Ed
há 2 anos
Para responder à questão sobre a problematização realizada por Lopes e Leal (2005) em relação à feminização na qualificação dos profissionais de saúde, é importante analisar cada alternativa em relação ao que se discute sobre gênero e trabalho. a) As questões biológicas são determinantes para que se tenha mais mulheres nas profissões de cuidado. - Essa afirmação é reducionista e não reflete a análise crítica que Lopes e Leal propõem. b) As questões genéticas têm uma função central para organizar a divisão social e de gênero do trabalho. - Novamente, essa visão é limitada e não aborda as construções sociais e culturais. c) Algumas práticas trabalhistas, culturalmente associadas às funções de uma mulher-mãe, terminam por valorizar homens e mulheres em atividades laborais distintas. - Esta alternativa reflete uma análise mais crítica sobre como as funções de gênero influenciam a valorização no trabalho. d) Homens e mulheres têm criado, no âmbito da medicina e da enfermagem, expectativas iguais no ambiente de trabalho. - Essa afirmação não é verdadeira, pois as expectativas ainda são influenciadas por estereótipos de gênero. e) Não há nenhum sexismo explícito na divisão social do trabalho em relação à medicina e à enfermagem. - Essa afirmação é incorreta, pois a divisão social do trabalho é permeada por questões de gênero. Diante dessa análise, a alternativa que melhor representa a argumentação de Lopes e Leal é: c) Algumas práticas trabalhistas, culturalmente associadas às funções de uma mulher-mãe, terminam por valorizar homens e mulheres em atividades laborais distintas.
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