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2. (Enem 2019) De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usar para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse da sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada? (AGOSTINHO. O livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008). Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a)

a) desvio da postura celibatária.
b) insuficiência da autonomia moral.
c) afastamento das ações de desapego.
d) distanciamento das práticas de sacrifício.
e) violação dos preceitos do Velho Testamento.
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Desvendando com Questões

há 2 anos

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há 2 anos

Vamos analisar as alternativas em relação ao texto de Agostinho de Hipona, que discute a vontade livre e a punição divina. a) desvio da postura celibatária - Esta opção não se relaciona diretamente com a questão da vontade livre e da punição divina. b) insuficiência da autonomia moral - Esta alternativa pode estar relacionada, pois Agostinho fala sobre a capacidade do homem de agir corretamente ou pecar, mas não é o foco principal do texto. c) afastamento das ações de desapego - Não é uma ideia central no texto, que se concentra mais na vontade livre e na punição. d) distanciamento das práticas de sacrifício - Embora possa ser relevante em um contexto religioso, não é o tema central discutido por Agostinho. e) violação dos preceitos do Velho Testamento - Esta opção se alinha com a ideia de que a punição divina é uma consequência do uso inadequado da vontade livre, que pode levar à violação de normas morais. Diante da análise, a alternativa que melhor representa o fundamento da punição divina segundo Agostinho é: e) violação dos preceitos do Velho Testamento.

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005 ENEM – 2018 - A quem não basta pouco, nada basta. EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985. Remanescente do período helenístico, a máxima apresentada valoriza a seguinte virtude:
A) Coragem, definida como fortitude na dificuldade.
B) Justiça, interpretada como retidão de caráter.
C) Prudência, caracterizada pelo correto uso da razão.
D) Esperança, tida como confiança no porvir.
X E) Temperança, marcada pelo domínio da vontade.

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque

a) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
b) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
c) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
d) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
e) Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.

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