à hiperpotassemia.
Resposta: letra D.
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72 - 2020 SES - MA
Paciente com hematúria persistente, sendo a única alteração glomerular associada a alterações no audiograma, apresenta:
A) Síndrome de Alport.
B) Doença de Fabry.
C) Nefropatia de IgA.
D) Nefropatia da membrana basal fina.
E) Doença de lesão mínima.
Questão clássica. Hematúria de padrão glomerular (dismorfismo eritrocitário e/ou cilindrúria hemática) indica glomerulopatia. Se o
quadro é persistente (doença crônica), e o paciente apresenta alterações auditivas (provavelmente uma surdez neurossensorial),
estamos diante da famosa "nefrite hereditária", ou síndrome de Alport. Vale lembrar que estes pacientes também podem ter
alterações oculares, como o ceratocone (dismorfismo da córnea). Resposta: A.
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73 - 2020 SES - GO
A biópsia renal percutânea pode trazer informações diagnósticas e prognósticas sobre diferentes patologias renais. Considerando as
indicações e contraindicações desse método:
A) O rim único exige procedimento por cirurgia aberta.
B) A gravidez contraindica a realização de biópsia percutânea.
C) A biópsia renal está indicada se a principal hipótese diagnóstica for nefrite de shunt.
D) A hematúria glomerular isolada persistente não é indicação para biópsia renal.
No passado, pacientes com rim único tinham contraindicação absoluta à biópsia renal percutânea. Caso uma biópsia renal fosse
necessária nestes indivíduos, a mesma era feita por meio de cirurgia aberta... Contudo, a experiência com biópsia percutânea de
enxertos renais mostrou que o procedimento é seguro, com baixa probabilidade de se necessitar de uma nefrectomia de urgência
pós-procedimento. Estudos recentes validaram tal conduta em portadores de rim único nativo (A errada). Como o procedimento é
atualmente guiado por USG, a gestação não representa contraindicação (B errada). O que é "nefrite de shunt"? É a glomerulonefrite
secundária a um shunt ventrículo-peritoneal infectado. O diagnóstico desta forma de nefrite é feito em bases clínicas, tal qual na
glomerulonefrite secundária à endocardite infecciosa, sendo desnecessário realizar uma biópsia renal nesses pacientes (C errada).
A hematúria glomerular ISOLADA persistente, isto é, assintomática e desacompanhada de outras alterações de mau prognóstico
como proteinúria e azotemia, NÃO indica biópsia renal. Existem três grandes hipóteses diagnósticas para estes casos: (1) nefropatia
por IgA; (2) doença do adelgaçamento da membrana basal; (3) síndrome de Alport. O fato é que enquanto não houver proteinúria,
azotemia ou outros sintomas, a realização de biópsia NÃO MUDA a conduta terapêutica, mesmo que um diagnóstico específico seja
estabelecido. Logo, resposta: D.
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74 - 2020 HEDA
Escolar, 9 anos, chega ao ambulatório encaminhado da UPA próxima com história de hematúria macroscópica, sem outros sinais ou
sintomas. Relata amigdalite há 24h. Os exames solicitados na unidade de origem revelaram hematúria, dismorfismo eritrocitário,
discreta proteinúria (++) e presença de cilindros hemáticos. Dosagem de C3 sérico normal. Exame físico: PA 100x60mmHg ("<"p90). A
principal hipótese diagnóstica, neste caso, é
A) Glomerunefrite difusa aguda
B) Nefropatia de Berger
C) Infecção do trato urinário.
D) Síndrome de Alport.
E) Trauma.
Sempre que vemos uma criança com hematúria, dismorfismo eritrocitário e alguma história de amigdalite no meio, já nos dá
vontade de pensar na principal causa de glomerulite difusa aguda nessa faixa etária: glomerulonefrite pós-estreptocócica
(GNPE)... Mas cadê a hipertensão e a congestão volêmica? Estão ausentes aqui! Então, o que se pode afirmar, olhando esses
achados, é que a criança apresentada tem hematúria de origem glomerular e mais... NADA! A dosagem normal do complemento
ajuda a excluir, de vez, GNPE (A errada). O que você precisa realmente notar nesse enunciado é um detalhe muito sutil: a amigdalite
tem apenas 24 horas, ou seja, surgiu praticamente junto com a hematúria. A essa soma de achados denominamos síndrome
sínfaringítica, o que, em prova, é igual a doença de Berger. Infecção do trato urinário e trauma não são causa de hematúria
glomerular (C e E erradas).  Por fim, síndrome de Alport soma alterações renais e auditivas (D errada). Resposta: B.
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75 - 2020 CCANSPS
O quadro clínico denominado síndrome nefrótica pode ocorrer como consequência, em associação ou como parte de diferentes
enfermidades e de múltiplas patologias renais. A causa mais comum de síndrome nefrótica idiopática primária na infância está
associada a:
A) Glomerulonefrite membranoproliferativa.
B) Glomerulopatia membranosa.
C) Lesão glomerular mínima.
D) Esclerose glomerular segmentar focal.
Segundo o livro-texto Nelson de pediatria, cerca de 90% das síndromes nefróticas em crianças são idiopáticas, sendo que em torno
de 85% o padrão histopatológico é de Doença por Lesão Mínima (DLM). A biópsia renal, observada à microscopia óptica, costuma
ser normal na DLM, exceto por alguns casos em que a lipidúria intensa promove infiltração por gotículas de gordura nas células do
túbulo proximal (o que justifica a nomenclatura “nefrose lipoide”, não mais utilizada nos dias de hoje). As alterações típicas desta
condição são visualizadas apenas na microscopia eletrônica (fusão e apagamento dos processos podocitários). Vale ressaltar,
contudo, que não há indicação de biópsia renal em casos “típicos” de síndrome nefrótica na faixa etária entre 1-8 anos, pois, como
dissemos, na imensa maioria das vezes o diagnóstico clínico estará correto (DLM), e a biópsia nada acrescentará em relação ao
tratamento ou prognóstico. Biopsiaremos apenas os casos “estranhos” (ex.: hematúria glomerular, complemento baixo etc.). Outra
característica típica da DLM é a respostaDRAMÁTICA à corticoterapia (prednisona 1-2 mg/kg/dia). Por volta de 90% dos pacientes
respondem com resolução da proteinúria e do edema após o início do tratamento. Resposta: C.
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76 - 2020 SES - MA
A injúria glomerular característica do HIV é:
A) Glomerulonefrite membranosa.
B) Glomeruloesclerose segmentar e focal.
C) Glomerulonefrite membranoproliferativa.
D) Glomerulonerite fibrilar.
E) Nefropatia por IgA.
Os pacientes com HIV/Aids apresentam disfunção renal com certa frequência. Estima-se que a insuficiência renal aguda tenha
etiologia pré-renal (secundária à instabilidade hemodinâmica causada por infecções, por exemplo) em 1/3 dos casos e metade
deles seja consequência da nefrotoxicidade causada por drogas comumente usadas (ex: rifampicina, aciclovir, sulfadiazina,
sulfametoxazol, tenofovir). As doenças glomerulares também podem “assombrar” esses indivíduos. Embora uma série de
glomerulopatias possam ser causadas pelo HIV, deve-se destacar a glomeruloesclerose focal e segmentar pela sua maior incidência
em adultos (em crianças, a glomerulonefrite mesangial também é relativamente comum). Nesses casos, a GEFS pode adotar um
comportamento muito mais agressivo do que o esperado em pessoas saudáveis – trata-se da forma colapsante da doença,
marcada pelo colapso dos tufos glomerulares (achado microscópico) e pela glomerulonefrite rapidamente progressiva. O
tratamento consiste na própria terapia antirretroviral (o uso de corticoides e imunossupressores é controverso). Resposta: (B).
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77 - 2020 UEL
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a causa mais comum de hematúria macroscópica em um paciente de 50 anos de
idade.
A) Cálculo renal.
B) Câncer de bexiga.
C) Hiperplasia prostática benigna.
D) Infecção.
E) Trauma.
Considerando as causas não glomerulares de hematúria (até porque as opções de resposta só fornecem patologias deste grupo), a
mais frequente de todas é a INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO! O câncer de bexiga sempre deve ser investigado em pacientes com
idade > 40-50 anos que apresentam hematúria macroscópica indolor, mas as doenças benignas, como a ITU, são estatisticamente
mais frequentes que as neoplasias do trato urinário como causa de hematúria... Se o enunciado tivesse a palavra "indolor" ao lado
de hematúria macroscópica, sem dúvida concordaríamos com o gabarito oficial da banca, pois na ITU a hematúria é geralmente
dolorosa... Como isso não foi feito temos que discordar do gabarito oficial (letra B). Para nós, a melhor resposta aqui seria a letra D.
A banca manteve a letra B como gabarito.
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78 - 2020 UFT
AVS, 28 anos, masculino, deu entrada no PS com queixa de urina com espuma, inchaço nas pernas e cefaleia. Ao exame, apresenta-se
lúcido e orientado, eupneico, hidratado, normocorado, afebril, anictérico, acianótico. PA: 157/93 mmHg. Ausculta cardíaca, sem
alterações, ausculta respiratória revela murmúrio vesicular universalmente audível, mas com estertores crepitantes em base direita.
Abdome inocente. Membros inferiores com edema de ++/4+, panturrilhas livres. Os exames laboratoriais demonstraram-se com os
seguintes valores: Hb: 13, Ht: 38, Leucócitos: 9.200, Plaq.: 158.000, Glicose: 98, Na+: 136, K+: 3,8, Cálcio: 9,2; Fósforo: 3,8; Albumina:
3,3; Colesterol Total: 198, TGO: 16, TGP: 20, EAS com hematúria leve e proteína >30mg/dL, Proteinúria de 24h: 2,8g/24h. USG de Rins e
Vias Urinárias sem alterações. Biópsia renal, conforme imagem abaixo. De acordo com o caso clínico e a imagem expostos, assinale a
CORRETA sobre o provável diagnóstico.
A) Glomeluroesclerose segmentar e focal.
B) Doença de lesões mínimas.
C) Nefropatia por IgA.
D) Nefropatia membranosa.
E) Nefrite lúpica.
A biópsia confirma o diagnóstico de glomerulopatia e define claramente seu subtipo histopatológico: trata-se de
Glomeruloesclerose Segmentar Focal (GESF). Repare como apenas parte de alguns tufos capilares glomerulares apresenta-se
colabada e esclerosada. Isso acontece pela morte local de podócitos, com herniação, estrangulamento e fibrose das alças capilares
subjacentes. Tal padrão justifica o quadro clínico do paciente, que é marcado por proteinúria submaciça (ainda não é franca
síndrome nefrótica, mas na evolução do quadro é provável que tal síndrome apareça). Resposta: A.
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79 - 2020 HEDA
Um menino com Síndrome Nefrótica por Lesão Mínima pode apresentar várias complicações da doença, sendo a principal delas,
infecções. Entre as infecções está a peritonite bacteriana espontânea. Os principais agentes causais desta infecção são
A) Pneumococos e gram negativos.
B) Anaeróbios e E. coli.
C) Estafilococos e Mycoplasma.
D) Mycoplasma e outros atípicos.
E) E. coli e microbactérias.
Questão conceitual. Lembre-se de que os dois grandes grupos de complicações da síndrome nefrótica são: as infecções (em geral
por germes encapsulados, como a peritonite bacteriana espontânea — PBE) e os eventos tromboembólicos (com destaque para
esta forma peculiar que é a trombose de veia renal). A PBE, nos pacientes cirróticos, tem como principal agente a Escherichia
coli. Em nefróticos, o pneumococo assume a ponta, ficando os gram-negativos entéricos, como grupo, em segundo lugar. Resposta:
A.
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80 - 2020 UESPI
Paciente de 60 anos foi admitido com quadro de anasarca. Seus exames evidenciaram Cr 1,5 mg/dL (normal até 1,2), EAS com
proteinúria 4+/4, sem hematúria. Dosagem de antiPLA2R positivo. Baseado neste caso, qual glomerulopatia apresenta esse paciente?
A) Nefropatia da IgA.
B) Glomerulonefrite rapidamente progressiva.
C) Glomerulopatia membranosa.
D) Doença de lesão mínima.
E) Glomeruloesclerose focal e segmentar.
Não há dúvida que estamos frente a um caso de síndrome nefrótica, não é mesmo? Logo de cara, conseguimos eliminar as
alternativas (A) e (B). A nefropatia por IgA é caracterizada por quadros de hematúria (macroscópica intermitente ou microscópica
persistente) e, mais raramente, por síndrome nefrítica e glomerulonefrite rapidamente progressiva (para este diagnóstico, é preciso
que o paciente evolua com deterioração rápida da função renal, algo que não foi evidenciado no caso – a creatinina está apenas um
pouco acima do valor de referência). Agora, qual das três causas de síndrome nefrótica é mais provável nesse caso: glomerulopatia
membranosa, doença por lesão mínima ou GEFS? Para acertar a questão, é preciso conhecer um dado muito interessante. O
anticorpo anti-PLA2R está intimamente relacionado à nefropatia membranosa! Estima-se que cerca de 70-80% dos indivíduos com
quadros primários sejam “anti-PLA2R positivo”. As outras glomerulopatias raramente apresentam esse marcador laboratorial. Além
disso, cabe ressaltar que a sua presença parece indicar menor possibilidade de remissão. Sendo assim, a melhor resposta é a
alternativa (C).
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81 - 2020 UNB
Uma criança de quatro anos de idade, previamente saudável, foi hospitalizada com quadro clínico de oligúria e edema generalizado.
No exame físico, foram observados edema de membros inferiores e face, pressão arterial de 100 mmHg x 60 mmHg e inexistência de
sinais de congestão circulatória. Os exames complementares apresentaram proteinúria de 70 mg/kg/24 horas, albumina sérica de 2
mg/dL e colesterol total de 300 mg/dL. Dados de referência: p90 para PA = 105 mmHg x 65 mmHg; proteinúria (VR ≤ 150 mg/24
horas); albumina sérica (VR = 3,5 - 4,7 g/dL); colesterol total (VR = < 170 mg/dL). Acerca dessa situação hipotética, julgue o item a
seguir. Infecção viral é causa comum de recidiva dos sinais/sintomas em crianças como a do caso clínico em apreço.
A) CERTO.
B) ERRADO.
Essa criança tem, por definição, síndrome nefrótica, diagnosticada através de proteinúria maior que 50 mg/kg/dia ou 40 mg/m²/h.
Entre 1 e 8 anos de idade, a principal causa de síndrome nefrótica é a doença por lesão mínima. O curso clínico da DLM é marcado
por proteinúria intermitente – oquadro nefrótico pode até se instalar subitamente, sem nenhum evento “deflagrador”, mas muito
frequentemente são encontrados fatores “desencadeantes”, como viroses, infecções respiratórias e fenômenos alérgicos/atópicos.
Assertiva certa. Resposta: A.
82 - 2020 UNB
Uma criança de quatro anos de idade, previamente saudável, foi hospitalizada com quadro clínico de oligúria e edema generalizado.
No exame físico, foram observados edema de membros inferiores e face, pressão arterial de 100 mmHg x 60 mmHg e inexistência de
sinais de congestão circulatória. Os exames complementares apresentaram proteinúria de 70 mg/kg/24 horas, albumina sérica de 2
mg/dL e colesterol total de 300 mg/dL. Dados de referência: p90 para PA = 105 mmHg x 65 mmHg; proteinúria (VR ≤ 150 mg/24
horas); albumina sérica (VR = 3,5 - 4,7 g/dL); colesterol total (VR = < 170 mg/dL). Acerca dessa situação hipotética, julgue o item a
seguir. O diagnóstico mais provável é de síndrome nefrótica.
A) CERTO
B) ERRADO
Como você bem lembra, síndrome nefrótica tem definição laboratorial, diferentemente da maioria das outras síndromes, que
somam sinais e sintomas... Em crianças, é definida por proteinúria maior que 50 mg/kg/dia ou 40 mg/m2/h. Clinicamente, a
clínica combina edema + outras complicações decorrentes da proteinúria. São exemplos:
- Hipoalbuminemia (e redução de mais outras proteínas);
- Edema periorbital e matutino (com a redução da pressão oncótica);
 - Hiperlipidemia e lipidúria (como os lipídios são perdidos atrelados às lipoproteínas, existe estímulo à produção hepática
exacerbada destas proteínas — justifica a hipercolesterolemia do paciente apresentado);
- Estado pró-trombótico (perda de AT-3 e outros anticoagulantes endógenos);
- Maior suscetibilidade a infecções (perda de IgG);
- Anemia ferropriva (pela perda de transferrina);
- Hiperparatireoidismo secundário (pela perda da proteína fixadora de colecalciferol).
Assertiva certa. Resposta: A.
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83 - 2020 UNIRV
Pré-escolar, 3 anos de idade, dá entrada no pronto-atendimento acompanhado pela mãe que refere ter percebido que a criança
apresentava edema importante em todo o corpo, principalmente em região periocular e escroto, associado a diminuição do volume
urinário há 3 dias. Ao exame físico, chama atenção a anasarca. Nota-se pressão arterial normal para a idade e figado não palpável.
Após avaliação do paciente, o plantonista opta pela internação hospitalar. Os exames revelam: Urina tipo 1 normal, Hemograma
normal, Colesterol total aumentado, Albumina diminuída. Sobre o provável diagnóstico do paciente, assinale a alternativa incorreta:
A) Provavelmente as dosagens séricas de Complemento C3 e CH50 estarão diminuídas.
B) Na maioria dos casos, a proteinúria se encontra menor que 50mg/kg/dia.
C) É necessário orientar dieta hipossódica.
D) Pacientes menores que um ano ou maiores que dez anos têm indicação de biópsia renal.
Questão mal-feita... Os sinais e sintomas sugerem síndrome nefrótica (anasarca, hipoalbuminemia e hipercolesterolemia), que na
faixa etária entre 1-8 anos na maioria das vezes é devida à doença de lesões mínimas idiopática (DLMi). O EAS normal é um fato
estranho: proteinúria nefrótica em crianças é > 50 mg/kg/d (B errada). Na DLMi a proteinúria é representada por uma albuminúria
seletiva. O EAS geralmente começa a positivar quando a albuminúria está acima de 300 mg/dia, e numa criança de 3 anos espera-
se um peso corpóreo maior do que 6 kg (ou seja, esperaríamos > 300 mg/dia e, consequentemente, EAS positivo para proteinúria)...
Outro problema com a questão está na letra A: na DLMi os níveis de complemento sérico não diminuem! A letra C está correta: é
necessário orientar dieta hipossódica frente ao quadro de anasarca, junto à diureticoterapia (já que existe edema grave, indicado
por edema escrotal); e a letra D também está correta: fora da faixa etária de 1-8 anos é preciso realizar biópsia renal para esclarecer
a etiologia da síndrome nefrótica. Entre 1-8 anos, sendo o quadro típico de DLMi, pode-se partir para a corticoterapia empírica a
princípio sem necessidade de biópsia, com boa resposta na maioria das vezes. Questão ANULADA após recursos.
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84 - 2020 UNB
Uma criança de quatro anos de idade, previamente saudável, foi hospitalizada com quadro clínico de oligúria e edema generalizado.
No exame físico, foram observados edema de membros inferiores e face, pressão arterial de 100 mmHg x 60 mmHg e inexistência de
sinais de congestão circulatória. Os exames complementares apresentaram proteinúria de 70 mg/kg/24 horas, albumina sérica de 2
mg/dL e colesterol total de 300 mg/dL. Dados de referência: p90 para PA = 105 mmHg x 65 mmHg; proteinúria (VR ≤ 150 mg/24
horas); albumina sérica (VR = 3,5 - 4,7 g/dL); colesterol total (VR = < 170 mg/dL). Acerca dessa situação hipotética, julgue o item a
seguir. Indica-se a realização de biópsia renal para confirmação histopatológica.
A) CERTO
B) ERRADO
Essa criança tem, por definição, síndrome nefrótica, diagnosticada através de proteinúria maior que 50 mg/kg/dia ou 40 mg/m2/h.
Entre 1 e 8 anos de idade, a principal causa de nefrótica é a doença por lesão mínima, cuja resposta ao tratamento — corticoterapia
— é dramática. Assim, na maioria dos casos, não há necessidade de comprovação histopatológica. A biópsia só será feita nos casos
“estranhos” (ex.: hematúria glomerular, complemento baixo etc.).  Assertiva errada. Resposta: B.
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85 - 2020 UNB
Uma criança de quatro anos de idade, previamente saudável, foi hospitalizada com quadro clínico de oligúria e edema generalizado.
No exame físico, foram observados edema de membros inferiores e face, pressão arterial de 100 mmHg x 60 mmHg e inexistência de
sinais de congestão circulatória. Os exames complementares apresentaram proteinúria de 70 mg/kg/24 horas, albumina sérica de 2
mg/dL e colesterol total de 300 mg/dL. Dados de referência: p90 para PA = 105 mmHg x 65 mmHg; proteinúria (VR ≤ 150 mg/24
horas); albumina sérica (VR = 3,5 - 4,7 g/dL); colesterol total (VR = < 170 mg/dL). Acerca dessa situação hipotética, julgue o item a
seguir. O tratamento inicial deverá ser realizado com prednisona, na dose de 60 mg/m²/dia ou 2 mg/kg/dia, até a proteinúria
desaparecer por 3 dias, independentemente do tipo da lesão renal.
A) CERTO
B) ERRADO
Essa criança tem, por definição, síndrome nefrótica, diagnosticada através de proteinúria maior que 50 mg/kg/dia. Entre 1 e 8 anos
de idade, a principal causa de nefrótica é a doença por lesão mínima, cuja resposta ao tratamento — corticoterapia — é dramática.
Então, em geral, se inicia corticoterapia sem realizar histopatológico dos rins, ou seja, pode-se dizer que o tratamento é
feito independentemente do tipo de lesão renal. Embora exista alguma variação na literatura, o protocolo descrito pela assertiva
está previsto pelo livro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Para induzir remissão, utiliza-se prednisona diária (60 mg/m2 ou 2
mg/kg/dia; máximo de 60 mg/dia); após a remissão — melhora da proteinúria por três consecutivos — o tratamento passa a não
ser mais diário, mas em dias alternados, 40 mg/m2 ou 1,5 mg/kg, dose única pela manhã (máximo de 40 mg/dia) por 4 a 6
semanas. Assertiva certa. Resposta: A.
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86 - 2020 AMS - APUCARANA
Em relação à Glomerulonefrite Difusa aguda Pós Estreptocócica (GNPE) é correto afirmar:
A) A biópsia renal está frequentemente indicada porque ratica o diagnóstico de GNPE.
B) A dosagem de ASLO (antriestreptolisina O) é exame obrigatório para o diagnóstico.
C) A dosagem de complemento é exame obrigatório para o diagnóstico sendo marcador de prognóstico.
D) A dosagem de albumina está aumentada, diferente do que ocorre na síndrome nefrótica.
Vamos analisar as alternativas referentes a Glomerulonefrite Difusa aguda Pós Estreptocócica (GNPE): A) ERRADA! Como a GNPE é
nefropatia de evolução favorável, a biópsia renal só está indicada quando houver suspeita clínica de que o padrão
anatomopatológico não seja de proliferação endoteliale mesangial. B) ERRADA! A confirmação diagnóstica de GNPE requer
evidências claras de infecção estreptocócica. No entanto, o ASLO não é o único exame para esse fim. A cultura de pele ou
orofaringe pode ser um exame utilizado para este fim. Porém, o ASLO normalmente é o mais utilizado, pois ele é o metódo mais
sensível para cumprir este pré-requisito diagnóstico. C) CORRETA! A dosagem do complemento sérico é obrigatória para o
diagnóstico de GNDA. Seus valores encontram-se diminuídos em 95 a 98% dos casos. A normalização de seus níveis ocorre em 4 a 8
semanas e é um marcador importante de prognóstico e diagnóstico diferencial. D) ERRADA! A albumina apresenta-se normal ou
discretamente reduzida.
Resposta: letra C.
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87 - 2020 PSU - AL
Menino, 7 anos de idade, é internado em Hospital de Referência com quadro de edema periorbitário há 3 dias, que evoluiu para
membros inferiores e abdome. Relata inapetência, dejeções amolecidas (4 vezes ao dia) e urina espumosa. Exame físico mostra
Temperatura: 36,4°C; FR: 26ipm; FC: 90bpm; PA: 128x85mmHg. Regular estado geral, corado; abdome globoso, referindo dor que
impede a palpação profunda. Observa-se edema em bolsa escrotal e membros inferiores. Os exames laboratoriais: Proteínas Totais:
5,0mg/dl; Albumina: 2,4g/dl; Globulinas: 2,6mg/dl; Proteinúria de 24 horas: 1,4g; Colesterol Total: 240mg/dl. Com base na
epidemiologia e no quadro descrito, identifique o diagnóstico histológico renal mais frequentemente encontrado:
A) Glomerulonefrite membranoproliferativa.
B) Glomerulopatia por lesões mínimas.
C) Glomerulonefrite proliferativa difusa.
D) Glomeruloesclerose difusa.
O menino em tela apresenta um quadro clássico de Síndrome Nefrótica (SN), que caracteriza-se essencialmente pela presença de
proteinúria maciça de caráter nefrótico (urina espumosa e 1,4 gramas em 24 horas), hipoalbuminemia (≤ 2,5 g/dl) e edema. Na
infância, 80 a 90% dos casos correspondem a SN primária ou idiopática, enquanto o restante corresponde a causas secundárias,
como associação com doenças sistêmicas, metabólicas, infecciosas, doenças autoimunes, drogas, entre outras. Dentre as
idiopáticas, as principais variantes histopatológicas na criança são, em ordem, a lesão histológica mínima e a glomeruloesclerose
segmentar e focal.
Resposta: letra B.
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88 - 2020 PSU - AL
Menino, 7 anos de idade, é internado em Hospital de Referência com quadro de edema peri-orbitário há 3 dias, que evoluiu para
membros inferiores e abdome. Relata inapetência, dejeções amolecidas (4 vezes ao dia) e urina espumosa. Exame físico mostra
Temperatura: 36,4°C; FR: 26ipm; FC: 90bpm; PA: 128x85mmHg. Regular estado geral, corado; abdome globoso, referindo dor que
impede a palpação profunda. Observa-se edema em bolsa escrotal e membros inferiores. Os exames laboratoriais: Proteínas Totais:
5,0mg/dl; Albumina: 2,4g/dl; Globulinas: 2,6mg/dl; Proteinúria de 24 horas: 1,4g; Colesterol Total: 240mg/dl. Especifique o fármaco
utilizado como primeira escolha no tratamento dessa criança.
A) Ciclofosfamida.
B) Prednisolona.
C) Ciclosporina.
D) Prednisona.
Temos uma criança de 7 anos que se apresenta com sinais e sintomas típicos de síndrome nefrótica. Esse é o diagnóstico mais
importante nesse momento (a presença de inapetência e diarreia entra como um fator confundidor). Como sabemos, a causa mais
comum dessa condição na faixa etária do paciente é a doença por lesão mínima. Inclusive, podemos poupá-lo da biópsia renal e
prosseguir ao tratamento. A droga de escolha é a prednisona. Lembre-se que a DLM apresenta resposta “dramática” aos
corticoides, ou seja, a melhora é evidente após a instituição da terapia. Drogas imunossupressoras só devem ser consideradas em
casos resistentes. Resposta: (D).
Video comentário: 252925
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89 - 2020 HUSE
Pré-escolar de quatro anos de idade, do sexo feminino, chega à emergência pediátrica acompanhada de sua mãe que refere que a
menina há dois dias parece estar com o “rosto mais inchado” e mal-estar. Exame físico: bom estado geral com edema bipalpebral;
ausculta cardíaca normal; PA: 130x90mmHg; ausculta pulmonar: estertores subcrepitantes em bases; abdômen normotenso, fígado:
2cm do rebordo costal direito; membros inferiores: edema 2+/4+ e pequenas lesões crostosas. Exames laboratoriais: exame de urina:
densidade: 1025, pH:5,5; leucócitos: 12/campo, hemácias: 50/campo, albumina +. Ureia: 12mg/dl e creatinina: 0,4mg/dl. Radiografia
de tórax: aumento discreto de área cardíaca. A hipótese diagnóstica mais provável e o tratamento inicial para o caso, são,
respectivamente:
A) Pielonefrite/antibiótico venoso.
B) Síndrome nefrótica/prednisona via oral.
C) Síndrome nefrítica/tratamento com digitálico.
D) Síndrome nefrítica/restrição hídrica, diurético, avaliar a necessidade de anti-hipertensivos.
E) Síndrome nefrótica/antibiótico devido à possibilidade de peritonite bacteriana espontânea.
Apesar de inicialmente ficarmos na dúvida sobre a síndrome apresentada pela paciente, uma vez que há critérios que sugiram
tratar-se de síndrome nefrítica e nefrótica, devemos considerar que a paciente apresenta a tríade clássica da síndrome nefrítica,
com hematúria, edema e hipertensão, além de lesões crostosas em membros, que podem representar infecção recente pelo
Streptococcus pyogenes. Apesar dos níveis tensionais encontrados serem de 130 x 90 mmHg, trata-se de uma paciente de quatro
anos de idade, sendo os valores normais de pressão arterial de até 110 x 70 mmHg em crianças em idade escolar. Assim, a melhor
alternativa terapêutica é a descrita na alternativa D, que apresenta o tratamento padrão até que haja reversão do quadro.
 
Gabarito: alternativa D.
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90 - 2020 PSU - AL
Menino, 7 anos de idade, é internado em Hospital de Referência com quadro de edema peri-orbitário há 3 dias, que evoluiu para
membros inferiores e abdome. Relata inapetência, dejeções amolecidas (4 vezes ao dia) e urina espumosa. Exame físico mostra
Temperatura: 36,4°C; FR: 26ipm; FC: 90bpm; PA: 128x85mmHg. Regular estado geral, corado; abdome globoso, referindo dor que
impede a palpação profunda. Observa-se edema em bolsa escrotal e membros inferiores. Os exames laboratoriais: Proteínas Totais:
5,0mg/dl; Albumina: 2,4g/dl; Globulinas: 2,6mg/dl; Proteinúria de 24 horas: 1,4g; Colesterol Total: 240mg/dl. Indique a alternativa que
apresenta, dentre os critérios listados, aqueles que, quando presentes, justificam a realização de biópsia renal. 1) Febre. 2) Oligúria. 3)
Hematúria. 4) Hipertensão arterial. 5) Duas recidivas em 6 meses.
A) 1), 2) e 5).
B) 1), 3) e 4).
C) 2), 3) e 4).
D) 3), 4) e 5).
Na faixa etária entre 1-8 anos, a síndrome nefrótica é geralmente causada pela doença de lesões mínimas idiopática, cursando com
um quadro de síndrome nefrótica "clássica e pura", e por isso pode ser empiricamente tratada com glicocorticoide, sem
necessidade de biópsia renal a princípio, desde que o quadro seja verdadeiramente típico. Quando "algo não bate" com o padrão
esperado de DLMi, a biópsia passa a ser indicada... Então, pelo que foi citado no enunciado, o que não faz parte da síndrome
nefrótica clássica "pura"? A febre não faz parte da definição da síndrome, mas é relativamente comum que a DLMi se manifeste
durante ou logo após uma síndrome febril aguda (ex.: uma infecção viral inespecífica). Oligúria também pode acontecer, pois a
hipoalbuminemia reduz a pressão oncótica do plasma e consequentemente o volume circulante efetivo, isto é, pode causar
hipoperfusão renal e oligúria. A hematúria, apesar de poder aparecer na DLMi, é uma manifestação mais característica da síndrome
nefrítica. Hematúria persisten, principalmente hematúria macroscópica por mais de 4 semanas, é indicação clássica de biópsia
renal. O mesmo é válido para hipertensão arterial (> 4 semanas). A recorrência precoce do quadro (ex.: duas recidivas em 6 meses)
é outro motivo para se biopsiar o rim do paciente. Logo, resposta: D.
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91 - 2020 AMS - APUCARANAO impetigo representa uma infecção bacteriana das camadas superficiais da pele e apresenta alta freqüência de acometimento na
população pediátrica. Com relação a essa patologia, assinale a alternativa correta.
A) A antiestreptolisina O (ASLO) produz maior resposta após infecções cutâneas, enquanto a anti-DNAse B encontra-se mais elevada
após faringites.
B) O quadro bolhoso do impetigo, tipo mais comum da doença, possui como agente etiológico o S. pyogenes do grupo II, Gram-
positivo, coagulase positivo.
C) O S. aureus raramente pode ser encontrato colonizando a cavidade nasal de indivíduos saudáveis.
D) O uso de antibióticos orais não previne o desenvolvimento de glomerulonefrite pós-estreptocócica.
A ASLO é um dos anticorpos anti-exoenzimas estreptocócicas naturalmente produzidos por indivíduos infectados por este germe.
Todavia, o aumento da ASLO após uma estreptococcia cutânea é inferior a 50%, pois oxidases do hospedeiro - naturalmente
presentes no tecido subcutâneo - degradam a estreptolisina O de forma rápida, impedindo sua exposição ao sistema imune e
consequente estímulo à formação de ASLO (A errada). O impetigo bolhoso tem como principal causa o S. aureus, pois está
associado a uma cepa específica deste germe que produz a "toxina esfoliativa A" (B errada). O S. aureus coloniza de forma
assintomática a cavidade nasal de até 20-40% das pessoas saudáveis (C errada). Enfim, antibioticoterapia precoce contra o S.
pyogenes previne a ocorrência de febre reumática nas infecções faringoamigdalianas, porém, não há qualquer efeito preventivo
em relação à GNPE, seja nas estreptococcias da pele ou da garganta... Resposta: D.
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92 - 2020 SES - MA
Nas crianças com quadro de Síndrome nefrótica, a biopsia renal tem as seguintes indicações, EXCETO:
A) Córtico-resistência.
B) Alteração da função renal.
C) Hematúria persistente.
D) Início entre 1 a 5 anos.
E) Hipertensão grave persistente não relacionada a corticoterapia.
Em crianças entre 1 e 8 anos de idade, o principal padrão histopatológico associado à síndrome nefrótica é a doença por lesão
mínima (DLM). Para os portadores de DLM, a abordagem terapêutica é feita com corticoterapia, à qual, aliás, a resposta é
dramática. A evolução da doença é caraterizada por surtos intermitentes de "proteinúria, nada / proteinúria, nada". Assim, nas
crianças nefróticas entre 1 e 8 anos, não se indica, via de regra, exame histopatológico dos rins. As indicações de exame
histopatológico para pacientes pediátricos com síndrome nefrótica incluem situações em que a evolução da doença sai desse
padrão": idade < 1 ano ou > 10 anos / ausência de resposta à corticoterapia (não marcamos A) / hematúria macroscópica ou
hematúria microscópica persistente (não marcamos C) / hipertensão grave (não marcamos E) / perda da função renal (não
marcamos B). Resposta: D.
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93 - 2020 HEA
A Síndrome Nefrótica (SN) é uma glomerulopatia com ativação imunológica, que tem uma incidência de 2 a 6 casos novos
anuais/100.000 habitantes. Marque a alternativa INCORRETA com relação a faixa etária pediátrica:
A) 80% dos casos correspondem à SN primária ou idiopática (SNI), correspondendo o restante a causas secundárias e associação a
doenças sistêmicas, metabólicas, infecciosas, iatrogênicas, entre outras.
B) As principais variantes da síndrome nefrótica idiopática são lesão histológica mínima (LHM) e glomeruloesclerose segmentar e
focal (GESF).
C) Os corticoesteróides são o tratamento de escolha em LHM, havendo remissão da proteinúria em 100% dos casos, sendo
administrado inicialmente com 1 dose diária, por 2 semanas.
D) Em casos com recidivas dentro dos 6 meses iniciais, volta-se para o esquema diário com corticosteroide.
Vamos avaliar as alternativas referentes à Síndrome Nefrótica (SN): A) CORRETA! Na infância, 80 a 90% dos casos correspondem à
SN primária ou idiopática (SNI), e o restante, a causas secundárias, como associação com doenças sistêmicas, metabólicas,
infecciosas, doenças autoimunes, drogas, entre outras. B) CORRETA! As principais variantes histopatológicas de SNI na criança são a
Lesão Histológica Mínima (LHM) e a Glomeruloesclerose Segmentar e Focal (GESF), observando-se o aumento desta variante nos
últimos anos. C) INCORRETA! A maioria dos pacientes com SNI responde à corticoterapia inicial, obtendo-se remissão completa.
Entretanto, mesmo nos corticossensíveis, alguns apresentam uma ou mais recidivas durante o curso do tratamento preconizado.
Além disso, o tratamento para a indução da remissão apresenta duração de quatro a seis semanas. D) CORRETA! Em casos com
recidivas dentro dos seis meses iniciais, volta-se para o esquema diário, mantido até três dias consecutivos após a remissão e, a
seguir, reintroduz-se o corticosteroide em dias alternados.
Resposta: letra C.
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94 - 2020 HAC - PR
Paciente do sexo masculino, 4 anos de idade, chega a emergência com edema em face e tosse há 2 dias. Ao exame: bom estado
geral, edema bipalpebral bilateral, ausculta cardíaca normal, pressão arterial (PA) em membro superior direito = 130x90mmHg.
Ausculta pulmonar com estertores crepitantes em base. Abdome normotenso, fígado a 2cm do rebordo costal direito. Pernas com
edema e cacifo e pequenas lesões com crostas. Parcial urina densidade=1.025; pH= 5,5; leucócitos= 6.000/mL; hemácias= 55.000/mL;
albumina= +; uréia= 20mg/dL; creatinina= 0,5mg/dL. O raio X de tórax demonstra aumento discreto da área cardíaca. Com base no
exame físico e nos exames laboratoriais, qual a principal hipótese diagnóstica?
A) Glomerulonefrite difusa aguda
B) Traquebronquite
C) Hipertensão arterial essencial
D) Síndrome nefrótica
E) Infecção urinária
Vamos lá! Temos edema + hipertensão + hematúria e provável antecedente de lesão estreptocócica préiva (lesões crostosas em
membros inferiores). Logo, a glomerulonefrite difusa aguda é a principal hipótese diagnóstica.
Resposta: letra A.
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95 - 2020 IPSEMG
Sobre as glomerulonefrites na infância, assinale a alternativa INCORRETA.
A) As principais causas de glomerulonefrite aguda de natureza infecciosa bacteriana é devido a bactérias como pneumococo,
estafilococos, meningococos, salmonelas, leptospiras, treponemas, micoplasma.
B) Representam um grupo de doenças caracterizadas por hematúria glomerular, presença ou não de cilindros hemáticos,
hipertensão arterial sistêmica, edema e oligúria, sendo que todos esses sinais e sintomas devem estar presentes para o diagnóstico.
C) Em regiões com melhores condições de vida e nos climas frios, as estreptococcias de vias aéreas superiores são mais frequentes
como precipitantes da glomerulonefrite difusa aguda pósestreptocócica que a as piodermites.
D) Na apresentação clássica da glomerulonefrite difusa aguda, o primeiro sinal observado é o edema bipalpebral, matutino, de
aparecimento súbito que pode atingir perna e pés, mas raramente atinge proporções de uma anasarca.
Cuidado com a letra A... Ela está se referindo às glomerulonefrites de "natureza infecciosa", isto é, aquelas que aparecem na
vigência de uma infecção sistêmica, seja pela deposição de imunocomplexos nos glomérulos ou formação de anticorpos contra o
agente infeccioso que reagem de maneira "cruzada" contra antígenos glomerulares... Dito de outro modo, ela não está falando
sobre a tradicional glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE), que na verdade é classificada como glomerulonefrite de "natureza
PÓS-infecciosa"... Assim, podemos afirmar que tal alternativa está correta, pois ela cita os principais patógenos que, na vigência de
uma infecção sistêmica, geralmente grave e acompanhada de bacteremia, são capazes de induzir um quadro de glomerulonefrite
aguda "infecciosa" (A correta). A letra B elenca todos os comemorativos da síndrome nefrítica, o conjunto de sinais e sintomas que
expressa clinicamente a existência de uma glomerulonefrite (inflamação nos glomérulos). Contudo, sabemos que nem sempre o
paciente expressa TODOS essescomemorativos clínicos ao mesmo tempo (B errada). GNPE pós-impetigo é condição mais
prevalente em regiões de clima quente e baixo desenvolvimento socioeconômico, associado a más condições de higiene. Nas
regiões mais desenvolvidas e de clima mais frio, a GNPE está mais associada às faringoamigdalites estreptocócicas, pois a
aglomeração em ambientes fechados favorece a disseminação do S. pyogenes (C correta). É clássica a descrição do edema
bipalpebral matutino como primeira manifestação clínica de doenças renais agudas (D correta). Resposta: B.
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96 - 2020 HMDI
Paciente recebeu diagnóstico clínico presuntivo de Síndrome de Goodpasture. Será submetido à biópsia renal. O achado esperado da
biópsia que corrobora a hipótese clínica é
A) o depósito linear de IgA na membrana basal.
B) a retração ou fusão de podócitos à microscopia eletrônica.
C) a formação de crescentes ou gibas com depósitos granulares na membrana basal.
D) o depósito linear de IgG na membrana basal.
Questão direta sobre a doença de Goodpasture. Trata-se de rara etiologia de síndrome pulmão-rim, combinando hemorragia
alveolar e glomerulonefrite rapidamente progressiva por formação dos crescentes glomerulares. Nessa condição, surgem
anticorpos da classe IgG (A errada) contra o colágeno tipo IV, componente da membrana basal (MB) glomerular dos glomérulos e
dos alvéolos. A deposição de anticorpos ocorre por toda a extensão da MB, dando aspecto linear à imunofluorescência dos
glomérulos (C errada). A fusão e a retração dos processos podocitários são características da doença por lesão mínima, alteração
observada apenas à microscopia eletrônica (C errada). Resposta: D.
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97 - 2020 IPSEMG
Sobre a síndrome nefrótica na infância, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Os níveis séricos de colesterol estão acima de 200 mg/dL, e usualmente, atingem valores muito elevados, às vezes acima de 1000
mg/dL, entretanto os níveis de triglicérides normalmente estão normais ou baixos.
B) A proteinúria é o fenômeno primário desencadeante da síndrome nefrótica, podendo atingir níveis elevado como mais de 10 g em
24 horas.
C) Glicosúria sem hiperglicemia, quando presente denota a disfunção tubular observada em lesões mais graves, como na
glomerulonefrite.
D) O diagnóstico definitivo do tipo de síndrome nefrótica é realizado pelo estudo do tecido renal a partir da biópsia.
Proteinúria nefrótica, na infância, é caracterizada por perda urinária de proteína > 50 mg/kg/dia, achado que, isoladamente, é capaz
de caracterizar a síndrome nefrótica (B certa). A perda maciça de proteínas motiva o fígado a aumentar sua síntese proteica,
elevando, dentre outras, as lipoproteínas plasmáticas — o resultado é hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia, outros
componentes cardinais da síndrome em tela (A errada). O diagnóstico do "etiologia" da proteinúria nefrótica depende do tipo
histológico determinante, o que só pode ser avaliado através da biópsia renal (D certa). Por fim, nos resta a alternativa "C", meio
fora de contexto: em pacientes sem hiperglicemia, o túbulo contorcido proximal é capaz de reabsorver 100% da glicose filtrada —
assim, glicosúria sem hiperglicemia é sinal claro de disfunção daquele segmento do néfron (C certa). Resposta: A.
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98 - 2020 IPSEMG
Sobre a hematúria na infância, assinale a alternativa INCORRETA.
A) A nefropatia por imunodepósitos de IgA é uma doença que cursa com hematúria, quase sempre associada a outras alterações
urinárias como albuminúria, sendo mais frequente no sexo feminino.
B) Tanto a hematúria macroscópica quanto a microscópica podem se apresentar de forma permanente, recorrente ou isolada.
C) A micro-hematúria assintomática é a apresentação clínica mais frequente e geralmente é identificada a partir de investigação
clínica de rotina ocasional ou rastreamento populacional.
D) A presença concomitante de cilindros hemáticos e dismorfismo eritrocitário podem ser usadas como diagnóstico muito provável
de hematúria glomerular com especificidade de 96%.
A nefropatia por IgA (doença de Berger) quase sempre cursa com hematúria isolada (sem outras alterações) e predomina no sexo
masculino (A errada). Dependendo da etiologia, a hematúria pode ser micro ou macroscópica, além de permanente, recorrente ou
isolada (B correta). Hematúria microscópica assintomática é um achado comum na população geral, e por isso algumas fontes
afirmam que esta é a forma mais comum de apresentação da hematúria. Na maioria das vezes trata-se de um achado fortuito
devido à realização de exames por outros motivos (C correta). Conceito clássico: a hematúria de origem glomerular é caracterizada
pela presença de hemácias dismórficas e/ou cilindros hemáticos (D correta). Resposta: A.
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99 - 2020 SUPREMA
Pré-escolar de três anos, sexo masculino, é trazido por seus pais à emergência pois parece pálido e menos ativo do que o habitual.
Relatam que há dois dias apresentou febre de 38,5ºC, vômitos, diarreia com um pouco de sangue e que está urinando pouco nas
últimas 12 horas, mesmo em uso de hidratação oral. Exame físico: acentuada palidez, irritabilidade, pouco responsivo e com
acentuada sensibilidade à palpação abdominal. FC: 130bpm, FR: 36irpm, PA: 85 x 55mmHg. Exames laboratoriais: Hb:6g/dl, Ht:25,6%,
leucometria:15.000/mm³ (bastões15%, segmentados 65%); plaquetas: 95.000/mm³, Na+: 135mEq/L, K+: 3,8mEq/L, creatinina:
5,2mg/dl, uréia: 108 mg/dl. EAS: 35 hemácias/campo. A hipótese mais provável é:
A) Glomerulonefrite aguda
B) Insuficiência renal crônica
C) Leucemia linfoblástica aguda
D) Síndrome hemolítico-urêmica
Uma das principais causas de injúria renal aguda em crianças com menos de 4 anos de idade é a síndrome hemolítico-urêmica
(SHU), condição caracterizada pela tríade: (1) IRA oligúrica, (2) anemia hemolítica microangiopática (com presença de esquizócitos,
ou fragmentos de hemácias no esfregaço de sangue periférico) e (3) plaquetopenia. Em geral, neste cenário, a SHU é um distúrbio
agudo e adquirido, secundário a uma infecção intestinal disentérica (diarreia com sangue) geralmente causada pela E. coli sorotipo
O157:H7, produtora de uma shigatoxina chamada "verotoxina", que lesa diretamente o endotélio dos capilares glomerulares,
desencadeando uma síndrome de trombose glomerular. Resposta: D.
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100 - 2020 UEM
Homem de 56 anos de idade com quadro de edema generalizado, refere que notou edema inicialmente de membros inferiores que
se geralizou em poucas semanas. Sua proteinúria era de 9,2g/24h, creatinina de 1,8mg/dL, o parcial de urina era normal exceto pela
proteinúria. Qual a hipótese diagnóstica mais provável e a melhor conduta para esse caso?
A) A glomerulonefrite membranoproliferativa é a causa mais provável. A melhor conduta biópsia renal e ciclofosfamida oral por 6
meses.
B) O paciente tem nefropatia por IgA. Conduta é biopsia renal e corticoterapia com metilprednisolona
C) Diagnóstico mais provável é nefrite lúpica estádio VI. Conduta é biopsia renal e tratamento com Rituximabe
D) Diagnóstico mais provável é glomerulonefrite membranosa. A conduta é biópsia renal e investigação de neoplasias associadas.
E) O paciente tem glomerulonefrite difusa aguda. A conduta é biópsia renal e corticoterapia com prednisona 2mg/Kg.
Em resumo, a questão pede a hipótese diagnóstica mais provável para essa síndrome nefrótica. Vamos ver as alternativas: 
(A) A glomerulonefrite membranoproliferativa pode causar síndrome nefrótica e, portanto, deve ser considerada como hipótese
diagnóstica. Entretanto, é fundamental excluirmos causas secundárias da doença, como a hepatite C, o que não foi contemplado na
alternativa... O tratamento proposto também é questionável, já que a prednisona costuma fazer parte do esquema terapêutico.
Vamos ver se existe alguma opção de resposta mais adequada. 
(B) Como sabemos, a nefropatia por IgA cursa tipicamente com hematúria macroscópica intermitente ou microscópica persistente.(C) A nefrite lúpica estádio VI corresponde a rins em fase terminal, fenômeno provocado por processos inflamatórios graves e/ou
recorrentes. O quadro clínico é marcado pela insuficiência renal. O estádio V da nefrite lúpica (glomerulopatia membranosa), por
outro lado, poderia justificar os achados citados. 
(D) A nefropatia membranosa é causa clássica de síndrome nefrótica em adultos. Antes de considerarmos se tratar de uma
glomerulopatia primária, é preciso excluir causas secundárias, como lúpus, hepatite B, uso de drogas (ex: d-penicilamina) e
neoplasias ocultas. A biópsia também é importante para confirmação diagnóstica. 
(E) A glomerulonefrite difusa aguda se apresenta com hematúria, oligúria, hipertensão e edema. 
Dessa forma, a resposta correta é a alternativa (D).
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101 - 2020 SES - GO
Leia o caso clínico a seguir. Paciente de quatro anos, do sexo masculino, apresenta-se ao médico com edema facial. Foram
encontrados 3,8 g de proteína na coleta de urina de 24 horas. Não havia sangue, glicose ou cetonas na urina, e o exame microscópico
não mostrou cilindros nem cristais. A creatina sérica era normal. Ele foi submetido a um curso de terapia com corticosteroide e
melhorou. Entretanto, teve mais dois episódios de proteinúria nos anos seguintes, e todos responderam ao tratamento com
corticosteroides. O exame de uma biópsia renal ao microscópio óptico provavelmente revelará:
A) glomérulos difusamente hipercelulares com membranas basais normais.
B) celularidade normal e membranas basais normais.
C) formação de crescente no espaço de Bowman.
D) hipercelularidade difusa com aspecto de ""trilho de trem"" da membrana basal.
Esse paciente tem síndrome nefrótica (SN): a perda de proteína acima de 50 mg/kg/dia, em crianças, define a síndrome em tela...
Estatisticamente, a principal etiologia de SN entre 1 e 8 anos de idade é a doença por lesão mínima (DLM). A biópsia renal dos
portadores de DLM, se analisada somente pela microscopia óptica, costuma ser normal, exceto por alguns casos em que a lipidúria
intensa promove infiltração por gotículas de gordura nas células do túbulo proximal (A errada). A imunofluorescência também é
normal na DLM, e as alterações típicas desta condição são visualizadas apenas na microscopia eletrônica: fusão e apagamento dos
processos podocitários. Por fim, para não deixarmos de lembrar: a formação de crescentes é característica das etiologias de
glomerulonefrite rapidamente progressiva (C errada); e o aspecto "em trilho de trem" da membrana basal é encontrada em formas
avançadas da nefropatia membranosa (D errada). Resposta: B.
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102 - 2020 SES - GO
Leia o caso clinico a seguir. Paciente de quatro anos, do sexo feminino, apresenta-se com síndrome nefrótica. É feita biópsia renal,
sem achados anormais à microscopia óptica ou ao exame por imunofluorescência. Nesse caso, qual achado à microscopia eletrônica
provavelmente será encontrado nesta biópsia?
A) ""Gibas"" eletrondensas subepiteliais.
B) Reduplicação da membrana basal glomerular.
C) Áreas de membrana basal espessadas e adelgaçadas.
D) Apagamento de processos podocitários.
Nas crianças com idade entre 1-8 anos, a imensa maioria dos casos de síndrome nefrótica é primária, isto é, não associada a
nenhuma doença extrarrenal, e o subtipo histopatológico mais comumente encontrado (> 90% dos casos) é a doença de lesões
mínimas. Na realidade, tais casos a princípio não devem ser submetidos à biópsia renal, mas caso esta seja feita, quais os achados
esperados? Nas técnicas de microscopia óptica e por imunofluorescência não costuma haver nenhuma alteração. Quem
efetivamente confirma o diangóstico é a microscopia eletrônica, que demonstra a presença de fusão e apagamento dos processos
podocitários. Resposta: D.
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103 - 2020 UFCG
Escolar de 4 anos admitido na emergência pediátrica com história de edema periorbitário iniciado há uma semana com piora
progressiva e redução do volume urinário percebida há 2 dias. Ao exame evidencia-se palidez cutânea, anasarca e níveis pressóricos
normais para a idade, sem outros achados. A mãe relata ter feito recentemente os reforços vacinais da idade. Sobre esse quadro
clínico é verdadeiro:
A) Trata-se provavelmente de uma GNPE apesar da mãe não relatar infecção estreptocócica prévia.
B) Os exames laboratoriais mostram hipoalbuminemia importante e aumento do colesterol.
C) A dosagem de proteinúria 24h é irrelevante para o diagnóstico.
D) A corticoterapia não deve ser iniciada sem a comprovação histopatológica de que se trata de doença de lesão mínima.
E) O diagnóstico mais provável é de GESF.
Esse paciente tem, resumidamente, anasarca, com edema mais pronunciado em região periorbital, sugerindo etiologia renal para o
acúmulo de líquido no terceiro espaço. Pela ausência de hipertensão, podemos afastar glomerulonefrite pós-estreptocócica (A
errada). Fica claro, observando as demais alternativas, que a banca quis sugerir síndrome nefrótica, embora faltem dados mais
definitivos para pensarmos nessa possibilidade. Enfim, nos resta dosar a proteinúria desse paciente para confirmar a etiologia
nefrótica para a constelação de manifestações relatada pelo enunciado; em crianças, proteinúria nefrótica é aquela > 50 mg/kg/dia
(C errada).  Em pacientes com idade entre 1 e 8 anos, a etiologia mais comum de síndrome nefrótica é a doença por lesão mínima
(DLM), presente na maioria esmagadora dos casos (E errada). Como na DLM a resposta à corticoterapia é dramática, deve-se iniciar
corticoterapia após a comprovação da proteinúria nefrótica, mas exame histopatológico é desnecessário (D errada). Resposta: B.
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104 - 2020 UDI
A glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica (GNDAPE) é uma complicação tardia de uma infecção por cepas nefrogênicas do
Estreptococo Beta-hemolítico do grupo A, muito comum na infância, sendo fundamental a abordagem terapêutica e diagnóstica do
caso. Sobre a GNDAPE selecione a opção terapêutica mais recomendada para condução desses casos.
A) O tratamento está focado em tratar o Estreptococo Beta-hemolítico do grupo A, sendo recomendado atualmente pelas diretrizes
nacional e internacionais o uso de Ceftriaxona por sete dias, pois a maioria dos Estreptococos são resistentes a penicilina.
B) O tratamento está focado nos sintomas do paciente, sendo recomendada restrição de sal e água, tratamento da hipertensão e,
nos casos graves, terapia dialítica.
C) O tratamento a ser instituído é com restrição de sal e água e o uso de antimicrobianos, sendo recomendado atualmente o uso de
ceftriaxona para cobertura do Estreptococo e o uso da oxacilina, pois o Estafilococo é a segunda causa de glomerulonefrite na
infância.
D) O tratamento deve ser focado nos anti-hipertensivos, restrição de sal e água, antimicrobiano por 14 dias, visto que a doença tem
duração de duas semanas, e, nos casos graves, terapia dialítica.
E) O tratamento deve ser focado nos anti-hipertensivos, restrição de sal e água, antimicrobiano por dez dias e uso de albumina
diariamente até melhora da proteinúria urinária.
O tratamento da GNPE se baseia em medidas de suporte, como restrição hidrossalina, diureticoterapia e anti-hipertensivos,
reservando-se a terapia dialítica para os casos graves e refratários (B correta). Deve-se utilizar antibioticoterapia contra o
estreptococo, com vistas à erradicação da cepa nefritogênica (sem influência na evolução da lesão renal). A droga de escolha ainda
é a penicilina, dado o baixo nível de resistência em nosso meio (A e C erradas). A duração do tratamento antimicrobiano de
erradicação deve ser de 10 dias, e não apenas 5-7 dias, nem tampouco 14 ou mais dias; ademais, a doença dura em média 3-4
semanas, e não apenas 2 semanas (D errada). Não há qualquer indicação de reposição de albumina intravenosa, até porque estes
pacientes já se encontram naturalmente hipervolêmicos, e tal medida agravaria a hipervolemia (E errada)... Como vimos, a melhor
respostaseria de fato a letra B, gabarito inicial. Contudo, por motivos que não ficaram claros para nós a banca ANULOU a questão.
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105 - 2020 UFCG
Adolescente com história de cefaleia intensa há 2 dias, internado às pressas após convulsão tônico-clônica generalizada secundária a
hipertensão arterial sistêmica. A mãe relatava episódios frequentes de amigdalite purulenta além de discreto edema de pés e urina
avermelhada. Ao exame de admissão na UTI foi diagnosticado edema agudo de pulmão. Diante deste quadro é importante:
A) Aumentar a oferta hídrica para evitar a insuficiência renal por hipovolemia.
B) Iniciar reposição de albumina na tentativa de aumentar a pressão colodoismótica do plasma.
C) Não usar furosemida para redução do quadro congestivo.
D) Dosar albumina sérica e lipidograma.
E) Dosar complemento sérico e ASLO.
Caso clássico de glomerunoferite pós-estreptocócica (GNPE): a criança evoluiu com a tríade hipertensão, edema e hematúria
associada a histórico de infecções estreptocócicas prévias. Independente da gravidade do quadro, dois exames são essenciais neste
momento: a dosagem do complemento sérico, que é obrigatória para o diagnóstico de GNPE, pois seus valores encontram-se
diminuídos em quase 100% dos casos; e a evidência laboratorial de infecção estreptocócica prévia, que pode ser feito com a cultura
das lesões (caso possível) ou com a dosagem da antiestreptolisina O (ASO), que pode estar elevado, dependendo do local da
infecção e do sorotipo infectante.
Resposta: letra E.
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106 - 2020 UESPI
Escolar de sete anos apresenta edema em face, abdômen e membros inferiores progressivo há 4 dias, sem febre. Exame físico: bom
estado geral, edema palpebral bilateral. PA: 130x98mmHg. ACV: bulhas rítmicas normofonéticas, FC: 90bpm. AR: estertores
subcrepitantes em bases. Abdômen: normotenso, fígado: 2,5cm do RCD; edema de +/++ em membros inferiores, com pequenas
lesões crostosas. Exames laboratoriais: urina: densidade de 1025, pH: 5,5, leucócitos: 3/ campo; hemácias: 95/ campo; raras bactérias,
proteína ++. Ureia: 20mg/ dL; creatinina: 0.5mg/dL. Raio X de tórax: aumento discreto da área cardíaca. A hipótese diagnóstica e o
marcador laboratorial mais fidedigno a ser solicitado são:
A) Infecção urinária / urocultura com teste de sensibilidade antibiótica.
B) Glomerulonefrite difusa aguda / dosagem sérica de complemento.
C) Glomerulonefrite difusa aguda / ASLO.
D) Síndrome nefrótica / proteinúria de vinte e quatro horas.
E) Síndrome nefrótica / proteínas totais e frações.
Temos um escolar com quadro de edema, hipertensão e hematúria, além de evidência de infecção estreptocócica prévia (lesões
crostosas em membros inferiores), ou seja, um quadro clínico de glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica. No entanto,
para investigação complementar, a dosagem do complemento sérico é obrigatória para o diagnóstico. Seus valores encontram-se
diminuídos em 95 a 98% dos casos. A normalização de seus níveis ocorre em 4 a 8 semanas e é um marcador importante de
prognóstico e diagnóstico diferencial. 
Resposta: letra B.
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107 - 2020 UFGD
Pré-escolar, 5 anos, masculino, dá entrada na emergência pediátrica com dificuldade respiratória. Mãe refere urina escura, edema
palpebral com evolução há 3 dias. Com história pregressa de lesões em membros inferiores (a mãe diz que tratou no posto de saúde
para impetigo). FR = 35 ipm FC = 98 bpm, afebril 37.3 Pa 160 X 120. MV+ diminuído à esquerda com estertores crepitantes em bases.
Considerando esse caso e o exame físico, assinale a alternativa correta quanto ao diagnóstico etiológico e ao medicamento a ser
usado na primeira abordagem, na emergência.
A) Síndrome de Cushing, Furosemida EV.
B) Feocromocitoma, Esmolol contínuo.
C) Feocromocitoma, Nifedipina Sl.
D) Glomerulonefrite difusa aguda pós estreptocócica, Furosemida EV.
E) Insuficiência cardíaca, Anlodipina.
Diante de um pré-escolar com edema, hematúria e hipertensão associada a história de infecção estreptocócica prévia (impetigo), a
hipótese diagnóstica mais provável é a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica. No caso clínico em tela, o menor evoluiu
com a complicação mais frequente da doença, que é a congestão circulatória, caracterizada por sinais clínicos de hipervolemia, tais
como taquicardia, dispneia e estertores crepitantes em bases pulmonares. O tratamento é feito com furosemida endovenosa, na
dose de 1 a 5 mg/kg/dia.
Resposta: letra D.
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108 - 2020 UEPA - BELÉM
A Síndrome Nefrótica é uma doença de base imunológica, que é primaria na maioria dos casos na infância e ocorre abaixo dos 6 anos
de idade. Em relação à Síndrome Nefrótica é correto afirmar que:
A) deve ser tratada com restrição hídrica, anti-hipertensivos e corticoide.
B) tem proteinúria acima de 30 mg/kg/dia e hipertensão como sinais clássicos.
C) fazem parte do tratamento a infusão de albumina e corticoterapia.
D) não ocorre remissão espontânea, portanto o tratamento não deve ser adiado.
E) está indicada biópsia renal nos casos que não respondem ao tratamento em ate 6 semanas.
Nesta questão, vamos ver cada alternativa:
A- errada. Síndrome nefrótica, entre as idades de 1 e 8 anos, tem como principal etiologia a doença por lesão mínima, cuja resposta
à corticoterapia é excelente. Então, pacientes nessa faixa etária que desenvolvam nefrótica devem ser tratados com prednisona,
sem necessidade de biópsia renal. Antibióticos e anti-hipertensivos não interferem na evolução da síndrome nefrótica e não são
utilizados de rotina.
B- errada. Síndrome nefrótica, em crianças, se caracteriza por proteinúria > ou igual a 50 mg/kg/dia. Pela dificuldade de coleta de
urina nessa faixa etária, a tendência atual é a de utilizar a relação proteína/creatinina em amostra isolada; através
desta, a proteinúria é caracterizada como nefrótica quando a relação é > 2 mg de proteína/mg de creatinina (U P/Cr > 2).
C- certa. Edema é achado característico da síndrome nefrótica, não sendo rotineira a utilização de diuréticos nos acometidos.
Porém, se o acúmulo de líquido no terceiro espaço é muito volumoso, pode ser tentada a infusão intravenosa de albumina +
furosemida, em vazão lenta, para alívio do edema.
D- errada. O início da corticoterapia, em crianças nefróticas, pode ser adiado por até 1 semana, já que existe chance de remissão
espontânea. 
E- errada. Como vimos, a biópsia nem sempre é necessária nos casos de síndrome nefrótica na infância, ficando reservada para
casos em que as características do paciente e/ou suas manifestações clínicas "saem do padrão": idade < 1 ou > 10 anos, hematúria
persistente, surgimento de hipertensão e ausência de resposta após 8 semanas de corticoterapia.
Resposta: C.
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109 - 2020 HPP
Um menino de 4 anos de idade teve uma infecção das vias aéreas superiores, seguida, em duas semanas, por edema generalizado a
pressão sanguínea é normal. A urinálise revela 2 a 5 eritrócitos por campo de grande aumento e proteína 4 +. A uréia é de 19mg/dL,
creatinina 0,6mg/dL, colesterol 402mg/dL, albumina sérica 0,9g/dL, título de antiestreptolisina 0 de 1:16, e C3 de 92mg/dL. O
diagnóstico mais provável deverá ser:
A) Grumerulonefrite pós – estreptocócica
B) Grumerulonefrite membranosa
C) Síndrome nefrótica de lesão mínima
D) Grumerulonefrite membranoproliferativa
E) Esclerose focal
O enunciado é escrito para causar alguma confusão entre glomerulonefrite pós-estreptocócica (GNPE) e doença por lesão mínima
(DLM)... Lembre que GNPE é causa clássica de síndrome nefrítica e DLM, de síndrome nefrótica. Na primeira, observa-se
hipertensão + edema + hematúria; na segunda, proteinúria maciça (> 50 mg/kg/dia), hipoalbuminemia e hiperlipidemia. Para fazer
a diferenciação, note que o paciente tem proteinúria de 4+, compatível com perda nefrótica; além disso, há hipercolesterolemia e
hipoalbuminemia, manifestações cardinais da síndrome nefrótica, cuja principal etiologia,na faixa etária apresentada, é DLM (B, D
e E erradas). Outro dado marcante é que o complemento está normal (C3, nessa faixa etária, vai de 80-150 mg/dL), sendo a queda
desse marcador típica de GNPE (A errada). Resposta: C.
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