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Questões resolvidas

005 ENEM – 2018 - A quem não basta pouco, nada basta. EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985. Remanescente do período helenístico, a máxima apresentada valoriza a seguinte virtude:
A) Coragem, definida como fortitude na dificuldade.
B) Justiça, interpretada como retidão de caráter.
C) Prudência, caracterizada pelo correto uso da razão.
D) Esperança, tida como confiança no porvir.
X E) Temperança, marcada pelo domínio da vontade.

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque

a) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
b) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
c) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
d) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
e) Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.

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Questões resolvidas

005 ENEM – 2018 - A quem não basta pouco, nada basta. EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985. Remanescente do período helenístico, a máxima apresentada valoriza a seguinte virtude:
A) Coragem, definida como fortitude na dificuldade.
B) Justiça, interpretada como retidão de caráter.
C) Prudência, caracterizada pelo correto uso da razão.
D) Esperança, tida como confiança no porvir.
X E) Temperança, marcada pelo domínio da vontade.

Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque

a) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus.
b) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus.
c) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má.
d) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal.
e) Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal.

Prévia do material em texto

Aluno (a): ____________________________________________________________________ 
Disciplina: FILOSOFIA Professor (a): RENATO AURELIO 
Série: 2º ano 
Turma: __________ 
ESTUDO DIRIGIDO 
Data: ____/____/_____ 
 
 
ENSINO MÉDIO 
 
Assuntos Abordados 
Helenismo e suas escolas 
Filosofia Medieval 
Santo Agostinho 
 
 
1. (Uece 2019) “O maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Manes ou 
Maniqueu, filósofo cristão do século III, que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A 
matéria é intrinsecamente má e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou 
a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.” (Wikipédia. Disponível 
em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manique%C3%ADsmo). 
 
Contra o maniqueísmo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho) afirmava que 
 
a) Deus é o Bem absoluto, ao qual se contrapõe o Mal absoluto.] 
b) as criaturas só são más numa consideração parcial, mas são boas em si mesmas 
c) toda a criação era boa e tornou-se má, pois foi dominada pelo pecado após a Queda. 
d) a totalidade da criação é boa em si mesma, mas singularmente há criaturas boas e más. 
 
2. (Enem 2019) De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a 
concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não 
poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, 
considerando-se que se um homem a usar para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se 
a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, 
por que deveria ser punido aquele que usasse da sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada? (AGOSTINHO. O 
livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008). 
 
Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a) 
 
a) desvio da postura celibatária. 
b) insuficiência da autonomia moral. 
c) afastamento das ações de desapego. 
d) distanciamento das práticas de sacrifício, 
e) violação dos preceitos do Velho Testamento. 
 
3. (Uece 2019) Em diálogo com Evódio, Santo Agostinho afirma: “parecia a ti, como dizias, que o livre-arbítrio da 
vontade não devia nos ter sido dado, visto que as pessoas servem-se dele para pecar. Eu opunha à tua opinião que 
não podemos agir com retidão a não ser pelo livre-arbítrio da vontade. E afirmava que Deus no-lo deu, sobretudo em 
vista desse bem. Tu me respondeste que a vontade livre devia nos ter sido dada do mesmo modo como nos foi dada 
a justiça, da qual ninguém pode se servir a não ser com retidão”. AGOSTINHO. O livre-arbítrio, Introdução, III, 18, 47. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Manique%C3%ADsmo
 
 
 
Com base nessa passagem acerca do livre-arbítrio da vontade, em Agostinho, é correto afirmar que 
 
a) o livre-arbítrio é o que conduz o homem ao pecado e ao afastamento de Deus. 
b) o poder de decisão ‒ arbítrio ‒ da vontade humana é o que permite a ação moralmente reta. 
c) é da vontade de Deus que o homem não tenha capacidade de decidir pelo pecado, já que o Seu amor pelo homem 
é maior do que o pecado. 
d) a ação justa é aquela que foi praticada com o livre-arbítrio; injusta é aquela que não ocorreu por meio do livre-
arbítrio. 
4. (Enem 2018) A quem não basta pouco, nada basta. (EPICURO. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1985). 
 
Remanescente do período helenístico, a máxima apresentada valoriza a seguinte virtude: 
 
a) Esperança, tida como confiança no porvir. 
b) Justiça, interpretada como retidão de caráter. 
c) Temperança, marcada pelo domínio da vontade. 
d) Coragem, definida como fortitude na dificuldade. 
e) Prudência, caracterizada pelo correto uso da razão. 
 
5. (Ufu 2018) Agostinho, em Confissões, diz: "Mas após a leitura daqueles livros dos platônicos e de ser levado por 
eles a buscar a verdade incorpórea, percebi que 'as perfeições invisíveis são visíveis em suas obras' (Carta de Paulo 
aos Romanos, 1, 20)". (Agostinho de Hipona. Confissões, livro VII, cap. 20, citado por: MARCONDES, Danilo. Textos 
Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução do autor). 
 
Nesse trecho, podemos perceber como Agostinho 
 
a) se utilizou da Bíblia para conhecer melhor a filosofia platônica. 
b) utiliza a filosofia platônica para refutar os textos bíblicos. 
c) separa nitidamente os domínios da filosofia e da religião. 
d) foi despertado para o conhecimento de Deus a partir da filosofia platônica. 
 
6. (Enem 2018) Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus 
antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no 
decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade 
nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma 
vontade que antes não existia?” (AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1984). 
 
A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo da reflexão filosófica sobre a(s) 
 
a) essência da ética cristã. 
b) natureza universal da tradição. 
c) certezas inabaláveis da experiência. 
d) abrangência da compreensão humana. 
e) interpretações da realidade circundante. 
 
7. (Enem PPL 2017) XI. Jamais, a respeito de coisa alguma, digas: “Eu a perdi”, mas sim: “eu a restituí”. O filho morreu? 
Foi restituído. A mulher morreu? Foi restituída. “A propriedade me foi subtraída”, então também foi restituída. “Mas 
quem a subtraiu é mau”. O que te importa por meio de quem aquele que te dá a pede de volta? Na medida em que 
 
 
ele der, faz uso do mesmo modo de quem cuida das coisas de outrem. Do mesmo modo como fazem os que se instalam 
em uma hospedaria. EPICTETO. Encheirídion. In: DINUCCI, A. Introdução ao Manual de Epicteto. São Cristóvão: UFS, 
2012 (adaptado). 
 
A característica do estoicismo presente nessa citação do filósofo grego Epicteto é 
 
a) explicar o mundo com números. 
b) identificar a felicidade com o prazer. 
c) aceitar os sofrimentos com serenidade. 
d) questionar o saber científico com veemência. 
e) considerar as convenções sociais com desprezo. 
 
8. (Enem 2016) Pirro afirmava que nada é nobre nem vergonhoso, justo ou injusto; e que, da mesma maneira, nada 
existe do ponto de vista da verdade; que os homens agem apenas segundo a lei e o costume, nada sendo mais isto do 
que aquilo. Ele levou uma vida de acordo com esta doutrina, nada procurando evitar e não se desviando do que quer 
que fosse, suportando tudo, carroças, por exemplo, precipícios, cães, nada deixando ao arbítrio dos sentidos. LAÉRCIO, 
D. Vidas e sentenças dos filósofos ilustres. Brasília: Editora UnB, 1988. 
 
O ceticismo, conforme sugerido no texto, caracteriza-se por: 
 
a) Desprezar quaisquer convenções e obrigações da sociedade. 
b) Atingir o verdadeiro prazer como o princípio e o fim da vida feliz. 
c) Defender a indiferença e a impossibilidade de obter alguma certeza. 
d) Aceitar o determinismo e ocupar-se com a esperança transcendente. 
e) Agir de forma virtuosa e sábia a fim de enaltecer o homem bom e belo. 
 
9. (Unesp 2016) Não posso dizer o que a alma é com expressões materiais, e posso afirmar que não tem qualquer tipo 
de dimensão, não é longa ou larga, ou dotada de força física, e não tem coisa alguma que entre na composição dos 
corpos, como medida e tamanho. Se lhe parece que a alma poderia ser um nada, porquenão apresenta dimensões do 
corpo, entenderá que justamente por isso ela deve ser tida em maior consideração, pois é superior às coisas materiais 
exatamente por isso, porque não é matéria. É certo que uma árvore é menos significativa que a noção de justiça. Diria 
que a justiça não é coisa real, mas um nada? Por conseguinte, se a justiça não tem dimensões materiais, nem por isso 
dizemos que é nada. E a alma ainda parece ser nada por não ter extensão material? (Santo Agostinho. Sobre a 
potencialidade da alma, 2015. Adaptado.) 
 
No texto de Santo Agostinho, a prova da existência da alma 
 
a) desempenha um papel primordialmente retórico, desprovido de pretensões objetivas. 
b) antecipa o empirismo moderno ao valorizar a experiência como origem das ideias. 
c) serviu como argumento antiteológico mobilizado contra o pensamento escolástico. 
d) é fundamentada no argumento metafísico da primazia da substância imaterial. 
e) é acompanhada de pressupostos relativistas no campo da ética e da moralidade. 
 
10. (Enem PPL 2015) Se os nossos adversários, que admitem a existência de uma natureza não criada por Deus, o 
Sumo Bem, quisessem admitir que essas considerações estão certas, deixariam de proferir tantas blasfêmias, como a 
de atribuir a Deus tanto a autoria dos bens quanto dos males. Pois sendo Ele fonte suprema da Bondade, nunca poderia 
ter criado aquilo que é contrário à sua natureza. AGOSTINHO. A natureza do Bem. Rio de Janeiro: Sétimo Selo, 2005 
(adaptado). 
 
 
 
Para Agostinho, não se deve atribuir a Deus a origem do mal porque 
 
a) o surgimento do mal é anterior à existência de Deus. 
b) o mal, enquanto princípio ontológico, independe de Deus. 
c) Deus apenas transforma a matéria, que é, por natureza, má. 
d) por ser bom, Deus não pode criar o que lhe é oposto, o mal. 
e) Deus se limita a administrar a dialética existente entre o bem e o mal. 
 
11. (Enem 2014) Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem 
naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são 
necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem 
geradores de dano. EPICURO DE SAMOS. “Doutrinas principais”. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: 
Eduff, 1974. 
 
No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim 
 
a) alcançar o prazer moderado e a felicidade. 
b) valorizar os deveres e as obrigações sociais. 
c) aceitar o sofrimento e o rigorismo da vida com resignação. 
d) refletir sobre os valores e as normas dadas pela divindade. 
e) defender a indiferença e a impossibilidade de se atingir o saber. 
 
12. (Ufsm 2013) A economia verde contém os seguintes princípios para o consumo ético de produtos: a matéria-prima 
dos produtos deve ser proveniente de fontes limpas e não deve haver desperdício dos produtos. O Estado, entretanto, 
não impõe, até o presente momento, sanções àqueles cidadãos que não seguem esses princípios. 
 
Considere as seguintes afirmações: 
 
I. Esses princípios são juízos de fato. 
II. Esses princípios são, atualmente, uma questão de moralidade, mas não de legalidade. 
III. A ética epicurista, a exemplo da economia verde, propõe uma vida mais moderada. 
 
Está(ão) correta(s) 
 
a) apenas I. 
b) apenas I e II. 
c) apenas III. 
d) apenas II e III. 
e) I, II e III. 
 
13. (Unisc 2012) Nas suas Meditações, o filósofo estoico Marco Aurélio escreveu: “Na vida de um homem, sua duração 
é um ponto, sua essência, um fluxo, seus sentidos, um turbilhão, todo o seu corpo, algo pronto a apodrecer, sua alma, 
inquietude, seu destino, obscuro, e sua fama, duvidosa. Em resumo, tudo o que é relativo ao corpo é como o fluxo de 
um rio, e, quanto á alma, sonhos e fluidos, a vida é uma luta, uma breve estadia numa terra estranha, e a reputação, 
esquecimento. O que pode, portanto, ter o poder de guiar nossos passos? Somente uma única coisa: a Filosofia. Ela 
consiste em abster-nos de contrariar e ofender o espírito divino que habita em nós, em transcender o prazer e a dor, 
não fazer nada sem propósito, evitar a falsidade e a dissimulação, não depender das ações dos outros, aceitar o que 
 
 
acontece, pois tudo provém de uma mesma fonte e, sobretudo, aguardar a morte com calma e resignação, pois ela 
nada mais é que a dissolução dos elementos pelos quais são formados todos os seres vivos. Se não há nada de terrível 
para esses elementos em sua contínua transformação, por que, então, temer as mudanças e a dissolução do todo?” 
 
Considere as seguintes afirmativas sobre esse texto: 
 
I. Marco Aurélio nos diz que a morte é um grande mal. 
II. Segundo Marco Aurélio, devemos buscar a fama, a riqueza e o prazer. 
III. Segundo Marco Aurélio, conseguindo fama, podemos transcender a finitude da vida humana. 
IV. Para Marco Aurélio, a filosofia é valiosa porque nos permite compreender que a morte é parte de um processo da 
natureza e assim evita que nos angustiemos por ela. 
V. Para Marco Aurélio, só a fé em Deus e em Cristo pode libertar o homem do temor da morte. 
VI. Para Marco Aurélio, o homem participa de uma realidade divina. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
a) Somente as afirmativas I e V estão corretas. 
b) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas. 
c) Somente as afirmativas IV e VI estão corretas. 
d) Todas as afirmativas estão corretas. 
e) Somente a afirmativa IV está correta. 
 
14. (Ufsj 2012) Sobre a ética na Antiguidade, é CORRETO afirmar que 
 
a) o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de plena serenidade para lidar com os sobressaltos da 
existência. 
b) os sofistas afirmavam a normatização e verdades universalmente válidas. 
c) Platão, na direção socrática, defendeu a necessidade de purificação da alma para se alcançar a ideia de bem. 
d) Sócrates repercutiu a ideia de uma ética intimista voltada para o bem individual, que, ao ser exercida, se espargiria 
por todos os homens. 
 
15. (Uncisal 2012) A filosofia de Santo Agostinho é essencialmente uma fusão das concepções cristãs com o 
pensamento platônico. Subordinando a razão à fé, Agostinho de Hipona afirma existirem verdades superiores e 
inferiores, sendo as primeiras compreendidas a partir da ação de Deus. Como se chama a teoria agostiniana que afirma 
ser a ação de Deus que leva o homem a atingir as verdades superiores? 
 
a) Teoria da Predestinação. 
b) Teoria da Providência. 
c) Teoria Dualista. 
d) Teoria da Emanação. 
e) Teoria da Iluminação. 
 
16. (Ueg 2011) Em meados do século IV a.C., Alexandre Magno assumiu o trono da Macedônia e iniciou uma série de 
conquistas e, a partir daí, construiu um vasto império que incluía, entre outros territórios, a Grécia. Essa dominação 
só teve fim com o desenvolvimento de outro império, o romano. Esse período ficou conhecido como helenístico e 
representou uma transformação radical na cultura grega. Nessa época, um pensador nascido em Élis, chamado Pirro, 
defendia os fundamentos do ceticismo. Ele fundou uma escola filosófica que pregava a ideia de que: 
 
 
 
a) seria impossível conhecer a verdade. 
b) seria inadmissível permanecer na mera opinião. 
c) os princípios morais devem ser inferidos da natureza. 
d) os princípios morais devem basear-se na busca pelo prazer. 
 
17. (Ufu 2011) Segundo o texto abaixo, de Agostinho de Hipona (354-430 d. C.), Deus cria todas as coisas a partir de 
modelos imutáveis e eternos, que são as ideias divinas. Essas ideias ou razões seminais, como também são chamadas, 
não existem em um mundo à parte, independentes de Deus, mas residem na própria mente do Criador, 
 
 [...] a mesma sabedoria divina, por quem foram criadas todas as coisas, conhecia aquelas primeiras, divinas, 
imutáveiscomo o contrário dela. 
 
Resposta da questão 11: [A] 
 
A filosofia de Epicuro tem como um de seus princípios a moderação dos desejos e dos prazeres, tal como afirma a 
alternativa [A], única correta. 
 
Resposta da questão 12: [D] 
 
 
 
Um juízo de fato é um juízo que diz respeito à disposição da realidade, isto é, se o enunciado estivesse descrevendo a 
situação atual do consumo: “consumimos produtos de origens de fontes sujas segundo a informação ‘x’ e pela 
estatística ‘y’ demonstramos que desperdiçamos exageradamente nossa produção”, então ele seria um juízo de fato. 
No caso, o enunciado expõe um juízo de valor, isto é, de acordo com o que se constata nos fatos deveríamos garantir 
fontes limpas como matéria-prima da produção e evitar o desperdício desta produção. Como esse juízo de valor ainda 
não foi avaliado e regulado pelo Estado, então ele é um juízo meramente moral, que reflete unicamente a escolha do 
sujeito sobre a melhor maneira de organizar seus hábitos. 
A ética aristotélica, a ética epicurista, basicamente toda a ética antiga, defendia, cada uma a sua maneira, a moderação 
como uma virtude muitíssimo importante. 
 
Resposta da questão 13: [C] 
 
Marco Aurélio foi um imperador que reinou durante um período muito conturbado de guerras e pestes, mas durante 
sua vida conseguiu escrever a sua peculiar obra e: 
 
“Escreveu apenas para si mesmo – o título original dos doze livros, conhecido como Meditações (ou Pensamentos), é 
O imperador Marco Aurélio para si mesmo. Isso deu à obra uma singularidade inovadora, não pertencendo a nenhum 
dos gêneros literários conhecidos pela filosofia, pois não assume a forma do tratado doutrinário, nem das confissões, 
nem do diário: o exame da consciência. Seu estilo é das sentenças e das fulgurações”. (M. Chaui. Introdução à história 
da filosofia; As escolas helenísticas, vol. II. São Paulo: Companhia das Letras, 2010) 
 
Resposta da questão 14: [A] 
 
Há aqui a necessidade de esclarecer que sistematicamente a ética estoica é enunciada de acordo com a física, quer 
dizer, dado que o estoicismo constrói uma física da causalidade necessária (as leis da natureza são necessárias e de 
certo evento ocorrerá uma consequência inevitável), a ética lida com a ideia de destino e, por conseguinte, não há 
contingência caso um evento seja, e se faça, sempre verdadeiro. Isto estabelecido, temos: 
 
“De acordo com Diógenes de Laércio, os estoicos distinguiam na ética, enquanto parte da filosofia, “lugares” ou 
objetos de estudos: o impulso ou tendência, hormé; os bens e males; as paixões, páthé; a virtude, areté; o sumo bem, 
télos; as ações; as condutas conveniente, kathekonta; e o que convém aconselhar ou impedir. A ética é elaborada em 
dois movimentos: um que vai da psicologia da tendência aos valores (bem e mal) que orientam positiva ou 
negativamente as ações, passa pelas perturbações que podem afetá-las (paixões) e chega à perfeição (virtude, bem) 
e às especificações concretas ações morais (convenientes); e outro, que vai do ideal do sábio às especificações 
concretas de conduta e à pedagogia moral. 
Toda ação ética é orientada por um fim único (télos), em vista do qual todo o resto é meio ou fim parcial. O fim último 
é a felicidade (eudaimonía) daquele que vive bem porque realiza plenamente sua natureza. Os estoicos consideram 
que a virtude basta para a felicidade, da qual ela é a causa, mas não é ela o télos ou o sumo bem, que é viver em 
conformidade (homología) com a natureza, isto é, consigo mesmo e com o mundo. A infelicidade, portanto, é o 
desacordo ou o conflito consigo mesmo e com a natureza”. (M. Chaui. Introdução à história da filosofia: as escolas 
helenísticas, vol. II. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 156) 
 
Resposta da questão 15: [E] 
 
A teoria agostiniana, a respeito do conhecimento, é chamada de Teoria da Iluminação. Segundo ela, o homem conhece 
a verdade das coisas a partir da iluminação divina sobre a sua alma. Desta forma, somente a alternativa [E] está correta. 
 
Resposta da questão 16: [A] 
 
 
 
Também chamado de ceticismo prático, o pirronismo baseia-se na ideia de que é impossível conhecer a realidade, que 
é sempre contingente e mutável. Assim, o que restaria ao homem seria renunciar a busca pela verdade, exatamente 
como se afirma na alternativa A. 
 
Resposta da questão 17: [C] 
 
A concepção de Deus para Platão era de um Deus do intelecto, para Agostinho este conceito cai totalmente, para ele, 
Agostinho, Deus pode estar nos dois lugares ao mesmo tempo; tanto no intelecto, quanto criador do mundo da 
natureza como ser criador de todas as coisas. Tal concepção do homem provinha de Platão, para o qual o homem é 
definido como uma alma que se serve de um corpo. Agostinho mantém esse conceito com todas as consequências 
lógicas que ele comporta. Assim, o verdadeiro conhecimento não seria a apreensão de objetos exteriores ao sujeito, 
devido à sua variabilidade, e sim, a descoberta de regras imutáveis, como o princípio ético segundo o qual é necessário 
fazer o bem e evitar o mal. Tal conhecimento se refere às realidades não sensíveis cujo caráter fundamental seria a 
necessidade, pois são o que são e não podiam ser diferentes. 
Agostinho supera o ceticismo mediante o iluminismo platônico. Inicialmente, ele conquista a certeza da própria 
existência espiritual, e deste conceito tira uma verdade particular, de que Deus enquanto verdade onipotente, 
onisciente pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Embora desvalorize o conhecimento platônico da 
sensibilidade em relação ao conhecimento intelectual, admite Agostinho que os sentidos, como o intelecto são fonte 
de conhecimento. Para Agostinho, a fé e a razão complementam-se na busca da felicidade e da graça. A graça, para 
ele, não é alcançada por procedimento intelectual, mas por ato de intuição e fé. Mas a razão se relaciona com a fé no 
sentido de provar a sua correção. Ou seja, a fé é precedida por certo trabalho da razão e, após obtê-la, a razão a 
sedimenta. A razão relaciona-se, portanto, duplamente com a fé. É necessário compreender para crer, e crer para 
compreender. Aqui se percebe que, para Agostinho, a filosofia é apenas um instrumento destinado a um fim que 
transcende seus próprios limites. 
 
Resposta da questão 18: [D] 
 
Agostinho faz das Ideias os pensamentos de Deus e rejeita a doutrina da reminiscência que supõe a preexistência da 
alma que exclui a possibilidade do criacionismo, típico da teoria agostiniana que segundo alguns autores é a doutrina 
platônica transformada no criacionismo com aquela luz de que falam nas Sagradas Escrituras que orientam a 
inteligência humana que é dom de Deus e em Platão, é uma lembrança da alma enquanto contempladora do mundo 
das essências. 
 
Resposta da questão 19: [D] 
 
Somente a alternativa D está correta, pois é conhecida como “filosofia patrística” o período filosófico dominado pelas 
ideias desenvolvidas por padres católicos – durante a fase final do Império Romano - e que dariam origem à escolástica 
(por volta dos séculos VIII-IX). Tem em Santo Agostinho seu maior expoente, cujo pensamento se voltava aos 
problemas de Deus e da alma, tentando conciliar o ensinamento da Bíblia com a filosofia platônica. 
 
Resposta da questão 20: [C] 
 
Ainda que se assemelhe muito a Platão em diversos pontos, Agostinho fazia uma pequena diferenciação deste com 
relação a sua teoria sobre a verdade. Ambos pensavam a existência de uma verdade inata, mas, para Platão, essa 
verdade seria encontrada pela memória, enquanto que, para Agostinho, seria encontrada pela iluminação divina.como o contrário dela. 
 
Resposta da questão 11: [A] 
 
A filosofia de Epicuro tem como um de seus princípios a moderação dos desejos e dos prazeres, tal como afirma a 
alternativa [A], única correta. 
 
Resposta da questão 12: [D] 
 
 
 
Um juízo de fato é um juízo que diz respeito à disposição da realidade, isto é, se o enunciado estivesse descrevendo a 
situação atual do consumo: “consumimos produtos de origens de fontes sujas segundo a informação ‘x’ e pela 
estatística ‘y’ demonstramos que desperdiçamos exageradamente nossa produção”, então ele seria um juízo de fato. 
No caso, o enunciado expõe um juízo de valor, isto é, de acordo com o que se constata nos fatos deveríamos garantir 
fontes limpas como matéria-prima da produção e evitar o desperdício desta produção. Como esse juízo de valor ainda 
não foi avaliado e regulado pelo Estado, então ele é um juízo meramente moral, que reflete unicamente a escolha do 
sujeito sobre a melhor maneira de organizar seus hábitos. 
A ética aristotélica, a ética epicurista, basicamente toda a ética antiga, defendia, cada uma a sua maneira, a moderação 
como uma virtude muitíssimo importante. 
 
Resposta da questão 13: [C] 
 
Marco Aurélio foi um imperador que reinou durante um período muito conturbado de guerras e pestes, mas durante 
sua vida conseguiu escrever a sua peculiar obra e: 
 
“Escreveu apenas para si mesmo – o título original dos doze livros, conhecido como Meditações (ou Pensamentos), é 
O imperador Marco Aurélio para si mesmo. Isso deu à obra uma singularidade inovadora, não pertencendo a nenhum 
dos gêneros literários conhecidos pela filosofia, pois não assume a forma do tratado doutrinário, nem das confissões, 
nem do diário: o exame da consciência. Seu estilo é das sentenças e das fulgurações”. (M. Chaui. Introdução à história 
da filosofia; As escolas helenísticas, vol. II. São Paulo: Companhia das Letras, 2010) 
 
Resposta da questão 14: [A] 
 
Há aqui a necessidade de esclarecer que sistematicamente a ética estoica é enunciada de acordo com a física, quer 
dizer, dado que o estoicismo constrói uma física da causalidade necessária (as leis da natureza são necessárias e de 
certo evento ocorrerá uma consequência inevitável), a ética lida com a ideia de destino e, por conseguinte, não há 
contingência caso um evento seja, e se faça, sempre verdadeiro. Isto estabelecido, temos: 
 
“De acordo com Diógenes de Laércio, os estoicos distinguiam na ética, enquanto parte da filosofia, “lugares” ou 
objetos de estudos: o impulso ou tendência, hormé; os bens e males; as paixões, páthé; a virtude, areté; o sumo bem, 
télos; as ações; as condutas conveniente, kathekonta; e o que convém aconselhar ou impedir. A ética é elaborada em 
dois movimentos: um que vai da psicologia da tendência aos valores (bem e mal) que orientam positiva ou 
negativamente as ações, passa pelas perturbações que podem afetá-las (paixões) e chega à perfeição (virtude, bem) 
e às especificações concretas ações morais (convenientes); e outro, que vai do ideal do sábio às especificações 
concretas de conduta e à pedagogia moral. 
Toda ação ética é orientada por um fim único (télos), em vista do qual todo o resto é meio ou fim parcial. O fim último 
é a felicidade (eudaimonía) daquele que vive bem porque realiza plenamente sua natureza. Os estoicos consideram 
que a virtude basta para a felicidade, da qual ela é a causa, mas não é ela o télos ou o sumo bem, que é viver em 
conformidade (homología) com a natureza, isto é, consigo mesmo e com o mundo. A infelicidade, portanto, é o 
desacordo ou o conflito consigo mesmo e com a natureza”. (M. Chaui. Introdução à história da filosofia: as escolas 
helenísticas, vol. II. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 156) 
 
Resposta da questão 15: [E] 
 
A teoria agostiniana, a respeito do conhecimento, é chamada de Teoria da Iluminação. Segundo ela, o homem conhece 
a verdade das coisas a partir da iluminação divina sobre a sua alma. Desta forma, somente a alternativa [E] está correta. 
 
Resposta da questão 16: [A] 
 
 
 
Também chamado de ceticismo prático, o pirronismo baseia-se na ideia de que é impossível conhecer a realidade, que 
é sempre contingente e mutável. Assim, o que restaria ao homem seria renunciar a busca pela verdade, exatamente 
como se afirma na alternativa A. 
 
Resposta da questão 17: [C] 
 
A concepção de Deus para Platão era de um Deus do intelecto, para Agostinho este conceito cai totalmente, para ele, 
Agostinho, Deus pode estar nos dois lugares ao mesmo tempo; tanto no intelecto, quanto criador do mundo da 
natureza como ser criador de todas as coisas. Tal concepção do homem provinha de Platão, para o qual o homem é 
definido como uma alma que se serve de um corpo. Agostinho mantém esse conceito com todas as consequências 
lógicas que ele comporta. Assim, o verdadeiro conhecimento não seria a apreensão de objetos exteriores ao sujeito, 
devido à sua variabilidade, e sim, a descoberta de regras imutáveis, como o princípio ético segundo o qual é necessário 
fazer o bem e evitar o mal. Tal conhecimento se refere às realidades não sensíveis cujo caráter fundamental seria a 
necessidade, pois são o que são e não podiam ser diferentes. 
Agostinho supera o ceticismo mediante o iluminismo platônico. Inicialmente, ele conquista a certeza da própria 
existência espiritual, e deste conceito tira uma verdade particular, de que Deus enquanto verdade onipotente, 
onisciente pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Embora desvalorize o conhecimento platônico da 
sensibilidade em relação ao conhecimento intelectual, admite Agostinho que os sentidos, como o intelecto são fonte 
de conhecimento. Para Agostinho, a fé e a razão complementam-se na busca da felicidade e da graça. A graça, para 
ele, não é alcançada por procedimento intelectual, mas por ato de intuição e fé. Mas a razão se relaciona com a fé no 
sentido de provar a sua correção. Ou seja, a fé é precedida por certo trabalho da razão e, após obtê-la, a razão a 
sedimenta. A razão relaciona-se, portanto, duplamente com a fé. É necessário compreender para crer, e crer para 
compreender. Aqui se percebe que, para Agostinho, a filosofia é apenas um instrumento destinado a um fim que 
transcende seus próprios limites. 
 
Resposta da questão 18: [D] 
 
Agostinho faz das Ideias os pensamentos de Deus e rejeita a doutrina da reminiscência que supõe a preexistência da 
alma que exclui a possibilidade do criacionismo, típico da teoria agostiniana que segundo alguns autores é a doutrina 
platônica transformada no criacionismo com aquela luz de que falam nas Sagradas Escrituras que orientam a 
inteligência humana que é dom de Deus e em Platão, é uma lembrança da alma enquanto contempladora do mundo 
das essências. 
 
Resposta da questão 19: [D] 
 
Somente a alternativa D está correta, pois é conhecida como “filosofia patrística” o período filosófico dominado pelas 
ideias desenvolvidas por padres católicos – durante a fase final do Império Romano - e que dariam origem à escolástica 
(por volta dos séculos VIII-IX). Tem em Santo Agostinho seu maior expoente, cujo pensamento se voltava aos 
problemas de Deus e da alma, tentando conciliar o ensinamento da Bíblia com a filosofia platônica. 
 
Resposta da questão 20: [C] 
 
Ainda que se assemelhe muito a Platão em diversos pontos, Agostinho fazia uma pequena diferenciação deste com 
relação a sua teoria sobre a verdade. Ambos pensavam a existência de uma verdade inata, mas, para Platão, essa 
verdade seria encontrada pela memória, enquanto que, para Agostinho, seria encontrada pela iluminação divina.

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