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técnicas de higiene brônquica

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Terapia de 
higiene brônquica 
 
“Consiste em um conjunto de intervenções manuais 
ou com a utilização de equipamentos capazes de 
promover ou auxiliar o paciente na remoção de 
secreções das vias aéreas por meio da manipulação 
do fluxo aéreo e da tosse”. 
 Melhorar o intercâmbio gasoso 
 Reduzir o trabalho respiratório 
Depuração das vias aéreas 
 Patência de via aérea = trânsito livre do fluxo de 
ar, entrada e saída. 
 Aparelho mucociliar funcional = permite a 
limpeza das vias aéreas através das células 
caliciformes, onde tem cílios com intuito de 
mobilizar a camada de muco, trazendo-o para as 
vias aéreas centrais. 
 Tosse eficaz = se a quantidade de muco 
produzida for maior do que a que pode colocar 
para fora, há um acúmulo. Para a tosse eficaz o 
paciente precisa ter uma musculatura 
fortalecida para conseguir as fases da tosse e 
expulsão. 
Fluxo aéreo 
Contribui para a limpeza traqueobrônquica. 
 A limitação ao fluxo aéreo nas VA pode 
comprometer o efetivo transporte mucociliar! 
 Ele desloca o muco 
 Quando o fluxo é turbulento, passa a ser mais 
efetivo. 
 No laminar o muco que mais é transportado é o 
do meio da via e não das paredes, pois a 
velocidade é maior no meio. 
 Respirar de forma lenta e devagar é o fluxo 
laminar. 
 No turbulento as laminas de fluxo tocam as 
paredes da via, deslocando o muco e 
movimentando. 
Classificação 
Postura Ação da gravidade 
para deslocamento 
de secreções 
Drenagem postural 
 
Compressão do gás 
(Variação de fluxo) 
 
Compressão 
dinâmica das vias 
aéreas ou variações 
do fluxo expiratório, 
favorecendo a 
interação gás-
líquido. 
 
Tosse, Compressão 
torácica, PEP 
Flutter, Drenagem 
autógena 
 
Aerossolterapia / 
inaloterapi 
Umidificação de 
vias aéreas 
 
Nebulização 
 
 
 Postura = a ventilação pulmonar vai depender 
disso. 
 Drenagem postural = vai posicionar o paciente, 
tomando como base a ação da gravidade, para 
que possa fazer o deslocamento da secreção 
para via aérea mais central. (ex.: 45° de elevação 
de cabeceira da cama, ou sentado, ou em DL 
com cabeceira elevada) 
 Compressão do gás = compressão dinâmica das 
vias aéreas / acelera o fluxo / na inspiração 
quando comprime o tórax, ocasiona mais 
fechamento de vias aéreas. 
 Aerossolterapia = nebulização (10 a 15min) se o 
paciente não apresentar secreção não precisa. 
Quais são os mecanismos fisiológicos 
responsáveis pela eliminação de secreção 
brônquica? 
Transporte mucociliar, fluxo expiratório e tosse. 
Considera-se fluxo laminar: 
Aquele que se caracteriza por linhas de fluxo 
organizadas e paralelas, sendo suave e regular. 
Tosse técnica ou dirigida 
 Manobra intencional ensinada e supervisionada 
pelo terapeuta, simulando as 
 características da tosse espontânea 
eficaz. 
 Posicionamento adequado: sentado 
ou com elevação da cabeceira do leito. 
 Controle da respiração. 
 Descolar, deslocar e movimentar a secreção para 
eliminar. 
 Melhora o padrão respiratório e expande vias 
aéreas. 
 Posicionamento = Fowler (45° de elevação da 
cabeceira) 
 Fazer compressão bilateralemente com 
compressão para baixo e para dentro, na parte 
inferior e superior do tórax. 
 O posicionamento das mãos depende da 
ausculta 
 Mãos nas costelas, abaixo da axila e não no 
abdomem 
 Na expiração comprime para baixo e para dentro 
 Pode associar a nebulização 
 Inspiração  profunda pausa  pós 
inspiratória  contração dos músculos  
abdominais expulsar o ar em alta velocidade 
Técnica de expiração forçada (TEF) 
 Também conhecida como Huffing é uma 
modificação da tosse dirigida normal. 
 Combinação de uma ou duas expirações 
forçadas consecutivas de baixo ou médio volume 
pulmonar sem fechamento da glote. 
 Evita compressão exagerada dos bronquíolos. 
 Minimiza a compressão dinâmica e o colapso 
das vias aéreas. 
 Usado em pacientes asmáticos, com 
bronquiespasmos. 
 Sem o fechamento da glote diminui o calapso 
das vias aéreas 
 Paciente inspira profundamente, solta o ar 
falando ‘’Huffing’’ 
 O objetivo é mobilizar a secreção 
Tosse manualmente assistida 
 Empregada nos casos em que os pacientes são 
incapazes de expulsar forçadamente o ar para 
remover secreções brônquicas. (ex.: doenças 
neuromusculares) 
 Compressão do tórax no início da expiração 
espontânea. 
 Há o aumento da velocidade do ar expirado. 
 Durante a compressão o paciente tenta tossir 
 Pode ser deitado ou sentado 
 Mão apoiada ao lado do tórax ou epigástrio 
 Compressão para baixo e para dentro. 
 No caso de paciente com maior estabilidade e 
compreensão, pode ser sentado, na hora de 
tossir pedir para ele inclinar, uma mão na parte 
anterior do tórax e a outra por trás entre as 
escapulas. 
Tosse provocada 
 Massagem circular = são movimentos circulares 
na fúrcula esternal com pressão para baixo e 
para dentro da traqueia. 
 Deslocamento lateral da traqueia = realizado 
durante a fase inspiratória. (durante a inspiração 
deslocar para o lado) 
Tosse mecanicamente assistida 
 Aplicação de uma pressão positiva, seguida de 
uma pressão negativa, por meio de uma peça 
bucal, máscara facial, tubo endotraqueal ou 
traqueostomia. 
 Basicamente, a manobra simula uma tosse, 
possibilitando a mobilização e a expulsão das 
secreções de modo eficaz e seguro. 
 A variação brusca da pressão produz um alto 
fluxo expiratório de 6 a 11 ℓ/s, simulando uma 
tosse eficaz. O dispositivo mais conhecido é o 
Cough Assist E70™. 
Compressão torácica 
 Compressão passiva do gradil costal do paciente, 
realizada na fase expiratória. 
 Posicionamento adequado: decúbito dorsal, 
Fowler e decúbitos laterais. 
 Objetivo de deslocar secreção localizada em 
brônquios de menor calibre para os de maior 
calibre. 
Aumento do fluxo expiratório (AFE) 
 Consiste em uma expiração ativa ou passiva 
associada a um movimento toracoabdominal 
sincronizado, gerado pela compressão manual do 
fisioterapeuta durante a fase expiratória. 
 Velocidade do fluxo variável = quando se 
pretende mobilizar pequenos volumes, aplica-se 
alta velocidade. 
 O fluxo expiratório elevado mobiliza secreção de 
vias aéreas proximais. 
 É mais efetiva quando há grande volume de 
secreção. 
 Usado mais na população pediátrica. 
 Paciente deitado, uma mão na região de tórax e 
a outra no abdômen 
 Paciente vai realizar uma inspiração profunda e 
quando for expirar é aproximado as duas mãos, 
a mão superior para baixo e para dentro e a 
inferior para cima e para dentro. 
 Aproximar de forma lenta quando for coletar 
secreção de via aérea mais periférica 
 Aproximação rápida, com fluxo mais alto quando 
está mobilizando secreção de via aérea central. 
 A repetição vai depender da avaliação do 
paciente e quantidade de secreção. 
Oscilações orais de alta frequência 
 Usadas para assistir a eliminação de secreção 
brônquica. 
 Combinação de oscilação das vias aéreas, 
aumento do fluxo aéreo intermitente e pressão 
positiva. 
 Impede o colapso prematuro da VA e recruta 
unidades periféricas auxiliando a mobilização de 
secreção. 
 Com frequências de 12 a 25Hz as oscilações 
desempenham papel de mucolítico físico. 
 
1. Bucal 
2. Cone circular 
3. Esfera 
4. Capuz perfurado 
 
 Soltar o ar no aparelho 
 Paciente inspira profundamente, faz uma apneia 
de 2 segundos e expira contra o bocal 
 Bem encaixado na boca para não escapar ar. 
 A movimentação da esfera na expiração causa 
um movimento vibratório na via aérea – efeito 
flutter (fluxo turbulento) 
 Paciente sentado ou cabeceira elevada 
 
 
 
 Para sentir a vibração brônquica é preciso o 
aparelho virado para cima em 30° 
Acapella 
 Pode ser usado em qualquer posição, pois seu 
mecanismo de geração de PEP e oscilações do 
fluxo não dependem da gravidade. 
 Não depende da gravidade 
 O azul é para pacientes que não conseguem 
mais de 15 L por min 
 O verde é para os que conseguem mais de 15L 
Em relação ao flutter, qual alternativa melhor 
descreve esse dispositivo e seus efeitos sobre o 
aparelho respiratório?Utiliza uma OAF em associação a uma pressão 
positiva que resulta em vibração da camada de 
muco, abertura dos brônquios e diminui o colapso de 
vias aéreas. 
Ciclo ativo da respiração (CAR) 
 Combinação de técnica de expiração forçada, 
controle da respiração e exercícios de expansão 
torácica. 
 Promove a perviedade das vias aéreas a partir 
da periferia pulmonar. 
 Paciente cooperativo e com bom entendimento. 
 Indicado em pacientes com doença pulmonar 
crônica. 
 Melhora a ventilação pulmonar e ajuda a 
expandir o pulmão. 
 Perviedade = vias aéreas livres 
 Asma, enfisema, bronquite 
Controle da respiração 
 Paciente relaxado e com dispêndio mínimo de 
energia. 
 Respirar a volume corrente. (3 a 4 repetições). 
 Respiração tranquila, padrão diagramático 
Exercícios de expansão torácica 
 Paciente relaxado e com dispêndio mínimo de 
energia. 
 Respirar a volume corrente. (3 a 4 repetições). 
 Ventilação colateral = uniformidade na 
ventilação. 
Técnicas de expiração lenta 
 Paciente relaxado e com dispêndio mínimo de 
energia. 
 Respirar a volume corrente. (3 a 4 repetições). 
 
1. Controle da respiração 
2. Expansão torácica (3 a 4) 
3. Controle da respiração 
4. Expansão torácica (3 a 4) 
5. Controle da respiração 
6. Huff 
7. Controle da respiração 
Drenagem autógena 
 Método de controle da respiração que mobiliza 
secreções de diferentes gerações brônquicas, 
com variação do fluxo expiratório. 
 Necessita de colaboração efetiva do paciente. 
 Três fases: “descolar, coletar e eliminar” 
 Realizada com o paciente sentado. 
 
1. Fase do descolamento 
 Inicia-se com uma expiração oral lenta e 
forçada, recrutando-se percentuais do VRE. 
 Inspiração a baixo volume, recrutando-se 
percentuais do VC. 
 Pausa pós inspiratória 2 a 3 seg. 
 Expiração oral lenta recrutando-se percentuais 
do VRE. 
2. Fase da coleta 
 Inspiração nasal a médio volume, ou seja, 
com variações progressivas, recrutando-se 
percentuais > VC. 
 Pausa pós inspiratória 2 a 3 seg. 
 Expiração oral lenta recrutando-se percentuais 
VRE. 
3. Fase de eliminação (‘’desobstrução’’) 
 Inspiração nasal a alto volume, recrutando-se 
VC e percentuais do VRI. 
 Pausa pós inspiratória 2 a 3 seg. 
 Expiração oral em nível VC. 
 Técnica de expiração forçada a altos volumes 
(huffing). 
Expiração lenta total com a glote aberta em 
decúbito infralateral (ELTGOL) 
 Consiste em realizar uma expiração lenta total 
com a glote aberta, estando o paciente com a 
região a ser desobstruída em decúbito 
homolateral. 
 Mobilizar secreções de pequenos brônquios. 
 Em decúbito lateral há redução progressiva e 
completa do calibre e do comprimento de toda 
árvore brônquica infralateral. 
 Realiza-se inspiração nasal em nível do VC 
seguida de expiração oral lenta com a glote 
aberta em nível do VR.

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