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são apenas atributos superficiais de um objeto total provedor de vida.
 
O último estágio, do objeto real, é marcado pela sensibilidade perceptiva da criança para com o estímulo externo. Agora o bebê consegue separar as sensações da recepção interna da experiência e as dos sentidos dos fatos o que o rodeiam. Há uma coordenação entre os atos intencionados a serviço do alcance de fins determinados; sua atividade torna-se dirigida, intensificando as relações sociais. No entanto, a estrutura de um “ego” – a noção de si – ainda se encontra de forma bem rudimentar, praticamente embrionária. 
*Vídeos:
CICLO VITAL
04
O INÍCIO :
Os estudos do ciclo vital nos Estados Unidos surgiram a partir de programas destinados a acompanhar crianças até a idade adulta. À medida que estes estudos se estendiam à vida adulta, os cientistas do desenvolvimento começaram a se concentrar em como determinadas experiências, vinculadas a tempo e lugar, influenciam o rumo da vida das pessoas. 
Atualmente, a Psicologia do Desenvolvimento procura descrever, tão completa e exatamente quanto possível, as funções psicológicas das crianças (por exemplo: suas reações intelectuais, sociais e emocionais), em diferentes idades e descobrir como tais funções mudam com a idade.
Essa preocupação com o desenvolvimento em toda a vida do ser humano se chama desenvolvimento do ciclo vital e tem princípios fundamentais que o estruturam.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO CICLO VITAL :
São eles: 
O desenvolvimento é vitalício; 
O desenvolvimento depende de história e contexto; 
O desenvolvimento é multidimensional e multidirecional; 
O desenvolvimento é flexível ou plástico. 
Para compreender o desenvolvimento, divide-se o ciclo vital em oito momentos: 
Pré-natal; primeira infância; segunda infância; terceira infância; adolescência; vida adulta; meia idade; terceira idade ou velhice.
GENÉTICA DO COMPORTAMENTO :
O conceito de maturação e a ideia de tendências inatas buscam explicar padrões e sequências do desenvolvimento que são os mesmos para todas as crianças. Ao mesmo tempo, a natureza contribui para variações de um indivíduo para outro. O estudo das contribuições genéticas ao comportamento individual, denominado genética do comportamento, usa duas técnicas de pesquisa principais – o estudo de gêmeos idênticos e fraternos e o estudo de crianças adotadas. Se gêmeos idênticos são mais parecidos entre si em alguma dimensão do que são outros tipos de irmãos, apesar de terem crescido em ambientes diferentes, isso é uma evidência irresistível de uma contribuição genética para esse traço. No caso de crianças adotadas, a estratégia é comparar o grau de semelhança entre a criança adotada e seus pais biológicos (com os quais ela compartilha genes, mas não ambiente) ao grau de semelhança entre a criança adotada e seus pais adotivos (com os quais ela compartilha ambiente, mas não genes). 
*Vídeos: 
A influência ambiental e genética na definição do comportamento humano. https://www.youtube.com/watch?v=GFwUkiN6rWk 
MATERIAL COMPLEMENTAR:
Pesquisa quer saber mais sobre o comportamento dos gêmeos. https://www.youtube.com/watch?v=azAtGHY6HEU
TEORIA
ECOLÓGICA DO
DESENVOLVIMENTO
05
ECOLOGIA HUMANA:
É definida como o conjunto de processos através dos quais as particularidades da pessoa e do ambiente interagem para produzir constância e mudança nas características da pessoa no curso de sua vida" (Bronfenbrenner, 1989, p.19).
Vimos até o presente momento uma discussão do Desenvolvimento Humano sobre a visão dos fatores incluídos e determinantes nesse desenvolvimento, como a maturação neurofisiológica, o crescimento orgânico, a hereditariedade e o meio social. 
Passamos agora a incluir neste debate o conceito formulado por Urie Bronfenbrener, pesquisador russo (1917-2005) que viveu nos Estados Unidos e que trouxe para o desenvolvimento humano a ideia da existência de uma Ecologia Humana.
Sua tese principal é de que nós nos desenvolvemos contextualmente, apoiados em quatro pilares dinâmicos e inter-relacionados, a saber: a pessoa, o processo, o contexto e o tempo. Os processos psicológicos são valorizados através das relações que eles estabelecem na pessoa, em função das determinações ambientais, sem negligenciar, contudo, a importância dos fatores biológicos no decorrer do desenvolvimento. Dividido em quatro partes, Bronfenbrener apresenta: uma Orientação Ecológica, pontuando os seus conceitos básicos; os Elementos do Ambiente, pelos quais discute a importância das relações interpessoais, a vivência em diferentes sistemas e o desempenho de papéis; A Análise dos Ambientes, na qual trata os temas da inserção de ambientes naturais, como ambientes de pesquisa, e a visão ecológica de desenvolvimento possível dentro de instituições (creches, escolas etc.); e o conceito de Além do Microssistema, no qual traz discussões aprofundadas sobre três sistemas ecológicos, mesossistema, exossistema e macrossistema, sempre apontando para a dinâmica de interação entre esses contextos.
Sua teoria afirma – como conceitos básicos – que não é o ambiente que prediz o comportamento, mas, sim, a interpretação que este indivíduo fará do ambiente. Assim, ele dará uma importante ênfase às percepções das atividades (ações realizadas), aos papéis (funções sociais esperadas) e às inter-relações pessoais de um indivíduo (como as pessoas tratam umas às outras) e que são demonstráveis em um ambiente comportamental. O desenvolvimento para este autor resulta dos seguintes esquemas interacionais: 
microssistema (família, amigos e a estrutura religiosa), 
exossistema (sistema escolar, sistema de saúde, a comunidade e a comunicação social), e
macrossistema (os contextos culturais, sociais, econômicos e históricos). 
Os três sistemas interacionais formam o cronossistema. Este último corresponde ao sentido de continuidade e de mudanças nas características biopsicológicas do ser humano e que se estendem ao longo do curso da vida em sucessivas gerações e através do tempo histórico presente e passado.
ECOLOGIA HUMANA:
CARACTERÍSTICAS DE UM MICROSSISTEMA EQUILIBRADO:
a) Reciprocidade: aquilo que um indivíduo faz dentro do contexto de relação influencia o outro e vice-versa. 
É essa reciprocidade que possibilita a formação que Bronfenbrenner coloca como o grande mérito das relações entre as pessoas, que é a formação de díades ou a presença de uma relação interpessoal recíproca. A premissa básica e mais importante na formação de uma díade é que, se um dos membros do par passar por um processo de desenvolvimento, estará contribuindo para a ocorrência do mesmo processo no outro.
b) Equilíbrio de poder: significa que quem tem o domínio da relação passa gradualmente este poder para a pessoa em desenvolvimento, dentro de suas capacidades e necessidades; 
c) Afeto: estabelece a manutenção e a perpetuação de sentimentos – de preferência positivos – no decorrer do processo, permitindo em conjunto vivências efetivas dessas relações também em um sentido fenomenológico (internalizado).
Quando a criança participa em mais de um ambiente com as características descritas acima, introduz-se em um mesossistema: um conjunto de microssistemas. Essa transição e mobilidade da criança de um para vários microssistemas abrange o conhecimento e participação em diversos ambientes, como o da família, da escolinha, da vizinhança, reforçando as diferentes relações e fixando papéis específicos que surgem para cada um dos contextos. Num sentido geral, é este processo de socialização o potencial para o seu desenvolvimento. Esta passagem, chamada por Bronfenbrenner de transição ecológica, é mais efetiva e saudável na medida em que a criança se sente apoiada e tem a participação de suas relações significativas neste processo.
INTERAÇÃO ENTRE OS SISTEMAS:
:
A teoria de Bronfenbrenner traz, em suma, como contribuição ao desenvolvimento humano, a consideração da influência do ambiente onde as pessoas se situam, as análises que direcionam os processos e as condições que estruturam o percurso

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